Derrota da Seleção Brasileira por 7 x 1 para a Alemanha completa um ano

Vivian Guilherme

Manuel Neuer, eleito melhor goleiro da Copa, levanta a taça de campeão na Copa  do Mundo (Lars Baron/FIFA/Getty Images)
Manuel Neuer, eleito melhor goleiro da Copa, levanta a taça de campeão na Copa do Mundo (Lars Baron/FIFA/Getty Images)

Há um ano os brasileiros estavam mais tristes. Não a tristeza diária pela falta de recursos, falta de esperança ou apenas pelo estresse cotidiano, era uma tristeza pela decepção. A expectativa pela vitória “em casa” foi sufocada por um 7 a 1 e o choro foi inevitável, naquele inesquecível dia 8 de julho do ano passado.

A derrota ‘vergonhosa’ para a Alemanha e o quarto lugar na Copa do Mundo, que deveria ser do Brasil e no Brasil, trouxe o questionamento: somos realmente invencíveis e os melhores do mundo? Há algumas semanas, a resposta veio: com mais uma derrota, desta vez para o Paraguai e a decorrente saída da Copa América.

Onde está o perfeito esquema tático de 1958, o time dos sonhos de 1962, a formação inconteste de 1970, a garra de 1994 ou o brilhantismo de 2002? Afinal, a seleção brasileira não é mais a mesma? “Não. Nosso futebol decaiu muito tecnicamente nos últimos anos”, responde Geraldo José Costa Junior, que há 19 anos trabalha nas categorias de base em clubes amadores e profissionais de Rio Claro.

A mesma visão é compartilhada por Luiz Fernando Moreira, professor e organizador do Campeonato Dente de Leite no município. “A deficiência da Seleção Brasileira, por não ter obtido bons resultados nas últimas competições, no meu ponto de vista, é por falta de melhor elaboração do calendário brasileiro, falta de planejamento de qualidade antes das competições e, principalmente, um padrão eficiente de jogo”, aponta o professor, que trabalha com meninos de 7 a 13 anos, muitos deles que nunca chegaram a ver o Brasil campeão da Copa.

“As crianças participantes do nosso Campeonato Dente de Leite têm, como todo jogador de futebol, o sonho de estar à frente da Seleção Brasileira. Isso se torna um objetivo que todos os jogadores de futebol buscam”, lembra Moreira, que acredita que a única forma de resgatar a reputação da Seleção Canarinho é mudar a política administrativa: “a gestão deve ser feita de forma profissional, e não por gestores de clubes e federações amadores que estão no cargo. Esse formato de gestão interfere diretamente no desempenho dos atletas”.

Costa também critica a forma de gestão do futebol como é feita atualmente. “Tem que corrigir o que acontece fora do campo e, depois, dentro do campo. O futebol brasileiro sempre foi vitorioso porque sempre se adaptou às inovações táticas e físicas, sem jamais abrir mão da essência de sua técnica refinada. A base é para formar jogador para o clube. E hoje trabalha para vender jogador para o exterior, porque os clubes formadores estão entregues aos empresários. Isso também precisa mudar”, pondera.

Sobre os garotos que passam pelas categorias de base, Costa comenta que os jogadores veem com desconfiança a Seleção do Brasil. “Na verdade, o futebol já não desperta o mesmo interesse na garotada, muito por causa dos novos hábitos e costumes introduzidos na sociedade contemporânea”, diz o técnico que afirma que, na teoria, muitos destes meninos poderiam integrar a sonhada Seleção nas próximas Copas. “Mas, infelizmente, a gente sabe que hoje em dia não é o mérito do atleta que define uma convocação. Como treinador, o objetivo é sempre buscar o máximo rendimento, tudo depende de quem os orienta, dentro e fora do campo.”

