Com dados escassos, estupros de LGBTQIA+ aumentam 88% em um ano

Folhapress

Os registros de estupro de pessoas LGBTQIA+ aumentaram 88,4% entre 2020 e 2021, mostram dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta terça (28). Em números absolutos, os abusos saltaram de 95 para 179 no período.

Outros dois crimes tiveram alta nas estatísticas. A lesão corporal dolosa (intencional) cresceu 35%, de 1.271 para 1.719. A notificação de assassinatos de LGBTQIA+ aumentou 7%, passando de 167 para 179.
Quando considerados os números absolutos de casos registrados, em 2021 houve 448 agressões, 84 estupros e 12 homicídios a mais do que em 2020.

Dennis Pacheco, pesquisador do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), ressalta que apesar de haver um aumento de registros, não é possível afirmar que houve aumento no número de casos, porque a alta das notificações pode significar, por exemplo, maior confiança para fazer a denúncia, trazendo à tona violências que antes não chegavam às autoridades.

“Uma das hipóteses é que o aumento do debate público em torno do assunto implicou o aumento dos registros, por causa de um sentimento de que poderia haver processamento devido à denúncia por parte das instituições de segurança pública”, diz.

Outras hipóteses levantadas pelo pesquisador, e que podem coexistir, são a possível influência da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em enquadrar a homofobia na lei dos crimes de racismo, proferida em 2019, e o agravamento da violência de gênero e de orientação sexual.

Pacheco afirma que apesar da relevância, a qualidade geral dos dados de crimes contra pessoas LGBT+ é “baixíssima”. Isso porque muitos estados não têm uma rotina de monitoramento eficiente. O próprio anuário sofreu com essas lacunas.

As tabelas que compilam as informações levantadas pelo fórum apresentam trechos em branco. Nesses casos, os estados declararam não ter dados ou nem sequer responderam às solicitações dos pesquisadores.

Cinco estados não apresentaram nenhuma informação nem sobre 2020 nem sobre 2021: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul. Juntas, essas unidades federativas representam cerca de 46% da população brasileira, algo em torno de 98 milhões de habitantes.

A primeira pesquisa do IBGE sobre orientação sexual dos brasileiros divulgada no dia 25 de maio deste ano, feita em 108 mil domicílios, indica, por exemplo, que 2,3% da população do estado de São Paulo se declara homossexual ou bissexual, o equivalente a 1 milhão de pessoas. Ainda assim, não há dados sobre possíveis violências sofridas por LGBTQIA+.

“Produzir dados ajuda a produzir políticas públicas eficazes e focadas nessa população, mas o que temos no Brasil é uma cultura de políticas universalistas que reforçam essas desigualdades, ignorando as vulnerabilidades de grupos específicos, como é o caso da população LGBTQIA+”, afirma.

No Acre, por exemplo, o único dado disponível é de um homicídio contra pessoa LGBTQIA+ em 2020 -segundo as autoridades não houve assassinato de pessoas dessa população em 2021. Os demais campos relacionados à lesão corporal dolosa e estupro no estado foram classificados como “informação não disponível”.

No caso dos estupros, os estados com maior aumento percentual de registros são Alagoas (500%) e Amapá (500%). Em números absolutos, ambos tiveram aumento de 1 caso para 6. Já o estado de Goiás teve o maior aumento na quantidade de notificações de estupros de LGBTQIA+, passando de 10 para 27, um crescimento de 170%.

A ausência de dados também afeta a qualidade das informações na forma de distorções percentuais. O caso de Alagoas e Amapá, por exemplo, distorce o percentual brasileiro para cima. São 10 casos a mais no período de um ano, quantidade inferior aos 17 casos de Goiás.

“Os dados não nos dizem muito sobre a população. Não dá para comparar esses dados com a população LGBTQIA+ no Brasil de forma precisa porque há esse problema na produção de dados que extrapola o setor da segurança pública.”

Câmara segue parecer do TCE e rejeita contas de 2019 de Juninho da Padaria

A Câmara Municipal rejeitou na noite dessa segunda-feira (27) as contas do exercício do ano de 2019 da Prefeitura de Rio Claro, quando o prefeito era João Teixeira Júnior, o Juninho. Os parlamentares acompanharam parecer pela rejeição emitido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). Os vereadores repetiram a votação das contas de 2018, que no ano passado também foram rejeitadas por unanimidade.

