Orelhões removidos são motivo de questionamentos

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Está cada vez mais difícil vermos os famosos orelhões pelas ruas das cidades. Nessa segunda (20) foi a vez da esquina entre a Rua 1 e a Avenida 2, no Centro de Rio Claro, perder um destes equipamentos tradicionais. A retirada do orelhão do ponto, apesar de parecer ‘natural’, levantou questionamentos por parte de quem presenciou a ação.

Robson Porcel tem uma banca de jornais em frente à antiga estação ferroviária, a alguns metros de onde os orelhões foram retirados nessa segunda, e acredita que a população sairá perdendo sem os equipamentos: “Sempre tem alguém que procura o orelhão para fazer alguma ligação, as pessoas vêm toda semana aqui na banca para comprar cartões telefônicos e, mesmo que ninguém mais utilizasse, acredito que tem que ter essa opção para a população”.

O comerciante ainda ressalta que acredita que a existência dos orelhões é um “direito cívico do cidadão” e que eles não deveriam ser retirados: “O poder público tem que ter responsabilidade, existem aqueles que não querem ter celular, ou que precisam usar o orelhão em alguma emergência, não pode ficar sem, até porque, se não me engano, existe uma lei que obriga a ter”.

Procurada pelo JC, a Vivo, empresa responsável pelos orelhões retirados, não se posicionou até o fechamento desta reportagem.

Anatel

A Agência Nacional de Telefonia defende a manutenção dos orelhões. No site oficial do órgão, uma nota reforça que o equipamento possibilita a qualquer pessoa se comunicar e ter acesso à informação.

“O telefone público, o popular orelhão, é uma importante ferramenta no processo de expansão da telefonia fixa e de acesso à informação, por possibilitar o acesso de qualquer pessoa, independentemente de sua localização e condição socioeconômica, às comunicações.

Legislação

O Plano Geral de Metas para a Universalização do STFC prestado em Regime Público – PGMU estabelece regras para o acesso ao serviço de telefonia pública. Segundo o documento, Telefone de Uso Público – TUP – é aquele que permite a qualquer pessoa utilizar, por meio de acesso de uso coletivo, o serviço de telefonia fixa. Do total de TUPs instalados em cada localidade, no mínimo dez por cento devem estar em locais acessíveis ao público vinte e quatro horas por dia.

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