Outono já é o mais seco da história, aponta dado de RC

O munícipe rio-clarense percebeu e os dados do Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) confirmam: Rio Claro já registra o ano mais seco desde o início da série histórica, que começou a ser medida no ano de 1994. Os índices registrados pela Unidade Auxiliar do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp Rio Claro apontam que até o mês de maio de 2021 foram apenas 595,5 milímetros de chuva no município, menos da metade em comparação com o ano passado, que durante todo o período registrou 1.204,6 milímetros. O último ano mais seco da série foi em 2014, com 890,9mm.

Segundo o Ceapla, este outono – que termina no próximo dia 21 de junho – também já é o mais seco da série histórica. São apenas 38,4mm de chuva registrados no período que antecede o inverno em Rio Claro. A última vez em que o outono foi mais seco ocorreu no ano de 2018, com 74,9mm de chuva, em 2014 com 104,7mm e em 2009, com 106,9mm. Em 2016 o outono foi o mais chuvoso da história, com expressivos 400,9mm registrados no município.

Se os números não melhorarem até o fim da estação, o outono de 2021 ficará marcado pelo tempo seco. Há uma previsão para que, a partir desta semana, chuvas voltem a ser registradas. Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas – IPMet da Unesp de Bauru, na quarta-feira (9) há possibilidade de chuva em Rio Claro.

Os dados apontam ainda que os cinco primeiros meses deste ano também registraram chuvas abaixo da média esperada para cada mês. Em janeiro, a média aguardada era de 289,7mm, mas caíram 250,8mm. Em fevereiro, esperavam-se 217,3mm, mas foram registrados em Rio Claro 198,9mm. No mês seguinte, em março, a média seria de 149,5mm, mas a chuva foi de 105,3mm no período. Em abril, dos 78,6mm esperados registraram-se apenas 11,6mm na cidade. E em maio, de 60,9mm aguardados, a chuva registrada em todo mês foi de apenas 28,9mm.

Entenda

De acordo com o técnico da unidade, Carlo Burigo, há uma explicação para esse período seco. “Tiveram poucas passagens de frentes frias sobre o continente. Essa falta de chuva está em geral no Brasil, não só em nossa região, devido a isso. As frentes frias estão passando mais pelo litoral e trazem pouca chuva para o Estado. A massa de ar seco está muito forte e não deixa que a frente fria passe pelo continente”, comenta.

Símbolo do carnaval de RC, Aurea Sampaio morre aos 80 anos

Morreu neste domingo (6), aos 80 anos, a carnavalesca Aurea Dias Sampaio. Segundo informações apuradas pela reportagem do Jornal Cidade com amigos próximos, ela lutava há anos contra um câncer.

Nascida em Rio Claro em setembro de 1941, Aurea foi grande apoiadora da Escola de Samba ‘Os Indaiás’. Foi fundadora da Escola de Samba ‘Renascer’. E, em 2016, realizou seu grande sonho em desfilar como destaque na Escola de Samba ‘A Casamba’.

A carnavalesca era viúva e deixa uma filha: Fabiana Dias Sampaio. Ela também trabalhou por anos como assessora parlamentar. Aurea será cremada em Brasília.

O colunista social do JC, Fernando Brunini, lamentou a morte da amiga. “Lutou muito contra o câncer. A vida toda foi uma guerreira, uma grande mulher. Amava nosso carnaval. O samba está de luto. Ela era como uma mãe para mim. Me carregou no colo, foi amiga da escola de minha irmã. Amizade de uma vida toda”, disse Brunini.

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Aurea e a filha Fabiana Dias Sampaio
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Último desfile, em 2016, na ‘A Casamba’
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Marcão Faria, Aurea Fernando Brunini

VÍDEO: Museu prepara reabertura para visitação do acervo

Depois de mais de uma década fechado para a visitação do acervo, o Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga em Rio Claro entrou em contagem regressiva para abrir novamente as portas à população no dia 23 de junho.