O ex-prefeito apresentou defesa através de documento enviado à Mesa Diretora, sem comparecer presencialmente como na última vez. Segundo ele, há inadequações formais na decisão do TCE-SP e não haveria dolo à saúde financeira da administração municipal.

Segundo ele, no documento, afirma que há “estimativas otimistas de repasses orçamentários em cotejo com a efetiva realização, questão dos cargos, criados em lei anterior à nossa gestão, cujas descrições não contemplavam características de gestão, chefia ou assessoramento”, entre outros e pontua 19 determinações e duas recomendações que, de acordo com Juninho, todas foram compreendidas pela sua administração enquanto prefeito. Uma das outras questões apontadas pelo Tribunal de Contas é sobre parcela do Fundeb não aplicada no exercício e fez demais recomendações sobre a questão da educação.

Sobre isso, o ex-prefeito Juninho declarou, ao JC, que “tudo que fiz, principalmente na questão da educação, posso ser considerado o prefeito que mais fez escolas, são quatro mil vagas, o apontamento do TCE vem nesse sentido também, quem vai ganhar com essas escolas são as mães. Deixei 80% das escolas prontas e só vai sair porque as mães pressionam. É um legado. A Câmara está agindo com o fígado”, declarou ontem após a votação à reportagem.

Apesar das alegações, os vereadores não se convenceram e votaram contra as contas do exercício de 2019. Durante a votação, Luciano Bonsucesso, Rafael Andreeta e Carol Gomes criticaram o ex-prefeito em plenário.

Assista

Acesse a aba de vídeos na página Jornal Cidade de Rio Claro no Facebook (@jcrioclaro) e assista à sessão na íntegra.

Zé Boquinha recebe homenagem em Rio Claro nesta terça-feira (28)

Será homenageado nesta terça-feira (28), na Câmara Municipal de Rio Claro, José Roberto Lux, o “Zé Boquinha”, um dos maiores nomes da história do basquete de Rio Claro, onde foi técnico e conquistou importantes títulos, como dois campeonatos paulistas, um sul-americano e um pan-americano.

Através de decreto do vereador Serginho Carnevale, aprovado pelos demais parlamentares, Zé Boquinha será contemplado com a medalha de honra ao mérito/Cidade Azul, dedicada a quem prestou serviços relevantes para a população e cidade de Rio Claro.

“O Zé, mais que um amigo e um dos principais responsáveis pelo sucesso do período mais glorioso do nosso basquete, é um apaixonado por Rio Claro. Disposto, inclusive, a largar tudo para ajudar a cidade. Homenageá-lo em vida é uma honra, um orgulho e uma oportunidade única de demonstrarmos nossa gratidão por tudo o que fez”, comentou Serginho.

A cerimônia de homenagem acontece a partir das 19 horas, no plenário da Câmara Municipal.

CONVITE

Amigos, fãs e admiradores estão convidados a acompanhar a homenagem na Câmara.

Por mês, quase 20 bebês são entregues para adoção no estado de SP

Folhapress

De janeiro a maio deste ano, 98 crianças recém-nascidas foram entregues pela mãe de maneira voluntária para adoção no estado de São Paulo, uma média de 19 por mês. É o que aponta um levantamento do Tribunal de Justiça do estado obtido pela reportagem.

O procedimento, semelhante ao que fez a atriz Klara Castanho, 21, é previsto pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e é sigiloso. Mas não foi o que ocorreu no caso dela.

Klara revelou no sábado (25) que foi vítima de um estupro e manteve a gestação, entregando a criança para adoção após o nascimento.

A atriz relatou que, ainda sob o efeito da anestesia do parto, uma enfermeira entrou na sala cirúrgica e a ameaçou com o vazamento de informações sobre a situação. Ela deu à luz em um hospital em Santo André, na Grande São Paulo.

“Ela fez perguntas e ameaçou: ‘Imagina se tal colunista descobre essa história’. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger. Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações”, escreveu Klara nas redes sociais.

A entrega da criança à adoção pode ocorrer independentemente da gravidez ter sido fruto de um estupro.

Quando a mulher solicita sigilo total, a Justiça nem tenta estabelecer o vínculo da criança com a família extensa -avós, tios, primos. Na maioria dos outros casos, a ideia é que a Justiça tente promover o retorno à família biológica.

