Monarco, um dos maiores nomes da história do samba, morre aos 88 anos

LUIZ FERNANDO VIANNA -RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Hildemar Diniz, o Monarco, líder da Velha Guarda da Portela, um dos maiores cantores da história do samba e figura altamente respeitada no meio musical morreu neste sábado, dia 11, aos 88 anos, no Rio de Janeiro.

Pode-se até imaginar que seu apelido é uma variação de monarca e faz alusão à sua nobreza. Mas não é bem assim. A primeira parte está certa. Hildemar, que teve sua morte confirmada pela Portela após complicações de uma cirurgia no intestino que ele fez no mês passado, tinha seis ou sete anos de idade quando ouviu um colega lendo a palavra “monarca” num gibi.

Gostou tanto que pediu para ouvi-la várias vezes. A turma em volta, para caçoar, tascou-lhe o apelido Monarca. Como terminava em “a”, parecia afeminado. Pouco tempo depois, o próprio caçoado adaptou para Monarco.

A segunda parte, a do seu reconhecimento como um rei de seu ofício, se deu de forma lenta. Embora antes dos 20 anos ele já tivesse um samba seu cantado por toda a Portela, só na década de 1980 Monarco foi entronizado como cantor e compositor de primeira linha.

Não é absurdo imaginar que alguém cuja biografia é indissociável de uma escola de samba tenha crescido na quadra da agremiação. Este não é o caso de Monarco.

Ele nasceu em 17 de agosto de 1933 no subúrbio carioca, mas no bairro de Cavalcante, não no de Oswaldo Cruz, berço da Portela. Com um ano, foi com seus seis irmãos para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Era uma vida difícil, como registra Henrique Cazes no livro “Monarco – Voz e Memória do Samba”. Sua mãe, Altair, quase não dormia: embalava laranjas durante o dia, lavava e passava roupas para clientes à noite. E ainda cuidava dos filhos, que assumiu praticamente sozinha depois de se separar do marido, o marceneiro e poeta José Felippe, quando Monarco tinha seis anos. O menino entregava os pacotes de roupa passada pela mãe.

A inteligência engana, mas Monarco estudou só até o terceiro ano do antigo primário. Tinha que ganhar dinheiro para ajudar Altair. Aos 14 anos, conseguiu seu primeiro emprego: office-boy da Associação Brasileira de Imprensa. Foi demitido ao ser flagrado sambando com uma vassoura erguida, como se segurasse um estandarte.

É que já estava influenciado por sua nova vizinhança. Desde os 13 anos, morava com a família em Oswaldo Cruz, ao lado de Madureira. Fascinou-se pela malandragem e pela musicalidade da região, mas não podia se dedicar a elas. Aos 18 anos, teve uma filha com Deolinda, Nigmar, e se casou com Maria Teresa, que lhe deu Mauro. Dividia-se entre empregos de curta duração e biscates.

Foi se aproximando aos poucos dos músicos do bairro, a começar por Jaime Silva, que ficaria célebre por compor “O Pato”, sucesso de João Gilberto. Um irmão de Jaime, Dição, deu a Monarco lições de cavaquinho. Era o que faltava para ele trocar os versinhos que fazia por composições de verdade.

O primeiro samba que considera para valer nasceu como “Retumbante Vitória”, mas entrou para a história como “O Passado da Portela”. É de 1952, e o refrão nunca deixou de ser cantado pelos amantes da escola. “O que nos vale é a fé/ Que encoraja e conduz/ Portelense de verdade/ Que defende Oswaldo Cruz.”

O samba encantou tanto Natal, o todo-poderoso bicheiro da escola, que foi apresentado no ensaio mesmo Monarco sendo um desconhecido. Acabou escolhido para o aquecimento do desfile de 1953. Curiosamente, Monarco nunca teve um samba-enredo seu vencedor nas disputas da Portela, só em outras agremiações, como a Unidos do Jacarezinho, mas preserva essa emoção que sentiu aos 19 anos.

Dado o pontapé inicial, ele ganhou coragem para se aproximar de outros portelenses. Entre suas principais composições estão parcerias com Chico Santana (“Lenço”, “De Paulo a Paulinho”), Alcides Malandro Histórico (“Amor de Malandro”, “Enganadora”), Mijinha (“Sofres porque Quer Liberdade”, “Falsa Recompensa”), Walter Rosa (“Tudo Menos Amor”). E ainda teve a ousadia de complementar sambas de Paulo da Portela, nome maior da escola: “O Quitandeiro”, “Serei Teu Ioiô”, “Este Mundo É uma Roleta”.

