Mundo passa dos 2 milhões de casos confirmados de coronavírus

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O mundo passou dos 2 milhões de infectados confirmados com o novo coronavírus. Os dados são da Universidade Johns Hopkins, dos EUA, que faz o monitoramento dos números da pandemia. Na segunda (13), a plataforma da universidade chegou a mostrar que a marca havia sido alcançada, mas corrigiu o número para 1,92 milhão.

Os EUA, com mais de 600 mil casos confirmados, continuam sendo o epicentro mundial da doença. O país é seguido pela Espanha (mais de 177 mil casos), Itália (mais de 162 mil), Alemanha (mais de 132 mil), França (mais de 131 mil) e Reino Unido (mais de 94 mil).

A China, o primeiro epicentro mundial da doença e que hoje tem 83 mil casos confirmados, identificou a Covid-19 no final de dezembro de 2019.

Foram cerca de três meses para que 1 milhão fossem infectados ao redor do mundo, marca atingida no último dia 2. Para o número dobrar e chegar aos 2 milhões observados hoje, passaram-se 13 dias.

O número de mortos pela doença supera 127 mil no mundo.

Mandetta avisa equipe que será demitido e que Bolsonaro procura substituto

CAMILA MATTOSO – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou sua equipe na noite desta terça-feira (14) que Jair Bolsonaro já procura um nome para o seu lugar e que deve ser demitido ainda nesta semana.

Ele conversou com integrantes da pasta em clima de despedida após a entrevista coletiva da qual participou no Palácio do Planalto.

De acordo com relatos, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração de fato ocorrer.

Alguns membros da equipe sugeriram que ele pedisse demissão imediatamente, mas a ideia foi rejeitada pelo ministro.

Antes da coletiva, Mandetta esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. Segundo relatos, o chefe da Saúde ficou em silêncio durante todo o encontro.

Desde que a guerra fria envolvendo os dois teve início, Bolsonaro já ameaçou algumas vezes demitir o ministro, mas até agora não concretizou o plano.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o apoio que Mandetta (Saúde) tinha no núcleo militar do Palácio do Planalto para continuar no cargo perdeu força na noite de domingo (13), após a entrevista dada por ele no Fantástico.

O tom adotado foi avaliado pela cúpula fardada como uma provocação desnecessária.

Fábio Assunção deve receber R$ 30 mil de colunista que fez comentário ofensivo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ator Fábio Assunção, 48, venceu um processo contra o colunista e escritor Rodrigo Constantino, que deve pagar uma indenização de R$ 30 mil ao ator por danos morais. Em seu blog O Boletim e em seu site pessoal, ele criticou Assunção pelo ator ter se declarado contra o impeachment de Dilma Roussef, em 2016.

Colunista de diversos jornais pelo Brasil, Constantino escreveu em 2016 uma matéria com o título: “Assunção da idiotice política”, que usava o problema do ator com drogas para ofendê-lo. “Fábio Assunção, aquele que andou tendo problemas com drogas, parece ter tido uma baita recaída, e com drogas bem pesadas: o petismo!”, escreveu Constantino.

A Justiça pediu, ainda, que ao Google e ao proprietário do site que excluísse a nota da internet sob pena de multa.

Em sua defesa, o colunista afirmou que “valeu-se de seu direito constitucional à livre manifestação do pensamento e, no exercício da atividade jornalística” com a intenção de “provocar reflexão no leitor, dizendo que a notória dependência química do autor [Assunção] foi abordada apenas de modo periférico e sem intenção de ofender sua honra, mas sim de comparar o ‘petismo’ a uma ‘droga’.”

Na visão do juiz da 4ª Vara Cível de São Paulo, mesmo Assunção sendo uma figura pública e que seja de conhecimento do “público em geral tenha conhecimento de seus problemas com dependência química, o réu não está autorizado, por isso, a combater ideias de Fábio com referências a tais problemas. A opinião política de Fábio Assunção pode ser criticada, mas não com menção à sua intimidade”.

Cabe recurso.

Aos 99 anos, ele sobreviveu a duas guerras e à covid-19

O dia 13 de abril passou a significar uma dupla vitória para as Forças Armadas. Além de marcar o início da Tomada de Montese, em 1945, batalha ocorrida na Itália em que a tropa brasileira enviada à 2ª Guerra foi decisiva na vitória dos aliados sobre os nazistas, a data agora representa o dia em que um dos ex-combatentes brasileiros venceu a própria guerra, contra a covid-19.

