Agências bancárias poderão ser multadas caso não cumpram uma série de determinações em discussão no Poder Legislativo
Volta para o plenário da Câmara Municipal, na próxima segunda-feira (14), o projeto de lei de autoria do vereador Diego Gonzales (PSD) que cobra de agências bancárias e casas lotéricas estrutura mínima para atendimento aos clientes que ficam em filas externas. O texto já foi aprovado em primeiro turno na última semana e volta para a segunda e última votação. Caso seja novamente aprovado, seguirá para sanção do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD).
A proposta do vereador passa a obrigar os estabelecimentos a disponibilizar uma estrutura àqueles clientes que estão aguardando atendimento na área externa. Caso a lei seja aprovada, os bancos e lotéricas deverão oferecer tenda ou cobertura de proteção à ação ambiental (sol e chuva) na área de recuo em que a agência está localizada.
“A disponibilização de acesso adequado, cadeiras para espera de atendimento, sobretudo de idosos, deficientes, gestantes e mulheres com crianças de colo, respeitando-se o distanciamento mínimo”, prevê o texto. As agências bancárias e casas lotéricas deverão dispor de funcionários identificados para cuidar da organização da fila externa e dos protocolos de segurança. Caso não cumpram com a lei, uma multa de 300 UFMRC será aplicada. O valor corresponde a quase R$ 1,2 mil.
No ano passado, o Poder Legislativo já havia provocado outra pressão sobre atendimento aos clientes. Com atualização de uma lei do ano de 2005, aumentou o valor das multas aplicadas pela demora nas filas e passou a obrigar as empresas financeiras a instalarem placas informando que o estabelecimento está obrigado a proceder o atendimento de seus usuários e clientes no prazo de 15 minutos em dias normais e em até 30 minutos na véspera e no dia subsequente aos feriados prolongados e dias de pico no serviço bancário, sob pena de multa.
Outra mudança estabelecida foi obrigar as agências bancárias a não impedir a entrada de pessoas sob o pretexto de aglomeração, devendo dispor de pessoas suficientes ao atendimento e organização dentro da agência sob pena de suspensão do alvará de funcionamento pelo período de um mês.
Para que os dois clubes de futebol profissional da cidade tenham condições de atender as exigências da Federação Paulista de Futebol (FPF) em campeonatos da série A-2, a prefeitura de Rio Claro está realizando obras de ampliação das arquibancadas em um dos dois estádios municipais.
A ampliação está sendo feita no Estádio Municipal Augusto Schmidt Filho, construído pela prefeitura há mais de 50 anos, e inaugurado em janeiro de 1973 num jogo entre Rio Claro FC e Corinthians.
O secretário municipal de Esportes, Yves Carbinatti, lembra que a federação paulista exige estádio com capacidade mínima de 8.000 lugares para jogos da série A-2. “A cidade de Rio Claro finalmente terá um estádio assim, que atende a exigência, sem precisar montar aquelas arquibancadas tubulares”, afirma.
As obras já foram iniciadas e terão um custo superior a R$ 660 mil, sendo R$ 500 mil de emenda parlamentar do deputado Olim e R$ 164 mil da prefeitura.
O estádio municipal Schmidtão passará de 6.200 lugares para mais de 8.000 lugares. “É um investimento relevante para o esporte rio-clarense, que tem tradição centenária no futebol profissional”, ressalta o prefeito Gustavo.
O outro estádio municipal é o Benito Agnelo Castellano, construído pelo Velo Clube e inaugurado em 1972, numa partida contra o Palmeiras. Em 2008, a prefeitura desapropriou o estádio Benitão que passou a ser patrimônio do município.
Produção está em desenvolvimento com grupo de haitianos de Rio Claro
O cineasta Rogério Borges, roteirista e diretor dos filmes em circulação “Lugar de Ladson” e “Arrimo”, está trabalhando em seu novo projeto: “Caminhos Haiti-Rio Claro”. O projeto é um filme documentário interativo, no qual o espectador define os caminhos que a obra deve percorrer, numa espécie de game digital, podendo escolher qual personagem haitiano acompanha, conhecendo sua história e os bairros da periferia de Rio Claro.
O cineasta Rogério Borges produz um filme documentário interativo, no qual o espectador define os caminhos da obra
Nos encontros com a comunidade, diversos problemas foram relatados, a começar pela dificuldade do idioma, assim que chegam aqui, mas com principal destaque para o desemprego entre a comunidade, que conta com moradores do Cervezão, São Miguel, Jardim Novo I, Bonsucesso, Jardim Independência, Cidade Nova, entre outros.