Na lista de composições sem parceria, destacam-se reverências à sua agremiação: “Portela sem Vaidade”, “Saudades da Portela”, “Homenagem à Velha Guarda da Portela”, “Passado de Glória”. Esta última deu título ao primeiro disco da Velha Guarda, produzido por Paulinho da Viola em 1970. Monarco aparece na foto da contracapa, mas não participou da gravação da música porque estava na feira, trabalhando especialmente como peixeiro, o que lhe permitiu ajudar no sustento dos filhos.

Como compositor, ele se filiou ao que se chama de “estilo da Portela”, com melodias em tons menores e certa melancolia. Embora contemporâneo de Candeia, Casquinha, Bubu e outros portelenses mais ligados ao partido-alto, Monarco se manteve próximo da linha mais antiga. Somando isso ao verso inicial de “O Passado da Portela” (“Um dia, um portelense de outrora”), explica-se a faixa com que ele foi recebido num show: “Hoje – Monarco e seu pessoal de outrora”.

Como cantor, embora já fosse admirado muito antes, só teve chance de gravar o seu primeiro disco em 1976. Depois vieram outros, sempre elogiados pela crítica, mas em periodicidade irregular. O último é de 2014 e, numa alusão a seus 80 anos, chama-se “Passado de Glória”. Em 2012, gravara “Família Diniz – Um Coração Azul e Branco”, assumindo a condição de patriarca de um clã musical, do qual fazem parte seus filhos Mauro Diniz (notório cavaquinista e arranjador) e Marquinho Diniz (compositor, integrante do Trio Calafrio).

E foi um jovem muito amigo de seu filho Mauro quem o alçou ao posto de autor de sucesso. Na voz de Zeca Pagodinho, duas parcerias suas com Ratinho, “Coração em Desalinho” e “Vai Vadiar”, estouraram, respectivamente, em 1986 e 1998, e continuam sendo muito cantadas.

Monarco não é apenas o rosto e a voz da Velha Guarda da Portela, mas a memória de sua escola, de Paulo da Portela a Paulinho da Viola, como diz na letra de seu samba. Foi escolhido, em 2013, presidente de honra da Portela, posição que reforça a sua condição de monarca.

O sambista deixa a mulher, filhos e netos. Ainda não há informações sobre velório e enterro. Nesta sexta-feira, dia 10, um dia antes de sua morte, ele foi homenageado durante a inauguração da sala de troféus da Portela, que leva seu nome.

Grupo de Rio Claro leva alegria para hospitais da cidade há seis anos

No Dia do Palhaço, comemorado na última sexta-feira (10), a ‘Reportagem da Semana’ escolheu mostrar como é o trabalho de um grupo muito especial, que faz as pessoas rirem e terem alegria em momentos difíceis, e num cenário improvável: a cama de um hospital.

Em 2015, uma trupe de palhaços iniciava um projeto que leva até hoje alegria e amor aos hospitais de Rio Claro. Com roupas coloridas, rostos pintados, acessórios nas mãos e acompanhados de muita animação, os 20 integrantes da USI (Unidade de Sorrisos Intensivos) vem há seis anos alegrando os corações de pacientes e familiares de três hospitais da cidade.

Mais que divertimento, o encontro é um ato de amor ao próximo. Afinal, a cada porta que se abre, os palhaços levam mais diversão e apoio a quem, por algum motivo, precisa de cuidados médicos. 

Inspirados pelo consagrado grupo ‘Doutores da Alegria’, que desde 1991 trabalha a arte da palhaçaria em hospitais públicos no Brasil, os rio-clarenses contam, ainda, com apoio dos ‘Remédicos do Riso’, de Jaú. 

Na ‘Cidade Azul’, antes da pandemia que assolou o país, os integrantes da USI frequentavam semanalmente os hospitais da Unimed, da Santa Casa de Misericórdia e do São Rafael. Com o isolamento social, o projeto sofreu uma pausa. No entanto, eles já se preparam para voltar com as visitas.

“Cada integrante cria o seu clown (termo em inglês que significa palhaço) dentro de uma coerência e os padrões da USI. Inclusive, quando uma pessoa inicia o trabalho, uma das oficinas é sobre a caracterização e essa busca do seu clown interior. Normalmente, é algo que te remete ao passado ou alguma circunstância vivida. O trabalho, na prática, consiste em visitas, onde ao chegar no hospital, fazemos uma oração, pedimos permissão a Deus e nos colocamos como seus instrumentos do bem”, comentou a coordenadora Rosimeire Teresin, de  53 anos.