Aos 99 anos, Ermando Piveta recebeu alta médica, após oito dias internado no Hospital das Forças Armadas (HFA) em virtude de complicações causadas pelo novo coronavírus – e é um dos pacientes mais velhos a serem curados da doença no Brasil. “Essa guerra não foi fácil”, resumiu a filha, Vivian Piveta.

Para celebrar o momento, o Exército providenciou honras militares. Em uma cadeira de rodas e com a mão direita apontada para a cabeça, em gesto de continência, Piveta deixou o hospital de boina e com o brasão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) sobre o colo.

Com braços erguidos em comemoração, emocionou-se ao ouvir da corneta de um militar o toque dedicado a ex-combatentes e aplausos da equipe médica. O praça havia chegado à unidade com febre e falta de ar.

Para vencer a covid-19, no entanto, Piveta não foi munido com a arma preferida do presidente Jair Bolsonaro contra a doença, a cloroquina. A equipe do HFA concluiu que a medicação poderia criar efeito reverso no paciente, dadas as complicações de saúde que ele apresentava. Durante o período hospitalizado, o ex-combatente também acabou tendo uma infecção pulmonar. Em outros três pacientes com coronavírus que receberam a alta no mesmo dia a substância foi administrada e os resultados foram satisfatórios.

O uso do medicamento é um dos motivos da desavença entre Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O presidente faz propaganda da cloroquina e da hidroxicloroquina como drogas essenciais no tratamento de pacientes. O ministro, por sua vez, fala desses produtos com cautela.

Missões

Ermando Piveta, que hoje é segundo-tenente do Exército, é de Laranjal Paulista, em São Paulo, mas vive em Brasília. Ele tornou-se militar em 1940, quando se incorporou ao Batalhão de Itu (SP). Durante a guerra, participou de treinamentos em Dacar, no Senegal, e atuou em missões de guarda na costa brasileira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Professor da Unesp Rio Claro apresenta cenários possíveis do avanço da Covid-19

O Prof. Dr. Rodrigo Moruzzi, docente do IGCE da Unesp de Rio Claro, desenvolveu uma pesquisa em que apresenta possíveis cenários do avanço do novo Coronavírus em Rio Claro.

“Vendo o problema da evolução da doença, a situação em outros países, e a chegada ao Brasil, principalmente por São Paulo, me vi motivado e, de certa maneira, comprometido a dar uma ferramenta, na medida do possível, para contribuir para que o município possa usar de auxílio nas decisões tomadas contra a Covid-19”, explica o professor, ressaltando o motivo para que ele desenvolvesse o trabalho.

Na pesquisa, Moruzzi se utilizou de um modelo de simulação para cruzar dados oficiais do município sobre o novo Coronavírus e apresentar cinco possíveis cenários da doença em Rio Claro.

Segundo o professor, o desenvolvimento do estudo visa demonstrar como as ações que estão sendo tomadas podem impactar no grau de evolução da doença e, com isso, ajudar no combate ao Coronavírus: “Eu utilizei uma modelagem matemática bastante aceita pela comunidade científica e a calibrei para as velocidades de infecção detectadas em São Paulo. Isso significa que utilizei a dinâmica da infecção na cidade de São Paulo para expandir para o estudo do que pode acontecer em Rio Claro”.

Com base nas pequisas feitas e nos resultados apresentados, Rodrigo Moruzzi analisa como positivas as atitudes tomadas pelos governantes neste momento: “Pode-se discutir se é algo radical, ou se algo adicional poderia ser feito, mas é uma situação muito complicada. Ninguém viveu isso ainda, então é muito difícil julgar as atitudes dos poderes públicos. Entretanto, o que tenho visto, e que me preocupa, é a baixa aderência da população em aderir ao recomendado. Tenho visto o prefeito de Rio Claro e o governador do Estado sendo bastante veementes com relação à segurança, mas infelizmente não vejo a população com essa aderência necessária. Da janela de meu apartamento, já que estou cumprindo o isolamento social, percebo que o movimento pouco se reduziu e isso é bastante preocupante. A experiência internacional e os resultados matemáticos do estudo mostram que o crescimento exponencial ocorre de uma hora para a outra e é por isso que temos que tomar os cuidados”.

