Influenciadora é acusada de pagar estadia com cartão clonado e fala em golpe

Folhapress

Uma estudante de Direito e influenciadora digital tem sido acusada de tentar pagar a estadia em um apartamento de temporada no Leblon, no Rio de Janeiro, com cartões clonados. Ela chegou a ir até uma delegacia carioca na segunda-feira (24) para prestar depoimento, mas acabou liberada.

Segundo a polícia, ela foi presa em flagrante no momento em que tentava pagar a conta com cartões irregulares e acusada de estelionato. Após pagar uma fiança, foi liberada. O caso ainda segue sendo investigado.

A influenciadora Ingrid Caroline, 20, fez diversos vídeos nos Stories e disse que tudo não passou de um golpe que ela afirma ter sofrido de uma empresa que se aproximou dela.

“Eu estou com o coração em paz por saber que não fiz nada. Inclusive a delegacia sabe disso. Eu tenho comprovantes de pix e pagamentos que fiz e nunca precisei usar cartão clonado. Eu sou honesta”, se defendeu. “Não confessei nada, pois é tudo mentira”, disse.

De acordo com sua equipe de representantes, uma empresa de viagens teria entrado em contato com ela para fazer uma parceria na qual ela receberia passagens e hospedagens gratuitas ou com desconto.

Dessa forma, a jovem teria passado seus dados pessoais para essa suposta empresa que teria utilizado disso para clonar cartões de crédito usados de forma online sem o conhecimento de Ingrid.

A influenciadora afirma que tem todas as provas de pagamentos e conversas com a suposta empresa e, chorando, voltou a dizer que caiu em um golpe e que está sofrendo com a repercussão negativa.

“Está tomando uma proporção enorme, minha foto saindo em todos os lugares. Mas por que não postam os prints e fotos do criminoso? A história não é essa e eles [policiais] sabem disso”, finalizou.

Após o episódio, ela diz ter ganhado inúmeros seguidores e que há mais de 100 mil visualizações por dia em seus Stories, mas que não gostaria de ter crescido na internet dessa forma. Agora, Ingrid conta com quase 200 mil seguidores.

Rio Claro FC e Velo Clube encerram preparação para estreias na Série A2

Começa nesta quarta-feira (26) o Campeonato Paulista da Série A2. Dentre as 16 equipes participantes estão os dois times de nosso município: Rio Claro FC e Velo Clube.

As duas equipes da cidade vêm de uma preparação intensa e visam fazer uma boa competição para conseguirem o acesso para a primeira divisão do campeonato estadual.

Na noite de hoje, os dois times entram em campo para fazerem suas estreias e técnicos e jogadores falaram sobre suas expectativas para a competição.

Rio Claro encara a Portuguesa Santista

Nesta quarta-feira (26) o Rio Claro FC encara a Portuguesa Santista às 19h pela primeira rodada do Campeonato Paulista da Série A-2 no estádio Ulrico Mursa, em Santos. O Galo Azul contará com um elenco totalmente reformulado, com uma mescla de atletas jovens e experientes. O comando técnico será mais uma vez de Adilson Teodoro.

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“O Rio Claro tem um histórico de montar bons times e sempre chegar próximo ao acesso. Essa ideia foi plantada no elenco e contratados jogadores com esse currículo dentro do futebol de São Paulo e também de outros estados. Temos um grupo experiente com jovens de qualidade e esperamos que dê certo. Teremos um adversário que tem características parecidas com a nossa e acredito que teremos a partida decidida nos detalhes. Estamos preparados para pressão com tranquilidade e colocar em prática o que treinamos”, disse o treinador.

O meia Adriano Paulista ressalta a preparação e qualidade do elenco como diferencial para o Azulão na estreia e na busca pelo acesso.

“Toda estreia gera ansiedade, mas nossa equipe foi muito bem preparada com a mescla de experiência e juventude, nós tivemos bons amistosos e acredito que nosso time vem muito forte para brigar pela classificação e depois o acesso. Conheço alguns jogadores que estão no adversário de hoje e sei da pressão, mas estamos conscientes do que precisamos fazer para começar com uma vitória a competição”, disse o atleta.