Para ela, ser um voluntário é dispor de tempo, de forma responsável e com muito comprometimento, para desenvolver qualquer atividade em benefício do próximo, sem esperar retorno. “É claro que não é possível resolver todos os problemas de todas as pessoas, mas sentar e ouvir uma pessoa idosa e enferma, ou ainda provocar o sorriso em uma criança, sem dúvida, faz a diferença”, explicou.

Para a coordenadora Ariane Louise Corso, de 45 anos, se trata de um trabalho representativo, pois considerando o mundo atual com tantas coisas ruins, ganância, onde a maioria das pessoas pensam somente nos valores materiais e onde quase nada é  de coração, ver nos olhos dos  semelhantes um pouco de alegria em um momento de tanta fragilidade faz com que cada integrante se sinta muito importante aos olhos de Deus.

“A USI faz com que seus integrantes se sintam diferentes, pois ao dedicarem algumas horas de suas vidas para esse ato de amor percebe-se um crescimento no ponto de vista pessoal e humano na vida de cada um. A coordenação e o time se sentem muito felizes e recompensados por poderem praticar esse ato de amor para a sociedade”, citou.

‘Cada porta que se abre é uma surpresa’

Caio Henrique Scaggion, de 35 anos, participa do projeto há três anos. O empresário que se transforma no palhaço Doutor Tibúrcio, nome escolhido por sua filha Alice, de 6 anos, disse ao JC que sentiu no coração para participar após ficar internado cinco meses no Hospital Boldrini, em Campinas.

“Tenho uma doença autoimune. Me lembro que toda quinta-feira eles iam e eu ficava ansioso pela visita, que me animava. Prometi para mim mesmo que quando eu tivesse alta ia procurar um grupo para levar alegria para essas pessoas. Vim para Rio Claro e vi que a USI estava abrindo uma seleção. Fiz a entrevista, as preparações e passei e agora sigo”, comentou.

Scaggion acredita que as pessoas precisam de cuidados, mas também de bom humor, ou apenas um sorriso. “Não consigo explicar o que é isso. Cada porta é uma surpresa. A gente entra de um jeito e sai de outro. Fazer a diferença na vida de uma pessoa não tem explicação. Tem pessoas que moram no hospital e que esperam a gente. É muito gratificante”, finalizou.

A funcionária pública Josimeire Moura da Silva, de 51 anos,  também entrou para a Unidade de Sorrisos Intensivos há três anos. Ela conheceu o projeto quando acompanhava o pai entre idas e vindas no hospital.

“Esse grupo fez toda a diferença na minha vida. Meu pai infelizmente teve um câncer, ficou internado várias vezes e eles iam fazer a visita. A expressão dele quando os integrantes entravam no quarto, me marcou muito. Isso fez eu acreditar que eu precisava continuar fazendo a diferença na vida das pessoas. Me sinto muito grata”

Sobre ajudar o próximo, ela diz: “É uma alegria, uma sensação de paz, realização. Eu saio muito mais feliz do que quando eu entrei”.

Alegria que cura

Pesquisas científicas confirmam que o riso funciona como estimulante do cérebro na produção de beta-endorfinas, substâncias que têm importante potencial analgésico, contribuindo para o alívio ou eliminação da dor, melhorando a circulação, a pressão arterial, as defesas orgânicas contra infecções e alergias, e relaxando os vasos sanguíneos. Estudo feito pelo Centro Médico da Universidade de Maryland (EUA) mostrou que rir protege contra infartos e doenças coronárias.

Ex-vereadora e empresário vão a Brasília em busca de apoio para a pequena Júlia Vitória

Publieditorial

Nesta semana, o empresário João Batista Alves, de 51 anos, e a ex-vereadora de Rio Claro e atual assessora do deputado federal Baleia Rossi, Maria do Carmo Guilherme, de 59 anos, estiveram em Brasília, no distrito federal, numa reunião com o deputado e presidente nacional do MDB.

Na ocasião, os rio-clarenses levaram a história da bebê Júlia Vitória, de um ano e seis meses, que precisa de um transplante multivisceral (de todo o aparelho digestivo). É que, conforme noticiado pelo JC no último domingo (27), a Justiça voltou a negar os procedimentos para a criança.

“Já há algum tempo nos sensibilizamos com o caso da Júlia. E, desde então, tentamos ajudar da forma que podemos. Agora, essa reunião veio de encontro para tentarmos reverter a decisão da União”, disse o empresário ao JC.