O grupo de haitianos participantes no projeto é composto por Junal Deronsle, Boyer Milfort, Jacsonne Pierre, Widson Jacques, Santa Odelus e Cledonor Penor
Para Borges: “São histórias que precisam ser contadas, são pessoas que vivem aqui e constroem essa cidade, e muitas vezes têm dificuldades de acesso e inserção na sociedade local. Penso que um filme interativo é uma maneira de trazer o espectador para viver junto um dia na vida de cada pessoa/personagem, criando elos culturais e comunitários, reconhecendo existências e subjetividades, de modo que desperte a empatia, algo que o cinema faz de melhor”.
O diretor pretende formar uma equipe através de uma oficina específica para os haitianos, de modo que participem da criação de suas narrativas, ao mesmo tempo em que façam uma formação técnica em audiovisual, abrindo novas oportunidades. Além do diretor e dos haitianos, a equipe conta com a artista local e estudante de Geografia da Unesp, Ashley Kauany, e a produtora rio-clarense Bruna Epiphanio.
Início da noite de ontem foi marcada pela mudança no tempo. Defesa Civil registrou a queda de duas árvores
Depois de uma tarde de sexta-feira (11) de muito calor e céu azul, o início da noite foi marcado por uma mudança brusca com a chegada de uma ventania que levantou muita poeira por toda a cidade de Rio Claro.
Quem estava a pé pelas ruas e avenidas se assustou e teve que proteger olhos e boca. De acordo com a Defesa Civil, por volta das 18h, a medição do vento na região do Bairro do Estádio chegou a 30,6 km/h.
Duas quedas de árvores foram registradas: uma na região da Vila Aparecida e outra na Vila Paulista.
A mínima registrada ontem foi de 17,7 graus e a máxima chegou a 34,3 graus.
Para hoje, sábado (12), o tempo segue seco e, no domingo, dia 13, uma nova frente fria deve se aproximar do litoral paulista. Não há, para Rio Claro, previsão de chuvas neste fim de semana, de acordo com a análise feita pelo Ceapla/Unesp/Prefeitura de Rio Claro. No entanto, a partir de segunda-feira, dia 14, pode chover em boa parte do Estado de São Paulo, principalmente em nossa região, mesmo sendo um volume aquém do esperado, informa o técnico Carlo Burigo.
Cuidados tempo seco
Com a umidade do ar baixa é importante beber bastante água e evitar banhos muito quentes que possam ressecar a pele. O uso de hidratantes também é indicado. Aposte em uma alimentação saudável e se possível umidifique os ambientes (pode ser com toalhas úmidas ou até mesmo baldes com água no quarto e sala).
A Caixa Econômica Federal sorteia, na noite deste sábado (12), no Espaço da Sorte, em São Paulo, as dezenas premiadas do Concurso 2.620 da Mega-Sena.
As apostas podem ser feitas até as 19h de hoje, tanto nas casas lotéricas de todo o Brasil quanto pela internet no site das loterias Caixa. O sorteio será às 20h, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Caixa.
A aposta simples, com a marcação de seis números, custa R$ 5.
O prêmio está acumulado e é estimado em R$ 115 milhões.
Cetesb orienta população a denunciar situação envolvendo a disseminação do mau cheiro e prováveis causas do problema
O constante mau cheiro registrado na atmosfera de Rio Claro ao longo desta semana tem gerado desconforto a milhares de moradores da cidade. A reportagem do JC recebeu várias reclamações envolvendo a percepção dos munícipes sobre o fato. O odor que tem se disseminado pelo ar tem sido registrado em dezenas de bairros.
Ontem (11), leitores de locais como Jardim Village, Jardim das Palmeiras, Distrito Industrial, Jardim Portugal, Bela Vista, Cidade Jardim, Jardim Conduta, Jardim Itapuã, Vila Saibreiro, Jardim Floridiana, Arco-Íris, entre outros, se queixaram sobre a questão que vem incomodando desde o começo da semana.
O Jornal Cidade procurou a Defesa Civil de Rio Claro para averiguar se houve algum tipo de reclamação registrada pelo departamento. Segundo o diretor Danilo de Almeida, nenhuma queixa foi apresentada no telefone 199.
