Rio Claro tem quarta morte por coronavírus, também de idoso

A Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro divulgou boletim às 16h desta quarta-feira  (15 abril 2020) no qual informa o quarto óbito por coronavírus no município. É de uma senhora idosa. As outras três mortes registradas na cidade por coronavírus também são de pessoas idosas, sendo dois homens e uma mulher.

“É triste constatar a ocorrência destas mortes”, disse o prefeito João Teixeira Junior, acrescentando um apelo para que as famílias  cuidem de seus idosos e sigam as orientações das autoridades de saúde.”Muitas vezes, os idosos são arrimo de família, são pais, avós, pessoas queridas e importantes na estrutura social”, afirmou Juninho.

O prefeito também lembrou que, embora os quatro óbitos registrados  sejam de idosos, pessoas das demais faixas etárias também estão sendo infectadas pelo coronavírus. “Todos devem estar atentos”, disse.

Conforme o boletim desta quarta-feira (15), número de pacientes internados subiu de 22 para 24, entre casos suspeitos e confirmados. O de pacientes em UTI, passou de sete para dez.

O número de casos confirmados também aumentou, indo de 15 para 17, sendo cinco apontados em testes rápidos e que irão passar por novos exames em laboratório.O total de casos suspeitos em investigação subiu de 49 para 52. De acordo com o boletim desta quarta-feira, Rio Claro tem dois óbitos em investigação.

Orquestra Sinfônica de Rio Claro transmite concerto pelo Facebook

A Orquestra Sinfônica de Rio Claro, nesta quinta-feira, dia 16, às 20h, apresentará o “Concerto em Casa”, projeto criado para que a população rioclarense possa, no conforto de suas casas, assistirem um concerto gravado e transmitido ao vivo pela página do Facebook da Orquestra.

A transmissão será apresentada pelo maestro e diretor artístico André Müzel, e o concerto contará com a presença do violonista de Rio Claro, Lucas Penteado, acompanhado pela camerata de cordas da Orquestra Sinfônica de Rio Claro.

No repertório terão clássicos da música brasileira como Pixinguinha e Jacob do Bandolin e também tangos de Astor Piazzolla. Para quem quiser assistir, basta acessar e “curtir” a página da Orquestra Sinfônica de Rio Claro no Facebook, e acessar no horário agendado para o evento. Clique aqui para acessar.

Nesse período de quarentena, professores da Escola Livre de Música “Fábio Marasca”, projeto mantido pela OSRC através da Secretaria Municipal de Cultura, estão desenvolvendo dia a dia maneiras de estarem conectados aos seus alunos (cerca de 400), cada um em sua casa.

As aulas são diversas, ao vivo, gravações, entre outros meios. Dessa maneira, mesmo em casa, os alunos ainda podem continuar sendo orientados pelos seus professores, para que não se perca todo o desenvolvimento técnico adquirido em aulas.

Quarentena: Bellagamba explica ação da Guarda no comércio e nas aglomerações

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o secretário municipal de Segurança, Marco Antonio Bellagamba, fala sobre o trabalho de fiscalização da Guarda Civil Municipal em relação ao comércio neste período de quarentena. Os guardas também estão agindo em situações de aglomerações, principalmente em filas, que podem favorecer a proliferação dos casos de coronavírus.

Estudo da Unesp aponta potencial alvo para tratar a Covid-19

Um estudo recém-concluído na Unesp, coordenado pelo professor Robson Carvalho, do Instituto de Biociências (IBB), do campus de Botucatu, indicou um alvo que pode orientar um potencial tratamento para a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O achado mais relevante é a alteração na expressão de um gene chamado TRIB3. Esse gene é responsável pela produção de uma proteína que, segundo predição computacional, tem potencial para interagir com proteínas do vírus SARS-CoV-2 em células epiteliais do pulmão (que fazem o revestimento interno do órgão). O gene TRIB3 diminui sua expressão em indivíduos idosos do sexo masculino, o que ajudaria a explicar a manifestação de sintomas mais graves da Covid-19 nessa população.

