Bicicletas representam mais da metade dos rio-clarenses

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Laura Tesseti

Com uma população estimada em mais de 200 mil habitantes, a cidade de Rio Claro possui, segundo a prefeitura municipal, cerca de 110 mil bicicletas nas ruas. O número não gera espanto, pois os ciclistas marcam presença em diversas situações na Cidade Azul.

As bikes, como são popularmente chamadas, são utilizadas para diversas práticas pelos adeptos. André de Andrade Kolya, de 25 anos, usa sua bicicleta como principal meio de locomoção: “Uso todos os dias, nos meus compromissos e por toda cidade. Aos fins de semana aproveito meu tempo livre para passear, também de bike, conhecer pontos da nossa região e da zona rural de Rio Claro”, conta. O ciclista comenta ainda que optou pelo meio de transporte, pois, além de ser econômico, acaba chegando a alguns lugares bem mais rápido.

O engenheiro de qualidade e meio ambiente Juliano Ferri utiliza a bike para passear, mas antes era o principal meio de transporte: “No meu caso utilizo como hobby aos fins de semana, passeios geralmente em meio a nossa floresta estadual ou nos arredores, mas, quando estudava, perto dos meus 17 anos, era meu principal meio de transporte”, conta hoje, com 34 anos.

Bicicleta, bike, magrela, independentemente do nome e da utilização, a cidade de Rio Claro é repleta de ciclistas que as aproveitam muito (Foto: Donalis Delgado)
Bicicleta, bike, magrela, independentemente do nome e da utilização, a cidade de Rio Claro é repleta de ciclistas que as aproveitam muito (Foto: Donalis Delgado)

O rio-clarense Renato Donato Crepaldi também é adepto do pedal e anda de magrela desde os 10 anos de idade: “A finalidade era o meio de transporte, mas o hobby veio há cinco anos, quando percebi que poderia unir a prática à natureza”, fala.

Parceiro de pedaladas de Juliano e Renato, o fotógrafo Giorgi Bastos Coelho fala sobre os benefícios da prática: “A bike veio para mudar meu estilo de vida. Tenho mais qualidade de vida, minha saúde melhorou muito, assim como minha disposição. Acordo cedo só para pedalar aos fins de semana e aproveito ao máximo”, finaliza.

Na cidade de Rio Claro existem seis quilômetros de ciclovias – vias voltadas aos ciclistas, e 28 quilômetros de ciclofaixas, que são faixas reservadas aos usuários das bikes.

3 COMENTÁRIOS

  1. Sair por aí pintando faixa por toda a cidade sem critérios acho horrível pois além de deixar a cidade feia é uma tremenda perda de tempo e dinheiro. Sou a favor somente em vias rápidas e com padrão e planejamento, agora nas demais ruas urbanas cabe mais a educação tornando o convívio ciclistas e motoristas dentro do respeito às regras do trânsito. A prefeitura deve fazer uma campanha nesse sentido pois nossa cidade tem a bicicleta como um meio de transporte bastante utilizado.

  2. Administração devia seguir o exemplo utilizado na Avenida Paulista – São Paulo e fazer do canteiro central das avenidas Visconde de Rio Claro e Tancredo Neves, uma ciclovia.

  3. A matéria do JC sobre o uso das magrelas em Rio Claro evidencia a grande quantidade de ciclistas pelas ruas mesmo com pouca infraestrutura voltada para a bike. A cidade conta com menos de 6km de ciclovias e pouco mais de 28km de ciclofaixas, quase todas em mal estado. Muito há de se fazer, principalmente porque pouco ainda foi feito. Rio Claro possuí ciclovias e ciclofaixas que não se conectam, não existem rotas de bike, nem bicicletários públicos, os paraciclos são inseguros e escassos, o trânsito é agressivo ao ciclista, etc. Além disso, o potencial da cidade não é explorado. Pra se ter uma ideia, ela possui a segunda maior Floresta de eucaliptos do mundo e nenhum metro de trilha voltada para a bicicleta. A cidade ainda carrega o fardo de ter destruído a segunda maior pista de Dirt Jump das Américas, antes mesmo de finalizar a obra que foi doada pela FPMTB para o governo anterior (PMDB/PT).
    Mesmo assim Rio Claro continua possuindo um grande potencial para ser referência em mobilidade ativa, e para acelerar o processo cabe ao governo atual assumir o compromisso e a responsabilidade com a mobilidade urbana, que é uma questão de política pública.
    A bicicleta é a única revolução em curso nesse mundo motorizado e já entendemos que juntos somos fortes!

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