Nessa segunda parte sobre os fuscas dos amigos que se encontram na av. 32, Lago Azul, vamos mostrar três deles que estão muito originais e são um espetáculo.

Nelson Almeida com o fusca 66

O mais antigo deles é um lindo fusca azul ano 66 que pertence ao comerciário Nelson Almeida. O carro está impecável, “ele é praticamente 100% original, ainda mantém o motor 1200 original, pois o número do bloco é o mesmo que tem no manual que mantenho guardado,” relata Nelson que diz ter alterado apenas o carburador, de 1200 para 130, porque não conseguiu manter no 1200.

A parte interna do carro não alterou nada continua toda original, tapeçaria, bancos, volante, retrovisor interno e o painel, que nem som tem, está como saiu da fábrica “eu uso uma caixinha aí dentro pra ter som,” explica o comerciário.

O carro foi adquirido em 2005, Nelson conta o porquê dessa paixão “eu aprendi a dirigir em um fusca né, no sítio ainda, meu pai tinha um 66 vermelho e eu consegui um 66 azul,” conta com emoção. Nelson não pretende vender o fusca, curte participar desses encontros que tem com os amigos, mas em casa é o único que curte o carro “ninguém quer mais passear em um carro quente né?,” o comerciário brinca porque o fusca não tem ar condicionado.

Fabrício Ricardo Godoy com o fusca Cal Style ano 72

Já o comerciante Fabrício Ricardo Godoy, tem um fusca voltado para o estilo ‘Cal Style’ (abreviação de California style, ou estilo californiano) que é um estilo com pintura impecável, suspensão baixa, rodas maiores e cromados brilhando. Fabrício diz que é o estilo que mais o agrada, e completa: “combina mais com a minha personalidade.”

Quando comprou o fusca disse que o carro estava uma sucata “era de um cliente meu que faleceu e o carro ficou guardado na garagem, mas foi estragando muito e um dia eu perguntei para a viúva se ela vendia o carro pra mim,” relata. Ele tinha interesse em tirar peças, diz que o carro não tinha condições de usar de tão estragado que estava e na época que comprou, seis anos atrás, valia mil reais. Mas acabou ficando com dó de desmontar e começou a trabalhar na restauração do fusca, ele mesmo fez tudo, demorou um ano para reformar “e para minha sorte o carro estava com a documentação toda em ordem,” comenta com satisfação.

O carro é vermelho original, com volante também em vermelho, retrovisores de ponta, seu motor original de fábrica é 1300, rodas traseiras com tala para ficar mais larga e outros itens de época “tem bastante detalhes que você não vê em outros fuscas,” comenta. Já ofereceram mais de 40 mil no carro, mas ele não quer vender, virou carro de uso.

Sua paixão por carros começou quando criança, “eu tenho um outro branco que o meu pai me deu, tirou zero aqui na Ápia em 74, esse é 72, e eu ganhei o carro quando tinha 14 anos, já sabia dirigir, mas não podia, e eu tenho esse carro até hoje guardado,” lembra o comerciante.

Fabrício comenta que com 9 anos de idade seu pai o colocou para frequentar uma oficina mecânica para aprender sobre carros. Aos 14, fez mecânica no Senai e sua paixão foi só aumentando “hoje a manutenção, e tudo, sou eu mesmo quem faço” e o tudo dele é funilaria e mecânica.

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Arnaldo Galvão e o fusca 71

Nosso último clássico é do aposentado Arnaldo Galvão. Seu fusca é de 71 e tem motor 1500. Mecânica, lataria e interior do carro é tudo original, mas como gosta do modelo 69 trocou os para choques. Comprou o carro há 22 anos e conserva a mesma pintura há 21, na mesma base. Gosta de customizar do jeito dele, tem muita coisa cromada. Adaptou uma câmera de ré que ganhou em um evento.

O painel tem um toque da esposa “então tenho uma peça de originalidade dela entendeu…” comenta que fez tanto sucesso que todos que viam, também queriam. Arnaldo diz que todas as peças customizadas, ele mantém guardado os originais, como um escapamento.

“Na verdade ele foi um segundo carro na minha vida, mas é o que eu mais gostei.” Arnaldo teve um fusca 68 verde caribe no ano de 70 que também era sua paixão, fala que teve vários no decorrer da vida, mas quando veio para Rio Claro em 1994 participou de um encontro de fuscas e as boas lembranças o aguçou montar um novo carro, que é o atual “estamos aqui com ele andando pelos encontros da vida, todas as cidades que é possível eu estou indo com ele.”

Arnaldo faz parte do clube de fuscas ACRC (Aircooled Club de Rio Claro) e diz que o fusca dele tem muita história.

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