Mãe de Henry pode ser responsabilizada por omissão, afirmam criminalistas

ANA LUIZA ALBUQUERQUE E JÚLIA BARBON
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Presa temporariamente sob suspeita de envolvimento na morte do filho Henry Borel, de 4 anos, a professora Monique Medeiros, 32, poderá responder por homicídio qualificado caso o juízo entenda que há indícios de que ela foi omissa, segundo criminalistas consultados pela reportagem.

Seu namorado, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade), 43, é apontado pela investigação como o autor das agressões que resultaram na morte do menino. Trocas de mensagens com a babá da criança indicam que Monique sabia que Henry era agredido pelo padrasto.

O Código Penal prevê no artigo 13 que a responsabilização penal pode ocorrer por ação ou omissão. A omissão é considerada relevante quando a pessoa deveria e poderia agir para evitar o resultado. Como responsável de Henry, Monique tinha a obrigação legal de protegê-lo.

“Em algumas situações a omissão é tão grave que a pessoa responde como se tivesse agido. O pai e a mãe têm um dever de vigilância. Se houver a menor suspeita de que algo está acontecendo de errado, é necessário tomar uma atitude para evitar problemas maiores”, afirma o advogado João Paulo Martinelli, professor de processo penal no Ibmec-SP.

O criminalista Conrado Gontijo, doutor em direito penal pela USP, ressalta que, para haver a condenação de Monique, a acusação terá que provar que houve uma omissão concreta, especificamente em relação ao episódio da morte de Henry.

“É uma omissão concreta, não é hipotética. Tem que ser relacionado ao evento específico, naquele dia, naquela hora, o que ela poderia ter feito para parar aquela agressão”, diz.
A dinâmica da morte de Henry e o momento em que as lesões foram produzidas ainda não ficaram claros. O laudo de necropsia não é definitivo quanto ao tempo das equimoses ou roxos na pele da criança, que podem ter ocorrido de 12h a 48h antes, e diz que “não há sinais de maus tratos, crônicos ou não”.

Segundo Gontijo, a suposta lesão corporal narrada na troca de mensagens com a babá um mês antes da morte do menino não pode ser objeto de um futuro processo. Portanto, tampouco pode ser julgada eventual omissão de Monique no episódio. Isso porque, para a sua comprovação, teria sido necessário fazer o exame de corpo de delito naquele dia, o que não ocorreu.

Monique e Jairinho foram presos temporariamente na quinta-feira (8), sob suspeita de homicídio qualificado, após decisão judicial favorável a representação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O órgão pediu a prisão por 30 dias, já que o crime é considerado hediondo.

Monique foi levada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, presídio feminino em Niterói, e Jairinho ao Complexo de Gericinó, em Bangu (zona oeste do Rio). Ela deverá ficar isolada das outras presas por questão de segurança, mesmo após a quarentena de 14 dias devido à pandemia. A reportagem apurou que o presídio detectou risco de agressão por outras detentas.

Uma possível linha de defesa para Monique seria argumentar que estava sob ameaça de Jairinho, possibilidade até o momento negada pela Polícia Civil. O vereador e o pai já foram investigados por suposto envolvimento com as milícias, mas não foram coletadas provas suficientes para incriminá-los.

Se Monique conseguisse provar que estava impedida de agir, sua omissão no assassinato poderia restar afastada, segundo criminalistas. Para isso, ela teria que desmentir depoimento anterior, no qual afirmou que Jairinho não agredia o filho.

Os advogados avaliam que o pai de Henry, Leniel Borel, fez tudo o que poderia para defender o menino com os elementos que tinha. Nesta sexta (9) ele disse ao jornal O Globo que chegou a ouvir do menino “o tio machuca”, na presença da avó materna e da babá em uma videochamada cinco dias antes da morte. A avó teria dito que era coisa da sua cabeça.

A babá Thayná Ferreira, 25, e a empregada da casa, Leila Rosângela Mattos, 57, também poderão ser responsabilizadas criminalmente no futuro, mas por falso testemunho, caso isso seja provado, segundo o que a polícia e a Promotoria indicaram até aqui.

Ambas afirmaram em depoimento à polícia que nunca notaram nada de anormal na relação entre o casal e o menino, o que vai de encontro às mensagens encontradas no celular de Monique. Nelas, Thayná conta que Jairinho se trancou no quarto com o menino, que depois saiu mancando e com dor na cabeça.

