Vias ao lado do Aeroclube agora são chamadas de Av. Gurgel; paralela é Av. Pres. Kennedy

Agora é oficial. As vias centrais entre a rotatória das Três Fazendas até a Rua 9, na lateral do Aeroclube Rio Claro, agora são chamadas de Avenida João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, em homenagem ao empresário fundador da Gurgel Motores, indústria de automóveis elétricos que levou o nome de Rio Claro ao mundo quase 50 anos atrás.

Até então chamada popularmente como Via Kennedy, a mudança ocorreu após projeto de lei de autoria do vereador Serginho Carnevale (DEM), aprovado na Câmara Municipal, onde recebeu amplo apoio para a homenagem. A nova Lei Municipal nº 5.513, agora, também nomeia como “Avenida Presidente Kennedy” a via popularmente conhecida como Avenida Marginal, na numeração par e ao lado das vias centrais [agora Avenida Gurgel]. Essa via tinha o nome de Avenida Radialista Mauro Martins Coelho desde 1996, e agora perde essa identificação.

“Gurgel foi um visionário. Não o beatifico, mas ele fez muito por Rio Claro. Ele foi muito prejudicado pelas conjunturas da época, políticas, econômicas, de mercado. (…) Além disso, as principais entradas de Rio Claro levam nomes de pessoas que nunca vieram ao município”, justificou Carnevale na época da tramitação do projeto no Poder Legislativo em entrevista ao Jornal Cidade. Um diálogo foi realizado também com o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Acirc (Associação Comercial e Industrial de Rio Claro) para entendimento e regularização dos nomes, uma vez que aquele trecho de endereços compreende empresas e multinacionais.

Rio-clarense fala sobre experiência de cantar ao lado do maestro João Carlos Martins

A soprano e rio-clarense Karen Stepanie viveu uma experiência que ela define como única na noite de quinta-feira (5), ao lado do marido Johnny de Lima França, que é barítono. Ambos participaram de uma live com o maestro e pianista João Carlos Martins, conhecido internacionalmente.

O espetáculo foi transmitido através do canal oficial do Centro Cultural da FIESP no YouTube e, segundo a soprano, essa foi a primeira vez que cantou ao lado de João Carlos Martins, mas não será a única.

“Faremos outras apresentações, nos dias 20 e 21, no Teatro da Liberdade, em São Paulo. Cantar ao lado do maestro é uma sensação maravilhosa, ele passa uma paz muito grande, foi muito emocionante, sua história de vida é inspiradora”, conta a rio-clarense.

Karen conheceu João Carlos Martins em um encontro chamado “Todos Juntos Contra o Câncer” – a jovem enfrentou um câncer de mama há tempos e em suas redes sociais sempre mostrou com superação sua história.

“Conversei com o produtor do maestro que também é seu filho e já conhecia o nosso trabalho das redes sociais, fomos apresentados e começamos a conversar para cantarmos juntos”, conta.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=pPlA-aGHr54

Leão enfrenta Sorocaba amanhã

Após a derrota na estreia para Franca por 105 a 82, o Rio Claro Basquete volta a atuar pelo Campeonato Paulista de Basquete e faz o primeiro jogo no Ginásio Felipe Karam nesta segunda-feira (9), às 19h30, contra a Liga Sorocabana. O adversário também foi derrotado na abertura do estadual pelo São Paulo FC por 67 a 57.

A grande novidade do Leão para o jogo será o ala/armador Betinho, 32 anos, ex-Unifacisa-PB, que foi contratado na última semana para reforçar o elenco no estadual. Com a contratação, o técnico Fernando Penna tem à disposição no Paulista os pivôs Lucão, 27 anos, e Augusto Barbosa, 21 anos, o alas/pivôs Vinícius Pastor, 30 anos, e Guilherme Magna, 23 anos; o ala/armador Bruno Fornazari, 21 anos, os alas Fernando Prochnow, 21 anos, Jackson Henrique, 24 anos, e Henrique Cerimelli, 24 anos; e os armadores Arthur Pecos, 26 anos, e Cassiano Bueno, 24 anos de idade.