“A regra é que, somente se a mulher não fizer questão do sigilo, a Justiça busque à família extensa”, afirma Iberê de Castro Dias, juiz assessor da Corregedoria Geral da Justiça em assuntos da Infância e da Juventude.

No ato da entrega, a genitora pode explicar os seus motivos ou, então, mantê-los em segredo. Uma equipe de assistentes sociais e de psicólogos da Vara da Infância deve avaliar cada caso para se certificar que a decisão da mulher foi livre e consciente.

“É necessário o respaldo do atendimento psicossocial para afastar hipóteses da mulher estar com uma depressão e a depressão pós-parto, às vezes está sendo pressionada por questões financeiras”, afirma o juiz.

“A entrega à adoção é definitiva e, por isso, precisamos tentar entender a mulher. Se o problema é financeiro, o sistema judiciário busca por meio de auxílio social”, explica Dias.

Entre os motivos que levam a genitora a tomar tal decisão estão a violência sexual, gravidez inesperada e relacionamentos malsucedidos.

Ao todo, de agosto de 2018 até maio deste ano, 714 recém-nascidos foram entregues pela genitora, sendo 255 na capital paulista e 459 no interior do estado. Foram 191 casos em 2021; 195 em 2020 e, em 2019, 175.

A mãe biológica pode informar o desejo de entregar a criança durante a gestação e logo após o parto. Caso ela anuncie tal decisão durante a gravidez, deverá ratificá-la em uma audiência judicial depois do parto.

A comunicação pode ser feita diretamente à Justiça ou, então, para um profissional da saúde ou um representante do Ministério Público. Nesses dois últimos casos, a doação será comunicada à Vara da Infância.

“Nenhum desses profissionais podem expor esta situação, isto é crime de delito de violação de segredo profissional [em local privado] ou de violação de sigilo funcional [no caso de funcionários públicos]”, afirma Dias.

Nesta segunda-feira (27), o Ministério Público de São Paulo informou que está apurando a conduta de uma enfermeira que teria ameaçado Klara. A Promotoria de Justiça da Infância e de Santo André informou, ainda, que o processo de entrega da criança seguiu o trâmite previsto pelo ECA.

O Coren (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) também anunciou, no domingo (27), que vai apurar a denúncia envolvendo a profissional de enfermagem. Em última instância, a enfermeira pode perder o registro profissional.

Em nota, o Hospital Brasil, que pertence à Rede D´Or e no qual Klara deu à luz, diz que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato. Disse ainda que tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico.

COMO FUNCIONA A ENTREGA LEGAL À ADOÇÃO

Quando proceder?
A genitora pode expor o seu desejo de entregar a criança durante a gestação e ratificá-lo após o parto. Também pode expor a sua intenção somente depois do nascimento.

Comunicar para quem?
A entrega à adoção por ser comunicada aos profissionais da rede de saúde, conselhos tutelares e Ministério Público – essas instituições devem comunicar o fato à Justiça. Ou, a mulher pode procurar diretamente a Vara da Infância.

Quem receberá a criança?
A adoção seguirá a fila do Cadastro Nacional de Adoção. Geralmente, antes do parto, o pretendente já é comunicado, mas ele fica de sobreaviso caso a genitora desista de entregar o bebê.

A mãe biológica pode escolher com que a criança ficará?
Não. Como também não pode transferir a criança a terceiros sem autorização da Justiça.

O recém-nascido adotado carregará o nome da mãe?
Sim, é direito da criança ser registrado em nome da mãe biológica, mesmo nos casos de entrega legal

RECÉM-NASCIDOS ENTREGUES PARA ADOÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO

2022, de janeiro a maio
Capital – 29
Interior – 69
Total – 98

2021
Capital – 68
Interior – 123
Total – 191

2020
Capital – 86
Interior – 109
Total – 195

2019
Capital – 54
Interior – 121
Total – 175

2018, de agosto a dezembro
Capital – 18
Interior – 37
Total – 55

Fonte: TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo)

Paulo Guedes fala sobre denúncias de “rachadinha” na Câmara

Em entrevista à rádio Jovem Pan News, o vereador Paulo Guedes (PSDB) explica como está o processo em que é acusado de prática da chamada “rachadinha” e também comenta a nova denúncia na Câmara Municipal de Rio Claro, agora envolvendo o vereador Julinho Lopes (Progressistas).