Secretário prioriza nova função dos Guardas Civis

Antonio Archangelo

O delegado e professor da Academia de Polícia, José Gustavo Viégas Carneiro
O delegado e professor da Academia de Polícia, José Gustavo Viégas Carneiro

Retornando à Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Civil, o delegado e professor da Academia de Polícia, José Gustavo Viégas Carneiro (PV) conversou com a reportagem do Jornal Cidade sobre o novo período comandando a pasta.

JORNAL CIDADE – Mesmo não estando na secretaria nos últimos anos, o senhor continuou a estudar o tema Segurança Pública, tendo uma tese de doutorado premiada. É uma necessidade este contínuo aprimoramento?

DR. GUSTAVO – Este é o papel fundamental, inclusive é um papel da Guarda Civil hoje, com a nova lei federal, o Estatuto Geral das Guardas cobra que a Guarda tenha uma participação mais dinâmica, mais interativa, que tenha um setor de inteligência e saiba compreender este papel. Recentemente estive em Parati vendo as palestras dos escritores e uma coisa que me chamou a atenção foi uma geógrafa que pensava a cidade sob um viés feminino. É uma questão que me passou a minha atenção e vou estudar esta questão, pois uma cidade pensada pelas mulheres é mais inclusiva do que a pensada pelos homens.

JC – Falando na questão da mulher, os índices criminais divulgados, em relação a Rio Claro, apontam para o aumento dos casos de estupro registrados pela polícia. Falta uma rede de apoio a estas mulheres, já que, paralelamente, existe uma luta para reativar a Delegacia da Mulher no município?

VIÉGAS – Entendo que as políticas das mulheres devem ser incentivadas cada vez mais. Acho que a sociedade ainda é extremamente machista. E a mulher ainda é tratada como uma Amélia, além de tudo como um produto. Quando você vê uma campanha publicitária, você infelizmente vê isso, um produto de consumo mesmo, o que é lamentável. Agora, acho que um fator decisivo é a questão da Delegacia de Apoio à Mulher. Muitos casos de estupro nem chegam à polícia por esta dificuldade de acesso. Existe até uma subnotificação. As obras da Delegacia da Mulher estão em fase adiantada e tão logo será inaugurada.

JC – Em relação aos outros tipos de crime, qual vem sendo o papel da Guarda?

VIÉGAS – Entendo que a Polícia Militar e Polícia Civil fazem um bom trabalho em Rio Claro. A Guarda Civil vem trabalhando, em caráter colaborativo, com estas forças policiais. E neste sentido a Guarda vem sempre sendo solicitada. Mas entendo que o papel da Guarda deve ser de policiamento de proximidade, descentralizado, mais próxima da população. Vejo aquele projeto, que iniciamos no passado das bases comunitárias, deve ser retomadas. Este é o papel da Guarda. Percebo, mesmo ainda fazendo um diagnóstico, vejo que a atividade-fim – já que a Guarda, dentro da administração pública, é uma das carreiras mais bem remuneradas atualmente. A Guarda Civil Municipal de Rio Claro é uma das mais bem remuneradas do Estado de São Paulo. Os rendimentos se aproximam aos dos escrivães e investigadores de Polícia. Então a Guarda deve ser cobrada. Ela recebe muito bem, tem uma aposentadoria especial, e agora está na hora do guarda dar uma contribuição maior à população de Rio Claro. Sendo assim, tem que se ocupar em funções-fim, e menos em cargos burocráticos. Então estamos lá, tomando pé da situação. Estou pedindo apoio das demais secretarias, principalmente a de Administração, que forneça servidores administrativos para desonerar a Guarda para ir à atividade-fim. Este é um dos desafios da nova gestão.

JC – A população cobra esta proximidade e a ocupação destas bases comunitárias?

VIÉGAS – É uma cobrança positiva. A população está reconhecendo o papel da Guarda. Lá no Jardim São Paulo, a população fez um investimento e está na razão de cobrar o retorno. Agora, como isso vai ser feito é problema nosso. Como vamos operacionalizá-la. Desde quando assumi, incentivei que o guarda voltasse a estudar, e boa parte já tem nível universitário. Por outro lado, muitos migram para outras carreiras e, com isso, reduziu-se nosso quadro. O problema será amenizado com a desoneração administrativa.

