Brasileiro: com dois de Gabigol, Flamengo vence Santos por 4 a 1

AGÊNCIA BRASIL

O Flamengo recebeu o Santos neste domingo (13) no estádio do Maracanã, em jogo válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, e venceu por 4 a 1 para alcançar os 45 pontos (na 3ª posição da classificação).

Já a equipe da Vila Belmiro, que entrou em campo com uma equipe alternativa (porque o técnico Cuca decidiu poupar seu time para o jogo contra o Grêmio da próxima quarta-feira pela Libertadores), ficou na 8ª posição com 38 pontos.

Triunfo de goleada

Diante de um adversário que claramente sentia falta de entrosamento e se posicionava atrás em busca de oportunidades em jogadas de contra-ataque, o Flamengo começou a partida com mais volume, mas com dificuldades para furar a defesa adversária.

Assim, o time da Gávea só conseguiu abrir o marcador aos 41 minutos, quando o volante Gerson aproveita bola que fica viva na área após bate e rebate para fazer de cabeça.

O segundo veio logo no início da etapa final. O uruguaio Arrascaeta é derrubado dentro da área e o juiz marca pênalti. Gabigol vai para a cobrança e não falha aos 4 minutos.

O 3 a 0 não demorou a sair. Aos 12 minutos Bruno Henrique cruza e o goleiro João Paulo tira parcialmente, a bola sobra para Filipe Luís, que, com frieza, se livra de um adversário e bate para vencer o goleiro adversário.

Mas o Flamengo queria mais, e alcançou aos 25 minutos, graças a nova cobrança de pênalti perfeita de Gabigol, que bateu deslocando o goleiro João Paulo.

Quatro minutos depois, os meninos do Santos conseguem marcar o seu gol de honra, quando Madson cruza e Bruninho chega no meio da zaga para fazer de cabeça. A partida permaneceu movimentada, mas o placar ficou inalterado até o final, com a vitória do Flamengo de 4 a 1 sobre o Santos.

Próximos compromissos

Na próxima rodada o Santos visita o Vasco em São Januário no domingo (20), dia no qual o Flamengo recebe o Bahia.

Rio Claro chega a 154 óbitos por Covid-19

Idosa que estava hospitalizada é a mais recente vítima fatal da Covid-19 em Rio Claro. Boletim divulgado no domingo (13) pela Secretaria Municipal de Saúde aponta 154 óbitos causados pela doença no município.

O total de casos positivos chegou a 5.917, sendo que cinco casos foram confirmados nas últimas 24 horas. Há um óbito em investigação.

O número de pessoas internadas é 51, incluindo casos suspeitos, com 20 pacientes em leitos públicos e 31 em leitos particulares. Deste total, 20 pessoas estão em UTI.

Até o momento, em Rio Claro, 5.447 pessoas se recuperaram da Covid-19.

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SP registra 44 mil óbitos e 1,33 milhão casos de coronavírus

O Estado de São Paulo registra neste domingo (13) 44.018 óbitos e 1.334.703 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de COVID-19, 1.180.726 pessoas estão recuperadas, sendo que 143.387 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 65,1% na Grande São Paulo e 59,3% no Estado. O número de pacientes internados é de 10.805, sendo 6.105 em enfermaria e 4.700 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 12h deste domingo.

Hoje, os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 599 com um ou mais óbitos. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: http://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 25.311 (57,5%) homens e 18.707 (42,5%) mulheres. Os óbitos permanecem concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 76,8% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (11.404), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (10.405) e 80 e 89 anos (9.038). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (54), 10 a 19 anos (75), 20 a 29 anos (353), 30 a 39 anos (1.238), 40 a 49 anos (2.849), 50 a 59 anos (5.650 e maiores de 90 anos (2.952).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,9% dos óbitos), diabetes mellitus (43,2%), doenças neurológicas (10,8%), renal (9,4%), pneumopatia (8,3%). Outros fatores identificados são obesidade (8,3%), imunodepressão (5,5%), asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,7%), Síndrome de Down (0,4%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 35.309 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,2%).

Perfil dos casos

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 620.761 homens e 707.564 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.378 casos.

A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (314.848). As demais são: menores de 10 anos (33.703), 10 a 19 (66.391), 20 a 29 (230.380), 40 a 49 (272.693) 50 a 59 (198.243), 60 a 69 (121.027), 70 a 79 (60.755), 80 a 89 (27.994) e maiores de 90 (7.798). Não consta faixa etária para outros 871 casos.

