Efeito Bolsonaro faz Bolsa subir e dólar cair a R$ 3,93

O avanço do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e a estagnação de Fernando Haddad (PT) na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo fizeram a Bolsa subir 3,80%, na terça-feira, 2, e superar os 81,6 mil pontos, o maior nível desde maio. O dólar recuou 2,47%, a R$ 3,93 – a cotação mais baixa em um mês e meio e maior queda em quase quatro meses. O entusiasmo do mercado local, no entanto, não é o mesmo dos investidores estrangeiros, que veem a vitória do candidato do PSL com preocupação.

[ ]”A euforia do mercado se deu porque o resultado da pesquisa foi surpreendente, uma vez que, nos últimos dias, Haddad vinha crescendo e Bolsonaro sofria ataques de todos os lados. Achava-se que ele havia atingido seu máximo nas pesquisas, mas não”, diz Victor Candido, economista-chefe da Guide Investimentos. Também contribuiu a notícia de que Bolsonaro recebeu o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).

O candidato do PSL se tornou o preferido dos investidores brasileiros por ter mais chances de derrotar o PT nas urnas – partido que, na visão do mercado, retomaria o papel mais intervencionista do Estado e poderia comprometer a agenda de reformas.

Na terça-feira, as estatais puxaram a alta da Bolsa. Eletrobrás e Banco do Brasil subiram mais de 10%. “A alta das estatais está diretamente relacionada ao fato de Bolsonaro ter se comprometido a manter a agenda de privatizações, além de outros fatores importantes, como a reforma da Previdência”, diz Candido.

Para analistas, o que mais surpreendeu não foi o avanço de Bolsonaro, mas sim o aumento expressivo da rejeição de Haddad, que subiu 11 pontos, para 38%, enquanto a aversão ao candidato do PSL se manteve estável em 44%. “Há uma preocupação muito grande do mercado com a agenda de candidatos de esquerda em relação à questão fiscal e ao tamanho do Estado”, diz Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

O resultado da pesquisa do Ibope, divulgada na segunda-feira, 1, foi reforçado, na terça-feira, pelo Datafolha, em que Bolsonaro apareceu com 32%, e Haddad, com 21%. O EWZ, principal ETF (fundo que replica um índice) do Brasil negociado no mercado americano, subiu 5,64% no pregão regular e mais 4,47% depois do fechamento

Exterior

Na contramão do otimismo doméstico, o mercado externo reforça o receio com a ascensão de Bolsonaro. Depois da revista The Economist e do jornal Financial Times, na terça-feira foi a vez de a agência de classificação Standard and Poor’s (S&P) alertar para o riscos de uma vitória do candidato do PSL.

“O Brasil tem enormes problemas, tanto fiscais quanto sociais. A economia mal está crescendo este ano e há muito na agenda para a nova liderança. Essa é nossa preocupação no futuro, de quão rápida e efetivamente a nova liderança vai lidar com essas questões” disse o diretor e analista de ratings soberanos para América Latina da S&P, Joydeep Mukherji. “O candidato do PT não é outsider, mas Bolsonaro é – e isso aumenta o risco de incoerências ou atrasos em fazer as coisas após a eleição, em lidar com o Congresso”, afirmou. Para ele, a incerteza sobre os rumos da política na região podem afetar o investimento privado na América Latina.

Na mesma linha, em recente relatório, a gestora americana BlackRock, a maior do mundo, ressalta que o apoio dos eleitores da América Latina a agendas populistas pode reverter a tendência de governos pró-mercado e assustar investidores estrangeiros. O texto diz que uma vitória de Bolsonaro pode ser um “gatilho de agravamento”, assim como se o governo mexicano congelar preços de combustíveis ou o argentino decidir reverter a agenda de reformas.

Declarações recentes de Jair Bolsonaro de que ele só aceitaria o resultado da eleição se fosse o vencedor trouxeram preocupações sobre “tendências autoritárias”, destaca a Ashmore. Em relatório, a gestora menciona que Haddad é de uma ala mais moderada do PT. “Esperamos uma crucial reforma da Previdência independentemente de quem for o vencedor.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

SP: policiais são investigados por furto de 1,4 tonelada de maconha de delegacia

Uma delegada de polícia e uma escrivã foram afastadas e 55 policiais civis estão sendo ouvidos pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil em investigação sobre o sumiço de 87 tabletes de maconha que estavam depositados, desde outubro do ano passado, no porão do 1.º Distrito Policial da capital paulista, na Liberdade, na região central da cidade. O furto da carga, que no momento da apreensão somou 1,4 tonelada, foi descoberto em 17 de agosto.

