Bem-estar animal é tema de palestra para alunos municipais

Aproximadamente 470 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental que estudam na Escola Municipal Sérgio Hernani Fittipaldi, localizada no Parque São Jorge, foram beneficiados com a aula inaugural do projeto ‘Bem-Estar Animal’. A ação ocorre por meio de lei de autoria do vereador Alessandro Almeida (Podemos) e é colocada em prática pelo Projeto Guarda Educacional (GEDUC).

A aula aconteceu nos períodos da manhã e da tarde e abordou os tópicos: Teoria das cinco liberdades; Bem-estar animal; adoção responsável; guarda responsável; erros mais comuns dos tutores com seus animais; castração; vacinação e identificação animal através da microchipagem ou das famosas plaquinhas de identificação. O objetivo foi a prevenção de maus-tratos contra animais, casos comuns no município de Rio Claro.

Além da presença de autoridades como o prefeito Gustavo Perissinotto e a esposa e primeira-dama Bruna, do secretário-adjunto de Segurança e Defesa Civil Rodrigo Gonçalves, do ouvidor-geral da Guarda Civil de Rio Claro Rodrigo Servidoni, a ação contou com a participação especial do cão Holly e seu tutor GCM Rafael, do Projeto de Cinoterapia “Cão Doutor” .

Holly foi recebido com muito carinho e animação pelos estudantes que puderam acariciá-lo e ter um contato de perto após receberem as orientações das GCMs Gláucia e Rosângela do GEDUC.

Em breve, outras instituições educacionais municipais serão beneficiadas.

Governo reduz imposto de importação sobre medicamentos com risco de desabastecimento

Folhapress/ Raquel Lopes e Nathalia Garcia

A Camex (Câmara de Comércio Exterior), vinculada ao Ministério da Economia, anunciou nesta sexta-feira (17) a prorrogação da redução do imposto de importação sobre insumos relacionados ao combate da pandemia de Covid-19. Na lista, incluiu medicamentos com risco de desabastecimento, como ocitocina e neostigmina.

“Foram incluídos 13 novos insumos farmacêuticos/medicamentos, com base em recomendações do Ministério da Saúde”, afirmou a Camex, em nota.

No início de junho, entidades médicas enviaram ao Ministério da Saúde um alerta sobre o baixo estoque de cinco medicamentos de uso hospitalar e pré-hospitalar: dipirona, neostigmina, atropina, amicacina e ocitocina, todos injetáveis. Como mostrou a Folha, as associações pediam que a pasta ajudasse na regulação do mercado.

Para a “lista Covid”, segundo o Ministério da Economia, o prazo que expiraria em 30 de junho foi estendido até o fim de 2022.

“Como resultado, continuará zerada a alíquota de uma ampla lista, composta por 645 produtos, que inclui medicamentos, equipamentos hospitalares, itens de higiene pessoal e outros insumos utilizados no enfrentamento à Covid-19”, disse.

Segundo representantes de associações médicas, a decisão irá ajudar a resolver parte do problema do baixo estoque de remédios. No entanto, ainda há medicamentos em falta que não apareceram na lista. Na próxima segunda-feira (20), membros das associações irão se reunir para mapear outros produtos que correm risco de desabastecimento.

O secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Mauro Junqueira, disse que os municípios e hospitais continuam com dificuldade para comprar tais medicamentos.

“Várias ações são importantes [para regular o mercado], como a importação desse produto e a proibição da exportação, que o Ministério da Saúde está discutindo para os produtos que estão em falta. Vamos aguardar para ver se resolve”, afirmou.

A “lista Covid” foi elaborada com o objetivo de incrementar a oferta de medicamentos destinados a combater a pandemia, bem como de máquinas e insumos utilizados para a fabricação nacional desses produtos. O objetivo é aumentar sua disponibilidade, diminuir os custos para o sistema de saúde brasileiro e para o cidadão.

Medicamentos como cloroquina, ivermectina e azitromicina continuam recebendo benefícios fiscais concedidos a produtos de combate ao coronavírus, embora tenham a eficácia descartada pela comunidade científica.

Os principais medicamentos que integram o chamado kit Covid se mantiveram em alta em 2021, com vendas que representam mais do que o dobro do registrado no período pré-pandemia.

Em janeiro, o Ministério da Saúde barrou a publicação de uma diretriz elaborada por especialistas que contraindicava o uso do kit Covid no SUS (Sistema Único de Saúde).

