Liberado desde agosto de 2019, o saque das contas dos fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) está esquecido por muitos trabalhadores. Segundo a Caixa Econômica Federal, cerca de 10,5 milhões de brasileiros ainda não retiraram R$ 23,3 bilhões.
Tem direito ao saque quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada entre 1971 e 4 de outubro de 1988. Os interessados devem procurar a Caixa Econômica Federal para retirar o dinheiro. O prazo para o saque vai até 1º de junho de 2025. Após essa data, o dinheiro será transferido à União.
Até maio de 2020, a Caixa administrava apenas as cotas do PIS, destinadas aos trabalhadores do setor privado. No entanto, o Banco do Brasil (BB), que gerenciava o fundo do Pasep, destinado a servidores públicos, militares e funcionários de estatais, transferiu as cotas para a Caixa, o que permitiu a unificação dos saques.
O saque pode ser pedido no aplicativo Meu FGTS, que permite a transferência para uma conta corrente. A retirada em espécie varia conforme o valor a que o beneficiário tem direito. O saldo pode ser consultado no aplicativo, no site do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou no internet banking da Caixa.
O saque de até R$ 3 mil poderá ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e nos terminais de autoatendimento, utilizando o cartão Cidadão, com senha. Outra opção é nas agências da Caixa. Acima de R$ 3 mil, somente nas agências da Caixa, mediante a apresentação de documento oficial com foto. Para saber se tem direito às cotas do fundo, o correntista deve consultar o endereço www.caixa.gov.br/cotaspis.
Segundo a Lei 13.932, de 2019, os recursos do fundo ficarão disponíveis para todos os cotistas. Diferentemente dos saques anteriores, realizados em 2016, 2017 e 2018, não há limite de idade para a retirada do dinheiro.
A lei facilita o saque por herdeiros, que passarão a ter acesso simplificado aos recursos. Eles terão apenas de apresentar declaração de consenso entre as partes e a declaração de que não existem outros herdeiros conhecidos, além de documentos como certidão de óbito, certidão ou declaração de dependentes, inventários ou alvarás judiciais que comprovem as informações.
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma nova tecnologia de teste para avaliar o diagnóstico de covid-19 pela saliva utilizando luz. A formulação foi feita por um grupo do Laboratório de Bioanalítica e Eletroquímica da instituição de ensino. Os estudiosos adotaram uma técnica denominada entre os especialistas de eletroquimioluminescência.
Segundo esta técnica, um sinal elétrico é aplicado na saliva de um paciente. Caso haja o vírus na saliva da pessoa, esse sinal produz uma reação química e mostra o resultado na forma de aparição de luz vermelha, apontando o diagnóstico. Se o aparelho utilizado não ascender, o diagnóstico é negativo.
De acordo com os pesquisadores, é possível obter o resultado do diagnóstico em até uma hora e ele tem precisão semelhante ao do teste laboratorial RT-PCR. O teste indica a presença ou não do vírus e a carga viral. Outra vantagem apontada pelos autores da pesquisa é a análise de 20 amostras ao mesmo tempo.
O dispositivo utilizado para o teste também pode ser conectado a um smartphone. Assim, ele “roda” sem a necessidade de um técnico especializado para comunicar o resultado do exame realizado.
O prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) deve oficiar nos próximos dias ao Ministério da Infraestrutura, do Governo Federal, posição oficial da Prefeitura para que a oficina da concessionária Rumo permaneça em Rio Claro com transferência do Centro para o Jardim Guanabara. Conforme o JC revelou anteriormente, a empresa havia manifestado saída da cidade, mas reviu a decisão após mobilização política no município.
“Queremos manter a tradição ferroviária em Rio Claro, com a manutenção da oficina, a geração de novos postos de trabalho e ampliação da receita. Para isto, pretendemos oferecer suporte para que as empresas fornecedoras da Rumo também se instalem no município, com o compromisso de priorizarem a contratação de rio-clarenses”, explica o prefeito.
