Moradora que teve casa incendiada não consegue resgatar seguro; Caixa se pronuncia

O caso de um incêndio em um apartamento no bairro Chácara Lusa no dia 23 de fevereiro deste ano segue sem solução para a moradora, dona Neuza Antunes de Souza.

Sem saber a quem mais recorrer, ela procurou o Jornal Cidade para relatar o desespero e as dificuldades financeiras quase cinco meses depois da ocorrência.

“Logo depois do que aconteceu, eu procurei os meus direitos até que no dia 6 de abril a seguradora depositou na Caixa o valor para que possa fazer a reforma. Senti um alívio, porém não imaginava que o meu pesadelo ainda estivesse longe de acabar. Tenho uma poupança na Caixa, mas esse dinheiro não foi depositado direto na minha conta. Foi então que eu fui falar com o gerente da agência e ele me informou que neste momento não tem atendimento nenhum para esse fim na habitação. Que só vai poder liberar o dinheiro quando acabar a pandemia”, conta a moradora.

Neuza procurou então a Secretaria de Habitação de Rio Claro, que elaborou uma carta para a agência bancária afirmando que o caso era de urgência, mas mesmo assim o gerente disse que não podia fazer nada: “Alegou que é ordem do governo e que o prazo é indeterminado. Enfim, sigo pagando o financiamento do apartamento de R$ 282,00 sem poder morar nele, mais o condomínio que é de R$ 260,00 e tive que alugar uma casa para levar minha família no Regina Picelli no valor de R$ 400,00. Só eu estou empregada em casa e a minha sorte é que colegas do serviço fizeram uma vaquinha para me ajudar a ter onde morar. Porém o meu medo é que o dinheiro está acabando e nada é resolvido. Tem dias que comemos só arroz e feijão, nem mistura temos na panela”, afirma.

Neuza ainda lamenta estar com todos os orçamentos prontos para começar a obra e ter o dinheiro que foi endereçado a ela parado no banco: “Na época muita gente me ajudou enviando doações porque perdemos muita coisa. Infelizmente volto a ter que pedir pela solidariedade das pessoas”.

CAIXA

Em nota, a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal informou que o imóvel descrito é oriundo do Programa de Arrendamento Residencial – PAR, programa habitacional de interesse social anterior ao Programa Minha Casa Minha Vida. Os imóveis do PAR são de propriedade da União, através do Fundo de Arrendamento Residencial, e assim permanecem até o encerramento dos contratos de arrendamento. Em casos de sinistros de Danos Físicos ao Imóvel – DFI, como o ocorrido no caso informado, as ocorrências são tratadas pela CAIXA em conjunto com empresas administradoras de imóveis, que fazem o atendimento aos arrendatários – neste caso, a empresa Neves, responsável pelo atendimento aos arrendatários na cidade de Rio Claro. Sendo o imóvel de propriedade da União, a CAIXA fica responsável pela realização da recuperação dos danos, motivo pelo qual o valor autorizado pela Seguradora não será disponibilizado à arrendatária.

A CAIXA está fazendo a prospecção de fornecedores e coleta de orçamentos para a realização das obras de recuperação do imóvel citado. Não procede, portanto, o entendimento de que o valor da indenização será liberado para utilização pela arrendatária. A CAIXA esclarece que representantes da administradora Neves, em conjunto com a CAIXA, estão adotando todos os procedimentos para a recuperação do imóvel na forma habilitada pela seguradora. Quanto às parcelas do arrendamento pagas pela Sra. Neuza neste período, será feito o ressarcimento pela seguradora.