O texto não teria poder de proibir médicos de utilizarem o kit Covid, mas representaria um revés para as bandeiras negacionistas do governo Jair Bolsonaro (PL), pois seria uma orientação da Saúde contrária ao chamado tratamento precoce. Ou seja, ao uso de medicamentos sem eficácia.

Nesta sexta, a Camex também anunciou a redução na cobrança do imposto de importação sobre videogames e acessórios. O corte foi antecipado por Bolsonaro nas redes sociais na quinta (16). Segundo o presidente, a determinação entrará em vigor a partir de 1º de julho.

As alíquotas incidentes sobre as importações de partes e acessórios dos consoles e das máquinas de jogos de vídeo passarão de 16% para 12%, enquanto será zerada a cobrança do imposto sobre videogames com tela incorporada, portáteis ou não, e suas partes. Hoje, a tarifa cobrada é de 16%.

Essa é a quarta vez que o governo promove algum tipo de desoneração tributária para videogames. Em agosto de 2021, reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) desses produtos. Na época, as tarifas cobradas sobre consoles caíram de 30% para 20%.

Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto a menos de quatro meses das eleições, Bolsonaro vem promovendo uma série de reduções em impostos. Em 23 de maio, a Camex aprovou um corte de 10% nas alíquotas do imposto de importação sobre itens básicos. Feijão, carne, massas, arroz e materiais de construção estavam entre os produtos incluídos na redução tarifária.

Pagamento do 14º do INSS volta a andar na Câmara dos Deputados

Folhapress/ Cristiane Gercina

Depois de meses parado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que determina o pagamento excepcional de um 14º benefício a aposentados, pensionistas e demais segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltou a andar.

Com parecer favorável da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), que poderia ser votado nos próximos dias, decisão tomada nesta sexta-feira (17) é de que o projeto deverá, agora, ser discutido por comissão especial sobre o tema.

A proposta foi apresentada em 2020 para tentar minimizar os impactos financeiros da pandemia de Covid-19 sobre os aposentados. Segundo o texto, os segurados teriam direito a duas parcelas extras do 13º do INSS, limitadas a até dois salários mínimos, o que daria hoje R$ 2.424.

O pagamento dos valores atingiria cerca de 31 milhões de beneficiários do INSS que recebem aposentadoria, pensão e auxílios. Segurados que ganham BPC (Benefício de Prestação Continuada) e renda mensal vitalícia não têm direito ao 13º.

O último andamento prático da medida havia sido em novembro de 2021, com a aprovação do projeto na Comissão de Finanças e Tributação. Depois disso, neste mês, parecer do relator na CCJ, deputado Ricardo Silva (PSD/SP), aponta que o texto é constitucional. A proposta já poderia ser votada na CCJ, mas ficou parada.

Os custos para o poder público estariam entre R$ 76 bilhões e R$ 81,4 bilhões, segundo dados que constam dos relatórios na Câmara. A proposta é de que os valores sejam custeados com aumento da alíquota sobre lucro dos setores bancário, de combustível e de energia. Somente no caso dos bancos seria arrecadado cerca R$ 5 bilhões para a medida.

A liberação do benefício extra, mesmo que por dois anos, divide opiniões. Representantes dos aposentados e alguns parlamentares defendem que o dinheiro é necessário para minimizar o impacto que a pandemia trouxe a essa categoria, especialmente no que diz respeito aos gastos com saúde. Já quem é contra a medida acredita que, ao elevar tributos, os cidadãos acabam pagando a conta de outra forma, com custo maior em financiamentos bancários e nos serviços das outras áreas.

A educadora financeira Cíntia Senna, da Dsop, diz que todo dinheiro extra é bem-vindo, mas afirma que pode surtir o efeito desejado caso não haja educação financeira.

“Ele [aposentado] acaba gastando porque não visualiza como uma antecipação. Entende apenas como um valor do mês. O 14º salário, também é uma renda extra, que não faz parte do padrão mensal do beneficiário do INSS, assim, se ele não for educado para fazer o uso correto deste valor, poderá acontecer a mesma coisa do que acontece com o 13º”, diz.

Para o advogado previdenciário João Badari, do Aith, Badari e Luchin, o projeto depende de estudos atuariais que mostrem exatamente como a medida pode ser custeada.

