Larissa Manoela cria rede própria de telefonia móvel para atingir os jovens

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz Larissa Manoela, 20, agora tem uma operadora própria de telefonia: a Lari Cel. A novidade foi divulgada por ela em suas redes sociais. Ela promete muitas novidades na rede.


A Lari Cel é vinculada à empresa Dry Company, que é credenciada da Surf Telecom na Anatel. No modelo de telefonia móvel, os preços começam a partir de R$ 25 e o sinal utilizado é o da operadora TIM.


“Acredito que além de estarmos conectados pela vida agora estaremos conectados literalmente por um sinal potente de internet. Temos muitos benefícios e se eu fosse você já mudava para Lari Cel”, publicou ela ao mostrar um vídeo com a novidade.


A ideia de Larissa é engajar um público jovem que consome planos pré-pagos a mudar para a sua rede de telefonia. Atualmente, são mais de 38 milhões de seguidores na internet.


“A transformação do mundo sempre começa com as nossas atitudes e aos poucos temos o poder de mudar o mercado. Minha operadora é diferentona, nada parecido com o que você já viu”, reforçou a atriz.
Segundo Manoela, os planos têm cobertura nacional, não existe fidelidade e a personalização será feita por ela aos clientes.

Covid-19: mortalidade de gestantes é mais que o dobro da média no país

As gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos há até 45 dias) registra uma taxa de letalidade de 7,2%, mais que o dobro da atual taxa de letalidade do país, que é de 2,8%. O dado faz parte do último Boletim do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (4).blankblank

Segundo o boletim, um estudo sobre a pandemia nas Américas, publicado em maio pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), verificou que, entre janeiro e abril deste ano, houve um aumento relevante de casos em gestantes e puérperas, e de óbitos maternos por covid-19 em 12 países.

Os especialistas alertam ainda que as gestantes podem evoluir para formas graves da covid-19, com descompensação respiratória, em especial, aquelas que estão em torno de 32 ou 33 semanas de gestação. Em muitos casos, segundo os cientistas, há necessidade de antecipar o parto.

Esse quadro aumenta a preocupação em relação à disponibilidade de leitos de UTI adulto para essas mulheres e de leitos de UTI neonatal para os recém-nascidos, que podem ser prematuros. Os pesquisadores alertam que ambos precisam de cuidados especializados e imediatos. A partir de meados de 2020, começaram a ser publicados artigos sobre a morte de gestantes e puérperas por covid-19 no Brasil, alertando para a necessidade de preparação e organização de toda a rede de atenção em saúde.

De acordo como Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, os óbitos maternos em 2021 superaram o número notificado em 2020. No ano de 2020, foram 544 óbitos em gestantes e puérperas por covid-19 no país, com média semanal de 12,1 óbitos, considerando que a pandemia se estendeu por 45 semanas epidemiológicas nesse ano. Até 26 de maio de 2021, transcorridas 20 semanas epidemiológicas, foram registrados 911 óbitos, com média semanal de 47,9 óbitos.

* Com informações da Fiocruz

Rio Claro tem 92 reeducandos inscritos em Olimpíada de Matemática

Presídios subordinados à Coordenadoria da Região Central (CRC) inscreveram cerca de 4 mil custodiados na 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A maior competição científica do país passou por mudanças em razão da pandemia de Covid-19 e a edição, que seria realizada em 2020, foi transferida para este ano. As avaliações poderão ser feitas de 30 de junho a 3 de agosto e serão aplicadas em salas de aula instaladas nos presídios, respeitando todos os protocolos de prevenção ao novo coronavírus.

Os exames são divididos por grau de escolaridade: Nível 1 (6º e 7º anos do Ensino Fundamental), Nível 2 (8º e 9º anos) e Nível 3 (Ensino Médio). A primeira fase é composta por uma prova de múltipla escolha de 20 questões.
No dia 9 de setembro, a organização divulgará os classificados para a segunda fase, prevista para ocorrer no dia 6 de novembro, cuja avaliação será discursiva, com seis questões.