Advogado rio-clarense participa de manifestação do Movimento Pró Armas em Brasília

Acontece nesta quinta (9), em Brasília, uma manifestação organizada pelo Movimento Pró Armas, com o objetivo de reivindicar mais liberdade para a população. De acordo com os organizadores do evento, os objetivos do protesto são a garantia de direitos, a tripartição de poderes, o cessamento de hostilidades e uma “segunda emenda” brasileira. Mais detalhes sobre a manifestação estão disponíveis no site proarmas.com

O advogado e atirador esportivo rio-clarense Marcos Miranda é uma das pessoas que participa da manifestação desta quinta. Segundo Miranda, cerca de 10 mil manifestantes estão reunidos em Brasília defendendo uma maior liberdade para os brasileiros.

VÍDEO: Motoristas de ônibus homenageiam colega que morreu de Covid-19

Um cortejo com vários ônibus de uma empresa de transportes chamou a atenção em Rio Claro nesta quinta-feira (09). Reunidos, os profissionais homenagearam o colega de trabalho Fábio Carlos Parisati, que morreu nesta quarta-feira (08) em Rio Claro vítima da Covid-19 aos 45 anos.

O motorista ficou internado durante uma semana num hospital da rede particular de Rio Claro, onde morava e trabalhava. Segundo a viúva, Lucimara Loureiro Parisati, houve um agravamento dos sintomas, Fábio teve que ser entubado e não resistiu à doença. Na profissão há 13 anos, o motorista deixa também dois filhos, um neto e o pai.

“Ele foi um homem muito trabalhador, apaixonado pela profissão, adorava dirigir, viajar, e foi no trabalho que também deixou muitos amigos”, destaca Lucimara, casada com Fábio há 28 anos.

Comovidos com a perda, os amigos decidiram acompanhar o transporte do corpo até a cidade de Fernandópolis, onde aconteceu o sepultamento. O mecânico Luiz Pedro Teixeira Leite, que era colega de trabalho de Fábio e registrou o cortejo em vídeo, falou sobre a perda: “Enquanto houver lembranças sempre haverá saudades, descanse em paz guerreiro, cuide da gente aí de cima”.

‘Hora da aposentadoria está se aproximando’, diz Roger Federer

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A um mês de completar 39 anos, o tenista suíço Roger Federer admitiu, em entrevista para a revista Zeit, que a hora de anunciar a aposentadoria está mais próxima.

Sem citar datas ou fazer previsões, Federer disse que seria mais fácil se despedir agora, enquanto se recupera de uma lesão em meio à pandemia do novo coronavírus, mas que quer continuar competindo enquanto for possível.

“A hora da aposentadoria está se aproximando, e sei que vou sentir falta do circuito. Teria sido fácil me aposentar agora, mas quero continuar me dando a chance de desfrutar do tênis “, disse.

Depois de passar por duas operações no joelho direito durante o primeiro semestre deste ano, Federer já anunciou que só voltará a jogar em 2021. O vencedor de 20 torneios de Grand Slam completa 39 anos no dia 8 de agosto.

“Com minhas cirurgias, tem sido um período importante para mim, para saber se queria continuar. É fácil falar, mas foi um caminho logo para voltar, é preciso ser paciente. Tem sido um tempo de reflexão”, disse.

Secretário explica porque Rio Claro não divulga número sobre leitos de UTI

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o secretário municipal de Saúde de Rio Claro, Maurício Monteiro, responde às cobranças para que a prefeitura divulgue o número total de leitos de Unidade de Terapia Intensiva-UTI em Rio Claro e o índice de ocupação dia a dia, juntamente com o boletim sobre casos de Covid-19.

Argentina registra recorde de 3.604 casos de covid-19 em um dia

Agência Brasil

A Argentina anunciou um recorde diário de 3.604 casos confirmados de covid-19, enquanto lida com infecções crescentes que ameaçam seu sucesso inicial em impedir a propagação do novo coronavírus.

O aumento acentuado, a primeira vez que os casos diários superaram a marca de 3 mil, elevou o número total para 87.030, cinco vezes o número do início de junho, embora ainda bem abaixo das cifras nos vizinhos mais afetados como o Brasil, Chile e Peru.