Para esse reencontro com a história tudo tem sido pensado de uma forma inovadora: “A ideia é trazer novas nuances de uma história que talvez as pessoas achem que já conhecem por uma outra perspectiva de uma forma que seja interessante para atrair mesmo o público. Estamos numa era muito digital então é uma outra forma de você apresentar a história da cidade e os munícipes terem interesse e orgulho em conhecer”, ressaltou Jaqueline Betiol dos Santos, que é coordenadora do Museu.

Serão sete ambientes temáticos e uma sala audiovisual e é exatamente nela que os visitantes farão a primeira parada. No espaço irão conhecer a história do prédio datado de 1863 e que já foi a escola Joaquim Ribeiro e até mesmo sede do tiro de guerra antes de se tornar Museu. Destaque para uma coluna original de argila e madeira do prédio feita por escravos e artesãos da época.

“Esse espaço do Museu é um local de que as pessoas tem muita saudade em Rio Claro porque houve o incêndio em 2010, mas antes disso já não estava aberto à visitação. Então faz cerca de 14 anos que Rio Claro não tem a possibilidade de visitar plenamente esse Museu. Quando eu falo plenamente é ele com o acervo completo como nós vamos fazer a partir do dia 23 de junho”, afirmou Dalberto Christofoletti, secretário de Cultura de Rio Claro.

O acervo conta com mais de 40 mil peças que remetem a diferentes épocas e situações. Nessa viagem os visitantes poderão escolher embarcar em uma estação de trem ou desvendar passagens secretas e ver de perto parte de um leão – uma escultura encontrada a partir de uma escavação em uma gruta na Avenida 2 com a Rua 4.

Observar a primeira cerveja em lata do Brasil produzida em Rio Claro ou por que não relembrar os sabores a partir de um símbolo da antiga sorveteria Nevada? Neste resgate também não vai faltar espaço para a cultura indígena, para a cultura negra e também para a arte através das mídias e da música. Por fim um espaço externo para a realização de eventos culturais como shows e outros tipos de apresentações.

“É um presente para a cidade de Rio Claro justamente neste momento dos seus 194 anos. As pessoas novamente vão se apropriar deste espaço, vão ser acolhidas para conhecer a história, as personalidades. Temos várias peças raras aqui que fizeram não só parte da cidade, mas contribuíram para um legado no Brasil”, finalizou Dalberto.

O Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga em Rio Claro fica localizado na Avenida 2, número 572. Os horários para a visitação a partir do dia 23 serão divulgados em breve pela administração municipal.

O ‘vírus da fome’: mães solo têm dificuldades de colocar comida na mesa

19 milhões é o número de brasileiros que passaram fome durante o primeiro ano da pandemia do coronavírus. Pesquisa realizada entre outubro e dezembro do ano passado mostra que mais de 116 milhões de pessoas conviveram com algum grau de insegurança alimentar no período.

Ou seja, mais da metade dos domicílios brasileiros sofreu algum tipo de privação. Segundo o estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, o índice exato de famílias nessa situação chegou a 55,2%.

A conclusão, porém, é de que o aumento da fome no Brasil já vinha se acelerando antes mesmo do período pandêmico. Entre 2018 e 2020 a alta foi de 27,6% ao ano. Entre 2013 e 2018, esse ritmo não passava de 8%.

 Não é de agora que o alerta sobre o problema passou a ser preocupação de organizações e movimentos sociais. Em 2018, a ActionAid já chamava atenção para as consequências do empobrecimento acelerado da população.

A pandemia, entretanto, demonstra ter agravado o quadro, que fica ainda mais crítico quando se analisa a situação de famílias desestruturadas, compostas por pessoas de pouca escolaridade ou qualificação profissional deficitária.

As restrições impostas por sucessivas e quase sempre insuficientes quarentenas fecharam muitas empresas, especialmente no setor de serviços, além de terem inviabilizado muitas ocupações informais.

Aos 35 anos, desempregada e divorciada, Isabel Cristina da Silva, que tem apenas o ensino fundamental, é mãe de cinco filhos com idades entre 10 meses e 15 anos. Para garantir o sustento da família durante a pandemia, ela revende produtos de limpeza em casa. Antes, trabalhava como catadora de recicláveis.