Após mais uma semana de trabalho, o técnico Fernando Penna ressalta a evolução da equipe.

“Confiante para partida após mais um tempo de trabalho em que conseguimos dar um salto na parte técnica, tática e física. Claro que ainda não é o tempo ideal para o entrosamento e adaptação e sistema tático, mas já conseguimos melhorar para fazermos bons jogos nesta segunda contra Sorocaba e na quarta contra o Corinthians”, disse Penna.

O treinador comemora a contratação do ala/armador Betinho que chega para dar mais qualidade ao elenco.

“É um reforço importante que já treinou com o elenco essa semana, claro que ainda não estará nas condições ideais físicas e técnicas, mas é um jogador de extrema qualidade e que teremos à disposição. Estamos confiantes sabendo que enfrentaremos um time que se manteve em atividade e que fez um bom jogo contra o São Paulo, mesmo com a derrota, então teremos que estar atentos a todos os detalhes para conquistar a primeira vitória”, finalizou o treinador do Rio Claro Basquete.

Regulamento

Na primeira fase, todos os times vão se enfrentar em um grupo único, em jogos de turno e returno, classificando-se para os playoffs os oito mais bem colocados. As quartas de final, as semifinais e a decisão do Paulista de basquete serão disputadas em melhores de três jogos.

Rede Rioclarense de Combate ao Câncer precisa de doações para o bazar

O trabalho realizado pela Rede Rioclarense de Combate ao Câncer “Carmem Prudente” é fundamental para muitas pessoas que enfrentam a batalha contra a doença. A instituição dá apoio de diversas maneiras para os cadastrados e famílias, mas também precisa, de alguma maneira, rentabilizar para poder continuar as ações que atualmente atendem uma média de 800 a 1.000 pacientes.

Cerca de 60% da renda de manutenção vem através do bazar, que é referência no município: “São peças muito boas e com um custo bem em conta”, afirma Silvia Elisabete Magalhães, que é vice-presidente da instituição.

Porém, nos últimos meses, o estoque dessas roupas disponíveis caiu bastante e agora a Rede precisa da colaboração da população para dar sequência no trabalho: “Todo mundo tem um sapato que não usa mais e está no guarda-roupa, uma peça que já não usa e está guardada há mais de um ano. Pedimos, em nome da solidariedade e da continuidade deste importante trabalho que realizamos, que essas roupas e sapatos sejam repassados para o nosso Bazar”, acrescentou a vice-presidente.

Além de roupas e sapatos dos mais diferentes tamanhos, podem ser doadas bolsas, echarpes e até mesmo eletrodomésticos: “Às vezes compramos uma batedeira, um liquidificador novo e aquele usado pode ser também doado para o nosso Bazar. Lembrando que assim que as doações chegam, passam por todo um processo de higienização para venda no bazar”, conclui Silvia Elisabete.

A entrega das doações pode ser feita das 8h às 11h (de segunda a sexta) e das 13h às 17h (de segunda a quinta). O endereço é Rua 1 entre as avenidas 13 e 15 número, 464, bairro Saúde.

Já para compras de itens no Bazar é preciso agendar horário em razão da pandemia. Os telefones são: 3533-5676 / 3533-1003 e 3524-2534.

Quase meio século

A Rede Rioclarense de Combate ao Câncer “Carmem Prudente” completou este ano, em abril, 47 anos de atuação.

Pai que perdeu esposa para covid conta desafios de criar filhas e neta

Mais de meio milhão de famílias, somente no Brasil, encontram-se, nesse momento, em algum grau de luto e sofrimento pela perda de entes queridos para a covid-19. Entre os mortos pela doença, muitos eram mães e pais, boa parte tendo partido precocemente, deixando viúvos, filhos, noras, genros e netos sem grandes referenciais, em termos sentimentais e mesmo financeiros.

