A partir de hoje, radar fixo ou portátil não poderão ficar escondidos

A partir de hoje (1º), radares fixos ou portáteis deverão ser precedidos de sinalização e não podem ficar escondidos nas vias. A Resolução nº 798, publicada em setembro pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), entrou em vigor.

Com a resolução, o Contran, órgão vinculado ao Ministério da Infraestrutura, pretende privilegiar o caráter educativo, em vez do meramente punitivo, em suas fiscalizações ostensivas no trânsito.

A Resolução 798 apresenta regras e critérios técnicos para instalação e uso de radares fixos ou portáteis, de forma a evitar que sejam instalados em locais pouco visíveis. A norma determina que os locais em que houver fiscalização de excesso de velocidade por meio de medidores do tipo fixo sejam precedidos de sinalização, de forma a garantir a segurança viária e informar, aos condutores, a velocidade máxima permitida para o local.

Entre as mudanças implementadas estão também a proibição do uso de equipamentos sem dispositivo registrador de imagem; a restrição do uso do radar do tipo fixo redutor em trechos críticos e de vulnerabilidade de usuários da via, especialmente, pedestres, ciclistas e veículos não motorizados; e a publicação da relação dos trechos e locais aptos a serem fiscalizados nos sites da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via.

Fonte: Agência Brasil

Eleições: candidatos agora só podem ser presos em flagrante

Desde sábado (31), nenhum candidato às eleições 2020 pode ser preso ou detido, a não ser em casos de flagrante.

Segundo o Código Eleitoral, a imunidade para os concorrentes começa a valer 15 dias antes da eleição. Já eleitores não poderão ser presos cinco dias antes das eleições, ou seja, a partir do dia 10, exceto em flagrante delito; em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável; e por desrespeito a salvo-conduto.

A regra para ambos os casos vale até 48 horas antes depois do término do primeiro turno.

Ainda pelo calendário eleitoral, hoje também é o último dia para a requisição de funcionários e instalações destinadas aos serviços de transporte de eleitores no primeiro e eventual segundo turnos de votação. 

Este ano por causa da pandemia do novo coronavírus uma emenda constitucional, aprovada pelo Congresso Nacional, adiou as eleições de outubro para 15 e 29 de novembro, o primeiro e o segundo turno, respectivamente.

Fonte: Agência Brasil

Covid-19: Brasil alcança 4.972.898 milhões de pessoas recuperadas

Brasil já registra mais de 4,9 milhões de pessoas curadas da Covid-19. No mundo, estima-se que pelo menos 29 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram. O número de pessoas curadas no Brasil é superior à quantidade de casos ativos (402.823), que são os pacientes em acompanhamento médico. O registro de pessoas curadas já representa a grande maioria do total de casos acumulados (89,8%). As informações foram atualizadas às 19h deste sábado (31/10) e enviadas pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde. 

A doença está presente em 99,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.447) possuem entre 2 e 100 casos. Em relação aos óbitos, 4.700 municípios tiveram registros (84,4%), sendo que 650 deles apresentaram apenas um óbito confirmado. 

O Governo do Brasil mantém esforço contínuo para garantir o atendimento em saúde à população, em parceria com estados e municípios, desde o início da pandemia. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas, além de promover e prevenir a saúde da população. 

Dessa forma, a pasta tem repassado verbas extras e fortalecido a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com envio de recursos humanos (médicos e profissionais de saúde), insumos, medicamentos, ventiladores pulmonares, testes de diagnóstico, habilitações de leitos de UTI para casos graves e gravíssimos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) para os profissionais de saúde. 

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 177,3 bilhões, sendo que desse total foram R$ 133,1 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 44,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 23,7 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 301,5 milhões de EPI, mais de 15,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus. 

O Ministério da Saúde, em apoio a estados e municípios, também tem ajudado os gestores locais do SUS na compra e distribuição de ventiladores pulmonares, sendo que já entregou 11.661 equipamentos para todos os estados brasileiros. 

As iniciativas e ações estratégicas são desenhadas conforme a realidade e necessidade de cada região, junto com estados e municípios, e têm ajudado os gestores locais do SUS a ampliarem e qualificarem os atendimentos, trazendo respostas mais efetivas às demandas da sociedade. Neste momento, o Brasil registra 5.535.605 casos confirmados da doença, sendo 18.947 registrados nos sistemas nacionais nas últimas 24h.