Foi levantada a suspeita de que o mau cheiro tem sido causado por produtos químicos ou por intervenções em canaviais do município, como restilo de cana-de-açúcar. Desta forma, a reportagem questionou a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que também não recebeu reclamações. No entanto, fez orientações.
“Até o momento, a Cetesb não recebeu nenhuma reclamação sobre este assunto. Caso a situação persista, a população deve ligar no Disque Cetesb 0800-011-3560 e escolher a opção 7, para que haja uma ação imediata feita pela equipe que estará de plantão na Agência Ambiental de Piracicaba. Se possível, informar a provável fonte. As condições meteorológicas dos últimos dias, com baixíssima umidade relativa do ar, podem estar associadas a este desconforto”, finaliza.
Elizabeth dos Santos Christofoletti – 75 anos. Faleceu dia 10, às 22h00, nesta cidade. Deixou viúvo José Roberto Christofoletti, os filhos Elaine e Bruno. Foi sepultada no Crematório Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).
Ercilia Rodrigues Donda – 77 anos. Faleceu dia 10, às 20h50, nesta cidade. Deixou viúvo Alirio Donda, as filhas Sonia c/c Antonio, Nilva c/c Laercio, a neta Susan Fernanda c/c Tiago, e a bisneta Sophia Vitoria. Foi sepultada no Cemitério Evangélico (Funerária João de Campos).
Francisco Andrade Lopes, Chico Bonfim – 96 anos. Faleceu dia 9, às 08h41, nesta cidade. Deixou viúva Maria José Oliveira Lopes, os filhos Francisco Lucio, Antonia c/c Aparecido, Francisco c/c Aurea, Expedito, João c/c Geralda, Milton, Edilson, Francisco c/c Fernanda, Luzanira c/c Luiz, Maria, Maria c/c Cristiano, Adriano c/c Vanessa, Adriana c/c Marcelo, Antonia Patricia c/c Edivan, vários netos e bisnetos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).
Lucia Helena Cezario – 49 anos. Faleceu dia 11 nesta cidade. Deixou os filhos Viviane e João. Foi sepultada no Cemitério Memorial Cidade Jardim.
Marcio José Batista, Timaia – 42 anos. Faleceu dia 9, às 02h20, nesta cidade. Deixou a filha Thifany Victória, irmãos, cunhado e sobrinhos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim (Funerária João de Campos).
Nair Nardini Peruchi – 94 anos. Faleceu dia 9, às 22h10, em Limeira. Era viúva de Batista Peruchi, deixou os filhos Alairce viúva de Valdemir, Vilma c/c Claudemir, Rosa Maria, Antonio Francisco (falecido), 9 netos e 9 bisnetos. Foi sepultada no Cemitério Municipal Cascalho, em Cordeirópolis (Funerária João de Campos).
Virginia Rigato Scarparo – 73 anos. Faleceu dia 10, às 13h40, nesta cidade. Deixou viúvo Valdir Scarparo, os filhos Marcia c/c Devair, Marcos c/c Edilaine, e 3 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista (Funerária João de Campos).
Pesquisa investigou microrganismos indicadores de falta de higiene
Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil – São Paulo
Os vegetais minimamente processados (VMPs), também conhecidos como vegetais frescos higienizados, podem conter bactérias. É o que mostra artigo publicado na revista Foods que investigou a presença de microrganismos indicadores de falta de higiene ou causadores de doenças. Os estudos avaliaram a detecção das bactérias Escherichia coli, principal indicador de contaminação fecal, Salmonella spp. e Listeria monocytogenes, com taxas de prevalência variando de 0,7% a 100%, 0,6% a 26,7% e 0,2% a 33,3%, respectivamente.
Cortados, higienizados e vendidos em embalagens fechadas, os VMPs são comercializados prontos para consumo, possibilitando o preparo mais rápido das refeições e a redução de desperdício. O processamento torna o produto mais caro: costuma custar pelo menos o dobro quando comparado ao produto in natura. Como geralmente são ingeridos crus, a forma de assegurar a eliminação de microrganismos causadores de doenças inclui o uso de sanitizantes como o cloro na água de lavagem.
“As indústrias produtoras têm a responsabilidade de disponibilizar no mercado produtos com qualidade e segurança microbiológica, implementando medidas de controle ao longo do processamento. Embora lavar novamente o produto em casa possa ser considerado desnecessário, alguns consumidores podem optar por fazê-lo para reforçar a segurança”, observa Daniele Maffei, professora do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e coautora do artigo Minimally Processed Vegetables in Brazil: An Overview of Marketing, Processing, and Microbiological Aspects.