Ao menos 130.363 crianças brasileiras de até 17 anos ficaram órfãs por causa da doença entre março do ano passado e o final de abril deste ano, número que contradiz a ideia de que os mais novos são menos afetados pelo coronavírus – estimativa publicada mês passado na revista científica Lancet.

Em termos absolutos, o número do Brasil só não é pior que o do México, que registra pouco mais de 141 mil órfãos. Embora o Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente afirme que contabilizar os órfãos brasileiros é viável por meio das certidões de óbito, não há estatísticas oficiais no país até agora.

A pesquisa também mostra que as crianças que perderam o pai são pelo menos o dobro das que perderam a mãe – no caso do Brasil, foi mais que o triplo: 88 mil ficaram órfãos de pai, contra 26 mil que perderam a mãe; cerca de 17 mil viram morrer avós responsáveis por sua criação, estima a pesquisa.

Há três destinos possíveis para menores brasileiros que perdem seus responsáveis: o amparo de parentes, a reorganização familiar em que irmãos mais velhos assumem o cuidado dos mais novos ou abrigos e adoção.

Em Rio Claro

Embora não existam dados locais precisos, na cidade também há casos de famílias que perderam pessoas que, por sua vez, deixaram filhos e outros parentes à mercê de dificuldades de toda ordem. Para os homens com filhos que, viúvos, estão diante do desafio de buscar forças e seguir amparando a família, esse Dia dos Pais, comemorado neste domingo (8), é especialmente marcante. O JC foi ouvir uma história que mistura dor, sofrimento e muito aprendizado.

O motoboy Rogerio Henrique Leite, de 40 anos, morador no São Caetano, se divide entre a alegria de ver os filhos crescerem e a dor de ter perdido a esposa, Luciana Cano Lopes Leite, de 42 anos, por sequelas do coronavírus. O casal estava junto havia 15 anos.

Leite conta que a esposa passou mal e decidiu a levar até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Cervezão. Lá, após medição, os médicos constataram coma diabético. Luciana foi transferida para o PSMI (Pronto Socorro Municipal Integrado) e, depois, para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa. No local, após exame de raio-x, ela também foi diagnosticada com pneumonia e precisou ser entubada, mas não resistiu e morreu horas depois. Então, veio o drama de contar aos filhos sobre a partida. Foram necessários três dias para ele criar coragem de falar com a mais nova.

“Para a pequena demorei uns dias para contar e não a levei no enterro. Temos um costume na família que, quando alguém morre, falamos que a pessoa vira estrelinha. Hoje ela olha pro céu e fala: ‘papai, a mamãe tá lá em cima olhando por nós’. A Luciana foi embora rápido demais. A saudade vai ficar para sempre e só vai aumentar. Ela foi a pessoa que mais acreditou em mim e aos poucos fomos à batalha juntos. Só aprendi a vencer ao lado dela”, relata o pai.

O motoboy explica como tem feito com a rotina, já que agora tem que lidar com a responsabilidade de criar os filhos sozinhos e se dividir entre o trabalho na rua e as atividades de casa. Ele afirma que agora é pai e mãe para a pequena Beatriz, de 6 anos, a Rayane, de 20, e sua neta, a Isabelly, de apenas 2 meses.

“Todos os filhos gostam de ter a mãe por perto. Mas elas me ajudam, reconhecem. Eu não tive pai, mas sempre quis ser um pai amoroso. Vou honrar o nome da minha esposa para continuar cuidando das meninas. Dou banho na Beatriz, troco, dou atenção, brinco com ela, dou todo um suporte para a Raiyane, colaborando no papel de ser mãe e tendo cuidados especiais com a recém-chegada, a Isabelly, dando banhos e cuidando. Esse é o meu papel. Honrar minha esposa e mãe das minhas filhas para que sejam boas mulheres”, diz.

O motoboy ressalta que a nova realidade é um aprendizado constante, mas o que conforta o seu coração é perceber que as filhas reconhecem o esforço que  ele está fazendo diante das dificuldades do luto. A pequena Bia, quando nota que o pai cai em prantos [como pode ser visto no canal do JC no Youtube], trata de abraçá-lo e consolá-lo. “Eu amo o meu pai”.

