Em última discussão, vereadores decidem aumento de vereadores em Rio Claro

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Antonio Archangelo/Coluna PolítiKa

Em primeira discussão, apenas o PSDB e o Democratas votaram contrários ao aumento de cadeiras no legislativo
Em primeira discussão, apenas o PSDB e o Democratas votaram contrários ao aumento de cadeiras no legislativo

Em sessão extraordinária, que será realizada nesta sexta-feira (3), às 19h, os vereadores analisam se aceitarão a possibilidade do município de Rio Claro voltar a ter 19 vereadores.

A proposta de emenda à lei orgânica 01/2015, de autoria dos vereadores Agnelo Matos (PT), Dalberto Christofoletti (PDT), Raquel Picelli (PT) e Sérgio Calixto (PRP), foi aprovada, em primeira discussão, contra apenas três votos das bancadas do DEM e do PSDB.

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Das Câmaras Municipais da região, apenas a de Rio Claro e a de Santa Gertrudes não atendem ao limite máximo proposto pela legislação: Rio Claro com quase 200 mil habitantes, com 12 vereadores, e com teto de 21; Santa Gertrudes com 24,2 mil habitantes e 9 vereadores, com teto de 12. Cordeirópolis (22,9 habitantes) e Itirapina (26,9 mil habitantes) possuem onze vereadores, atendendo ao limite definido pela lei.

As cidades de Analândia (4,6 mil habitantes), Corumbataí (4 mil habitantes) e Ipeúna (6 mil habitantes) possuem, cada, nove vereadores, atendendo ao limite legal.

Para discorrer a favor do projeto, o petista Agnelo Matos relembrou a própria história, revelando que, em 2003, quando procurado pelos moradores do Jardim Progresso para concorrer ao pleito no intuito de representar aquela localidade, era um líder comunitário.

“Estou lembrando o fato porque aumentar o número de cadeiras nesta Casa é uma questão ideológica. Pergunto: de lá pra cá quantas lideranças surgiram? Portanto, acredito que, com o aumento, a possibilidade de representatividade se expanda.” Agnelo ainda ressaltou outros dois fatos: que não haverá aumento de recursos para a Câmara e que a maioria das cidades da região já aumentou o número de vereadores.

Cabe lembrar que todas as sondagens apontam que o rio-clarense é contrário ao aumento no número de cadeiras.

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