O Governo de São Paulo, por meio das Secretarias de Estado da Saúde e da Comunicação, tem atuado também no combate à desinformação sobre o novo coronavírus. A fim de orientar a população sobre quais ações adotar no dia a dia, Governo tem usado seus canais oficiais de comunicação para divulgar informações corretas e para desmentir notícias falsas a respeito do novo coronavírus e da COVID-19, nome da doença causada por ele.

Abaixo, veja mais três informações verificadas pela equipe técnica da Secretaria da Saúde relacionadas à CoronaVac, vacina contra o coronavírus que está em fase de testes no Brasil e que tem acordo com o Instituto Butantan para os testes e produção.

1. É falso que contrato com farmacêutica foi assinado em 2019

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Mensagens distorcem informações ao relacionar viagem oficial de comitiva do Governo de São Paulo feita à China, em agosto de 2019, com a assinatura de contrato com a farmacêutica chinesa responsável pela CoronaVac.

É importante lembrar que os primeiros relatos da doença causada pelo novo coronavírus na China foi descoberto em dezembro de 2019, depois, portanto, da viagem oficial da comitiva paulista.

O acordo entre a Sinovac e o Instituto Butantan foi firmado em 10 de junho de 2020 e anunciado pelo Governo do Estado no dia seguinte, em entrevista transmitida ao vivo nos canais oficiais do Governo.

A CoronaVac está na fase 3 dos testes clínicos e é considerada uma das mais promissoras no mundo. Confirmada a eficácia da vacina, a expectativa é fornecer o imunizante para população, por meio do SUS, a partir de janeiro de 2021.

2. É falso que o Governador de São Paulo já tenha tomado a vacina

Mensagens compartilhadas em redes sociais e aplicativos de conversa sugeriram, de forma enganosa e equivocada, que o Governador João Doria já tomou vacina contra COVID-19. Essas mensagens começaram a circular em 12 de agosto, quando foi informado que o Governador testou positivo para a doença.

Muitos desses conteúdos usavam uma foto antiga de João Doria recebendo uma injeção e faziam relação enganosa com a CoronaVac. Mas a imagem é de 23 de março, quando teve início a campanha de vacinação contra gripe no estado de São Paulo.

Até o presente momento não há vacina contra COVID-19. Os imunizantes que vem sendo noticiados estão em fases de testes, regulados por autoridades internacionais e nacionais. A CoronaVac está na fase 3 e a aplicação dela em voluntários começou em 21 de julho. É importante lembrar que os voluntários são profissionais da saúde e os estudos clínicos seguem rígidos protocolos sanitários e científicos.

3. É falso que a vacina use células de bebês

Uma série de conteúdos enganosos causou desinformação ao dizer que a CoronaVac usava células de bebês abortados em sua fabricação. A vacina em teste no Brasil é produzida com vírus inativados (ou seja, que não provocam a doença) e não usa células fetais humanas em sua composição.

A CoronaVac segue rigorosos padrões científicos e os resultados dos testes e demais informações relacionadas ao imunizante são fornecidos aos órgãos de controle, além de estarem disponíveis para análise de outros pesquisadores.

O infográfico abaixo explica qual o principio da vacina e como é realizado o processo de testagem em curso em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Ao todo, cerca de 9 mil voluntários participam dos testes.

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