‘Estamos otimistas de que Trump deixe o hospital nesta segunda’, diz chefe de gabinete da Casa Branca

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, disse que os funcionários da Presidência estão otimistas de que Donald Trump poderá deixar o hospital ainda nesta segunda (5).

“Falei com o presidente esta manhã”, disse Meadows, à Fox News. “Ele continuou a melhorar durante a noite e está pronto para voltar a um horário normal de trabalho.”

Meadows acrescentou que o presidente se encontraria com seus médicos e enfermeiras esta manhã para fazer novas avaliações de seu progresso.

Covid-19 provocou apagão em tratamento de saúde mental, indica OMS

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO – BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS)

Luto, isolamento, perda de renda e medo durante a pandemia do novo coronavírus trouxeram novos problemas de saúde mental e agravaram os que já existiam, num momento em que o atendimento era reduzido ou interrompido em 93% dos países do mundo, indica pesquisa divulgada nesta segunda (5) pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

O relatório não traz resultados por país, mas a interrupção em ao menos algum serviço de atendimento à saúde mental atingiu 100% entre os países das Américas.

“Este foi um aspecto esquecido da primeira onda, e os governos precisam se preparar para evitar mais sofrimento nos próximos meses”, afirmou a diretora do departamento de Saúde Mental e Uso de Substâncias da OMS, Dévora Kestel.

Níveis elevados de uso de álcool e drogas, insônia e ansiedade estão entre os problemas específicos que ficaram sem atenção. Nos casos mais graves, a interrupção no tratamento eleva casos de suicídio ou mortes por overdose de opióides, afirmou Kestel.

Embora não haja dados quantitativos sobre vítimas, mais de um terço dos países (35%) relatou interrupções nas intervenções de emergência, incluindo aquelas para pessoas que tiveram convulsões prolongadas, síndromes de abstinência por uso de substâncias graves e delírio, que geralmente indicam condição médica séria.

Na Itália, médicos divulgaram um alerta de que, desde março, houve 71 casos de suicídio e 46 tentativas que foram relacionadas aos efeitos da pandemia.

Com o fechamento das escolas na maioria absoluta dos países, serviços de saúde mental nas redes de ensino foram os mais afetados. Impacto no atendimento a crianças e adolescentes foi relatada por 78% dos países, em 7 em cada 10 deles tiveram interrupção total dos serviços antes realizados nas escolas.

Além dos efeitos indiretos na saúde mental, a infecção pelo Sars-Cov-2 também causa complicações neurológicas e mentais, como delírio, agitação e derrame, aponta a entidade.

Há também impacto econômico. Segundo a OMS, cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,7 trilhões) era perdido anualmente apenas com depressão e ansiedade antes da pandemia de Covid-19.

A pesquisa foi realizada de junho a agosto de 2020, entre 130 países nas seis regiões da OMS. Kestel afirmou que, como o levantamento foi feito por meio de questionários respondidos pelos ministérios da saúde, os resultados podem revelar um quadro parcial.

“A abrangências das informações depende de quanta informação cada governo central tem sobre as diferentes regiões e serviços”, disse ela.

Os países foram questionados sobre dez tipos de atendimento, incluindo tratamento em hospitais psiquiátricos para pacientes internos e externos, serviços ambulatoriais, internação psiquiátrica e neurológica, tratamento de transtornos por uso de substâncias e atenção primária à saúde.

Nenhum país relatou o fechamento total de todas as 10 categorias de serviço. Mantiveram todos os serviços abertos 5 países africanos (18%), 2 países europeus (8%) e 2 países do leste da Ásia (9%), segundo a pesquisa.

Nos países que tiveram impacto no atendimento, aconselhamento e terapia (67%), serviços de redução de danos no consumo de drogas (65%) e tratamentos para substituir o uso de opioides (45%) foram alguns dos mais afetados.

Atendimento remoto foi uma solução adotada para compensar o impacto nos serviços, mas ela se concentrou nos países mais desenvolvidos.

Mais de 80% dos países de alta renda relataram a oferta de telemedicina e teleterapia para preencher lacunas na saúde mental; nos de baixa renda, menos de 50% implantaram a opção.

