Frente fria deve trazer chuvas e quedas drásticas de temperatura para Rio Claro

O tempo deve mudar drasticamente nos próximos dias em Rio Claro e região. A mudança se dá por uma frente fria que se aproxima.

Segundo o técnico Carlo Burigo, do Ceapla/Unesp/Prefeitura, já amanhã, quarta-feira (17), a população deve começar a notar as mudanças com a possibilidades de chuva no período da noite até a quinta-feira.

Ainda de acordo com Burigo, após as chuvas, as temperaturas devem ter uma queda considerável mais perto do fim da semana, com as mínimas girando em torno de 8°C e 10°C e as máximas parando em 17°C. Para efeito de comparação, nesta terça (16), a temperatura mínima é de 17°C e a máxima de 31°C.

Falecimentos: confira a necrologia de 16/08/2022

Alzira Pinheiros Turato – 84 anos. Faleceu dia 14, às 16h05, em Cordeirópolis. Era viúva de Antonio Turato, deixou os filhos Izabel c/c Rubens, Leonor c/c Roberto, Lazaro c/c Marizete, Valdirene c/c Valter, Vanderlei c/c Fabiana, Sandra c/c Paulo, Candida c/c Carlos, Rosalina, 12 netos e bisnetos. Foi sepultada no Cemitério Municipal de Cordeirópolis;

Antenor Vicente – 91 anos. Faleceu dia 13, às 04h25, em São Paulo. Deixou viúva Rute Fazan Vicente, os filhos Roseli e Antonio. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Antonio Oliveira de Santana – 74 anos. Faleceu dia 13, às 15h00, em Rio Claro. Deixou viúva Maria São Pedro de Araujo Santana, os filhos Nivaldo c/c Maria, Nilson, Nivania, Nieli, Nerivaldo (falecido) e 7 netos. Foi sepultado no Cemitério Vila Resende, em Piracicaba;

Apparecida Saipp Ferreira, Cida – 86 anos. Faleceu dia 15, às 08h10, em Rio Claro. Era viúva de Paulo Xavier Ferreira, deixou os filhos Augusto c/c Vilma, Vandelei c/c Joseli, Maria de Lourdes c/c José Antonio, Donizeti c/c Sueli, Arlindo c/c Lilian, Luciano c/c Maria, vários netos e bisnetos. Seu sepultamento dar-se-á hoje, dia 16, às 10h30, seguindo o féretro do Velório Memorial Cidade Jardim para o Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Arlindo Urrea Milano, Vô Cido – 89 anos. Faleceu dia 14, às 21h40, em Rio Claro. Era viúvo de Aparecida Gibilin Milano, deixou os filhos Terezinha, José Carlos, Vera Lucia, Neide, Silvana, Marli c/c Rubens, Claudio c/c Cristina, 10 netos e 9 bisnetos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Edi Chiarelli Butolo – 80 anos. Faleceu dia 14, às 08h30, em Rio Claro. Era viúva de Valdir Antonio Butolo, deixou o filho Alfredo Luiz c/c Simone Regina, a neta Nicole c/c Thiago. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Eunice Luciano – 80 anos. Faleceu dia 13 em Rio Claro. Era viúva de Antonio Luciano. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Everaldo Vieira da Silva – 64 anos. Faleceu dia 15. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Fernando Pereira – 76 anos. Faleceu dia 15 em Rio Claro. Deixou os filhos Vilma c/c Isaías, Adriana, Tarcísio c/c Maria Lucia, Suzana c/c Dário, Cristina, João Carlos, Sara, Luciano (falecido), irmãs, netos e bisnetos. Seu sepultamento dar-se-á hoje, dia 16, às 11h00, seguindo o féretro do Velório Municipal para o Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Iracema Eves da Silva – 80 anos. Faleceu dia 15 em Rio Claro. Era viúva de Luiz Bento da Silva, deixou os filhos Antônio e Miguel (ambos falecidos), Cleusa, Teresa, Valmiro e Neusa. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

José Moacir Stocco Morandin – 47 anos. Faleceu dia 14 em Rio Claro. Deixou os filhos Welington, Thalia e Ana Paula. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Mariana Aparecida Martins – 50 anos. Faleceu dia 14, às 20h49, em Rio Claro. Era viúva de Valdomiro Marques Filho, deixou a mãe Neide Baptista Martins, os filhos Leandro c/c Alessandra, Leonardo c/c Geovana, Leomar, Monique c/c Antonio, Greice c/c Bruno, Paulo (falecido), e 8 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Rubens Leonel Zério Guerra – 57 anos. Faleceu em Rio Claro. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Victorio Rosa – 88 anos. Faleceu dia 13, às 17h20, em Campinas. Era viúvo de Odilia Alves Amorim Rosa, deixou a filha Wilma, 2 netos e 2 bisnetos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Wilson de Jesus Ferreira – 51 anos. Faleceu dia 12 em Rio Claro. Deixou os filhos Alisson, Felipe, Nicolas e Isabela. Foi sepultado no Cemitério São João Batista;