A escrivã Ivanete Franca de Souza, que era a responsável pela custódia da maconha, afirma ter percebido o desaparecimento da droga quando a equipe da delegacia foi trocada por outros policiais. É praxe em situações como essa que se faça inventário do material que está sendo repassado de uma equipe para outra, como armas e drogas apreendidas. Nessa conferência, ela se deu conta de que a apreensão não estava mais lá.

A 1,4 tonelada de maconha havia sido localizada pela polícia na edícula de uma casa na região central. Na ocasião, um homem foi preso em flagrante. A comunicação do furto da droga aos órgãos internos da polícia foi feita por Ivanete.

O advogado da escrivã, João Victor de Abreu, afirma que ela continua atuando na função, mas em outro distrito policial da cidade. “Ela segue confiando no trabalho da Corregedoria”, diz Abreu. “Gostaria que se frisasse a fragilidade do prédio, que é tombado pelo patrimônio histórico e onde não se pode fazer nenhuma alteração estrutural”, argumentou o defensor,

O próprio delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Bicudo, destaca a estrutura do prédio. “É uma casa antiga, tombada, do começo do século passado, com aproximadamente 2 mil m². Embaixo dela fica um calabouço, um porão, onde há uma coluna a cada dois metros, cheia de cantos, com uma enormidade de coisas apreendidas – e em um dos cantos estava a droga.”

Bicudo admite que a quantidade de maconha que desapareceu “surpreende” e ressalta que entre os 25 mil agentes do Estado há os “maus policiais”. “Tem falhas de sistema, são muitos os fatores que estão sendo apurados nessa investigação. O importante é que foi a própria polícia que identificou essa falha.”

Bicudo afirma que o foco da investigação é descobrir “quem foram os maus policiais que levaram a droga”. Segundo ele, “tudo leva a crer que foram policiais que tiveram acesso à droga”, restando apurar se eles contaram com a colaboração ou com a negligência de outros agentes. “A investigação da Corregedoria é independente”, disse ainda o delegado-geral, ao afirmar que não suspeita de todos os 55 funcionários que trabalharam na delegacia no período da apreensão da droga ao sumiço. Ele classificou o desaparecimento como “lamentável”.

Incineração

A Justiça de São Paulo havia determinado que a droga fosse encaminhada para a incineração quando o processo criminal contra o homem preso em flagrante com os tabletes de maconha transitasse em julgado (ou seja, quando o processo chegasse ao fim). Atualmente, o réu continua preso e o caso está em grau de recurso.

“O Tribunal de Justiça de São Paulo orienta os magistrados acerca da necessidade de se comunicar à autoridade policial, tão logo seja possível, a autorização para destruição dos entorpecentes apreendidos”, informou o TJ-SP, em nota. Por outro lado, o texto diz que “os processos e as autorizações são analisados caso a caso, conforme as circunstâncias. Vale ressaltar que a Polícia Civil, em qualquer fase processual, pode requisitar e/ou reiterar a solicitação de incineração do entorpecente”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Abuso em criança deixa marca no DNA

Crianças que sofrem abuso sexual, físico e emocional podem apresentar não apenas cicatrizes físicas e psicológicas, mas também genéticas. Estudo feito pelas Universidades de British Columbia, no Canadá, e Harvard, nos EUA, revela ainda que a marca genética é tão profunda que produz alteração no DNA e pode, ao menos em tese, ser transmitida para gerações futuras.

Há tempos especialistas sabem que vítimas de abusos na infância carregam por toda vida os danos emocionais decorrentes. Mas queriam checar se o dano poderia chegar aos genes. O trabalho, publicado na Translational Psychiatry, foi baseado na comparação de marcadores químicos presentes no DNA de 34 homens adultos que haviam sofrido diferentes tipos de abuso.

As alterações constatadas no DNA são criadas por um processo chamado metilação. Segundo os autores do estudo, a melhor metáfora é imaginar que ele funciona como uma espécie de interruptor do tipo dimmer nos genes, determinando em que grau um gene em particular é ativado ou não. Os mecanismos de “ligar” e “desligar” genes são estudados no campo da epigenética. Acredita-se que há uma forte influência de fatores externos, relacionados ao ambiente e às experiências de vida, na expressão genética.

