VÍDEO: Mãe com Covid dá à luz a bebê em RC; equipe consegue salvar a vida das duas

Uma história de medo e superação marcou a vida do casal Damiana, José Inácio e a pequena Laura, nascida no último 27 de fevereiro na Santa Casa de Rio Claro.

Aos 7 meses de gravidez, Damiana recebeu o diagnóstico de que estava com Covid-19, dando início a uma saga que terminou essa semana, com mãe e filha se conhecendo ao vivo pela primeira vez.

“Esse encontro foi um momento de grande emoção para todos nós”, diz Dra. Kelen Cristina Guedes, responsável pelo covidário do hospital. “Apesar de lidar com histórias de vida o tempo todo, nunca vou deixar de me emocionar”, completa Dra. Cristina Mamprim, pediatra responsável pelo UTI neonatal.

A jornada pela vida de Damiana e Laura começou na primeira quinzena de fevereiro, quando ela, grávida de sete meses e mãe de duas outras meninas, começou a sentir dores no corpo, espirros e uma leve febre.

Alguns dias depois, apareceu a tosse que foi se agravando ao longo dos dias, quando recebeu o resultado positivo para Covid. “Foi um susto, eu não saía de casa para nada, me cuidava, cuidava da minha família, muito antes até de saber que estava grávida”, relembra.

Com o quadro de gestação, no dia 25 de fevereiro Damiana foi transferida para a Santa Casa de Rio Claro. “Tivemos que adotar um protocolo diferente porque alguns medicamentos usados na condução normal poderiam fazer mal à criança”, lembras as médicas.

 “Fui recebida com muita atenção, mas, meu corpo não reagia e fui tomada por uma sensação de profundo desespero, cheguei a ficar desenganada, e só pensava que queria que salvassem minha filha”, diz Damiana.

No dia 27 de janeiro, numa ligação para o marido, ela pediu, “Reza, reza, reza”! “Fiquei em choque”, relembra ele. Eu tinha que acompanhar de longe e aguardar os boletins diários, eu mal conseguia comer”.

No mesmo dia, a enfermeira chefe Gabriela Breda percebeu uma piora significativa, enviou os exames para o corpo clínico e no mesmo instante decidiram pela cesariana. “Não dava mais para esperar. Um minuto a mais e perderíamos as duas”, relembra Dra. Giovana Cartolano e o Dr. Fernando Savoy, responsáveis pelo parto.

Toda a equipe da Santa Casa foi mobilizada para a cirurgia emergencial e Damiana foi entubada. “Eu estava desesperada, mas, quando eu estava à caminho da cirurgia, a Dra. Kelen olhou para mim e disse que daria tudo certo. Eu vi tanta verdade nos olhos dela que eu realmente acreditei. Eu soube, naquele momento, que eu ia viver”, diz emocionada.

Após a cirurgia, Damiana foi transferida para a UTI-Covid para o tratamento completo, onde permaneceu durante sete dias e a pequena Laura foi encaminhada para a UTI Neonatal.

O pai acompanhou tudo. “Eu vi quando ela nasceu, estava quietinha, parecia que estava morta, mas, depois do oxigênio ela começou a se mexer. Dois dias depois já não estava mais entubada e agora foi transferida para o berçário”, relembra José Inácio, com alívio.

Quando Damiana acordou, já haviam se passado sete dias após o parto. “Parecia que tinha acabado de acontecer, eu pedi para ver minha filha, foi quando soube de tudo”. Ainda em recuperação, ela só pode conhecer Laura por vídeo-chamada.

Mas, essa semana, mãe e filha puderam se ver pela primeira vez. “Ter minha filha nos braços é um milagre. Não tenho palavras para expressar todo o amor, toda a força, tudo o que a Santa Casa fez pela nossa vida. Eu nunca tive um plano de saúde, mas, posso dizer que vendo tudo o que eu vi, mesmo que eu tivesse, eu escolheria vir para cá de novo. Devo a nossa vida a esses médicos e enfermeiros, são anjos tocados por Deus”, diz ela.

 “Laura quer dizer “guerreira” e é isso que ela é, nossa guerreira”, finaliza Inácio com a voz embargada.