Já a filha Rayane diz que sente muito a falta da mãe e que não imaginaria a vida sem ela, mas como quis o destino, agora ela busca se reerguer com ajuda de Rogerio. “Ele é tudo para mim. Um grande exemplo. Tudo que me ensinou e ensina, vale muito. Prometo que vou dar muito orgulho para ele. Ele vai cuidando de nós e a gente dele”, explica.

A história de Rogerio é apenas um dos infinitos relatos que demonstram tudo o que a pandemia tirou, de brasileiros e de pessoas do mundo todo. Contudo, há uma luz no fim do túnel. Desde janeiro, o Brasil começou a vacinar a população, o que pode trazer o fim da pandemia, em breve. Enquanto isso, a esperança é que o próximo Dia dos Pais possa ser comemorado de verdade.

Mulher é presa com mais de 20 quilos de drogas em Rio Claro

Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, foi presa na noite deste sábado (7) ao ser flagrada com drogas escondidas dentro da mala em sua casa, no Vila Nova, em Rio Claro. A Polícia Militar chegou até o endereço, na Avenida 52-A, por meio de denúncia.

Durante vistoria, os policiais encontraram, em um cômodo no quintal, uma grande quantidade de entorpecentes, sendo 25 de tijolos de maconha, dois pedaços fracionados da mesma droga e 385 microtubos de cocaína, totalizando 21,149 kg de maconha e 0,571 Kg de cocaína e uma balança de precisão.

A mulher negou que a droga fosse dela, dizendo que um rapaz havia deixado a mala e saído em seguida. Ela foi presa em flagrante e levada à delegacia.

Técnico rio-clarense vai em busca de mais uma medalha para o Brasil

O rio-clarense Leonardo Macedo, um dos técnicos da seleção brasileira de boxe, vive momentos históricos para o esporte brasileiro, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

O treinador da academia MM Boxe de Rio Claro esteve ao lado de Hebert Conceição na conquista da medalha de ouro na última madrugada. 

Neste domingo (8) às 2h (horário de Brasília) estará junto à pugilista Beatriz Ferreira na disputa de mais uma medalha dourada para o Brasil.

A família Macedo fala da emoção de ter um representante em Tóquio e do momento histórico para a modalidade.

“Estamos emocionados. E ver que os resultados estão vindo depois de muitos anos de dedicação, é maravilhoso. É a terceira Olímpiada que o boxe traz medalhas e acreditamos que daqui para frene será sempre assim, cada vez mais medalhistas inclusos na categoria”, comentou Breno Macedo, irmão e técnico da academia MM Boxe de RC.

Sobre a disputa desta madrugada, Bruno disse que espera que seja menos emocionante. “A Bia é a grande favorita. Está num ritmo muito bom. Esperemos uma luta mais tranquila”, finalizou.

14 novos casos e nenhuma morte neste sábado

Com 50 pessoas internadas, Rio Claro tem neste sábado (7) índice de 29% de ocupação de leitos Covid. Das 50 pessoas que estão hospitalizadas, 28 recebem cuidados em unidades de terapia intensiva. As informações, divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde, incluem dados das redes de saúde pública e privada.


O município registrou nas últimas 24 horas 14 novos casos de Covid, elevando o total para 18.541. O número de pessoas recuperadas é 17.783 e outras 168 estão em isolamento domiciliar com sintomas leves da doença ou assintomáticas.

Nesta pandemia 550 pessoas perderam a vida no município, após serem infectadas pelo coronavírus.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos. 

Prefeitura amplia segurança no trânsito

Local de intenso trânsito de veículos e pedestres, o cruzamento da Avenida 7 com a Rua 5, no Jardim das Palmeiras, está mais seguro.

A prefeitura de Rio Claro reforçou a sinalização de trânsito naquele local com a pintura de faixas de pedestres e sinal de Pare, em serviços concluídos sexta-feira.