De acordo com os especialistas, as pessoas expostas a abusos continuados apresentam uma liberação acima da média do hormônio cortisol, o chamado hormônio do estresse. Originalmente, ele é liberado para induzir uma resposta imediata do organismo e foi muito útil aos nossos ancestrais para escapar de predadores. O nível do cortisol cai imediatamente quando o perigo se dissipa. Porém, em casos de abusos continuados, a liberação excessiva do hormônio provoca as alterações genéticas – as metilações fora de padrão.

Os cientistas decidiram buscar por sinais de metilação em espermatozoides, na premissa de que o estresse na infância deixaria marcas genéticas que poderiam até ser repassadas aos descendentes, como já havia sido demonstrado em estudo com animais. “Os resultados encontrados em camundongos foram assustadores”, contou a coautora do estudo, Nicole Gladish, da British Columbia. “Filhotes de roedores submetidos a choques herdaram dos pais as marcas genéticas e apresentavam reações de medo quando achavam que seriam submetidos a uma descarga elétrica.”

Os cientistas encontraram uma diferença significativa na metilação de vítimas e não vítimas de abuso em 12 regiões dos genomas. O estudo não demonstra consequências a longo prazo. O que se sabe até agora, diz Nicole, é que as alterações afetaram genes ligados à função cerebral e ao sistema imunológico.

Evidências

Para a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), os resultados vêm “se somar a uma série de evidências obtidas nos últimos anos de que experiências que a gente vive modificam nosso DNA”. “É um trabalho interessante, que pela primeira vez mostra que há alteração no espermatozoide. Mas tem limitações, como ter avaliado um número pequeno de indivíduos. É uma primeira evidência, mas ainda não sabemos o que ela pode representar.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Datafolha: Bolsonaro tem 32% das intenções de voto; Haddad tem 21%

Agência Brasil 

Nova pesquisa do Instituto Datafolha para presidente da República, divulgada nesta terça-feira (2), informa que Jair Bolsonaro (PSL) atingiu 32% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT) foi escolhido por 21% dos entrevistados; Ciro Gomes (PDT), 11%; Geraldo Alckmin (PSDB), 9% e Marina Silva (Rede), 4%.

Conforme a pesquisa, João Amoêdo (Novo) é o candidato de 3% do eleitorado. Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota) estão empatados com 2% cada um. Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL), Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram no levantamento.

Oito por cento dos entrevistados indicaram a intenção de anular ou votar em branco; enquanto 5% disseram que não sabem em quem vão votar ou não quiseram responder. Como nos levantamentos anteriores, o nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa, encomendada ao jornal Folha de S. Paulo, foi feita hoje (2) e entrevistou 3.240 eleitores em 225 municípios. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (BR-03147/2018).

Comparação

Na comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto, de 28 de setembro, Jair Bolsonaro subiu quatro pontos percentuais (de 28% para 32%). Cinco candidatos oscilaram um ponto percentual negativamente: Fernando Haddad (de 22% para 21%), Geraldo Alckmin (de 10% para 9%), Marina Silva (de 5% para 4%), Vera Lúcia e Boulos – ambos de 1% para 0%.

Ciro Gomes manteve os mesmos 11% de intenção de votos. Os candidatos João Amoêdo (3%), Henrique Meirelles (2%) e Alvaro Dias (2%) mantiveram o mesmo percentual de intenção de votos nos dois levantamentos. Já a intenção de votos em Cabo Daciolo passou de 1% para 2%. João Goulart Filho e Eymael mantiveram 0% de intenção de votos nas duas pesquisas.

A proporção de eleitores indecisos manteve-se em 5% e a quantidade de pessoas que declaram voto branco ou nulo, oscilou de 10% para 8%.

Rejeição

O Datafolha também indagou aos entrevistados em que candidato não votariam “de jeito nenhum”. Jair Bolsonaro é rejeitado por 45% e Fernando Haddad por 41%. Pela margem de erro, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

Trinta por cento dos eleitores não votariam “de jeito nenhum” em Marina Silva; 24% não votariam em Geraldo Alckmin e 22%¨não escolheriam Ciro Gomes.

Meirelles e Boulos têm o mesmo percentual de rejeição:15%, cada um. Cabo Daciolo não seria escolhido por 14%. Alvaro Dias e Vera Lúcia têm rejeição de 13% dos entrevistados. Já Eymael e Amoêdo não seriam escolhidos por 12%, e João Goulart Filho por 11%.

