Mortes por Covid-19 cresceram 190% no sistema prisional em 2021, aponta CNJ

MARCELO ROCHA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) identificou um aumento de 190% nas mortes de presos e servidores do sistema prisional de todo o país causadas pela Covid-19 nos primeiros 67 dias deste ano em comparação com os últimos 70 dias de 2020.

De acordo com o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (11), foram registradas 58 mortes em 2021, elevando, assim, para 308 o total de óbitos no sistema carcerário desde o início da pandemia. Entre o final de outubro e dezembro, 20 pessoas morreram.


Os números do CNJ incluem informações sobre o sistema socioeducativo, destinado a adolescentes. Nele, houve mortes de servidores.

O conselho aponta que, desde fevereiro do ano passado, houve 71.342 mil casos de Covid-19 nas prisões e nas unidades socioeducativas.


Nas prisões foram identificados 64.189 casos: 48.143 de pessoas presas e 16.046 de servidores. No socioeducativo, foram 1.629 adolescentes e 5.524 servidores contraíram a doença.


Embora o conselho tenha orientado juízes a reverter a pena de regime fechado para a de prisão domiciliar nos casos de presos do grupo de risco para a Covid-19, muitos doentes e idosos seguem no sistema prisional.
No ano passado, como mostrou a Folha, a principal reclamação feita pelos detentos a defensores públicos foi a de que o número de profissionais de saúde é insuficiente e que faltam medicamentos.


Segundo os relatos, o único medicamento oferecido para quase todos os tipos de queixas é paracetamol ou dipirona, analgésicos indicados para casos de febre e dor leve.


Presos disseram também que detentos chegam a morrer sem serem encaminhados para hospital ou UBS (Unidade Básica de Saúde). A escolta para atendimento médico externo foi reduzida na pandemia.

Outras reclamações indiretamente relacionadas a problemas de saúde foram superlotação, celas sem ventilação e iluminação, instalações sujas, racionamento de água, falta de colchões e de itens básicos, como roupa ou sabão.


O CNJ divulgou também um balanço dos testes para detecção de Covid-19 nos estabelecimentos do sistema prisional e no socioeducativo.


Nas prisões, os testes foram aplicados 254.105 pessoas presas e em 66.199 servidores, além de outros 16.602 exames em unidades do estado do Ceará, que fez a distinção dos segmentos nos dados enviados.


Houve testagem para identificação da doença em 18.654 adolescentes privados de liberdade, além de 23.067 servidores, em estabelecimentos de 23 estados.


Quanto à destinação de verbas de penas pecuniárias para o combate à pandemia, o CNJ informou que 25 estados comunicaram ao conselho a adoção da medida. O montante totaliza cerca de R$ 86 milhões, entre recursos estaduais e federais.


O monitoramento desses dados é realizado pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ, a partir de informações disponibilizadas pelas autoridades locais.

SP terá toque de recolher, fecha escolas, restringe comércio, proíbe cultos e futebol em fase emergencial de 15 dias

IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sob risco de colapso em seu sistema de saúde, devido à escalada da transmissão do coronavírus, o governo de São Paulo decretou uma fase emergencial mais dura de seu plano de combate à pandemia a partir da segunda-feira (15).


Inicialmente, as restrições valerão por 15 dias. O quadro pintado pelo governador João Doria (PSDB) e outras autoridades foi o mais sombrio, e as medidas, as mais restritivas até aqui na crise sanitária.


Haverá um toque de recolher das 20h às 5h, período em que as pessoas deverão ficar em casa e poderão ser abordadas para orientação.
Não haverá multa. Autuações seguirão sendo aplicadas a donos de estabelecimentos que promovam aglomerações, como é hoje. A frequência de praias e parques estará vetada.


Haverá blitze de fiscalização pela PM e pela Polícia Civil. Como já ocorre desde o começo da pandemia, quem estiver sem máscara poderá ser multado. “Não estamos fazendo um lockdown”, disse Doria.