“Muitos aposentados esperam ansiosamente o pagamento do 14º salário do INSS em 2022, porém para que este ocorra deverá ser criada uma fonte de receita que custeie o seu pagamento. Neste momento de grande crise econômica, o alto custo que envolve o 14º pagamento aos aposentados e pensionistas do INSS dificilmente se tornará uma realidade”, afirma.

Entenda a proposta O projeto que cria o 14º salário de aposentados foi apresentado em agosto de 2020, pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), como uma alternativa à crise trazida pela pandemia de Covid-19 após o governo adiantar o 13º naquele ano. A proposta inicial era de parcelas pagas em 2020 e 2021.

Como não foi votada a tempo, ao checar na Comissão de Seguridade Social e Família, em 2021, a relatora do tema, deputada Flávia Morais (PDT-GO), anexo à proposta original o projeto de lei 5.641, do deputado Aureo Ribeiro (SD-RJ), que propôs o pagamento do 14º até 2023.

Maraisa anuncia mudança de marca As Patroas após briga judicial

Folhapress

A polêmica envolvendo a marca As Patroas ganhou um novo capítulo. Nesta sexta-feira (17), Maraisa anunciou que o álbum com as músicas da dupla com sua irmã Maiara e Marília Mendonça, lançado em setembro de 2020, vai mudar de nome. A decisão pela troca do título acontece após a cantora baiana Daisy Soares ter sido reconhecida como proprietária da marca tanto no singular quanto no plural.

Maraisa publicou em seu Twitter que a produção do trio se chamará Festa das Patroas 35%. “A história já está feita”, escreveu a sertaneja. A nova marca faz referência à Festa das Patroas, evento sertanejo que foi comandado pelas irmãs e por Marília em 2016. Já o número percentual simboliza que o projeto sobre a amizade das três era uma pequena parcela do que elas planejavam produzir em conjunto. Marília Mendonça morreu em novembro do ano passado em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG).

Em conversa com a Folha de S.Paulo, Daisy Soares, 39, uma das fundadoras da banda de forró A Patroa, revelou ter sido alvo de ameaças e xenofobia de fãs da dupla Maiara e Maraisa e de Marília Mendonça desde que tinha conseguido na Justiça a proibição do uso da marca As Patroas.

“Eu recebo muitas mensagens dizendo para eu entregar a marca para elas. E o meu sonho fica onde?”, desabafa ela, que relata ligações de ameaça a um shopping onde se apresentaria e ataques xenófobos nas redes sociais. “De tudo o que eu ouvi, o que mais me machucou foi mexer com o lugar onde eu moro, eu nasci, o lugar que eu amo as pessoas”, explicou, que já registrou queixa-crime contra uma pessoa.

Em 8 de junho, o juiz substituto Argemiro de Azevedo Dutra, da A 2ª Vara Empresarial de Salvador, determinou multa de R$ 100 mil caso Maiara e Maraisa e seu escritório continuem a usar o nome As Patroas. “Entendo demonstrados, nessa fase inicial, a alta probabilidade do direito protetivo invocado, bem como o extenso perigo de continuidade do dano gerado pela utilização indevida da marca alheia com proveito econômico e financeiro”, aponta o juiz.

Daisy lançou a banda de forró A Patroa em 2013, ao lado da sócia, a guitarrista Paulinha, 27, e iniciou o processo de registro do nome no ano seguinte. O Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) concedeu a exclusividade da marca artística em 2017, impedindo inclusive o uso no plural como no caso do projeto musical das cantoras sertanejas.

Perícia da PF confirma que corpo encontrado no AM é de Dom Phillips

Folhapress

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira (17) que parte dos remanescentes humanos encontrados na quarta (15), na região do Vale do Javari, é do jornalista britânico Dom Phillips, 57.

De acordo com a corporação, a confirmação ocorreu a partir de exame de odontologia legal, combinado com antropologia forense.

“Encontram-se em curso os trabalhos para completa identificação dos remanescentes, para a compreensão das causas das mortes, assim como para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos”, disse a corporação, em nota.

A PF realiza as perícias também para identificar os restos mortais do indigenista Bruno Pereira, 41, que desapareceu com Dom em 5 de junho.

Na última quarta-feira (15), a PF disse que um dos suspeitos investigados pelo desaparecimento de Bruno e Dom confirmou participação no assassinato deles.