Três por cento dos eleitores rejeitam todos os candidatos e não votariam em nenhum. Um por cento votaria em qualquer um e não rejeita nenhum candidato. Quatro por cento não sabe ou não quis declarar que candidato rejeita.

Segundo turno

O instituto Datafolha fez simulações de segundo turno entre os candidatos com as maiores pontuações.

Veja os resultados:

Jair Bolsonaro (44%) x Fernando Haddad (42%)

Brancos e nulos: 12%

Não responderam: 2%

Ciro (46%) x Bolsonaro (42%)

Brancos e nulos: 10%

Não responderam: 2%

Alckmin (43%) x Bolsonaro (41%)

Brancos e nulos: 14%

Não responderam: 2%

Ciro Gomes (46%) x Fernando Haddad (32%)

Brancos e nulos: 20%

Não responderam: 2%

Ciro (42%) x Alckmin (37%)

Brancos e nulos: 19%

Não responderam: 2%

Polícia investiga sumiço de quase uma tonelada de maconha de delegacia

Agência Brasil 

A polícia de São Paulo abriu investigação para apurar o sumiço de quase uma tonelada de maconha apreendida, que estava estocada em uma sala no 1º Distrito Policial (DP), na Rua da Glória, no bairro da Liberdade, região da Sé.

Segundo o boletim de ocorrência, o registro do sumiço ocorreu no dia 17 de agosto, mas só foi divulgado agora. O entorpecente estava armazenado em 83 embalagens lacradas. No entanto, em uma conferência em meados de agosto, um agente detectou que apenas 33 embalagens estavam no local. No lugar dos recipientes furtados, foram colocadas caixas vazias.

O sumiço foi registrado como furto no 1º DP. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Corregedoria da Polícia Civil também abriu um inquérito para apurar o sumiço.

Peça sobre Inezita Barroso tem entrada gratuita no Sesi

O Sesi Rio Claro exibe nesta sexta-feira e sábado (5 e 6) o espetáculo Oi Lá, Inezita, da Cia. Cênica. Os eventos acontecem às 20h e têm entrada gratuita.

O espetáculo é inspirado na vida e obra de Inezita Barroso (1925-2015), que colocou em destaque os sotaques regionais, a voz e a viola – nos palcos e na TV Viola, Minha Viola.

Teatro

Na segunda-feira (8), às 14h, acontece a apresentação de Caravela da Ilusão, com entrada gratuita.

A peça discute de maneira atemporal conflitos do dia a dia, com foco em uma família perdida em uma ilha. Vítimas de um naufrágio, eles têm suas vidas transformadas com a chegada de um anjo misterioso.

Ingressos

O Sesi Rio Claro fica na Avenida M-29, 441, Jardim Floridiana. Os ingressos devem ser retirados na secretaria Única ou no dia do evento, com 1 hora de antecedência. Também podem ser reservados pelo sistema Meu Sesi, pela internet. Mais informações pelo telefone (19) 3522-5650.

Aos 57 anos, Guarda Mirim já formou 18 mil jovens

A Guarda Mirim de Rio Claro completa nesta quarta-feira (3) 57 anos de atividades formando jovens, abrindo portas para o primeiro emprego e levando aos adolescentes valores baseados na responsabilidade, competência, disciplina, profissionalismo e respeito ao próximo. O prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, esteve presente à formatura de mais uma turma de guardas mirins, no sábado (29), e destaca a importância da entidade para o município.

“São inúmeros os exemplos de grandes profissionais de Rio Claro que iniciaram sua jornada ao sucesso como guardas mirins”, comenta Juninho, que participou da solenidade junto do vice-prefeito e secretário de Segurança, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Sistema Viário, Marco Antonio Bellagamba. O vereador Julio Lopes também esteve presente. “Além da oportunidade de formação e trabalho para jovens, a Guarda Mirim representa ainda uma excelente opção para empresas e órgãos públicos na contratação de mão de obra qualificada”, acrescenta o prefeito.