“Dado que a TRIB3 foi anteriormente relatada como capaz de diminuir a infecção e a replicação de outros vírus, a diminuição da expressão de TRIB3 nos pulmões durante o envelhecimento pode ajudar a explicar por que pacientes idosos do sexo masculino estão relacionados a casos mais graves da Covid-19. Dessa forma, medicamentos que estimulem a expressão da TRIB3 devem ser avaliados como um tratamento potencial para a doença”, conclui o artigo, publicado como preprint na plataforma bioRixv.

Este trabalho liderado por Robson Carvalho foi iniciado há aproximadamente um ano, e estava voltado para o estudo da caquexia em pacientes com câncer de pulmão (a caquexia é uma síndrome que acompanha pacientes com câncer). O grupo estudava o perfil da expressão gênica ao longo do envelhecimento do pulmão. Com a eclosão da pandemia de Covid-19, em março, os cientistas redirecionaram o trabalho para estudar a doença causada pelo novo coronavírus. O estudo foi apoiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

“A nossa ideia inicial era identificar moléculas que são secretadas pelo pulmão e que podem eventualmente atuar em outros órgãos e tecidos. Conversamos e pensamos ‘se estamos analisando moléculas liberadas pelo tumor do pulmão que podem atuar em outros órgãos, poderíamos pensar em uma abordagem semelhante e avaliar a interação entre proteínas pulmonares e proteínas do vírus da Covid-19”, explica o pesquisador do IBB-Unesp. “E uma das motivações foi o fato da Covid-19 ser prevalente em pessoas idosas, principalmente a sua forma mais grave.”

Os pesquisadores utilizaram dados de sequenciamento de RNA de 427 amostras pulmonares para avaliar o transcriptoma (conjunto de moléculas de RNAs que são produzidas em um tecido, e que refletem a expressão dos genes). Esses dados continham informações por faixas etárias dos indivíduos, dos 20 anos até os 79 anos. O grupo de cientistas passou a cruzar esses dados com diversas bases de dados abertos sobre a Covid-19 e informações sobre estudos anteriores relacionados à temática. Esse cruzamento permitiu predizer potenciais interações moleculares entre proteínas pulmonares e proteínas virais. Essa análise identificou que a proteína TRIB3 apresenta alta probabilidade de interagir com a proteína do SARS-CoV, vírus da SARS utilizado como base para o estudo em razão de possuir grande similaridade na estrutura com o SARS-CoV-2. O grupo também utilizou dados de sequenciamento de RNA de célula única (do inglês, single-cell RNA sequencing), o que possibilitou identificar o conjunto de moléculas de RNAs que são produzidas em cada célula do pulmão.

“Com isso, conseguimos olhar para cada célula do pulmão e identificamos onde o gene TRIB3 é expresso. E encontramos que esse gene é expresso principalmente em células que também expressam o gene ACE2, o qual é responsável por codificar o receptor que o SARS-CoV-2 utiliza para infectar as células pulmonares”, diz Carvalho.

“A TRIB3 tem o potencial de interagir com proteínas do vírus e isso pode, por exemplo, diminuir a replicação do vírus dentro da célula, como já demonstrado para o vírus da hepatite C. Ou seja, existe a possibilidade de que uma interação da TRIB3 com proteínas do SARS-CoV-2 iniba o ciclo biológico do vírus”, diz o pesquisador da Unesp.

Na Europa, já existe uma empresa espanhola realizando ensaios clínicos com um medicamento contra câncer de endométrio, o qual é capaz de aumentar a expressão da TRIB3, de acordo com Robson Carvalho, que integra o Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do IBB-Unesp.

Além dele, assinam o artigo Diogo Moraes, Brunno Paiva, Sarah Santiloni Cury e João Pessoa Araújo Jr., todos da Unesp, e Marcelo Mori, da Unicamp.

O artigo “Prediction of SARS-CoV interaction with host proteins during lung aging reveals a potential role for TRIB3 in COVID-19” pode ser lido em https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.04.07.030767v1.

Morre aos 94 anos o escritor Rubem Fonseca

O escritor Rubem Fonseca morreu nesta quarta-feira, 15, aos 94 anos, vítima de um enfarte, em seu apartamento no Rio de Janeiro.