Prefeituras recebem R$ 566 milhões no primeiro repasse de ICMS de dezembro

O Governo do Estado de São Paulo depositou, na terça-feira (8), R$ 566,25 milhões em repasses de ICMS para os 645 cidades paulistas. O depósito feito pela Secretaria da Fazenda e Planejamento é referente ao montante arrecadado no período de 30/11 a 4/12. Os valores correspondem a 25% da arrecadação do imposto, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.

No mês de dezembro, a estimativa é transferir às prefeituras o total de R$ 2,97 bilhões em repasses de ICMS. Os depósitos semanais são realizados por meio da Secretaria da Fazenda e Planejamento sempre até o segundo dia útil de cada semana, conforme prevê a Lei Complementar nº 63, de 11/01/1990. As consultas dos valores podem ser feitas neste link Acesso à Informação > Transferências de Recursos > Transferências Constitucionais a Municípios.

Nos onze meses deste ano, a Secretaria da Fazenda e Planejamento depositou R$ 26,77 bilhões aos municípios paulistas.

MêsNº de RepassesValor Depositado
Janeiro5R$ 2,73 bilhões
Fevereiro4R$ 2,39 bilhões
Março4R$ 2,39 bilhões
Abril5R$ 2,19 bilhões
Maio4R$ 1,83 bilhão
Junho4R$ 1,96 bilhão
Julho5R$ 2,38 bilhões
Agosto4R$ 2,45 bilhões
Setembro4R$ 2,33 bilhões
Outubro5R$ 3,19 bilhões
Novembro4R$ 2,93 bilhões
Total: R$ 26,77 bilhões

Agenda Tributária

Os valores semanais transferidos aos municípios variam em função dos prazos de pagamento do imposto fixados no regulamento do ICMS. Dependendo do mês, pode haver até cinco datas de repasses. As variações destes depósitos oscilam conforme o calendário mensal, os prazos de recolhimento e o volume dos recursos arrecadados.  A agenda de pagamentos está concentrada em até cinco períodos diferentes no mês, além de outros recolhimentos diários, como por exemplo, os relativos à liberação das operações com importações.

 Índice de Participação dos Municípios

Os repasses aos municípios são liberados de acordo com os respectivos Índices de Participação dos Municípios, conforme determina a Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988. Em seu artigo 158, inciso IV está estabelecido que 25% do produto da arrecadação de ICMS pertencem aos municípios, e 25% do montante transferido pela União ao Estado, referente ao Fundo de Exportação (artigo 159, inciso II e § 3º).

Os índices de participação dos municípios são apurados anualmente (artigo 3°, da LC 63/1990), para aplicação no exercício seguinte, observando os critérios estabelecidos pela Lei Estadual nº 3.201, de 23/12/81, com alterações introduzidas pela Lei Estadual nº 8.510, de 29/12/93.

Lewandowski dá prazo de 48 horas para Saúde informar data de início e término da vacinação contra a Covid

CONSTANÇA REZENDE – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski deu neste domingo (13) prazo de 48 horas para que o Ministério da Saúde informe uma data de início e de término de seu plano de vacinação da população contra a Covid-19.

“Intime-se o Senhor Ministro de Estado da Saúde para que esclareça, em 48 (quarenta e oito) horas, qual a previsão de início e término do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid – 19, inclusive de suas distintas fases”, escreveu o ministro em seu despacho, endereçado também à Advogacia-Geral da União.

No sábado, o STF divulgou ter recebido um plano de vacinação do governo, mas o documento não apresenta prazo de início e término. A Saúde diz que isso só será possível após aprovação de alguma vacina pela Anvisa.

Caminhonete roubada em Ipeúna é localizada pela Patrulha Rural da PM

A equipe da Patrulha Rural da Polícia Militar durante patrulhamento pela estrada Rio Claro x Ipeúna na manhã deste domingo (13) visualizou uma camionete de cor cinza abandonado no local.

Como já era de conhecimento da equipe que havia um modelo parecido produto de roubo no mês passado pelo bairro Santo Inácio, em Ipeúna, ao averiguarem o veículo tratava- se da mesma camionete Placas(CFU-4443) produto de roubo na data de 27/11/20.