De acordo com a PF, o pescador Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, indicou às autoridades onde havia enterrado os corpos, bem como ocultado a lancha em que viajavam Bruno e Dom. Agora, a corporação aguardará os resultados de perícias para identificar se os restos humanos encontrados são deles.

A perícia também vai determinar a causa da morte e a arma utilizada no crime. Segundo a PF, Pelado disse que as mortes ocorreram com disparo de arma de fogo.

De acordo com Eduardo Alexandre Fontes, superintendente da PF no Amazonas, foram encontrados corpos 3,1 km mata adentro. Segundo ele, não teria sido possível encontrar os restos humanos nesse período de tempo caso não houvesse a confissão de Pelado. ​

Brasil confirma 7º caso de varíola dos macacos, com paciente no RS

Folhapress/ Thaísa Oliveira

O Ministério da Saúde confirmou nesta sexta-feira (17) o sétimo caso de varíola dos macacos no Brasil. O homem, de 34 anos, mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e voltou de uma viagem à Europa.

Este é o segundo caso confirmado no Rio Grande do Sul, mas a Secretaria da Saúde do estado afirmou que eles não têm relação entre si. As duas infecções são consideradas importadas porque os pacientes estiveram recentemente em outros países.

O primeiro caso, anunciado no domingo (12), é o de um homem de 51 anos que mora em Portugal e viajou para Porto Alegre.

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul afirmou que o quadro de saúde do paciente que teve o diagnóstico confirmado nesta sexta-feira é estável. Ele está em isolamento domiciliar.

“O homem passou por atendimento médico nas últimas semanas e encontra-se em acompanhamento médico, apresenta quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado assim como seus contatos pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município”, disse em nota.

O diagnóstico foi feito pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo -um dos quatro laboratórios que estão à frente dos casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil.

Dos sete casos confirmados no país, quatro são de São Paulo, dois do Rio Grande do Sul e um do Rio de Janeiro. Outros nove casos estão sendo investigados. O primeiro caso foi registrado em 8 de junho.

“As medidas de controle foram adotadas de forma imediata, como isolamento e rastreamento de contatos em voo internacional com o apoio da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, afirmou o ministério.

No começo do mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o governo estuda a compra da vacina da varíola para grupos específicos, como profissionais de saúde que vivem em regiões de fronteira ou lidam diretamente com os casos.

Os principais sinais e sintomas da varíola dos macacos são febre, erupções na pele e aumento dos gânglios linfáticos (adenomegalia).

O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde sobre a doença indica que 2.149 casos já foram confirmados em 37 países. Na próxima semana, a OMS (Organização Mundial da Saúde) vai avaliar se o surto de varíola dos macacos representa uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

Caminhão cai em barranco às margens da Constante Peruchi, que liga RC e Santa

Um motorista perdeu o controle de seu caminhão e caiu com o veículo em um barranco às margens da Rodovia Constante Peruchi, que liga as cidades de Rio Claro e Santa Gertrudes.

O acidente aconteceu no início da tarde desta sexta-feira (17) e não deixou vítimas, causando apenas danos materiais.

CLIQUE AQUI E VEJA LIVE FEITA PELO JC SOBRE O ACIDENTE

De acordo com informações obtidas pela reportagem do JC no local do acidente, o condutor trafegava o caminhão no sentido Santa Gertrudes quando um pneu estourou e ele perdeu o controle do veículo, que estava carregado com areia.

Após o pneu estourar, o caminhão invadiu a pista contrária, cruzou as duas faixas onde o tráfego é no sentido Rio Claro, além de uma ciclofaixa antes de cair no barranco.

Felizmente, nenhum outro veículo ou pessoa foi envolvida no acidente e o motorista foi socorrido apenas com ferimentos na perna.

O DER (Departamento de Estradas e Rodagem), o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Rodoviária foram acionadas para o local do acidente.

Idosa é nova vítima fatal da Covid em Rio Claro

A morte de uma idosa por Covid foi apontada em boletim divulgado nesta sexta-feira (17) pela Fundação de Saúde de Rio Claro. O município tem 644 óbitos por Covid registrados nesta pandemia. O boletim também aponta 544 novos casos de Covid registrados nesta semana, totalizando 29.461. Até o momento, o total de pacientes recuperados é de 28.280.