Artistas de agronejo misturam funk e pop para criar o caipira ostentação

Folhapress

“Bota o chapéu na cabeça, botou bota, bota em mim. Quicando no fazendeiro, galopando gostosinho”, canta Ana Castela, de 18 anos, no refrão de “Juliet e Chapelão”, antes dos versos de Luan Pereira, também de 18 anos -“ela se amarra e monta no peão sem sela”.

A faixa, com produção do DJ Chris no Beat, traz batidas eletrônicas como uma música pop, mas fala sobre o estilo de vida caipira, com versos construídos como uma letra de funk.

A mistura marca um novo estilo dentro da música sertaneja, chamado de sertanejo agro ou agronejo, que há uns seis meses vem crescendo no streaming e nas redes sociais. A ideia é absorver uma estética mais urbana e ao mesmo tempo tornar os temas ainda mais relacionados à cultura da roça -ou, como cantam Gino & Geno, da “galera do chapéu”. Nos versos de “Pipoco”, “nós junta juliet [óculos esportivos espelhados que são ícones do funk] e chapelão”.

Para Chris no Beat, esse movimento começou com “Os Menino da Pecuária”, música de Leo & Raphael, de abril de 2021, que traz uma linguagem de ostentação, própria do funk, para exaltar a agropecuária -“calculo o valor que tá o gado, quantas Ferrari tem aqui nesse pasto”. A faixa se desenrola com uma batida de EDM -electronic dance music- e sons de berrante.

“Essa música quebrou muitas barreiras”, diz o DJ. “Na sequência, a gente veio com essa modernidade. O antigo agro é visto de outra forma. Esse novo agro, que mistura música eletrônica, funk, letras mais ousadas, chapéu -esse é o nosso agro. E vem dando certo.”

Desde “Os Menino da Pecuária”, o sertanejo agro vem emplacando hits com diferentes artistas, mas a bolha parece ter sido furada mesmo com “Pipoco”, faixa de Ana Castela e Chris no Beat com participação da MC Melody. A música está há quase um mês no topo da lista de músicas mais ouvidas do Brasil no Spotify.

Nascida em Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, Castela cresceu fã de Marília Mendonça, mas tem uma pegada diferente do chamado “feminejo”. “Sou muito eclética”, ela diz. “Não sou sertanejo, não canto sertanejo. Quem canta sertanejo é Maiara e Maraisa, Marília Mendonça. Eu canto agro -agro com pop, agro com funk. Meu estilo na roupa é sertanejo, mas o que sai da minha voz é diferente. Sou do agro e gosto de Luísa Sonza, de Anitta. Por que não juntar?”

Conhecida como a Boiadeira, nome de seu primeiro single, Castela até tem músicas sobre relacionamentos, mas a sofrência fica de lado em meio a letras sobre a cultura e a moda de quem vive no interior. “O cabelo Chanel deu lugar ao chapéu, tá cheia de terra a unha de gel”, ela canta em “Boiadeira”.

“Ela que era cheia de ‘não me toque’ agora tá tocando o gado.”

“Eu tinha cabelo Chanel, cortadinho, que nem fala na letra”, diz a cantora. “Quando a música chegou, eu estava na fazenda ajudando meu pai. Não morei na fazenda, mas ela sempre esteve no meu sangue. Não é um personagem, é meu [estilo] total.”

Castela diz que “está aqui para enaltecer o agro” -ou seja, “usar uma bota, chapéu ou cinto”, falar de quem “mexe com gado, anda a cavalo, gosta do estilo”. Mas seu universo é mais amplo. Em “Neon”, ela canta versos como “não é porque gosto de bota que não posso andar de salto” e “mulher bruta pode rebolar e ser bagaceira”.

“O povo é muito ‘ah, ela é de fazenda, mas tá usando short e sandália'”, diz. “Não é assim. Posso ser da fazenda, usar minha bota no dia a dia, mas quero usar um salto de noite, um tênis, uma roupa diferente. Não é porque sou bruta, menina da pecuária, que não posso sair por aí e rebolar minha bunda em baile funk, entendeu?”

Esse choque da cultura rural com a urbana é retratado em “Nóis É da Roça Bebê”, em que Castela canta sobre uma mulher que é “tipo peão” e encontra “um playboy de carro rebaixado, estilo vida louca, querendo passar mel na minha boca”. “O playboyzinho que a gente fala é um menininho que não entende nada sobre cavalo, boi, e quer conquistar a gente, e aí finge que sabe. Mas isso nunca aconteceu comigo porque eu gosto dos playboyzinhos mesmo.”