Velo Clube recebe o XV de Piracicaba no Benitão

O Velo Clube enfrenta hoje (26), às 20h, no estádio Benito Agnelo Castellano, o XV de Piracicaba na abertura do Campeonato Paulista da Série A-2. O time velista manteve uma base de 10 atletas e a diretoria em conjunto com a comissão técnica comandada pelo técnico Fahel Júnior realizaram contratações pontuais.

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“Tivemos pouco mais de 30 dias de trabalhos intensos, quando temos que agradecer que não tivemos nenhum jogador lesionado para iniciar a competição. Tivemos bons jogos-treinos contra grandes equipes, conseguimos preparar bem o time. Nós preparamos a equipe para a competição, afinal é uma sequência forte de jogos, claro que analisando sempre o próximo adversário, mas trabalhamos a equipe para o todo. Claro que o primeiro adversário é uma equipe que investiu bastante, um dos favoritos ao acesso e nós vamos procurar nosso favoritismo jogo a jogo”, disse Fahel Júnior.

Um dos novos contratados, o lateral Jeferson Recife, está confiante para a estreia.

“A expectativa é a melhor possível, pois tivemos uma grande preparação assimilando o que o Fahel quer e vamos firmes ao objetivo do clube que é o acesso à elite”, disse o atleta.

Abono do PIS/Pasep é pago a partir de 8 de fevereiro

Agência Brasil

O abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) começa a ser pago em fevereiro. O benefício, no valor de até um salário mínimo (R$ 1.212,00), deveria ter sido liberado em 2021, mas foi adiado por recomendação da Controladoria-Geral de União.

Tem direito ao abono quem trabalhou com carteira assinada e recebeu em média até dois salários mínimos por mês em 2020. Os trabalhadores do setor privado, inscritos no PIS, receberão de 8 de fevereiro a 31 de março, pela Caixa Econômica Federal. Já para os servidores públicos, militares e empregados de estatais, inscritos no Pasep, o pagamento vai de 15 de fevereiro a 24 de março, sendo feito pelo Banco do Brasil.

Tradicionalmente, o abono salarial era pago no ano seguinte ao ano trabalhado ao longo de 12 meses, com cada lote correspondendo ao mês de nascimento do empregado. Agora, o pagamento será feito ao longo de dois meses, com cronograma acelerado. Segundo Pedro Guimarães, a Caixa está preparada para acelerar o fluxo de pagamentos.

O trabalhador do setor privado poderá consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem a partir de fevereiro. Se o participante é vinculado ao Pasep, pode consultar seu saldo na página Consulte seu Pasep ou ligar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil (4004-0001, capitais e regiões metropolitanas, ou 0800 729 0001, interior) ou para o Alô Trabalhador, telefone 158. O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2020. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 101, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.212.

Pai de jovem de 13 anos que fugiu para morar com rapaz de 21 pede que leis sejam severas

Um chamado para atender a uma ocorrência de desinteligência na Rua 3, Jardim Novo II em Rio Claro, envolvendo uma adolescente terminou com uma descoberta que trouxe alívio para uma família de Minas Gerais.

De acordo com o boletim de ocorrência, quando policiais militares chegaram ao endereço, encontraram a menor na via pública junto com populares e tomaram conhecimento que em data anterior ela havia sofrido uma agressão do companheiro de 21 anos com quem vivia maritalmente.

Os PMs solicitaram os dados da menor que mentiu dizendo que tinha 17 anos quando na verdade a idade dela é 13 anos. Diante dos fatos, a vítima foi levada até a delegacia e descoberto que ela havia fugido de Florestal, uma cidade com pouco mais de 15 mil habitantes em Minas Gerais, e era procurada pela família desde o dia 6 de dezembro.

A reportagem do JC entrou em contato com o pai da menor que, na tarde de ontem (25), aguardava a chegada da filha que foi levada de volta para Minas Gerais: “Foi um susto descobrirmos toda a história e ao mesmo tempo um alívio. Adotamos ela quando tinha três anos, porque minha esposa não podia ter filhos, e a criamos com todo o amor para vir um indivíduo desse e levar ela. Porque foi isso que ele fez. Se conheceram no facebook, veio para minha cidade e quando eu e minha esposa saímos de casa ele veio e fugiu com ela. Desde dezembro vivemos angustiados, sem notícias e procurando. Fica o alerta para os pais também que fiquem atentos a essas questões de internet e redes sociais”.

