Justiça nega liminar para impedir pagamento a diretores da Fundação Ulysses de RC

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Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

O juiz da Vara da Fazenda Pública de Rio Claro, André Antonio da Silveira Alcantara, negou no último dia 30 liminar pleiteada pelo Ministério Público para que a Justiça impedisse o pagamento de salários aos diretores da Fundação Pública Municipal Ulysses Silveira Guimarães antes do julgamento de mérito de Ação Civil Pública apresentada pela promotoria.

Na foto, diretores da Fundação Ulysses Guimarães inauguram sede do órgão dentro do Núcleo Administrativo Municipal
Na foto, diretores da Fundação Ulysses Guimarães inauguram sede do órgão dentro do Núcleo Administrativo Municipal

O magistrado alega que a “urgência soçobra-se no fato de que a situação narrada na petição inicial existe há anos, com o inquérito civil instaurado em agosto de 2013, portanto há, aproximadamente, dois anos, afigurando-se razoável, ao menos, aguardar pela sentença a ser proferida nestes autos, após resposta dos requeridos e a possibilidade de instruir o processo com provas que alijam os fundamentos trazidos pelo representante do Ministério Público”.

“Destarte, indeferida a liminar postulada, processe-se pelo rito ordinário, com a citação dos requeridos, nas pessoas de seus representantes legais, para que respondam aos termos da exordial proposta”, decidiu o juiz.

AÇÃO CIVIL

Conforme noticiado por esta Coluna no início deste mês, o Ministério Público ingressou, no dia 23 de junho, com pedido à Justiça para que promovesse a suspensão do artigo 9 na legislação municipal, que propicia pagamento de salários aos diretores da Fundação Ulysses Silveira Guimarães, de Rio Claro.

De acordo com o promotor André Vitor de Freitas, o pedido, através de Ação Civil Pública, acontece após a administração municipal não dar atendimento a conselhos dados em reunião realizada este ano.

“Não há necessidade de salários pela pouca efetividade do trabalho desenvolvido, realizado, em sua maioria, por funcionários da própria prefeitura”, disse o promotor à Coluna. Os pagamentos a diretores da Fundação se iniciaram na gestão Nevoeiro Júnior (DEM).

1 COMENTÁRIO

  1. Mais uma vez é o desperdício do dinheiro público indo para o ralo, nosso sagrado ganho com tanto sacrifício, onde através dos impostos pagos somos lesados com o seu emprego errado, nos lugares improdutivos de que não trazem de volta os benefícios que deveriam ter. Só sustentamos Marajás, enxugando gelo para satisfazer os conchavos políticos dos chefes majoritários e de partidos políticos das bases aliadas.

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