Na última quarta-feira (13), o grupo de trabalho criado pelo prefeito Gustavo para discutir a retirada da oficina mecânica da Rumo do Centro e a constituição de novo local para sua instalação realizou sua primeira reunião. “Estamos encontrando alternativas não só para que a oficina ferroviária permaneça em Rio Claro, como tenha sua estrutura física e suporte logístico ampliados em local fora do centro histórico”, disse Perissinotto.
A Rumo Logística, concessionária responsável pela malha ferroviária paulista, reviu sua decisão de deixar a cidade. “A deliberação final caberá ao prefeito e ao Ministério de Infraestrutura”, informa Rodrigo Verardino De Stéfani, relações institucionais e governamentais da Rumo. Segundo o Governo Municipal, apesar de outros locais terem sido cogitados, como no Distrito de Batovi, o Jardim Guanabara deverá ser o local para a transferência, seguindo uma revisão do projeto aprovado anos atrás.
De acordo com a Prefeitura, também ganham força os projetos para a instalação de um terminal de carga em Rio Claro para a ligação do eixo de produção industrial da região com os estados do centro-norte do Brasil e para a instalação de um porto seco (terminal rodoferroviário), assuntos que também vêm sendo tratados pelo grupo de trabalho criado pelo prefeito.
O grupo de trabalho, que também iniciou a discussão sobre a destinação da área onde hoje está instalada a oficina da Rumo, é composto por Anderson Christofoletti (secretário municipal de Governo), Agnelo Matos (secretário municipal de Habitação), Ciciliana Di Batista (chefe de Gabinete), Erlon Mastricico Thiele (assessor), João Luiz Zaine (do Ciesp), Luís Fernando Quilici (da Aspacer), Rodrigo Verardino De Stéfani (da Rumo), e os vereadores Carol Gomes (Cidadania) e Thiago Yamamoto (PSD), representando a Câmara Municipal que também se engajou no tema.
Iniciativa
Prefeito Gustavo destaca geração de empregos com permanência e novos projetos de porto seco e terminal de cargas em RC.
Um morador de Sumaré (SP) trava uma batalha contra o tempo e a favor da saúde. Wantuhildes Trolesi, 43 anos, precisa de um transplante de rim e busca um doador compatível.
O caso ganhou as redes sociais após a esposa Vanessa Trolesi compartilhar a história dele e pedir ajuda dos internautas.
“Ele não urina mais e nem pode beber água sempre que tem sede. Isso é algo que dói em meu coração. Se eu pudesse eu doava meu rim para acabar com esse sofrimento, mas infelizmente não sou compatível”, lamenta Vanessa.
Wantuhildes, mais conhecido como Tu, tem uma história de luta, em que muitos obstáculos foram vencidos desde quando ele era criança.
Aos nove anos foi diagnosticado com uma doença grave nos rins, passou por um longo tratamento e entrou para a fila de transplante. Naquela época seus familiares se dispuseram a doar um dos rins, mas todos foram incompatíveis ou seus problemas de saúde não permitiram a doação. Por um milagre, como a família define, Deus reverteu a situação e o transplante não foi necessário.
Aos 33 anos a situação voltou a acontecer, sua saúde foi ficando debilitada e novamente descobriu-se que os rins não funcionavam mais. A situação se repetia: ele passou pelo processo de hemodiálise e fila de transplante. Depois de dois anos e oito meses de espera ele foi transplantado. A cirurgia foi um sucesso e ele voltou a ter uma vida normal dentro dos limites de um paciente transplantado.
Até que veio a pandemia e, em setembro de 2020, Tu positivou para a Covid-19. Ficou uma semana internado mas se recuperou. Porém, alguns meses depois, começou a se sentir mal e após exames descobriu-se que a Covid havia atacado seu rim transplantado e sua saúde foi ficando cada dia mais debilitada. Em maio deste ano sofreu um primeiro infarto, foi para o hospital e dois dias depois um novo infarto.