O governo de centro-esquerda da Argentina impôs um lockdown rigoroso em meados de março, que foi afrouxado na maior parte do país, mas ampliado e reforçado no fim do mês passado na capital Buenos Aires e seus arredores devido a um aumento nos casos.

O número de mortos na Argentina devido à pandemia é de 1.694.

O impacto do novo coronavírus atingiu a economia do país sul-americano, em recessão há dois anos e lutando para resolver uma dolorosa crise da dívida. Os economistas preveem uma contração econômica de 12% para 2020.

Bolsonaro sanciona lei que garante prioridade de testagem a profissionais essenciais

RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) –

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou nesta quinta-feira (9) um projeto de lei que garante aos profissionais essenciais no combate à pandemia do coronavírus prioridade para a realização de testes de detecção da Covid-19. A norma vale para os profissionais que tiverem contato direto com casos confirmados ou suspeitos da doença.
O presidente sancionou integralmente o texto aprovado em junho pelo Congresso Nacional, que também prevê a extensão da prioridade para trabalhadores essenciais na manutenção da ordem pública.
Pela lei recém-sancionada, o poder público e empregadores passam a estar obrigados a fornecer aos profissionais essenciais, gratuitamente, os EPIs (equipamentos de proteção individual) recomendados pela Anvisa. A obrigação vale para os profissionais “que estiverem em atividade e em contato direto com portadores ou possíveis portadores do novo coronavírus, considerados os protocolos indicados para cada situação”.
Também estabelece que os trabalhadores essenciais deverão ser “tempestivamente tratados e orientados sobre sua condição de saúde e sobre sua aptidão para retornar ao trabalho.”
O objetivo da norma é estabelecer obrigações para que governo e empresas adotem medidas para “preservar a saúde e a vida de todos os profissionais considerados essenciais ao controle de doenças e à manutenção da ordem pública.”
A redação elenca os profissionais considerados essenciais.
Estão na lista médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais especialistas envolvidos em processos de reabilitação; psicólogos, assistentes sociais, policiais, bombeiros e membros das Forças Armadas; vigilantes que trabalhem em unidades de súde, agentes comunitários de saúde, coveiros e demais trabalhadores funerários; profissionais de limpeza, aeronautas, aeroviários e controladores de voo, motoristas de ambulância e servidores públicos que atuem na área de saúde, entre outros.
Profissionais essenciais contra o coronavírus Também são considerados essenciais outros profissionais que trabalhem ou sejam convocados a trabalhar em unidades de saúde durante a emergência sanitária ou que tenham contato com pessoas ou materiais que gerem risco de contaminação pela Covid-19.
O projeto sancionado por Bolsonaro é de autoria de deputados federais, que o propuseram no inicio de abril.
Recentemente, Bolsonaro sancionou outros textos que tratam de medidas de proteção durante a pandemia, mas vetos realizados pelo presidente geraram críticas.
Nesta semana, Bolsonaro sancionou um projeto que trata de medidas de proteção social para prevenção de contágio e disseminação do coronavírus, em territórios indígenas. Mas ele vetou a obrigação de o governo fornecer água potável, higiene e leitos hospitalares a indígenas.
No final da semana passada, ao analisar um projeto sobre o uso de máscaras de proteção facial em ambientes públicos, Bolsonaro vetou um dispositivo que tornava obrigatório o uso do equipamento em igrejas, comércios e escolas.

Nascidos em abril podem sacar primeira parcela de auxílio hoje

Agência Brasil

Cerca de 400 mil beneficiários do auxílio emergencial, contemplados no terceiro lote do benefício, podem sacar hoje (9) os recursos da primeira parcela. O saque está liberado para os nascidos em abril.

O auxílio, com parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), foi criado para reduzir os efeitos da crise econômica causada pela pandemia de covid-19. A liberação do saque e a transferência da poupança social da Caixa para outros bancos estão sendo feitas de acordo com o mês de nascimento dos beneficiários. Os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas.