Na cidade de São Paulo, a ideia do pacote é reduzir em 4 milhões o número de pessoas circulando diariamente -a capital tem 12 milhões de habitantes. O transporte coletivo segue funcionando, mas é recomendado um escalonamento de entrada no trabalho por categorias ao longo do dia para aliviar a lotação de ônibus e trens.


A fase emergencial, que não altera a escala de cores do Plano SP de manejo econômico da crise, inclui um fechamento de colégios estaduais. Para não atrapalhar o calendário, os recessos de abril e outubro serão adiantados -oficialmente, de 15 a 28 deste mês.


As escolas seguirão parcialmente abertas para atender alunos vulneráveis que precisem de alimentação ou que precisem de equipamento para aulas remotas. Na rede privada, isso será opcional, mas as regras que limitam a 35% de ocupação seguem valendo.


Ao todo, 14 setores econômicos serão afetados pelo endurecimento de regras. Supermercados e farmácias seguirão abertos, mas depois das 20h pessoas são recomendadas a não frequentá-los. Como serviço essencial, eles têm horário liberado na fase vermelha, a mais restritiva, em vigor desde o sábado (6).


Serão excluídas dessas classificação lojas como as de material de construção, que terão de fechar. Cultos religiosos, que haviam sido permitidos na última reclassificação do Plano SP, serão suspensos -fiéis poderão ir rezar individualmente.

Jogos de futebol seguirão o mesmo caminho, à revelia da federação paulista. Escritórios e serviço público não essenciais terão suas atividades presenciais vetadas.


Serviços de retirada de alimentos e produtos nos estabelecimentos está vetado, mas o delivery segue permitido.


Em vídeo gravado e distribuído em redes sociais, o governador Doria afirma que as medidas serão impopulares.


“Vou honrar o cargo que ocupo, mesmo que isso custe minha popularidade. Vocês me elegeram para cuidar de vocês, não para cuidar de mim”, afirmou. “Nossos hospitais estão chegando no limite máximo de ocupação. Temos de adotar medidas mais duras de distanciamento social”, disse.


“É uma decisão dura, impopular, difícil. Me solidarizo com todos. O Brasil está colapsando, e se nós não frearmos o vírus, não será diferente em São Paulo”, disse o governador. Em entrevista coletiva, se disse “muito triste de ter de anunciar” a nova fase.


Doria divulgou um vídeo mostrando diversos hospitais estaduais lotados, com a retomada do slogan “#FiqueEmCasa”, que já havia voltado ao lugar do “#VacinaJá” no púlpito usado por Doria no Palácio dos Bandeirantes.
“Nesse período [da pandemia], acertamos e erramos. Nenhum governante quer parar as atividades econômicas”, afirmou o tucano. Disse que apenas a vacinação, promovida principalmente pelo esforço paulista em fabricar a Coronavac, e o isolamento superarão a crise.


Doria voltou a criticar a gestão do governo Jair Bolsonaro na pandemia. “Estamos fazendo o máximo que podemos, mas precisamos de mais vacinas”, disse.


Também deverá ser criado um Comitê de Emergência da crise, liderado pelo atual secretário-executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo. Ele terá poderes de coordenação sobre o sistema de saúde, em conjunto com o secretário da área, Jean Gorinchteyn.


O titular da Saúde vem sendo criticado internamente no governo por declarações consideradas apressadas, como a defesa do fechamento de escolas na semana passada. Já Gabbardo, egresso da equipe de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, é estrela em ascensão.


“Não vai ter leito para todo mundo. Muita gente vai morrer se não implementarmos essas medidas. Empreendedores de sucesso morrerão com muito dinheiro na conta. Não temos vacina para todo mundo, não há milagre. Nada nos resta, só o distanciamento”, disse Gabbardo.