Confira no player abaixo o áudio da entrevista na íntegra.

Motorista envolvido em acidente estava alcoolizado, aponta polícia

Carine Corrêa

Bafômetro constatou que motorista que conduzia carro estava alcoolizado. Homem foi preso em flagrante pelas autoridades
Bafômetro constatou que motorista que conduzia carro estava alcoolizado. Homem foi preso em flagrante pelas autoridades

Depois de ser constatada a presença de álcool no organismo do motorista que se envolveu em um acidente nessa sexta-feira (10), ele foi preso em flagrante pelas autoridades. Anderson Cano Rodrigues, de 22 anos, morreu em um acidente na Rodovia Fausto Santomauro, pista que liga Rio Claro ao município de Piracicaba.

A reportagem do Jornal Cidade fez contato com a Polícia Militar Rodoviária, que afirmou que o motorista do outro veículo envolvido estava alcoolizado. Por esse motivo, ele foi preso em flagrante. O delegado Paulo Nabuco, da Polícia Civil de Rio Claro, confirmou a prisão do motorista.

O acidente ocorreu na altura do quilômetro 2,5, entre o Clube de Campo e um motel situado na pista, por volta das 21h30, Segundo a Polícia Rodoviária, Anderson conduzia uma motocicleta que foi atingida na traseira por um automóvel Cobalt, com placas de Itapecerica da Serra.

O motorista que conduzia o carro e estava alcoolizado seria um homem de 47 anos. Um escrivão informou que o motorista pode ser transferido para Penitenciária de Itirapina na segunda-feira (13).

Décima e penúltima rodada do Amadorzão acontece neste domingo

Matheus Pezzotti

Pelo Grupo B, o líder UPU FC encara o EC Panorama e o Independência FC, o EC Paulistão
Pelo Grupo B, o líder UPU FC encara o EC Panorama e o Independência FC, o EC Paulistão

Neste domingo (12), será realizada a décima e penúltima rodada da primeira fase, com três jogos duplos. Destes, somente um com as duas partidas pela mesma chave. No Grupo A, no Distrital do Panorama, às 8h, jogam Botafogo FC e AA Boa Vista e, às 10h, AA Santa Maria e Minativa FC.

O Distrital do Juventude sediará um jogo de cada chave. Pelo Grupo B, às 8h, o líder UPU FC encara o EC Panorama/Belmare e, às 10h, o CA Juventus joga contra o São Paulinho FC. O mesmo acontece na Lagoa Seca. Pelo Grupo B, às 8h, Independência FC e EC Paulistão se enfrentam e, às 10h, pelo Grupo A, a líder AE Pisos Nice joga contra o CSA Ajapi/Tranenge.

Ainda pelo Grupo B, no Distrital do IX de Julho, às 8h, o Unidos da Vila FC encara o IX de Julho FC/Cidade Nova FC; no Distrital do São Miguel, a AE Ribeirão Claro disputará os três pontos com o EC Novo Wenzel e, às 9h15, no Distrital do Paulistão, jogam AA Santana e EC Vasco da Gama/Max Fort.

Pelo Grupo A, o Juventude FC folgará, assim como o Inter Mãe Preta FC. No Grupo B, o América FC ficará no descanso. Em jogo atrasado da sétima rodada, vitória da AA Santana por 3 a 0 sobre o Unidos da Vila.

Melhorias não estão previstas para áreas verdes

Vivian Guilherme

Áreas estão localizadas em frente à Avenida Marginal 1-JG, próximas à Avenida 5-JG, no Jardim Guanabara I
Áreas estão localizadas em frente à Avenida Marginal 1-JG, próximas à Avenida 5-JG, no Jardim Guanabara I

Duas áreas verdes localizadas no Jardim Guanabara I são refúgio para lazer aos moradores do bairro. Uma delas está localizada entre a Avenida Marginal 1-JG, com a Avenida 5-JG e Rua 8-JG; a outra também margeada pela Avenida Marginal 1-JG fica entre as avenidas 9-JG e 7-JG.