Rio Claro totaliza 26 mortes por Covid em uma semana

Com o falecimento de uma idosa e um homem nas últimas 24 horas, o município de Rio Claro totaliza 260 mortes por Covid-19. Só nos últimos sete dias foram registrados 26 óbitos, o que representa uma média diária de 3,7 mortes. No sábado passado, eram 234 óbitos.

O boletim desta sexta-feira (19) também aponta 141 novos casos de contaminação pelo coronavírus, totalizando 10.228 casos.

Rio Claro tem 155 pacientes hospitalizados por causa da doença, sendo 77 em unidades de terapia intensiva. O número de pessoas que tiveram exame positivo para Covid, apresentaram sintomas leves estão em casa, em isolamento domiciliar, foi a 848.

Volkswagen suspende produção no país por causa da pandemia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (19) que vai suspender a produção em todas as unidades no país por 12 dias por causa do agravamento da pandemia. A interrupção começa na próxima quarta-feira (24).


“Com o agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI nos estados brasileiros, a empresa adota esta medida a fim de preservar a saúde de seus empregados e familiares. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais”, explica em nota.

38% dos brasileiros pretendem pedir novo auxílio emergencial, mostra Datafolha

EDUARDO CUCOLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pesquisa Datafolha mostra que a procura pelo novo auxílio emergencial deve ser similar à verificada no ano passado, apesar de o governo prever que o acesso ao benefício será mais restrito neste ano.


De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados pretendem pedir o auxílio previsto para começar a ser pago em abril.

Em 2020, a procura foi de 41%, praticamente o mesmo percentual, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa. No ano passado, 84% das pessoas que solicitaram o auxílio foram contempladas.


A pesquisa também mostra que 79% das pessoas que receberam o auxílio em 2020 vão fazer o pedido novamente.

Além disso, 48% dos que pediram, mas não receberam, farão nova solicitação. Como a mudança na situação econômica de uma pessoa pode torná-la elegível ao benefício, isso não significa que elas terão, necessariamente, o novo pedido negado.


Entre os que não pediram o auxílio no ano passado, 14% pretendem fazer a solicitação agora.


Vistas de outra forma, as pessoas que vão pedir o novo auxílio podem ser divididas em:
beneficiados em 2020 (71%), pessoas que tiveram o pedido negado antes (8%) e aqueles que vão pedir pela primeira vez (21%).


O governo federal apresentou nesta quinta-feira (18) as regras para o pagamento do auxílio em 2021, que será em quatro parcelas com valor médio de R$ 250. O pagamento deve beneficiar 45,6 milhões de famílias, com gasto de R$ 43 bilhões.


Em 2020, foram R$ 293,1 bilhões para 67,9 milhões de pessoas. O benefício teve cinco parcelas iniciais de R$ 600 e uma segunda etapa com quatro pagamentos mensais de R$ 300.


No ano passado, 47% dos entrevistados no Norte/Centro-Oeste e Nordeste pediram o auxílio. Em relação à nova rodada do auxílio, os que pretendem pedir são os mesmos 47% no primeiro caso e 46% no segundo, praticamente o mesmo valor considerando a margem de erro da pesquisa.
Os percentuais foram de 39% e 35%, respectivamente, no Sul e Sudeste. Agora, são 33% e 32%.


Entre as ocupações, se destacaram no ano passado desempregados (71%), assalariados sem registro (65%), autônomos (61%) e donas de casa (60%).
O percentual de desempregados que vão fazer o novo pedido subiu para 86%. Como não é permitido receber auxílio e seguro-desemprego ao mesmo tempo, é possível que o aumento no tempo em que as pessoas ficaram sem ocupação tenha influenciado esse resultado.


Para donas de casa, subiu para 64%. Houve queda nos percentuais de assalariados sem registro (54%) e autônomos (53%).


A pesquisa telefônica Datafolha foi realizada nos dias 15 e 16 de março de 2021, com 2.023 brasileiros em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima.