O veículo se encontrava intacto, trancada e sem a chave. Feito contato com o proprietário o mesmo compareceu ao local o qual tendo seu bem restituído.

Max Verstappen vence GP de Abu Dhabi da F1

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O último GP da temporada 2020 da Fórmula 1, que aconteceu neste domingo (13) em Abu Dhabi, terminou com vitória de Max Verstappen, da Red Bull. Ele largou na pole position e se manteve em primeiro até o final da prova.

Foi a décima vitória do piloto, de 23 anos, na modalidade.

A liderança na corrida não foi suficiente, porém, para garantir ao piloto o vice-campeonato do torneio, que ficou com Valtteri Bottas, da Mercedes, segundo colocado no GP dos Emirados Árabes.

Companheiro de Bottas, o inglês Lewis Hamilton já havia conquistado antecipadamente o campeonato, pela sétima vez. Ele teve Covid-19 e ficou de fora da prova do último final de semana, no Bahrein, mas voltou a correr neste domingo e chegou na terceira posição.

Diferentemente das provas anteriores, marcadas pelo acidente grave de Grosjean e pelos problemas com os carros da Mercedes, a corrida em Abu Dhabi não teve grandes sobressaltos.

A largada teve poucas trocas de posições, nenhuma entre os primeiros colocados. As posições dos primeiros colocados na largada, Verstappen, Bottas e Hamilton, na sequência, se mantiveram no final da prova.

Vencedor da corrida do último domingo (6), o piloto mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, teve uma pane mecânica em seu carro e precisou deixar a prova. Por causa do incidente, o safety car foi acionado.

Pérez ainda não tem equipe para a próxima temporada.

O brasileiro Pietro Fittipaldi, neto de Emerson Fittipaldi, que substitui Grosjean na Haas, ficou na 19ª colocação.

Treinar a seleção é mais complexo do que pensar só em Marta, diz Pia

BRUNO RODRIGUES E JOÃO GABRIEL – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde que chegou ao Brasil, há um ano e meio, para comandar a seleção feminina de futebol, a sueca Pia Sundhage, 60, fez reverência a Pelé, cantou Alceu Valença e até se acostumou ao atraso rotineiro dos brasileiros.

Mas apesar de saber a letra de “Anunciação”, o aprendizado do nosso idioma é uma barreira. “Esse português está me deixando louca, é muito difícil!”, diz a treinadora, aos risos, em entrevista à Folha.

O perfil brincalhão, que já caiu nas graças de torcedores, dá lugar à seriedade quando o assunto é o que acontece dentro das quatro linhas.

Pia busca uma melhora do nível de desempenho da seleção, que passa pelo desenvolvimento de três aspectos que ela identifica como problemáticos do futebol brasileiro: controle emocional, intensidade inferior à da Europa e compactação das equipes.

De olho na Olimpíada, a sueca também fala sobre os papéis das veteranas Marta e Formiga e diz que não há lugar cativo na convocação para os Jogos de Tóquio. “Se elas tirarem o pé, não terão chance.”