Advogado pós-graduado em Direito Público e em Gestão Pública, com habilitação para lecionar no ensino superior, Djair Cláudio Francisco é um dos exemplos de como a entidade é importante para abrir portas. Atual secretário municipal de Saúde, Djair qualifica como “fundamental” sua passagem pela Guarda Mirim, na qual atuou de 1977 a 1980. “Foi um divisor de águas entre a falta de expectativa da vida que eu levava, e a possibilidade de enxergar acima desse muro”, conta. Durante seu período na Guarda Mirim, Djair trabalhou em uma empresa de instrumentos musicais, uma concessionária de veículos e no fórum, onde nutriu o gosto pelo Direito. “Entrei de um jeito na Guarda Mirim e saí de outro, ciente de que havia um imenso mercado a ser explorado e de que eu tinha capacidade de desbravar o universo profissional do Direito”, explica.

Para o biênio 2017-2019 a diretoria executiva da Guarda Mirim de Rio Claro é presidida por Juarez Moura de Oliveira e tem como vice-presidente Ellery Sebastião Domingos de Moraes. Nessa trajetória de quase seis décadas, aproximadamente 18 mil adolescentes já passaram pela Guarda Mirim de Rio Claro. Dos 120 Guardas Mirins que se formaram no sábado, 42 já estão trabalhando. Atualmente, a entidade tem em seus quadros 300 guardas mirins que trabalham em uma das 80 entidades parceiras, privadas ou públicas. Outros 240 adolescentes fazem o curso pré-profissionalizante ou são recém formados.

Fundada em três de outubro de 1961, a Guarda Mirim surgiu como iniciativa de um grupo de rio-clarenses liderados pelo então juiz de direito da comarca de Rio Claro, Luiz Gonzaga de Arruda Campos, mobilizados para garantir alternativa a jovens de famílias de menor poder aquisitivo do município. Ainda naquele ano, 60 jovens dos 100 inscritos formaram a primeira turma da GM. “Guardinha” na década de 70, Rinaldo Aparecido Baptista, hoje gerente administrativo da Guarda Mirim de Rio Claro, usa todo o conhecimento e experiência adquiridos para apoiar e incentivar os jovens que estão na mesma posição em que ele esteve décadas atrás. “Mais do que conhecimento profissional, a Guarda Mirim foca seu trabalho na formação de cidadãos”, destaca, lembrando do falecimento de sua mãe, quando ainda era guarda mirim. “O apoio que recebi naquele momento tão difícil foi fundamental na minha vida”, destaca.

A Guarda Mirim de Rio Claro atende adolescentes de ambos os gêneros e, entre as atividades oferecidas, estão o curso pré-profissionalizante ministrado de acordo com a Lei do Menor Aprendiz. Além de módulo básico com disciplinas como Língua Portuguesa, Inglês, Espanhol, Orientação Profissional e Educação Física, os jovens têm cursos específicos nas áreas de serviços administrativos e noções contábeis, informática administrativa e atendimento ao público.

“Não tenho dúvidas de que minha passagem pela Guarda Mirim foi um complemento essencial para a minha formação profissional”, afirma o primeiro sargento da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Durval Guimarães. Integrado no ano de 1980 à Guarda Mirim, ele foi encaminhado para trabalhar em uma fábrica de bebida destilada na qual foi efetivado após um ano e meio. “Durante meu período como ‘guardinha’, uma das influências que marcaram minha vida foi a dos dois instrutores, os sargentos Lucas e Marcos, sem dúvida um grande estímulo para que eu seguisse carreira na polícia”, destaca.

Todo o suporte aos Guardas Mirins é feita por profissionais das áreas como a social e pedagógica. Os adolescentes têm assistência médica, acesso a exames laboratoriais e assistência odontológica gratuita. A estrutura da entidade inclui quadra poliesportiva e centro de lazer com piscina e academia.

Inscrições

As inscrições para o processo seletivo da Guarda Mirim para 2019 terminam nesta semana. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira das 13h30 às 16h30 e no sábado das 8h30 às 11h30. Podem se inscrever adolescentes nascidos de janeiro de 2003 a junho de 2004, que estejam cursando o 9º ano do Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. A sede da Guarda Mirim fica na Avenida 42 entre Rua 3-A e Avenida Brasil, Vila Alemã.

Os documentos necessários são declaração de escolaridade original e cópia de RG ou certidão de nascimento do candidato e de responsável legal, de comprovante de residência (energia ou telefone) e dos holerites de todos os que trabalham na casa do candidato. As informações detalhadas sobre o assunto estão no site da Guarda Mirim de Rio Claro, no endereço eletrônico www.guardamirimrioclaro.com.br

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Saiba qual é a diferença entre votos brancos e nulos

Agência Brasil 

Apesar do comparecimento a um local de votação nas eleições ou justificativa de ausência ser obrigatório no Brasil, o eleitor é livre para escolher ou não um candidato, já que tem opção de votar em branco ou nulo.