Foi encaminhado para a Unicamp para fazer um cateterismo e na sequência sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ficou na UTI, foi intubado, teve infecções e mais uma vez teve forças para receber alta e voltar para casa, onde aguarda agora um doador vivo e compatível que se disponha a devolver o sonho de dias melhores para ele.
Ajuda
Para doar o rim, a pessoa precisa ter a tipagem sanguínea B+ e tem que estar bem de saúde. Não pode ter trombose, problemas cardíacos nem ser diabética. Mais detalhes podem ser obtidos com a esposa de Tu pelo telefone (19) 99116-3461
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (16) que toda a população brasileira estará imunizada contra a covid-19 até o final deste ano. Queiroga participou, neste sábado, do lançamento do Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação, em São Luís. A iniciativa busca incentivar a imunização com 18 vacinas diferentes. O público-alvo são pessoas com até 15 anos.
Em relação à covid-19, Queiroga lembrou que o Brasil já ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com o ciclo vacinal contra a covid-19 completo. O termo é usado para designar pessoas que receberam duas doses de imunizantes oferecidos no Brasil ou a dose única da vacina Janssen.
“Estamos nos preparando para sair da maior crise sanitária que a humanidade já enfrentou. Isso se deve ao esforço conjunto de todos nós. Tenho certeza de que haveremos de vencer, em breve, essa pandemia. Isso eu posso me comprometer com vocês porque eu sei que até o final do ano toda a população brasileira estará imunizada”, disse.
Neste sábado (16) em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação, organizações governamentais e não governamentais em todo o mundo refletem sobre como anda a alimentação mundial.
Aqui no Brasil se alimentar bem está pesando cada vez mais no bolso. E não é só pela inflação da comida. O valor médio do gás passou de R$ 75,29 no final de 2020 para R$ 96,89 em 2021, chegando a ser encontrado por mais de R$ 130 em algumas regiões do país. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Itens essenciais na mesa do brasileiro também estão mais caros. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os itens que mais subiram foram o açúcar (44%), óleo de soja (32%) e as carnes (25%).
Henrique Vilaverde faz e vende marmitas há 3 anos para moradores do condomínio onde mora, em Brasília. Apesar de não ter gastos com aluguel ou transporte até o trabalho, já que trabalha em casa, teve de fazer um reajuste no valor das refeições, o menor possível, segundo ele.
“Passamos a cozinhar em fogão a lenha, pensar na cozinha com criatividade. Fizemos uma pequena horta pra atender ao que produzimos e fizemos um bom estoque de outros itens como arroz, feijão, óleo.”
A auxiliar de serviços gerais e copeira Cleide Monteiro diz que tenta fazer comida com preparo rápido. “Eu acabo me privando de fazer alguns pratos para economizar [no gás]”, acrescentou.
Economizando gás
Para ajudar os brasileiros a otimizarem o uso do gás de cozinha e, com isso, fazer com que ele dure mais tempo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) trouxe dicas simples, que podem fazer a diferença.
Segundo Priscila Arruda, pesquisadora do programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, a principal dica para economizar no gás de cozinha é manter as bocas do fogão limpas.
“Se as chamas estiverem amarelas, laranjas ou qualquer cor diferente da cor azul significa que as bocas estão sujas ou não estão funcionando da maneira correta então o fogo vai perder a sua potência e vai acabar gastando mais gás”, diz.
De acordo com Priscila, uma simples limpeza com água e sabão é suficiente para resolver o problema. Caso não resolva, a especialista recomenda o uso de produtos específicos para remover sujeiras mais incrustadas.
Outra dica é verificar se há vazamentos no botijão de gás, nas mangueiras, no forno ou no fogão aplicando espuma de sabão: “Se houver bolhas, será necessário corrigir [o problema]”.
Priscila também orienta para os benefícios de se cozinhar porções maiores, que possam ser congeladas; deixar grãos de molho para que amoleçam e fiquem menos tempo na panela de pressão; além de cortar alimentos em pedaços menores com o mesmo objetivo.