Segundo Luan Pereira, que também segue o estilo agronejo, essa imagem do playboy -mais uma pessoa da cidade grande do que um mauricinho clássico- é “uma figura que se criou”. “A gente não desmerece. Rola umas trends na internet dizendo ‘o playboy não faz o que o caubói faz’. Aí a gente pega e faz música com isso. E os próprios playboys cantam.”

Com um vozeirão grave e enrouquecido, Pereira, que nasceu em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, mas cresceu em Rosana, no interior do estado, ascendeu à fama com vídeos nas redes sociais, assim como Castela -mas, diferente dela, não só cantando. “Tem vídeo de cantada, de frase, de reação e eu cantando também. É a minha essência. Gosto de ser engraçado, de ficar fazendo graça perto dos outros”, diz.

O sucesso online dos jovens Pereira e Castela reflete uma entrada maior do sertanejo nas redes sociais. E ele vem acompanhado das mudanças estéticas na música, que são também calcadas no sucesso dos remixes em funk de músicas sertanejas -segmento no qual se destaca o DJ Lucas Beat.

Para Pereira, foi Chris no Beat quem estruturou a sonoridade diferente. “A ideia dele era um projeto para sair da casinha, uma batida de funk com papo caipira. E foi ‘Pira nos Caipira’. A gente fez por fazer e soltamos. Resumindo, bombou no TikTok. Aí começou a mistura com o funk que fez tomar proporção. A galera gosta do diferente, por isso que impactou.”

Esse sucesso também marca mudanças na maneira de se compor. “É um processo americanizado. Você faz a batida e chama o pessoal para escrever”, diz Chris no Beat. “É muito interessante porque acho que [‘Pipoco’] foi a primeira música, para nós, que foi feita dessa forma. Geralmente, pego o violão e vou compor, para depois adaptar em outra coisa.”

“Pipoco” tem uma introdução de berrante e um arranjo de banjo, mas se desenvolve como uma música descaradamente pop. “É um funk, uma música eletrônica”, diz Chris, raro DJ de música sertaneja. “E no papo, a gente fala o que a gente usa aqui. Tipo, ‘debaixo do chapéu você não vai mais sair’. Para nós é uma novidade, igual está sendo para o Brasil inteiro.”

Quem também segue essa linha são Us Agroboy, dupla que se conheceu em Fronteira, no interior de Minas Gerais, e criou o que chamam de “hip-roça”. Tanto Jota Lennon, que foi locutor de rodeio com quatro anos de idade, quanto Gabriel Vittor, tinham uma carreira usual no sertanejo antes de montar o grupo.

“Minha vivência é todo fim de semana um rodeio diferente, e o Gabriel vem da viola caipira, da real essência sertaneja, de família da roça”, diz Lennon. “O Brasil é feito de misturas. Dupla sertaneja com um cara cantando a primeira e o outro a segunda voz é o que mais rola. A a gente quer furar essa bolha. ‘Hip-roça’ é a voz do interior, uma galera que talvez não foi ouvida com uma música com batida mais agressiva, falando que ‘aqui é da roça’.”

A dupla é responsável pelo “Fazendinha Sessions”, espécie de “Poesia Acústica” -série de vídeos musicais que reúnem rappers e funkeiros em formato acústico, sucesso no Brasil- do agronejo. “A ideia foi reunir essa nova geração”, diz Lennon. “Não sei se vai virar um subgênero do sertanejo, mas queremos colocar gente de outros gêneros também -do rap, do funk, fazer a conexão.”

Com estilo mais escrachado, Us Agroboy usam batidas eletrônicas e Auto-Tune, elementos usados no trap, no rap e no funk. Entre suas músicas estão “Senta na Fivela” -em que fazem o “passinho do agroboy”- e “O Agro Nunca Para” -em que dizem “pego a minha caminhonete e o dinheiro da soja e vai tudo pros graves”.

​Assim como outros artistas do agronejo, eles também se apropriam do discurso de ostentação -mas de maneiras diferentes. Se o funk e o rap ostentam correntes de ouro, roupas e carros de marca, o sertanejo agro exalta bota, chapéu, copo térmico Stanley e caminhonete Hilux, entre outras coisas.

“O estilo de ostentação já vem do hip-hop”, diz Vittor. “Se a galera do hip-hop costuma ostentar tal coisa, a gente que é da roça também tem o direito.” Lennon diz que essa ostentação está mais para algo inalcançável. “Talvez seja o sonho de um produtor rural, assim como a gente também tem nosso sonho de ter caminhonetes, fazendas, colheitadeiras.”

