Problemas com os serviços da Elektro foram trazidos à tona a partir de um requerimento

Favari Filho

Problemas com os serviços da Elektro foram trazidos à tona a partir de um requerimento
Problemas com os serviços da Elektro foram trazidos à tona a partir de um requerimento

A sessão camarária dessa quarta-feira (22) teve os seis projetos da pauta aprovados pelos vereadores, dentre os quais, dois que autorizam subvenções, ambos de autoria do prefeito Du Altimari. O primeiro aprovado confere subsídio social à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro, que há 130 anos presta serviços à população rio-clarense e é o único hospital filantrópico existente na cidade que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O segundo é destinado à Casa de Saúde Bezerra de Menezes que, segundo consta no projeto, utiliza os recursos para complementar os repasses do SUS e do Governo do Estado de São Paulo. O hospital, que é o único especializado na área de psiquiatria existente na cidade e em toda a região, teve sua importância salientada por alguns vereadores.

As votações de ambos os projetos de repasse de verbas para as entidades tiveram dez votos a favor e um contra do vereador Calixto. O vereador Anderson Christofoletti, que no início do ano defendeu que fossem criadas regras para evitar mal entendidos com relação às subvenções sociais, salientou que votaria a favor devido aos documentos anexos constando prestação de contas e parecer do conselho fiscal, diferente de outros projetos e que o fato dava legitimidade, pois mostra onde foi investido o dinheiro.

Importante lembrar que, no requerimento apresentado em fevereiro pelo vereador, a proposta era de que os projetos de subvenções constassem de prestação de contas; projeto analítico dos trabalhos propostos; relatório circunstanciado mensal das atividades; parecer do conselho referente ao projeto e que, para cada entidade fosse feito um projeto de lei, com tempo hábil, possibilitando a análise e o debate. Raquel Picelli salientou a importância da Casa de Saúde Bezerra de Menezes para a cidade de Rio Claro: “É um hospital muito forte da cidade e historicamente muito importante para a saúde mental”.

Outro assunto debatido na sessão foi a questão da iluminação pública, que voltou à tona a partir de um requerimento do vereador Paulo Guedes, no qual solicita à secretaria de Obras o reparo da iluminação de uma praça no bairro Arco Íris. O presidente da Câmara, João Zaine, interveio e aproveitou para lembrar que a Elektro ainda é responsável pela iluminação até o mês de maio quando termina o acordo. Maria do Carmo Guilherme, por sua vez, enfatizou: “Falta respeito com cidade, cadê a Elektro?”.

João Teixeira Junior e Júlio Lopes de Abreu também comentaram o assunto. O primeiro disse: “a Elektro não está fazendo nada”; já o segundo exclamou: “a população está às escuras!”. Vale lembrar que entre a Prefeitura e a concessionária há um acordo até 30 de abril, quando a administração já deverá ter contratado uma substituta. Até lá, a Prefeitura fica encarregada de receber as reclamações e informar à Elektro para a execução do serviço.