Além disso, ela lembra que a panela de pressão cozinha mais rápido, então priorizar o uso desse utensílio também pode ajudar na economia do gás. Além disso as tampas devem encaixar adequadamente nas panelas, para melhor conservação do calor. Isso também vale para as bocas.
Cardápio
Grande vilã do aumento neste ano, a carne pode ser substituída. De acordo com a nutricionista Juliene Melo, a sugestão é que se explore opções sem proteína animal no jantar, por exemplo.
Segundo ela, ovos são excelentes substitutos e, com eles, pode-se preparar omeletes e panquecas. “A gente tem um aporte nutricional muito positivo por ser um alimento riquíssimo em inúmeras vitaminas e também em proteínas”, diz.
Outra opção é fazer uma vitamina com frutas e leite, em vez de uma refeição propriamente dita.
No caso do óleo de soja e do açúcar, a nutricionista aconselha que se aproveite a alta desses itens para simplesmente aboli-los do cardápio pois são vilões da obesidade e da inflamação. No primeiro caso, a dica é substituí-lo por banha de porco. No segundo, por frutas que possam adoçar.
A ‘Reportagem da Semana’ deste domingo (17) está recheada de coragem, amor e companheirismo ao dar espaço à história de uma rio-clarense que está numa dura batalha pela vida, enfrentando o câncer de mama. E é nessa luta que ela descobriu uma nova oportunidade de viver e hoje é exemplo para quem, assim como ela, enfrenta a doença.
Mas ela não está sozinha nessa. Neste mês, quando acontece a campanha ‘Outubro Rosa’, centenas de histórias como a dela se destacam e alertam sobre esse tipo de câncer que, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), é o que mais acomete mulheres em todo o mundo.
Ainda de acordo com o órgão, cerca de 2,3 milhões de casos novos foram estimados para o ano de 2020 em todo o mundo, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. Para o Brasil, foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama em 2021, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.
Demonstração de amor
Aline Persicheto Martinez, de 36 anos, teve o diagnóstico de câncer de mama confirmado em 10 de agosto deste ano. Mas o que mais marcou esse momento da vida da auxiliar administrativa foi uma atitude do marido, o balconista Dougllas Lustosa, de 38 anos. Ele raspou o próprio cabelo em uma demonstração de amor à Aline, o que deixou a luta contra o câncer mais leve.
A rio-clarense decidiu raspar o cabelo, uma vez que os fios estavam caindo por conta da quimioterapia. “Ele disse que estaria comigo em todos os momentos da minha vida. E, quando eu fiquei careca, não foi diferente. Foi logo raspar também. Nossa relação é de muito afeto e companheirismo. Sem dúvida, mais uma prova de amor”, disse ela.
Lustosa, em poucas palavras, resumiu a prova de amor: “Fiz isso para dar uma força para ela no tratamento. E, a cada dia que passa, ela fica mais linda”, contou.
A doença e o apoio
Aline descobriu um nódulo na mama esquerda enquanto amamentava o filho Murilo, de 1 ano e cinco meses. Imediatamente foi à médica, que pediu um exame de mamografia. O resultado, infelizmente, foi de um tumor maligno relacionado à sua genética.
A auxiliar administrativa vai completar quatro sessões de quimioterapia vermelha, chamada assim devido à medicação utilizada no tratamento. Depois, ela passará por 16 sessões de quimioterapia branca, também denominada assim pelos medicamentos. Para ela, que também é mãe do Miguel, de 5 anos, o apoio da família e dos amigos é essencial para passar pelo tratamento e superar a doença.
“Primeiro, me senti em desespero, já imaginando o pior. Mas graças a Deus tive dois grandes médicos que de imediato me ajudaram, me deram suporte e me orientaram. O apoio da minha família também está sendo fundamental. Sem eles, eu nem estaria de pé. Me sinto abençoada com cada mensagem de força e fé, o que aumenta minha energia, fazendo com que eu fique mais forte para enfrentar essa batalha”, relatou.