Folha – Já faz um ano e meio que a senhora assumiu a seleção. Como tem sido sua vida no país até aqui?
Pia Sundhage – É muito diferente de tudo o que eu já fiz. O futebol é o mesmo. Você tem dois gols, dois times, as estrelas, espírito de equipe e tal. A diferença é a cultura. Quando eu estava nos Estados Unidos, o inglês, ainda que não seja meu idioma nativo, era mais fácil. Mas esse português está me deixando louca, é muito difícil! Ser treinadora de futebol é pura comunicação. Dar indicações, feedbacks. No início, eu também ficava impressionada que ninguém chegava no horário. Eu sou sueca, sempre pontual. Precisei escolher minhas batalhas. E se uma técnica quer ter sucesso, é importante conhecer com quem está falando. Então esse [o idioma] é o meu maior desafio, um desafio divertido.
Folha – Nos EUA, você ilustrou o seu trabalho com uma música do Bob Dylan, que fala sobre mudanças. Há alguma música que já simbolize o seu trabalho no Brasil?
Pia Sundhage – Aquela canção, “The Times They Are a-Changin'”, significava na época que eu estava em um outro país e precisaria mudar se eu quisesse chegar às atletas. E as atletas também precisariam mudar para chegar a mim e ter sucesso. Tem a música [para o Brasil] do Alceu Valença, a do “tu vens” [Anunciação], que foi a primeira que cantamos.
Folha – Que outros aspectos da cultura brasileira já a impactaram de alguma forma?
Pia Sundhage – Eu venho da Suécia e sou muito organizada. E isso me lembra como as jogadoras brasileiras são emocionais. Pode ser uma força, mas também uma fraqueza. Quando não vão bem, não quero que nenhuma delas entre em um processo de resolver as coisas sozinhas. Se algo não funciona, eu quero que elas mantenham uma organização sueca. Com emoções, mas organizadas. Estive muitos anos nos Estados Unidos e elas são as líderes em tirar o melhor de cada uma. Não sabem perder e há uma razão para isso: elas amam competir. As brasileiras também amam competir, mas a chave é, quando você não vence, transformar isso em força para o time.
Folha – Quando a senhora chegou em 2019, mostrou admiração pelo futebol brasileiro. Qual a sua primeira lembrança com relação ao Brasil?
Pia Sundhage – Minha primeira memória é o meu irmão e a minha irmã dizendo que a Suécia havia enfrentado o Brasil na Copa do Mundo de 1958. E que um jovem jogador chamado Pelé marcou gols. Eu queria marcar gols também, então, eu com cinco, seis anos de idade dizia que eu era Pelé.
Folha – A senhora trará mais um assistente, Anders Johansson, para trabalhar ao seu lado em 2021. O que ele irá incorporar ao seu trabalho?
Pia Sundhage – Ele esteve na elite masculina do futebol sueco, também na elite feminina, e quero que trabalhe com a defesa. Nós temos sido seguras na defesa, mas precisamos ser mais precisas no posicionamento e um pouco mais rápidas na tomada de decisão. E também nas bolas paradas. Tenho Lilie [Persson] responsável pelo ataque e Anders responsável pela defesa.
Folha – De que forma o adiamento da Olimpíada de Tóquio para 2021 atrapalhou seu planejamento?
Pia Sundhage – Nós tínhamos um planejamento muito bom trabalhando junto com [Luciano] Capelli [fisiologista] e Fábio [Guerreiro, preparador físico] para o nosso calendário. A Covid-19 fez com que a gente não se encontrasse. Enquanto isso, as seleções europeias jogaram, disputaram a classificação à Euro. Então estão um pouco na frente.
Folha – A senhora conquistou duas medalhas de ouro olímpicas com os EUA. O que poderá trazer dessas experiências para a seleção brasileira na Olimpíada?
Pia Sundhage – Escolher as prioridades corretas. É muito importante apontar para onde você quer que as jogadoras olhem, mais importante que ganhar o próximo jogo. Primeiro de tudo, você tem um jogo a cada dois dias, e isso é muito difícil. Com a equipe americana, nós treinamos bastante. Já com a Suécia, em 2016, algumas jogadoras não chegaram nem a treinar entre uma partida e outra. Organização é importante. E eu já estive em todos os tipos de situações.
Folha – Formiga terá 43 anos na Olimpíada. Marta, 35, e Cristiane, 36. Depender de atletas veteranas é um problema no desenvolvimento de atletas jovens?
Pia Sundhage – Nunca é um problema. Mas é muito importante, até pelo respeito ao futebol feminino do Brasil, olhar para as mais novas. E nós temos feito isso ultimamente. Não é sobre a idade, é sobre performance. Enquanto uma jogadora como Formiga, como Marta, fizer o melhor em cada treinamento, elas terão chance de formar o time da Olimpíada. Mas se elas tirarem o pé um pouco, não.
Folha – A senhora já encontrou o papel que Marta poderá desempenhar na sua equipe?
Pia Sundhage – Eu não sei. A questão não é sobre a performance individual de Marta, é sobre o time. Debinha, por exemplo, está marcando muitos gols, mas a questão é: por quê? Não só com Debinha, mas com Ludmila, Formiga, Luana… É mais complexo do que pensar só na Marta. A pergunta é importante. Nós iremos discutir bastante como utilizar Marta. Se ela estiver saudável e jogando bem, nosso trabalho é fazer com que ela tenha sucesso. Antes da Olimpíada, terei uma resposta. Agora, não.
Folha – Recentemente ocorreram dois períodos de treinamento com grupos diferentes de atletas. Um com jogadoras do futebol brasileiro, na Granja Comary, e outro com nomes do exterior, em Portugal. Percebeu diferenças entre esses dois grupos?
Pia Sundhage – A diferença é a velocidade do jogo, intensidade. As jogadoras da Europa, Formiga e Luana, por exemplo, elas jogam no PSG e enfrentam outros times europeus, e a velocidade do jogo se mantém por 90 minutos. Eu assisti à final do Brasileiro que o Corinthians venceu o Kindermann. Há trechos em que se chega a essa intensidade, mas não se sustenta. Os times se soltam, ficam espaçados. Isso não acontece com frequência na Europa. Fizemos os mesmos exercícios na Granja e em Portugal, com GPS. A intensidade das que atuam na europa foi maior.
Folha – Manter o time compacto e intenso durante todo o jogo é o seu maior desafio então…”
Pia Sundhage – Se a gente se espalha no campo, sinto que não poderemos usar nossa técnica. Em espaços pequenos, somos as melhores do mundo. Mas é preciso ir a algum lugar, ter uma direção. A gente usa uma expressão: “challenge the line” [desafiar a linha]. Se a gente joga espalhado, tem mais dificuldades de trazer o nosso melhor para o jogo.
Folha – Uma das expectativas que sua contratação trouxe foi também de desenvolvimento da modalidade. A senhora sente essa responsabilidade?
Pia Sundhage – Eu espero que as pessoas olhem para mim como uma pessoa generosa. Tenho a chance de compartilhar o meu conhecimento, e você pode fazer o que quiser com esse conhecimento. A questão é que, quando se trata de clubes, leva tempo para criar uma conexão. O jogo está ficando cada vez mais rápido. Nós temos a técnica, só precisamos de um pouco mais de velocidade, correr sem e com a bola. Então acho que aí poderemos levar o jogo das mulheres ao próximo nível.