Esse tipo de composição recentemente levou a críticas de Jads, dupla com Jadson, expoente de um sertanejo mais rústico e ligado ao campo. Ao podcast do jornalista André Piunti, Jads disse que o gênero “não é o agro, bruto”. “Eles estão misturando com umas batidas” afirmou, e também que “Tião Carreiro está se revirando no túmulo”. “A gente fala de um romantismo, é diferente. Não tem música dizendo que comprei uma Hilux”, acrescentou. “É um agro ostentação, não é aquele que fala da roça.”

“Sou fã das músicas dos caras, mas sou mais velho, tenho 31 anos”, diz Chris no Beat. “Meus fãs têm 20, 18, 13 anos. Acho que eles não escutam Jads e Jadson.” Para Gabriel Vittor, o comentário foi “bastante hipócrita”. “O cara é da cultura da viola caipira, mas sempre gravou com nomes do sertanejo universitário. Pega ‘Eucaliptos’, do Jads e Jadson. É ostentação pura -de eucalipto, grana, dinheiro. Então acho que não é bem por aí.”

Mas independentemente da rusga, há nesse novo estilo -também seguido pela dupla Adson & Alana, autointitulados “os embaixadores do agro”, entre outros- uma defesa generalizada e ferrenha da agropecuária. Antes mesmo do sucesso de “Os Menino da Pecuária”, Leo & Raphael já haviam lançado, em 2019, a música “Agro é Top” -cujo clipe é uma espécie propaganda do agronegócio, destacando a produção de soja e carne bovina no Brasil.

Trata-se de uma pauta atrelada à chamada bancada do boi e que apoia o presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal. Mas os artistas ouvidos pela reportagem negam uma ligação direta entre a política e a cultura que eles exaltam.

“Fiz 18 anos, não me alinho com política”, diz Luan Pereira. “Tenho meus pontos, meus lados, mas não exponho. A galera tira foto e abraça gente da política, mas não me misturo. Meu público tem dois lados.”
Gabriel Vittor diz que “o intuito é defender a galera da roça”. “É o Bolsonaro que está apoiando agora? Beleza. Mas se vier outro presidente que vai apoiar, que seja bom para quem é produtor rural, beleza. Nosso esquema é cantar e representar essa galera.”

Para Chris no Beat, esse alinhamento entre o agronegócio e a direita é “o que a gente vê na mídia”. “Não vejo assim na minha vivência. Sou DJ, não convivo com esse pessoal”, ele diz.

“Nosso estilo vem crescendo porque estamos batalhando. Não temos apoio. Meus amigos aqui, na maioria, não têm um lado. E a gente foi muito abandonado na pandemia, né? Então é difícil falar sobre isso. É normal o pessoal achar que porque a gente usa chapéu a gente vota no Bolsonaro, mas nem sempre é assim. É muito diferente a nossa realidade aqui.”

Hoje, tanto Castela quanto Luan Pereira, Chris no Beat e Us Agroboy moram em Londrina, onde estão as gravadoras que apostam no agronejo, como a Agroplay. E celebram que a bota e o chapéu estão na moda. “Você vai na rua, tem gente de chapéu -no mercado, na farmácia, numa festa eletrônica”, diz Luan Pereira. “Você vê que as pessoas não têm mais vergonha de sair na rua desse jeito. Sou muito grato por isso.”

Unidades de saúde vacinam contra a Covid a partir das 7h30 nesta terça

As unidades de saúde do Cervezão, Avenida 29, Vila Cristina, Wenzel, Ajapi, Mãe Preta, Terra Nova e Bonsucesso são postos de vacinação contra a Covid em Rio Claro. O atendimento será realizado nesta terça-feira (16) a partir das 7h30. O horário de vacinação nas unidades de saúde da família do Terra Nova, Bonsucesso e Mãe Preta é até as 18 horas. Já nos postos de saúde de Ajapi, Vila Cristina, Wenzel, Cervezão e Avenida 29, a vacinação é até as 16h30.

As primeiras doses continuam para quem tem cinco anos ou mais. Para a segunda dose, é necessário observar a data de retorno, marcada a lápis no cartão de vacinação. Já nos maiores de 12 anos a terceira dose é aplicada quatro meses após a segunda dose. A quarta dose é para pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a terceira dose há no mínimo quatro meses.

Vacinação gripe

A vacina contra a gripe está liberada para todos com mais de 6 meses de idades e é realizada em todas as unidades de saúde da família e unidades básicas de saúde, com exceção do Boa Vista, que está em reforma.