Uma das dificuldades para evitar novas falhas nos próximos meses, segundo Kestel, é que apenas 17% dos países relataram financiamento adicional para tratamentos de saúde mental e o apoio psicossocial como resposta aos impactos da Covid-19.

Antes da pandemia, já havia “subfinanciamento crônico”, segundo a OMS: os países gastavam menos de 2% de suas verbas de saúde para prevenir ou tratar distúrbios mentais. A área recebia também menos de 1% da ajuda internacional destinada à saúde.

Segundo a OMS, estudos mostram que cada US$ 1 gasto em tratamento de depressão e ansiedade produz um ganho de US$ 5, ao reduzir perdas de produtividade e evitar problemas mais sérios.

No próximo sábado (10), a OMS fará um evento online para estimular mais investimentos em saúde mental como resposta aos danos da pandemia de Covid-19.

Entre os participantes estão o goleiro brasileiro Alisson Becker, do Liverpool, Talinda Bennington, víuva do vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, e a mãe de Lady Gaga, Cynthia Germanotta, presidente da fundação Born This Way, criada em 2012 pela cantora para “apoiar o bem-estar mental e emocional dos jovens”.

Daae faz reparo emergencial em rede de abastecimento no bairro Benjamin de Castro

O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Claro está fazendo reparo emergencial na rede que se rompeu na Avenida Ápia, entre as ruas 6 e 7, no bairro Benjamin de Castro, na manhã dessa segunda-feira (5).

Para realizar o serviço, foi necessário interromper temporariamente o abastecimento de água no local, o que pode ocasionar baixa pressão ou interrupção temporária no fornecimento de água nos bairros: Jardim Paulista 1 e condomínios próximos, Jardim das Palmeiras, Jardim Brasília, Jardim Esmeralda, Benjamin de Castro, Guanabara, Terra Nova, Jardim das Nações 1 e 2, Nova Rio Claro, Chácara Lusa, Diário Ville, Nova Veneza e condomínios localizados na Estrada dos Costas, que são abastecidos por essa rede.

A previsão para conclusão dos trabalhos é para o final da manhã desta segunda-feira (5) e o abastecimento nos bairros deve ser normalizado durante a tarde. Nesse período, o Daae orienta que os consumidores façam uso racional da água. A autarquia reforça a importância de os moradores terem caixa d’água em seus imóveis, já que durante os serviços de manutenção, os imóveis que possuem caixa d’água não sofrem com eventual falta d’água quando usada racionalmente, o que reduz transtornos em casos de interrupção no fornecimento.

Assim que retomado o abastecimento, serão realizadas descargas na rede, mas mesmo assim, pode haver casos pontuais de cor escura na água, que devem ser relatados à Central de Atendimento do Daae pelo telefone 0800-505-5200, que funciona 24 horas e atende ligações de telefone fixo e celulares.

Os casos pontuais de cor escura na água se devem ao fato de, com a paralisação temporária do fornecimento de água, acaba ocasionando a despressurização da rede e isso faz com que as incrustações que estão na parede da tubulação se soltem. Ao retomar o abastecimento, a pressão da água acaba deslocando estas incrustações na rede.

O Daae informa ainda que ao restabelecer o abastecimento há um aumento temporário na pressão em alguns pontos da rede, o que pode deixar a água com um aspecto “esbranquiçado”. Neste caso, a água está com microbolhas, por conta dessa pressão. Tanto que ao colocar essa água em um recipiente, em segundos ela fica com seu aspecto normal e pode ser consumida normalmente.

JC Business aborda o poder da oratória

A segunda edição do programa JC Business acontece na próxima quinta-feira (8), a partir das 19 horas, e o tema abordado será de interesse de muitas pessoas.

“Nossa conversa será sobre Oratória. Tema importante para quem deseja falar bem em público, ter sucesso na apresentação de um projeto ou em uma reunião de negócios. Profissionais gabaritadas darão dicas e técnicas para você perder o medo e a timidez, e falar cada vez melhor”, fala Maria Angela Tavares de Lima, gerente-geral do grupo JC de Comunicação e mediadora do programa.