“Quem tem plano de saúde bom não terá leitos em hospitais privados”, afirmou, num grau de crueza antes não visto no manejo da pandemia.
Hoje o centro, com 21 especialistas e autoridades, tem caráter consultivo. Há sempre divisão no colegiado, com médicos pedindo medidas mais duras, como lockdown, que sofre grande resistência da área política do governo.
O endurecimento das medidas é consequência do colapso em curso no sistema de saúde paulista, um dos mais avançados do país, sob o peso do aumento de casos e óbitos relacionados à circulação de variantes mais transmissíveis e talvez letais do Sars-CoV-2.


“Hoje, um em cada três dos nossos pacientes em UTI vai morrer. Se interrompermos o vírus, salvaremos talvez 40 vidas por dias nas próximas semanas”, afirmou Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência.
O avanço da doença ocorreu mesmo com a implantação da fase vermelha, a mais restritiva e que só permite a abertura de serviços essenciais, que teve pouco efeito sobre o isolamento social no estado.


Na terça (9), apenas 43% dos paulistas estavam isolados, segundo o rastreamento por dados celulares do governo. A nova fase emergencial não terá uma classificação por cor.


Para epidemiologistas, 60% é um índice desejável para coibir a circulação do vírus -índice que nunca foi atingido, fora em alguns dias, desde o começo da pandemia no estado. O Palácio dos Bandeirantes se diz satisfeito se conseguir chegar a 50%.


A Covid-19 galopa pelo país, onde ceifou mais de 2.300 vidas, recorde na pandemia, na quarta (10). Em São Paulo, foram 469 óbitos no dia, após o topo de 517 mortos registrados na véspera. “Nunca foi visto isso no país”, disse Gorinchteyn.


Ao todo, o estado já teve 63.010 mortes desde o começo da pandemia, declarada como tal há exato um ano pela Organização Mundial da Saúde.
A situação foi definida por Doria como “dramática”. Em duas semanas, o número de pessoas internadas em terapia intensiva saltou de 6.657 para 9.184, apontando para uma saturação da rede. Hoje há uma fila de 2.046 pessoas para atendimento, 35% delas esperando vaga em UTI.


O tucano determinou a abertura de novos leitos em regime de urgência, mas o temor é de que eles não cheguem a tempo.
A ocupação de UTIs no estado todo está em 87%, segundo dados do governo. A situação é semelhante na Grande São Paulo.


A tragédia sanitária atingiu o país de forma uniforme em 2021, diferentemente de 2020, quando as ondas se sucediam de forma diferente em cada região. São Paulo, como “hub” do país, centro de circulação de pessoas e mercadorias, vinha segurando o risco de um colapso até aqui.
Mas a velocidade maior de transmissão de variantes como a P.1, originária de Manaus, mudou o quadro. São 20 dias de aumentos de índices.


Além disso, a evidência empírica é a de que pessoas mais jovens são afetadas, e demoram mais para sair de UTIs, congestionando o sistema. “Mais jovens estão comprometidos”, disse o secretário de Saúde.
“Na segunda-feira tínhamos 32 municípios com 100% de ocupação, hoje temos 53. Estamos aumentando leitos, mas não é tão célere quanto a pandemia. Precisamos da ajuda de todos, é uma pandemia diferente da do ano passado”, disse Gorinchteyn.


A falta de comprometimento da população com medidas restritivas em épocas de festas recentes, como Natal e Carnaval, piorou a situação. Há também resistência por parte do comércio não essencial, que tenta driblar as restrições.


Concorre para piorar a situação a lentidão da vacinação, cortesia da falta de iniciativa e coordenação por parte do governo Bolsonaro, ao menos até agora -o presidente prega como convertido, ciente do dano eleitoral que seu negacionismo trouxe, e diz estar atrás de imunizantes.

O problema é que isso deveria ter sido feito há meses, quando laboratórios como o Butantan e a Pfizer ofertaram vacinas ao Brasil. Agora, o mercado vive escassez dos produtos e de seus insumos.

Tribunal Eleitoral recebe inscrições para vagas de estágio também em RC

Está aberto o processo seletivo para estagiários de ensino superior do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

As inscrições e a prova on-line poderão ser realizadas do dia 25/03/2021 até às 12:00 h do dia 14/04/2021.

