O jipe compacto, ano 1982, tem teto de lona e é equipado com motor boxer 1600, 4 cilindros movido a gasolina

O analista de sistemas José Alfredo Narcizo tinha o sonho de ter um carro da Gurgel. Foi funcionário da empresa na década de 90, mas só conseguiu realizar o seu sonho recentemente.

“Eu trabalhei na Gurgel por cinco anos e sempre quis comprar um carro da Gurgel, porque eu conheci a linha de produção dele, como especificador técnico vi o processo produtivo de perto e, quando tive a oportunidade e apareceu o negócio, eu me empolguei”, comenta o proprietário.

Comprou um jipe compacto da Gurgel, o X-12, com teto de lona, ano 1982, produzido aqui em Rio Claro. O modelo também foi lançado com capota rígida e na forma esportiva. Foi produzido por quase vinte anos e considerado o maior sucesso da empresa.

José Alfredo Narcizo posa para a foto com o filho Luis Felipe e o neto Leandro, de apenas quatro meses de idade. No interior do carro uma das pets da família, Lilica de 2 anos, que junto com a Leonora (outra pet) adora passear no jipe da Gurgel em estrutura metálica com revestimento de fibra de vidro

“Ele tinha vários modelos, desde o Militar até o Caribe, um carro produzido para o mercado externo, porém com teto branco listrado de amarelo, azul e vermelho, cores em que foram produzidos. Era um carro muito bonito”, relata, destacando as curiosidades da Gurgel.

O jipe é equipado com motor boxer 1600 4 cilindros movido a gasolina, utilizado na Kombi e Brasília na época.

Na época também foi produzido o BR-800, o primeiro carro 100% nacional, com motor 800 cc produzido também em Rio Claro.

“Eu tenho esse carro há quatro anos, ele mantém toda a originalidade. Até os bancos em fibra eram produzidos na própria Gurgel, parte elétrica e a mecânica desse carro também mantêm sua originalidade”.

Explica ainda que o carro foi produzido sobre um chassi em estrutura metálica com revestimento de fibra de vidro, chamado de plastil na época, com carroceria toda feita também em fibra de vidro, o que evitava corrosões. Por esse motivo, era muito utilizado em cidades litorâneas.

Quando viu o anúncio de venda do veículo, não hesitou em ir vê-lo pessoalmente na cidade de Brotas. “Quando falei que ia ficar com o carro, o antigo proprietário ficou muito triste, não queria vendê-lo, mas estava precisando para terminar uma construção”, revela.

José Alfredo pretende manter o carro na família. “Não é um carro que eu comprei para revender, é um carro para manter na nossa família”, finaliza.

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