“Ficou bastante evidenciado que ela [a babá] mentiu para a gente. Ao invés de narrar qualquer incidente, falou que a relação da família era harmoniosa”, afirmou o delegado Henrique Damasceno, acrescentando que as razões para isso ainda serão apuradas.

A situação da faxineira ainda é incerta. Ela chegou a dizer no depoimento que o vereador nunca ficava sozinho com o menino, mas as mensagens indicam que ela também estava no apartamento naquele dia. Procurada pela reportagem por telefone, ela respondeu que “tudo que tinha para falar falou na delegacia” e desligou.
Para Martinelli, do Ibmec-SP, em tese a babá também poderia ser responsabilizada por omissão, mas seria preciso avaliar se ela foi vítima de coação. “O próprio risco de demissão é uma forma de coação na situação em que vivemos hoje”, diz.

Outro fato que gerou estranheza à juíza que determinou a prisão, Elizabeth Louro, foi que as duas funcionárias tiveram um encontro com o advogado do casal dias antes de prestarem depoimento à polícia. Elas mesmas contaram que a irmã de Jairinho pediu que elas fossem ao escritório de André França Barreto no dia 18 de março.

Um motorista passou para pegá-las e, chegando lá, elas falaram com ele separadamente. Ambas relatam aos investigadores que ele perguntou sobre a rotina e a relação da família. Segundo Thayná, o advogado disse que ela seria intimada e que era “para ela dizer somente a verdade”.

Mais de 57 mil não voltaram para tomar a 2ª dose de vacina na capital paulista

CLAYTON FREITAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo disse que 57.476 pessoas que já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 ainda não voltaram para receber a dose de reforço na capital paulista. Com isso, correm o risco de não adquirirem a imunidade máxima oferecida pelo imunizante.
Estudos indicam que a eficácia da Butantan/CoronaVac é de 50,38%, e da Fiocruz/AstraZeneca, 76%.
A vacina do Butantan deve ser aplicada 21 dias após a primeira dose, e da Fiocruz, depois de 12 semanas (90 dias) após a data da dose inicial.

“A vacina, da forma como ela foi pesquisada, só é totalmente eficaz com a dose de reforço”, afirmou o médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) Gonzalo Vecina Neto.
As quase 57,5 mil pessoas que perderam o prazo correto de tomar a segunda dose representam 3,7% das 1.531.233 moradores da capital que tomaram a dose inicial do imunizante.

Uma das maiores referências no país em políticas de saúde, Vecina Neto afirma que a informação sobre qual é de fato a redução da eficácia não existe. O motivo é que todos os estudos clínicos indicaram a eficácia no intervalo indicado, e não fora dele. “Não fizemos esse tipo de investigação. O que se sabe é que a máxima eficácia foi encontrada nesses intervalos”, afirmou.

Vecina Neto diz que as pessoas devem ser contatadas, e, se for o caso, a prefeitura deve ir até a casa de cada uma.
Em nota, a secretaria afirma que tanto os médicos quanto os enfermeiros informam sobre a importância da segunda dose. Além disso, os agentes comunitários de saúde realizam visitas casa a casa para alertar a população da importância da imunização correta com as duas doses. A nota diz que as pessoas que não tomaram nenhuma das doses ou apenas a primeira delas são monitoradas.

A pasta, da gestão Bruno Covas (PSDB), diz ainda que envia, via celular, informações sobre a chegada da segunda dose para aqueles que tomaram a dose inicial, e mantém abertas todas as salas de vacina, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com a oferta da imunização contra a Covid-19.

A secretaria não explicou os motivos para as pessoas não voltarem para tomar a segunda dose da vacina.
Funcionários de unidades de saúde também ligam para alertar sobre a dose de reforço para quem tomou a primeira.
Os públicos elegíveis podem ainda procurar os postos volantes em igrejas, shoppings, farmácias e drogarias parceiras.

SP registra 2,61 milhões de casos e 81,7 mil mortes por Covid-19

O Estado de São Paulo registra nesta sexta-feira (9) 2.618.067 casos confirmados e 81.750 mortes pela COVID-19. Entre os infectados, 2.229.351 estão recuperados e, desse total, 264.492 estiveram internados e receberam alta hospitalar.

Hoje, há 27.701 internados com quadros graves da doença, sendo 12.628 em leitos de Terapia Intensiva e 15.073 em enfermaria. São 446 pessoas hospitalizadas a menos em comparação ao balanço de ontem, que registrava mais de 28,1 mil, mantendo a tendência de queda.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI se mantêm em queda com registro de 88% no Estado e de 86,2% na Grande São Paulo, as menores do mês de abril.