Os interessados devem estar realizando o ensino superior, nos cursos de Administração e Direito.

O estagiário de ensino superior tem o benefício de auxílio-transporte no valor de R$ 8,80 por dia estagiado, além de bolsa auxílio de R$ 750,00 por mês, para uma jornada de 25 horas semanais.

Verifique os requisitos do edital, inscreva-se e realize a prova pelo portal do CIEE: https://pp.ciee.org.br/vitrine/802/detalhe

Motorista de aplicativo é vítima de roubo e sequestro relâmpago em Rio Claro

Uma mulher de 33 anos, que trabalha como motorista de aplicativo, foi vítima de roubo e sequestro relâmpago. De acordo com o boletim de ocorrência, ela recebeu um chamado para uma corrido e pegou dois passageiros por volta das 19h30 de quarta-feira (10) em frente ao terminal rodoviário. Como solicitado, a motorista seguiu com a dupla até a Vila Paulista quando em determinado momento se recorda que ambos determinaram que ela parasse o veículo e fosse para o banco de trás do veículo. Um dos criminosos se sentou ao lado da vítima e o outro assumiu a direção.

A todo momento, a mulher relatou que era ameaçada e chegou a ser agredida: “Mandaram eu ficar calada, que iriam roubar o carro e que se eu tentasse algo o pior iria acontecer. Amarraram minha mão com um cadarço e exigiram que eu pedisse dinheiro para amigos e familiares”, disse a vítima em depoimento.

Após uma hora, a motorista de aplicativo disse que foi abandonada em uma plantação de cana-de-açúcar em Santa Gertrudes e que após caminhar pela área rural chegou até uma transportadora e pediu ajuda.

A GCM e a Polícia Militar realizaram buscas pela região mas não encontraram os criminosos que fugiram no carro da motorista de aplicativo. Ela passou por exame de corpo de delito e o cadarço usado pelos bandidos para amarrar as mãos dela foi entregue para a perícia.

No Dia Mundial do Rim, 30 mil pacientes renais correm o risco de ficar sem tratamento em São Paulo

Neste 11 de março, data internacional mais importante para a conscientização da Doença Renal Crônica (DRC), 30 mil pacientes do estado de São Paulo que dependem da diálise para sobreviver, correm o risco de ficar sem o tratamento. Isso porque desde janeiro deste ano, as clínicas de diálise que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) tiverem que absorver um aumento de 18% no custo de medicamentos e insumos fundamentais para a Terapia Renal Substitutiva (TRS). Esta foi uma decisão do Governo estadual, que insiste em afirmar que esse aumento do ICMS não ameaça a vida desses pacientes.

No entanto, conforme exaustivamente divulgado pelas entidades do setor nos últimos meses, as clínicas de diálise estão sendo gravemente impactadas pela nova carga tributária, sendo que o impacto no setor pode chegar a R$ 100 milhões ao ano. Essa oneração na operação dos estabelecimentos, que há anos exercem sua função no limiar devido à falta de reajustes, tem grandes chances de colocar em risco o tratamento de 30 mil pacientes renais crônicos. Somente no estado de São Paulo, 180 clínicas de diálise são credenciadas ao SUS. 

Um tuitaço no dia 25 de fevereiro alcançou mais de 3,7 milhões de pessoas em todo o país para cobrar dos Poderes Executivo de São Paulo a garantia de isenção fiscal para as clínicas de diálise conveniadas ao SUS. Apesar do expressivo engajamento, o Governo de São Paulo continua sem receber o setor para negociar a inclusão das clínicas na lista de empresas que tiveram mantidas a alíquota zero do imposto. A deputada federal Carla Zambelli, os deputados estaduais Arthur do Val, Ataíde Teruel, Letícia Aguiar, Caio França e Rafa Zimbaldi estão entre as autoridades que apoiam o movimento #ADialiseNaoPodeParar.