PM assina contrato para aquisição de mais 1.500 pistolas semiautomáticas

A Polícia Militar assinou, na quarta-feira (9), um contrato para aquisição de mais 1.500 pistolas semiautomáticas calibre .40 como parte do programa de modernização do armamento utilizado pela Instituição, no valor total de R$ 195,1 milhões. Outras 50 mil unidades da mesma arma já foram entregues para unidades da PM em todo o Estado no segundo semestre deste ano.

Para esta nova aquisição foi aberto um processo licitatório no mês de agosto, no qual a empresa austríaca Glock foi a detentora da melhor oferta – 735 mil dólares. Depois, foram realizados testes com as novas armas no mês de novembro. Com a assinatura do contrato, a previsão é que as pistolas sejam entregues em até 120 dias.

Além do contrato assinado hoje, outro foi oficializado nesta terça-feira (8), o qual incluí a aquisição de 1.000 submetralhadoras da fabricante Brugger and Thomet (B&T).

Programa de modernização do armamento

A modernização das armas utilizadas pela PM visa a trazer mais eficiência aos agentes no combate ao crime e, consequentemente, mais segurança a todos os paulistas. Para isso, por meio do pacote de investimento, já foi possível entregar à Instituição 1.250 armas de incapacitação neuromuscular, dois fuzis de alta precisão, 1.000 espingardas semiautomática calibre 12 e 14.500 coletes balísticos, entre outros equipamentos.

Nos próximos meses, a PM também deve receber mais 1.300 fuzis calibres 7.62 e 5.56, além de outras 2.500 armas de incapacitação neuromuscular.

Bolsonaro repete Dilma e vê vice como rival

GUSTAVO URIBE E JULIA CHAIB – BRASÍLIA, DF (FOLHARPESS) – No comando do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão pretendia solicitar ao presidente Jair Bolsonaro que o escalasse para liderar a representação brasileira na COP-26, conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas) que será promovida em novembro, no Reino Unido.

A intenção do general de fazer o pedido, porém, foi informada previamente ao presidente por integrantes do governo federal. Irritado com o militar da reserva, o mandatário se antecipou.

“E deixar bem claro: quem vai representar o Brasil lá é você”, anunciou o presidente ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em live semanal nas redes sociais promovida no início deste mês.

O presidente sempre fez questão de salientar, em conversas reservadas, que nunca confiou totalmente no general, mas agora, de acordo com assessores palacianos, ele passou a considerar o militar da reserva uma espécie de adversário.

A relação conturbada, que se agravou nos últimos meses, é comparada por deputados governistas à fase final do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando ela passou a ignorar e a desconfiar de seu vice-presidente Michel Temer (MDB).