Em relação aos óbitos, o Brasil possui 159.884 mortes por coronavírus. Nas últimas 24h, foram registrados 407 óbitos nos sistemas oficiais, sendo que 252 óbitos ocorreram nos últimos três dias. Outros 2.304 permanecem em investigação. 

Fonte: Ministério da Saúde

Pesquisa revela aumento da ansiedade entre brasileiros na pandemia

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) nos meses de maio, junho e julho deste ano revela que 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa na pandemia do novo coronavírus. A pesquisa, que ouviu com 1.996 pessoas maiores de 18 anos de idade, foi divulgada nas redes sociais.

“A principal conclusão da pesquisa foi que, nesse período de pandemia, as pessoas desenvolveram ou aumentaram – quem já tinha – sintomas de estresse, ansiedade ou depressão. Isso foi bem marcante, até porque, quando se comparam os nossos dados com os de outros países, como Itália e China, 80% da população da nossa amostra chegaram a reportar sintomas moderados a graves de ansiedade e 68%, depressão”, disse à Agência Brasil a professora da UFRGS Adriane Ribeiro Rosa, coordenadora da pesquisa.

Em média, nos outros países, o índice é de 30%. Para Adriane, isso tem a ver com questões socioeconômicas e culturais, como renda e escolaridade, que tendem a ser mais baixas no Brasil. “É um fator que agrava sintomas relacionados à saúde mental. A gente sabe que, se os níveis de escolaridade e de renda são bons, funcionam como proteção. Mas, se são ruins, fazem o efeito contrário”, disse a professora.

Farmacêutica de formação e com mestrado e doutorado na área de psiquiatria, Adriane explicou que os transtornos psiquiátricos têm na base o estresse. “E o que se está vivendo nesses meses é uma situação de estresse. Aí, é óbvio, vai haver um grupo que consegue lidar com essa situação, chamado resiliente, e um grupo mais suscetível, que acaba adoecendo, ou apresentando essa sintomatologia”.

Outros transtornos

A pesquisa mostrou também que 65% dos entrevistados têm sentimento de raiva; 63% sintomas somáticos, que podem ser sensação de dor, mal-estar gástrico, qualquer coisa orgânica resultante de um quadro de ansiedade; e 50% tiveram alteração do sono.

Adriane destacou que a equipe multidisciplinar de pesquisadores do Laboratório de Psiquiatria Molecular da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre identificou as características do grupo que apresenta mais sintomatologia. “São as mulheres, os mais jovens, os de menor renda e menor escolaridade, e os que já tinham alguma história prévia de doença psiquiátrica”, revelou a professora.

Este foi o primeiro estudo brasileiro com o propósito de rastrear a prevalência de sintomas psiquiátricos na população brasileira em função da pandemia publicado em revista internacional, o Journal of Psychiatric Research (Covid-19 and Mental Health in Brazil: Psychiatric Symptoms in the General Population”).

Segundo Adriane, os dados servem para chamar a atenção para o fato de que a covid-19 não ataca só o pulmão e a respiração, tendo também sequelas emocionais. “Disso, a gente já sabe de estudar pandemias passadas. Tais sintomas podem inclusive persistir. Não é algo que vai acabar quando acabar a pandemia. Uma pessoa que tenha um quadro de ansiedade ou depressão pode continuar com esse quadro por um longo período.”

A coordenadora da pesquisa da UFRGS) ressaltou a necessidade de alertar os órgãos governamentais e os responsáveis pela saúde privada para que essas pessoas sejam atendidas. Para Adriane, o impacto da pandemia na saúde mental deve ser considerado crise de saúde pública. Ela não descartou a possibilidade de nova pesquisa mais à frente, quando a situação estiver mais tranquila e já existir a vacina contra a covid-19, para que se possa fazer um comparativo do quadro durante e após a pandemia.

Fonte: Agência Brasil

Eleições: Perissinotto lidera pesquisa a prefeito, aponta JC/Statsol

O candidato a prefeito de Rio Claro, Gustavo Perissinotto (PSD), aparece numericamente à frente dos adversários na mais recente pesquisa de intenção estimulada de voto encomendada pelo Jornal Cidade ao instituto Statsol. No cenário espontâneo, Perissinotto também foi o nome mais citado. O atual prefeito João Teixeira Junior (DEM), candidato à reeleição, lidera a pesquisa estimulada de rejeição. Confira os resultados no vídeo e mais detalhes na edição impressa do JC deste domingo, dia 1º de novembro.