Os dados evidenciam a necessidade de medidas de controle para garantir produtos com qualidade e segurança aos consumidores, apontam os autores. “Até o presente momento, não existe uma legislação específica de abrangência nacional direcionada ao setor em questão. Segundo meu conhecimento, apenas os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul possuem disposições documentadas referentes aos VMP”, explica Daniele.
É importante ressaltar que todas as indústrias produtoras devem adotar boas práticas ao longo de seu processo de produção, explica a pesquisadora. “Essas práticas devem estar embasadas nas legislações gerais de boas práticas para indústrias alimentícias em âmbito nacional e também nas esferas estadual e municipal, quando aplicáveis, as quais englobam importantes orientações relacionadas à manutenção de padrões de higiene ambiental e pessoal, bem como no tocante ao processamento de alimentos. Tais medidas desempenham um papel crucial na garantia da produção de alimentos seguros”.
Infecção
“Os VMPs passam pela etapa de desinfecção na indústria, mas estudos demonstram a possibilidade de falhas que podem colocar em risco a saúde dos consumidores. É preciso um controle rigoroso para evitar falhas no processo e a ocorrência de contaminação cruzada”, acrescenta Maffei, que integra a equipe do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.
Os VMPs podem ter uma vida útil que varia de alguns dias a duas semanas, dependendo de vários fatores, como tipo e qualidade dos vegetais frescos, método de processamento, tipo de embalagem, condições de armazenamento e presença de microrganismos deteriorantes.
Quando realizado de acordo com as boas práticas de fabricação, o processamento mínimo retarda a perda de nutrientes e alterações indesejáveis na textura, cor, sabor e aroma dos vegetais, além da deterioração microbiana. Uma grande variedade de vegetais pode ser processada, incluindo folhas verdes (por exemplo, rúcula, alface e espinafre), vegetais crucíferos (como brócolis e couve-flor), tubérculos (cenoura, beterraba etc.) e pepinos.
Alternativas
A pesquisadora completa que os consumidores têm a possibilidade de adquirir vegetais in natura, higienizá-los e armazená-los para consumir ao longo da semana. “Para isso, é importante a escolha de produtos de qualidade (sem injúrias, como manchas e partes amolecidas). Em casa, estes devem ser lavados em água corrente e colocados de molho por 15 min em recipiente contendo solução clorada. Depois, devem ser enxaguados novamente em água corrente, para remover os resíduos do sanitizantes”.
Na sequência, é importante retirar o excesso de água, o que ajuda a prolongar a vida útil do vegetal. “Isso pode ser feito utilizando centrífugas/seca salada (para as folhosas) ou papel toalha (para os legumes). E devem ser mantidos em recipientes limpos e fechados na geladeira”, ensina.
A solução clorada pode ser preparada utilizando produtos à base de cloro, disponíveis no mercado, geralmente expostos no setor de hortifruti. Nesses casos, é só seguir a recomendação do fabricante, que consta no rótulo. Ou então, pode-se preparar utilizando água sanitária (hipoclorito de sódio). A receita é 1 colher de sopa (aproximadamente 8 ml) de água sanitária a 2,0, 2,5% para cada 1 litro de água. “Porém, é importante verificar se no rótulo da água sanitária consta a informação de que essa pode ser utilizada para higienização de vegetais”, finaliza a pesquisadora, formada em Nutrição e doutora em Ciências dos Alimentos.
Elas usam em média 21,3 horas semanais, enquanto os homens, 11,7
Por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro
As mulheres dedicam aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas quase o dobro do tempo gasto pelos homens. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua 2022, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que as mulheres passam, em média, 21,3 horas semanais nessas atividades, enquanto os homens utilizam 11,7 horas.
A Pnad avaliou a participação de pessoas com 14 anos ou mais de idade em atividades como cuidar da casa, da roupa, fazer comida e compras, por exemplo. Além disso, os agentes do IBGE coletaram informações sobre o cuidado dispensado a crianças, idosos, enfermos e pessoas com deficiência.
O levantamento apontou que as 9,6 horas que as mulheres trabalham a mais que os homens representam uma diminuição em relação à pesquisa de 2019, quando a diferença era de 10,6 horas. Por causa da pandemia da covid-19, essa pesquisa não foi feita nos anos 2020 e 2021.