Autor de romances como Agosto e Feliz Ano Novo, Fonseca foi vencedor do prêmio Camões em 2003 e é considerado um dos principais nomes da literatura policial brasileira.

Seu mais recente trabalho foi o livro Carne Crua, de 2018, que reuniu contos inéditos. Sua obra é publicada no Brasil pela Nova Fronteira, selo da Ediouro.

Governo diz que testará remédio contra coronavírus com 94% de eficácia em laboratório

DANIEL CARVALHO – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) 

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) que começará a testar em pacientes com o novo coronavírus um medicamento que, em laboratório, obteve eficácia de 93,4%, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O nome do remédio, que já é utilizado para outras doenças, não foi divulgado sob a justificativa de evitar uma corrida às farmácias, como houve com a cloroquina.

“Fiz questão de não saber este nome para evitar uma correria em torno deste medicamento enquanto não temos certeza de que ele vai funcionar para isso”, afirmou o ministro Marcos Pontes.

Serão testados 500 pacientes em cinco hospitais militares no Rio, um em São Paulo e um em Brasília. Os pacientes têm que assinar um termo de consentimento e não saberão o que estão tomando.

O teste dura cinco dias e, em seguida, os pacientes são observados durante nove dias, ainda internados no hospital. Serão monitorados carga viral, sintomas, exames clínicos, de imagem, além de testes cardíacos e laboratoriais.

De acordo com o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas, Marcelo Morales, serão testados pacientes que chegar ao hospital com pneumonia, febre, tosse e tomografia com característica de vidro fosco.

“Nem o paciente vai saber o que está tomando nem o médico vai saber o que está dando”, explicou o secretário. Parte dos pacientes receberá o medicamento, enquanto parte receberá um placebo.

Segundo Marcos Pontes, os testes devem ser concluídos até meados de maio e, como o remédio já existe, poderá ser usado para o tratamento da enfermidade.

O medicamento, de acordo com o ministro, “tem muito pouco efeito colateral”. Morales informou que já há versão genérica do remédio.
De acordo com o ministério, foram testados 2.000 medicamentos para identificar fármacos compostos por moléculas capazes de inibir proteínas fundamentais para a replicação viral.

Os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas.

Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, ligado ao ministério, descobriram que dois reduziram significativamente a replicação viral em células. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas, de acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Marcos Pontes também disse que a pasta comandada por ele conseguiu produzir um reagente nacional para se realizar os testes para detecção de coronavírus.

Cientistas brasileiros também estão desenvolvendo no Brasil um equipamento para detectar o vírus em apenas um minuto.

“Temos capacidade de, em 20 dias, já colocar um número considerável destas máquinas, não sei o numero ao certo. Estas máquinas conseguem fazer 500 testes por dia”, disse Pontes.

De acordo com o ministro, também está se trabalhando em uma vacina para atacar tanto influenza como o coronavírus.

Daae disponibiliza telefones temporários enquanto ajusta a linha 0800

O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Claro está reforçando o atendimento telefônico, realizando a portabilidade para atendimentos via celular. E para que os consumidores não fiquem sem canal de comunicação telefônica com a autarquia durante os ajustes, o Daae disponibilizou três números à comunidade.

Enquanto a portabilidade não é concluída, os consumidores podem utilizar o telefone 3531-5205 para informações e solicitação de serviços, e o número 3531-5253 para questões relativas à dívida ativa. Nos dois casos, até às 13 horas. Essas linhas também atendem chamadas via celular. O Daae disponibiliza ainda o número 9.9290-6424 como plantão 24 horas.O acesso ao site do Daae foi liberado neste período de pandemia sem a necessidade de cadastro. Os consumidores podem acessar o site, no endereço  www.daaerioclaro.sp.gov.br, para providenciar a segunda via e consultar débitos.  

Feminicídios: Mortes de mulheres em casa dobram no estado de SP durante quarentena

DANIEL MARIANI, DIANA YUKARI E THIAGO AMÂNCIO – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O número de mulheres assassinadas dentro de casa quase dobrou no estado de São Paulo durante a quarentena para combate à pandemia do novo coronavírus em comparação com o mesmo período do ano passado.