Aposta online leva prêmio de R$ 53 milhões da Mega-Sena

O prêmio de R$ 53.047.796,53 do concurso 2314 da Mega-Sena irá para uma aposta feita por meio do internet banking da Caixa. Confira as dezenas premiadas:

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O sorteio foi feito na noite deste sábado (30), em São Paulo.

O concurso também teve 105 apostas vencedoras na quina.

Cada uma delas ganhará R$ 41.171,63. A quadra, por sua vez, teve 7.551 apostas certeiras, sendo que cada um dos sortudos embolsará R$ 817,87.

O próximo concurso (2.315) será na quarta-feira (4). O prêmio é estimado em R$ 22 milhões.

Fonte: Agência Brasil

Monitoramento na Mata Atlântica busca salvar onça-pintada

As onças-pintadas, antas e queixadas da Serra do Mar vão participar de um dos maiores monitoramentos de mamíferos de grande porte já feitos no bioma Mata Atlântica e o primeiro em larga escala realizado na região. O Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar tem o objetivo de gerar dados para subsidiar planos de conservação da anta (Tapirus terrestris), da queixada (Tayassu pecari) e da onça-pintada (Panthera onca).

O projeto será lançado oficialmente no dia 5 de novembro, em evento online nos perfis do Facebook https://www.facebook.com/grandesmamiferosdaserradomar e do Instagram https://www.instagram.com/grandesmamiferosdaserradomar/

O diferencial do programa é o monitoramento em larga escala. São 17 mil quilômetros quadrados (km²) de atuação nos estados de São Paulo e Paraná – uma área equivalente a 11 cidades paulistas –, que integram o território da Grande Reserva da Mata Atlântica, o maior remanescente contínuo de Floresta Atlântica preservada do país.

A implementação de um programa de monitoramento de grandes mamíferos em larga escala é importante para apoiar tomadores de decisão nas ações de proteção e manejo a nível territorial em um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do país e tem o potencial de engajar a sociedade civil nas ações de conservação, por meio de uma estratégia de ação multi-institucional e colaborativa, afirma o responsável técnico do Programa e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Roberto Fusco, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e pós-doutorando na Universidade Federal do Paraná.

Os resultados esperados desse programa permitirão o acesso em tempo real às informações sobre distribuição de grandes mamíferos para poder identificar processos de recuperação ou declínio populacional ao longo da região; usar fotografias e vídeos obtidos por armadilhas fotográficas para gerar entusiasmo e apoio público; manter uma rede ampla de pessoas e instituições colaborando no monitoramento de grandes mamíferos mediante armadilhas fotográficas e pegadas; facilitar e ampliar a obtenção dos dados de ocorrência das espécies, através da ciência cidadã, com o desenvolvimento de um aplicativo de celular; oferecer recomendações de manejo aos gestores das unidades de conservação (UCs) públicas e privadas da região e auxiliar na realização das ações previstas nos planos nacionais para conservação de mamíferos (PANs) de mamíferos ameaçados de extinção.

O programa é realizado pelo Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) e Instituto Manacá, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, WWF-Brasil e dobanco ABN AMRO, e com a parceria da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Fundação Florestal, do Legado das Águas – Reserva Votorantim, da Fazenda Elguero, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (PPG ECO – UFPR) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo Roberto Fusco, que é responsável técnico pelo programa, ao lado das pesquisadoras Bianca Ingberman e Mariana Landis, a iniciativa surgiu da necessidade de uma agenda integrada para monitoramento e conservação de grandes mamíferos. Isso porque o resultado de 15 anos de pesquisa na região indicou que tais espécies estão mais presentes em locais mais elevados e remotos, deixando muitas áreas de floresta demograficamente vazias de grandes mamíferos, inclusive em unidades de conservação.

“A preocupação com a ausência desses animais é pela viabilidade a longo prazo das espécies, que já estão ameaçadas de extinção. É um sinal de alerta. Grandes mamíferos necessitam de áreas extensas para sobreviver, são extremamente vulneráveis à perda de habitat e à pressão da caça, sendo os primeiros a desaparecer. A proposta, portanto, é oferecer dados robustos e de qualidade que indiquem onde essas espécies estão, se elas estão diminuindo, ou aumentando, e como estão ocupando o território”, explica Fusco.