Como reação, Temer enviou, na época, carta a Dilma na qual a acusou de mentir e de transformá-lo em um “vice decorativo”.

Em postura similar à da petista, Bolsonaro tem evitado consultar Mourão sobre questões estratégicas, desautorizado de forma indireta declarações públicas do general e criticado em reservado a disposição do vice-presidente em responder a perguntas da imprensa sobre assuntos diversos, muitos sem relação com as suas atribuições no governo.

Segundo assessores do governo, Bolsonaro avalia que, ao fazer declarações quase que diárias, muitas delas em contraponto às dele, Mourão tenta se apresentar como uma alternativa de poder.

Em conversas com militares próximos, que foram relatadas à Folha, Mourão tem refutado, no entanto, a intenção.

Ciente da piora na relação com Bolsonaro, o general sinalizou recentemente a intenção de submergir neste fim de ano. E de, no começo do próximo ano, iniciar movimento de reaproximação com o presidente, inclusive por meio de uma conversa presencial.

Para integrantes da cúpula militar, um gesto de pacificação seria estratégico para que o presidente Bolsonaro repensasse a decisão de não escalar Mourão para representar o Brasil na COP-26.

Além disso, o aceno poderia ser uma oportunidade para que o general pedisse ao presidente mais participação da equipe ministerial na preservação da floresta amazônica.

Segundo assessores presidenciais, ao longo do ano o vice-presidente se deu conta de que reduzir o número de queimadas e as taxas de desmatamento é mais difícil do que ele imaginava. Além disso, ele demonstra sinais de frustração com o pouco engajamento da equipe ministerial na discussão de políticas para o desenvolvimento das populações locais.

O anúncio sobre a COP-26 não foi o único episódio recente de tensão entre Bolsonaro e Mourão. Na terça-feira (8), em discurso no Palácio do Planalto, o presidente deu um recado indireto ao vice-presidente.

Segundo ele, ninguém fala com o presidente sobre a tecnologia do 5G “sem antes conversar com o ministro Fábio Faria”, do Ministério das Comunicações.

No dia anterior, durante uma palestra na Associação Comercial de São Paulo, o vice-presidente havia afirmado que o Brasil pagará mais caro caso a empresa chinesa Huawei não forneça equipamentos na transição no país para a nova tecnologia.

A posição, compartilhada pelas operadoras de telefonia, é refutada pelo núcleo ideológico do Palácio do Planalto.

No mês passado, o presidente também se irritou com o militar da reserva após ele ter reconhecido, em conversa com a imprensa, a vitória do democrata Joe Biden nas eleições americanas. Aliado do republicano Donald Trump, derrotado na disputa eleitoral, Bolsonaro ainda não parabenizou o vencedor.

Como mostrou a Folha em outubro, Bolsonaro não pretende disputar a reeleição ao cargo com o general como candidato a vice-presidente e sonda outros nomes.

A intenção já foi inclusive, de acordo com assessores palacianos, informada ao militar da reserva por interlocutores do presidente.

Uma hipótese avaliada por Mourão é concorrer ao cargo de senador pelo Rio Grande do Sul em 2022.

Para militares do governo, uma candidatura dele no estado do Sul poderia até mesmo, se bem articulada, ter o apoio de Bolsonaro, que contaria com um palanque forte para sua campanha em um importante colégio eleitoral.

A insegurança de Bolsonaro em relação a Mourão não é uma exceção na postura do presidente com sua equipe de governo. O mandatário ganhou a fama no Palácio do Planalto de ser um presidente ressabiado e centralizador, com dificuldades de confiar em sua equipe de ministros.

A desconfiança permanente remonta ao tempo do serviço militar. Segundo velhos aliados, Bolsonaro tinha como hábito olhar embaixo do carro para checar se alguém poderia ter instalado uma bomba na intenção de cometer um atentado.

No Palácio do Alvorada, com receio de ser grampeado pela sua própria equipe, ele evita ter conversas de caráter reservado na área externa da residência oficial. Para assuntos sigilosos, prefere o espaço privativo, onde instalou uma espécie de escritório vizinho ao dormitório presidencial.