Wilson, pai da jovem, ainda completou: “Espero que as leis sejam severas para este indivíduo e que minha filha tome juízo. Aproveito o espaço para agradecer ao Conselho Tutelar de Rio Claro, a Polícia Militar de Rio Claro e a Polícia Civil daqui de Minas por todo o apoio e auxílio”.

Aulas presenciais nas escolas municipais voltam no dia 7, mesmo com aumento de casos de Covid

O prefeito de Rio Claro, Gustavo Perissinotto, confirmou, em entrevista à Jovem Pan News, o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais para 7 de Fevereiro.

De acordo com Gustavo, as aulas estão programadas para ter início no mês que vem mesmo com o recente aumento no número de casos de Covid e a ideia é que não haja nenhum tipo de alteração no cronograma.

“Fizemos um planejamento para que as aulas pudessem voltar no início deste ano. É claro que temos acompanhado que a pandemia ainda está presente em nossas vidas. A despeito de tudo isso, a programação original prevista está mantida e a previsão de retomada das aulas é no dia 7 de Fevereiro, de 100%, na sua totalidade, porque o município se preparou”, destacou o prefeito.

A rede municipal de ensino está sem aulas presenciais desde março de 2020, há quase dois anos, quando teve início a pandemia. Neste período, muitos pais questionaram os trabalhos da secretaria de educação por preocupação com o aprendizado de seus filhos.

Em entrevista recente ao JC, a pasta já havia sinalizado a confirmação do retorno das aulas presenciais, dizendo que a educação de Rio Claro está preparada para esta etapa no início do ano letivo de 2022.

Manipulação de alimentos é tema de capacitação realizada pela Vigilância Sanitária

A Vigilância Sanitária de Rio Claro realizou nesta terça-feira (25) capacitação de boas práticas de manipulação de alimentos. Os participantes foram empreendedores do setor de alimentação vinculados ao Programa Municipal de Economia Solidária.

“Por conta da pandemia, as capacitações são realizadas com grupos pequenos, e, de maneira pontual, temos atendido as demandas”, destaca Agnaldo Pedro da Silva, responsável pela Vigilância Sanitária.

No curso de boas práticas são abordados temas como contaminação dos alimentos, doenças transmitidas por alimentos, higiene pessoal adequada, condições ideais para recebimento, armazenamento, pré-preparo, preparo e distribuição de alimentos, higiene de utensílios, equipamentos e ambiente, transporte de alimentos e controle de saúde dos manipuladores. As aulas são ministradas pela equipe de nutrição da Vigilância Sanitária.

ADN recebe Selo Casa Azul+ da Caixa Econômica Federal e certificado ouro pelo Residencial Ipê Amarelo

Com 10 anos de solidez no mercado, a ADN Construtora acaba de receber o Selo Casa Azul+, concedido pela Caixa Econômica Federal a empresas que cumprem rigorosos padrões de excelência, qualidade e sustentabilidade na execução dos projetos. O empreendimento Ipê Amarelo, em Rio Claro foi certificado com a graduação Ouro, atingindo níveis de excelência em critérios como Qualidade Urbana e Bem-Estar, Eficiência Energética, Conservação de Recursos Materiais, Gestão da Água e Práticas Sociais.

“Ficamos muito felizes com essa certificação tão importante, pois reforça o nosso compromisso com a qualidade e sustentabilidade. Nosso propósito vai muito além de construir empreendimentos, atuamos diretamente no desenvolvimento das cidades e comunidades em que estamos inseridos”, afirma José Pedro Donadon, diretor da ADN Construtora.  

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Selos recebidos pela ADN Construtora.

Segundo o diretor de Crédito Imobiliário da ADN Construtora, “essa certificação chega para consolidar todo nosso esforço para entregar o que há de melhor para quem adquire um apartamento da construtora”.

Com 50% das unidades vendidas em sua primeira semana de lançamento, o Residencial Ipê Amarelo, em Rio Claro, se transformou em um sucesso de vendas, sendo considerado um dos empreendimentos mais desejados da cidade.

