Crise climática eleva migração forçada, desnutrição e doenças, diz ONU

Folhapress

A mudança do clima já causa prejuízos à saúde, alimentação, economia e infraestrutura das cidades. Os impactos são observados em todas as regiões do planeta, que está em média 1,1ºC mais quente que a era pré-industrial.

Os efeitos em cascata estão reunidos no novo relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU), lançado nesta segunda-feira (28).

Elaborado por 270 cientistas, o estudo revisou 34 mil artigos científicos e aponta que as mudanças profundas causadas pelo aumento da temperatura global já estão em curso.

A partir de modelos climáticos, o relatório também faz projeções de cenários sobre o aumento dos riscos conforme a temperatura e as ações de adaptação ao clima.

“É inequívoco que a mudança climática é uma ameaça ao bem-estar humano e à saúde planetária”, diz o relatório. Desde a última avaliação do painel, em 2014, os avanços na ciência climática permitiram aumentar o grau de certeza sobre a atribuição dos eventos extremos e seus danos ao aquecimento global.

“O volume de informação que a gente tem hoje aumentou muito, assim como o grau de certeza sobre a atribuição dos riscos e dos danos aos sistemas naturais e sociais à mudança climática”, afirma Jean Ometto, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um dos autores do relatório do IPCC.

“Os impactos estão acontecendo antes do que se esperava. Certo impactos que eram previstos para 2050 no relatório anterior, neste consta como impactos que já são observados, já estão começando a acontecer”, destaca Ometto. “Isso também deriva do aumento da informação; ainda assim, é surpreendente.”

“Este relatório reconhece a interdependência do clima, da biodiversidade e das pessoas e integra as ciências naturais, sociais e econômicas mais fortemente do que as avaliações anteriores do IPCC”, disse Hoesung Lee, presidente do painel do clima.

Entre os impactos socioeconômicos já observados atualmente, está a queda na produtividade agrícola. Embora ela tenha aumentado globalmente, esse crescimento foi desacelerado pela mudança do clima, segundo o relatório. Os impactos negativos aconteceram principalmente em regiões de latitudes médias e baixas. Porém, há impactos positivos em altas latitudes.

“Quem vai se beneficiar das mudanças climáticas? Os países nórdicos. Rússia, Suécia, Islândia, Canadá. Podem se tornar potências agrícolas daqui a 30 anos. Porque o solo tem muito material orgânico, vai aumentar a precipitação nesses locais, vai aumentar o período de verão para a colheita. Isso já está começando a acontecer”, diz o físico da USP Paulo Artaxo, membro do IPCC.

Um impacto negativo em uma região pode ser positivo para outra, explica Artaxo. “A diminuição das chuvas no Nordeste brasileiro é algo negativo, mas em uma região onde a agricultura não é viável, isso pode ser benéfico, por diminuir a lixiviação de nutrientes do solo”, exemplifica.

O relatório também afirma que cerca de metade da população mundial já enfrenta escassez hídrica durante uma parte do ano em decorrência de fatores climáticos e não climáticos. O cenário atual expõe milhões de pessoas à insegurança alimentar e à escassez hídrica, com impactos maiores em comunidades da África, Ásia, Américas do Sul e Central, pequenas ilhas e do Ártico.

As perdas repentinas de produção de alimentos também provocam desnutrição, principalmente entre indígenas, pequenos agricultores e pessoas de baixa renda. Os impactos são maiores em crianças, idosos e mulheres grávidas.

A insegurança alimentar aguda e a desnutrição relacionadas com inundações e secas têm aumentado na África e nas Américas do Sul e Central. “As mudanças climáticas estão contribuindo para crises humanitárias onde os riscos climáticos interagem com alta vulnerabilidade”, afirma o estudo.

Segundo o painel do clima, em todas as regiões do mundo já há deslocamentos populacionais impulsionados pelo clima e pelos eventos extremos. A migração forçada é maior nas pequenas ilhas, de forma desproporcional.

O IPCC também aponta que os extremos climáticos impactaram a duração, gravidade ou frequência de conflitos violentos, embora ressalve que a associação estatística é fraca e que os fatores climáticos não são dominantes para a ocorrência dos episódios de violência.