De 24 de março –data em que passou a valer o fechamento de comércios, bares e restaurantes no estado– a 13 de abril, 16 mulheres foram assassinadas dentro de casa. No mesmo período de 2019, foram contabilizadas 9 mortes nessa mesma condição, segundo análise feita pela reportagem dos boletins de ocorrência registrados no estado.

No acumulado do ano até agora foram 55 mulheres assassinadas em casa até 13 de abril, contra 48 no ano passado, um aumento de 15%.

A análise leva em conta boletins de ocorrência cujo registro diz que o assassinato ocorreu em casa, mas, como por vezes o campo não é preenchido pelas autoridades, o índice pode ser ainda maior. Os dados são preliminares e podem sofrer alterações.

Além disso, os boletins mostram que, das 55 mulheres mortas, 8 foram assassinadas pelo próprio parceiro no período da quarentena, contra apenas 3 no ano passado –mas o número tende a ser maior porque a relação da vítima com o autor não é registrada em 95% dos boletins.

Os números apontam um aumento da violência contra a mulher neste período de isolamento, na opinião de especialistas consultados pela reportagem. Pesquisa do Ministério Público de São Paulo mostra que 66% dos feminicídios consumados ou tentados foram praticados na casa da vítima.

“As mulheres já viviam numa situação de violência, isso não é uma novidade trazida pelo coronavírus. O confinamento faz com que o conflito se escale, e as mulheres sejam assassinadas. Infelizmente, é provável que haja um aumento ainda maior nos próximos meses”, afirma Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisadora do tema.

Alguns fatores que contribuem para esse crescimento durante a quarentena, segundo a pesquisadora, são o aumento do consumo de bebidas alcoólicas e problemas socioeconômicos decorrentes da perda de renda familiar.

Ela lembra que em 2019 já havia acontecido um aumento da violência doméstica em relação ao ano anterior, número que, com o confinamento provocado pelo coronavírus, pode crescer ainda mais.

Um levantamento do Ministério Público de São Paulo publicado nesta semana mostra que os pedidos de medidas protetivas de urgência feitos por mulheres cresceram 29% em março em comparação com fevereiro. O número saltou de 1.934 para 2.500 de um mês para o outro.

O número de prisões em flagrante por violência contra a mulher (homicídio, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado, lesão, estupro etc.) também cresceu: foram 177 em fevereiro e 268 em março.

“Já houve uma redução no número de inquéritos policiais e processos, não porque a violência diminuiu, mas porque os prazos na Justiça estão suspensos até o fim de abril. Então optamos por levantar procedimentos urgentes, como as medidas cautelares e prisões em flagrante, que não pararam neste período”, afirma a promotora de justiça Valéria Scarance, uma das responsáveis pelo estudo.

“A pandemia não transforma o homem em uma pessoa violenta. Mas os fatores de estresse podem fazer com que um homem que já carrega dentro de si esses padrões pratiquem o ato ou o intensifiquem”, diz Scarance.
Samira Bueno afirma que o aumento nas mortes durante a quarentena era esperado pela experiência de outros países, como China, Itália e França, onde também se viu crescer a violência doméstica.

Autoridades mundiais se manifestaram contra a escalada na violência, como o secretário-geral da ONU, António Guterres. “Eu rogo a todos os governos que coloquem a segurança das mulheres em primeiro lugar nas respostas à pandemia”, escreveu o português em uma rede social.

Os países traçaram diferentes estratégias para combater o problema. O governo francês, por exemplo, decidiu pagar quartos de hotel para vítimas de violência doméstica e abrir centros de aconselhamento. ONGs na Itália lançaram campanhas para que as mulheres fizessem denúncias quando fossem ao mercado ou colocar o lixo para fora, por exemplo, lembrando-as de apagar o registro da chamada no celular.

Scarance diz que a responsabilidade pelo fim da violência doméstica não é só da vítima, mas que a comunidade também deve se atentar a isso.