A atualização de todos os dados pode ser consultada em: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus.
Até o dia 11 de abril, seguirá vigente a Fase Emergencial do Plano São Paulo, com a manutenção das restrições mais rígidas visando garantir a assistência a vida e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado, além de frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo coronavírus.

Com a queda de internações por COVID-19, todo o Estado retorna para a Fase Vermelha até o próximo dia 18, mantendo-se as restrições de circulação das 20h às 5h e veto a cerimônias religiosas coletivas.

O Governo de SP reitera a importância das medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos. É fundamental que a população fique em casa, neste momento.

Vacinação contra a Covid em idosos com 67 anos será apenas no drive-thru

Os idosos com 67 anos ou mais começam a ser vacinados contra a Covid-19 na segunda-feira (12) em Rio Claro. As pessoas que pertencem a este grupo deverão procurar um dos três pontos de atendimento que funcionam em sistema de drive-thru, a partir de parceria da Secretaria Municipal de Saúde com os hospitais Santa Filomena, Unimed e São Rafael. Nos três locais a vacinação é a partir das 8h30.

Também nos três pontos de drive-thru serão vacinadas com segunda dose as pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac/Butantan até dia 23 de março. A vacinação dos profissionais da educação será realizada na Faculdade Anhanguera e no Centro Cultural. “Por isso pedimos que os idosos que irão receber a primeira ou segunda dose da vacina procurem os pontos de drive-thru”, observa Valeska Canhamero, chefe de divisão da Vigilância Epidemiológica.

A equipe do Santa Filomena realiza drive-thru na entrada principal do Shopping Rio Claro, na Avenida Conde Francisco Matarazzo Junior. O atendimento no São Rafael é pela entrada do pronto atendimento na Rua 1 entre as avenidas 15 e 19. A equipe da Unimed atende na Rua 12 entre as avenidas 14 e 12 (prédio da antiga empresa Alexandre Junior).

Para ser vacinada a pessoa deve apresentar cartão SUS, CPF e RG e, em caso de segunda dose, o cartão de vacinação. A comunidade deve ficar atenta às divulgações oficiais sobre a vacinação, realizadas nas redes sociais e nos sites da prefeitura de Rio Claro e da Secretaria de Saúde.

Um ano após a primeira morte, Rio Claro chega a 334 óbitos por covid

O boletim desta sexta-feira (9) da Vigilância Epidemiológica de Rio Claro aponta mais quatro mortes por Covid-19, um idoso e três mulheres. De acordo com os números da Secretaria Municipal de Saúde, até agora são 334 óbitos pela doença no município que, há um ano, registrava o primeiro falecimento decorrente da doença. Somente nestes primeiros dias de abril, o novo coronavírus levou à morte 33 pessoas.

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São 68 casos positivos nas últimas 24 horas, a maioria, 34, de pessoas na faixa etária de 21 a 40 anos. Com isso, o município tem agora 11.687 casos da doença, com 10.391 recuperados. Dos 962 pacientes que estão em tratamento, 129 estão hospitalizados, o que resulta em 80% de ocupação de leitos. O índice inclui UTI e enfermarias da rede pública e privada.

Isolamento social, higienização frequente das mãos e uso de máscara são as medidas preventivas à covid e devem ser adotadas por todos. A Secretaria de Saúde ressalta que é preciso responsabilidade e conscientização de que no enfrentamento à pandemia deve haver engajamento de toda a comunidade. Para que todos possam superar este momento, é necessário que cada um faça a sua parte.

Ministério Público pressiona para que Plano SP seja cumprido em Rio Claro

O Ministério Público encaminhou nesta sexta-feira (9) um requerimento à Procuradoria Geral do Município de Rio Claro, determinando que se faça valer na íntegra o Plano SP, ou seja, a Fase Emergencial até domingo (11).
Neste caso, restaurantes e bares devem permanecer de portas fechadas realizando somente drive-thru e delivery. O atendimento presencial e até mesmo a retirada estão proibidos.

“Diante deste documento que chegou vamos percorrer as ruas e caso a gente se depare com qualquer tipo de descumprimento que não se encaixe na determinação do Governo de São Paulo, teremos que agir. O atendimento presencial está proibido e o nosso trabalho vai ser orientar o comerciante a fechar. Se houver resistência, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal serão acionadas para nos ajudar no fechamento, podendo então gerar multa”, afirmou Agnaldo Silva que é chefe da Vigilância Sanitária.