Segundo o relatório, doenças animais e humanas, incluindo zoonoses, estão surgindo em novas áreas. Os riscos de doenças transmitidas por água e alimentos aumentaram regionalmente vindas de patógenos aquáticos sensíveis ao clima e de substâncias tóxicas de cianobactérias de água doce nocivas.

“Embora as doenças diarreicas tenham diminuído globalmente, temperaturas mais altas, aumento das chuvas e inundações aumentaram a sua ocorrência, incluindo cólera e outras infecções gastrointestinais”, aponta o estudo.

“O aumento da exposição à fumaça de incêndios florestais, poeira atmosférica e aeroalérgenos tem sido associado a problemas cardiovasculares e respiratórios sensíveis ao clima”, destaca o relatório, notando ainda que serviços de saúde foram interrompidos por eventos extremos, como inundações.

Em regiões com maior ocorrência de eventos climáticos extremos –como inundações, secas extremas ou ciclones– também já é possível identificar o aumento dos desafios com a saúde mental da população, associados, por exemplo, a traumas por conta dos desastres e da perda de comunidades e suas culturas.

Projeções indicam que a ansiedade o estresse devem aumentar em cenários de maior aquecimento global, particularmente entre jovens e idosos.

Além de apontar os impactos socioeconômicos da crise climática e os grupos mais vulneráveis a ela, o relatório do IPCC apresenta projeções de cenários de risco, que variam conforme a temperatura global e também de acordo com o preparo de políticas de adaptação climática.

Com investimentos em saúde e adaptação proativa –que se antecipa aos cenários climáticos– seria possível reduzir de alto para médio os riscos de saúde ligados ao clima em um cenário de aumento de temperatura em até 2ºC, por exemplo.

O estudo destaca um novo risco climático evitável: o da má adaptação. “Um exemplo é a ação de construir um muro para se preparar contra inundações. Aí vem uma cheia mais alta, o muro desaba e gera ainda mais problemas”, afirma Jean Ometto.

“A adaptação ao clima precisa ser planejada de forma transversal, integrando diversos setores, para gerar um desenvolvimento resiliente”, ele aponta.

Até agora, o progresso na adaptação é desigual e há crescentes lacunas entre as medidas tomadas e o que é necessário para lidar com os riscos crescentes, segundo o relatório. As lacunas são maiores entre as populações de baixa renda.

“O relatório do IPCC é um atlas do sofrimento humano e uma acusação condenatória da liderança climática fracassada”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Neto de Emerson Fittipaldi pode disputar Fórmula 1 caso FIA vete pilotos russos

Folhapress

A Federação Ucraniana de Automobilismo escreveu ao presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, pedindo que a entidade impeça pilotos e equipes que correm com licenças russas ou de Belarus de disputarem seus campeonatos.

Na Fórmula 1, isso atingiria Nikita Mazepin, que tem uma licença da federação russa. A situação do piloto da Haas já é complicada, uma vez que a equipe estuda a possibilidade de romper o acordo com a empresa de seu pai, a UralKali, principal patrocinadora da equipe. E o chefe da Haas, Guenther Steiner, afirmou que, caso Mazepin não corra, seu substituto imediato é o brasileiro Pietro Fittipaldi.

O pedido dos ucranianos veio depois que o próprio Sulayem escreveu à federação oferecendo “o apoio total da FIA” após a Ucrânia ser invadida pela Rússia, com o apoio da vizinha Belarus.

A F1 já cancelou o GP da Rússia, que estava marcado para o final de setembro. Há questões diplomáticas e humanitárias em jogo, e também econômicas, uma vez que a principal patrocinadora da corrida, a empresa de telefonia VTB, entrou já na primeira lista de empresas cujas operações foram bloqueadas pelo governo britânico. Embora a Fórmula 1 seja de propriedade de uma empresa norte-americana, a Liberty Media, sua operação é baseada no Reino Unido.

Em relação a Mazepin, também é esperado que seu pai, o bilionário e aliado de Vladmir Putin, Dmitry, dono da UralChem, tenha dificuldades de fazer negócios fora da Rússia. Tanto que a Haas, tão logo a invasão começou, já tratou de começar a se afastar da UralKali, retirando todas as referências ao patrocínio do carro no último dia de testes da pré-temporada da F1 em Barcelona. E Steiner disse que o próximo passo seria estudar o que poderia ser feito do ponto de vista legal.