Isabel, personagem da ‘Reportagem da Semana’, é uma das mais de 11 milhões de mulheres no Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são chefes de família e lutam para sobreviver.

Mães solo, como são chamadas as únicas ou principais responsáveis pela criança, elas, que já viviam uma rotina complicada para criar os filhos, hoje se encontram numa situação ainda pior.

Na geladeira do apartamento alugado onde mora no Jardim das Nações I, havia feijão, um pacote de molho de tomate e garrafas com água. No armário, uma caixa de leite, um litro de óleo e vários potes vazios. 

Isabel contou ao Jornal Cidade que precisa de doações para dar de comer aos filhos. A única renda que tem é do Bolsa Família, do governo federal, no valor de R$ 518, que serve para pagar o aluguel.

“Sou sozinha para cuidar deles. Para alimentar, pagar outras contas de casa. Precisei vender a televisão deles [filhos], uma outra geladeira. Tive que optar por isso, pois meu bico não é mais suficiente. Necessito de leite, fraldas e cobertores para esse inverno”, explicou.

Isabel não quer viver só de doação. Ela pediu uma oportunidade de emprego. “Alguém que tem uma condição melhor poderia me dar um emprego. Sou faxineira, já trabalhei como porteira, cuidadora de idosas. A força que tiro vem de Deus. Se não fosse Ele, já não estaria mais aqui”, disse. Para falar com Isabel basta ligar no número (19) 99860-0692.

‘Preciso de ajuda para trazer minha dignidade de volta’

Dados do IBGE mostram que, em 2020, 430 mil empregadas domésticas com carteira assinada perderam os empregos. Isso tem um impacto familiar vivido de perto por Monica dos Santos Rocha, de 37 anos.

Ela trabalha como diarista. Quando a pandemia começou, ela cuidava de três casas. No entanto, as famílias deixaram de contratar por medo de contraírem a doença com o ‘vai e vem’. Hoje ela trabalha apenas em uma residência, quinzenalmente.

A diarista, que mora na região do Terra Nova, tem uma filha de 7 anos. Conforme relatou ao Jornal Cidade, o que mais dói é quando a pequena pede algo e ela não tem dinheiro para comprar. 

“É triste. Sempre queremos dar o melhor para nossos filhos. Sempre expliquei para ela [filha] que eu vou trabalhar e depois levo o que eu consigo comprar. Não consigo dar tudo o que eu queria dar para ela. Antes eu cobrava R$ 150 cada faxina, hoje eu diminuí para R$70 e só tenho uma casa”, comentou.

Ao falar sobre o estudo da filha, Monica se emocionou. Segundo ela, antes da pandemia, a menina tinha condições melhores para aprender e, agora em casa, nem tanto, principalmente porque a mãe não tem como ajudar. Monica só estudou até a terceira série do ensino fundamental.

“Eu sabia que lá o futuro dela estava garantido. Agora já não sei mais. Não consigo ensiná-la pois não tenho estudo, coisa que para mim não é vergonha. Comecei a trabalhar aos 11 anos. Ou eu ‘ralava’ ou passava fome. Dói porque não quero que ela passe por isso.”

Com lágrimas nos olhos, ela também fez um apelo aos leitores do JC para conseguir um emprego. “Preciso que alguém me ajude a trazer minha dignidade de volta. Se alguém puder arrumar um emprego para eu levar comida para casa, tenho cartas de recomendação, contatos que podem passar uma referência minha. Tudo isso para eu dar uma vida melhor a minha filha”, desabafou. Para falar com Monica o contato é o (19) 99962-7098.

PM devolve veículo ao proprietário um dia após ter sido furtado em RC

Equipe da Polícia Militar em patrulhamento pela estrada do bairro Eritréia visualizou rastros de pneus no solo sentido a uma mata. Após buscas encontraram um veículo Celta (LOC-6582) de cor preta.

Segundo os policiais, o carro estava intacto e com as chaves embaixo do tapete. Após pesquisa do emplacamento via Copom, eles concluíram que havia uma queixa de furto ocorrido ontem no distrito de Ajapi. Diante dos fatos realizado contato com o proprietário o qual compareceu ao local e teve seu veículo restituído.