A partir do estudo, o professor espera ter contribuído para que a situação, por mais que seja delicada, possa ser enfrentada de maneira mais eficaz e que as consequências para a população sejam as menores possíveis: “Fiquei bastante assustado com as projeções que a pesquisa apresentou, mas é evidente que podemos mudar esta situação se respeitarmos as medidas protetivas”.

Estudo

Confira o relatório completo da pesquisa abaixo:

Falta de insulina e entrega a “mais” são questionadas

Aos 10 anos de idade, Fabrízio Melhado, hoje com 40 anos, descobriu que tinha diabetes. Com o uso diário de dois tipos de insulina, ele faz todo o dia 4 a retirada do medicamento no Dispensário de Medicamentos “Dr. Clayton De Angelis” na Avenida 2, em frente ao Jardim Público de Rio Claro. Porém, no início deste mês voltou de mãos vazias: “Quando eu cheguei com a receita fui informado de que eles não tinham para me entregar. Questionei, até mesmo porque um tempo atrás ganhei uma ação judicial contra a prefeitura que não era para faltar esse medicamento. A informação que recebi é que, em razão do novo coronavírus, pessoas que tinham a retirada antes que eu receberam o medicamento já para dois meses, para evitar ficarem saindo de casa para buscar. Acho válida a iniciativa, porém, se eles não tinham o suficiente para todos, não poderiam entregar para dois meses para uns e deixar os outros que precisam sem”, disse Fabrízio.

Ele também relata que diante disso e da necessidade do medicamento teve que gastar um dinheiro que não estava no orçamento: “desde o início do mês já foram R$ 90,00 e em um momento como este fica inviável. É um direito meu”.

A reportagem do Jornal Cidade entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Rio Claro que enviou a seguinte nota: “As insulinas utilizadas pelo senhor Fabrizio Melhado já foram compradas pela Fundação Municipal de Saúde. O município aguarda para os próximos dias a chegada dos medicamentos e, assim que forem entregues, voltarão a ser fornecidos ao paciente. Não procede a informação de que faltou insulina para alguns pacientes porque foram entregues doses a mais para outros. O que houve foi atraso na entrega dos medicamentos, inclusive por indisponibilidade em laboratórios. Só estão sendo entregues quantidades a mais de remédios nos casos em que há autonomia de estoque para tanto. Com relação ao atendimento da prefeitura para entrega de medicamentos, ele continua sendo feito normalmente, pois trata-se de serviço essencial. Inclusive as duas unidades do programa Farmácia Todo Dia, que abrem nos finais de semana e feriados, estão atendendo normalmente”.

Morre aos 91 anos, o comerciante Filippo Cusmano

Conhecido como Italiano, Filippo Cusmano faleceu aos 91 anos na terça-feira (14). Patriarca da família, o empresário sempre foi considerado um dos comerciantes mais tradicionais na cidade de Rio Claro, proprietário da Loja Nossa Senhora do Rosário.

O velório acontece a partir das 11 horas desta quarta-feira (15), no Memorial Parque das Palmeiras e, às 13h40, o corpo segue para o Cemitério Municipal São João Batista onde será seputaldo.

Filippo Cusmano, o Italiano, como era conhecido por muitos, deixa a viúva Nunziata Cusmano, os filhos Vitorio, Celestino Anna e Ignazio, 13 netos e cinco bisnetos.

Em sua rede social oficial, a Loja Nossa Senhora do Rosário informou com tristeza a morte do patriarca da família através de nota.

Araras registra mais uma morte suspeita por Covid-19; total é de três em investigação

Araras investiga mais uma morte suspeita pelo novo coronavírus (Covid-19). Conforme apurou o Jornal Cidade, o paciente deu entrada no hospital na última segunda-feira (13) e faleceu horas depois de ser internado.

Ele tinha outros problemas de saúde, passou por avaliação médica e foi submetido ao protocolo definido pelo Ministério da Saúde para diagnóstico da doença, por apresentar sintomas suspeitos. Ao todo, três óbitos registrados na cidade entraram no protocolo de investigação.

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou ainda nesta terça-feira (14) o 6° caso de coronavírus no município. O paciente está internado na UTI, mas apresenta quadro estável e melhora gradativa na evolução clínica. Este 6º caso confirmado tem histórico de viagem ao exterior, foi internado no hospital após apresentar sintomas como febre e dificuldades para respirar.

Atualmente, há outros 16 ararenses aguardando resultado de exames para diagnóstico do caso. Os dados envolvem pacientes de Araras, internados em hospitais da cidade e também profissionais que trabalham na área da saúde.