Nikita Mazepin não deu entrevistas após o início da invasão, mas pareceu tratar do tema em publicação em rede social na semana passada. “Não tenho controle do muito do que está sendo escrito ou feito. Estou optando por focar no que posso controlar, ao trabalhar duro e fazer meu melhor.”

É claro que Mazepin, pessoalmente, nada tem a ver com as decisões de seu governo, mas sua vaga está diretamente atrelada ao patrocínio da UralKali. Portanto, se esse contrato for cancelado, mesmo que a FIA não atenda imediatamente ao pedido dos ucranianos de impedir que os russos compitam, Mazepin perderia sua vaga no grid da Fórmula 1.

Financeiramente, a Haas está em boa posição porque a UralKali já havia feito pagamentos relacionados à atual temporada, o que deixa o time em uma situação mais confortável para tomar essa decisão sem ter de fazer um leilão pela vaga às vésperas de a temporada começar, dia 20 de março.

Steiner já avisou que a primeira opção do time seria o piloto reserva e de testes Pietro Fittipaldi. “Se Nikita não puder correr, a primeira opção é Pietro, e depois vemos o que vamos fazer”, disse o italiano, dando a entender que essa pode não ser uma decisão definitiva para o restante da temporada.

Fittipaldi já correu pela Haas nos GPs de Sakhir e de Abu Dhabi de 2020, substituindo Romain Grosjean após o francês sofrer um acidente. Caso a decisão sobre Mazepin seja imediata, o brasileiro poderia voltar ao carro já para a segunda bateria dos testes de pré-temporada, entre os dias 10 e 12 de março, em Sakhir.

Rússia é suspensa pela Fifa e fica fora da Copa do Mundo no fim do ano

Folhapress

A Fifa anunciou nesta segunda-feira (28) a suspensão da Rússia de todas as competições internacionais de futebol. Com isso, os russos não poderão disputar a Copa do Mundo do Qatar este ano. A decisão foi tomada em conjunto com a Uefa.

A equipe nacional disputaria a repescagem europeia para o Mundial. O jogo contra a Polônia, pela semifinal, estava marcado para 23 de março. Os poloneses já haviam dito, por meio da federação de futebol do país, que não disputariam o duelo contra a Rússia.

“Na sequência das decisões iniciais adotadas pelo Conselho da FIFA e pelo Comitê Executivo da UEFA, cujas decisões previam a adoção de medidas adicionais, a FIFA e a UEFA decidiram hoje em conjunto que todas as equipas russas, quer sejam equipas representativas nacionais ou equipas de clubes, serão suspensas da participação em competições da FIFA e da UEFA até novo aviso”, diz trecho de comunicado da entidade máxima do futebol mundial.

Caso os russos conseguissem avançar, enfrentariam na decisão por uma vaga o vencedor do confronto entre Suécia e República Tcheca. As duas federações nacionais também haviam tomado a posição de não enfrentar a seleção russa.

A decisão da Fifa, endossada pela Uefa, afeta não só a equipe masculina, mas também as seleções de base, a equipe feminina e os clubes da Rússia em suas disputas internacionais.

Federações e cartolas do futebol mundial pressionavam a entidade por medidas drásticas contra o esporte russo desde a eclosão da guerra na Ucrânia, iniciada na madrugada da última quinta-feira (24) com a invasão das tropas de Vladimir Putin no território ucraniano.

Nesta segunda, a FifPro, sindicato mundial de jogadores de futebol, pedia já pela manhã a suspensão da Rússia de qualquer torneio.

“Baseada nas ações da Rússia nas últimas semanas, a participação de suas equipes em competições da Uefa e da Fifa ou o cumprimento de suas funções executivas no futebol internacional não são uma possibilidade”, afirmou o sindicato em nota.

“A Fifpro apoia todos os jogadores e entidades ao redor do mundo que optem por não enfrentar equipes russas no presente momento.”

O Comitê Olímpico Internacional foi outra organização importante a se posicionar nesta segunda-feira, com o pedido pela exclusão de atletas da Rússia e da Belarus de torneios internacionais. Além da recomendação, informaram a retirada da Ordem Olímpica recebida por Putin em 2001.