“As faixas de pedestres são necessárias para o bom fluxo do trânsito, é importante que os motoristas respeitem a vez dos pedestres para cruzar a rua”, destaca Vitor Caparroti, do Departamento de Mobilidade Urbana.

Projetos tentam desmontar cultura machista para evitar que homens voltem a agredir mulheres

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – E agora, Fledson?
Fledson de Sousa Lima, 42, enfermeiro, psicólogo e hoje coach, já havia participado do E Agora, José?, projeto socioeducativo em Santo André (SP) para homens condenados por agredir alguma mulher. Mas do outro lado do balcão, como profissional de saúde interessado na reabilitação de réus enquadrados na Maria da Penha, lei para combater a violência doméstica que neste sábado (7) completa 15 anos.


“Mesmo tendo sido exposto a todo o conteúdo, acabei lá como apenado”, diz. O episódio que o faria voltar para o programa, desta vez para ser assistido, aconteceu em 2014 e envolve um animal de estimação e a mulher com quem ainda é casado.


“Foi uma coisa muito fútil. Existia uma cláusula [na relação], vamos dizer assim, um contrato nosso, de que não haveria animais dentro de casa”, conta. Foi um começo de casamento “com muitos, muitos conflitos”, e naquele dia o caldo engrossou.


“A gente tinha brigado muito, aí ela foi pra casa da mãe e voltou com um animal.” Sentiu que ela tinha trazido o bichinho para fazer birra. Pronto. O que era “uma conversa muito acalorada” degringolou, segundo ele, para empurrões mútuos, “do tipo ‘sai daqui'”.


Os dois ficaram exaltados, ele segurando a gaiolinha com o bicho indesejado, a esposa tentando impedi-lo de levar o pet embora. “Nesse puxa-e-vai, ela acabou caindo. [A queda] gerou algumas lesões no braço dela. Não tem jeito, o homem acaba tendo uma força maior.”


A esposa fez boletim de ocorrência, o caso tramitou na Justiça e, em 2019, Fledson foi condenado. Como a pena era menor do que dois anos, a juíza aceitou que ele participasse do projeto de reabilitação coordenado pelo psicólogo Flávio Urra no ABC paulista.


Em abril de 2020, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que traz para o escopo da Maria da Penha a recuperação de agressores. Eles podem, hoje, ser obrigados a frequentar centros de reeducação e a receber acompanhamento psicossocial.


A canetada presidencial veio com a pandemia da Covid-19 já em curso e um consequente galope nos números de violência contra a mulher. Brasil afora, programas como o de Urra tiveram que paralisar atividades ou migrar para uma plataforma digital.


Em Santo André, o último grupo presencial foi em março de 2020. Há perdas óbvias, já que o olho no olho é difícil de substituir, diz Urra. Debandam também homens de classes mais baixas que não têm wi-fi ou um bom pacote de dados no celular.


Há vantagens, contudo. Em versão online, o E Agora, José? consegue alcançar mais gente. “E o fato de ser virtual pode fazer ter menos pressão. [Os condenados] se abrem até mais. Antes podiam se sentir inibidos, sem contar coisas mais íntimas [ao vivo]”, afirma o psicólogo.


Desde que a Maria da Penha entrou em vigor, em 2006, vários projetos similares surgiram. Isso porque a lei, desde seu início, não foi concebida apenas para punir agressores mas também para tentar romper o ciclo de violência nas famílias.


Os nomes escolhidos para os programas, como Tempo de Despertar e Tardes de Reflexão, evidenciam a necessidade de levar quem ataca a perceber que suas ações fazem parte de uma cultura machista que pode ser descontinuada.
Idealizadora do Tempo de Despertar, que parou por seis meses e depois retornou via Zoom, a promotora paulista Gabriela Manssur aponta situação similar à relatada por Urra. Quando o papo acontece pela tela do computador, é mais fácil o homem se abrir.