Referência no mercado

Conhecida pelo amplo crescimento e presença no interior, a ADN é a 36ª maior construtora do Brasil, segundo o Ranking INTEC 2020. No Estado de São Paulo, atua em 24 cidades, além das bases de novos negócios em Campinas e Ribeirão Preto.  Atualmente, a construtora conta com 4.084 unidades em construção, mais de 16 mil a serem lançadas e mais de 500 colaboradores diretos e 2.500 indiretos.

Conheça

Acesse o site https://adnconstrutora.com.br/ e saiba mais sobre o trabalho realizado.

Idosa morre por Covid em RC e município confirma mais 410 casos da doença

Com a morte de uma idosa, Rio Claro totaliza agora 591 óbitos nesta pandemia de Covid. O município registrou mais 410 casos de infecção pelo coronavírus e passou a ter 78 pessoas hospitalizadas, sendo 35 em unidades de terapia intensiva. A ocupação de leitos está em 80%.

Os números estão no boletim divulgado no final da tarde desta terça-feira (25) pela Fundação Municipal de Saúde, que aponta ainda 1.374 pacientes em isolamento domiciliar, por estarem com Covid sem apresentarem sintomas ou com sintomas leves.

O total de pessoas infectadas nesta pandemia chegou a 24.519 e o de pessoas recuperadas é de 22.493.

A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

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Brumadinho: três anos após tragédia, processo criminal pode voltar à estaca zero

Agência Brasil

Passados exatos três anos da tragédia em Brumadinho (MG), a tramitação do processo criminal pode voltar à estaca zero depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou, mais de uma vez, que a Justiça estadual não tem competência para analisar o caso.blankblank

O processo seria assim federalizado, o que ainda será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se a decisão for mantida, atos processuais já realizados serão anulados.

A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (Avabrum) tem manifestado receio de que ninguém seja responsabilizado pelo rompimento da barragem. Nesta segunda-feira (24), Brumadinho assistiu uma carreata por justiça e contra a impunidade. Hoje (25), às 11h, ocorre, na entrada da cidade, um ato em memória dos parentes de pessoas que morreram na tragédia.

O site da entidade mantém no ar uma nota contra a posição do STJ. “O crime aconteceu aqui em terras mineiras e não há motivo para a federalização do processo. Os responsáveis por esse crime odioso querem escolher quem vai julgá-los e isso é inaceitável. Não cabe ao réu escolher o foro de seu julgamento”, diz o texto divulgado pela Avabrum.

A tragédia de Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro de 2019, quando a ruptura de uma barragem da mineradora Vale deixou 270 mortos e provocou degradação ambiental em diversos municípios mineiros. A Avabrum contabiliza 272 óbitos levando em conta os bebês de duas mulheres que estavam grávidas.

Histórico

O processo que tramitava na Justiça estadual teve início em fevereiro de 2020, quando foi aceita a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Foram responsabilizadas 16 pessoas, sendo 11 funcionários da Vale e cinco da Tüv Süd, consultoria alemã que assinou o laudo de estabilidade da estrutura que se rompeu. Tornadas réus, elas respondiam por homicídio doloso e diferentes crimes ambientais. As duas empresas também eram julgadas.

Diante da complexidade do caso, a tramitação do processo seguia um ritmo lento. Apenas em setembro do ano passado havia sido finalmente aberto prazo para que os réus apresentassem suas defesas. Como a denúncia é extensa, a juíza Renata Nascimento Borges deu a eles 90 dias. Ela também havia concordado que os espólios de 36 vítimas atuassem como assistentes da acusação do MPMG.

No entanto, após um ano e oito meses de tramitação, esse processo perdeu a validade em outubro em 2021, quando os cinco integrantes da sexta turma do STJ entenderam, de forma unânime, que o caso não é da competência da Justiça estadual.

Eles consideraram que o julgamento deveria ser federalizado por envolver acusação de declarações falsas prestadas à órgão federal, descumprimento da Política Nacional de Barragens e por possíveis danos a sítios arqueológicos, que são patrimônios da União.