Marcos Alexandre Vieira, presidente da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), destaca que o Dia Mundial do Rim, que deveria ser celebrado com ações proativas e orientações sobre a Doença Renal Crônica, neste ano serve como reforço para um movimento que pretende salvar a vida dos pacientes renais. “Estamos diante de um expressivo aumento de custos, com grandes chances de afetar a continuidade e a qualidade do tratamento de milhares de pacientes renais crônicos”, reforça Vieira. Segundo ele, essa oneração na operação das clínicas, que há anos exercem sua função no limiar devido à falta de reajustes, pode colocar em risco o tratamento de milhares de pacientes renais crônicos.

De acordo com a ABCDT, embora haja o entendimento da necessidade de reequilíbrio das contas públicas, setores como a saúde devem ser preservados de readequações de receita provenientes de aumento de carga tributária. Desse modo, as organizações representativas do setor formalmente requereram a prorrogação das isenções do ICMS, em linha com a prorrogação de vigência dos Convênios no Confaz na categoria de Hospitais Públicos, Santas Casas e Hospitais Filantrópicos dado ao modelo híbrido de financiamento das terapias de diálise pelo SUS.

O movimento # ADialiseNaoPodeParar é liderado pela Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) com o apoio da Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (ABRASRENAL), Federação Nacional dos Pacientes Renais e Transplantados (Fenapar), Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (SOBEN), Associação Brasileira da Indústria de Soluções Parenterais (ABRASP) e da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Entenda o caso

O fim da redução do ICMS para as clinicas de diálise, que passou a valer na virada de 2021, traz um grande dano para os estabelecimentos prestadores de serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), que já enfrentam uma grave e crônica crise financeira – agravada ainda mais com a pandemia do coronavírus, sendo incapazes de absorver mais essa despesa. O impacto financeiro às clínicas de diálise pode chegar aos R$ 100 milhões por ano, com a retomada da oneração tributária de 18% do ICMS nas operações internas, 4%, 7% ou 12% do ICMS nas operações interestaduais, conforme for a origem e o destino das mercadorias para insumos. Desde o anúncio de tal medida, no 2º semestre de 2020, a ABCDT, junto com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a Federação Nacional dos Pacientes Renais e Transplantados (Fenapar), a Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (ABRASRENAL) tem tentado reverter a medida, porém sem sucesso.

Doença Renal e subfinanciamento

A doença renal crônica (DRC) é uma das principais causas de morte no Brasil, com 40 mil novos casos ao ano. Atualmente, o país soma 140 mil pacientes em tratamento renal crônico, sendo 85% com a terapia financiada através do Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, 820 estabelecimentos prestam o serviço de diálise, sendo 710 unidades clínicas privadas. Apesar desta crescente, o número de clínicas renais se manteve praticamente inalterado nos últimos anos, tornando crítico o acesso da população às alternativas de tratamento, resultando em filas de espera e ocupação de leitos hospitalares para realização de diálise.

Historicamente o setor enfrenta grave crise financeira em função de subfinanciamento e falta dos valores de procedimentos pagos pelo SUS não acompanharam a inflação ou índices de reajustes mínimos. A hemodiálise nos últimos seis anos teve somente 8,47% de aumento, e a diálise peritoneal, ainda mais crítica, nos últimos 15 anos, apenas cerca de 6%. Frente a este quadro, que será ainda mais agravado com o fim do Convênio ICMS e consequente aumento de custos, os estabelecimentos perderiam sua capacidade de investimento em qualidade, segurança, expansão e até da manutenção das atividades.

Sertãozinho e Velo Clube-melhores momentos A-2

Em Sertãozinho, o Velo Clube enfrentou o time da casa pela Série A-2 na tarde de ontem (10) e empatou por 2 a 2. A partida começou equilibrada, mas logo o time velista conseguiu impor seu jogo. Aos 15 minutos, Caio Vieira driblou o zagueiro e na pequena área chutou para abrir o placar: 1 a 0. Sem dar chances ao adversário, aos 36 minutos, Kadu Santos recebeu pelo lado esquerdo, invadiu a área e chutou forte no alto: 2 a 0. Em seguida, o juiz marcou toque de mão da defesa do Velo. Vilicka bateu e Felipe Garça defendeu.