Além de Maria Angela, mediando o debate e falando sobre o assunto, duas entrevistadas de renome estarão presentes na conversa, ambas entendedoras profissionais da pauta: Samia Cruanes Dias, publicitária, mestre em Comunicação Social pela UMESP, professora universitária no Centro Universitário Claretiano de Rio Claro e também professora em cursos de pós-graduação. É Consultora, Trainer de Marketing, Vendas e Oratória e também é especialista na Zaros Escola de Negócios; e Andréa Chanquetti, psicanalista formada pela WCCA Campinas, treinadora comportamental formada pelo IFT, médica veterinária formada pela UEL, pós-graduada em clínica médica, professora universitária por 10 anos, especialista em liderança, parceira da Zaros Escola de Negócios desde 2011, coordenadora responsável pelo curso Orion (voltado para líderes) e coordenadora adjunta do curso Quiron para empresários.

“O medo de falar em público já foi o maior medo da humanidade. E atualmente ainda é um dos maiores medos que as pessoas enfrentam. É impossível acreditar que uma pessoa possa perder uma oportunidade de trabalho ou de fechar um negócio devido ao medo de falar em público, mas isso é uma realidade”, explica Samia Cruanes Dias.

Parceiro

As empresas Unimed, Selection Meat Boutique de Carnes, Engefort e Caprem patrocinam e apoiam o programa JC Business