A condecoração, em tese, premia contribuições efetivas ao movimento olímpico.

Até o anúncio da suspensão da Rússia, a Fifa tinha anunciado apenas que a seleção não poderia jogar no próprio país, além da proibição de uso do hino e da bandeira nacional em competições. A equipe também deveria competir sob o nome “União de Futebol da Rússia”.

Agora, os russos estão suspensos da disputa da repescagem e não poderão participar do Mundial deste ano, no Qatar, pouco menos de quatro anos depois de sediarem a Copa do Mundo em seu país.

A edição de 2022 do torneio começará no dia 21 de novembro e terminará em 18 de dezembro.

Veja a íntegra do comunicado da Fifa

“Na sequência das decisões iniciais adotadas pelo Conselho da FIFA e pelo Comitê Executivo da UEFA, cujas decisões previam a adoção de medidas adicionais, a FIFA e a UEFA decidiram hoje em conjunto que todas as equipas russas, quer sejam equipas representativas nacionais ou equipas de clubes, serão suspensas da participação em competições da FIFA e da UEFA até novo aviso.

Essas decisões foram adotadas hoje pelo Bureau do Conselho da FIFA e pelo Comitê Executivo da UEFA, respectivamente os mais altos órgãos decisórios de ambas as instituições em assuntos tão urgentes. O futebol está totalmente unido aqui e em total solidariedade com todas as pessoas afetadas na Ucrânia.

Ambos os presidentes esperam que a situação na Ucrânia melhore significativa e rapidamente para que o futebol possa voltar a ser um vetor de unidade e paz entre os povos.”

Advogado analisa acordo do TSE contra ‘fake news’

O recente acordo entre o Tribunal Superior Eleitoral e as grandes redes sociais promete dar um tom diferenciado nas eleições deste ano. Isto porque, após o pleito de 2018, que resultou em inquéritos para investigações de disparos de informações falsas pela internet, a ideia é fechar o cerco contra o crime cibernético das “fake news”.

O TSE deve contar com a colaboração do Facebook, Instagram, WhatsApp, Kwai, TikTok, Twitter e Google de forma a barrar a disseminação dos conteúdos enganosos que podem ser levados aos eleitores. O advogado de Rio Claro, Leopoldo Godoy de Lima, especialista em direito eleitoral, vê com bons olhos este acordo entabulado entre o TSE e as principais plataformas digitais que operam no Brasil, no intuito de mitigar o impacto negativo das fake news ao processo eleitoral brasileiro.

De acordo com o advogado, “um dos graves problemas que o mundo digital nos trouxe é exatamente a desinformação à credibilidade da Justiça Eleitoral e à realização das eleições, podendo influenciar diretamente em seu resultado”, diz. O profissional alerta que outro ponto importante é a possibilidade de se rastrearem os responsáveis pelo pagamento do conteúdo, a fim de verificar sua real intenção.

“O que esperamos é que mentiras que circularem aos montes, como no WhatsApp por exemplo, tenham vida curta a partir de agora. As eleições devem ser realizadas de maneira justa entre os ‘players’, especialmente na disputa que se avizinha, onde novamente teremos uma possível e acirrada polarização de votos (esquerda e direita). O mesmo se aplica ao cenário político local, onde teremos candidatos a deputado estadual e federal lançados pelas siglas municipais, e estes devem ter a atenção tanto com a postagem como compartilhamento de notícias falsas”, adverte o advogado.

O profissional orienta o eleitor sobre o que fazer ao receber notícia de algum candidato ou candidata: “É necessário analisar todo conteúdo divulgado, verificar a origem da notícia, a credibilidade da fonte, buscar a comprovação da veracidade do fato em meios seguros e manter o cuidado com manchetes sensacionalistas”, finaliza.

Shopping Rio Claro e IGA realizam oficinas gastronômicas infantis gratuitas

O Shopping Rio Claro em parceria com o Instituto Gastronômico das Américas (IGA) Rio Claro oferece oficinas gratuitas de gastronomia para crianças nos dias 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10 e 11 de março, no período das 13h30 às 17h30.

O IGA é uma das maiores redes de escolas de gastronomia das Américas, e está presente no Brasil desde 2009, contando com uma escola em Rio Claro que oferece os cursos de Gastronomia, Confeitaria, Cursos Rápidos e Cozinheirinhos. O IGA é uma referência em capacitação em gastronomia e tem como embaixador o Chef Erick Jacquin.