Andar com fé
Pesquisas comprovam que a espiritualidade também é uma aliada no enfrentamento ao câncer. E fé não faltou para Aline que a listou como fundamental para o tratamento seguir mais leve.
“Tenho muita certeza que já estou me curando. Cada quimioterapia que faço imagino minha cura. Por mais difícil que seja, o corpo fica mais debilitado, os dias não são fáceis, mas vejo e recebo sempre com alegria e gratidão, pois é mais uma fase superada e mais próxima da cura estarei. Agradeço todo dia a Deus por me dar essa oportunidade de ver a vida de outra forma. Esse momento me fez refletir muito. Acredito que estamos nesse mundo para viver e evoluir como pessoa e espírito”, contou.
A história de Aline, sem dúvida, é inspiradora e reforça a importância do diagnóstico precoce, o que pode garantir uma alta taxa de cura. Felizmente, no Brasil, a maioria dos casos de câncer de mama tem desfecho feliz.
Prevenção, então, é a palavra, por meio do autoexame e das mamografias periódicas. Vale procurar o serviço de saúde mais próximo de sua casa e obter informações, seja num Outubro Rosa, ou em qualquer época do ano.
Mastologista fala sobre a importância da mamografia
A pandemia de covid-19 trouxe uma queda nos exames de câncer de mama. Em 2020, o número de mamografias de rastreamento realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em mulheres entre 50 e 69 anos caiu 42% em comparação ao ano anterior.
A Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia recomendam que o exame seja feito anualmente em mulheres a partir dos 40 anos. No contexto do SUS (Sistema Único de Saúde), a indicação do Ministério da Saúde é que a mamografia seja realizada a cada dois anos em mulheres com idade entre 50 e 90 anos.
Recentemente nos estúdios da Rádio Jovem Pan News de Rio Claro, o médico mastologista Daniel Buttros tirou algumas dúvidas sobre o câncer de mama e disse que na cidade de Rio Claro, mulheres a partir dos 40 anos já estão recebendo a solicitação para mamografia.
“Existe um estudo brasileiro chamado Amazonas que mostra que 30% das mulheres que tiveram câncer de mama no Brasil estão abaixo dos 50 anos. É um índice muito alto. É uma faixa etária que precisa de atenção e aqui na cidade a gente já dá”, disse ele.
A mamografia é a porta de entrada dos diagnósticos e a ideia é que ela antecipe o surgimento de sinais da doença. Junto ou posteriormente a ela, explicam os especialistas, podem ser solicitados exames de ultrassom, ressonância magnética e biópsia.
Entre os sintomas do câncer de mama, estão nódulos (caroços) nos seios, axilas ou pescoço, alterações de cor ou retração na pele das mamas ou no bico do peito e saída de líquidos anormais dos mamilos. O tratamento é definido de acordo com o subtipo do tumor, o tamanho e a existência ou não de metástase.
Buttros afirmou que é fundamental que o autoexame das mamas seja feito mensalmente. “Para todas as mulheres a partir dos 20 anos é importante palpar, sempre no período pré-menstrual. Agora, junto disso, mamografia anual a partir dos 40. E essa somatória faz com que a prevenção se eleve para outro nível”.
Dois novos casos de Covid foram registrados em Rio Claro nas últimas 24 horas, totalizando 19.223 confirmações da doença nesta pandemia. As informações constam em boletim divulgado neste sábado (16) pela Secretaria Municipal de Saúde. Entre as pessoas que foram infectadas pelo coronavírus no município, 18.625 estão recuperadas e dez estão em isolamento domiciliar.
O município tem sete pacientes hospitalizados por Covid, o que representa 8% de ocupação de leitos. São cinco pacientes em enfermaria e dois em unidades de terapia intensiva das redes de saúde pública e particular.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.