Balonismo volta à programação de aniversário de Rio Claro após cinco anos

Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan News de Rio Claro, o secretário de Esportes, Lazer e Turismo, Yves Carbinatti, confirmou o retorno do balonismo à programação de aniversário da Cidade Azul, após cinco anos sem o evento. No dia 24 acontece o tradicional Night Glow e nos dias 26 e 27 revoadas dos balões.

“Uma das missões que o prefeito nos deu foi o resgate no balonismo. Devido à pandemia, o Night Glow será de forma on-line com transmissão pelas redes sociais da prefeitura para evitar aglomeração. Não é um campeonato devido ao momento atual e custo. Faremos uma coisa enxuta, mas com o objetivo de resgatar essa festividade, trazendo cerca de seis balões, ainda sem local definido para a revoada, a fim de evitar aglomerações, mas a população poderá acompanhar no céu de nossa cidade”, disse o secretário.

As pessoas que quiserem acompanhar o Night Glow presencialmente devem se atentar aos protocolos. “Estamos fazendo um trabalho com outras secretarias para montar a estrutura para as pessoas que queiram acompanhar no Aeroclube. Só será permitido assistir de dentro do carro e claro sem aglomeração. Será feito todo um isolamento do local pela Secretaria de Mobilidade Urbana”, finalizou.

Rio Claro vacinou mais de 63 mil pessoas contra a Covid

Rio Claro vacinou 63.060 pessoas contra a Covid, conforme números desta sexta-feira (4) da Secretaria Municipal de Saúde. Deste total, 29.815 pessoas receberam também a segunda dose. No município 30,31% da população recebeu a primeira dose da vacina e 14,33% também a segunda dose. Rio Claro aplicou ao todo 92.875 doses de vacina contra a Covid. Nesta sexta-feira foram 948 pessoas vacinadas com primeira dose e 18 com segunda dose. As duas vacinas que vêm sendo aplicadas na campanha de vacinação são seguras e eficazes na proteção à Covid. A vacinação é fundamental no enfrentamento à pandemia, já que as vacinas protegem das formas mais graves da Covid, além de reduzir as chances de óbito.

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Rio Claro tem 449 óbitos e 71 pacientes em UTI por Covid

Uma idosa é a mais recente vítima fatal da Covid-19 em Rio Claro. O óbito foi apontado em boletim divulgado nesta sexta-feira (4) pela Secretaria Municipal de Saúde. São 449 vidas perdidas no município desde o início da pandemia. O total de internados é 133, quatro a menos do que o registrado na quinta-feira (3), porém o número de pessoas em UTI subiu de 68 para 71. O índice de ocupação de leitos é de 79%. O município tem 14.825 casos de Covid, sendo que 119 foram confirmados nas últimas 24 horas. Deste total, 13.725 pacientes estão recuperados. A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos. Isso é fundamental para evitar a infecção pelo coronavírus e também sua transmissão.

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Brasil tem bons indicadores, mas ainda é foco de exploração infantil

Brincar, estudar, ter direito à saúde e à dignidade são direitos constitucionais garantidos às crianças brasileiras. Apesar de fundamentais, esses direitos esbarram muitas vezes em condições socioeconômicas que encurtam o trajeto de amadurecimento natural das crianças e apressam responsabilidades – o que gera experiências que se refletem em um futuro incerto e, por muitas vezes, traumático e limitador.blankblank

Visto atualmente por organismos internacionais como referência no combate ao trabalho infantil, o Brasil tem um histórico considerável de campanhas e ações públicas de combate à exploração de crianças e adolescentes. Mas nem sempre foi assim. Até a década de 90, o país era foco de exploração de suscetíveis na América Latina e apresentava indicadores alarmantes para faixas etárias abaixo de 16 anos.

Considerado um marco na aplicação dos direitos infantis, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um dos responsáveis pela mudança nos indicadores brasileiros. Confira o especial sobre os 30 anos do ECA na Agência Brasil.