Com restrições, Anvisa autoriza importação de Covaxin e Sputnik V

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na noite de ontem (5) a importação, ainda que sob determinadas condições, das vacinas Covaxin e Sputnik V, ambas contra covid-19. A decisão foi tomada por 4 votos a 1 em reunião da diretoria do órgão que durou cerca de sete horas.blankblank

A autorização de importação excepcional abrange apenas quantidades predeterminadas de cada imunizante. A Anvisa não autorizou o uso emergencial das vacinas, mas apenas a utilização de quantitativos específicos sob condições controladas.

No caso da Covaxin, vacina de origem indiana, foi autorizada a importação e aplicação de 4 milhões de doses. Os imunizantes deverão ser aplicados sob condições estritas, que incluem análise laboratorial pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Getulio Vargas (FGV), e novos testes de efetividade, entrou outros pontos.

O pedido de importação da Covaxin foi feito pelo Ministério da Saúde, que havia solicitado inicialmente autorização para trazer 20 milhões para o Brasil. A Anvisa já havia negado o pedido em votação anterior, mas reviu a posição após a fabricante indiana Bharat Biotech implementar adequações na linha de produção.

A vacina russa Sputnik V também teve pedido anterior de importação, feito por estados do Nordeste, negado pela Anvisa em abril. A agência decidiu agora emitir a autorização após ter feito novas inspeções em fábricas na Rússia e ter recebido novos documentos por parte dos estados requerentes.

A Anvisa autorizou a importação por seis estados, no quantitativo equivalente a 1% da população de cada um. O estado da Bahia foi autorizado a importar 300 mil doses; o Maranhão, 141 mil doses; Sergipe, 46 mil doses; o Ceará, 183 mil doses; Pernambuco, 192 mil doses, e o Piauí, 66 mil doses.

A agência informou que “vai analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados”.

Os estados ficam responsáveis por monitorar as condições de utilização da Sputnik V dentro de um estudo de efetividade. A Anvisa destacou que pode suspender a importação e aplicação da vacina caso o pedido de autorização de uso emergencial no Brasil seja negado.

O pedido de uso emergencial da Sputnik V, que permitiria uma utilização mais ampla da vacina em todo o Brasil, corre em paralelo no âmbito da agência. Esse processo encontra-se com prazos suspensos, no aguardo de documentação adicional a ser encaminhada pela União Química, empresa que deve fabricar o imunizante russo no Brasil.

Relator

Na votação da diretoria colegiada da Anvisa de sexta-feira (4), prevaleceu o entendimento do relator dos pedidos de importação, o diretor Alex Campos. Para Campos, as condicionantes impostas para a utilização de um quantitativo restrito das vacinas garantem a segurança e a saúde da população.

“O contexto sanitário que nosso país atravessa nos põe diante da necessidade de viabilizar o maior número de vacinas e medicamentos. Todo esforço se volta ao propósito de amenizar o sofrimento da população, abrandar angústias dos gestores públicos e combater o esgotamento de nossos profissionais de saúde”, disse ele.

Covid-19: Fiocruz chega a 50 milhões de doses de vacinas entregues

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chegou ontem (4) a 50,9 milhões de doses de vacinas contra covid-19 entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A soma foi atingida com a liberação de mais 3,3 milhões de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca.blankblank

O número total de entregas inclui 46,9 milhões de doses que foram produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e 4 milhões de vacinas importadas prontas do Instituto Serum, da Índia. No segundo caso, a Fiocruz também negociou o envio das doses e realizou a checagem e rotulagem em português dos frascos recebidos.

A fundação anunciou que, a partir da semana que vem, as doses voltarão a ser entregues em duas remessas: na sexta, o estado do Rio de Janeiro receberá sua parcela de doses, e, no sábado, sairá o carregamento para o almoxarifado central do Ministério da Saúde, em São Paulo, de onde as doses são distribuídas para os demais estados e o Distrito Federal. Segundo a Fiocruz, a mudança se deu por um pedido da Coordenação de Logística do Ministério da Saúde.