Maria do Carmo Guilherme disse que isso não deveria existir. E que toda criança, na verdade, todo o cidadão brasileiro, deve ter esse direito. “Pedi, juntamente da presidente nacional do MDB mulher, a Fatima Pelaes, que também levará essa demanda até à ministra Damares, para que possa fazer essa intervenção junto ao Ministério da Saúde. Não existe só ela [Júlia] no nosso país. Ela está sendo uma luz para todas as nossas crianças que estão com esse problema. Esperamos que o congresso tenha essa sintonia para que possa trabalhar para que isso não aconteça mais no Brasil”, comentou ela.

Baleia Rossi ficou comovido com a história. “Como não se comover com a história da pequena Júlia? É por situações como essa que trabalho tanto pela Saúde e Assistência Social para a população. Vou sempre contribuir a favor dos mais vulneráveis”, salientou o político.

Relembre o caso

Bianca Maciel de Oliveira e Edenilson Carlos de Oliveira, pais da pequena Júlia Vitória, fizeram um desabafo em entrevista à repórter Vlada Santis na última semana.

“É com muita tristeza que depois de tantos dias de espera recebemos a resposta da Justiça que infelizmente disse ‘não’ à vida da Julinha. O tribunal não dá valor à vida das nossas crianças. Até quando vamos ser reféns dessa Justiça injusta? Por que alguns ‘sim’ e outros ‘não’? Onde está o direito à vida? Até quando vamos ver crianças morrendo por falta de acesso ao tratamento?”.

“A gente como pai e mãe tá vendo pela segunda vez a União negar a cirurgia dela fora do Brasil por causa de dinheiro, por causa de quererem trazer isso para o Brasil e usarem ela de cobaia, coisa que nós não iremos deixar jamais. Estamos agora com uma nova advogada assumindo o caso. A mídia tem sido o nosso apoio e isso nós agradecemos ao Jornal Cidade que desde o início está nesta luta com a gente para dar voz e vez à nossa filha, que luta bravamente desde o nascimento pela vida. Esse processo já rola há mais de um ano e eu pergunto até quando vamos esperar. É a vida de uma criança que está em jogo”, seguiu desabafando o pai.

A família segue com a campanha para custear a cirurgia de maneira particular. O valor é de aproximadamente R$ 12 milhões. 

AJUDE

Vaquinha online: http://vaka.me/1219313

Pix: 318.452.558/95 (Bianca da Silva Maciel)

Instagram: @todospelajulia_

Boletim aponta quatro novos casos de Covid em Rio Claro

O município tem duas pessoas hospitalizadas, ambas em UTI.

Rio Claro registrou quatro novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, conforme boletim emitido neste sábado (11) pela Fundação Municipal de Saúde.

Com isso, o município totaliza 19.611 casos positivos de Covid.Duas pessoas estão hospitalizadas, sendo que ambas estão em UTI. A ocupação de leitos é de 2%.

Até o momento, em Rio Claro, 19.018 pessoas se recuperaram da doença.

A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

Rio Claro ultrapassa 360 mil doses contra a Covid

Neste sábado (11) foram vacinadas 1.326 pessoas.

Rio Claro ultrapassou neste sábado (11) a marca de 360 mil doses aplicadas contra a Covid, conforme números da Fundação Municipal de Saúde.

O total de doses é de 360.748.Neste sábado as equipes de vacinação atenderam 1.326 pessoas. Foram aplicadas 29 primeiras doses, 260 segundas doses e 1.035 doses adicionais, além de duas doses da Janssen.

Em Rio Claro 173.748 pessoas receberam ao menos uma dose de vacina, o que representa 82,91% da população.

Entre estas pessoas, 158.298 receberam também a segunda dose ou foram vacinados com dose única, ou seja, 75,54% dos rio-clarenses. E 15,99% da população tomou também a dose adicional.

Os percentuais são calculados com base em números do IBGE, que estima que a população de Rio Claro é de 209.548 pessoas.