O JC procurou pela nomeação das áreas, se havia em decreto nome para as áreas descritas, entretanto não encontrou nenhuma lei referente aos espaços. A primeira área soma três árvores e uma banca de revistas. Sem bancos, os moradores improvisaram com alguns pedaços de madeira um espaço para se sentar.

No segundo espaço, poucas árvores estão presentes, entretanto o destaque são os diversos brinquedos que estão disponíveis para a comunidade. Apesar da boa conservação do gramado, segundo moradores, a falta de manutenção no playground é um dos problemas apontados, já que os equipamentos são confeccionados em madeira e estão suscetíveis às intempéries.

De acordo com lei aprovada e sancionada este ano pelo Executivo, todos os parquinhos do município devem receber fiscalização, tanto equipamentos em áreas privadas, quanto áreas públicas. O objetivo é evitar acidentes com crianças, como o ocorrido no ano passado com uma criança no bairro Terra Nova.

Segundo informações fornecidas pela assessoria de imprensa da prefeitura de Rio Claro, os locais seguem recebendo manutenção e limpeza periódicas dentro dos serviços da Secretaria de Manutenção e Paisagismo, que atende todas as praças do município em trabalho que é realizado por regiões e acontece ininterruptamente. Sobre melhorias previstas para os locais, a assessoria informa que, por ora, não há novos projetos para essas praças.

Jornal Cidade mostra realidade do Jardim Figueira

Vivian Guilherme

Localizado entre o Jardim Santa Eliza e Jardim das Paineiras, o bairro Jardim Figueira soma pouco mais de seis quarteirões
Localizado entre o Jardim Santa Eliza e Jardim das Paineiras, o bairro Jardim Figueira soma pouco mais de seis quarteirões

O bairro Jardim Figueira nem aparece em alguns mapas de Rio Claro. Localizado entre o Jardim Santa Eliza e o Jardim das Paineiras, o conjunto habitacional possui pouco mais de seis quarteirões. O Jardim Figueira conta com um dos seis ecopontos instalados no município e, em breve, deve abrigar uma Unidade Básica de Saúde.

Para chegar ao local é possível seguir até o final da Avenida Saburo Akamine, entretanto vale ressaltar que o bairro fica em trecho sem asfalto da mencionada via e, portanto, o acesso é melhor pela Avenida 54, que corta o Jardim das Paineiras e o Jardim Paulista 2.

Moradora do bairro há três anos, Adriana Aparecida Fernandes comenta gostar muito do Jardim Figueira, mas ressalta que sente falta de um espaço de lazer. “Falta uma praça e uma academia ao ar livre.”

Já, Emily Fernanda da Silva Rocha, moradora do local há quatro meses, não tem tantos elogios para o bairro. Aguardando o ônibus em pé com uma criança no colo, ela desabafa: “falta um banco para sentar com as crianças para esperar o ônibus, ficar nesse sol ninguém merece. É preciso mudar tudo, porque está feio”.

A comerciante Rosi Rocha diz que se cansou de reclamar. Morando em trecho no entroncamento do Santa Eliza com o Figueira há 20 anos, ela comenta que os problemas são a limpeza dos terrenos e a manutenção da ponte. “A ponte está interditada por causa de pouca coisa, são só algumas tábuas e está virando um transtorno para quem mora nas chácaras do Bom Retiro, ou no Novo Wenzel e Bonsucesso.”

Bairro

O Grupo JC percorre os bairros da cidade e traz um pouco da realidade de Rio Claro para as páginas do Jornal Cidade. Quer o seu bairro aqui? Entre em contato: 9.9942-4100.