As doses produzidas em Bio-Manguinhos são fabricadas a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China, como previu o acordo de encomenda tecnológica assinado com a AstraZeneca no ano passado. O último carregamento recebido pela Fiocruz, em 22 de maio, garante as entregas até o início de julho, quando o total produzido e liberado deve chegar a cerca de 62 milhões de doses.

Mais quatro carregamentos de IFA estão previstos para chegar entre junho e julho, garantindo a produção de 100,4 milhões de doses. 

A Fiocruz também trabalha para produzir o IFA no Brasil, o que já está garantido com a assinatura do acordo de transferência de tecnologia assinado nesta semana com a AstraZeneca. Já chegaram ao país os primeiros bancos de células e de vírus que permitirão essa produção, e Bio-Manguinhos prevê iniciar neste mês a fabricação dos primeiros lotes de pré-validação e validação. A vacina produzida com IFA nacional, porém, só deve chegar aos postos de vacinação em outubro.

Vacinação contra a Covid continua para pessoas com 55 anos nesta segunda-feira

Rio Claro continua vacinando nesta segunda-feira (7) as pessoas com 55 anos ou mais. O atendimento será das 8 às 15 horas no Centro Cultural e na Faculdade Anhanguera e, em horários diferenciados nos três pontos de drive-thru.

Todos que forem ser vacinados devem levar documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência.Os demais grupos continuam sendo vacinados.

As pessoas com comorbidade a partir de 18 anos devem apresentar declaração/relatório médico comprovando e indicando a comorbidade, sendo que para hipertensão, diabetes e problemas cardíacos também é aceito receituário médico indicando uso contínuo do medicamento.

Já as pessoas a partir de 18 anos que possuem deficiência permanente e recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) devem apresentar demonstrativo de crédito ou extrato bancário do benefício ou Cartão BPC.Gestantes e puérperas com 18 anos ou mais e residentes em Rio Claro também podem ser vacinadas, sendo que o atendimento às gestantes é condicionado à autorização médica.

Estão sendo vacinadas as gestantes sem comorbidade com 28 semanas de gestação ou mais e as gestantes com comorbidade em qualquer período gestacional. Para as puérperas é necessário apresentar também certidão de nascimento da criança, comprovando parto em até 45 dias, e para as gestantes o cartão de pré-natal.

A vacinação contra a Covid continua para pessoas com 56 anos ou mais; pessoas a partir de 18 anos com síndrome de Down; transplantados imunossuprimidos, também com mais de 18 anos; e pacientes maiores de 18 anos em terapia renal substitutiva (diálise). Os transplantados devem apresentar declaração médica ou comprovante de que foram atendidos em ambulatório de transplantados. Quem faz diálise deve apresentar relatório do centro de diálise.

A aplicação de segundas doses nesta segunda-feira (7) será para as pessoas que tomaram a vacina Oxford/AstraZeneca até 15 de março e em quem recebeu a Coronavac/Butantan até 10 de maio. Para a segunda dose, além dos documentos pessoais, é necessário apresentar o comprovante da primeira dose.

Das 8 ao meio dia, a equipe do Santa Filomena atende em drive-thru no Shopping Rio Claro, na Av. Conde Francisco Matarazzo Junior. No mesmo horário os profissionais do São Rafael estão no pronto atendimento, na Rua 1 entre as avenidas 15 e 19. Já a equipe da Unimed atende das 8 às 13 horas na Rua 12 entre as avenidas 14 e 12 (prédio da antiga empresa Alexandre Junior).Para agilizar o atendimento, é importante que as pessoas, antes de ir ao posto de vacinação façam o cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br.

Comorbidades

De acordo com o governo estadual, as seguintes comorbidades são incluídas como prioritárias para vacinação: diabetes; pneumopatias crônicas graves; hipertensão arterial resistente; hipertensão arterial estágio 3; hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade; insuficiência cardíaca; cor-pulmonale e hipertensão pulmonar; cardiopatia hipertensiva; síndrome coronarianas; valvopatias; miocardiopatias e pericardiopatias; doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas; arritmias cardíacas; cardiopatias congênita no adulto; próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados; doença cerebrovascular; doença renal crônica; imunossuprimidos; hemoglobinopatias graves; obesidade mórbida; síndrome de Down; e cirrose hepática.