Hospital A.C. Camargo, referência em câncer em SP, deixará de atender pacientes do SUS

Folhapress

O hospital A.C. Camargo, com quase 70 anos de tradição no tratamento do câncer em São Paulo, deixa de atender pacientes do SUS a partir de dezembro, o que deve piorar o acesso a essas terapias na capital paulista.

Atualmente, mais de 3.000 pessoas no estado aguardam vagas nos Cacons (Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia), reguladas pela plataforma Cross (Central de Regulação de Serviços de Saúde).

A principal razão para o fim dos atendimentos públicos, segundo a instituição, é a defasagem da tabela SUS para consultas, procedimentos e cirurgias, o que faz com que todos os anos o hospital tenha que aportar recursos próprios para cobrir o rombo. Outras áreas, como a da diálise, enfrentam crise semelhante.

Em 2021, por exemplo, a receita do SUS foi de R$ 36 milhões e o A.C. Camargo teve que injetar mais R$ 98,46 milhões, vindos dos atendimentos privados, para fechar as contas. A receita líquida da instituição em 2021 foi de R$ 1,32 bilhão.

Inaugurado em 23 de abril de 1953, o A.C. Camargo foi o primeiro hospital da capital construído com doações da população. Não era ligado a nenhuma instituição de saúde oficial, não tinha respaldo financeiro de organizações religiosas, tampouco patrocínio de colônias de imigrantes, como era usual na época. Com o tempo, também se tornou referência internacional em ensino e pesquisa sobre o câncer.

A instituição, mantida pela Fundação Antônio Prudente, que leva o nome do seu fundador, comunicou no início do ano a decisão à Secretaria Municipal de Saúde, com quem mantém contrato até 9 dezembro deste ano. Os recursos vêm do Ministério da Saúde direto para o município, que os repassa ao hospital.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que foi informada pela fundação sobre a não renovação do contrato e diz que tem realizado reuniões para avaliar a possibilidade da continuidade da assistência por meio da parceria.

A gestão ressalta, porém, que a assistência em oncologia aos pacientes da rede municipal seguirá sendo ofertada por meio dos demais prestadores municipais do serviço, como o Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques Carvalho-Vila Santa Catarina, e outras unidades reguladas por meio da Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços em Saúde), do governo do Estado.

Questionado sobre a falta de reajustes da tabela SUS, o Ministério da Saúde diz que “a tabela não constitui a principal e nem a única forma de financiamento do SUS” e que “os valores são referenciais mínimos, podendo ser complementados pelos gestores estaduais e municipais, de acordo com as demandas e necessidades de cada território”.

Cerca de 1.500 dos 6.500 pacientes do SUS acompanhados pelo A.C. Camargo já foram transferidos pela gestão municipal para centros oncológicos da capital. Outros 5.000 devem ser encaminhados até dezembro, segundo o hospital.

A instituição vinha reduzindo nos últimos anos o número de novos pacientes atendidos pelo SUS. Em 2017, por exemplo, foram 1.500. Em 2022, apenas 96. Já pela porta privada, ingressaram quase 7.000 novos pacientes neste ano. No total, cerca de 230 mil são atendidos anualmente.

Até 2017, o A.C. Camargo mantinha com a prefeitura de São Paulo um contrato (o Cebas, certificação de entidades beneficentes de assistência social), com duração de cinco anos, que previa que 60% dos seus atendimentos fossem dedicados ao SUS.

Segundo Victor Piana de Andrade, CEO do A.C.Camargo Cancer Center, com a defasagem cada vez maior da tabela SUS e o aumento da procura pelos planos de saúde, a instituição optou em 2018 por um novo modelo de contrato, que lhe permitiu ajustar anualmente o percentual de atendimentos SUS de acordo com a demanda do privado. O acordo teve aval do Ministério Público, mas nem assim as contas fecharam.

“Eu tenho a responsabilidade de fazer uma boa gestão dos recursos, de garantir o equilíbrio das contas. A oncologia é cara, a inflação médica é mais alta do que a inflação comum e, com a tabela SUS fixa há 14 anos, e com os custos crescentes, eu não posso trazer esse risco para a instituição.”

Ele cita um exemplo da defasagem. O SUS paga R$ 10 por uma consulta médica, enquanto os convênios, em média, R$ 100. Os valores das sessões de quimioterapia e radioterapia reembolsados pelo SUS são 94% e 71%, respectivamente, inferiores aos pagos pelos planos de saúde.

De acordo com Andrade, a missão da fundação é melhorar oncologia do Brasil e isso não se resume em atendimentos públicos. “Se eu tenho um alto volume de atendimento privado e eu uso isso para formar 130 profissionais todos os anos, estou fazendo bem público. Quando tenho uma pesquisa que faz com que o tratamento fique mais barato, isso é bem público.”