Somente 50% das pessoas utilizam cinto de segurança no banco traseiro

Laura Tesseti

Usar cinto de segurança salva vidas
Usar cinto de segurança salva vidas

O acidente que matou o cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada Allana Moraes Coelho, na madrugada do dia 24 de junho, em Goiás, levanta novamente a discussão sobre a importância do uso do cinto de segurança. A informação de que as vítimas estavam sem o cinto foi confirmada pelo motorista do cantor, Ronaldo Miranda, durante depoimento prestado ao delegado Fabiano Jacomelis, que cuida do caso.

Em uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014, o índice de pessoas que não utilizam o cinto é preocupante. O estudo que aconteceu em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que apenas 50,2% da população usa o cinto quando está no banco traseiro de carro, van ou táxi.

Os entrevistados mostram mais consciência quando estão no banco da frente, onde 79,4% das pessoas com 18 anos ou mais dizem sempre usar o item de segurança. Contudo, o cinto na parte traseira do veículo reduz mais o risco de morte, pois, em uma colisão, impede que o corpo dos passageiros seja projetado para frente.

Denise Cristina Zuzzi Mito, coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera de Rio Claro, explica sobre a importância do equipamento. “Usar o cinto evita uma alta porcentagem de mortes. Isso é demonstrado por investigações e estudos realizados até hoje. Não pense que estando no assento traseiro do veículo o risco seja menor; a maioria desses passageiros é lançada para fora do veículo ou projetada de encontro ao assento em colisões e, às vezes, acaba por prejudicar o motorista ou o copiloto, levando a sequelas graves, como traumatismo craniano, hemorragia interna, graves escoriações, múltiplas fraturas ou até a morte.”

“Não importa se você irá fazer um trajeto de curta ou longa distância, se é urbano ou pela rodovia. O uso do cinto é obrigatório, os acidentes são imprevisíveis e o equipamento de segurança é necessário em qualquer local do veículo”, fala o capitão Carrijo Jr., da Polícia Rodoviária. “A responsabilidade para que todos os ocupantes utilizem o cinto é do condutor. O não uso gera cinco pontos no prontuário do condutor e o valor da multa é de R$ 127,69 por pessoa sem o cinto”, finaliza.

Ensino religioso nas escolas: qual conteúdo deverá ser trabalhado?

Vivian Guilherme

Unidades que já trabalham o ensino religioso no país abordam ética, moral e cultura
Unidades que já trabalham o ensino religioso no país abordam ética, moral e cultura

Muito debatido e discutido em Rio Claro, o Plano Municipal de Educação foi sancionado pelo prefeito Du Altimari e divulgado no Diário Oficial no final de junho. Uma vez aprovado pelo Legislativo – em duas tumultuadas sessões camarárias – e promulgado pelo Executivo, o plano segue para a execução de fato, porém não sem antes passar por avaliação da Secretaria de Educação.

Dentre as emendas aprovadas, a que mais chamou a atenção da comunidade foi a inclusão do Ensino Religioso na grade curricular. Questionada sobre o modo como as emendas seriam implantadas efetivamente, a assessoria da prefeitura informou que “as metas e as estratégias do plano serão avaliadas e planejadas”.

Nas redes sociais, muito se debateu sobre o conteúdo dessa nova disciplina. Alguns defendem que todas as religiões devem ser abordadas no processo. Em algumas escolas particulares que já adotaram a disciplina o programa conta com noções básicas de ética, moral e convivência entre os alunos.

Para Pai André, do Templo de Umbanda Vovô Serafim e Ogum Três Espadas de Rio Claro, a questão de religião tem que ser discutida com a família e não na escola. “O jovem na escola tem que aprender a conhecer o seu país, aprender economia, são assuntos mais abrangentes. Temos que entender que o Brasil é um país 100% cristão. Não sou a favor de ensinar religião na escola”, comenta o religioso, que defende o ensino de outra disciplina nas unidades escolares: “sou a favor do ensino de cultura africana nas escolas, o que simboliza o resgate da história e da cultura, é uma questão cultural”.