Mais de 40 pessoas são encontradas mortas em caminhão abandonado nos EUA

Folhapress

Ao menos 42 pessoas foram encontradas mortas nesta segunda-feira (27) dentro e ao redor de um caminhão abandonado na cidade de San Antonio, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Acredita-se que as vítimas sejam imigrantes que entraram no país de maneira irregular. As informações são do jornal The New York Times.

Outras 12 pessoas foram encontradas com vida e levadas para hospitais locais, segundo autoridades. O Departamento de Segurança Interna dos EUA investiga o caso, e policiais fazem buscas pelo motorista do veículo.

O caminhão foi deixado perto de uma linha de trem e de um terreno com carros abandonados em uma área remota na zona sul da cidade. Imagens publicadas nas redes sociais mostram carros da polícia e ambulâncias ao redor do veículo.

A causa das mortes e as nacionalidades das vítimas ainda são desconhecidas. O ministro de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, afirmou que o cônsul mexicano está indo para o local.

San Antonio, no estado do Texas, fica a aproximadamente 250 quilômetros da fronteira com o México. A cidade registrou forte calor nesta segunda, com temperatura máxima de 39,4ºC.

Falecimentos: confira necrologia de 28/06/2022

Carlos Francisco da Silva – 72 anos. Faleceu dia 26 em Rio Claro. Deixou os filhos Alessandra, Vanessa e Cassio. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Elaine Cristina Leite Duarte – 53 anos. Faleceu dia 26 em Rio Claro. Deixou viúvo Paulo Floriano Duarte. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Eros Medeiros da Cunha – 54 anos. Faleceu dia 26, às 11h40, em Araras. Deixou viúva Adriana Caetano da Cunha, a mãe Firmina Medeiros Machado da Cunha, os filhos Gabriel, Jaqueline e 1 neto. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Ilara Meleiro Lopes de Azevedo – 83 anos. Faleceu dia 26, às 02h30, em Rio Claro. Deixou viúvo Geraldo Lopes de Azevedo, os filhos Deni, Daniela c/c Guilherme. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

João Miedzieliski, Guaxupé – 76 anos. Faleceu dia 25, às 14h00, em São Carlos. Deixou viúva Zenaide Aparecida Leite Miedzieliski, as filhas Regina, Renata, Rosangela e 2 netos. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

José Rubens de Camargo – 78 anos. Faleceu dia 27 em Rio Claro. Deixou sobrinhos. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Laura Rodrigues de Lima Moura – 78 anos. Faleceu dia 25, às 13h20, em Rio Claro. Era viúva de Adão Severino de Moura, deixou os filhos Norivaldo c/c Adriana, Sebastião, Luiz Carlos c/c Antonia, José Ricardo, Adriano c/c Andreza, Eder c/c Angelica, 9 netos e 2 bisnetos. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Odivaldo Caetano – 46 anos. Faleceu dia 24 em Rio Claro. Deixou viúva Sonia Donizetti Dyonísio Caetano, os filhos Valdecir e Vlademir. Foi sepultado no Cemitério Central Campo da Ressurreição, em Santa Bárbara D’Oeste;

Osvaldina de Arruda Alves – 80 anos. Faleceu dia 24 em Rio Claro. Deixou viúvo Marsílio Alves, as filhas Hosana e Rosangela. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Renata Cristina de Lima – 49 anos. Faleceu dia 25 em Rio Claro. Deixou as filhas Juliana, Fernanda e Ana Paula. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Rosangela Borin Milani – 61 anos. Faleceu dia 26, às 11h26, em Rio Claro. Deixou viúvo Dirceu Milani, a mãe Maria Aparecida Neves Borin, os filhos Danilo c/c Juliana, e Debora. Foi sepultada no Crematório Memorial Cidade Jardim;

Rosangela Pignatti Uliano, Rose – 58 anos. Faleceu dia 26, à 00h24, em Rio Claro. Deixou viúvo Ademir Uliano, a mãe Palmira Cordeiro Pignatti, os filhos Leandro, Leticia c/c Anderson, e 3 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Vandelice Bernardo Duarte – 51 anos. Faleceu dia 26 em Rio Claro. Deixou viúvo Luiz Carlos Duarte, os filhos Aline, Luiz Henrique, Jeferson Luiz e Lucas. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Vitor Matheus Alves Santos – 21 anos. Faleceu dia 25, às 19h30, em Rio Claro. Deixou os pais Alexandre Marques e Keila Alves, e 2 irmãos. Foi sepultado no Cemitério São Joaquim, em Santa Gertrudes;