Em 2022, 148,1 milhões de pessoas se dedicaram a cuidados da casa ou de pessoas. Isso representa 85,4% da população de 14 anos ou mais de idade. A Pnad detalha que enquanto 91,3% das mulheres realizaram alguma atividade relacionada a afazeres domésticos, esse percentual foi de 79,2% entre os homens.
Entre 2019 e 2022, a proporção de mulheres que exerceram essas atividades caiu 1,1 ponto percentual. “Mas não dá para afirmar que a divisão de tarefas ficou mais equilibrada porque, entre os homens, a taxa ficou estável, passando de 79% para 79,2% no período”, diz a analista da pesquisa, Alessandra Brito.
Um detalhe identificado é que o homem gasta mais horas (14,3 horas semanais) em cuidados da casa quando ele mora sozinho. Já entre as mulheres, é o inverso. Elas precisam dedicar mais tempo nos afazeres domésticos quando dividem o lar (até 24,1 horas semanais). “Seja por ter uma criança ali para ser cuidada ou por ter mais tarefas domésticas, por ter mais moradores no domicílio”, diz a analista do IBGE.
Afazeres domésticos: pesquisa mostra tamanho da desigualdade de gênero. Foto: Arte/IBGE
Mulheres pretas
Ao detalhar a proporção do trabalho doméstico entre as mulheres, a pesquisa verificou que as pretas têm o maior índice de realização das tarefas (92,7%), superando as pardas (91,9%) e brancas (90,5%).
O levantamento do IBGE aponta também que quanto maior a escolaridade dos homens, maior a proporção dos que cuidam da casa ou de pessoas. Enquanto o índice entre os sem instrução ou ensino fundamental incompleto é de 74,4%, o dos que têm o ensino superior completo é de 86,2%.
A pesquisa apresenta diferenças na divisão do trabalho doméstico de acordo com a região do país. Entre as mulheres nordestinas, 89,7% fazem atividades em casa, contra 71,6% entre os homens. Essa diferença de 18,1 pontos percentuais (p.p.) é a maior do país. A menor diferença é no Sul (9,3 p.p.).
Cuidado de pessoas
Houve uma diminuição no número de pessoas que dedicaram algum cuidado para moradores da casa ou parentes. No ano passado foram 50,8 milhões de pessoas. Isso representa 5,3 milhões a menos que em 2019.
“Essa redução pode estar relacionada à diminuição da necessidade do cuidado com crianças, devido à menor fecundidade na pandemia. Ou pode estar ligada ao aumento da ocupação no mercado de trabalho em 2022, reduzindo a disponibilidade das pessoas para o cuidado”, analisa Alessandra Brito.
Mais uma vez, a taxa de realização desses cuidados se diferencia conforme o sexo: 34,9% das mulheres e 23,3% dos homens.
Trabalho voluntário
O IBGE também se debruçou em cima de informações sobre realização de trabalho voluntário. Em 2022, 7,3 milhões de pessoas (4,2%) exerceram algum voluntariado. Um aumento de 603 mil pessoas em relação a 2019. A taxa de realização é maior entre as mulheres, 4,9% contra 3,5% dos homens.
Com o aumento da escolaridade, aumenta a proporção de realização do trabalho voluntário. Entre os sem instrução ou ensino fundamental incompleto, a taxa é de 2,7%. Entre os com superior completo é 6,9%.
Outro fator que leva ao aumento do voluntariado é a idade. Entre as pessoas de 14 a 24 anos, a taxa é de 2,5%. Entre os que têm 50 anos ou mais, 4,8%.
Apesar do aumento no número de pessoas que fizeram trabalho voluntário, a média de 6,6 horas semanais ficou estável em relação à pesquisa de 2019.
A frequência do trabalho voluntário se alterou. A maior parte das pessoas (42,3%) faz essas atividades quatro ou mais vezes por mês. Eram 46% em 2019. Já os que fazem eventualmente ou pelo menos uma vez por mês eram 39,4% em 2022, contra 37,5% em 2019.
Programação segue até o fim do mês com atividades sobre primeira infância e aleitamento materno
Rio Claro realiza de segunda a sexta-feira (18) a 2ª Semana do Bebê, também denominada Semana Verde-dourado, que tem como tema “Início da vida: início de tudo”.