O padre Antônio Sagrado Bogaz aprova a ideia do ensino religioso, entretanto defende que o conteúdo deve ser focado no fenômeno religioso, e não em doutrinas religiosas. “Não se trata de catequese, que deve ser dada pelas respectivas igrejas, onde seus fiéis participam, se quiserem. Neste caso, o ensino religioso deve ser visto como uma aproximação ética, cultural e humanista do ser humano, como se fosse uma fenomenologia religiosa, sem confessionalidade. Não se trata de ensinar doutrinas particulares das religiões, mas o fenômeno religioso, hoje fundamentado num curso superior chamado ‘ciência das religiões’”, aponta Bogaz.

Na opinião do padre, a inclusão da nova disciplina traz uma proposta de reavaliação dos valores humanos. “Quando observamos os quadros curriculares das escolas, os estudantes são tratados como propostas de progresso e lucro, sem preocupação com os valores humanos. Como consequência disso, temos hoje profissionais e certos cursos superiores que aprendem a manipular o comércio e ganhar dinheiro, mas não têm nenhuma formação ética e humana. Assim, são profissionais mercenários, que não servem o bem comum, mas servem-se da ‘res-pública’ para enriquecimento, tão mais rápido e tanto maior”, acusa o padre.

Para a pedagoga e doutoranda em Educação na Unesp RC, Rosemeire Archangelo, o conteúdo a ser trabalhado no ensino religioso deve se pautar no que diz a legislação. “Não é possível atender apenas uma religião, mas trazer todas as religiões, sem proselitismo. Abordar desde as religiões africanas, cristã, islâmica, deuses venerados pelos indianos, os calendários cristãos, indígenas, maias, entre outras abordagens.

É preciso ficar claro que a legislação não permite abordar apenas um tipo de religião, e que a matrícula deverá ser facultativa para a criança”, comenta a professora que lembra ainda que os vereadores aprovaram a lei e não levaram em conta o impacto financeiro que a implantação do ensino religioso vai causar.  “Além disso, não consideraram as prioridades do PME, como a universalização da pré-escola, aumento de vagas na creche e valorização dos professores”, aponta a pedagoga.

Férias JC: rio-clarense relata viagem pela América do Sul

Lucas Calore

Os meses de junho e julho representam, além do inverno, um período de descanso para muitos trabalhadores e estudantes.

Por conta do clima frio do Hemisfério Sul, muitas famílias procuram aproveitar as características típicas da estação e viajar para lugares que ofereçam roteiros especiais, como o sul do Brasil ou ainda para países vizinhos, onde a neve se faz presente.

Paisagens surpreendentes fizeram parte da rotina do rio-clarense durante quase um mês em viagem pela América do Sul
Paisagens surpreendentes fizeram parte da rotina do rio-clarense durante quase um mês em viagem pela América do Sul

Há também quem não goste de ter que sentir frio, então aproveita para fugir para o Nordeste brasileiro ou países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos e também para outros países da Europa, que estão curtindo o verão.

O projeto Férias JC está de volta para que os leitores enviem registros deste período. Basta tirar uma foto do local para onde foi viajar e enviar por WhatsApp (9-9942-4100) com nome completo, idade, bairro e explicar em poucas linhas sobre a viagem, dando dicas do que se pode fazer naquele destino.

AMÉRICA DO SUL

Recentemente, o rio-clarense Bruno Matunaga (23) resolveu se aventurar por países da América do Sul. Sozinho, fez um mochilão de 25 dias pela Bolívia, Chile e Peru. “Dias vividos intensamente tirando o máximo proveito de todas as cidades por que passei”, diz.

Matunaga conta que durante um ano fez pesquisas de quais roteiros gostaria de seguir e deixou-se influenciar por um sonho de quando era criança: conhecer Machu Picchu, a famosa “cidade perdida dos Incas”, a 2.400 metros de altitude, no Peru.