O monitoramento integrado em larga escala de espécies ameaçadas gera informações para planejamento de conservação e ajuda a criar estratégias mais efetivas para proteção e recuperação das populações desses animais. Além disso, o volume e a qualidade dos dados influenciam diretamente na efetividade das ações, possibilitando uma visão mais ampla e integrada, diz a pesquisadora Bianca Ingberman, doutora em ecologia e conservação pela Universidade Federal do Paraná.

“Para a Grande Reserva Mata Atlântica, uma das regiões mais exuberantes e biodiversas do mundo, o programa visa contribuir de forma significativa com dados e informações para subsidiar o planejamento e estratégias de proteção e recuperação das populações de grandes mamíferos, espécies que são essenciais para o equilíbrio do ecossistema. E, uma vez que a floresta esteja saudável, continuará fornecendo os serviços ecossistêmicos que garantem bem-estar e qualidade de vida à sociedade, principalmente a disponibilidade hídrica e a regulação do clima”, acrescenta Bianca.

O bom manejo e conservação de áreas naturais atrai oportunidades de benefício socioeconômico para a região. “A Serra do Mar tem grande potencial econômico. O turismo de natureza é um exemplo. Pode gerar emprego e renda, valorizando a vocação local e mantendo a floresta em pé. São planos de manejo e de conservação bem fundamentados que catalisam essas oportunidades. Além disso, essas áreas podem receber investimento de empresas para projetos de conservação, uma prática que gera reputação e que tem atraído investidores de todo o mundo. A conservação, embasada na ciência, então, se torna um negócio com benefício mútuo”, destaca Mariana Landis, pesquisadora do Instituto Manacá e doutoranda em ecologia aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo.

Para o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Robson Capretz, a Grande Reserva Mata Atlântica tem grande potencial para contribuir com o desenvolvimento regional baseado no turismo em áreas naturais e em negócios de impacto positivo ao meio ambiente.

“Informações sobre as espécies que habitam a região e práticas efetivas de conservação são essenciais para embasar atividades turísticas responsáveis e sustentáveis, que também prezem pela proteção da natureza”, diz Capretz. Para ele, outro ponto importante é que a presença em grande densidade dessas três espécies indica ótimo status de conservação dos habitats, já que elas são bem territorialistas e seletivas.”

Frentes de ação

O Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar atua em quatro frentes de ação: monitoramento, com coleta de dados de maneira científica e sistemática; planejamento de conservação, para apoiar os tomadores de decisão nas ações de proteção e manejo; sensibilização, para gerar mais conhecimento e valorização da fauna da Mata Atlântica por toda a sociedade e, por fim, a rede de monitoramento.

Esta frente é uma estratégia de ação multi-institucional e colaborativa com o objetivo de integrar e fortalecer os trabalhos de preservação na área por meio da articulação de diferentes atores (gestores, pesquisadores, população local, praticantes de ecoturismo, montanhistas) dentro de uma agenda comum de monitoramento e conservação de espécies ameaçadas presentes na Grande Reserva Mata Atlântica.

Nos estudos que antecederam a criação do programa, também liderados pelo IPeC, a participação de moradores da região gerou resultados: além de contribuir no mapeamento local de ocorrência das espécies, eles ajudaram os pesquisadores a chegar a áreas montanhosas de difícil acesso. Foi assim que a equipe conseguiu, em 2018, registrar, por meio de armadilhas fotográficas, as primeiras onças-pintadas (um casal) na Serra do Mar paranaense e mais um indivíduo macho no ano seguinte.

“Esse fato mudou o status de ocupação da espécie na região, reafirmando que a Serra do Mar no Paraná – que antes do registro era considerada como não ocupada por esse animal – necessita, sim, de investimento em conservação e mais políticas de proteção para a onça-pintada. Com o programa, em uma área muito maior e com mais parceiros, por meio da rede de monitoramento, estamos confiantes de que teremos resultados tão expressivos quanto esse”, diz Fusco. O auxílio de moradores na coleta de dados faz parte do processo de ciência cidadã, importante para o engajamento da sociedade e para o entendimento de como funciona, de fato, uma pesquisa científica, acrescenta.