Muros de Doria viram ‘micos’ de SP e devem perturbar próximo prefeito

ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Uma ação que começou como uma ofensiva do ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) contra pichadores no início de sua gestão deverá continuar assombrando quem quer que seja eleito para o cargo neste ano.
O muro com grafites apagado na avenida 23 de Maio virou um jardim vertical cuja manutenção custa R$ 1,5 milhão ao ano –e a galeria a céu aberto para alocar as pinturas virou mais uma parede pichada e malcuidada.
Outro muro, o de vidro da USP, pensado para se tornar uma marca de Doria, revelou-se um mico. Agora, as ações são criticadas por adversários, que veem desperdício de dinheiro público, contrariando promessas iniciais de que o município não teria prejuízos.
Na época em que a maré cinza de Doria varreu as paredes da cidade, o atual chefe do Executivo, Bruno Covas (PSDB), era titular das subprefeituras à época, responsável pela zeladoria. A gestão tucana mirou pichadores, mas acertou os grafiteiros.
Os grafites haviam sido patrocinados pela gestão de Fernando Haddad (PT), derrotado por Doria em 2016. O tucano anunciou o maior “corredor verde do mundo em um eixo urbano” para ocupar o lugar que era das obras de arte.
O projeto do muro custou de R$ 9,7 milhões. A obra foi controversa, porque contou como compensação ambiental. Já a manutenção foi entregue a uma empresa que, posteriormente, desistiu de fazer o serviço alegando falta de condições financeiras.
Sem cuidado, as plantas chegaram a secar. A gestão Covas revitalizou o muro, que hoje apresenta um frondoso jardim. O problema ali está no custo: renovado em maio por 12 meses, o contrato custa R$ 128 mil por mês.
A reportagem questionou se a gestão Covas cogita retirar o muro devido ao custo, mas, em nota, a prefeitura afirmou apenas que a empresa contratada faz a manutenção regularmente, incluindo limpeza e troca de mudas, além de manutenção no sistema de irrigação.
O secretário do Verde e Meio Ambiente na época da instalação, o vereador Gilberto Natalini (PV), diz considerar o espaço um erro de gestão. Ele foi contrário ao muro, por julgar que não fazia sentido usar dinheiro de compensação ambiental.
Para que o muro tivesse relevância ecológica real para a cidade seria necessário que tivesse mais de 1.500 km –distância similar ao trajeto de São Paulo a Cuiabá, em Mato Grosso
Natalini lembra que a ideia de utilizar esse tipo de muro começou na gestão Haddad, em prédios no entorno do Minhocão. Doria, porém, ampliou o uso do recurso.
“Mas o Doria quis de qualquer forma fazer o muro, insistiu, praticamente obrigou a administração a fazer o muro”, diz o vereador. Esse foi o primeiro dos desgastes que acabaram com a demissão de Natalini, que posteriormente faria denúncia sobre irregularidades na cidade.
Para compensar a má repercussão do apagamento de grafites pela cidade, Doria criou um programa de galerias a céu aberto, os MARs (Museus de Arte de Rua). O projeto foi inspirado em um bairro de Miami (EUA), Wynwood, que atrai mais de 1 milhão de visitantes por ano.
Embora depois na gestão Covas grafites tenham proliferado em empenas na cidade, o primeiro espaço inaugurado por Doria que deveria virar ponto turístico, na rua Moacyr Vaz de Andrade, na zona norte, é um muro pichado e descascado, sem sinal de visitante algum.
A gestão Covas diz que o programa MAR está em sua terceira edição, com orçamento de R$ 1,4 milhão, com sete empenas e dez muros finalizados em 2020.
“Doria é um ‘contêiner’ amarrado nas costas do Bruno. Os muros verdes da 23 de Maio são um exemplo de desperdício de dinheiro público”, diz Márcio França (PSB).
“Outro exemplo é o muro de vidro da USP, típica marca do governo Bruno-Doria: rápida, marqueteira e inútil”, completa o opositor, que também citou o assunto no debate da última quinta-feira (1º).
Feita inicialmente pela iniciativa privada, a obra na USP era outra aposta dos tempos em que Doria lançava projetos-relâmpago em busca de uma marca eleitoral. Orçada em R$ 15 milhões, a iniciativa foi bancada por dinheiro privado e não deveria custar nada aos cofres públicos.
No entanto, com os vidros constantemente quebrados, o muro virou um problema para a prefeitura sob Bruno Covas e também para a USP.
Laudos da Polícia Civil indicam que houve falha na instalação que levaram a quebras recorrentes das placas. A falta de uma peça de borracha para calçar as placas facilitaria a quebra.
Agora, todos querem distância da responsabilidade sobre a iniciativa.
A prefeitura afirma que o muro não é mais problema dela. “O muro de vidro foi viabilizado por meio de parcerias com a iniciativa privada, após entendimento entre a prefeitura e a Universidade de São Paulo, que realizou chamamento público dos parceiros. A prefeitura já se colocou à disposição para prestar apoio técnico caso a USP julgue necessário”, diz a gestão Covas, em nota.
Questionada sobre os muros da USP e da 23 de Maio, a assessoria do governo Doria afirmou que ele “iniciou o processo de revitalização da raia da USP, assim como o muro verde da Avenida 23 de maio”. “A continuidade dos projetos e as manutenções serão realizadas pelos atuais responsáveis.”
Já a USP afirmou que as obras no muro estão paralisada devido à pandemia e que serão ” retomadas tão logo seja possível”. A instituição não deu detalhe sobre a obra.
Entre os adversários, há muitas críticas, mas poucas ideias sobre o que fazer com os muros deixados por Doria.
“Vamos ouvir a população sobre o que deve ser feito em casos como estes, emblemáticos do elitismo e da arrogância do PSDB. Se os paulistanos tivessem sido ouvidos, milhões de reais desperdiçados por conta dos caprichos estéticos de Doria poderiam ter sido destinados à criação de vagas em creches e à contratação de médicos na periferia”, afirmou a campanha de Guilherme Boulos (PSOL).
Já Andrea Matarazzo (PSD) diz que gosta da ideia do muro da 23 de Maio, apesar do preço, mas diz que o da USP ele mudaria.
“[Vou] trocar todos aqueles vidros por uma cerca igual à que eu coloquei no Parque do Povo, que é uma cerca de ferro, que permitiria você enxergar a paisagem. Isso não custaria nem 10% daquilo lá [muro de vidro] e seria definitivo.”
Para Matarazzo, o maior mico da gestão será a reforma do Vale do Anhangabaú.
A campanha de Jilmar Tatto (PT) afirmou que Doria priorizou obras desnecessárias, em contexto em que a cidade tem quase 30 mil pessoas vivendo em situação de rua e déficit habitacional de 474 mil. Segundo a assessoria do petista, o muro da USP ainda gera prejuízos com quedas e problemas de manutenção.
“Já o muro verde da 23 de Maio só expôs o caráter higienista da gestão Bruno/Doria. A arte precisa ser vista. Sem contar a censura à liberdade de expressão e os danos ao patrimônio público, como apontou o Ministério Público. Doria trata São Paulo como a sala de sua mansão”, declara a campanha de Tatto.