Ele diz o que hospital tentou várias alternativas antes de decidir pelo fim dos atendimentos. Tentou, por exemplo, fazer parte do Proadi, programa do governo federal de apoio ao desenvolvimento do SUS que tem entre os parceiros os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês.

“Nós ganhamos um sim técnico [do Ministério da Saúde] e um não de decisão política. Tentamos mais umas duas vezes, tínhamos projetos muito interessantes, mas não conseguimos. Entendemos que essa porta estava fechada.”

Segundo Andrade, por falta de investimento em prevenção do câncer e diagnóstico precoce, o setor público gerencia hoje filas de pacientes oncológicos avançados. “A gente fica com uma seleção adversa. Cuida dos pacientes avançados e complexos. E a taxa de sucesso é menor. É muito frustrante.”

O hospital enfrentava também outro desafio com os pacientes do SUS. Devido ao vínculo criado com a instituição ou à falta de acesso a outros serviços de saúde, eles acabavam procurando o A.C. Camargo por outros problemas de saúde não relacionados ao câncer. “Se ele cai de moto, ele quer reabilitar aqui. Se ele é diabético, ele quer se tratar aqui.”

De acordo com o Atlas dos Centros de Cuidados do Câncer, do Instituto Oncoguia, 53% dos recursos públicos recebidos pelo A.C. Camargo em 2021 foram para a oncologia. O restante, segundo o hospital, foi para tratar outras questões de saúde do paciente oncológico.

“Se o paciente já terminou o tratamento oncológico, ele deveria ter sido encaminhado para a UBS perto da casa dele para acompanhamento. A gente devia ter feito isso sempre, mas não fizemos. Ficamos 70 anos abraçando como mãe”, conta Andrade.

O hospital chegou a propor à prefeitura de São Paulo se tornar a referência oncológica na cidade, só tratando casos de alta complexidade. Por exemplo, operaria pacientes já vinculados a outros hospitais públicos e depois eles continuariam sendo seguidos nessas instituições. Mas também não teve sucesso. Atualmente, há conversas com o governo do Estado sobre eventuais parcerias.

Em paralelo, a instituição desenvolve um projeto nacional, chamado de missão A.C. Camargo, que envolverá o poder público e o setor privado em ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, além de capacitação de profissionais da atenção primária e de hospitais para o atendimento do câncer.

“Estamos reposicionando nossa responsabilidade social para ganhar uma geografia maior e uma população maior. Queremos usar a nossa influência, nossa credibilidade e também os nossos recursos para montar um ecossistema de atendimento ao câncer.”

Rio Claro fará plantão para atualizar vacinação de crianças e adolescentes

Rio Claro realiza nesse sábado (20) das 9 às 15 horas plantão de vacinação para atualizar a caderneta de vacinas de crianças e adolescentes. Será o dia “D” da campanha de multivacinação e contra a poliomielite. O atendimento será nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família do município, com exceção de Boa Vista, Guanabara e São Miguel.

“Os pais e responsáveis devem aproveitar a oportunidade e levar crianças e adolescentes menores de 15 anos para colocar em dia as vacinas”, orienta Giulia Puttomatti, presidente da Fundação Municipal de Saúde.

Ao longo desta semana a vacinação também é realizada. De segunda a sexta-feira o atendimento é a partir das 7h30 nas unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família. No caso das unidades dos bairros Mãe Preta, Bonsucesso e Terra Nova, que funcionam em horário estendido, a vacinação segue até as 18h30, e nas demais unidades de saúde do município a vacinação é até as 16h30. Não há vacinação na unidade do Boa Vista, que está em reforma.

Levantamento da Vigilância Epidemiológica divulgado na quinta-feira (11) aponta que, em Rio Claro, desde o início da campanha de multivacinação 278 crianças e adolescentes compareceram a uma unidade de saúde e 191 estavam com alguma dose atrasada e receberam a vacina correspondente à idade e ao calendário vacinal.

É importante a apresentação da carteira de vacinação, assim o profissional de saúde poderá conferir e atualizar as carteirinhas, aplicando as doses necessárias.

“Todas as crianças de 1 a 4 anos, independente da situação vacinal, precisam tomar a dose contra a pólio”, informa Fabyolla Lourenço, responsável pelo setor de imunização. O levantamento mais recente, de quinta-feira, aponta que nesta campanha foram vacinadas 200 crianças.

O objetivo da campanha é ampliar as coberturas vacinais e, para isso, serão aplicadas as vacinas que compõem o plano nacional de imunização, que protegem contra cerca de 20 doenças. A vacinação contra a gripe também continua e atende toda a população a partir de 6 meses de idade.