Hoje (4), é comemorado o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. A data, criada em 1982 pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi inicialmente pensada para conscientizar a sociedade sobre as crianças que sofriam no conflito entre Israel e Palestina, mas foi ampliada para lembrar de abusos físicos, psicológicos e emocionais contra pessoas em idade vulnerável em todo o mundo.

O ano de 2021, em especial, faz parte de uma campanha internacional pela extinção de atividades exploratórias de crianças, e foi eleito pela ONU como “Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil”. Outras iniciativas semelhantes acontecem ao longo do mês de junho, como o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado no dia 12.

“Desde 1990 o Brasil vem se destacando no cenário nacional pelas boas práticas de erradicação do trabalho infantil com a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança e do Estatuto da Criança e do Adolescente. A intolerância a essa violação de direitos gerou que de um lado ajudassem as famílias para que suas crianças não necessitassem adotar essas estratégias de sobrevivência. E, de outro, desestimulassem a todos aqueles que explorassem o trabalho infantil”, disse Benedito Rodrigues Dos Santos, consultor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para a Proteção à Criança e ao Adolescente.

Trabalho nocivo

Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com 1,8 milhão de crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil. Destes, 45,9% – cerca de 706 mil – enfrentam ocupações consideradas altamente nocivas para o desenvolvimento.

Para tentar reverter o quadro, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Justiça do Trabalho, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram nesta semana a campanha “Precisamos agir agora para acabar com o trabalho infantil!”, que promove ações de conscientização e visibilidade sobre o tema em redes sociais.

Exploração na pandemia

Segundo estimativa dos órgãos, o contexto da pandemia de covid-19 e o aumento de desigualdades sociais pode resultar em mais 300 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Atualmente, América Latina e Caribe somam 10,5 milhões nessa condição.

“Mais do que nunca, crianças e adolescentes devem ser colocados no centro das prioridades de ação, nas agendas políticas de reativação da economia e de atenção à população durante a crise, sempre por meio do diálogo social e com um enfoque de saúde em todas as políticas e ativa participação da sociedade civil”, afirmou Maria Cláudia Falcão, Coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, do Escritório da OIT no Brasil.

Para a Unicef, embora não existam estudos nacionais consolidados sobre o impacto da pandemia do covid-19 nas praticas de trabalho infantil, relatos de conselheiros tutelares, fiscais do trabalho, profissionais dos centros de referências da assistência social e colaboradores em geral denotam a percepção empírica de que houve impacto negativo da pandemia sobre os direitos das crianças.

“Dados coletados pelo Unicef em São Paulo apontam para o agravamento da situação de trabalho infantil durante a pandemia em pelo menos duas das consideradas piores formas de trabalho infantil: o trabalho urbano no mercado informal e o trabalho doméstico. A pandemia parece ter afetado, ainda, formas de exploração sexual e a participação de menores no tráfico de drogas”, relata Benedito Rodrigues Dos Santos.

Segundo o levantamento do Unicef, no conjunto dos domicílios em que mora pelo menos uma criança ou um adolescente, a incidência do trabalho infantil era de 17,5 por 1.000 antes da pandemia, e passou a ser 21,2 por 1.000 depois da pandemia, o que representa um aumento de 21%. Os dados da pesquisa são referentes à cidade de São Paulo.

Tatá, Regina Casé e mais famosos homenageiam Paulo Gustavo um mês após morte

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morto há exatamente um mês por causa de complicações da Covid-19, o humorista Paulo Gustavo, 42, recebeu homenagens de amigos famosos nesta sexta-feira (4) pelas redes sociais.

Marido de Paulo, o médico Thales Bretas publicou um pequeno vídeo que mostra um momento de carinho entre eles. “Que saudade do seu beijinho e do seu carinho. Um mês sem seu corpo presente, mas nenhum minuto sem você!”, escreveu.