População local

A frente de atuação sensibilização é feita por meio das redes sociais e da tecnologia. As imagens obtidas em campo com a tecnologia das armadilhas fotográficas são transformadas em conteúdo com conhecimento sobre a Mata Atlântica e sua diversidade, em uma linguagem acessível e cativante, afirma Fusco. “Há alguns anos, obter imagens de animais livres no habitat, mostrando a sua natureza, o seu comportamento, era praticamente impossível, com custos astronômicos. Hoje, qualquer pessoa com um celular, pode conhecer o ‘cotidiano’ de uma onça-pintada na floresta, por exemplo. Vídeos feitos nas câmeras mostram os animais brincando, comendo, as fêmeas com os seus filhotes, ou seja, realmente livres. Essas imagens, portanto, acabam tendo um poder muito grande de sensibilização, gerando um sentimento de querer proteger aquela floresta onde vive aquele animal que viram no vídeo.”

Adicionalmente, pelas redes sociais, as pessoas poderão acompanhar como é uma unidade de conservação e quais são as atividades e ações ali desenvolvidas. “Pessoas bem engajadas com conhecimento e informação, fazem escolhas melhores e mais conscientes, tendo consequências diretas na conservação da biodiversidade brasileira”, finaliza Fusco. 

Atualmente, a rede de monitoramento conta com cerca de 20 membros, que contribuem com levantamento de dados, equipes e outros recursos. Um dos membros é Caio Pamplona, chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Antonina-Guaraqueçaba, do ICMBio, que reforça a importância da parceria. “É um importante passo na proteção do maior contínuo de Mata Atlântica preservada do país. Para as espécies, é parte de um trabalho decisivo, principalmente para a onça-pintada, visto que a estimativa é de uma população de apenas 250 indivíduos e que, se nada for feito, em 60 anos, podem desaparecer completamente do bioma. Integrar e distribuir esses dados em rede será um grande diferencial para ações coordenadas e efetivas. Estamos felizes em contribuir”, afirma Pamplona.

Mamíferos brasileiros

O Brasil é o país com maior riqueza de mamíferos conhecidos no mundo. São 701 espécies, das quais mais de 10% estão oficialmente ameaçadas de extinção. Desse total, 90 espécies são endêmicas à Mata Atlântica, ou seja, só ocorrem nesse bioma, explica Fusco. 

Mamíferos de grande porte como a onça, o porco-do-mato, a anta, o veado e a capivara, entre outros, sofrem com a perda de habitat e pressão de caça. Os grandes mamíferos herbívoros, como a anta e a queixada, são essenciais para a manutenção da floresta, por serem dispersores e predadores de sementes.Tais espécies são responsáveis pela dispersão de mais de 100 tipos de sementes, por extensão de cerca de 40 quilômetros, diariamente. “Florestas e áreas vazias desses animais podem sofrer com a perda de diversidade vegetal, consequentemente, o afastamento de outros animais que dependem dessas espécies da flora para sobreviver. A longo prazo, não seria exagero dizer que a viabilidade da floresta corre um grande risco”, alerta o pesquisador. 

Já os grandes mamíferos carnívoros, como a onça-pintada, por estarem no topo da pirâmide alimentar, são essenciais no controle e equilíbrio de populações de outros animais que fazem parte da sua dieta, influenciando diretamente em toda dinâmica do ecossistema. “É como um efeito em cascata: na ausência de um predador, a abundância de outras pode aumentar, causando diversos prejuízos, inclusive econômicos, por invasão de espécies animais em agriculturas”, conclui Fusco.

Fonte: Agência Brasil

Ação de flanelinhas em RC será fiscalizada

O feriado de Finados, que acontece nesta segunda (2), tem por tradição atrair muitas pessoas até os cemitérios. Diante desta movimentação que se intensifica, uma prática desponta, ganha visibilidade e até mesmo status de concorrência: a ação de flanelinhas que são os “famosos” guardadores de carros.

Já prevendo tal situação, a PM afirmou que estará atenta a possíveis abusos contra aqueles que forem prestar homenagens aos entes queridos neste feriado.

“Iremos intensificar o patrulhamento em torno dos cemitérios de Rio Claro com a utilização dos programas de Rádio-Patrulha, Força Tática, ROCAM e Dejem. Não se trata de reprimir também, porque entendemos que em uma situação de pandemia, de crise, a pessoa quer ganhar um dinheiro, mas o que não vamos tolerar é que o flanelinha exija esse pagamento. A contribuição tem que ser espontânea e não imposta às pessoas que estiverem chegando ao local em veículos. É importante também alertar para que o proprietário do veículo nunca deixe a chave do veículo em poder do flanelinha ou permita que ele faça manobras, pois de repente a pessoa nem é habilitada”, alerta o tenente Daniel, que é do setor de Comunicação do 37º BPM/I.