O calendário de saque segue o seguinte cronograma: segunda-feira (6) foi a vez dos nascidos em janeiro; terça-feira (7), nascidos em fevereiro, quarta-feira (8), nascidos em março; na quinta-feira (9), nascidos em abril; na sexta-feira (10), nascidos em maio; no sábado (11), nascidos em junho; na segunda (13), nascidos em julho; na terça-feira (14), nascidos em agosto; na quarta-feira (15), nascidos em setembro; na quinta-feira (16), nascidos em outubro; na sexta-feira (17), nascidos em novembro; e no sábado (18), nascidos em dezembro. No total, o saque será liberado para cerca de 4,8 milhões de pessoas.

Dividido entre cidades, bairro é autorizado a reabrir pela metade em São Paulo

LUCAS LANDIN
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Cidade Kemel vive uma situação inusitada. Dividido entre as cidades de Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e o distrito do Itaim Paulista, em São Paulo, o bairro está cortado ao meio por duas fases da quarentena decretada pelo governo do estado por conta da Covid-19.
A avenida Kemel Addas, uma das principais do bairro, tem sido o símbolo dessa divisão. De um lado da via, comércios como bares, restaurantes e salões de beleza estão autorizados a reabrir, mas, do outro, devem permanecer fechados.
Na parte que pertence a capital, o Plano São Paulo prevê a fase amarela, que permite uma reabertura mais flexível do comércio e dos serviços desde segunda-feira (6).
No caso da área que pertence aos municípios do Alto Tietê, a fase é a laranja, mais restrita, e que permite que apenas grandes estabelecimentos, como shoppings, voltem a funcionar. Na prática, porém, moradores têm questionado como essas medidas são aplicadas.
“Isso aí é tiração, né? Quer dizer que o coronavírus não atravessa a rua?”, questiona o instalador de gesso Gustavo Correia, 25, na parte pertencente a Poá do bairro. “Enquanto lá for proibido, eu atravesso a rua e venho cortar o cabelo aqui”, brinca.
Para completar, o governo do estado sugeriu que uma das cidades, Itaquaquecetuba, volte a ter uma quarentena mais rigorosa, na fase vermelha. Se a situação for adotada, o Kemel terá de viver três tipos de quarentena oficialmente.
O motivo é que Itaquaquecetuba teve taxa de ocupação de UTIs de 95% até o começo desta semana. A situação das vagas nos serviços de saúde, segundo o governo do estado, é um dos principais critérios para entender se haverá reabertura.
ORIGENS
A divisão em quatro cidades começou nas origens do bairro. O Cidade Kemel surgiu no início dos 1950, quando o imigrante Massud Addas, e seu filho, Kemel Addas, transformaram uma antiga fazenda de uva itália num extenso loteamento urbano, tão extenso que recebeu o nome de “Cidade”.
A cidade dos Addas nasceu dividida entre outros dois municípios reais: São Paulo e Poá.
Em 1953, com a emancipação de Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, e com a perda de terrenos de Poá para essas duas cidades, o bairro passou a pertencer a quatro municípios, o que até hoje causa confusões e conflitos, como se observa agora com a quarentena.