Pandemia afeta comportamento dos moradores de condomínio

LARISSA TEIXEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

As restrições provocadas pela quarentena do novo coronavírus fizeram com que moradores passassem a ficar mais tempo em casa, ou seja, dentro dos prédios. Mas para ter uma boa convivência e até preservar a saúde, especialistas recomendam seguir as regras de cordialidade e ter empatia.
Para Roberto Graiche Júnior, presidente da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), a primeira coisa a ser feita é ler a convenção e o regulamento interno do condomínio para saber o funcionamento e os detalhes do local. “É preciso ter consciência de que aquele espaço não é só seu”, afirma.
Paulo Werneck, 44, é síndico de um condomínio com 1.600 moradores na Vila Andrade (zona sul de SP). Ele conta que a maioria das reclamações durante a quarentena foi resolvida com diálogo e bom senso. “Apesar de ter gerado muitos conflitos, acho que as pessoas aprenderam a conviver melhor neste período”, diz.
O advogado especialista em direito condominial Alexandre Callé explica que o artigo 1.336 do Código Civil determina que os condôminos utilizem as áreas conforme a sua destinação e sem prejudicar o sossego, saúde e segurança dos demais. Segundo ele, além do comportamento dos condôminos ter mudado, a rotina do síndico e dos funcionários também mudou.
Baseado nas regras e nas medidas tomadas durante a pandemia, os especialistas explicam que os condôminos devem utilizar máscara, respeitar o distanciamento, seguir eventuais processos de agendamento e rodízio para uso das áreas comuns, não ultrapassar a capacidade do elevador, limpar os equipamentos após utilizar (como na academia) e cumprir os horários de obras.
“Apesar das coisas estarem começando a abrir, a gente ainda está convivendo com o vírus”, diz Graiche.
Callé afirma que as medidas devem ser informadas aos moradores. “As pessoas estão tendo que achar um jeito de conviver juntas. Uma respeitando a outra.”
Em caso de conflitos, a orientação dos profissionais é resolver com o diálogo. Caso haja abusos e a conversa não seja suficiente, o síndico deve mediar e aplicar advertências e multas conforme a necessidade.

– Comportamento nos condomínios

Mudanças na pandemia:

Com a flexibilização, algumas atividades já voltaram a ser feitas fora de casa e os condomínios têm reduzido as restrições
Ainda assim, há pessoas trabalhando, estudando e se divertindo em casa ou nas áreas comuns dos prédios
Essa concentração de pessoas só funciona quando há uma boa convivência entre vizinhos
É importante ser tolerante, respeitar o espaço e o direito do outro
Leia o regulamento e convenção do condomínio
O art. 1336 do Código Civil norteia os condôminos a utilizarem áreas sem prejudicar a saúde, sossego e segurança dos demais
Lembre que o vírus continua circulando e a pandemia não acabou
Baseado nisso, há a etiqueta pessoal

Siga as cautelas sanitárias

Evite aglomerações
Use máscara em todas as áreas coletivas
Higienize as mãos com álcool em gel ao tocar em botões, maçanetas, pegar encomendas etc
Quando houver tapete com água sanitária, limpe os pés
Caso contraia Covid-19, procure comunicar a gestão condominial para que os procedimentos de higiene e limpeza sejam intensificados
ATENÇÃO: informar a situação não é obrigatório e o condomínio não deve revelar a identidade da pessoa sem permissão

Nas áreas comuns

Tenha consciência de que aquele local não é só seu
O uso deve ser dividido igualmente por todos
Mantenha ambientes ventilados
Respeite eventuais agendamentos e rodízios
Higienize objetos e equipamentos antes e depois do uso