A atividade econômica brasileira teve variação negativa em agosto deste ano, de acordo com dados divulgados hoje (15) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,15% em agosto de 2021 em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), chegando a 139,23 pontos.
Na comparação com agosto de 2020, houve crescimento de 4,74% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No ano, foi registrada alta de 6,41%. Em 12 meses encerrados em agosto, o indicador também ficou positivo, em 3,99%.
O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 6,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.
Entretanto, o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre deste ano, o PIB apresentou variação negativa de 0,1%. No primeiro semestre, o PIB registrou alta de 6,4% e em 12 meses, acumulou alta de 1,8%.
Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%.
KARINA MATIAS SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após quase 11 anos do fim do Casseta e Planeta Urgente na Globo, quatro dos humoristas idealizadores da atração voltam à TV aberta com um novo programa cômico. É o Conversa Piada, desta vez, na Cultura e com estreia na noite deste sábado (16).
O formato também é diferente. Nada de esquetes, “Organizações Tabajara” ou paródias de novelas. Como o próprio nome sugere, a proposta é uma conversa bem-humorada entre os amigos Beto Silva, Claudio Manoel, Helio de la Peña e Hubert Aranha, que estão ali como eles mesmos, e não mais como personagens.
“A ideia é a gente conversar sobre o que está rolando de importante ou não importante por aí, no mundo e no Brasil. Não tem a ver com o que a gente fazia no Casseta. Não tem esquete, não tem personagem, é cara limpa. É um papo de bar, mas um papo de bar com foco”, diz Beto Silva em conversa online com jornalistas na quinta-feira (14).
Para Claudio Manoel, a atração é um reencontro do humor com a TV aberta, já que atualmente existem poucas opções do gênero no ar. Com o fim do Zorra na Globo, ele cita que só sobraram A Praça É Nossa, no SBT, e o Encrenca, na Rede TV! –vale lembrar que os integrantes originais deste último foram para a Band, emissora em que vão estrear em breve o Perrengue na Band.
“Na TV aberta hoje só [humor] involuntário, você ri de coisas tipo o futebol, o jornal”, afirma Claudio. Hélio de la Peña complementa que o humor da TV mudou para as redes sociais, local em que ficou mais nichado.
“As redes sociais têm essa característica de formar bolhas, e a gente tem essa intenção de furar as bolhas”, diz. Para ele, a TV aberta é o espaço que agrega diversos setores e opiniões. “A gente não está ali com a intenção de passar uma bandeira ou coisa nenhuma, a gente está ali a fim de zoar com os assuntos que estão rolando”, acrescenta. “Eu tenho pretensões políticas, mas isso só vou dizer adiante”, brinca Claudio Manoel. Os outros ironizam se ele seria a terceira via, mas dizem na sequência que o humorista está mais para a “terceira dose” e a “terceira idade”.
Quais serão os assuntos abordados? Eles afirmam que não há restrições, desde que avaliem que seja interessante para uma piada. “Não vamos falar só sobre política, mas sobre tudo: televisão, música, futebol, que a gente gosta tanto”, diz Beto Silva.
Um pronunciamento polêmico do presidente, o ator de novela flagrado pagando micou ou um jogador que foi expulso por dar um soco no juiz são alguns exemplos do que pode virar piada na atração. O Conversa Piada é gravado às quartas para ser exibido aos sábados.
“Até brincar com o ‘não assunto’ é divertido, porque tem muita coisa que não é nada e dá piada. E tem muita coisa que é tão séria que não dá piada”, afirma Claudio Manoel. Alguns temas, prossegue ele, ficam num terreno delicado como a política.
“Tem que ter cuidado para não estar só fazendo eco de algo que já está sendo falado demais. Mas, ao mesmo tempo, não dá para escapar muito”.
O humorista resume que a ideia é “falar bobagem”. “É bom, é um negócio que desopila. Todo o mundo se leva muito a sério. Todo o mundo está muito dentro de uma trincheira desconfiando de quem está do outro lado.”