Na região, é comum a circulação entre os limites municipais. O centro comercial do Kemel fica na capital, e muitos moradores vão até lá para utilizar serviços, fazer compras, e principalmente, para acessar os ônibus da SPTrans rumo às estações Jardim Romano e Itaim Paulista da CPTM.
Como todo esse centro comercial fica dentro do município de São Paulo, e cerca de 500 metros da divisa com as cidades vizinhas, ele pode ser facilmente acessado por pessoas que, em tese, deveriam estar em uma quarentena mais restrita.
Apesar da proibição, também é comum ver salões de beleza e bares funcionando nas partes de Itaquaquecetuba e Poá do bairro, sobretudo fora das principais avenidas.
“Ninguém quer perder dinheiro, e eu preciso trabalhar também”, desabafa o dono de um bar nas proximidades do terminal Cidade Kemel da EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), já em Poá. O dono do estabelecimento, que preferiu não ser identificado, deixa o local funcionando com a porta entreaberta para evitar multas.
O Condemat (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), órgão que reúne os prefeitos da região do Alto Tietê, que inclui Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos, afirmou que irá questionar o governo do estado sobre a permanência dessa região na fase laranja do Plano São Paulo.
Em nota, o Consórcio afirma que a região está pronta para avançar a fase amarela do plano, e que teme que a economia regional seja prejudicada com a flexibilização na capital.
Já o governo do estado afirma que “segue regras pré-estabelecidas pelo Centro de Contingência do Coronavírus, que são pautadas na ciência e na saúde”, e que os municípios precisam observar as regras de abertura estabelecidas pelo Plano São Paulo.
REABERTURA POLÊMICA
A reabertura dos comércios tem causado polêmica desde o início na região metropolitana, em parte pelo questionamento da proximidade entre os municípios e a circulação de moradores entre eles.
Iniciado em 1º de junho, o Plano São Paulo inicialmente deixou apenas a capital numa fase menos restrita, excluindo os demais 38 municípios.
Após pressão dos prefeitos, o governador João Doria (PSDB) anunciou que passaria a adotar a divisão das cinco regiões da Grande São Paulo para avaliar o avanço da Covid-19 e as medidas de retomada.
Nas últimas semanas, a capital passou para a fase amarela junto com as sete cidades do Grande ABC e as sete da região Sudoeste (onde fica Taboão da Serra, Cotia e Embu das Artes).
Além do Alto Tietê, as regiões Oeste (Osasco e Barueri) e a Norte (Mairiporã e Franco da Rocha), seguem na fase laranja por conta do número de casos e da ocupação dos leitos. Na próxima sexta-feira (10), a gestão deve reavaliar a situação dos municípios.
CASOS DE COVID-19 NAS CIDADES
Ferraz de Vasconcelos: 837 casos, 85 mortes
Poá: 702 casos, 61 mortes Itaquaquecetuba: 1.374 casos, 145 mortes
Itaim Paulista: 187 mortes e mortes suspeitas por Covid-19
REGIÃO DO ALTO TIETÊ
A região leste da Grande São Paulo, o Alto Tietê, é composta por dez municípios: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Santa Isabel, Salesópolis e Suzano.
População total 3.031.955
Casos confirmados: 19.338 Mortes: 1.491
Fonte: Prefeituras da região