“Nesse período de isolamento, é muito importante que as pessoas fiquem atentas e não se calem. Se qualquer pessoa escutar atos de violência e de agressão, a recomendação é que acionem imediatamente o 190”, afirma a promotora. “E, para as mulheres, a recomendação é não desistir. Existe um isolamento físico, mas as redes não estão isoladas. A mulher pode acionar os serviços de proteção, as pessoas de confiança, e cuidar para sair dessa situação.”

Vítimas de violência doméstica podem denunciar o abuso à Polícia Militar, pelo telefone 190; pelo disque-denúncia do governo federal, o 180; numa delegacia da mulher; ou indo à promotoria ou defensoria pública. Na capital paulista, pode-se procurar também a Casa da Mulher Brasileira (rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci), que funciona 24 horas por dia e encaminha à vítima ao serviço mais indicado.

As denúncias também podem ser feitas pelos aplicativos SOS Mulher, do Governo de São Paulo, e Direitos Humanos Brasil, do governo federal.

Com debandada de auxiliares de Mandetta, Bolsonaro acelera escolha por substituto

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em meio à debandada de secretários do Ministério da Saúde, a equipe do presidente Jair Bolsonaro acelerou a busca por um substituto do ministro Luiz Henrique Mandetta, que já avisou auxiliares de sua demissão nos próximos dias.

Entre os cotados estão médicos de fora da pasta e o número 2 do ministério, João Gabbardo.

Um dos médicos sugeridos a Bolsonaro é Carlos Lottenberg, que conta com apoio de Fabio Wajngarten, Secretário Especial de Comunicação Social.

Bolsonaro também tem simpatia pelo cardiologista Otávio Berwanger, que, no início do mês, participou de reunião com um grupo de médicos no Planalto. O entorno do presidente, no entanto, avalia que ele dificilmente aceitaria.

Uma parte da ala militar, preocupada com uma política de continuidade, tenta emplacar o nome de Gabbardo, secretário-executivo, como possibilidade de solução temporária.

Ainda numa solução caseira, a oncologista Maria Inez Gadelha, que atua na Secretaria de Atenção à Saúde, também está na bolsa de apostas. A servidora conta com apoio sobretudo na bancada federal da Saúde.

Com a piora na relação com o ministro, que perdeu apoio substancial no Palácio do Planalto, o presidente foi aconselhado a efetuar uma troca nesta semana, antes que Mandetta volte a ganhar força.

A equipe do ministro ligada ao combate da pandemia começou um movimento para deixar a pasta.

Principal nome à frente das ações de controle do coronavírus, o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, pediu demissão na manhã desta quarta-feira (15).

A informação foi confirmada pela pasta. Mais cedo, Oliveira já tinha divulgado uma carta à equipe, como revelou a coluna da Mônica Bergamo.

Além de Oliveira, o secretário Denizar Vianna (Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos), também deu sinais de que deve sair caso a exoneração do ministro se confirme.

Com receio de ver os trabalhos descontinuados, auxiliares de Mandetta deram ordens à equipe para que acelerem a publicação de trabalhos técnicos que já estejam em fase de finalização para no máximo quinta-feira (16).

Mais cedo, Oliveira pediu a diretores que fizessem um balanço das ações de suas áreas para uma eventual troca de gestão.

Pedido semelhante foi reforçado por Mandetta em reunião nesta quarta. Na ocasião, o ministro orientou a equipe a acelerar ações para mostrar que a pasta cumpriu o que havia prometido fazer.

Aliados do presidente buscam um nome que traga confiabilidade e não provoque mais estrecimentos ao governo em meio à pandemia, que se aproxima de seu período mais crítico.

Inicialmente, Bolsonaro fazia questão de nomear alguém que fosse alinhado a ele na defesa do isolamento vertical, que preserva os grupos de risco, e na utilização da hidroxicloroquina em pacientes em fase inicial da doença.

No entanto, ele passou, de acordo com aliados, a aceitar uma alternativa que, embora tenha uma visão diferente da dele no combate à doença, não adote posição de confronto ou o desautorize em público.

A ideia principal, como reafirmou um ministro do governo, é escalar alguém que ajude a reduzir um eventual desgaste público com a saída de Mandetta.