O julgamento no STJ se deu a partir de um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, que era um dos réus. A tese de incompetênca da Justiça estadual foi aceita mesmo sob discordância do Ministério Público Federal (MPF), que se alinhou ao entendimento do MPMG.

“Não há descrição de crime federal, não há crime federal, não há bem jurídico da União atingido aqui na denúncia”, disse no julgamento a subprocuradora-geral da República, Luiza Frischeisen.

O mesmo STJ já havia, em junho de 2020, julgado um conflito de competência e mantido o processo na esfera estadual. Na época, os integrantes da terceira sessão negaram, por sete votos a um, outro pedido que havia sido formulado pela defesa de Fábio Schvartsman.

Entre os ministros que participaram de ambos os julgamentos, dois mudaram de opinião: Laurita Vaz e Rogerio Schietti Cruz, que votaram em 2020 por manter o caso na Justiça estadual, concordaram no ano passado em remetê-lo à Justiça federal.

O MPMG ainda tenta reverter a decisão, mas seu primeiro movimento não foi bem sucedido, já que o STJ não reconsiderou seu posicionamento e confirmou a federalização do caso. Diante da situação, foi apresentado recurso ao STF, que ainda não marcou data para analisar a questão.

Para o procurador-geral de Justiça do MPMG, Jarbas Soares Júnior, houve uma inversão de papéis. “Não houve um conflito de competência entre os juízos e o MPF não reivindicou a sua atribuição. O advogado do réu é que está dizendo que teria crimes federais”, disse ele à Agência Brasil.

Caso a federalização seja confirmada, o MPMG ficaria sem poder atuar no caso. Essa papel agora caberia ao MPF e o processo recomeçaria do zero. Os acusados na esfera estadual perderiam a condição de réus e uma nova denúncia precisaria ser apresentada.

Segundo Jarbas Soares Júnior, o MPF teria autonomia de atuação e não existe nenhum acordo para que o trabalho já realizado seja reaproveitado, embora acredite ser possível que isso aconteça.

Procurado pela Agência Brasil, o MPF respondeu em nota que não irá se pronunciar enquanto a questão estiver sub judice e não houver uma decisão definitiva. “Os autos nem vieram ainda para a Justiça Federal porque a própria juíza estadual proferiu decisão no sentido de que só os remeterá após o julgamento dos recursos”, registra o texto.

Atraso

Além de lamentar o atraso no processo causado por essa situação, os atingidos também temem que o caso tenha, na Justiça federal, o mesmo tratamento do processo envolvendo a tragédia em Mariana (MG) ocorrido em novembro de 2015.

No episódio, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco deixou 19 mortos, destruiu comunidades e causou impactos socioeconômicos e ambientais em dezenas de municípios da bacia do Rio Doce.

Passados sete anos, ninguém foi condenado. A maioria dos 22 denunciados pelo MPF foram excluídos do processo por decisão judicial e apenas sete nomes ainda figuram como réus. Nenhum deles, no entanto, responde mais pelos crimes de homicídio e lesões corporais. O julgamento prossegue apenas para os crimes de inundação qualificada e desabamento tipificados no Código Penal e por mais 12 crimes previstos no Código Ambiental.

Novos indiciamentos

A atuação do MPF frente à Justiça federal poderá ser influenciada por um novo fator. Em novembro do ano passado, a Polícia Federal anunciou a conclusão de seu inquérito e informou o indiciamento de 19 pessoas por homicídio com dolo eventual, duplamente qualificado por emprego de meio que resultou em perigo comum e de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas. Toda a documentação já foi remetida ao MPF.

Os nomes ainda não foram revelados e não é possível nesse momento saber quais são as divergências na comparação com a lista dos 16 denunciados pelo MPMG. Quando moveram a ação em fevereiro de 2020, os promotores estaduais trabalharam em parceria com a Polícia Civil e consideraram que já existia farto material probatório, o qual comprovaria os riscos assumidos deliberadamente pela Vale, pela Tüv Süd e por seus funcionários.

As responsabilidades sobre a tragédia também foram apuradas por comissões parlamentares de inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Câmara dos Deputados e no Senado. Todos os relatórios finais foram aprovados ainda em 2019.