STF determina exigência de comprovante de vacina para entrar no país

Barroso disse que Brasil não pode virar destino de turismo antivacina

AGÊNCIA BRASIL

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comprovante de vacina para viajante que chega do exterior no Brasil só pode ser dispensado por motivos médicos, caso o viajante venha de país em que comprovadamente não haja vacina disponível ou por razão humanitária excepcional.Barroso deferiu parcialmente cautelar pedida pelo partido Rede Sustentabilidade na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 913. O ministro pediu que a decisão seja enviada para referendo em uma sessão extraordinária do plenário virtual da Corte.Na decisão, ele entendeu que há urgência para o tema em razão do aumento de viagens no período que se aproxima e pelo risco de o Brasil se tornar um destino antivacina.“O ingresso diário de milhares de viajantes no país, a aproximação das festas de fim de ano, de eventos pré-carnaval e do próprio carnaval, aptos a atrair grande quantitativo de turistas, e a ameaça de se promover um turismo antivacina, dada a imprecisão das normas que exigem sua comprovação, configuram inequívoco risco iminente, que autoriza o deferimento da cautelar.”Na ação, a Rede pediu que o governo federal adotasse medidas recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ingresso no país a fim de conter a disseminação da covid-19.Depois da ação, o governo editou a Portaria Interministerial 611/2021, que passou a exigir, para o estrangeiro que chegar ao Brasil, o comprovante de vacina ou, alternativamente, quarentena de cinco dias seguida de teste negativo para o vírus antes de ser permitida a circulação em território nacional.Ao analisar o caso, o ministro lembrou que o Supremo Tribunal Federal tem obrigação constitucional de proteger os direitos fundamentais à vida e à saúde. “Já são mais de 600 mil vidas perdidas e ainda persistem atitudes negacionistas”, completou Barroso. Ele lembrou das diversas decisões já tomadas pelo STF durante a pandemia, como a que estipulou vacinação obrigatória com possibilidade de impor restrições a quem se recusar.Para o ministro, a portaria interministerial atende em parte as recomendações da Anvisa em relação aos viajantes, mas o texto “apresenta ambiguidades e imprecisões que podem dar ensejo a interpretações divergentes, em detrimento dos direitos constitucionais à vida e à saúde em questão”.Ele completou que permitir a livre opção entre comprovante de vacina e quarentena seguida de teste “cria situação de absoluto descontrole e de consequente ineficácia da norma”.Barroso decidiu que a portaria sobre os viajantes que chegam ao Brasil deve ser interpretada nos termos das notas técnicas nºs 112 e 113/2021, expedidas pela Anvisa, e levando em conta que a substituição do comprovante de vacinação pela alternativa da quarentena somente se aplica: 1- aos viajantes considerados não elegíveis para vacinação, de acordo com os critérios médicos vigentes; 2- que sejam provenientes de países em que, comprovadamente, não existia vacinação disponível com amplo alcance; 3-por motivos humanitários excepcionais.

Quarto caso de ômicron em SP é de paciente que não viajou para o exterior

FÁBIO PESCARINISÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Secretaria de Estado da Saúde confirmou na tarde deste sábado (12) o quarto caso de variante ômicron do novo coronavírus em São Paulo.

O infectado é um homem de 67 anos, morador da capital paulista, que não viajou para o exterior, ao contrário dos casos anteriores, de pessoas vindas da África.

Segundo o governo João Doria (PSDB), o paciente está com esquema vacinal completo e tomou a dose de reforço com Pfizer. Ele sentiu apenas sintomas leves, como calafrio.”O paciente teve diagnóstico positivo para Covid-19 no dia 7 de dezembro, após realizar um teste de PCR e sua amostra foi submetida a sequenciamento genético, tendo a ômicron como resultado. Ele está realizando isolamento domiciliar”, afirmou o governo.

A vigilância sanitária da Secretaria Municipal da Saúde está buscando pessoas que possam ter tido contato com o paciente.

Um parente já foi testado e apresentou resultado negativo para Covid-19.”Ainda não é possível confirmar se a situação configura transmissão local, justamente porque está em curso esse mapeamento de contatos”, afirmou a secretaria estadual em nota.

Os casos anteriores também estavam com o esquema vacinal completo e relataram sintomas leves ou assintomáticos.A última confirmação importada ocorreu no dia 1° e refere-se a um homem de 29 anos, testado ao desembarcar no Brasil no aeroporto de Guarulhos, cidade onde seguiu monitorado pela Vigilância municipal.

Os outros dois são um casal de missionários, um homem de 41 anos e uma mulher de 37. Eles desembarcaram em Guarulhos, no último dia 23, vindo da África do Sul. Ambos foram a um laboratório do terminal do aeroporto e testaram positivo para a Covid.

Os dois foram testados na última quarta-feira (8) e puderam deixar o isolamento, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.