O quase um mês viajando foi vivido com muita aventura. “Uma viagem para toda a vida, que se iniciou com uma mochila cargueira de 70 litros carregada de equipamentos, mas que retornou carregada de experiência cultural, aprendizado, paisagens deslumbrantes, sede de mais viagens e conhecimento”, orgulha-se.

Clique para ampliar:

Para registrar a viagem, o jovem resolveu tirar fotos inusitadas, pulando em meio a cenários paradisíacos. A ideia veio em conjunto com os amigos que fez durante os percursos.

“Você acaba ficando cansado de aparecer na mesma posição e com fundos diferentes. É a partir daí que começamos a pular, correr e deixar as ideias aparecerem. Eu fiz o básico, mas tem gente que mostra que a criatividade sempre pode ir além”, explica.

>>> CLIQUE AQUI e confira um vídeo gravado pelo rio-clarense com os melhores momentos da viagem

Matunaga conta o que mais lhe marcou durante o roteiro da viagem. “É encantador o Salar de Uyuni (BOL), o Deserto do Atacama (CHI), se aventurar no Downhill (mountain bike) na estrada da morte (BOL), mas a trilha Salkantay (PER) de quatro dias (aproximadamente 60km) para chegar até a cidade sagrada de Machu Picchu foi uma experiência inacreditável. Momentos em que tive que superar os limites físicos e psicológicos, passando por chuva, temperaturas abaixo de zero, altitudes elevadas e rajadas de vento”, conclui.

Ambulantes do Centro temem perder o espaço

Favari Filho

Comerciantes procuraram diversos vereadores de Rio Claro pedindo para que, ao menos, anexassem uma emenda ao projeto
Comerciantes procuraram diversos vereadores de Rio Claro pedindo para que, ao menos, anexassem uma emenda ao projeto

O imbróglio acerca do Projeto de Lei 106/2011, que regulamenta o exercício de comércio ambulante nas vias e logradouros públicos da Cidade Azul, continua com um sem-fim de anseios e opiniões. O caso tem três lados: o da Sepladema – pasta sob os auspícios do PT – que junto da administração peemedebista de Du Altimari querem aprovar o projeto sem incluir de alguma forma os “ambulantes” do Centro; o dos vereadores, que apresentam seguidos pedidos de vistas na hora da votação em uma espécie de mea culpa com os excluídos; e, por fim, o dos comerciantes – alguns que há mais de duas décadas atendem o cidadão rio-clarense – que ocupam espaço no Jardim Público.

É o caso de Mércia Aparecida Bonatti. Há vinte e cinco anos no local, a comerciante revela que a promessa de os ambulantes permanecerem no Jardim Público partiu de Du Altimari e Olga Salomão ainda na campanha eleitoral de 2008. De acordo com Mércia, o prefeito e a vice prometeram que regularizariam a situação dos vendedores, porém, segundo a entrevistada, não foi o que aconteceu e, até hoje, o caso segue sem solução para os “ambulantes” do Centro, que permanecem com receio do futuro incerto.

A comerciante revelou que, junto com os colegas de trabalho com os quais divide o espaço na área central, procurou diversos vereadores pedindo para que, ao menos, anexassem uma emenda ao projeto para que a categoria fosse incluída na lei, contudo nenhum dos representantes legislativos quis ser o emissário daquela classe trabalhadora. “Merecemos um pouco de respeito e o que queremos é apenas uma lei que atenda a nossa categoria. Estamos muito chateados com a atual administração”, desabafou.

Ainda de acordo com Mércia, o prefeito Du Altimari assumiu compromisso verbal para a permanência dos trabalhadores no local até o final de 2016, quando termina o seu mandato, porém não há garantias de prorrogação do acordo depois que a cidade eleger outro prefeito, que pode – e terá de – seguir o que está na lei, ou seja, a exclusão do comércio ambulante entre as Praças XV de Novembro e Tenente Otoniel Marques Teixeira.