Nas oficinas de gastronomia, que têm vagas limitadas, as crianças irão aprender receitas de brigadeiro, cup cake, minipizza, tortinha de Oreo, pavê ouro, bombom de uva, tortinha de limão e cachorro quente. De acordo com Gisele Alvares, Supervisora de Marketing do Shopping Rio Claro, o objetivo desta parceria com o IGA é incentivar as crianças a desenvolverem o hábito de se alimentar bem. “As crianças irão conhecer os alimentos de uma forma divertida, e como farão a receita, esse aprendizado as incentivará a manter hábitos de alimentação mais saudáveis”, afirma a Supervisora de Marketing.

As inscrições para as oficinas de gastronomia, que acontecem ao lado da Casa Sustentável, podem ser feitas antecipadamente pelo WhatsApp – (19) 97172-5762 | (19) 99461-1129 -, e caso haja vaga, a inscrição pode ser feita no local. É importante que os pais ou responsável se atentem para os ingredientes usados nas receitas, caso a criança tenha alguma restrição alimentar, como alergia ao glúten, ao leite e seus derivados, soja e outros alimentos.

As atividades acontecem por sessões com número determinado de participantes, e seguem as regras sanitárias de combate ao coronavírus, como o uso de máscara e distanciamento social.

SERVIÇO

Oficinas de Gastronomia com o IGA

Dias: 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10 e 11 de março

Horário: sessões das 13h30 às 17h30

Local: ao lado da Casa Sustentável do Shopping Rio Claro

Oficinas gratuitas

Rússia e Ucrânia terminam primeira conversa sem avanços e marcam novas negociações

Folhapress

A rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, realizada nesta segunda-feira (28), em Gomel, na Belarus, acabou com o resultado esperado: sem avanços claros.

Os representantes dos dois países concordaram em voltar a suas capitais para discutir pontos da conversa e devem marcar uma segunda rodada de reuniões, informou a agência estatal russa RIA, citando um funcionário do governo ucraniano.

Representantes dos dois países desembarcaram na cidade belarussa, próximo à fronteira ucraniana, no início da tarde no horário local, manhã no Brasil, com objetivos claros de um lado, mas sem uma agenda anunciada do outro.

Kiev buscava um cessar-fogo e a retirada das tropas russas, enquanto Moscou se limitou a dizer que esperava chegar a um acordo, sem dar mais detalhes. O Kremlin tem em mente que a Ucrânia não deve integrar a Otan, a aliança militar ocidental, e, por tabela, a União Europeia –a neutralidade da Ucrânia é o ponto principal das demandas feitas por Putin, enquanto reunia quase 200 mil soldados em torno do vizinho.

Antes mesmo das negociações, o presidente Volodimir Zelenski pediu acesso imediato ao bloco europeu sob um procedimento especial nesta segunda, o que o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, garantiu que seria debatido, apesar de haver divergências entre os 27 membros do bloco sobre o assunto. O ingresso pode alimentar ainda mais as tensões.

Essa primeira rodada de conversa já ocorreu sob certa resistência. Zelenski inicialmente havia rejeitado o convite do Kremlin para uma negociação, que poderia ser vista como uma rendição. Há hipóteses que apontam que Vladimir Putin queira derrubar o ucraniano e desmembrar parte do país.

Em um pronunciamento, Zelenski disse que seria possível conversar na Belarus se os russos não tivessem usado a ditadura aliada como uma das bases para seu ataque –justamente contra Kiev, a menos de 200 km da fronteira sul belarussa.

Neste domingo (27), porém, o mandatário cedeu e topou a rodada nesta segunda -para os russos, que já estavam em Gomel, a conversa teria ocorrido no próprio domingo. O chanceler ucraniano, Dmitro Kuleba, tentou inclusive mostrar a força de Kiev afirmando que Moscou havia aceitado o encontro sem precondições, o que seria resultado da resistência imposta pelo país aos invasores.

Militares ucranianos chegaram a dizer nesta segunda que a ofensiva russa diminuiu o ritmo, mas a madrugada foi de mais explosões em diferentes partes do país.