Rio Claro chega a 450 óbitos por Covid-19

O boletim divulgado neste sábado (5) pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro registra o óbito de uma idosa no município, vítima da Covid-19.

O município chegou a 450 óbitos nesta pandemia. Nas últimas 24 horas, Rio Claro registrou 116 novos casos de infecção pelo coronavírus, totalizando 14.941 casos. São 13.788 pessoas recuperadas e 591 em isolamento domiciliar.

Com 139 pacientes hospitalizados, o município tem 82% de índice de ocupação de leitos, sendo que 69 pessoas estão em UTI.A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização.

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Extensão permite acelerar vídeos no Facebook e em outras plataformas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Há mais de um ano, os privilegiados que podem trabalhar em home office e/ou assistir a aulas online -e que conseguiram sobreviver à pandemia até aqui- passam boa parte das suas vidas na frente de um computador ou de um celular. É tanto tempo olhando para uma tela que o cansaço mental que isso provoca ganhou até nome: “Zoom fatigue” (fadiga de Zoom, em inglês). Mas há um modo de abreviar esses momentos, que às vezes parecem intermináveis: acelerar os vídeos.


Quem assiste a apresentações no YouTube pode fazer isso facilmente. Basta clicar no ícone de engrenagem, selecionar “Velocidade de reprodução” e escolher qual deseja. Porém, Facebook e outras plataformas não têm esse recurso nativo. Mas é possível baixar uma extensão para o navegador Google Chrome que faz o serviço.


Entre em chrome.google.com/webstore e digite na caixa de busca, no canto esquerdo superior, “Video Speed Controller”, uma das mais utilizadas. Se não aparecer de cara, clique em “Mais extensões” até localizá-la. Em seguida, clique em “Usar no Chrome”, no canto direito superior, e “Adicionar extensão”.


Se a página com o vídeo que quer acelerar já estiver aberta no seu navegador, clique na tecla F5 para atualizá-la. Aí basta dar play e, para acelerar o vídeo, clicar na letra D. Para reduzir a velocidade, teclar S. Para voltar à velocidade normal, R.


Ou para aparecer (ou ocultar) o menu da extensão, V. Quando o menu estiver visível, aparecerá um quadradinho no canto esquerdo superior do vídeo com “1.00” (a velocidade normal). Pouse o mouse em cima e depois clique nos ícones de + e -para acelerar ou desacelerar.


Pessoalmente, acho 1.50 velocidade a ideal. Isso significa que o vídeo vai passar 1,5 vez mais rápido, ou seja, você pode assistir a um vídeo de 30 minutos em apenas 20 (e poupar 1/3 do seu tempo). Se a pessoa fala muito devagar, dá para tentar assistir com o dobro da velocidade (2.00). Já se for alguém com fala mais acelerada naturalmente, pode ficar difícil de entender.


Porém, sinto dizer, isso só funciona para vídeos gravados. Se alguém descobrisse um método para acelerar reuniões improdutivas no Zoom ou aulas ao vivo maçantes, mereceria um prêmio.

Em dois meses, país tem mais de 23 mil novas internações de crianças

PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dados do Sivep-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe) contabilizados e analisados pela plataforma SP Covid-19 Info Tracker, mostram que nos meses de março e abril de 2021 foram registradas no país 23.411 novas internações de crianças por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), com confirmação ou suspeita de Covid-19.


Foram 13.011 internações de crianças com idades entre 0 e 14 anos em março e 10.400 em abril, de acordo com a plataforma, criada por pesquisadores da USP e da Unesp com apoio da Fapesp para acompanhar a evolução da pandemia.


Até o dia 17, o mês de maio havia registrado 4.733 internações desse público, atingindo 7.164 novas internações no dia 24 –ou seja, 2.431 novas hospitalizações em sete dias.


“Pouco se discutiu a questão dos casos e internações de crianças porque na primeira onda se falava que elas eram resistentes à Covid-19 e aos casos mais severos”, afirma Wallace Casaca, coordenador da plataforma.