ENTENDA AS REGRAS DO NOVO AUXÍLIO EMERGENCIAL

Número de parcelas
Serão liberados quatro pagamentos. Os repasses estão previstos para começar em abril e terminar em julho

Valor
As parcelas variam de acordo com a formação familiar. O valor padrão é de R$ 250. Para mulheres chefes de família, o valor será de R$ 375. Pessoas que vivem sozinhas receberão R$ 150 por mês

Beneficiários
Governo estima que o benefício será pago a 45,6 milhões de famílias. São 28,6 milhões de pessoas que se cadastraram nas plataformas da Caixa, 10,7 milhões do programa Bolsa Família e 6,3 milhões do cadastro único de programas sociais

Como conseguir o auxílio
Para selecionar as pessoas que se enquadram no programa, o governo vai usar a base de dados dos auxílios pagos em 2020. As parcelas serão pagas independentemente de requerimento

Limite por família
Programa permitirá que apenas uma pessoa por família receba o benefício. Em 2020, governo autorizou o pagamento para até duas pessoas por lar

Datas de pagamento
Beneficiários do Bolsa Família receberão conforme o calendário habitual do programa. Em abril, os pagamentos para essas pessoas serão iniciados no dia 16. O governo ainda não apresentou o calendário para os outros beneficiários

Custo do programa
O limite de gasto com a nova rodada da assistência é de R$ 44 bilhões. Nas MPs, porém, o governo anunciou a liberação de R$ 43 bilhões, incluindo despesas operacionais. Em 2020, o auxílio consumiu quase de R$ 300 bilhões​

Até quando?

Jaime Leitão

Até quando conviveremos com números estarrecedores de mortes por Covid, que estão próximos dos 3.000 diários?

Até quando veremos o presidente da República contestando medidas de restrição de governadores e prefeitos, que buscam desesperadamente maneiras de conter a disseminação desse vírus altamente letal?

Até quando se repetirão cenas dantescas como a do paciente que morreu no chão de um hospital sem conseguir respirar e sem leito e respirador para aliviar a sua agonia?
Até quando pessoas inescrupulosas manterão a rotina de caminhar e frequentar os mais diversos ambientes sem usar máscara, como se não estivéssemos em situação de calamidade extrema?
Até quando o Brasil será considerado um pária mundial, ou um vexame mundial, como afirmou o presidente da Câmara Arthur Lira, após saber da morte do senador Major Olímpio, mais uma entre as centenas de milhares de vítimas da Covid?

Até quando haverá medicamentos, oxigênio e respiradores, para uma última tentativa de salvar pacientes que se acumulam em corredores de hospitais superlotados?
Até quando médicos e demais profissionais da saúde resistirão à tensão e esgotamento provocados por cargas horárias intermináveis, em hospitais sem a mínima condição de prestar um bom atendimento a pacientes de todas as faixas etárias que não param de chegar em ambulâncias?

Até quando os coveiros terão que abrir covas e mais covas para enterrar em valas comuns vítimas da insensatez de quem já chamou essa pandemia devastadora de gripezinha?

Até quando continuaremos perdendo parentes e amigos vítimas dessa doença que sofre mutações em velocidade assustadora, sem que haja uma gestão competente com capacidade para detê-la?
Até quando ficaremos esperando que a vacinação saia desse ritmo de tartaruga bêbada e passe a chegar a um nível que possibilite vislumbrar um futuro menos sombrio e menos trágico no médio e no longo prazo?

Até quando ouviremos de amigos e parentes que moram no exterior expressões jocosas como: – Você é do Brasil, o seu país acabou. Ou: – Não chega perto de mim, nunca se sabe se você está transportando o vírus brasileiro.
Até quando deixaremos de passar vergonha com declarações do presidente e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que continuam defendendo métodos não comprovados cientificamente, como a cloroquina, para tratamento precoce da Covid?
Até quando as baladas continuarão a acontecer na contramão de fatos escabrosos de mortes de pessoas que não foram atendidas por falta de leitos, oxigênio e condições mínimas de sanidade?
Até quando irá essa matança?

Até quando?

Prefeitura retira mais de 350 toneladas de entulho em bairros

Nesta semana, a prefeitura de Rio Claro realizou serviços de remoção de entulho em vários bairros do município, totalizando mais de 350 toneladas de material recolhido.