Em Kharkiv, os combates seguem após um domingo de disputas entre os países. Segundo o Ministério da Defesa britânico, a segunda maior cidade do país continua sob controle ucraniano.

Também houve explosões em Kiev, mas o governo ucraniano afirma que a capital apresenta uma situação tranquila há algumas horas, cenário diferente daquele visto nos últimos dias, quando a ofensiva russa cercou a cidade. Ainda assim, o Reino Unido diz que forças de Moscou permanecem a 30 km ao norte e são contidas pelos militares ucranianos que defendem Hostomel.

Os combates continuam ainda em Chernihiv, no norte da Ucrânia, onde um prédio residencial foi atingido por um míssil, o que causou um incêndio. Na região, o aeroporto de Jitomir também foi alvo durante a madrugada, segundo as forças de Kiev. O lançamento teria sido feito da Belarus, apesar de o país ter dito mais cedo que não permitiria ataques a partir do seu território.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou, por sua vez, ter tomado as cidades de Berdianski e Enerhodar, além da usina nuclear de Zaporijchia, segundo a agência de notícias Interfax. As autoridades locais ucranianas relataram ainda combates em Mariupol, mas Kiev nega ter perdido o controle da usina nuclear.

Além do diálogo entre russos e ucranianos, outra conversa aguardada para esta segunda é a do presidente americano, Joe Biden, com aliados dos EUA para “coordenar uma resposta unida”, segundo a Casa Branca divulgou na noite de domingo. O governo democrata não deu detalhes sobre quem participaria do diálogo, previsto para as 11h15 em Washington (13h15 em Brasília), mesmo horário em que a Assembleia Geral da ONU debate uma resolução para condenar a invasão russa.

Uma medida do tipo já foi vetada por Moscou no Conselho de Segurança. Assim, na prática, a resolução serviu apenas para que os países mostrassem seu descontentamento com a iniciativa do líder russo, Vladimir Putin, sem gerar ações imediatas. O Ocidente tem adotado diversas medidas para reagir a Moscou, com sanções que incluem a proibição do uso do espaço aéreo por aeronaves do país e a desconexão de bancos russos do sistema internacional de transferências financeiras.

Neste domingo, o G7 ameaçou a Rússia com novas medidas, e o Reino Unido já divulgou sanções contra o Banco Central russo. As críticas aumentaram após Putin colocar suas forças nucleares em alerta –o governo britânico, no entanto, não viu grandes mudanças na postura nuclear russa. Nesta segunda, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borell, disse que o bloco não iria se engajar em uma escalada devido à atitude do mandatário russo.

Prefeitura realiza tapa-buracos em vários pontos de Rio Claro nesta segunda-feira (28)

Equipes de manutenção trabalham nesta segunda-feira (28) na recuperação do pavimento asfáltico em vários bairros de Rio Claro.

Os serviços estão sendo realizados no Jardim Cervezão, Jardim São Caetano, Jardim Kennedy e Avenida dos Estudantes, no bairro Mãe Preta.

A Secretaria Municipal de Obras ressalta que o grande volume de chuvas dos meses de dezembro e janeiro prejudicou o ritmo dos serviços de tapa-buracos.

A secretaria informa também que, com a redução das chuvas, os serviços estão sendo realizados com grande intensidade.

Mais de 500 mil ucranianos já saíram do país para fugir da Guerra com a Rússia

Folhapress

O alto comissário das Nações Unidas para refugiados, Filippo Grandi, afirmou nesta segunda-feira (28) que mais de 500 mil ucranianos já deixaram o país desde o início dos ataques russos.

Mais cedo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a escalada nas operações militares na Ucrânia está levando a violações de direitos humanos.

Segundo a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, a maioria das vítimas civis morreu devido a ataques com “armas explosivas de grande impacto, incluindo bombardeio de artilharia pesada e sistemas de multilançamento de foguetes e ataques aéreos”.

As Nações Unidas confirmam a morte de pelo menos 102 civis, incluindo sete crianças.

Saiba como regularizar seu título de eleitor

Agência Brasil

Os eleitores que pretendem votar nas eleições gerais de outubro têm pouco tempo para regularizar a situação na Justiça Eleitoral. A partir de 4 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e nenhuma alteração poderá ser feita. 

regularização do título de eleitor pode ser feita no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo também vale para quem vai pedir a primeira via do documento para votar pela primeira vez, fazer a transferência de local de votação ou a atualização de dados pessoais. 