De acordo com o professor especialista em direito eleitoral Daniel Falcão, votos nulos, assim como os brancos, não são computados como válidos e não são contabilizados em um resultado eleitoral. Portanto, não causam o cancelamento de um pleito.

Para defensores da campanha do voto nulo, o Artigo 224 do Código Eleitoral prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. Segundo Falcão, o grande equívoco dessa teoria está no que se identifica como “nulidade”.

“A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre de outra situação. A constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições.” Outro caso é a opção pelo voto em branco ou nulo. “ Se em uma localidade com 2 mil votos, 1.999 fossem brancos ou nulos, o único voto válido elegeria quem o recebeu”, exemplificou.

O eleitor vota nulo quando digita na urna eletrônica um número que não pertence a nenhum candidato e aperta o botão “confirma”. O voto em branco é registrado quando o eleitor pressiona o botão “branco” e em seguida a tecla verde para confirmar.

O professor Daniel Falcão também alerta que, uma vez confirmado, o voto é contabilizado. “Há casos em que o eleitor vota no primeiro cargo, no caso, deputado federal, confirma e não vota para os demais cargos, abandona a votação. Nessas situações o voto confirmado, mesmo que apenas em um cargo, é contado”, lembra, ao desmentir notícias falsas de que, nesses casos, todos os votos são anulados.

Antes de decidir como vai votar, o eleitor também precisa saber que, ao contrário do que têm sido propagado em redes sociais, votos brancos não são direcionados para o candidato que está à frente na votação. Este mito surgiu com o antigo Código Eleitoral de 1965, que determinava que os brancos contassem para o quociente eleitoral. Isso fazia com que o quociente fosse mais alto, dificultando que legendas partidárias de menor expressão alcançassem o índice. A regra caiu com o código aprovado em 1997.

Abstenções

Segundo o professor Daniel Falcão, a abstenção na votação, mesmo em números elevados, não provoca a realização de uma nova eleição. Nesses casos, os eleitores que não compareceram para votar apenas perdem a oportunidade de escolher seus representantes e manifestam o seu descontentamento.

No próximo domingo (7), os eleitores brasileiros votarão em seis candidatos. A primeira opção na urna será para deputado federal, seguida de deputado estadual ou distrital, senador 1, senador 2, governador e, por último, presidente da República.

Rio Claro inaugura serviço de orientação ao idoso

No Dia Internacional do Idoso, 1º de outubro (segunda-feira), a prefeitura de Rio Claro inaugurou serviço pioneiro no município: o Núcleo de Orientação ao Idoso. Agora com o cuidado e acolhimento que merece, o idoso encontra as informações e orientações que precisa num único lugar. Gerenciado pelo Fundo Social de Solidariedade e Assessoria do Idoso, o Núcleo começa a atender na próxima segunda-feira (8).

“Esta é mais uma demonstração do respeito que temos com a população idosa”, destacou o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria. “Todas as secretarias municipais estão integradas ao serviço, dando condições para que o idoso tenha seus direitos assegurados”, acrescentou o prefeito.

“Estamos dando início a um serviço que irá aproximar e orientar os idosos, e contamos com a colaboração de todos, inclusive com sugestões, para que este trabalho tenha sucesso”, observou Paula Silveira Costa, presidente do Fundo Social, destacando que o núcleo será um local onde o idoso encontrará acolhimento e informação para que possa usar os serviços que já são realizados no município e muitas vezes são desconhecidos.

O funcionamento do serviço e algumas das orientações a que os idosos terão acesso no núcleo foram explicados por Néia Magalhães, da Assessoria de Políticas Públicas para o Idoso, vinculada à Secretaria da Cultura. “Esse é um passo muito importante que está sendo dado”, resumiu Néia, explicando que a necessidade de um espaço único de orientação é uma demanda que foi identificada no dia a dia, com os participantes de grupos de terceira idade.

Elisa Terra, presidente do Conselho do Idoso, disse que essa é uma iniciativa que se soma ao trabalho já realizado no município. “É um avanço no atendimento aos idosos”, disse Maria José Lucke, também do Conselho do Idoso.

“É uma conquista muito importante para os idosos, que agora contam com local de fácil acesso para buscar orientações que precisam”, observou o vereador Geraldo Voluntário, que representou a Câmara Municipal.