E a proposta deles, destaca Claudio, é chegar como “uma metralhadora giratória”, com um humor que tem uma “certa irresponsabilidade”. “Obviamente sabendo que estamos em um veículo na televisão aberta, não estamos falando em um ambiente privado”, pondera.
Questionados sobre como está sendo o relacionamento com a Cultura, Claudio contemporiza: “Me pergunta daqui um mês.” “Espero que seja legal, está sendo legal até agora”, acrescenta. O Conversa Piada surgiu após a direção da emissora entrar em contato com eles em busca de um projeto de comédia.
Também indagados se convidaram os outros ex-cassetas Marcelo Madureira e Reinaldo, eles disseram que não, porque eles quatro têm trabalhado mais próximos nesses últimos dez anos desde o fim do Casseta –fizeram a turnê de 30 anos do Casseta, por exemplo.
“A gente já vinha criando coletivamente nesses últimos dez anos. E como a gente queria se afastar do que é o Casseta, não fazia sentido fazer um outro programa com a mesma formação. Estamos nós que estamos mais próximos”, justificou Helio.
O Conversa Piada também terá o quadro Quatro Contra Um, em que os quatro humoristas fazem perguntas para uma celebridade. Já participaram Pedro Bial, Bruno Mazzeo, Miguel Falabella e Marisa Orth.
Em outro quadro, a repórter Paloma Santos vai às ruas para ouvir a opinião do público. A atração ainda terá pequenos quadros que abordarão assuntos como estatísticas que ninguém ainda mostrou; um fato da semana que pode ser o tema de um clipe com uma paródia musical; imagens de arquivo que viram piadas quando distorcidas de seu sentido por meio de uma locução ou dublagem engraçada; fotomontagens com personalidades que foram notícia na semana, entre outros. *
CONVERSA PIADA Quando Sábado, às 22h Onde TV Cultura Elenco Beto Silva, Claudio Manoel, Helio de la Peña e Hubert Aranha
MARIANA ARRUDAS SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Anitta, 28, lançou na noite desta quinta-feira (14) o single “Faking Love”, gravado em parceria com a rapper Saweetie. Terceira música a ser divulgada do álbum “Girl From Rio”, essa é também uma canção que traz novidade à carreira da cantora, já que ela apresenta o funk melody aos seus fãs internacionais.
Apesar do novo álbum ainda não possuir data de lançamento, Anitta diz que já tem outras músicas preparadas, em idiomas além do inglês. “A ideia era ter músicas em inglês para mais pessoas me conhecerem aqui [nos Estados Unidos]. Não vamos deixar de cantar em português, só vamos diminuir um pouco a quantidade”, diz a artista em conversa com jornalistas, realizada nesta sexta-feira (15).
O clipe do novo single chega nessa sexta, às 16h, e assim como a batida do funk, também tem referências aos anos 2000. A cantora afirma que trará uma das coreografias mais difíceis que já ensaiou, e brinca: “Sempre falo que eu não sou uma dançarina, eu finjo que sou”, comenta, “fiquei ensaiando uns cinco dias”.
Anitta explica que “Faking Love” foi uma música para criar um repertório maior em sua carreira internacional, e que a coreografia foi inspirada em passos de dança comuns nos Estados Unidos. Ela conta que não aposta no single para ser o sucesso do álbum, mas que através dele quis mostrar um pouco mais de suas raízes e personalidade.
A artista diz que, diferente do que acontece no Brasil, o público norte-americano ainda não está acostumado com o ritmo, mas para a alegria de seus fãs brasileiros, ela afirma que “tem mais elementos do funk ao longo do álbum”. “Tenho que começar com doses homeopáticas, assim como eu fiz quando comecei minha carreira no Brasil.”
Anitta ainda pontua que essa fase de sua vida “é um novo início total” e que carrega os pensamentos de quando começava sua carreira no Brasil, no entanto, aprendeu a se cobrar menos. “Não estou mais exigindo muito de mim”, comenta, “já é muito inacreditável tudo o que eu fiz, então não dá para ficar me cobrando mais”.