Para verificar sua situação, o eleitor deve entrar no site do TSE e checar se há algum débito em seu nome pela aplicação de multa por não ter votado em eleições anteriores, caso mais comum de irregularidade. 

O voto no Brasil é obrigatório e quem não comparece no dia da eleição paga multa de aproximadamente R$ 3,50 por cada turno se não justificar a falta. 

Após fazer o pagamento, por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), é preciso esperar a Justiça Eleitoral identificar o pagamento da multa e baixá-la no sistema, que acusará que o débito foi pago. 

O eleitor que estiver com o título cancelado pela ausência consecutiva em três eleições, além de pagar a multa, deverá requerer a revisão do cancelamento ou a transferência de domicílio para ficar em dia com a Justiça Eleitoral. 

Regularização

Após checar sua situação e quitar as pendências, o eleitor deve iniciar o processo de regularização por meio do site Títulonet

Além de preencher os dados pessoais, será solicitada a digitalização dos seguintes documentos: identidade com foto, comprovante de residência, comprovante de pagamento de débitos eleitorais e comprovante de quitação de serviço militar (somente para homens). As imagens devem ser legíveis. 

O eleitor também deverá anexar uma selfie no requerimento. Na foto, deverá segurar, ao lado de seu rosto, o documento oficial de identificação, sem o uso de óculos, gorros, bonés, entre outros objetos. 

Após o preenchimento de todas as informações, o procedimento de verificação das informações será iniciado. No caso de falta de documentos, a Justiça Eleitoral poderá entrar em contato com o eleitor para pedir a complementação das informações. 

Ao final, o pedido de regularização será aceito ou negado pelo juiz eleitoral. O andamento do processo eletrônico também pode ser acompanhado na plataforma

Transferência 

O pedido de transferência do local de votação também pode ser feito pelo site do TSE. A medida se aplica aos brasileiros que mudaram de cidade. Entre as regras, é necessário que o eleitor esteja morando no município há pelo menos três meses. 

Quem mora no exterior deve fazer o pedido de transferência na embaixada ou consulado do Brasil. Os brasileiros no exterior só votam para presidente da República.

Vídeo publicado pelo TSE na internet mostra o passo a passo para transferir o título. 

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Eventual segundo turno será em 30 de outubro. 

Bielorrússia diz que está pronta para negociações entre Moscou e Kiev

Agência Brasil

Autoridades bielorrussas anunciaram hoje (28) que estão prontas para sediar as negociações previstas entre a Rússia e a Ucrânia, embora as delegações ainda não tenham chegado, no quinto dia da invasão lançada por Moscou.

“O local para as conversações Rússia-Ucrânia na Bielorrússia está pronto e estamos à espera das delegações”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorrusso em mensagem no Facebook.

A mensagem estava acompanhada por uma fotografia da sala de conferências, com longa mesa, uma dúzia de cadeiras de cada lado e as bandeiras dos três países ao fundo.

A Ucrânia concordou nesse domingo com a ideia de negociações com a Rússia, embora tenha dito que “não estava muito confiante” de que poderiam pôr fim à invasão iniciada na manhã de quinta-feira (24).

As conversações entre as delegações ucraniana e russa estão agendadas para a fronteira entre a Ucrânia e a Bielorrússia, apesar de a Bielorrússia ser utilizada como base recuada pelas forças de Moscou para o ataque a Kiev.

As conversações terão lugar “sem condições prévias”, de acordo com a Ucrânia, que garantiu não pretender capitular.

Kiev indicou que o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, aliado do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, prometeu que o equipamento militar (aviões, helicópteros e mísseis) russo estacionado em território bielorrusso permaneceria no terreno durante a chegada, as negociações e a partida da delegação ucraniana.

A Rússia lançou, na quinta-feira de madrugada, ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeio de alvos em várias cidades, que já mataram pelo menos 352 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A Organi9zação das Nações Unidas citou cerca de 370 mil deslocados para a Polônia, Hungria, Moldávia e Romênia.

O presidente Vladimir Putin disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, acrescentando que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela comunidade internacional, a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, que responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscou.

Jornal Cidade RC
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