Elevadores

Respeite o limite de capacidade
Dependendo do tamanho, é recomendável reduzir a capacidade em torno de 40%
Há prédios que permitem apenas uma família ou duas pessoas por vez, por exemplo

Relação entre vizinhos

Tenha empatia e saiba que as pessoas têm atividades diferentes em suas unidades
É importante respeitar o horário de obras, compreender eventuais barulhos etc
Ao fazer algo, vale pensar se a mesma situação te incomodaria
Em caso de exageros, procure ajuda do síndico

Conflitos

Se houver problemas, procure resolver por meio da conversa
Lembre que as mudanças exigem adaptação e leva um tempo até que isso aconteça
Caso haja desrespeito das regras e o diálogo não funcione, o síndico pode aplicar advertências e multas conforme a situação
A gestão do condomínio deve manter os moradores informados sobre as regras, com mensagens e até avisos nas entradas

Fontes: Alexandre Callé, advogado especializado em condomínios e sócio da advocacia Callé e Roberto Graiche Júnior, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC)​

Nova York planeja lockdown em pontos críticos a partir de quarta

Agência Brasil

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a cidade se prepara para fechar negócios não essenciais e também escolas em nove bairros identificados como focos do novo coronavírus a partir da próxima quarta-feira (7), em uma tentativa de conter a disseminação da covid-19 no que já foi o epicentro da pandemia nos Estados Unidos.blankblank

Buscando a aprovação do governo do estado para o lockdown, de Blasio afirmou que a medida afetará nove regiões onde as taxas de testes positivos para o novo coronavírus aumentaram, possivelmente como resultado de falha no distanciamento social e no uso de máscaras faciais. Ele acrescentou que bairros em mais 11 áreas da cidade estão em uma “lista de observação” por causa de suas crescentes taxas.

Nova York é um dos 18 estados onde os casos não aumentaram nas duas últimas semanas, de acordo com análise da Reuters. Nove estados relataram aumentos recordes em casos de covid-19 nos últimos sete dias, principalmente no meio-oeste e no oeste, onde o clima leva a atividades em ambientes fechados.

Se o governador de Nova York, Andrew Cuomo, aprovar a paralisação, áreas do Brooklyn e do Queens seriam obrigadas a fechar todos os estabelecimentos não essenciais, restaurantes e escolas públicas e privadas. Cerca de 100 escolas públicas e 200 escolas privadas seriam fechadas por um período entre duas e quatro semanas, caso a aprovação do estado seja obtida, disse o prefeito.

Itália deve impor restrições para conter aumento da covid-19

Agência Brasil

O governo italiano deve impor novas restrições no país na próxima semana para tentar conter o número crescente de casos do novo coronavírus, disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza.blankblank

O gabinete deve se reunir na terça-feira (6) para decidir como reagirá ao aumento no número de infecções, com o Sul da Itália pela primeira vez parecendo mais vulnerável à doença.

“A batalha ainda não acabou. Não temos os números vistos em outros países europeus, mas estamos em uma fase de crescimento significativo e espero que o país encontre espírito de unidade”, disse Speranza à emissora estatal RAI.

As medidas em análise incluem tornar obrigatório o uso de máscaras ao ar livre em todo o país e retomar restrições às reuniões sociais.

A Itália registrou 2.844 novos casos no sábado (3), o maior número desde o fim de abril, quando o país estava sob lockdown. As autoridades estão alarmadas com os surtos no Sul, na região da Campânia, principalmente Nápoles, onde são notificadas mais de 400 novas infecções por dia pela primeira vez.

Para ajudar a manter o controle e garantir que as regras de distanciamento social sejam respeitadas, o Ministério do Interior disse que soldados podem ser enviados, bem como a polícia, a alguns pontos críticos.

A Itália foi o primeiro país da Europa a ser atingido pela covid-19 e tem o sexto maior número de mortes no mundo, com quase 36 mil vítimas desde o início do surto em fevereiro. Até sábado, haviam sido registrados 322.751 casos.