O índice de ocupação de leitos é de 22%, com 16 pessoas hospitalizadas. Há 12 pacientes em enfermaria e quatro em UTI. A Fundação Municipal de Saúde recomenda o uso de máscaras em locais fechados e com muitas pessoas, como escolas, encontros religiosos e estabelecimentos comerciais. No transporte público e unidades de saúde o uso de máscara continua obrigatório. A higienização adequada das mãos e evitar o contato físico também são importantes medidas preventivas à Covid.

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Bolsonaro defende CPI para investigar presidente da Petrobras após novo reajuste

Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou o novo reajuste da Petrobras de “traição com o povo brasileiro” e afirmou que está articulando com a cúpula da Câmara dos Deputados a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a direção da Petrobras.

“Conversei agora há pouco com o Arthur Lira (PP-AL), ele está neste momento reunido com líderes partidários. A ideia nossa é propor uma CPI para investigarmos o presidente da Petrobras [José Mauro Ferreira Coelho], os seus diretores e também o conselho administrativo e fiscal”, declarou Bolsonaro, durante entrevista a uma rede no Rio Grande do Norte.

“Porque nós queremos saber se tem algo errado nessa conduta deles. É inconcebível conceder um reajuste com combustível lá em cima e com os lucros exorbitantes que a Petrobras está tendo.”

Bolsonaro também disse que José Mauro e os demais membros do conselho da Petrobras “traíram o povo brasileiro”.

“É uma traição para com o povo brasileiro. O presidente da Petrobras, seus diretores e seu conselho traíram o povo brasileiro. O lucro da Petrobras é uma coisa que ninguém consegue entender, algo estúpido. Ela lucra seis vezes mais do que a média das petrolíferas no mundo inteiro.”

Durante a entrevista, Bolsonaro também afirmou que o comando da Petrobras está “boicotando” o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que tenta substituir José Mauro e outros membros do conselho.

“Na troca, a gente pode colocar gente competente lá dentro [da Petrobras] para poder entender o fim social da empresa e não conceder esse reajuste, que destrói a economia brasileira e leva inflação para toda a população. Leva perda de poder aquisitivo para toda a população, que já vive uma situação bastante crítica no tocante ao seu poder aquisitivo”, afirmou Bolsonaro.

Ele disse ainda que a CPI “é o caminho” para “colocar a nu todos aqueles que comandam esse processo irracional de aumento dos combustíveis no Brasil.”

“Entenda que, [com] uma CPI investigando o presidente [da Petrobras], os diretores e o pessoal dos conselhos, nós vamos botar um ponto final nisso. A coisa mais importante é trocar o presidente e os diretores da Petrobras. Esperamos conseguir fazer isso nos próximos dias.”

PF diz que investigações descartam mandantes e facções em crime no AM

Folhapress

Investigadores que atuam diretamente no desaparecimento e morte do indigenista Bruno Pereira, 41, e do jornalista Dom Phillips, 57, afirmaram à Folha, sob a condição de anonimato, que as diligências reunidas até o momento não apontam para a existência de um mandante do crime.

Em nota nesta sexta (17), a PF seguiu na mesma linha e disse que as investigações “apontam que os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.

A hipótese de que tenha mandantes, porém, existe e segue sendo apurada. Polícia Federal e Polícia Civil do Amazonas trabalham para desvendar as circunstâncias do provável assassinato.

Na noite de terça-feira (14), o pescador Amarildo Oliveira, conhecido como Pelado, prestou um depoimento e confessou ter participado da morte do indigenista e do jornalista, segundo informação divulgada pela PF. Na oitiva, ele descreveu o local onde teria enterrado os corpos.

No começo da tarde do dia seguinte, quarta (15), Pelado foi levado por policiais federais para a área do crime, onde houve uma reconstituição e onde dois corpos foram encontrados. A equipe retornou da área de noite com dois corpos dentro de sacos pretos.

Bruno e Dom estavam desaparecidos desde o dia 5 de junho na região do Vale do Javari.

O avião que transporta os remanescentes humanos encontrados chegou no início da noite desta quinta (16) em Brasília. Os corpos foram encaminhados para o INC (Instituto Nacional de Criminalística) da Polícia Federal, onde vão passar por uma série de análises.

A PF prepara um esquema especial para terminar todos os processos no menor espaço de tempo possível, reforçando equipes que vão participar da tarefa, tratada como prioridade máxima.

Várias áreas de perícia criminal vão trabalhar em conjunto para realização das apurações e laudos. O prazo ainda dependerá da sequência de exames que vão ser necessários, mas o objetivo é liberar os restos mortais em até sete dias para as famílias.