E agora? De portas abertas: falaram e cumpriram

Como decidido em assembleia no dia 29 de março com direito a carreata pelas ruas de Rio Claro e entrega de uma Carta Aberta ao prefeito Gustavo Perissinotto, proprietários de bares, restaurantes e comércio em geral reabriram as portas ontem (8). De acordo com a Associação Rio-Clarense de Bares e Restaurantes (Ariobar), pelo menos 40 proprietários optaram por trabalhar com atendimento presencial, diferente do que determinou o governador João Doria no anúncio da Fase Emergencial.

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Gustavo Sousa, proprietário de bar e presidente da Ariobar foi um dos associados que reabriu ontem (8) para atendimento ao público

“É um momento de quase colapso do setor. Ou a gente abria ou a gente fechava de vez as portas. Nos últimos 12 meses, seis estivemos fechados. O delivery representa muito pouco, cerca de 20% a 30% do faturamento e alguns nem delivery tinham e estavam com zero porcento de faturamento”, disse Gustavo Sousa, que é proprietário de um bar e presidente da Associação Rio-clarense de Bares e Restaurantes (Ariobar).

Rio Claro tem seis casos de dengue em uma semana

Com seis casos de dengue registrados nesta semana, Rio Claro tem 48 casos confirmados neste ano. Também foi confirmado um novo caso de chikungunya, e, agora são dois casos neste ano. As duas doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti, que também transmite febre amarela e zika vírus.

O trabalho preventivo é realizado pela prefeitura e abrange toda a cidade. Equipes da Secretaria Municipal de Saúde fazem visitas casa a casa, nebulização e vistorias em pontos estratégicos para eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor. A Secretaria de Saúde destaca que a participação da população é essencial para que o trabalho tenha o resultado esperado. A comunidade deve se unir ao poder público e fazer a sua parte no combate ao Aedes.

Eliminar pontos de água parada e recipientes é importante para evitar a reprodução do Aedes aegypti. Por isso é necessário colocar areia nos pratinhos dos vasos de plantas, tampar baldes e bacias, manter pneus em local coberto, deixar garrafas com a boca virada para baixo, limpar calhas para não haver acúmulo de água, tratar água de piscina e fontes com produtos adequados, limpar e manter caixas d’água bem fechadas e lavar regularmente os bebedouros de animais com água e sabão.

Manter os quintais e terrenos sempre limpos e fazer o descarte correto de materiais também são importantes ações para reduzir a presença do mosquito da dengue.

Petrobras reduz preço do óleo diesel em 2,2% nas refinarias

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta sexta (9) corte de 2,2% no preço do óleo diesel em suas refinarias. É a segunda redução em abril, após a escalada verificada no início de 2021 usada pelo presidente Jair Bolsonaro para justificar a troca no comando da estatal.


O preço da gasolina, que também já foi reduzido em março, permanecerá inalterado.
Segundo a empresa, a partir deste sábado (10), o preço médio de venda do diesel nas refiarias R$ 2,66 por litro, redução de R$ 0,08 por litro em relação à média vigente até esta sexta. O corte acompanha a variação das cotações internacionais e a queda do dólar.


Ocorre em um momento de pressão nos preços diante da perspectiva de aumento do biodiesel, que representa 13% da mistura vendida nos postos. Além disso, em maio acaba o período de isenção de impostos federais sobre o combustível, que também tende a pressionar o preço final.


Além disso, há a pressão do imposto estadual: pela segunda vez após a isenção de impostos federais sobre o preço do óleo diesel, estados elevaram no início do mês o preço de referência para a cobrança de ICMS sobre o combustível. Desta vez, a alta ocorreu em 19 estados e no Distrito Federal.

A alta do diesel é um dos fatores que contribuíram para que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de março ter atingido o maior patamar desde 2015, 0,93%. Em 12 meses, a inflação chegou a 6,10%, valor superior ao teto da meta para 2021, de 5,25%.

Em nota, a Petrobras diz que “é importante reforçar que os preços praticados pela Petrobras buscam equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

“Os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo. Isso possibilita a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível e evita o repasse imediato da volatilidade externa para os preços internos”, completou a estatal.


Na quinta (8), Bolsonaro voltou a criticar a empresa, classificando como “inadmissível” reajuste de 39% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás canalizado. Mais uma vez, a declaração foi vista pelo mercado como sinal de que o governo pretende intervir na política comercial da empresa.