OMS divulga novos nomes para grupos do vírus da varíola dos macacos

Folhapress

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou na última sexta-feira (12) novos nomes para grupos e subgrupos do vírus da varíola dos macacos. A iniciativa tem a finalidade de minimizar impactos negativos que a designação da doença e do vírus pode causar.

A discussão sobre o nome do vírus e da doença -chamados igualmente de “monkeypox” em inglês- ocorre na organização e fora dela. Em meados de junho, o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou publicamente o desejo de alterar as denominações.

Uma primeira alteração foram as mudanças nos nomes de grupos e subgrupos do vírus com base em revisões feitas por especialistas em virologia e biologia evolutiva.

No momento, existem dois grupos documentados do patógeno. Eles são endêmicos (quando se tem um estágio de convivência com o vírus, com número estável de casos e mortes) em duas regiões da África: no oeste africano e na região central do continente. Até então, essas localidades eram utilizadas para se referir a dois clados (ou grupos) do vírus.

Agora, com a alteração da última sexta, o grupo do oeste africano passa a ser chamado de Clado I e aquele da região central do continente foi nomeado como Clado II. A mudança gera um padrão em que grupos do vírus devem ser referidos com algarismos romanos.

As mudanças também são aplicadas a dois subclaudos (ou subgrupos) do Claudo II. Nesse caso, os especialistas definiram que esses subgrupos passam a ser nomeados com uma letra minúscula alfanumérica após o algarismo romano: Clado IIa e Clado IIb.

Mudança no nome As modificações nos nomes dos grupos do vírus da varíola dos macacos ainda não se aplicam à nomeação do patógeno -ele continua sendo chamado de “monkeypox”, em inglês.

A adoção de novos nomes para doenças faz parte do guarda-chuva de responsabilidades da OMS.

Segundo a organização, uma consulta para propor novos nomes à varíola dos macacos está aberta. Qualquer pessoa pode propor uma nova nomenclatura neste site.

Para vírus, novas designações são uma atribuição do Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV, na sigla em inglês). A OMS afirma que a comissão está com um processo aberto para modificar a nomenclatura do vírus da varíola dos macacos.

Fontes ligadas ao ICTV dizem que há boa disposição para fazer mudanças, mas muitos apontam que uma alteração radical, com o abandono total do termo “monkeypox”, poderia comprometer a literatura científica que vem sendo produzida sobre esse vírus há mais de 60 anos.

Para Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp (Universidade de Campinas), as novas ferramentas da internet possibilitam uma alteração sem muitos problemas. “O preço de manter o nome ‘monkeypox’ é muito mais alto do que eventual problema com a literatura científica”, afirmou.

O termo “monkeypox” foi empregado em 1958 quando houve a primeira documentação do vírus em primatas levados da África para a Dinamarca -daí o nome varíola dos macacos. Mas pesquisas já indicam que esses animais não são os reservatórios naturais do patógeno.

Além disso, o nome pode gerar confusões ao se pensar que a principal forma de transmissão da doença no surto atual ocorreria diretamente dos animais para humanos, podendo gerar casos de ataques aos animais.

No início deste mês, cinco macacos foram achados mortos e outros três, resgatados com sinais de intoxicação. O episódio ocorreu em São José do Rio Preto, interior paulista. Suspeita-se que os animais tenham sido atacados pela população devido a casos de varíola dos macacos.

No entanto, a disseminação atual não acontece principalmente nas interações entre animais e humanos, mas sim pelo contato direto de pessoas infectadas.

O assunto repercutiu mundialmente e também chegou à OMS. Na última semana, a epidemiologista Margaret Harris, porta-voz da entidade, condenou a violência contra os animais e reiterou a intenção de encontrar um nome melhor para a doença.

Rio Claro realiza campanha de arrecadação de alimentos em mercados no sábado (20)

O Fundo Social de Solidariedade de Rio Claro realiza, no próximo sábado (20), campanha de arrecadação de alimentos. A iniciativa tem parceria do Tiro de Guerra e será realizada das 9 às 15 horas.

Dois supermercados serão postos de coleta. Os alimentos serão recolhidos no Examine (Avenida Saburo Akamine, no Jardim Matheus Maniero) e Covabra (Rua 8, esquina da Avenida 24, Santana).

Os alimentos recolhidos serão utilizados nos programas assistenciais do Fundo Social, que atendem famílias de baixa renda.

Rio Claro lança amanhã Plano Municipal de Inclusão Produtiva

Numa parceria da prefeitura com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o município de Rio Claro elaborou o Plano Municipal de Inclusão Produtiva, que tem o objetivo de concentrar e organizar as ações destinadas à qualificação profissional, geração de emprego e renda, e incentivo ao empreendedorismo. “O objetivo é ampliar as oportunidades para as pessoas participarem do mercado de trabalho”, afirma o prefeito Gustavo, que fará o lançamento do plano nesta terça-feira (15), às 14h30, no Paço Municipal.