Os trabalhos foram feitos ao lado do ecoponto do Jardim São Miguel e no Jardim Guanabara, ao lado da Escola João Batista Negrão Filho. Na semana que vem, a prefeitura dará continuidade aos serviços.

“Mais uma vez pedimos a colaboração da comunidade para que faça o descarte correto de lixo e entulho”, afirma o secretário municipal de Agricultura, Valmir Pinton, ressaltando que o município dispõe de sete ecopontos para o descarte de entulho.

Bolsonaro veta projeto que previa repasses para melhorar conectividade do ensino público

RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou integralmente um projeto de lei que previa o repasse de cerca de R$ 3,5 bilhões da União para que estados e o Distrito Federal melhorassem a Internet e a conectividade da rede pública de ensino básico.


A proposta previa que os recursos deveriam ser utilizados para garantir o acesso a internet para alunos e professores durante a pandemia de coronavírus, quando as redes de ensino tiveram que suspender as aulas presenciais em diferentes ocasiões.


Pelo projeto vetado, os recursos beneficiariam alunos da rede pública provenientes de famílias que estão no cadastro único do governo para programas sociais, matriculados em escolas de comunidades indígenas e quilombolas e os professores.

O dinheiro poderia ser utilizado na compra de terminais, cedidos aos alunos e professores, e na aquisição de soluções de conectividade móvel.
Alunos dos ensinos médio e fundamental e professores também de ensino médio e fundamental, nessa ordem, teriam prioridade.
Excepcionalmente, os estados poderiam usar o dinheiro para contratar serviços de acesso à internet em banda larga para escolas, quando considerado essencial para a aprendizagem.


O texto também permitia que empresas nacionais ou estrangeiras doassem aparelhos portáteis de acesso a serviços de telefonia móvel. Essas doações poderiam ser feitas por edital ou manifestação de interesse.

Segundo o projeto, as fontes de recursos para a transferência seriam o Orçamento da União, o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e o saldo correspondente a metas não cumpridas dos planos gerais de universalização firmados entre o responsável pela concessão de serviços de telecomunicações e as telefônicas, além de outras.
Ao justificar o veto, Bolsonaro argumentou que o projeto não apresenta estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro, o que vai conta a Lei de Responsabilidade Fiscal e outros dispositivos legais.
Também disse que o projeto aumentaria a “alta rigidez do Orçamento”, dificultando o cumprimento de regras fiscais.


“Por fim, o Governo Federal está empregando esforços para aprimorar e ampliar programas específicos para atender a demanda da sociedade por meio da contratação de serviços de acesso à internet em banda larga nas escolas públicas de educação básica, a exemplo do Programa de Inovação Educação Conectada e do Programa Banda Larga nas Escolas, bem como do Programa Brasil de Aprendizagem, em fase de elaboração, no Ministério da Educação”, disse o mandatário, em despacho publicado no Diário Oficial da União.


Agora, o veto de Bolsonaro precisará ser analisado pelo Congresso Nacional, que pode mantê-lo ou derrubá-lo.

Yudi Tamashiro se ajoelha e reza pelos pais internados com Covid em frente ao hospital

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com o pai e a mãe internados para tratar complicações da Covid-19, Yudi Tamashiro, 28, publicou um vídeo nesta quinta (18) em que se ajoelha e faz orações em frente ao hospital em que eles são atendidos, em Santana de Parnaíba (45 km de SP).


Nas imagens, o ex-apresentador do Bom Dia & Cia é acompanhado por um grupo, que canta músicas religiosas. Chorando, Yudi afirmou: “Eu estou fazendo isso não só pela minha família. Faça o mesmo, ore pelos seus familiares, pelas suas famílias, ore. Eu acredito em um milagre.”


Nelson, pai de Yudi, sofreu um infarto na noite de segunda (15) em decorrência da Covid. “Estado do meu pai está pior.”, afirmou ele, na ocasião.


Em vídeo publicado nas suas redes sociais na quarta (17), Yudi afirmou que a mãe sentiu muita falta de ar e também teve de ser internada. “Levei minha mãe no hospital também, ela estava com muita falta de ar. O médico falou que era interessante internar a minha mãe, só que não tinha vaga no hospital particular. Aí me bateu mais desespero ainda.”