Indicado por Bolsonaro, o general Joaquim Silva e Luna deve ter seu nome ratificado em assembleia de acionistas na próxima segunda (12).

Na assembleia, acionistas minoritários da empresa vão tentar reduzir o poder do governo no conselho de administração da estatal, em uma ofensiva para limitar a possibilidade de interferência política na gestão da empresa.
A ideia é tentar emplacar ao menos dois nomes independentes nas vagas do conselho reservadas ao acionista majoritário, dobrando o número de representantes de minoritários no colegiado.

Leia as mensagens sobre agressões a Henry por Jairinho trocadas entre a babá e a mãe da criança

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL-FOLHAPRESS) – Mensagens obtidas pela polícia descrevem agressões reiteradas que o menino Henry Borel, 4, já sofria pelo padrasto, o vereador afastado Dr. Jairinho, cerca de um mês antes de sua morte. Também indicam que a mãe, a professora Monique Medeiros, sabia dos espancamentos e não avisou à polícia.


A conversa foi encontrada em “prints” no celular de Monique do dia 12 de fevereiro. O casal foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira (8) e é investigado por homicídio doloso duplamente qualificado -por emprego de tortura e pela impossibilidade de defesa da vítima.


No diálogo, que se estende das 16h30 às 18h03, a babá Thayná Ferreira, 25, narra os acontecimentos em tempo real à mãe de Henry. Ela avisa que Jairinho se trancou no quarto com o garoto, ligou a TV e não respondeu quando bateu na porta.

Depois, diz ter ouvido do menino que o padrasto o pegou pelo braço, lhe deu uma banda (rasteira) e o chutou. Ela também fala que o garoto estava mancando e que, na hora do banho, não deixou que ela lavasse sua cabeça porque estava com dor. “É sempre no seu quarto” e “toda vez faz isso [dá rasteiras e chutes]”, escreve.


Thayná também conta que Henry dizia ser ameaçado pelo vereador: “[Jairinho] fala que não pode contar, que ele perturba a mãe dele, que tem que obedecer ele”. No fim, sugere que Monique chegue de surpresa algum dia para flagrar o namorado, e a mãe responde que quer instalar uma microcâmera.


“Fica muito claro que toda aquela versão que nos foi apresentada, de uma família harmoniosa, nada mais era do que uma farsa”, afirmou o delegado responsável, Henrique Damasceno, em entrevista coletiva nesta quinta. “Ficou constatado que a rotina dentro daquele apartamento era uma rotina de violência”.


As mensagens são uma das justificativas da polícia para a prisão temporária do casal antes do término das investigações: “Nós temos uma testemunha que tinha vínculo com eles dois, que visivelmente contou uma visão falsa à polícia. Esse é um dos indícios que demonstra claramente que havia interferência deles na investigação”.


Os agentes agora apreenderam o celular de Thayná, no qual farão novas perícias. A funcionária havia dito em depoimento no fim de março que começou a trabalhar para o casal em janeiro, por indicação de sua mãe, que é babá do sobrinho de Jairinho, e que nunca vira nada de anormal na família. Ela pode ser indiciada por falso testemunho futuramente.


Na porta da delegacia, o advogado do casal, André França Barreto, declarou na quinta que não teve acesso às mensagens e que lhe causou estranheza uma entrevista coletiva num caso que está sob sigilo. Também disse que os dois estão sofrendo uma injustiça e que reafirmam sua versão de que encontraram Henry caído no quarto naquela madrugada.