“Com o surgimento das variantes, o cenário mudou. É importante abrir esse debate. Em 2021, a pandemia ficou mais letal para jovens e crianças. Além das variantes, houve o reflexo da reabertura das escolas em fevereiro, o que não deveria ter ocorrido.”


Se comparados os meses de dezembro de 2019, quando a Covid-19 ainda não havia sido detectada no Brasil, e de 2020, o aumento nas novas internações de crianças por SRAG foi de 618%, passando de 1.062 para 7.626 hospitalizações. Em relação às mortes, a alta foi de 218,18%.


Para Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, infectologista e gerente de qualidade do Sabará Hospital Infantil, o aumento no percentual de crianças internadas reflete a explosão de casos de Covid-19 entre a população.


“Durante algum tempo houve uma minimização da gravidade em criança. Covid-19 em criança não é uma gripezinha. A gente sabe, e os números estão aí para mostrar, que pode ter formas graves. Com menos de um ano de idade, a chance de desenvolver forma grave é maior, com comprometimento pulmonar importante e pneumonia”, explica.
De janeiro a 24 de maio de 2021, o país registrou 46.717 novas hospitalizações e 886 mortes. O período concentra 60,9% do total de novas internações de crianças e 36,9% das mortes notificadas em 2020.


“Quando você vai estudar e entender por que a criança morre de Covid-19, você vê que tem muito mais determinantes socioeconômicas, a etnia, região onde mora, a dificuldade de acesso ao serviço de saúde e a um atendimento adequado”, afirma Oliveira Junior.


Em todo o período, a faixa etária entre zero e quatro anos concentra o maior número de internações (28.361) e mortes (522). Em maio, por exemplo, dos 7.164 registros, 4.448 estão nesse intervalo etário.


“Daqui para a frente, uma coisa que está sendo vista em países com a vacinação mais avançada, a população vacinada adoecerá menos e a infantil começará a ter uma representatividade maior nas estatísticas da doença”, diz Oliveira Junior.


Em 2021, o mês com a média mais alta de novas internações foi março (420), seguido por abril (347), fevereiro (327), maio (299) e janeiro (225).


“A Covid-19 também é perigosa para o público infantil. Por exemplo, a SIM-P (Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica) tem em torno de 8% de taxa de mortalidade”, explica Marcelo Otsuka, pediatra, infectologista, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia e vice-presidente do departamento de infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.


Caracterizada pelo comprometimento de múltiplos órgãos e sistemas, a SIM-P é uma alteração relacionada a uma resposta imunológica desencadeada pela infecção pelo coronavírus.


A doença pode ocorrer na vigência da infecção, com a presença do vírus, ou semanas após o quadro agudo. Pelo menos 80% das crianças com a síndrome precisam ser internadas em UTI.


Entre os hospitais públicos de referência para a criança na cidade de São Paulo –Hospital Infantil Cândido Fontoura (zona leste), Hospital Infantil Darcy Vargas (zona sul) e Hospital Municipal Menino Jesus (Centro)–, a média diária de internações por Covid-19 confirmada ou suspeita também alcançou índices altos.


No Cândido Fontoura, que é estadual, março, abril e maio de 2021 registraram a maior média diária de hospitalizações –19, 29 e 22. No Darcy Vargas, que também pertence ao estado, o índice ficou na casa dos 7.

A média mais baixa foi do Menino Jesus, gerenciado pela prefeitura de São Paulo com a entidade filantrópica Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês. Caiu de 4 em março para 1 em abril e maio.
Os dados dos três hospitais são da SP Covid-19 Info Tracker com base no Censo Covid.


No Sabará Hospital Infantil, que é privado, de janeiro a 24 de maio de 2021, 98 crianças foram internadas por Covid-19, o equivalente a 15,78% do total de casos positivos atendidos pela instituição (621).


No ano passado inteiro, foram 73 internações –13% dos casos (541). Março e janeiro registraram os maiores números –30 e 26, respectivamente.