O trabalho de elaboração do plano teve a participação das secretarias municipais do Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Econômico, Fundo Social de Solidariedade, programa de Economia Solidária e Udam (União de Amigos).

A partir de um termo de colaboração com a Udam, a prefeitura tem 215 vagas disponíveis em 15 oficinas voltadas à inclusão produtiva. Nos centros de qualificação profissional gerenciados pelo Fundo Social o município oferece mais de 10 cursos, também gratuitos.

“O programa de Inclusão Produtiva é um serviço complementar da política municipal de assistência social, que visa a integração, capacitação e qualificação profissional dos usuários para a empregabilidade”, afirma Vilma Sprícigo, secretária municipal do Desenvolvimento Social. O objetivo é que os usuários tenham condições de buscarem meios de subsidiar, financeira e tecnicamente, iniciativas que lhes garantam a capacidade produtiva e de gestão.

O plano busca complementar as atividades desenvolvidas no atendimento social e fortalecer a função produtiva dos adultos, bem como promover o desenvolvimento da autonomia de habilidades no público menor aprendiz.

“Com plano municipal de inclusão produtiva, mais do que organizar as ações no setor, o município amplia o entendimento das necessidades de qualificação profissional ao promover as articulações entre os atores da rede”, destaca o secretário do Desenvolvimento Econômico, Anderson Christofoletti.

Santas Casas estudam fechar, demitir ou judicializar após piso da enfermagem

Folhapress

Para adequar seus custos à nova lei de remuneração da enfermagem, parte das Santas Casas avalia fechar unidades ou reduzir o número de técnicos da equipe, mantendo os auxiliares de enfermagem, segundo Edson Rogatti, diretor da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo).

“Cada um vai ver o que é mais viável. A situação está muito difícil. É muito complexo porque agora é lei”, afirma.

Rogatti diz que também vê no setor uma disposição de seguir o exemplo da Santa Casa de Belo Horizonte, que resolveu judicializar, pedindo bloqueio mensal de contas públicas da União, do governo de Minas Gerais ou da gestão municipal para bancar os gastos com salário.

Ele afirma que considera precipitado iniciar as demissões neste momento e tem pedido paciência. “A gente espera, o governo prometeu, através da Câmara e do Senado, que viria a fonte de recurso, mas até agora, nada”, diz.

Sancionada neste mês, a lei fixa remuneração mínima de R$ 4.750 para enfermeiros. Técnicos de enfermagem devem receber 70% desse valor. Já os auxiliares e parteiros ganham 50%.

O setor tem procurado autoridades dizendo que não há orçamento provisionado para absorver tais custos.

Sancionada por Bolsonaro sem fonte de custeio, a medida tem sido avaliada como um gesto eleitoreiro para agradar uma categoria que sofreu os efeitos da má gestão da pandemia e chegou a ser alvo de ataques de militantes bolsonaristas em 2020 ao defender o isolamento social e o uso de máscaras.

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,8%

Folhapress

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (15) corte de 4,8% no preço da gasolina em suas refinarias. É a terceira redução em menos de um mês, acompanhando a queda das cotações internacionais do petróleo.

A partir desta terça (16), o produto vai custar, em média, por R$ 3,53 por litro nas refinarias da estatal. A queda é de R$ 0,18 por litro, em relação ao preço médio praticado até esta segunda.

Considerando que a gasolina vendida nos postos tem 27% de etanol, a estatal estima um repasse de R$ 0,13 por litro ao preço final do combustível, que já vem em trajetória de queda desde o fim de junho, quando o Congresso aprovou cortes de impostos federais e estaduais.

Segundo a Petrobras, a redução é coerente com sua política de preços, “que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Nesta segunda, os preços do petróleo chegaram a cair mais de US$ 5 (R$ 25) por barril, devido a temores de demanda, já que dados econômicos decepcionantes da China renovaram as preocupações com uma recessão global.

Na abertura do mercado, o preço médio da gasolina brasileira estava R$ 0,33 por litro acima da paridade de importação, conceito usado pela Petrobras em sua política de preços para simular quanto custaria trazer o produto importado para o país.

O recuo do petróleo tem sido usado pela empresa para justificar também dois cortes no preço do diesel em agosto. Esse produto havia sido menos impactado pelos cortes de impostos, pois já tinha alíquotas abaixo do teto estabelecido pelo Congresso na maior parte dos estados.​

Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio do diesel nas refinarias brasileiras abriu o mercado nesta segunda R$ 0,23 por litro acima da paridade de importação.

Jornal Cidade RC
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