Confira a conversa na íntegra:
16:30 THAYNÁ: Aí logo depois Jairinho chamou ele para ver que comprou algo|
16:30 MONIQUE: Chama
16:30 MONIQUE: Aí meu Deus
16:30 THAYNÁ: Aí ele foi para o quarto
16:30 MONIQUE: Estou apavorada
16:30 THAYNÁ: De início gritou tia
16:30 THAYNÁ: Depois tá quieto
16:30 THAYNÁ: Aí eu respondi oi
16:30 THAYNÁ: Aí ele nada
16:30 MONIQUE: Vai lá mesmo assim
16:30 THAYNÁ: Tá
16:31 MONIQUE: Fala assim: sua mãe me ligou falando para vc ir na brinquedoteca brincar com criança
16:31 MONIQUE: E fica lá um tempo
16:31 MONIQUE: Jairinho não falou que ia para caaa
16:31 MONIQUE: casa
16:31 THAYNÁ: Então eu chamo e nenhum dos dois falam nada
16:31 MONIQUE: Bate na porta
16:32 THAYNÁ: Não respondem
16:32 MONIQUE: Thaina
16:32 THAYNÁ: Eu só escuto voz de desenho
16:32 THAYNÁ: Acho melhor você vir
16:32 MONIQUE: Entra no quarto mesmo assim
16:32 THAYNÁ: E daí se tiver acontecendo algo você vê
16:32 THAYNÁ: Fico com medo do Jairinho não gostar da invasão
16:32 THAYNA: Pera vou tentar abrir a porta
16:32 MONIQUE: Ele não tem que gostar de nada
16:32 THAYNÁ: Abriu a porta do quarto
16:32 MONIQUE: E aí?
16:32 MONIQUE: Aí meu pai amado
16: 35 THAYNÁ envia uma fotografia com Henry de costas, aparentemente em seu colo.
16:35 MONIQUE: Deu ruim?
16:35 MONIQUE: Sabia
16:35 MONIQUE: Pergunta tudo
16:35 MONIQUE: Pergunta o que o tio falou
16:35 THAYNÁ: Então agora não quer ficar na sala sozinho
16:35 THAYNÁ: Só quer ficar na cozinha
16:36 THAYNÁ: Jairinho falou thayna deixa a mãe dele fazer as coisas
16:36 MONIQUE: Pergunta se ele quer vir pro shopping?
16:36 THAYNÁ: Não liga não
16:36 THAYNÁ: Falei não to falando com ela não
16:36 THAYNÁ: To falando com minha mãe
16:36 THAYNÁ: Ai ele ah tá
16:36 THAYNÁ envia uma foto sentada no sofá ao lado de Henry.
16:36 THAYNÁ: To sentada com ele na sala
16:36 THAYNÁ: Vendo desenho
16:36 MONIQUE: Fala que vai na brinquedoteca
16:36 MONIQUE: Eu mando um uber
16:37 THAYNÁ: A rose ta fazendo as coisas
16:37 MONIQUE: Aí meu Deus
16:37 MONIQUE: Que merda
16:37 THAYNÁ: A rose ta fazendo as coisas
16:37 MONIQUE: Ver se ele quer sair de casa
16:37 THAYNÁ: Tô falando com ele
16:37 MONIQUE: Ou ficar aí
16:37 THAYNÁ: Ele quer que eu fique sentada ao lado dele só
16:37 MONIQUE: Coitado do meu filho (emoji de mulher com a mão no rosto)
16:37 THAYNÁ: Jairinho tá arrumando a mala
16:37 MONIQUE: Se eu soubesse nem tinha saído
16:38 MONIQUE: Pergunta o que o tio falou
16:38 MONIQUE: Fala assim: tio Jairinho é tão legal, o que ele falou com vc?
16:38 THAYNÁ: Jairinho tá aqui perto (com relação ao trecho “Pergunta o que o tio falou”)
16:38 THAYNÁ: Depois pergunto
16:38 MONIQUE: Ok
16:38 THAYNÁ: Jairinho tá andando pela casa
16:38 THAYNÁ: Acho que prestando atenção no que eu tô fazendo
16:38 THAYNÁ: (emoji de rosto com monóculo)
16:38 MONIQUE: Ok…
16:38 MONIQUE: Daqui a pouco vc me fala
16:39 THAYNÁ: Aí disfarço
16:39 THAYNÁ: Abro outra conversa
16:39 MONIQUE: Ok
16:39 THAYNÁ: Tá bem
16:39 THAYNÁ: Tá comigo na sala
16:39 THAYNÁ: Qualquer coisa te falo
16:39 MONIQUE: Ok
16:46 MONIQUE: Da um banho nele
16:46 MONIQUE: Pra ver se ele relaxa
16:46 THAYNA: Ele não quer entrar ali no corredor
16:47 MONIQUE: Pqp
16:47 MONIQUE: Que merda do caralho
16:47 THAYNÁ envia uma foto com Henry sentado em seu colo no sofá.
16:47 MONIQUE: Coitado
16:47 THAYNÁ: Quer ficar assim no meu colo
16:47 MONIQUE: (emoji de mulher com a mão no rosto)
16:47 THAYNÁ: Tá reclamando que o joelho está doendo
16:47 THAYNÁ: (emoji de rosto com monóculo)
16:47 MONIQUE: O que será que aconteceu?
16:47 THAYNÁ: Rose até perguntou se ele tinha machucado o pé
16:47 MONIQUE: Ele não falou nada?
16:47 THAYNÁ: Não
16:47 MONIQUE: Da conversa?
16:47 THAYNÁ: Eu falei pra ele eu guardo segredo