Cemitérios recebem visitantes no Dia de Finados em Rio Claro

Depois de meses fechados por conta da pandemia do novo coronavírus, os cemitérios de Rio Claro recebem visitantes no Dia de Finados com diversas medidas e orientações, como o uso obrigatório de máscara e higienização das mãos com álcool em gel na entrada dos locais.

HORÁRIOS
No Cemitério Municipal São João Batista no domingo ficam abertos dois portões: o principal na Rua 16 (das 7 às 18 horas) e o da rua 20 (das 7 às 17 horas). Já na segunda-feira (02), Dia de Finados, os quatro portões serão abertos às 7 horas. Os quatro portões serão abertos às 7 horas e em todas as entradas haverá álcool em gel para que os visitantes higienizem as mãos. Será proibida a entrada sem máscara. Os portões laterais (nas avenidas 19 e 23) e o portão do fundo (Rua 20) serão fechados às 17 horas. O portão principal (Rua 16) será fechado às 18 horas.

PARQUE DAS PALMEIRAS
O Memorial Parque das Palmeiras, localizado na Avenida 53 Particular, sem número, no bairro Jardim Residencial Copacabana, funcionará das 7 às 18 horas tanto no domingo (1º), quanto na segunda-feira (2), no Dia de Finados.
De acordo com a administração do local, não haverá programação especial para data e todas as medidas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, como a higienização das mãos com álcool em gel e o uso de máscaras, deverão ser seguidas durante a visitação.

EVANGÉLICO
O Cemitério Evangélico, localizado na Avenida 23, 721, no bairro Jardim Donangela, funciona tanto no domingo, quanto na segunda-feira, das 7 às 11 e das 13 às 17h30, também seguindo todas as orientações necessárias devido à pandemia do novo coronavírus.

Fundação CASA retorna visitas presenciais de familiares

A partir desta semana, a Fundação CASA retoma as visitas presenciais dos familiares para os adolescentes em internação em todos os centros socioeducativos da Instituição no Estado de São Paulo. Nos locais, os servidores orientarão as famílias sobre todas as medidas de segurança e higiene necessárias para evitar a propagação da Covid-19.

Cada jovem receberá a visita quinzenal de um membro da família, previamente autorizado pela equipe de referência do adolescente no centro socioeducativo.

Para ingressar no local, o visitante terá a temperatura auferida; responderá a um questionário sobre o seu estado de saúde; preencherá uma declaração de que não pertence ao grupo de risco da doença; deverá utilizar máscara; e, ainda, tomar os cuidados de higiene, como lavar as mãos e utilizar álcool em gel.

Familiar com temperatura corporal acima de 37,2ºC ou que teve contato com pessoa com suspeita ou diagnosticada com Covid-19 há menos de 14 dias não poderá realizar visita.

“As visitas presencias só foram suspensas devido à gravidade da pandemia da Covid-19, mas o contato entre adolescente e familiar continuou garantido por meio de videochamada, telefonema, correspondência manuscrita e e-mails”, explica o secretário da Justiça e Cidadania e presidente da Fundação CASA, Fernando José da Costa. Mesmo com a retomada das visitas presenciais, os adolescentes ainda terão contatos via online com seus familiares.

A duração da visita presencial será de uma hora, observando distanciamento social de 2 metros, em local aberto e procurando evitar o contato físico. Cada centro socioeducativo programará o horário da visitação, que pode acontecer entre 10h e 12h ou entre 14h e 16h. A cada hora será permitido o ingresso de até 15 familiares.