“Essa maior facilidade em se comunicar pode ser justificada pelo incômodo ou vergonha que é consideravelmente reduzida quando ocorre de forma online e mais acentuada quando é presencial”, diz um relatório do projeto.
Também vale levar em conta, segundo Manssur, o tempo gasto para ir e voltar do fórum onde os encontros aconteciam antes da pandemia.


Promotor envolvido no Tardes de Reflexão, iniciativa do Ministério Público do Distrito Federal, Gabriel Mendes diz que a pandemia atrapalhou a adesão. “Não é tão alta quanto o presencial, e você não pode tornar obrigatório por causa das dificuldades de acesso à internet.”


Online ou in loco, as questões se repetem entre os participantes. “Querem saber por que não existe uma ‘lei João da Penha’, e aí você tem que explicar”, conta Mendes. “Essa pergunta é absolutamente recorrente, a gente desenvolveu roteiro para poder expor os fatores históricos e culturais que explicam o fenômeno da violência doméstica.”
Para ficar em dois exemplos que ilustram a posição subalterna a que metade da população foi submetida por décadas: há 89 anos, as mulheres nem sequer podiam votar. E só no super-recente 2005 o Código Penal deixou de prever punições mais duras para crimes sexuais contra uma “mulher honesta”. Ou seja, era considerado menos mau se a vítima fosse considerada imoral.


“A liberdade sexual da mulher era entendida como fator de desonestidade, que retirava dela essa tutela legal”, diz Mendes.

O promotor acredita que ensinamentos assim serviram a Sebastião, um senhor que nunca teve pendências criminais até ficar viúvo e ter de criar duas filhas. “Quando elas entraram na adolescência, ele começou a sistematicamente frequentar a Justiça por conta da violência doméstica.”


As jovens queriam usar maquiagem, escolher roupa e outras coisas que não entravam na sua cabeça machista, Sebastião veio a entender depois. “A violência verbal era a mais comum, xingamentos tipo ‘você está igual a uma rapariga’. Já chegou a agredi-las inclusive com cinto. Uma vez machucou bastante a mais velha. Mas ele se engajou de tal maneira [no Tardes de Reflexão] que meses após o encerramento foi com as filhas à sede para agradecer, levou uma broa de fubá maravilhosa.”


O grupo de Flávio Urra organiza oficinas que, segundo ele, já atenderam cerca de 400 homens de 20 a 95 anos -apenas dois deles seriam reincidentes em seus crimes. Ele diz que muitos chegam de cara fechada. “A resistência vem por se sentirem injustiçados, acham que não cometeram nenhum crime, que houve apenas uma briga em família.”
Existe um pragmatismo nessa abordagem: não é tratar o agressor como coitadinho, mas trabalhar na raiz do problema para evitar que ele se reproduza.


Os encontros podem questionar, por exemplo, o que eles veem como encargo feminino e masculino. “Sobre as tarefas domésticas, apresentamos uma folha com duas colunas, uma para o homem, outra para a mulher. Cada um escreve na tabela o que faz em cada hora do dia e o que faz a mulher com quem convive.”


Fledson não vai mentir. “Sou um machista em recuperação. Esse ranço, ele não se dissipa de um dia para o outro simplesmente porque você teve a imersão num curso.”


Com um pai que batia na mãe e uma mãe que o poupava de cuidar da casa, mas não as duas irmãs dele, o coach diz que precisa “ressignificar essas ideias que foram absolutas”. “Estou me colocando como vítima? Não. Mas cresci nesse cenário. Hoje, percebo que esse não é o caminho.”


De alguma forma, ter chegado às vias de fato com sua esposa naquele dia é uma herança maldita dessa criação, afirma.


Acha que sua fé evangélica ajuda nessas horas. “Deus fala que tem que amar o próximo como a ti mesmo, um princípio claro, reto. Não tive a nobreza para executá-lo.”