Deputado reage a tentativa de assalto em SP e troca tiros com suspeitos

FÁBIO PESCARINISÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal Alexandre Leite (DEM-SP) reagiu a uma tentativa de assalto por volta das 18h30 desta sexta-feira (10) e disparou contra dois suspeitos, de acordo com seu depoimento à polícia.Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o parlamentar disse à polícia que trafegava pela avenida dos Bandeirantes, na zona sul paulistana, quando acessou a rodovia dos Imigrantes e percebeu duas pessoas em uma moto emparelhando com seu carro. Ele afirmou ainda que uma delas apontava uma arma de fogo.Também segundo relato do deputado à polícia, a dupla tentou interceptá-lo e chegou a disparar com a arma.”Para se defender, o deputado abaixou o vidro e atirou. Os criminosos fugiram em seguida”, afirmou a secretaria, em nota. A pasta não informa se alguém foi atingido.O parlamentar foi em seguida 100º DP, onde relatou a tentativa de assalto e apresentou a documentação da arma que transportava. O caso foi registrado como tentativa de roubo e encaminhado ao 83º DP para continuidade das investigações.Filho de Milton Leite (DEM), presidente da Câmara Municipal de São Paulo, o parlamentar, que está no terceiro mandato, é relator do projeto de lei para flexibilizar o uso de armas de fogo na Câmara.Em suas redes sociais, Leite, presidente do DEM em São Paulo, faz defesa da valorização de trabalhos da polícia. Entre outros, integrou a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.A assessoria do deputado foi procu

Bolsonaro volta a defender hidroxicloroquina e a atacar vacinas e quarentena

ITALO NOGUEIRARIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (11) ser contrário à decisão de seu próprio governo de determinar quarentena de cinco dias para os viajantes não vacinados contra Covid-19 que entrarem no Brasil.Ele afirmou que acatou uma decisão do Ministério da Saúde, mas que, em sua avaliação, a melhor medida seria apenas cobrar um teste de PCR das pessoas que ingressarem no país.”Eu não acho nada. Quem decidiu foi o Ministério da Saúde. Eles que decidiram cinco dias. Foi a palavra final, chegaram para mim… Entrou lá a vacinação. Por mim nem entraria a vacinação, teria apenas o PCR. A vacinação não impede o contágio”, afirmou ele, após a formatura de militares da Marinha no Rio de Janeiro.”Vamos nos preocupar, mas com racionalidade. Não podemos quebrar a economia. Esses voos não são turistas apenas. É voo de negócios e serviços. Quando viajei agora me exigiram o quê? PCR. Emirados Árabes, Bahrein, Catar e também Itália. Por que criar problemas aqui? Se dependesse de mim, teria só o PCR.”A quarentena começaria a valer neste sábado (11), mas a medida foi adiada em razão do ataque hacker ao Ministério da Saúde. O presidente afirmou não saber quando a exigência será aplicada.Bolsonaro voltou a defender a administração de hidroxicloroquina para pacientes contaminados pelo coronavírus, apesar de estudos já terem indicado sua ineficácia para a Covid-19.”Tomei hidroxicloroquina e, se me contaminar de novo, tomo outra vez. Temos de ter respeito à autonomia do médico”, afirmou ele.Ele também questionou mais uma vez a capacidade das vacinas em reduzir a transmissão do coronavírus, como indicam estudos científicos. Afirmou ainda que o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) está internado em razão de uma embolia “possivelmente” causada por reação à vacina.”Não estou aqui para tumultuar a vida de ninguém. Estamos mexendo com vidas. A informação não pode circular. Quem fala qualquer coisa sobre vacina é tachado de fake news, negacionista, terraplanista”, afirmou ele.Estudos apontam serem raros casos de reação grave à vacina contra a Covid-19. Especialistas afirmam que os benefícios da imunização superam os eventuais riscos existentes.