Grande amiga de Paulo, a comediante e apresentadora Tatá Werneck foi outra pessoa que fez questão de prestar sua homenagem.

“Um mês sem você. E eu ainda tenho impulsos rápidos de pegar o telefone pra te ligar e saber o que você está achando. Estava muito insuportável imaginar que o cara mais genial que eu já conheci não está aqui. Eu vejo seus vídeos e rio tanto. Você estará sempre aqui.”, postou.

A atriz Regina Casé diz que a saudade de Paulo só tem aumentado. “Diz que com o tempo melhora, mas só tem aumentado. Toda hora eu quero te ligar pra perguntar um troço. Hoje parece que acordei com mais saudade ainda. Como eu queria meu amigo amado.”

Ingrid Guimarães também falou de como a perda tem mexido com ela. “Paulo Gustavo virou nome de rua, projeto de lei e onde eu vou ainda só perguntam de você. Mas o que eu tenho saudade mesmo é do Gusti. Desse dia a dia de você passar lá em casa e me convencer a beber numa terça-feira ou cancelar tudo pra tomar café”, disse.

MORTE PELA COVID-19
A morte de Paulo Gustavo, aos 42 anos de idade, marca o fim precoce e repentino de uma carreira estelar, com poucos paralelos na indústria do entretenimento do nosso país. Em pouco mais de 15 anos, o ator saiu do anonimato para o posto de maior chamariz de público do cinema brasileiro.

O humorista estava internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital no Rio de Janeiro desde o dia 13 de março com Covid-19. A morte aconteceu em 4 de maio.

Uma semana após a internação, ele teve de ser intubado porque estava com dificuldade para respirar. No dia 2 de abril, piorou e precisou da ajuda de uma espécie de pulmão artificial usado apenas nos casos mais graves. Um mês depois, teve uma embolia gasosa que se espalhou em decorrência de um rompimento do tecido do pulmão.

A trilogia “Minha Mãe É uma Peça”, estrelada por seu alter ego Dona Hermínia, vendeu cerca de 22 milhões de ingressos. O terceiro longa ostenta atualmente o título de maior bilheteria de filme nacional de todos os tempos, com uma renda bruta de R$ 143,9 milhões.

Brasileiro preso no Egito oferecia consultas sem autorização para exercer a medicina em Portugal

GIULIANA MIRANDA LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – O médico brasileiro Victor Sorrentino – detido no Egito sob acusação de ofender sexualmente uma vendedora muçulmana em um vídeo publicado em suas redes sociais – oferecia consultas em Portugal sem ter o diploma de medicina validado no país europeu. Cada consulta custava até 350 euros (cerca de R$ 2.100). Além de divulgar os atendimentos em Lisboa e no Porto via redes sociais, Sorrentino ainda tinha em seu site uma área dedicada especialmente ao agendamento de consultas em Portugal. A página, no entanto, foi removida nesta sexta-feira (4) após o questionamento da reportagem.

O nome de Victor Sorrentino não consta na lista dos profissionais aptos a exercer a medicina legalmente em Portugal.
A Ordem dos Médicos, entidade que regula o setor, confirmou que ele não está entre os profissionais registrados no país. Médicos formados em universidades brasileiras, como é o caso de Victor Sorrentino, são obrigados a passar por um rigoroso processo de validação de diplomas antes de poderem atuar em Portugal. Além da análise da documentação da faculdade, precisam se submeter a exames teóricos e práticos.

A Ordem dos Médicos só pode abrir processos e agir disciplinarmente em relação a profissionais que estejam devidamente registrados. Denúncias de eventual exercício ilegal da medicina precisam ser encaminhadas à Justiça.
Nas redes sociais, pacientes registraram em fotos atendimentos entre 2017 e 2019. De jaleco, Sorrentino normalmente aparece sorridente nas imagens.