Começam hoje campanhas de vacinação contra pólio e de multivacinação

Começa hoje (5) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para crianças de até 5 anos. A mobilização vai até o dia 30 de outubro em postos de saúde de todo o país. Os órgãos de saúde alertam que a população deve procurar o serviço mesmo com a pandemia de covid-19, pois a vacina é de extrema importância para manter as crianças imunes à doença. No sábado (17), a vacinação será reforçada com o dia de mobilização nacional.blankblank

Também a partir desta segunda-feira, inicia-se a campanha nacional de multivacinação. Crianças e adolescentes menores de 15 anos, não vacinados ou com esquemas incompletos de qualquer vacina, devem comparecer às unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.

No público-alvo da campanha contra a poliomielite estão crianças menores de 5 anos de idade, com estratégias diferenciadas para crianças com até 1 ano incompleto e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos. A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina.

A estimativa do Ministério da Saúde é que haja no país 11,2 milhões de crianças nessa faixa etária. A meta é imunizar 95% desse público.

Doença

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.

Não existe tratamento específico para a poliomielite, todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e rigidez na nuca. Na forma paralítica ocorre a súbita deficiência motora, acompanhada de febre, flacidez e assimetria muscular e persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

As sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (VIP, aos 2, 4 e 6 meses) e mais as doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP, gotinha). A medida está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio. Essa vacinação propicia imunidade individual e aumenta a imunidade de grupo na população em geral.

No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do vírus. No cenário internacional, hoje, existem dois países endêmicos para a doença: o Paquistão e Afeganistão.

Covid-19

O Ministério da Saúde orientou a rede pública a adotar medidas de prevenção contra a covid-19, para garantir a segurança das pessoas que comparecerem aos postos.

Entre as orientações para as unidades de saúde estão garantir a administração das vacinas em locais abertos e ventilados; disponibilizar local para lavagem das mãos ou álcool em gel; orientar que somente um familiar acompanhe a pessoa a ser vacinada e realizar a triagem de pessoas com sintomas respiratórios antes da entrada na sala de vacinação.

De acordo com o ministério, até o momento não há contraindicação médica para vacinar pessoas com infecção pelo novo coronavírus. Caso alguma pessoa com covid-19, suspeita ou confirmada, esteja hospitalizada ou em unidade de saúde com sala de vacina, ela deve receber as doses de acordo com o calendário nacional de vacinação.

A campanha nacional também visa a conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a proteção contra diversas doenças, no âmbito do Movimento Vacina Brasil, lançado no ano passado com o objetivo de combater as fake news e aumentar a cobertura vacinal da população.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, as vacinas estarão disponíveis nas 237 unidades da Atenção Primária à Saúde da capital, das 8h às 17h.

Durante as campanhas, as cadernetas de vacinação serão avaliadas para permitir a atualização das doses em atraso, atendendo os esquemas preconizados pelo Programa Nacional de Imunizações.No período, o município do Rio também realizará a Estratégia de Intensificação contra o Sarampo, com a vacinação indiscriminada da população de 15 a 49 anos.

Mesmo com as ações de combate à pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Saúde montou estratégias para imunizar a população. Na vacinação contra a gripe, houve ações como a vacinação em sistema drive-thru em postos do Detran e em domicílio. Além disso, houve aplicação de vacinas nos postos da rede, obedecendo medidas de segurança. Mais de 2 milhões de pessoas foram imunizadas contra a gripe durante a campanha.

Segundo a secretaria, a mobilização é uma estratégia para disponibilizar a atualização do calendário de vacinas em uma única ida à unidade de saúde, o que facilita o acesso de pais ou responsáveis aos serviços de saúde pública.

Rio Claro registra mais 14 casos de coronavírus

O município de Rio Claro totaliza 4.811 casos de coronavírus, com os 14 que foram registrados nas últimas 24 horas. O número de pessoas recuperadas da doença chegou a 4.633 e o de óbitos se manteve em 138. As informações estão no boletim divulgado no final da tarde deste domingo (4) pela Secretaria Municipal de Saúde. Rio Claro tem 17 pacientes hospitalizados por causa de contaminação pelo coronavírus, sendo 13 em leitos da rede pública e quatro em leitos particulares.

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Jornal Cidade RC
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