Auxílio Brasil de R$ 400 cria distorções e beneficia mais famílias menores

IDIANA TOMAZELLI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A criação de um benefício extraordinário para turbinar temporariamente o Auxílio Brasil e garantir um mínimo de R$ 400 pode levar a distorções e favorecer de maneira desproporcional famílias com número menor de integrantes, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
O pagamento do valor extra foi determinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em medida provisória publicada na terça-feira (7).
Pela lógica do benefício, famílias com apenas uma pessoa na composição vão receber o mesmo valor que aquelas com dois ou mais integrantes. Essa regra torna desigual a distribuição dos recursos.
Do total de 14,5 milhões de famílias contempladas pelo Auxílio Brasil, 13 milhões vão receber o benefício extraordinário e, portanto, ficarão niveladas nos mesmos R$ 400, independentemente do tamanho.
Em setembro de 2021, dado mais recente disponibilizado pelo Ministério da Cidadania, 2,24 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família tinham um único integrante, enquanto 4,7 milhões eram compostas por quatro ou mais pessoas.
“Uma pessoa na faixa de pobreza morando sozinha vai ganhar R$ 400, e uma mãe solo com três filhos pequenos também vai ganhar R$ 400. O valor por pessoa é muito díspar”, diz a socióloga Leticia Bartholo, que foi secretária nacional adjunta de Renda de Cidadania de 2012 a 2016.
O economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social e ex-presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), também vê retrocesso na fixação de um piso de R$ 400.
Segundo ele, famílias mais pobres são numerosas e têm mais crianças. Dessa forma, precisariam de uma ajuda maior.
“[O valor de R$ 400] Pode parecer uma boa peça de marketing, mas não é um bom programa de combate à pobreza”, afirma Neri. “Acaba não sendo um programa nem social nem econômico, mas sim eleitoral.”
Procurado, o Ministério da Cidadania não comentou as críticas. A pasta disse que “é compromisso desta gestão assegurar uma renda mínima para a população em situação de pobreza e de extrema pobreza, com responsabilidade fiscal”.
O Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família –programa social que foi marca das gestões petistas–, tem em sua estrutura básica três tipos de benefício, pagos conforme o número de integrantes elegíveis.
Famílias maiores tendem a receber valores mais elevados do que aquelas com apenas um integrante, assegurando um valor mínimo per capita e seguindo boas práticas de políticas de combate à pobreza.
A MP publicada na terça, porém, diz que o benefício extraordinário será pago no valor equivalente ao que falta para alcançar o piso de R$ 400.
Em novembro, o tíquete médio pago pelo Auxílio Brasil foi de R$ 224,41, mas há famílias com poucos integrantes ganhando menos de R$ 100.
Na prática, elas receberão um benefício extraordinário acima do que será pago aos lares que, por já terem mais integrantes, recebem um Auxílio Brasil mais polpudo.
Além de desconsiderar o tamanho da família, o benefício extraordinário ignora o grau de carência do beneficiário. Sua renda pode colocá-lo em situação de extrema pobreza –até R$ 105 por pessoa– ou de pobreza –até R$ 210 por pessoa–, mas o valor mínimo da transferência será igual.
Bartholo afirma que o governo Bolsonaro não apontou até agora nenhuma fundamentação técnica para a escolha do valor de R$ 400. “Talvez fosse mais adequado atender a um número maior de famílias com um valor menor”, diz.
Ao menos 2,5 milhões de famílias aguardam inclusão no programa social. Segundo a especialista, há pessoas em situação de extrema pobreza nessa fila.
Como o governo ainda não tem todo o espaço necessário no Orçamento para ampliar o Auxílio Brasil em 2022, esses cidadãos seguem à espera do benefício.
A inclusão só virá após a aprovação total da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios.
Embora a alteração no teto de gastos –regra que limita o avanço das despesas à inflação– já assegure uma folga de R$ 62,2 bilhões, outros R$ 43,8 bilhões a serem abertos dependem do subteto para pagamento de dívidas judiciais da União. A segunda medida aguarda votação de outra PEC no Congresso.
Para Neri, é “inaceitável a essa altura do campeonato” que o governo repita o desenho do auxílio emergencial lançado em abril de 2020, ainda no início da pandemia da Covid-19, com um mesmo valor de R$ 600 para as famílias vulneráveis, independentemente do número de integrantes.
Em 2021, por exemplo, o formato já havia sido modificado para prever pagamentos menores a famílias unipessoais e maiores para mães que cuidam sozinhas dos filhos.
Outra falha, segundo o diretor da FGV Social, é basear a política social novamente em um repasse temporário. O benefício extraordinário será pago em dezembro de 2021 e pode ser estendido até o fim de 2022.
O mais grave, porém, é justamente a disparidade de valores per capita, sobretudo no caso de famílias com crianças. “Você está sendo mais generoso, mas não está enxergando as diferenças de necessidades entre as pessoas”, diz Neri.
Ele chama a atenção para o fato de que a taxa de pobreza na população com idade de 5 a 9 anos é de 19,77%, quase o dobro da média de todas as faixas etárias (10,97%) e mais de sete vezes a taxa observada entre pessoas com 60 anos ou mais (2,57%).
Além disso, o efeito do programa social é mais significativo entre as crianças.
Simulações feitas pelo economista apontam que, sem o Bolsa Família, a taxa de pobreza seria 2,7 pontos porcentuais maior na faixa de 5 a 9 anos. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a diferença seria de 0,16 ponto porcentual.
Há ainda o incentivo para que pessoas hoje integrantes da mesma família dividam seus cadastros, apenas para ganhar o novo benefício turbinado.
O Ministério da Cidadania, por sua vez, afirma que “a instituição do benefício extraordinário tem como finalidade apoiar os brasileiros mais vulneráveis na recuperação e no fortalecimento de sua autonomia econômica”.
O ministério diz ainda que o Auxílio Brasil foi pensado como “resposta eficaz” às necessidades dos brasileiros afetados pelas consequências socioeconômicas da pandemia e que o programa “impulsiona a recuperação da economia por meio do repasse direto de recursos às famílias”.