A mensagem dos especialistas é de atenção e respeito aos protocolos de proteção contra a infecção pelo coronavírus. “Se os adultos tomarem os cuidados necessários, a chance de a criança pegar [Covid-19] é muito menor”, ressalta Otsuka.

“A gente recomenda que a partir dos dois anos de idade a criança já seja treinada pela família a utilizar a máscara para evitar se infectar e fazer o mesmo com outras pessoas”, diz Oliveira Junior.


Os especialistas defendem a volta às aulas presenciais, contanto que as escolas estejam estruturadas.


“As escolas devem ser as últimas a fechar, dentro de um processo de lockdown ou qualquer nome que se dê, e as primeiras a reabrir desde que tenham estrutura. Estamos há mais de um ano nesta pandemia. Não é aceitável que as escolas não estejam preparadas. Quando eu falo de escola pública, não estou responsabilizando o diretor. Temos que pensar no gestor público”, afirma Oliveira Junior.


“Temos grande probabilidade de nas próximas semanas, no decorrer do mês de junho, de ter um grande aumento de casos. Já percebemos isso nos hospitais, as UTIs estão mais cheias, alguns locais do interior estão em situação grave no ponto de vista de lotação de UTIs. Pode ser que se chegue a um momento em que seja necessário parar novamente. Vamos começar mais uma onda ou um repique partindo de um patamar muito alto. É muito preocupante o que está para acontecer”, completa.


Para Otsuka, a volta às aulas de forma presencial pode ter contras.


“É lógico que temos um risco potencial de ter mais infecção, mas os estudos não demonstram isso. Pelo contrário. O prejuízo que as crianças estão apresentando é irremediável, tanto no aprendizado e no desenvolvimento psicomotor. Os pais precisam saber se os protocolos nas escolas estão sendo cumpridos. Agora, se você tem pessoas de potencial risco em casa, as crianças não devem ir. Tudo precisa ser analisado”, afirma.


Oliveira Junior faz um alerta em relação à vacinação. Nos países que começaram a vacinar mais cedo, as crianças já estão sendo inseridas no processo de imunização.


“Aqui nós só vamos conseguir controlar a situação de forma duradoura e efetiva quando ampliarmos a vacinação. Não vejo outra saída. A participação da criança será importante dentro do processo de imunidade coletiva. Se eu não vaciná-la, o vírus continuará circulando na população pediátrica.”

Agentes da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal inspecionam 51 estabelecimentos em Campos do Jordão

Equipes da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal realizaram uma ação conjunta na madrugada deste sábado (05), em Campos do Jordão. Foram inspecionados 51 estabelecimentos, sendo um deles autuado por descumprir as regras do Plano SP.

As forças policiais estaduais apoiaram ações do município, atuando durante a madrugada na desmobilização de seis festas clandestinas. Os organizadores foram identificados e autuados de acordo com a legislação municipal.

A Prefeitura instalou gradis no centro do bairro de Capivari com objetivo de restringir o acesso das pessoas e assim evitar aglomeração. Também têm sido utilizados alto falantes para reforçar as orientações à população. As ações dos agentes estaduais e municipais continuam.

Outras ações no Estado

Além da ação em Campos do Jordão, a equipe da força-tarefa também participou de inspeções na capital.

No total, 25 estabelecimentos foram inspecionados e orientados. Seis deles foram autuados por descumprimento de horário de funcionamento e aglomeração. As ações aconteceram nos bairros do Belenzinho, Interlagos, centro, Itaim Bibi, Vila Madalena e Ipiranga.

Comitê de Blitze

Criado no dia 12 de março, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Comitê de Blitze tem como objetivo reforçar as fiscalizações e o cumprimento das medidas restritivas da fase emergencial e evitar a propagação do coronavírus.

Integram o Comitê agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Covisa (Coordenadoria da Vigilância Sanitária) pela Prefeitura de São Paulo. Pelo Governo do Estado, atuam profissionais da Vigilância Sanitária, Procon e das polícias Civil e Militar.

Qualquer pessoa pode denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais pelo telefone 0800-771-3541 e também no site www.procon.sp.gov.br ou pelo e-mail [email protected], do Centro de Vigilância Sanitária.

Jornal Cidade RC
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