O inquérito da Polícia Federal era a última investigação ainda em andamento. Ele foi desmembrado em dois: em setembro de 2019, sete funcionários da Vale e seis da Tüv Süd foram indiciados por falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Eles teriam forjado relatórios de revisão periódica e de inspeção de segurança e a declaração de estabilidade da barragem, ignorando parâmetros técnicos.

Já os 19 novos indiciamentos dizem respeito à segunda parte do inquérito focado na apuração de crimes ambientais e contra a vida. Segundo a Polícia Federal, a investigação se arrastou porque era preciso identificar claramente qual foi o gatilho da liquefação, ou seja, o que fez com que sedimentos sólidos passassem a se comportar como fluídos e sobrecarregassem a estrutura.

Em fevereiro de 2021, foram divulgadas informações preliminares da investigação: uma perfuração em um ponto crítico da barragem teria desencadeado a tragédia. A mesma conclusão apareceu em outubro do ano passado no relatório final de um estudo de modelagem e simulação por computador conduzido pela Universidade Politécnica da Catalunha, desenvolvido através de uma acordo firmado entre o MPF e a Vale. O procedimento, que estava sendo realizado no momento da ruptura pela empresa Fugro, tinha como objetivo instalar instrumentos para medir a pressão da água no solo.

Rio Claro vacina crianças no Centro de Especialidades Infantil

As crianças atendidas no Centro de Especialidade Infantil, em Rio Claro, serão vacinadas contra a Covid nesta quinta-feira (27). Equipe da Fundação Municipal de Saúde realizará a aplicação das doses no local dos atendimentos, com o objetivo de facilitar a vacinação das crianças.

As doses serão aplicadas a partir das 14 horas, direcionadas tanto para crianças que são atendidas no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps IJ) como no centro de especialidades odontológicas infantil. Ambos os serviços funcionam no local. “Se houver procura, as demais crianças da faixa etária também serão vacinadas, mesmo as que não passam por atendimento no CEI”, observa Nathália Almeida Rodrigues, responsável pelo setor de saúde mental do município.

A vacinação será para crianças de 6 a 11 anos e, caso o município receba novas doses da Pfizer infantil, também serão atendidas crianças de 5 anos, já que a vacina da Pfizer é a única autorizada para esta faixa etária.

“Nosso objetivo é vacinar o maior número de crianças possível, levando proteção contra a Covid também para este público”, enfatiza Fabyolla Lourenço, enfermeira da Vigilância Epidemiológica.

O Centro de Especialidade Infantil fica na Rua 15, número 51, esquina com a Avenida 25, Bairro do Estádio.

Vacinação continua para pessoas a partir de 6 anos

Rio Claro continua vacinando nesta quarta-feira (26) pessoas a partir de 6 anos que ainda não receberam a primeira dose contra a Covid. O atendimento é das 8 às 20 horas no salão da igreja Boa Morte, que fica na Rua 10, entre as avenidas 7 e 9.

Também devem procurar o posto de vacinação quem precisa tomar segunda dose ou dose de reforço. As crianças devem estar acompanhadas de um responsável com mais de 18 anos, portando CPF e cartão SUS da criança. No caso de primeira dose, o cadastro antecipado no site vacinaja.sp.gov.br é fundamental para agilizar o atendimento.

As segundas doses nesta quarta-feira serão para quem foi vacinado com Pfizer ou Coronavac até 5 de janeiro ou com a Astrazeneca até 29 de dezembro. Os maiores de 18 anos que tomaram a segunda dose em setembro devem comparecer para a dose de reforço. Também são vacinadas com mais uma dose as pessoas que tomaram dose da Janssen há no mínimo dois meses. O município aguarda o envio pelo governo estadual de novas doses da Pfizer para vacinar as crianças de 5 anos, já que é a única vacina aprovada para esta faixa etária.

A Fundação Municipal de Saúde reforça o alerta à população sobre a importância da vacina no enfrentamento do coronavírus. De acordo com o mais recente levantamento da Vigilância Epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (24), 11.028 pessoas não compareceram para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid e outras 45.835 doses de reforço também não foram aplicadas por ausência dos interessados.

Jornal Cidade RC
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