Após ataque hacker, governo espera retomar sistemas na próxima semana

MATEUS VARGAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Parte dos sistemas do Ministério da Saúde continua fora do ar pelo 2º dia após o ataque hacker na madrugada de sexta-feira (10). De acordo com a pasta, o funcionamento completo deve ser restabelecido somente na próxima semana.
O Conecte SUS, que reúne informações do histórico clínico dos pacientes, como vacinas recebidas, medicamentos dispensados e exames feitos, está entre as funcionalidades que não voltaram a funcionar.
É por este canal, acessado por aplicativo ou em site do governo, que são emitidos os comprovantes de vacinação da Covid-19.
Na tarde de sexta, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que ainda não era possível avaliar se houve perda de dados da população, inclusive dos registros de vacinas.
O ministério disse neste sábado (11) que está atuando com “máxima agilidade” para reestabelecer os sistemas.
“Vários sistemas já foram reestabelecidos e a expectativa é que os outros sistemas estejam disponíveis para a população na próxima semana”, disse a Saúde, em nota.
O ataque comprometeu alguns sistemas da pasta, como o e-SUS Notifica, Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), além do Conecte SUS.
Cruz afirmou, na sexta, que alguns serviços importantes foram restabelecidos, como o de regulação das filas do SUS e marcações de cirurgias.
O governo disponibilizou um site com orientações para emissão temporária do comprovante de vacinação da Covid-19.
A recomendação da Saúde é procurar o posto de vacinação onde as doses foram aplicadas para solicitar a segunda via da Carteira Nacional de Vacinação. Há a possibilidade de comprovar a vacinação por meio do cartão físico.
Além disso, muitos estados possuem ferramentas próprias, embora aqueles que utilizem a base de dados do Ministério da Saúde também podem estar sofrendo instabilidade.
O Ministério da Saúde também indicou sites dos governos do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo e das capitais Curitiba e Salvador para a emissão do certificado.
O Ministério das Relações Exteriores ainda enviará comunicado aos países que vão receber voos com origem do Brasil para avisar sobre a indisponibilidade temporária do sistema. O governo brasileiro pedirá para estes países aceitarem o documento no formato físico.
Após o ataque hacker ao Ministério da Saúde, o governo Bolsonaro anunciou que iria adiar em uma semana a aplicação das novas regras para o ingresso de viajantes no Brasil. As medidas entrariam em vigor neste sábado (11).
Entre elas estão a exigência de quarentena de cinco dias para não imunizados que chegarem em voos internacionais, além de teste realizado até 72 horas antes do embarque, e a apresentação de comprovante de vacinação ou de teste negativo na fronteira terrestre.
O site do Ministério da Saúde saiu do ar na madrugada desta sexta. Ao tentar acessar o portal, usuários encontraram um recado afirmando que os dados do sistema haviam sido copiados e excluídos e estavam nas mãos do grupo invasor.
“Nos contate caso queiram o retorno dos dados”, dizia a mensagem. Minutos depois, o recado desapareceu, mas o site só voltou a entrar no ar na tarde de sexta. Ainda assim, diversas funcionalidades seguem indisponíveis.

Mega-Sena deve pagar hoje prêmio de R$ 3 milhões

Apostas podem ser feitas até as 19h

AGÊNCIA BRASIL

O concurso 2.437 da Mega-Sena deve pagar hoje (11) o prêmio de R$ 3 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será feito às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.Um apostador de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, ganhou sozinho o último concurso, realizado quinta-feira (9), que pagou um prêmio de R$ 39,4 milhões.As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas ou pela internet. Uma aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com seis dezenas, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860.Para a aposta com 15 dezenas (limite máximo), ao preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003.

Jornal Cidade RC
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