A irmã de Yudi também recebeu diagnóstico diagnóstico positivo para a doença, mas não precisou ser hospitalizada.


“É a primeira vez que entro na minha casa e meu pai e minha não estão na sala assistindo a novela deles. Meu pai está intubado, ele teve uma parada, está com problema nos rins e parece que vai ter que fazer hemodiálise. Encheram ele de medicamento para tentar voltá-lo a estabilidade”, afirmou o apresentador em vídeo.

Prefeito do litoral de SC critica lockdown e diz que cidade está aberta a turista

KATNA BARAN
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o prefeito de Bombinhas, cidade do litoral de Santa Catarina, Paulo Henrique Dalago Muller (DEM), afirmou que não vai decretar lockdown no município e que as praias continuarão abertas para receber turistas.
O vídeo foi gravado na quarta-feira (17) no aeroporto de Brasília, onde o prefeito estava cumprindo agenda. Ele criticou a aglomeração de pessoas no local.


“Olho essa aglomeração de pessoas no aeroporto fechado, os aviões lotados, e me pergunto: por que eu tenho que determinar lockdown? Eu vou penalizar os comerciantes? Os pequenos empresários? Aqueles que estão colaborando desde o início? Não, de forma alguma”, afirmou.
Paulinho, como é conhecido, chamou de “demagogia” o fechamento de praias, espaços públicos e comércios diante da lotação de aeroportos e disse que não vai cumprir nenhum decreto de lockdown, caso seja essa a determinação do governo catarinense.


“Não me chamem para fazer parte desse conluio que eu não colaboro. Bombinhas estará e continuará aberta para receber nossos turistas e para que os empresários possam ganhar o seu pão de cada dia assim, como os profissionais que dependem do dia a dia para sustentar seus familiares”, finalizou.

Nesta sexta (19), o painel de monitoramento de leitos de Santa Catarina indica que há apenas 25 UTIs exclusivas para Covid-19 disponíveis no estado entre as 959 ativas. Na região de Foz do Rio Itajaí, onde fica Bombinhas, há apenas quatro vagas abertas em UTIs. Cerca de 450 pessoas aguardam na fila de espera por leitos em todo território catarinense.


O governo estadual endureceu as medidas de combate à pandemia a partir desta sexta-feira. Algumas atividades, como shows, casas noturnas e eventos, inclusive esportivos e na modalidade drive-in, continuam suspensas. O comércio e outros serviços não essenciais passam a funcionar com escalonamento de horários e limite de 25% de público.


Praças e praias continuam abertas para prática de exercícios físicos, mas é proibida a permanência de pessoas nesses locais. Também está vetado o consumo de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos entre 18h e 6h. Os ônibus devem circular com até 50% da capacidade.
A multa é de R$ 500 para quem descumprir as regras e de R$ 1.000 em caso de reincidência.

Com mais de 30 pontos de descarte irregular, Iracemápolis intensifica fiscalização

As equipes do setor de Serviços Urbanos realizam um mapeamento sobre o descarte irregular de vários itens em Iracemápolis. Até o momento, cerca de 35 pontos já foram identificados e, diante da situação, a Prefeitura ampliará a fiscalização para inibir essa prática que é proibida.

Entre as imagens que comprovam o descarte irregular, é possível ver móveis velhos, madeira, restos de construção e lixo jogados em frente de residências e em áreas verdes. Mesmo em frente das casas, esses itens configuram em descarte irregular.

A Coordenadoria de Meio Ambiente destaca que, conforme a Lei Municipal 2097/2014, é proibido expor, depositar, descarregar nos passeios, canteiros, ruas, jardins e demais área de uso comum público, entulhos, terras ou resíduos sólidos de qualquer natureza.

“Não será aceito em hipótese alguma qualquer descarte do lixo doméstico em vias públicas, bem como matas ciliares, canaviais, terrenos ou outro local que não seja a lixeira de uso restrito para lixo, citados no artigo anterior. Fica estabelecida a multa de 10 UFESP´s caso seja constatado o munícipe ou empresa destinando este material de forma irregular”, destaca a legislação.