A reportagem obteve emails trocados, em março de 2018, entre uma brasileira interessada nas consultas em Portugal e a mulher que cuidava da agenda lusitana de Sorrentino. Na ocasião, o atendimento era feito em parceria com um nutricionista brasileiro, também de passagem por Portugal. “As consultas serão contínuas, ou seja, os profissionais virão de 2 a 3 vezes ao ano para Portugal, dessa forma garantindo o acompanhamento e eficácia nos tratamentos dos pacientes”, diz um trecho da mensagem.

Para garantir a vaga, era preciso enviar o comprovante de pagamento adiantado da consulta, no valor de 350 euros.
Um médico português, que pede para não ter seu nome divulgado, diz que os atendimentos de Victor Sorrentino sem a validação do diploma são conhecidos há mais de dois anos entre vários profissionais do setor. Ele relata sua própria indignação e de colegas, chamando a atenção para o fato de, em Portugal, uma consulta com um médico especialista custar normalmente em torno de 100 euros (aproximadamente R$ 616) em consultórios privados.

Em Portugal, além das consultas, Victor Sorrentino também reunia grandes grupos em palestras com ingressos pagos, que são eventos que não exigem validação de diploma. Embora seu site deixasse claro que era possível agendar consultas, o material promocional nas redes sociais era muitas vezes ambíguo, falando apenas de sua presença em Portugal e deixando um telefone e email para contato.

A ambiguidade também aparece na explicação sobre sua formação acadêmica: “O médico gaúcho Victor Sorrentino carrega em seu DNA a relação com a cirurgia plástica. Filho de conceituado cirurgião plástico respirou esta medicina desde cedo e seguiu sua formação especializando-se no Rio de Janeiro”, segundo sua página profissional.

A cirurgia plástica pode até estar no DNA, mas não consta em seus registros profissionais. Tanto no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) quanto no Cremers (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul), ele é identificado como tendo “especialidade não definida”. No Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), o campo não está está preenchido. Desde o começo da pandemia, Sorrentino defendeu o uso de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19 e já apoiou publicamente o uso de hidroxicloroquina contra o Sars-CoV-2.

Questionada pela reportagem sobre as consultas em Portugal e sobre a especialização médica de Victor Sorrentino, a família do médico informou, via assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre questões profissionais neste momento. “As questões profissionais envolvendo o Dr. Victor Sorrentino serão tratadas e respondidas em momento oportuno. Neste momento, a equipe do médico, assim como as pessoas da família, estão concentradas em resolver e esclarecer a situação ocorrida no Egito”, diz a nota.


O CASO
Com quase 1 milhão de seguidores –incluindo celebridades e até uma deputada portuguesa– o Instagram do médico brasileiro passou a ter acesso restringido depois da polêmica no Egito.

O médico usou a rede social para publicar um vídeo de uma conversa entre ele e uma vendedora de papiro no país árabe. A jovem era muçulmana.

Aos risos, o médico fez perguntas de conotação sexual, como “Vocês gostam mesmo é do bem duro, né?” e “Comprido também fica legal, né? O papiro comprido”. Sem entender os comentários, a jovem aparece concordando e sorrindo.

Com a repercussão do caso, o médico apagou o vídeo e pediu desculpas, afirmando ser “muito brincalhão”. Sorrentino acabou sendo detido, no último domingo (30), pelas autoridades egípcias. O Ministério Público do país informou que o brasileiro é acusado de fazer insinuações sexuais, “atacando os preceitos e os valores da família e da sociedade egípcia, violando a vida privada da vendedora e utilizando uma conta eletrônica para cometer esses crimes”.

Seletiva já soma 17 nadadores paralímpicos com índices para Tóquio

A seletiva de natação paralímpica para os Jogos de Tóquio entrou hoje (4) no terceiro dia. As disputas ocorrem no Centro de Treinamento Paralímpico (CTP), em São Paulo, e a partir das 17h (horário de Brasília), haverá transmissão ao vivo – finais dos 50 metros nada livre e dos 100m costas – no canal do Comitê Paralímpico Brasieiro (CPB), no Youtube, e também na página da entidade no Facebook.blankblank

Ontem (3), no segundo dia de competição, 13 atletas obtiveram índice para representar o Brasil na Paralimpíada. Contando os que alcançaram marcas na última quarta (2), já são 17 nadadores diferentes credenciados a competir na capital japonesa.