Coronavírus já infectou quase 50 na cúpula da política

RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) –

Ao menos 7% das pessoas que ocupam os principais cargos políticos do país já foram contaminadas com a Covid-19.
Além do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), 65, que anunciou na terça-feira (7) estar com a doença, o coronavírus já infectou dois ministros de Estado, 8 dos 27 governadores, cinco prefeitos de capital e pelo menos 31 dos 594 deputados federais e senadores.
Até o momento, a maioria desses 47 políticos afirma já ter se curado. Não houve mortes no grupo.
Entre os pelo menos 23 que se infectaram na Câmara, está o deputado federal Christino Aureo (PP-RJ), que anunciou o resultado positivo em 24 de junho, nas redes sociais. Dois dias depois, também na internet, registrou a morte do pai, vítima do novo coronavírus.
“Amigas e amigos, comunico que, apesar de toda a luta, hoje meu pai fez a sua passagem. Tenho convivido ao longo da minha vida com muitas pessoas e aprendido com elas, mas foi com meu pai que aprendi as bases de tudo o que eu sou”, escreveu o deputado.
Outro, o deputado Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), negacionista das teses mais consensuais da ciência relativas à doença, diz que chegou a pensar em gravar um vídeo de despedida da família, conforme relatou a coluna Painel.
Um dos mais recentes a anunciar ter contraído a doença, o deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ), que é jovem (tem 35 anos), foi um dos que comentaram o anúncio feito por Bolsonaro na terça.
“Como sabem, superei a Covid-19. Mesmo com sintomas moderados, foi difícil suportar as dores e o isolamento total. Não deseje esse mal a ninguém. Por mais que ele tenha zombado da doença, talvez agora repense atitudes. Deus abençoe o chefe do poder em exercício no Brasil.”
No Senado, oito parlamentares tiveram a confirmação da Covid-19, entre eles o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), 43, um dos primeiros a se contagiar. Ele já está recuperado.
Dos governadores, o mais recente a anunciar teste positivo foi o de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), 52, no dia 1º de julho.
Entre os prefeitos de capital, os tucanos Bruno Covas (São Paulo), 40, e Arthur Virgílio Neto (Manaus), 74, estão entre os que foram infectados.
Responsável por uma das cidades mais afetadas no país pela Covid, Virgílio foi transferido na segunda-feira (6) para o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após seis dias de internação.
Em vídeo divulgado em um leito do hospital paulistano, na noite de terça, o tucano disse que a fase pior já passou. “Agora é ter paciência, fazer fisioterapia, tomar os remédios adequados e voltar para a luta, que é o que desejo.”
Até agora, dois deputados estaduais morreram vítimas da Covid-19: Gil Vianna (PSL-RJ), 54, no dia 19 de maio, e José Gentil (Republicanos-MA), 80, em 15 de junho.
Alguns prefeitos de cidades do interior também morreram, entre eles dois de São Paulo: Rodrigo Aparecido Santana Rodrigues (DEM), 35, de Santo Antônio do Aracanguá, no dia 26, e Antônio Carlos Vaca (PSDB), 73, de Borebi, no dia 20.
Nesta quarta-feira (8) morreu, também em decorrência da Covid-19, o prefeito de Santana do Ipanema (AL), Isnaldo Bulhões (MDB), 78.
Não há, por ora, registro público de que algum dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal tenha contraído o novo coronavírus.

Veja a seguir lista de políticos infectados.

Executivo federal
Jair Bolsonaro, presidente da República
Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional
Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia

Governadores
Wilson Witzel (PSC-RJ)
Helder Barbalho (MDB-PA)
Renan Filho (MDB-AL)
Paulo Câmara (PSB-PE)
Antonio Denarium (PSL-RR)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Carlos Moisés (PSL-SC)
Mauro Mendes (DEM-MT)

Prefeitos de capital
Roberto Cláudio (PDT), de Fortaleza
Edvaldo Nogueira (PDT), de Aracaju
Arthur Virgílio Neto (PSDB), de Manaus
Bruno Covas (PSDB), de São Paulo
Firmino Filho (PSDB), de Teresina

Senadores
Davi Alcolumbre (DEM-AP), Nelsinho Trad (PSD-MS), Prisco Bezerra (PDT-CE), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rogério Carvalho (PT-SE), Carlos Fávaro (PSD-MT), Jayme Campos (DEM-MT)

Deputados federais
Roberto Pessoa (PSDB-CE), Silas Câmara (Republicanos-AM), Ricardo Barros (PP-PR), Marx Beltrão (PSD-AL), Luiz Lima (PSL-RJ), Daniel Freitas (PSL-SC), Aluisio Mendes (Pode-MA), Misael Varela (PSD-MG), Luís Tibé (Avante-MG), Pastor Eurico (Patriota-PE), Cezinha de Madureira (PSD-SP), General Girão (PSL-RN), José Priante (MDB-PA), Elcione Barbalho (MDB-PA), Diego Andrade (PSD-MG), Daniel Silveira (PSL-RJ), Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), Junior Bozzella (PSL-SP)
Marcio Marinho (Republicanos-BA), Wladimir Garotinho (PSD-RJ), Fabio Reis (MDB-SE), Evandro Roman (Patriota-PR) e Christino Aureo (PP-RJ

Jornal Cidade RC
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