No segundo tempo, o jogo virou e o Sertãozinho dominou a partida. Logo aos sete minutos, após cruzamento, Tonny Galego de cabeça fez o primeiro do Touro dos Canaviais: 2 a 1. Três minutos depois, em cobrança de falta, Denner chutou forte, a bola desviou na defesa e tirou o goleiro Felipe Garça da jogada: 2 a 2.

O Rubro-verde ainda tentou o gol da vitória, mas pecou no setor ofensivo e o jogo terminou empatado em Sertãozinho.

Rio Claro FC e Portuguesa Santista- melhores momentos A-2

O Rio Claro FC recebeu na última quarta (10) a Portuguesa Santista no Schmidtão pelo Paulistão A-2 e empatou por 0 a 0.

O jogo começou parelho com os times tentando na velocidade dos seus atacantes criar as jogadas ofensivas. As chances do primeiro tempo foram do Azulão. A primeira, após o cruzamento de Jair, Jobinho de frente para o gol não alcançou a bola, e a outra com Gian, aos 33 minutos, que chutou forte de fora da área e obrigou o goleiro a se esticar para fazer a defesa.

No segundo tempo, as equipes seguiram com um bom toque de bola, mas encontravam dificuldades para finalizar a gol.

A grande chance de gol do segundo tempo foi do Galo Azul. Aos 26 minutos, Gian recebeu na marca do pênalti, chutou cruzado, mas a bola foi pela linha de fundo.

A partir daí, as equipes tentaram na velocidade criar a jogada para o gol da vitória, mas faltava do setor ofensivo a finalização. Sendo assim, a partida terminou sem gols no Estádio Augusto Schmidt Filho.

Imagens: Paulistão Play/ TV Federação Paulista de Futebol

Poupatempo lança cartilhas para auxiliar uso de serviços digitais

O Poupatempo, programa de atendimento público ao cidadão, gerenciado pela Prodesp – empresa de Tecnologia do Estado de São Paulo -, lança nesta quinta-feira (11/03) uma nova versão de cartilhas, com as principais informações sobre os serviços digitais oferecidos pelo programa. 

O material foi produzido para auxiliar e esclarecer, de forma remota, segura, com eficiência e qualidade, dúvidas frequentes dos cidadãos. O objetivo é facilitar a vida da população durante a solicitação de serviços, sem a necessidade deslocamentos. Neste momento, todas as 82 unidades do Poupatempo estão fechadas, com atendimento presencial suspenso, em função da classificação de todo o Estado para a fase vermelha do Plano São Paulo. 

 As cartilhas estão disponíveis no site www.poupatempo.sp.gov.br e quem acessar poderá consultar o passo a passo para os principais serviços públicos oferecidos no portal e aplicativo Poupatempo Digital. O material traz orientações sobre como baixar o app, criar login nos canais digitais do Poupatempo, ter acesso a documentos, como Carteira de Habilitação, Atestado de Antecedentes Criminais, Licenciamento, transferência de veículos, Carteira de Trabalho, Título de Eleitor, IPVA, seguro-desemprego, além de outros atendimentos relacionados à Educação, Nota Fiscal Paulista e Sabesp, por exemplo. 

“Trata-se de um conteúdo bastante completo, didático, ilustrado, que vai auxiliar as pessoas que recorrem aos canais de atendimento do Poupatempo. Além de continuar atendendo mais e cada vez melhor, também temos como objetivo facilitar o acesso às informações, sobretudo neste momento em que se faz necessário manter o isolamento social”, destaca o diretor da Prodesp, Murilo Macedo. 

