Votação do projeto de lei de autoria do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) será na próxima segunda-feira (25) na Câmara

Alguns dos partidos que compõem as maiores bancadas de vereadores na Câmara Municipal deixaram os seus parlamentares ‘livres’ para votarem como melhor entenderem o projeto de lei que visa contratar um empréstimo de até R$ 75 milhões, de autoria do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD).

O presidente do MDB, João Vieira, diz que é necessária a discussão com entidades representativas. “O MDB entende que o referido projeto pela sua grandiosidade deveria ser alvo de discussão junto à sociedade civil organizada, uma vez que terá impacto financeiro por várias décadas. Numa pequena análise financeira, R$ 75 milhões na cotação média do dólar desta semana equivalem a cerca de R$ 13 milhões de dólares. Pelo quadro da economia e levando em consideração declarações do Executivo apontando que a cidade tem dívida da ordem de R$ 1 bilhão, a autorização deste projeto deveria ter maior transparência. O diretório é contrário a sua aprovação”, disse. O partido tem os vereadores Hernani Leonhardt e Geraldo Voluntário, porém, não ‘fechou’ questão para direcionamento do voto.

O presidente do PSD, partido de Gustavo, Rogério Marchetti, apoia o projeto. “Hoje vivemos outro momento. Em governos anteriores havia dinheiro de Governo Federal. Nosso objetivo é melhorar infraestrutura e obras em bairros. Sou a favor ao projeto e que os vereadores façam seu papel de fiscalização. Vai ser aplicado para a comunidade”, disse. A legenda tem os vereadores Diego Gonzales, Thiago Yamamotto e José Pereira.

Aldo Demarchi, presidente do Democratas, lembrou que a fiscalização é do Poder Legislativo. “O município tem capacidade de endividamento? Pois esse empréstimo não vai ser pago nesta administração. Nós não fechamos questão, estamos em transição e não sabemos quem fica ou não. Não exigimos absolutamente nada dos vereadores. Não sou contra nem a favor. Tem que estar muito amarrado, um empréstimo passa de administrações, não é pouco dinheiro. Quem for votar, se achar que não está amarrado, a fiscalização é do Legislativo. Se tiver que fazer alguma emenda, tem que fazer, nem que for pra mudar o projeto”, declarou. A sigla tem os vereadores Val Demarchi, Serginho Carnevale e Sivaldo Faísca.

O PSDB conta com dois vereadores: Paulo Guedes e Vagner Baungartner. Para a vice-presidente do partido, Gisele Pfeifer, é preciso cautela. “Os vereadores são a favor, pois entendem que trará ganhos, mas a minha opinião como vice-presidente não é hora de fazer empréstimo, nem sabemos como vai ficar a situação do país na pós-pandemia, ainda mais com a inflação do jeito que está. Não é o momento”, afirmou.

O Partido Progressistas tem três vereadores, uma das maiores bancadas com Julio Lopes, Adriano La Torre e Moises Marques. Segundo o presidente Ronald Penteado, “O Progressistas Rio Claro está analisando o projeto. Conforme posicionamento político já divulgado em outras situações, o partido apoia todos os projetos que forem bons para a comunidade”, finaliza.

Votação

Projeto será votado pelos vereadores na sessão da próxima segunda-feira (25) em primeiro turno

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