O Jornal Cidade tentou contato com Du Altimari através da assessoria de imprensa para saber a sua posição sobre os constantes pedidos de vistas da Câmara, também para opinar sobre o texto do projeto e expor se ainda há a possibilidade de haver uma emenda contemplando os “ambulantes” do Centro. Em nota informou: “O gabinete do prefeito ressalta que o projeto foi preparado pelo Poder Executivo e enviado aos vereadores, aos quais, neste momento, cabe, conforme prerrogativas inerentes ao Poder Legislativo, fazer a análise do texto e emendas que julgarem necessárias”.

Segundo Polícia, motorista de acidente na SP-127 estava alcoolizado

Carine Corrêa

Rapaz de 22 anos morre em acidente na rodovia que liga Rio Claro a Piracicaba
Rapaz de 22 anos morre em acidente na rodovia que liga Rio Claro a Piracicaba

Na noite desta sexta-feira (10), Anderson Cano Rodrigues, de 22 anos, morreu em um acidente na Rodovia Fausto Santomauro, que liga Rio Claro ao município de Piracicaba.

A reportagem do Jornal Cidade fez contato com a Polícia Militar Rodoviária, que afirmou que o motorista do outro veículo envolvido estava alcoolizado.

Por esse motivo, ele foi preso em flagrante. O delegado Paulo Nabuco, da Polícia Civil de Rio Claro, confirmou a prisão do motorista.

O acidente

O acidente ocorreu na altura do quilômetro 2,5, entre o Clube de Campo e um motel situado na pista, por volta das 21h30. Segundo a Polícia Rodoviária, Anderson conduzia uma motocicleta que foi atingida na traseira por um automóvel Cobalt, com placas de Itapecerica da Serra. O motorista que conduzia o carro e estava alcoolizado seria um homem de 47 anos.

 

Rio Claro Basquete acerta com o ala/pivô Teichmann

Matheus Pezzotti

Nesta temporada, Teichmann ajudou Limeira a chegar a sua primeira semifinal do NBB
Nesta temporada, Teichmann ajudou Limeira a chegar a sua primeira semifinal do NBB

O Rio Claro Basquete segue se reforçando e, na noite da última quarta-feira (8), anunciou mais uma contratação.

Trata-se do ala/pivô Guilherme Teichmann, que atuou por Limeira nas duas últimas temporadas. Agora, o time soma 11 jogadores, sendo sete contratados e quatro remanescentes.

Os novos jogadores são o armador Fernando Penna (ex-Paulistano), os alas Dedé Stefanelli (ex-São José) e Nicolas (ex-Limeira) e os pivôs Atílio (ex-Macaé), Daniel Alemão (ex-Mogi das Cruzes) e Tom (ex-Franca Basquete). E os remanescentes são o armador Eric Tatu, os alas Vinícius Pastor e Caio Ranches e o ala/pivô Vinícius Sossai.

Natural de Concórdia (SC), Teichmann tem 31 anos, já teve passagens pela Seleção Brasileira e iniciou a carreira no Vasco da Gama. Depois, passou pelo basquete norte-americano, em Tulsa e, em seu retorno, no Monte Líbano, antes de jogar em Limeira, quando foi campeão estadual em 2008 e disputou a primeira edição do NBB.

Depois foi para o Flamengo por três temporadas e conquistou o vice do NBB 2009/2010 e o título da Liga Sul-Americana de 2009. O ala/pivô de 2,04 m de altura ainda foi para Franca para o NBB 2012/2013, depois retornou para Limeira e, no último nacional, acumulou média de 4,6 pontos e 3,1 rebotes, com pouco mais de 4 minutos em quadra por jogo.

Segundo o técnico Marcelo Tamião, o time visa a fechar o elenco com 12 jogadores. Fontes ligadas à diretoria informaram que este último jogador deve ser o ala Gui Deodato, de Bauru. O jogador tem mais um ano de contrato com o time do técnico Guerrinha, mas busca mais tempo de quadra e, diante disso, as conversações estão adiantadas com o RC Basquete e o anúncio deve ser feito em breve.

Jornal Cidade RC
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