Hoje, ele diz não ter dúvidas de que faria diferente se confrontado com a mesma briga de 2014. Diria para sua versão passada, se pudesse: “Fledson, acho que você não tem condições agora de continuar a conversa, conheço você, às vezes tem comportamento explosivo. Vai dar uma volta e depois retoma a conversa”.


Uma certeza ele diz ter: não existe lutar de igual para igual numa situação dessas. “Minha esposa é muito mais frágil do que minha pessoa. Tem lutadora de MMA [com maridos franzinos]? Sim, mas não é o caso [na maioria dos casais].”
Hoje o casal tem duas bebês e uma máquina de lavar louça “que ajuda bastante”, brinca. E o resto dos afazeres domésticos devem ser compartilhados por homens e mulheres, ao contrário do que aprendeu na juventude, diz. “Todos os dias luto para ser a referência das minhas filhas e não envergonhá-las.

Peso-médio Hebert Conceição nocauteia ucraniano e é ouro em Tóquio

Hebert Sousa recuperou-se de uma derrota quase certa com um nocaute no final de sua luta e conquistou a medalha de ouro na categoria até 75 quilos do boxe neste sábado (7). Faltando apenas cerca de 90 segundos para o final, Hebert disparou um golpe poderoso que deixou o campeão olímpico Oleksandr Khyzhniak no chão e garantiu a comemoração para o Brasil.

Khyzhniak abriu clara vantagem com socos rápidos, mas Hebert lutou para permanecer em pé e ficou surpreso quando seu adversário foi à lona.

“Eu dei sorte, encaixei e foi nocaute”, disse ele. “Não tenho tantos nocautes, mas treino muito para isso”. “Difícil falar a sensação, é incrível, uma emoção muito grande, senti a energia de todo mundo que estava torcendo. Eu pensei durante os rounds que tinha muita gente mandando energia por esse nocaute. Eu acreditei que eu podia e que bom que aconteceu, eu fui premiado e a gente merece”, afirmou o boxeador segundo o site do Time Brasil.

Hebert nem esperou pela decisão do árbitro e comemorou imediatamente, pulando de corner para corner e gritando para as câmeras de televisão.

Khyzhniak chegou a se levantar, cambaleando, e fez de tudo para provar que estava bem para continuar, com suas palavras ao árbitro sendo abafadas pelos gritos do brasileiro.

“Não entendi a decisão”, disse Khyzhniak, acrescentando que o soco não foi tão forte. “Não é que eu poderia ter continua, eu continuei. Eu levantei rápido, mas foi finalizado.”

Khyzhniak abriu clara vantagem com socos rápidos, mas Hebert lutou para permanecer em pé e ficou surpreso quando seu adversário foi à lona.

Vacinação contra a Covid na segunda será exclusiva para 2ª dose da Astrazeneca

A vacinação contra a Covid nesta segunda-feira (9) em Rio Claro continua sendo exclusiva para segunda dose. O atendimento será feito nos quatro postos de vacinação. No Centro Cultural o atendimento será das 8 às 19h e nos pontos de drive-thru haverá atendimento no período da manhã.

Nos postos da Unimed e do Santa Filomena (no shopping) a vacinação será das 8 às 13h e no São Rafael das 8 ao meio-dia. A Secretaria de Saúde de Rio Claro reforça a importância das pessoas tomarem a segunda dose para que a vacina tenha a eficácia esperada.

Nesta segunda-feira a aplicação de segunda dose será para quem recebeu a Oxford/Astrazeneca até 18 de maio. Todo o estoque disponível para primeira dose já foi aplicado no município e a vacinação com primeira dose será retomada tão logo o município receba do governo estadual novo lote de vacinas.

Todos que forem ser vacinados devem levar documento de identidade com foto, CPF, comprovante de residência em Rio Claro e comprovante da primeira dose.

A Vigilância Epidemiológica orienta que é proibida a presença de crianças e de acompanhantes para menores de 60 anos e os cuidados preventivos à Covid devem ser mantidos também no posto de vacinação. É obrigatório o uso de máscara e as pessoas devem manter o distanciamento.

Jornal Cidade RC
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