Eles precisam esperar o fim do evento, neste sábado (5), para confirmação da vaga. O Brasil terá 35 nadadores em Tóquio, sendo que quatro já haviam assegurado presença pela medalha de ouro conquistada no Mundial de 2019, em Londres (Inglaterra): Edênia Garcia (classe S4), Daniel Dias (S5), Wendell Belarmino (S11) e Carol Santiago (S12).

Vale lembrar que na natação paralímpica quanto menor o número das categorias para deficiência físico-motora (1 e 10) ou visual (11 e 13), maior o grau de comprometimento. A classe S14 inclui os competidores com deficiência intelectual.

Segundo dia de seletiva

Na manhã desta quinta (3), ainda na eliminatória, José Ronaldo da Silva completou os 50m costas em 1min26s33, 14 segundos abaixo do tempo máximo exigido na classe S1. Ele ainda quebrou o recorde das Américas em quase 12 segundos. Nas mesma provas e categoria, Gabriel Feiten cravou 1min31s75 e foi outro a estabelecer índice para Tóquio. Ainda nos 50m costas, mas na classe S2, Gabriel Geraldo nadou para 56s93 e se credenciou aos Jogos com bastante folga em relação à marca de corte, de 1min03s61.

“O aumento de atletas com deficiências severas é muito importante para o fomento do esporte para pessoas com este perfil de deficiência. Assim, pessoas que têm deficiências parecidas conseguem perceber que elas também podem alcançar seus sonhos, dentro de suas limitações, seja dentro do esporte ou não”, disse  Fabiano Quirino, técnico da seleção brasileira paralímpica da natação, ao site oficial do CPB.

Ainda pela manhã, Douglas Matera (S13) fez 58s60 nos 100m borboleta, novo recorde das Américas da classe, obtendo o índice paralímpico, assim como Gabriel Bandeira (S14), na mesma prova, marcando inicialmente 57s41. À noite, na final, Bandeira não só melhorou o tempo em quase três segundos (54s64) – sendo mais um a quebrar uma marca continental na seletiva – como ficou a 18 centésimos do recorde mundial.

Também na eliminatória, Samuel Oliveira entrou no caminho de Tóquio ao completar os 50m borboleta em 36s90, abaixo dos 37s24 exigidos na classe S5. Já Gabriel Melone cravou exatamente o tempo que lhe era necessário (33s51) para conquista da vaga na classe S6 da mesma prova. Na final, ele reduziu a marca em 51 centésimos.

Nos 50m livre, Maiara Barreto marcou 1min05s55 pela manhã e bateu em cinco segundos o índice da classe S3. Mesma folga de tempo atingida por Laila Suzigan Abate nos 400m livre, ao nadar para 5min33s20 na classe S6.

À noite, mais quatro novos atletas cravaram marcas para Tóquio. O primeiro foi Ronystony Cordeiro (S4) nos 50m costas, com 47s52. Em seguida, Caio Amorim (S8) marcou 4min39s44 nos 400m livre e também se credenciou aos Jogos. Na mesma prova, Matheus Rheine foi quatro segundos mais rápido que o exigido (4min49s89) na classe S11. Por fim, Joana Neves (S5) atingiu o índice dos 50m borboleta com 46s68.

Eles de novo

Dois nadadores que já tinham atingido índice para os Jogos na quarta, nos 100m livre, repetiram a dose na quinta em outras provas. Talisson Glock nadou os 400m livre em 5min05s84, derrubando em quase dois segundos o antigo recorde das Américas da classe S6. Já Gabriel Cristiano se credenciou a competir também nos 100m borboleta, cravando 1min05s21.

Jornal Cidade RC
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