Segundo informações de pessoas que estão envolvidas no caso, Pelado informou na oitiva ter atuado para esconder os cadáveres, mas apontou pelo menos outras duas pessoas como autoras do homicídio. Ele fala da utilização de armas de fogo no episódio.

A polícia ainda apura a motivação do crime. Como mostrou a Folha, investigadores que atuam no caso têm afirmado reservadamente que as evidências e provas até o momento reforçam a hipótese de que as atividades ilegais de pesca e a caça na região são o pano de fundo do caso.

Além de Pelado, um de seus irmãos também está preso na delegacia da cidade, que fica na região de tríplice fronteira do Brasil com Peru e Colômbia. Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, é considerado suspeito de participação no crime.

As fontes ouvidas pela reportagem dizem que a confissão só foi feita por Pelado. Dos Santos disse não ter participação no assassinato. Pelado também nega que seu irmão tenha agido no caso.

Novas diligências seguem em curso por parte da Polícia Civil e da PF.

Policiais civis cumpriram uma diligência nesta quinta (16), que não se referia a nova prisão de suspeitos, e colheriam ainda novos depoimentos. Três irmãos de Pelado foram ouvidos. Supostos participantes citados por Pelado estão sendo procurados, mas ainda não foram encontrados.

Policiais federais também buscam formas de encontrar o barco que era utilizado por Bruno e Dom. A embarcação foi afundada com sacos de terra, segundo divulgado pela PF.

Em nota nesta quinta, a PF afirmou que não ainda foi encontrada a embarcação, “apesar de exaustivas buscas” realizadas na área indicada pelo pescador preso.

Disse também que, das amostras coletadas no barco do suspeito, já está descartada ligação desse vestígio com o jornalista britânico. Em relação ao indigenista, será preciso realizar exames complementares.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, Pelado deu a entender que o crime não foi premeditado e que não houve mandante. Ele credita o assassinato ao fato de que a atividade da pesca realizada no local estava sendo atrapalhada.

A primeira diligência importante do caso ocorreu no domingo (12), quando os policiais recolheram materiais como uma mochila de Dom, um documento pessoal de Bruno e roupas e calçados dos dois.

Foram as primeiras evidências concretas encontradas pelas equipes de buscas, o que só foi possível a partir da indicação de indígenas que atuaram nessas buscas.

Depois, com a confissão relatada pela PF, foi possível chegar a dois corpos. Falta o barco usado pelo indigenista e pelo jornalista.

A principal suspeita investigada pela polícia, como razão para os crimes, é a existência de conflitos e atos violentos em decorrência da exploração ilegal da caça e pesca, em especial de pirarucu e tracajá.

Pelado, que explora a pesca ilegal, é apontado como um dos responsáveis por fazer ataques contra a base de fiscalização da Funai (Fundação Nacional do Índio), que é a porta de entrada para a terra indígena Vale do Javari.

As diligências colhidas até agora apontam para a ausência de um mandante, mas a hipótese não está descartada e é objeto da investigação, que segue em curso.

As investigações também têm no horizonte um suposto financiamento da atividade de pesca e caça ilegal pelo narcotráfico na região, um problema comum a praticamente toda a tríplice fronteira.

Desde os primeiros minutos do alerta do sumiço de Bruno e Dom, integrantes da vigilância indígena que monitoram o território tinham uma certeza: Amarildo Oliveira, o Pelado, e pessoas de seu entorno eram os responsáveis pelo desaparecimento.

Após dizer que a dupla uma “aventura não recomendada” pelo Vale do Javari, onde acabara assassinada por um pescador, o presidente Jair Bolsonaro (PL) desejou nesta quinta sentimentos e confortos aos familiares dos dois.

“Nossos sentimentos aos familiares e que Deus conforte o coração de todos”, escreveu ele no Twitter, respondendo a uma nota de pesar pela morte da dupla publicada pela Funai.

Essa foi a primeira declaração de Bolsonaro desde que a Polícia Federal divulgou que o pescador conhecido como Pelado confessou ter assassinado Bruno e Dom. Antes, quando comentou o caso, por diversas vezes Bolsonaro minimizou o desaparecimento dos dois no Amazonas.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, classificou o provável assassinato como “crime cruel” e “uma maluquice”.

Jornal Cidade RC
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