Zumerindo José Muniz Costa – 64 anos. Faleceu dia 23 em Rio Claro. Deixou viúva Olivia Nogueira Costa, os filhos Dirce, Anilson, Amilton, Andreia, Adailton e Alessandro. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Revoltado por excesso de maionese, homem mata funcionária de lanchonete nos EUA

Folhapress

Uma funcionária de 26 anos de uma lanchonete da Subway morreu e outra, de 24, ficou ferida após um homem de 36 anos atirar nelas contra elas porque o sanduíche que ele havia pedido chegou com “muita maionese”, segundo informou o site norte-americano NBC News. O caso ocorreu neste domingo (26), por volta das 18h, na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos.

De acordo com o vice-chefe da polícia de Atlanta, Charles Hampton, o homem entrou no restaurante, pediu um sanduíche e, não contente com o resultado, resolveu atirar contra as duas trabalhadoras.

Um dos proprietários da lanchonete, Willie Glenn afirmou ao canal de notícias FOX5 que o suspeito estava com raiva porque havia “muita maionese em um sanduíche”. Ele ainda disse que as duas vítimas eram funcionárias de referência e que estavam no trabalho há menos de um mês.

“Todo mundo quer carregar uma arma. Todo mundo quer assustar alguém com uma arma. É assustador”, disse ele à TV.

As duas funcionárias foram levadas para um hospital local. A mulher de 26 anos não resistiu aos ferimentos. Já a de 24 está em estado grave e, segundo a polícia, o filho dela, de apenas cinco anos, estava no estabelecimento na hora do crime.

O suspeito foi preso ainda na noite de ontem. A polícia informou que não está dando mais informações sobre o caso porque as investigações estão em andamento. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.

‘Me senti um nada’, diz mãe de menina de 11 anos que teve aborto negado

Folhapress

A mãe da criança de 11 anos que engravidou após ser vítima de estupro em Santa Catarina criticou a conduta da juíza Joana Ribeiro Zimmer em entrevista ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, exibida neste domingo (26).

A magistrada induziu a menina a desistir do aborto legal, perguntando à vítima se ela “suportaria” manter a gravidez “mais um pouquinho”, conforme revelou reportagem do site The Intercept Brasil. Em casos de violência sexual, o Código Penal permite a realização do aborto independentemente da semana de gestação e sem a exigência de uma autorização judicial. Na época, a gestação passava de 22 semanas.

“Eu deveria responder por ela [durante a audiência], é uma criança imatura. Me senti um nada porque não podia tomar a decisão pela vida da minha filha, chorei, me desesperei, gritei dentro do fórum. Até me chamaram de desequilibrada”, disse a mãe na entrevista.

Sem mostrar o rosto ou ser identificada, como forma de preservar a identidade da menina, a mãe comentou a audiência, realizada em maio. Na ocasião, a juíza e a promotora Mirela Dutra Alberton, do Ministério Público de Santa Catarina, tentaram induzir a criança a desistir do aborto.

Ambas propuseram que ela mantivesse a gravidez por mais “uma ou duas semanas”, para aumentar a chance de sobrevida do feto. A promotora Alberton disse: “A gente mantinha mais uma ou duas semanas apenas a tua barriga, porque, para ele ter a chance de sobreviver mais, ele precisa tomar os medicamentos para o pulmão se formar completamente”.

“Se eles queriam preservar tanto a minha filha, era algo que não deveria ter sido perguntado para ela. Acho que eu deveria responder por ela, não ela”, disse a mãe à TV.

As condutas da juíza e da procuradora estão sendo investigadas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), pela Corregedoria do TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), pela Corregedoria Nacional do Ministério Público e pela Corregedoria do Ministério Público de Santa Catarina.

O caso chegou ao Tribunal de Justiça catarinense depois que a criança foi encaminhada pelo Conselho Tutelar ao Hospital Universitário de Florianópolis para realização do aborto. A equipe médica se recusou a realizar o procedimento alegando que a gestação passava de 22 semanas.

Uma norma técnica do Ministério da Saúde​, que não tem força de lei, afirma que o aborto não é recomendado após esse período e orienta a limitar o ingresso para atendimento a partir de 20 semanas. Para especialistas, a diretriz confunde e pode prejudicar a conduta médica, já que a lei não define nenhum limite para o procedimento nas situações em que é autorizado.

No Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro, risco para a mãe e anencefalia do feto -este último foi garantido por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2012.

Após a repercussão do caso, o Ministério Público Federal recomendou que o hospital realizasse o aborto. Segundo o órgão, a gravidez foi interrompida na última quarta-feira.

A reportagem não conseguiu contato com a magistrada nem com a promotora.

Em entrevista ao Diário Catarinense, a magistrada disse que não é contra o aborto, mas que neste caso já passou o prazo para a sua realização. “A palavra aborto tem um conceito e esse conceito é de até 22 semanas. Esse conceito é da OMS [Organização Mundial da Saúde] e do Ministério da Saúde”, afirmou.

Questionada sobre sua fala na audiência, a promotora Alberton declarou ao Intercept que a fez “no sentido de esclarecimento sobre as consequências do procedimento de interrupção da gravidez, já que o avançado estado da gravidez viabilizava a vida extrauterina”.

Sobre a definição da OMS, a professora Eloísa Machado de Almeida, da FGV Direito SP, afirmou à Folha que não vale como norma.

“As orientações da OMS e do Ministério da Saúde servem para orientar a criação de políticas públicas gerais de forma a preservar, em cenário ideal, o direito da mulher. Não são orientações, portanto, que restringem direitos e não podem ser interpretadas dessa forma”, afirma.

Rio Claro vacina contra a Covid a partir das 7h30 nos oito postos

A vacinação contra a Covid em Rio Claro nesta terça-feira (28) será a partir das 7h30 nos oito postos de vacinação do município. O atendimento nas unidades de saúde da família do Terra Nova, Bonsucesso e Mãe Preta é em horário estendido, até as 18 horas. Já nos postos de saúde de Ajapi, Vila Cristina, Wenzel, Cervezão e Avenida 29, a vacinação é até as 16h30.

Nos oito locais são aplicadas primeiras, segundas doses e doses de reforço contra a Covid. As primeiras doses continuam para quem tem cinco anos ou mais. Para a segunda dose, é necessário observar a data de retorno, marcada a lápis no cartão de vacinação. Já a terceira dose é aplicada nos maiores de 12 anos quatro meses após a segunda dose. A quarta dose é para pessoas com 40 anos ou mais ou profissionais de saúde que tomaram a terceira dose há no mínimo quatro meses.

A recomendação para quem tomou dose única da Janssen mudou. Quem tem de 18 a 39 anos deve tomar depois da primeira dose duas doses de reforço. E as pessoas a partir de 40 anos precisam de três doses de reforço. O intervalo da dose única para o primeiro reforço é de 2 meses. Do segundo reforço para os demais reforços é de 4 meses.

Vacinação gripe

A vacina contra a gripe está liberada para todos com mais de 6 meses de idades e é realizada em todas as unidades de saúde da família e unidades básicas de família, com exceção do Jardim das Flores e Boa Vista.

Desfile das escolas de samba contou com audiodescrição e Libras

Pela primeira vez o desfile das escolas de samba em Rio Claro foi realizado com ampla acessibilidade. No evento realizado no sábado (25) durante as comemorações do aniversário da cidade foi disponibilizada audiodescrição para pessoas com deficiência visual e intérprete de Libras para surdos que acompanharam as apresentações em espaço reservado para este público.

“Queremos uma cidade melhor para todos e neste trabalho estamos incluindo também as pessoas com deficiência”, afirma o prefeito Gustavo.

Sabrina Pereira, profissional que fez a audiodescrição explica que “a audiodescrição é um recurso de acessibilidade fundamental para pessoas com deficiência visual, intelectual, dislexia e idosos, já que é a tradução de imagens em palavras o que objetiva trazer uma melhor compreensão do conteúdo disponibilizado”.

O assessor dos direitos da pessoa com deficiência, Paulo Meyer, destaca que seguindo os objetivos de uma cidade mais inclusiva , o acesso à comunicação é fundamental para compreensão da cultura e arte. “Este é um marco histórico para Rio Claro, pois o desfile de escolas de samba passa a ser acessível a todos e isso deve refletir em ações e eventos futuros realizados”, ressalta Paulo Meyer.

No espaço reservado puderam acompanhar o evento pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva, além de gestantes e idosos. A intérprete de Libras do evento foi Luisa Bolgar.

Jornal Cidade RC
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