Antes do descerramento da placa de inauguração o pastor Vagner Tscherne abençoou o novo serviço, que representa “trabalho que agrega e contribui para melhor qualidade de vida do idoso”.

O Núcleo de Orientação ao Idoso reúne todas as informações sobre os serviços e políticas públicas disponíveis para as pessoas com mais de 60 anos de idade. No local, os idosos poderão obter orientações sobre direitos e deveres, funcionamento dos serviços públicos e sobre a legislação que protege os direitos da pessoa idosa. Também poderão fazer cadastro em grupos de terceira idade e para carteira de transporte interestadual. O núcleo fará ainda encaminhamentos das denúncias de casos de violência e situações de risco e, se necessário, para as áreas psicológica, social e jurídica.

“É um serviço que se funcionar de acordo com o proposto irá ajudar muito a população idosa, que muitas vezes não sabe onde procurar a informação necessária para ter acesso a um serviço e hoje encontra muita dificuldade para conseguir a orientação necessária”, disse Sandra Veloso, do grupo Luluzinhas. “É um grande ganho para o município e para a população idosa, que saberá a quem recorrer para tirar dúvidas e receber orientações sobre o que precisa”, frisou Thais Inforzato, coordenadora do Centro Dia do Idoso Padre Augusto Casagrande.

O novo serviço irá funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11 horas e das 13h30 às 16 horas, no paço municipal próximo à entrada da Avenida 3. O telefone é 3526-7144.

Também participaram da inauguração os secretários municipais Érica Belomi e Gilmar Dietrich, o assessor dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Paulo Meyer, e os vereadores Irander Augusto e Júlio Lopes.

Campanha de Bolsonaro mira vitória no 1º turno com voto útil antipetista

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, vai reforçar a campanha para impulsionar o voto útil de eleitores antipetistas em sua candidatura na última semana das eleições, apostando em uma possível vitória no 1º turno. A pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo divulgada na segunda-feira, 1º, em que ele aparece com 31% das intenções de votos contra 21% de Fernando Haddad (PT), impulsionou uma nova onda de manifestações nas redes a favor dele.

As campanhas adversárias já estudam o cenário, mas analistas afirmam que a rejeição de Bolsonaro é a principal barreira para que o quadro se confirme. Nas redes sociais, militantes pedem para que eleitores de João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) “não votem por ideologia, mas para evitar a volta do PT”.

A possibilidade de crescimento ainda maior de Bolsonaro na reta final já assombra concorrentes. A menos de uma semana das eleições, o militar da reserva chegou a 38% dos votos validos. É a maior alta desde o início da campanha.

Dentro da campanha do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, já há o temor de que Bolsonaro vença no primeiro turno, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. O mesmo pode ser ouvido de marqueteiros e pessoas próximas às outras campanhas – que apostam na rejeição para, segundo eles, evitar o fim precoce da eleição.

Um marqueteiro de outra campanha ouvido reservadamente pelo jornal comparou o desempenho de Bolsonaro ao do ex-prefeito João Doria nas eleições de 2016, quando o tucano surpreendeu na reta final e ganhou de Haddad já no primeiro turno do pleito municipal. Para ele, o que aconteceu naquele ano pode ser repetir. Na ocasião, o crescimento de Haddad nos últimos dias fez com que a parcela antipetista reagisse de forma expressiva – o que garantiu a vitória de Doria no primeiro turno.

O discurso pela vitória no primeiro turno já esteve presente na manifestação favorável a Bolsonaro, no último domingo, 30, na Avenida Paulista. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) e o candidato ao Senado Major Olímpio reforçaram a possibilidade de vitória.

“Estamos um ‘Alckminzinho’ de vencer no primeiro turno, coisa de 5% e 6% (pontos porcentuais, na verdade)”, disse Olímpio. Ainda durante a manifestação, militantes bolsonaristas pediram para que os eleitores “explicassem para parentes e amigos por que era importante votar em Bolsonaro e votar contra o PT ainda no primeiro turno”.

Para o cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Mackenzie, a hipótese de vitória no primeiro turno tem a alta rejeição de Bolsonaro como principal barreira. “Ainda assim, se ele estivesse nas ruas, no corpo a corpo e participando dos debates, poderia criar uma onda grande e forte o suficiente para encerrar a eleição no próximo dia 7. Sem Bolsonaro nas ruas, considero esse fenômeno mais complicado”, avaliou.

Jornal Cidade RC
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