16:47 THAYNÁ: Nada (com relação ao trecho “Da conversa?”)
16:47 THAYNÁ: Só fala que não aconteceu nada
16:48 MONIQUE: Pqp
16:48 MONIQUE: Mas não quer ir lá
16:48 MONIQUE: Então aconteceu
16:48 MONIQUE: Vou descobrir qdo chegar
16:48 MONIQUE: Pergunta se ele quer vir ao shopping?
16:49 THAYNÁ: Ele disse que não
16:49 THAYNÁ: Que só quer ficar comigo
16:49 THAYNÁ: Na sala
16:49 THAYNÁ: Já sei o que a gente pode fazer
16:50 MONIQUE: O que
16:50 THAYNÁ: Você um dia falar que vai demorar na rua
16:50 THAYNÁ: E ficar aqui em algum lugar escondida
16:50 THAYNÁ: Ou lá em baixo
16:50 THAYNÁ: E chegar do nada
16:50 MONIQUE: Ele foi pro nosso quarto ou o do Henry?
16:50 THAYNÁ: Para o seu quarto
16:51 MONIQUE: Eu vou colocar microcâmera
16:51 THAYNA: E sempre no seu quarto
16:51 MONIQUE: Me ajuda a achar um lugar
16:51 MONIQUE: Depois eu tiro
16:51 THAYNÁ: Meu padrinho instala câmeras
16:51 THAYNÁ: Tem até empresa de câmera
16:51 MONIQUE: Mas tem que ser imperceptível
16:51 THAYNÁ: Porque não tá normal
16:51 MONIQUE: Vdd
16:52 MONIQUE: Vai me avisando se ele falar alguma coisa
16:52 THAYNÁ: E eu tenho medo pq cuido dele com muito amor e tenho medo até dele cair comigo. Aí não sei o que Jairinho faz quando chega, depois ele tá machucado sei lá
16:52 THAYNÁ: Tá bem
16:52 MONIQUE: Tô aqui de olho no telefone
16:52 THAYNÁ: Tá bem
(Horário cortado): THAYNÁ envia uma foto com Henry no colo no sofá, acariciando o cabelo da criança.
17:02 MONIQUE: Alguma coisa estranha mesmo
17:02 MONIQUE: Jairinho me ligou
17:02 MONIQUE: Dizendo que chegou agora em casa
17:02 THAYNÁ: Po
17:02 THAYNÁ: Já chegou um tempão
17:03 MONIQUE: Estranho demais
17:03 THAYNÁ: Tá comigo comendo bolo
17:03 MONIQUE: Ele vai no barrashopping
17:03 THAYNÁ: Muito (com relação ao trecho ” Estranho demais”)
17:03 MONIQUE: Fala pro Henry que o tio vai sair pra trabalhar de novo
17:03 MONIQUE: Que eu já já chego
17:03 THAYNÁ: Tá
17:16 THAYNÁ: Saiu agora
17:16 THAYNÁ: Tá eu e Henry em casa só
17:19 MONIQUE: Veja se ele fala alguma coisa
17:22 THAYNÁ: Estou tirando dele
17:22 MONIQUE: Ok
17:22 THAYNÁ: Pera aí
17:25 THAYNÁ: Então me contou que deu uma banda e chutou ele que toda vez faz isso
17:25 THAYNÁ: Que fala que não pode contar
17:25 THAYNÁ: Que ele perturba a mãe dele
17:26 THAYNÁ: Que tem que obedecer ele
17:26 THAYNÁ: Se não vai pegar ele
17:28 THAYNÁ: Combinei com ele agora
17:29 THAYNÁ: Toda vez que Jairinho chegar e você não tiver eu vou chamar ele pra brinquedoteca e ele vai aceitar ir
17:29 THAYNÁ: Porque estou aqui pra proteger ele
17:29 THAYNÁ: Aí eu disse se você confia na tia me da um abração aí ele me deu
17:30 THAYNÁ envia uma foto das suas mãos entrelaçadas com as de Henry.
17:30 THAYNÁ: Tá assim comigo
17:33 MONIQUE: Como assim? (com relação ao trecho “Se não vai pegar ele”)
17:33 THAYNÁ: Ele não falou mais
17:49 THAYNÁ envia um vídeo em que Henry está de pé, de cuecas e chinelos, mexendo em um aparelho eletrônico
17:49 THAYNÁ: Tá mancando
17:50 THAYNÁ: Mas tô cuidando dele
17:50 THAYNÁ: Termina tudo em paz
17:50 THAYNÁ: Quando você chegar a gente se fala
17:50 THAYNÁ: Vou dar banho nele
17:50 THAYNÁ: Beijos
17:51 MONIQUE: A porta do quarto estava aberta ou fechada qdo Henry entrou no quarto?
17:57 THAYNÁ: Quando Henry entrou estava aberta
17:57 THAYNÁ: Depois ele fechou
17:57 THAYNÁ: E daí ficou até aquela hora com a porta fechada
17:58 THAYNÁ: Henry tá reclamando da cabeça
17:58 THAYNÁ: Pediu tia não lava não
17:58 THAYNÁ: Tá doendo
17:58 MONIQUE: Meu Deus
17:58 MONIQUE: Como assim?
17:58 MONIQUE: Pergunta tudo Thayná
17:58 MONIQUE: Será que ele bateu a cabeça?
18:03 THAYNÁ envia uma foto do joelho de Henry com um hematoma.
18:03 THAYNÁ: Ele disse que foi quando caiu que a cabeça ficou doendo