Atento aos anseios de uma sociedade cada vez mais digital e buscando sempre se posicionar um passo adiante da realidade imposta pela maior epidemia sanitária dos últimos 100 anos, a Prodesp tem investindo constantemente em facilidades digitais que estejam disponíveis 24 horas por dia, sete dias na semana, ao alcance da palma da mão de milhões de paulistas. 

Programa Poupatempo 

Consagrado nos últimos seis anos como o melhor serviço público de São Paulo em pesquisa Datafolha, os serviços digitais do Poupatempo cresceram exponencialmente e hoje são 130 disponíveis no portal www.poupatempo.sp.gov.br, totens de autoatendimento e aplicativo Poupatempo Digital. Ainda este ano serão 180 e até dezembro de 2022 totalizará 240. 

O desafio constante do governo paulista tem sido se adiantar às necessidades da população, com serviços que ofereçam autonomia aos usuários e soluções 100% digitais. Tudo isso aliando o já reconhecido padrão de qualidade e excelência, marcas registradas do atendimento presencial do Poupatempo. 

Pelotão Ambiental de Cordeirópolis resgata ave ameaçada de extinção

Em Cordeirópolis, o Pelotão Ambiental resgatou, em uma residência no bairro Nossa Senhora Aparecida, Rua Eloy Chaves, um “Maracanã Verdadeiro” – ave em processo de extinção no Estado de São Paulo.

A ação foi coordenada pelos agentes da Guarda Civil Municipal Marinaldo Philomeno e Fábio Guilherme Aniceto. Ele ressaltou a importância da ação dos moradores em chamar o Pelotão Ambiental, pelo 153 e 3546-5838.

“Enfatizamos sempre que a ação popular complementa o nosso trabalho. Ao nos acionar, os moradores ajudam a preservar espécies e, principalmente, conservar o Meio Ambiente”, explicou Aniceto.

Já o coordenador do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) de Araras, Fábio Luiz Cassiano, que é biólogo, diz que a ave está ameaçada de extinção no Estado de São Paulo.

“Em São Paulo a ave está em processo de extinção. Existem algumas espécies em cativeiros, ou seja, no habitat natural sua reprodução é quase nula”, frisou.

Cassiano informou ainda que agora será feito uma triagem no animal para verificar seus dados e, principalmente, suas condições para ser ou não reinserido na natureza.

“Ele parece bem cuidado, ou seja, não me parece que foi retirado do seu habitat já adulto. Desta forma, será preciso avaliar. Além deste processo, vamos anilhar o animal e cadastrá-lo no site estadual”, concluiu.

Estado de SP passa para a fase emergencial a partir de segunda-feira (15)

Em pronunciamento nesta quinta-feira (11), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou o decreto que estabelece uma nova fase do Plano SP, mais restritiva que a vermelha, chamada de “fase emergencial”. A nova fase entra em vigor na próxima segunda-feira (15) e vai até o dia 30 de março.

O estado tem nesta quinta-feira 53 municípios com ocupação de 100% dos leitos de UTIs-Unidades de Terapia Intensiva. Nesta nova fase não está permitido o funcionamento de lojas de materiais de construção e nem a celebração de cultos religiosos.

O toque de restrições passa a ser toque de recolher das 20 horas às cinco horas da manhã. Uso de praias e parques também está suspenso, bem como atividades esportivas coletivas.

Término de retirada de eucalipto foi adiado

Os serviços de remoção de um eucalipto de grande porte do Jardim Público, em Rio Claro, foram iniciados na quarta-feira (10) e deveriam ser concluídos nesta quinta-feira (11), numa parceria com a empresa Prema. No entanto, por motivo de segurança, a empresa e a prefeitura não efetivaram a parceria, uma vez que a empresa não faria a remoção da árvore em pedaços.

Com mais de 20 metros de altura e pesando toneladas, a árvore apresenta risco de queda e está localizada ao lado do local onde domingo tomou outro eucalipto, também enorme. Ninguém ficou ferido.