Ela diz que já considera que sua carreira deu certo, e que agora pretende “continuar mostrando um trabalho legal, o quão legal pode ser uma brasileira cantando em inglês”. A cantora ainda conta que nunca imaginou alcançar tantas conquistas, e comenta que apesar de ser um pouco pessimista, “vou com medo mesmo”.
A artista reforça que um exemplo de estar mais tranquila com a carreira, foi ter lançado sua música juntamente de Adele, 33, que voltou após seis anos com o single “Easy On Me”. “Que bom que muita gente cancelou [o lançamento devido à Adele], porque acabou menos gente lançando”, brinca.
“No final das contas foi positivo [ter lançado o single agora]. São públicos diferentes e ela também é uma artista que já tem uma carreira acontecendo, eu sou uma artista que está começando nos Estados Unidos”, reflete. “Não adianta ser a maior do Brasil, ninguém quer saber disso”.
Por agora, a cantora afirma que continuará trabalhando em sua carreira internacional, enfrentando alguns perrengues e focando em descansar e se divertir. “Aqui eu vou em balada, beijo um monte de boca, aqui eu vivo a vida”, conta, “aqui é uma loucura”.
Ela reforça que ainda terão mais lançamentos até o final do ano, um em novembro e outro em dezembro, e diz que o próximo single, que será lançado em janeiro, tem grande chance de se tornar o maior hit do álbum. “Achamos que é uma música muito boa que passa credibilidade de um trabalho super bem feito, com a personalidade do Brasil.”
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Academia Brasileira de Cinema, a ABC, anunciou nesta sexta-feira (15) que o filme “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, será o candidato oficial do Brasil para tentar uma vaga entre os indicados ao próximo Oscar de melhor filme internacional.
A escolha foi feita por uma comissão formada por profissionais do setor. Fazem parte do comitê de seleção o montador Felipe Lacerda, o produtor Leonardo Edde, o crítico Luiz Zanin, a produtora Paula Barreto, a atriz Virginia Cavendish, o diretor Allan Deberton, a produtora Andrea Barata Ribeiro, o diretor e roteirista Belisário Franca, a executiva Gisélia Martins, o diretor e produtor Cacá Diegues e a atriz e diretora Bárbara Paz.
Na disputa, estavam ainda os filmes “7 Prisioneiros”, “A Nuvem Rosa”, “A Última Floresta”, “Cabeça de Nêgo”, “Callado”, “Carro Rei”, “Cavalo”, “Doutor Gama”, “Limiar”, “Medida Provisória”, “Meu Nome é Bagdá”, “Por que Você Não Chora?”, “Selvagem” e “Um Dia com Jerusa”.
“Deserto Particular” conta a história de Daniel, um ex-policial que mora em Curitiba e tem uma vida infeliz, até que ele parte numa jornada em direção ao sertão baiano à procura de Sara, uma mulher com quem ele desenvolve uma relação amorosa a partir de aplicativos de mensagem.
O filme foi exibido no último Festival de Veneza e integra a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa na semana que vem. A estreia de “Deserto Particular” no circuito está marcada para o dia 18 de novembro.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela entrega do Oscar, marcou sua próxima cerimônia para o dia 27 de março do ano que vem.
De acordo com o calendário da organização, a lista de filmes pré-selecionados para algumas categorias –incluindo a de filme internacional– será divulgada em 21 de dezembro deste ano. Menos de dois meses depois, em 8 de fevereiro, o público saberá quem realmente foi indicado à premiação.
No ano passado, o escolhido para representar o Brasil no Oscar foi o documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz, que acabou não entrando na lista. A última vez que o país foi indicado entre os filmes estrangeiros foi com “Central do Brasil”, de 1998. Antes disso, só “O Pagador de Promessas”, “O Quatrilho” e “O que É Isso, Companheiro?” já haviam chegado perto da estatueta da categoria.