Fase Vermelha seguirá até dia 18 de abril; confira regras que começam na segunda-feira

O Governo do Estado anunciou nesta sexta-feira (9) o fim da fase emergencial de enfrentamento à pandemia a partir da próxima segunda (12). Com a queda de internações por COVID-19, todas as 645 cidades retornam para a fase vermelha até o próximo dia 18. Porém, algumas restrições serão mantidas, como o toque de recolher das 20h às 5h e veto a cerimônias religiosas coletivas.

“A partir de segunda, avançamos para a fase vermelha do Plano São Paulo. Essa medida mostra claramente que o esforço feito pela população e pelo Governo de São Paulo nas últimas semanas começa a dar resultados”, afirmou o Vice-Governador e Secretário de Governo Rodrigo Garcia.

A fase emergencial está em vigor desde o dia 15 de março para frear o aumento de casos e mortes por COVID-19 e reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares. O recrudescimento da pandemia exigiu prorrogação na medida no dia 26 de março, com término previsto para 11 de abril.

As medidas mais rígidas de restrição, o avanço na vacinação e a expansão de leitos hospitalares resultaram em decréscimo de 17,7% em novas internações e de 0,5% ao dia em UTIs para pacientes moderados e graves com coronavírus.

Com o retorno à fase vermelha, São Paulo volta a permitir a retirada de produtos pelo consumidor diretamente nos locais de venda, como comércios, restaurantes e outras atividades, Porém, o atendimento presencial e venda no local continuam proibidos em todos os estabelecimentos.

As lojas de construção, que são serviços essenciais, podem voltar a contar com atendimento nas lojas segundo protocolos sanitários e de segurança. Também estão liberados os campeonatos esportivos profissionais a partir desta sexta (9), mas apenas após as 20h, reforço na testagem e normas mais rigorosas de controle para atletas e integrantes de comissões técnicas e arbitragem.

Outras proibições da fase emergencial acabaram incorporadas à etapa vermelha e continuam em vigor a partir da próxima segunda. Além do toque de recolher noturno e do veto a celebrações religiosas coletivas, o Governo de São Paulo manteve a recomendação de escalonamento de horários de entrada e saída para trabalhadores da indústria, serviços e comércio.

Os horários indicados são das 5h às 7h para entrada e das 14h às 16h para saída de profissionais da indústria; entrada das 7h às 9h e saída das 16h às 18h para os de serviços; e entrada das 9h às 11h e saída das 18h às 20h para os do comércio.

A recomendação de teletrabalho também continua para todas as atividades administrativas do setor público e da iniciativa privada. Todas as medidas visam a redução de circulação urbana e a queda no fluxo de passageiros do transporte público.

O resumo com as medidas anunciadas pelo Governo do Estado está disponível na página https://issuu.com/governosp/docs/apresenta__o_plano_sp .

Fiscalização mantida

A fiscalização contra aglomerações e eventos clandestinos continua com ações intensificadas mesmo com o encerramento da fase emergencial.

O Governo do Estado vai manter a atuação em conjunto com as Prefeituras para instalação de barreiras sanitárias em acessos a cidades turísticas, blitz contra eventos ilegais e fiscalização de protocolos sanitários nas atividades liberadas.

Jornal Cidade RC
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