Operação Piracema tem início hoje e pesca tem restrições

A “Operação Piracema” desencadeada pela Polícia Militar Ambiental começa hoje, dia 1º de novembro, e segue até 28 de fevereiro de 2021.
“Aquelas pessoas que gostam de pescar podem continuar com a prática, porém é importante que tenham consciência de que, uma vez o peixe nativo capturado, ele tem que ser devolvido imediatamente ao corpo hídrico. Se a fiscalização ambiental chegar e encontrar o peixe guardado em algum recipiente, o pescador será multado.”, afirmou o sargento Daniel, que pertence a Cia de Rio Claro.
Cabe ressaltar que no período da Piracema a restrição é maior e a distância mínima dos locais proibidos aumenta, como por exemplo das corredeiras que passa de 200 metros para 1500 metros à montante ou à jusante.
Nesse período ainda é permitido fazer a pesca, apenas de peixes não nativos, com quantidade estipulada para pesca amadora, com vara simples (caniço).
Dessa forma, é proibida a captura de espécies da fauna nativa da região como “corimbata”, “piau”, “traíra”, “dourado”, cascudo”, “lambari”, piapara, etc. Já para as espécies que não são provenientes da bacia do Paraná, como “corvina”, “tilápia”, “tucunaré”, “zoiudo”, “carpa”, entre outras têm pesca permitida, na quantidade máxima de 10 quilos por pescador amador.
“Quanto a adoção de medidas de responsabilização para quem desrespeita as normas previstas para o período da Piracema, destaca-se que o valor da multa se inicia em R$ 700,00 sendo acrescida de R$ 20,00 para cada Kg de pescado capturado e a pessoa ainda vai responder por crime ambiental”, disse o comandante Raimundo José Alves de Lima, que está a frente da 7ª Companhia de Policiamento Militar Ambiental de Rio Claro.

Canais de denúncia
Quem flagrar irregularidades pode telefonar no 190 ou ligar diretamente nas sedes do Pelotões que integram a 7ª Companhia da Polícia Polícia Militar Ambiental: Pirassununga (19) 3565-1288, São João da Boa Vista (19) 3630-1700 e Rio Claro (19) 3522-1260.

Dica aos pescadores
É fundamental sempre consultar a legislação de onde você costuma pescar, até porque as leis mudam de acordo com o tipo de pescaria: a pesca esportiva tem, evidentemente, definições e restrições diferentes da pesca comercial e de subsistência.

A Piracema se caracteriza pelo movimento de migração dos peixes durante o período reprodutivo, no qual eles saem do local de alimentação até o lugar onde realizam a desova.

Anderson Silva perde luta que pode ter sido sua despedida

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Na luta que pode ter sido a última de sua carreira, Anderson Silva, 45, foi derrotado por nocaute técnico pelo jamaicano Uriah Hall, 36, em Las Vegas, na noite de ontem, sábado (31).

Maior nome da história brasileira no MMA e considerado um dos maiores lutadores da história, Silva perdeu pela 11ª vez na carreira. Seu cartel é de 34 vitórias, 11 derrotas e uma luta que teve o resultado anulado.

Apesar de ter iniciado bem o combate, acertando jabs no rosto do rival, nove anos mais jovem, Anderson perdeu o controle da luta no terceiro dos cinco rounds. No quarto, foi derrubado por Hall, que desferiu diversos socos no brasileiro, até que o juiz paralisou o combate.

“Eu te amo. Eu ainda acho que você é o maior de todos”, disse Hall para Silva ao abraçá-lo, após o combate. O jamaicano chorava copiosamente e chegou à 17ª vitória em 26 combates.

A luta foi tratada como a despedida de Anderson Silva do MMA, mas o brasileiro deixou em aberto a possibilidade de voltar a entrar no octógono. Ainda resta um combate em seu contrato com o UFC.

“Eu acho que pode ser que seja a última luta no UFC, sim. Mas foi em comum acordo entre o Dana [White, presidente do UFC] e a gente. Vamos ver. Pode ser que eu faça a outra luta que eu tenho no contrato, pode ser que não. Tudo pode acontecer”, disse ele, em entrevista na última quarta-feira (28).

Toda a publicidade feita pelo UFC a respeito da luta teve como maior atração o adeus de Anderson Silva. Uriah Hall foi escolhido para enfrentar o brasileiro após ter se destacado no The Ultimate Fighter, reality show realizado para dar chances a lutadores.

Dono do mais longo reinado da história do UFC, como campeão do peso médio do UFC de 2006 a 2013, Anderson teve dez vitórias em defesas de título, até perder para Chris Weidman em julho de 2013. Na revanche, ele quebraria a perna ao tentar acertar um chute.

O resultado de seu combate de retorno, vitória contra Nick Díaz, em janeiro de 2015, foi considerado nulo porque ele teve resultado positivo no teste antidoping. Silva sempre negou ter consumido substâncias proibidas, mas foi suspenso por um ano e o multado em US$ 380 mil (cerca de R$ 2,5 milhões em valores atuais).

Jornal Cidade RC
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