Rafael Losano realiza clínica de salto

O cavaleiro rio-clarense Rafael Losano realiza neste final de semana no Clube de Cavaleiros Professor Victorino Machado, em Rio Claro, uma clínica de salto direcionada a atletas e instrutores. Medalhista de prata no Pan-Americano em Lima no Peru e com índice para as Olimpíadas de Tóquio 2021, o atleta passa aos jovens cavaleiros sua experiência conquistada na disputa das principais provas de hipismo do mundo.

“Passei um pouco da minha experiência nesses seis anos que estou na Inglaterra e das competições de que participei, através de exercícios e orientações. É muito importante para esses atletas que estão começando terem uma boa base, como a postura correta principalmente quando a competição é com obstáculos altos. Isso sem dúvida ajuda a realizar um bom trabalho”, explicou Losano.

Rafael fala do sentimento em voltar ao local onde sua carreira começou aos 8 anos.

“Eu comecei aqui no Clube de Cavaleiros em 2015 e nunca imaginei tão novo poder passar meu conhecimento. Tenho uma certa experiência no exterior, onde trabalhei com um dos maiores cavaleiros do mundo, Mark Todd, então é uma satisfação passar isso para quem está começando e poder ajudar o clube da Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural neste ano difícil que estamos passando”.

Uma das participantes da clínica, a jovem Laura Oliveira Jardim, 12 anos, ressalta a importância de estar ao lado de um atleta olímpico.

“É incrível, aprendi muito como a postura correta, o momento certo do salto, entre outros detalhes importantes. Foi muito importante para mim, assim como para meu cavalo, a Joia”, disse a atleta.

A amazona Camila Mamprin é irmã de Rafael Losano e também participou da clínica, mas o professor não aliviou nas cobranças.

“Ele é bem exigente e pega no pé na postura e detalhes que fazem diferença para uma boa montaria. Todo conhecimento que ele passa faz que o percurso e salto sejam feitos com sutileza e perfeição”.

Daae faz reparo emergencial em adutora no Jardim Paulista 1

Abastecimento deve ser normalizado até o final da tarde deste domingo (13/12/2020). Uso responsável da água na região se faz necessário no período.

O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Claro está fazendo, desde o início da manhã deste domingo (13/12/2020), reparo emergencial em adutora de 200 milímetros, que se rompeu na Rua 30, em frente ao Condomínio Vista Verde, no bairro Jardim Paulista 1.

No local em que a adutora se rompeu havia um veículo estacionado que cedeu junto com o asfalto. O Daae fez a retirada do veículo por volta das 11 horas, possibilitando o início do serviço de reparo da tubulação. A autarquia também vai arcar com todas as despesas ao proprietário do veículo.

A previsão inicial para conclusão dos trabalhos é para o final da tarde desse domingo (13), e o abastecimento nos bairros deve ser normalizado gradativamente logo após o término do serviço.

Para realizar o reparo emergencial foi necessário interromper temporariamente o abastecimento de água no local, o que pode ocasionar baixa pressão ou interrupção temporária no fornecimento de água nos bairros: Jardim das Palmeiras, Paulista 1, Nova Rio Claro, além de bairros e condomínios localizados nas proximidades.

Nesse período, o Daae orienta que os consumidores façam uso racional da água e reforça a importância de os moradores terem caixa d’água em seus imóveis, já que durante os serviços de manutenção os imóveis que possuem esse reservatório não sofrem com eventual falta d’água, o que reduz transtornos em casos de interrupção no fornecimento.

Conforme o abastecimento vai sendo retomado gradativamente nos bairros, serão realizadas descargas na rede, mas mesmo assim, pode haver casos pontuais de cor escura na água, que devem ser relatados à Central de Atendimento do Daae pelo telefone 0800-505-5200, que funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive feriados, e atende ligações de telefones fixos e celulares.

Os casos pontuais de cor escura na água se devem ao fato de, com a paralisação temporária do fornecimento de água, acaba ocasionando a despressurização da rede e isso faz com que as incrustações que estão na parede da tubulação se soltem. Ao retomar o abastecimento, a pressão da água acaba deslocando estas incrustações na rede.

O Daae informa ainda que ao restabelecer o abastecimento há um aumento temporário na pressão em alguns pontos da rede, o que pode deixar a água com um aspecto “esbranquiçado”. Neste caso, a água está com microbolhas, por conta dessa pressão. Tanto que ao colocar essa água em um recipiente, em segundos ela fica com seu aspecto normal e pode ser consumida normalmente.

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Jornal Cidade RC
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