** com as informações Ramon Rossi

Rio Claro tem 15 casos confirmados de coronavírus; três pacientes farão novos exames

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro divulgou boletim às 16h30 desta terça-feira  (14 abril 2020) no qual informa que subiu de 16 para 22 o número de pacientes internados por causa de coronavírus no município, entre casos suspeitos e confirmados. Sete deles estão em UTI.

O número de casos confirmados também aumentou, indo de 10 para 15, sendo três apontados em testes rápidos e que irão passar por novo exame em laboratório. O total de casos suspeitos subiu de 46 para 49.

A cidade já registrou a morte de três pessoas por coronavírus, todas idosas, sendo dois homens e uma mulher. De acordo com o boletim desta terça-feira, Rio Claro tem dois óbitos em investigação.

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Lei sobre enfrentamento de partos prematuros é aprovada na Câmara de Araras

Ramon Rossi

Durante o mês de novembro, já a partir de 2020, Araras vai levantar, debater e trabalhar, por meio de diversas atividades, o enfrentamento do parto prematuro. É o que determina o Projeto de Lei 120/2019, proposto pelo vereador Felipe Beloto (PL), e aprovado na semana passada por unanimidade na Câmara Municipal.

O texto, que depende agora apenas de sanção do Executivo para se tornar lei, determina que aconteça sempre em novembro a “Semana da Prematuridade”, abrangendo a data de 17 de novembro, Dia Mundial da Prematuridade, com atividades e mobilizações direcionadas ao enfrentamento do parto prematuro, com foco na prevenção do nascimento antecipado e na conscientização sobre os riscos envolvidos, bem como na assistência, proteção e promoção dos direitos dos bebês prematuros e suas famílias, no contexto do chamado “Novembro Roxo”.

O Projeto de Lei diz que o poder público, “mediante a participação direta e de acordo com os parâmetros dos gestores, serão desenvolvidas ações diversas, com entidades e instituições do movimento social organizado, como forma de contribuir à epidemia de prematuridade incluindo, dentre outras ações: iluminação de prédios públicos com luzes de cor roxa; promoção de palestras e atividades educativas; veiculação de campanhas de mídia; e realização de eventos

Quase 12% dos nascimentos ocorrem antes da hora

De acordo com dados da OMS  (Organização Mundial de Saúde), a prematuridade (nascimento antes de 37 semanas de gestação) é a primeira causa de mortalidade infantil no mundo todo. Segundo dados da UNICEF e do Ministério da Saúde, 11,7% de todos os partos realizados no País são prematuros.

Esse percentual nos coloca em posição preocupante entre os países onde mais nascem crianças prematuras, contabilizando aproximadamente 300 mil nascidos prematuros todos os anos. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade está ligada a 53% dos óbitos no primeiro ano de vida.

A prematuridade é um grande problema de saúde pública no Brasil. Além do risco de morte para a mãe e bebê, o nascimento prematuro deixa marcas psicológicas permanentes para as famílias e é a principal causadora de sequelas de saúde nos recém-nascidos, muitas vezes acarretando danos incapacitantes.

Vale ressaltar também, que para o Sistema Público de Saúde, a questão da prematuridade é um grande gargalo, tendo em vista em vista os altos custos para assegurar os devidos cuidados que bebês nascidos nessa condição necessitam.

Além disso, há um custo social ainda mais abrangente e preocupante. Muitas mães e pais acabam abandonando seus empregos para dedicarem-se aos filhos, que precisam de cuidados especiais quando têm alta hospitalar.

Com esses argumentos apresentados como justificativa, o vereador Beloto afirmou que “É de se considerar que a divulgação dos fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, pré-natal deficitário, gestação na adolescência ou muito tardia e o alto índice de cesáreas eletivas, entre outros, pode diminuir o número de partos prematuros e o de mortes a eles associadas”.

Para parlamentar, de acordo com estudos feitos para elaborar o projeto, “além de campanhas de prevenção, a identificação e o correto encaminhamento para a unidade de saúde especializada podem salvar vidas. Ações já incentivadas pelo Ministério da Saúde como o método mãe canguru, a Rede Cegonha e a política de reanimação neonatal são importantes, e já se mostraram eficientes. Mas é preciso que tenhamos uma política coordenada de atenção à prematuridade, e não apenas ações isoladas”, afirma ele na documentação apresentada no Legislativo.

Jornal Cidade RC
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