O trabalho de retirada do eucalipto que tombou foi feito na segunda-feira pela prefeitura. Para remover o outro eucalipto, a prefeitura contou na quarta-feira (10) com o apoio do Corpo de Bombeiros, mas o equipamento dos bombeiros apresentou problema técnico.

“A prefeitura está buscando alternativa para concluir os serviços”, informa o secretário da Agricultura, Valmir Pinton. Enquanto isto, o local continua isolado pela Defesa Civil.

Motogirls falam sobre a profissão na semana da mulher

Com a pandemia e a necessidade de fechamento do comércio para a prevenção à Covid-19, a demanda por serviços de delivery cresceu e se tornou uma opção para as pessoas que perderam ou tiveram a renda reduzida. Em uma área majoritariamente masculina, as mulheres representam 25% do total de motociclistas no Estado de São Paulo e buscam seu espaço enfrentando desafios diários sobre duas rodas. Segundo dados do Detran.SP, de janeiro de 2019 a janeiro deste ano, houve um aumento de 8% no número de mulheres habilitadas em todas as categorias para a condução de motocicletas, passando de 2,2 milhões para quase 2,5 milhões.

Na cidade de Rio Claro as mulheres estão pilotando motocicletas há muitos anos, fazendo diversos tipos de entregas, Vanessa Kelly tem 37 anos e está na profissão há 17 anos e conta que tudo começou com o convite de uma amiga.

“Comecei sem nenhuma experiência, com o chamado de uma amiga minha e gostei muito da profissão, comecei fazendo entregas de remédio, foi minha primeira entrega e não parei mais nessa área. Também entreguei pizzas durante uns dez anos e agora trabalho na pizzaria na área interna”, conta a motogirl.

Sobre os desafios encontrados na profissão, Vanessa é taxativa ao falar que o trânsito é o maior deles.

“Não sinto preconceito por ser mulher e pilotar uma moto, para mim o maior desafio é o respeito no trânsito mesmo, é preciso ter muita atenção para não sofrer nenhum acidente”, conta a mulher, que é casada e mãe de três filhos, que quando começou na profissão na cidade havia poucas mulheres na área.

Valdriana Barthmann tem 45 anos, é motogirl há oito anos, também entrega remédios e começou fazendo delivery para uma rotisserie, mas já entregou pães, frios e marmitas.

Casada, a motogirl também acredita que o maior desafio da profissão é o trânsito, tanto para os homens quanto para as mulheres.

“Todo cuidado é pouco, precisamos estar muito atentas. Comecei cobrindo férias de um amigo, já conhecia a cidade, pois fazia entregas de Kombi e acabei pegando o gosto pela profissão e há dois anos entrego remédios”, conta a motogirl que já foi vítima de acidente uma vez, quando atingiram sua motocicleta.

Josiane de Aguiar de Souza, de 45 anos, está há 10 anos na profissão e é parceria de Vanessa e de Val nas entregas e conta que entrou como ajudante geral numa farmácia e eventualmente fazia entregas também.

“Acabei pegando o gosto por fazer entregas, comecei e não quis mais parar, gosto muito da minha profissão e entendo os desafios encontrados no trânsito e os cuidados que devemos tomar”, fala a motogirl, casada e mãe de duas filhas.

Um levantamento feito no ano passado pelo Infosiga SP, banco de dados do Programa Respeito à Vida gerenciado pelo Detran.SP, apontou que somente 6,3% dos casos de acidentes de trânsito envolvem mulheres na direção (todos os modais), um percentual 16 vezes menor do que o número de acidentes com homens ao volante. As condutoras do sexo feminino representam 40% dos motoristas de todo o Estado, um total de cerca de 26 milhões de condutores. De janeiro de 2016 a janeiro de 2021, 407 motofretistas homens perderam a vida no Estado, enquanto entre mulheres motofretistas três óbitos envolvendo acidentes foram registrados.

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Josiane A. de Souza, Vanessa Kelly e Val Barthmann entregam medicamentos diariamente
Jornal Cidade RC
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