Várias atividades serão realizadas ao longo da semana para falar sobre gestação, aleitamento materno, pré-natal e outros vários tópicos relacionados à campanha. A programação inclui ações em unidades de saúde, centros de referência de assistência social, Núcleo Administrativo Municipal e escolas municipais.
A abertura será na segunda-feira (14), às 8h30, no Claretiano – Centro Universitário. Na sequência haverá palestra com a pediatra Juliana Franco. Ainda na segunda-feira profissionais de saúde da atenção básica ministram palestras sobre aleitamento materno às 8 horas na unidade básica de saúde do Cervezão e às 8h30 na UBS Vila Cristina. A partir das 14 horas estará em exposição no paço municipal a mostra de trabalhos das escolas municipais de educação infantil etapa I. A exposição seguirá até sexta-feira (18), e poderá ser vista das 8 às 17 horas. De segunda a sexta-feira (18) também será realizada a Semana da Amamentação na UBS da Avenida 29.
Foto: Divulgação/PMRC
Na terça-feira (15) amamentação será assunto de roda de conversa às 14 horas nas unidades de saúde da família do Jardim das Flores e do Boa Vista. Na USF do Jardim Progresso haverá roda de conversa às 13h30 para falar sobre primeira infância.
As atividades serão realizadas em ação intersecretarial e seguem até o final deste mês. Vários setores da prefeitura estão envolvidos.
A organização da Semana do Bebê é da prefeitura, por intermédio da Fundação Municipal de Saúde e das secretarias da Educação e do Desenvolvimento Social; e do Claretiano Centro Universitário.
Francisco & Fernando é atração desse domingo (13) no Projeto Quatro e Meia, no Lago Azul de Rio Claro, a partir das 16h30. Formada pelos irmãos Bredda, a dupla é nascida no município e desde criança toca viola e violão, interpretando músicas sertanejas de raiz e românticas. Não há cobrança de ingressos.
Todo o aprendizado de instrumentos e vozes veio do pai dos irmãos. Além disso, o tio e maestro Otávio Basso os ensinava as inversões de vozes e estilos para que pudessem participar de gravações em estúdios, fazendo coro e realizando shows pela capital e região.
Dupla Francisco & Fernando foi a vencedora do Festival “Viola de Todos os Cantos” promovido pela EPTV/Rede Globo em 2011
Em 2010, a convite do compositor e violeiro Júnior Hartung, a dupla começou a participar de vários festivais de viola pela região. Com a música “Museu da Minha Vida”, a dupla venceu o Festival “Viola de Todos os Cantos” promovido pela EPTV/Rede Globo em 2011, e o 23° Festival Regional de Música Raiz em Botucatu em 2012.
Em 2013 gravaram CD. A gravação contou com a participação de vários compositores da região, além do ícone da música brasileira Moacyr Franco, que escreveu por encomenda a música “Rio Paranaíba”.
Iniciativa faz parte de projeto em que trechos de vários bairros também serão pavimentados
A prefeitura de Rio Claro começou nesta semana a preparação para as obras de pavimentação de todas as ruas e avenidas do bairro Nova Veneza. O levantamento topográfico está em andamento e em breve terá início a implantação do sistema de drenagem, com a colação de galerias para água das chuvas.
“É um grande serviço para os moradores do Nova Veneza e para quem transita por ali”, comenta o prefeito Gustavo. “O asfalto significa menos poeira e barro, mais qualidade de vida, melhor condição de tráfego e valorização do bairro”, acrescenta.
No total serão 17 mil metros quadrados de pavimentação no Jardim Nova Veneza. A obra faz parte de parceria da prefeitura com o governo estadual, por meio do programa Nossa Rua. São R$ 20 milhões em investimento, sendo R$ 10 milhões do Estado e R$ 10 milhões do município.
Serviços já foram iniciados pela Prefeitura de Rio Claro
O convênio prevê a pavimentação total de outro bairro, o Jardim Maria Cristina, além da colocação de asfalto em trechos do Distrito Industrial, Ajapi, Jardim Anhanguera, Jardim Mirassol, Jardim Novo, Jardim São Paulo, Novo Wenzel, Vila Santo Antônio, Jardim Araucária, Vila Paulista, Jardim Matheus Manieiro, Vila da Paz e Jardim Inocoop.
“Em muitos casos são trechos que há décadas foram deixados sem asfalto, gerando incômodo para moradores”, comenta o secretário municipal de Obras, Valdir de Oliveira Júnior.