A Prefeitura destaca que serão ampliadas as fiscalizações e serão tomadas as medidas cabíveis contra os que descumprirem a lei. A população também pode ajudar na fiscalização ao enviar dados e fotos por meio do aplicativo “E-Ouve” e também pelo site da Prefeitura na aba “Fale Conosco”.

Segundo a Lei, quando o munícipe ou a empresa forem flagrados depositando o material de forma irregular, o ato poderá ser comprovado através de uma imagem fotográfica. A população pode protocolar denúncia com foto, local do descarte, nome, relato e fotografia. Devido à fase emergencial, não há atendimento presencial, mas o munícipe pode usar os meios on-line.

Cuidado com a cidade

Para a prefeita Nelita Michel, cuidar da cidade é algo que depende de todos. “Se cada um fizer a sua parte fica mais fácil, pois o direito de um termina quando começa do outro. Temos que ter consciência de que tem lugar certo para isso. O cuidado com a nossa cidade depende de todos e não só do Poder Público”, destacou.

O município ressalta que a cidade possui coleta seletiva em dia para os lixos orgânicos. Para o caso de obras, é necessária a contratação de caçambas. Outra opção é o ecoponto municipal.

O que pode ser levado no ecoponto?

Podem ser destinados ao ecoponto resíduos de construção civil e entulhos em geral, troncos e madeiras em geral, picados e sem pregos, resíduos domiciliar reciclável (“lixo seco”), móveis, estofados, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, lâmpadas e Pilhas e baterias.

WhatsApp, Instagram e Facebook apresentam instabilidade

WhatsApp, Instagram e Facebook, todas plataformas do mesmo grupo, apresentam instabilidade no início da tarde desta sexta-feira (19).


Os problemas de acesso por usuários começaram a ser relatados por volta das 14h, de acordo com o site DownDetector, em várias regiões do Brasil.

Há pontos de reclamação em outros países da América Latina.
Procurado, o Facebook ainda não respondeu o motivo da queda.

Lázaro Ramos imagina Brasil que expulsa negros em seu filme de estreia na direção

FERNANDA EZABELLA
LOS ANGELES, CALIFORNIA (FOLHAPRESS) – Num futuro próximo, uma ex-motorista de táxi de 84 anos caminha até o banco para receber a primeira indenização do governo brasileiro por conta dos séculos de escravidão no país.

O filme “Medida Provisória”, estreia na direção do ator Lázaro Ramos, começa num embalo positivo de esperança, mas logo puxa o tapete do espectador para construir uma distopia sombria, sem perder o humor.
O longa foi exibido nesta semana no festival SXSW, o South by Southwest, que pela segunda vez aconteceu virtualmente. O lançamento do filme no Brasil está previsto para o segundo semestre.

“Medida Provisória” traz a atriz Taís Araújo e Alfred Enoch, ator britânico com raízes brasileiras, no papel de um casal no Rio de Janeiro em meio ao caos depois de um golpe racial no Brasil. No rastro de um fracassado programa de indenização aos negros, o governo cria o projeto “Resgate-se Já”, em que passa a pagar para pessoas de “melanina acentuada” irem morar na África de maneira voluntária.


“Para vocês que querem reparações sociais pelo tempo de escravidão, o governo vai oferecer uma oportunidade única de voltar para a África”, anuncia uma propaganda na televisão, com um homem branco vestido de indígena. “Estamos num país livre, com direito de ir e vir e também de voltar. Pois, então, voltem.”


Em pouco tempo, porém, o projeto se transforma numa medida provisória, e forças armadas começam a caçar nas ruas qualquer cidadão com traços africanos para o mandar à força a países africanos aleatórios. É criado até mesmo o Ministério da Devolução, cuja funcionária mais exemplar é interpretada por Adriana Esteves, num papel que a atriz equilibra entre o cômico caricato e o assustador.


