Ednéia Silva

A médica veterinária Amanda Borotti, do CCZ, no estúdio da Rádio Excelsior Jovem Pan
A médica veterinária Amanda Borotti, do CCZ, no estúdio da Rádio Excelsior Jovem Pan

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Instituto Adolfo Lutz realizam pesquisa em Rio Claro para identificar e prevenir a leishmaniose visceral americana, também conhecida como calazar ou febre negra. O estudo está sendo realizado no Jardim Paulista I, onde há relato de caso suspeito da doença. Os cães são os principais hospedeiros do protozoário.

A informação foi divulgada nessa segunda-feira (21) pela médica veterinária Amanda Borotti, do CCZ, durante entrevista para o Jornal da Manhã na Rádio Excelsio Jovem Pan. De acordo com ela, a leishmaniose visceral é uma doença causada pelo protozoário Leishmania chagasi e transmitida pelo mosquito palha ou birigui. Não há transmissão direta do protozoário.

Amanda conta que a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) faz controle periódico do mosquito em Rio Claro, espalhando armadilhas pela cidade. Até o momento, o vetor não foi encontrado no município. Porém, em cidades próximas como Santa Gertrudes, São Pedro e Charqueada, o mosquito foi encontrado.

A veterinária alerta a população para se prevenir contra o vetor, impedindo a sua reprodução. O inseto gosta de ambientes escuros, já que tem hábito de vida noturno, e com matéria orgânica em decomposição. Por isso, é importante sempre manter quintais, pomares e jardins limpos. Quem quiser utilizar cascas e restos de frutas como adubo deve antes fazer compostagem dos alimentos para não correr o risco de atrair o mosquito.

O áudio completo com a entrevista pode ser conferido no player abaixo.

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