“Meu desejo é que o filme tenha a mesma trajetória do meu livro e da peça ‘O Topo da Montanha'”, disse Lázaro Ramos à repórter, lembrando o livro de memórias “Na Minha Pele”, de 2017, e a peça que ele dirigiu e encenou baseado em texto de uma autora americana sobre Martin Luther King.
“Quero falar sobre esse assunto [racismo] sem vomitar nenhuma verdade e sensibilizar as pessoas, emocionar. Por isso que o investimento do filme é tão grande nos seus três gêneros, na comédia, no thriller e no drama. Espero que a gente consiga conversar sobre o tema”, continuou.


A médica Capitu –papel de Taís Araújo– consegue fugir para um “afrobunker”, espaços escondidos na cidade onde os negros passam a viver, em cenas que trazem as cores do afrofuturismo e também acalorados debates raciais, com todas as suas complexidades.


“Vão renascer os quilombos?”, pergunta Capitu ao chegar ao lugar que um dia foi casa de uma escola de samba. “A gente prefere [chamar de] afrobunker. Quilombo é muito século 18”, responde um morador, vivido pelo rapper Emicida.


Já o advogado Antonio –interpretado por Alfred Enoch– se vê trancado em seu apartamento, onde a polícia é proibida de entrar. Luz e água são cortadas, e ninguém pode entrar para levar mantimentos ou mesmo sua insulina. Ele tem a companhia do amigo ativista André –papel de Seu Jorge–, um blogueiro que não tem medo de provocar as autoridades com sua câmera em mãos.

Lázaro Ramos faz sua estreia em longa de ficção, embora já tenha experiência na direção de teatro, incluindo da própria peça da qual o filme é inspirado, “Namíbia, Não!”, do autor baiano Aldri Anunciação. A peça virou livro em 2012 e ganhou o prêmio Jabuti na categoria ficção juvenil. Ramos assina o roteiro com Lusa Silvestre, de “Estômago”.


“O projeto do filme começou em 2012, e tantos anos convivendo com a mesma história dava uma angústia muito grande por não saber se poderia ser uma história universal e se continuaria relevante”, disse. “Mas a passagem pelos festivais agora tem dado uma tranquilizada. O filme ainda pode cumprir seu propósito.”


Antes do SXSW, “Medida Provisória” passou por festivais menores como o Pan African Film Festival, em Los Angeles, e o Indie Memphis, onde ganhou prêmio de roteiro.


Na pele do protagonista Antonio está o ator britânico Alfred Enoch, que é também brasileiro. Ele ficou conhecido como o bruxinho Dean Thomas nos filmes “Harry Potter” e depois como o charmoso estudante de direito Wes Gibbins na série “How to Get Away with Murder”.


Enoch nasceu e estudou em Londres, tem mãe brasileira e pai britânico, o ator William Russell, que tem uma carreira prolífica na TV do Reino Unido. Russell faz uma ponta em “Medida Provisória”, na primeira vez em que pai e filho contracenam juntos.

“Sempre foi meu sonho, meu pai é minha referência, meu primeiro professor”, disse Enoch num vídeo do seu Instagram, nos bastidores do filme em 2019. “Ele está com 94 anos, achei que nunca teria essa oportunidade.”


Segundo Ramos, Enoch foi uma grande descoberta. “O filme tem uma história de pertencimento, de sentir orgulho de pertencer a um lugar, e eu havia visto uma entrevista do Alfred falando que ele tinha vontade de resgatar suas origens brasileiras. Então entrei em contato através dos agentes e conversamos por um ano. Ficamos amigos antes mesmo de saber se o filme aconteceria.”


Enoch faz sua estreia num filme brasileiro, falando português sem nenhum sotaque. Ele foi ao Rio de Janeiro dois meses antes das filmagens para treinar o idioma e se embrenhou na vida carioca. Andava a pé, pegava ônibus, frequentava as festas na Lapa e curtiu o Carnaval.

“Foi muito bom dirigir Alfred. Primeiro pela disciplina, e segundo pela paixão com a qual ele veio para cá”, disse Ramos. “Ele ficou amigo das pessoas da equipe, da nossa família também. Isso fez com que o trabalho dele no filme seja muito mais emocionante porque está junto com uma descoberta do seu lado brasileiro que ele tanto preza.”

Jornal Cidade RC
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