Por outro lado, há uma preocupação com a transição na Saúde, para que a saída do atual ministro não se dê sem que haja memória do trabalho produzido até aqui, com mais de um mês de crise.

Conta a favor de Gabbardo o fato de o secretário ter cortado perguntas em entrevistas que pudessem contrapor Bolsonaro às recomendações do ministério, como saídas para pontos de comércio de Brasília.

Há, porém, quem veja nele um forte aliado de Mandetta por ter se mostrado fiel ao ministro em algumas aparições públicas.

De acordo com relatos feitos à Folha, Gabbardo não chegou a ser convidado e ainda há dúvidas de que aceitaria a missão.

Nesta quarta (15), o de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, pediu demissão do cargo, se antecipando à saída de Mandetta.

Aliados de Bolsonaro se esforçam para construir um grupo de indicações. Há uma ala que defende que Mandetta seja substituído por um médico de renome, afastado de polêmicas.

Há uma preferência para profissionais de hospitais de referência, como Albert Einstein, onde Bolsonaro foi tratado após facada sofrida em 2018.

Alinhados a Bolsonaro, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, chegaram a ser inicialmente favoritos para o posto.

O perfil político e a amizade de ambos com o presidente, no entanto, são apontados como empecilhos para uma indicação. Segundo deputados bolsonaristas, eles só serão efetivados caso o presidente não encontre alguém de peso.

Convidada para participar do comitê de crise, a médica Nise Yamaguchi, que defende o uso de hidroxicloroquina, chegou a ser sondada, mas ela não teria demonstrado disposição em assumir o cargo.

Desde a semana retrasada, o presidente já havia decidido trocar o comando da pasta, mas tinha receio da repercussão de uma mudança em meio à pandemia de coronavírus.

Bebê de seis meses é o segundo caso confirmado de Covid-19 em Santa Gertrudes

A Prefeitura de Santa Gertrudes, por meio da Secretaria de Saúde, informa que o 2° caso de Coronavírus foi confirmado no município.

Um bebê de 6 meses apresentou os sintomas e, após passar pelo serviço de saúde foi encaminhado para a Santa Casa de Rio Claro, onde permaneceu internado. Neste período foram coletadas amostras e enviadas para análises.

O bebê já teve alta e passa bem. A família cumpre o isolamento social e segue sendo monitorada pela Secretaria de Saúde de Santa Gertrudes.

A prefeitura reforça que as medidas de prevenção sejam seguidas. Esse caso mostra que não é somente adultos e idosos que podem contrair o vírus, o esforço cabe a cada um de nós. Cuidem de suas famílias.

Novidades que chegam nesta semana à Netflix

Quem está em casa, sem colocar os pés na rua, colaborando com a luta contra a pandemia do coronavírus, tem passado horas na frente da TV, buscando atrações para preencher seu tempo. Para os que gostam de acompanhar a Netflix, aqui vão as novidades, que chegam entre quarta, 15, e sexta-feira, 17, ao catálogo da operadora.

Começando pelas atrações desta quarta, 15, com a estreia da nona temporada da série The Walking Dead. Com o fim da guerra, Rick espera que os sobreviventes consigam superar as diferenças. Mas o perigo vem de todos os lados e ameaça a paz recém-conquistada. Tem a nova Outer Banks, que traz a história de um grupo de adolescentes que descobre um antigo segredo e embarca em uma aventura inesquecível. E estreia também o documentário O DNA da Justiça, que revela as injustiças cometidas, que resultam em condenações criminais equivocadas, baseadas em erros. Na quinta, 16, será a vez da terceira temporada de Fauda, que mostra um jovem pugilista em busca de um líder do Hamas.

Na sexta, 17, destaque para o filme Sergio, que traz o ator Wagner Moura interpretando o diplomata brasileiro Sergio Vieira de Mello da ONU, que foi morto em um atentado no Iraque, em 2003 A direção é de Greg Barker.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Relaxar quarentena exige capacidade de testar todos os casos suspeitos, diz OMS

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO – BRUXELAS, EUA (FOLHAPRESS) 

Países que decidirem relaxar a quarentena precisam ter capacidade para testar e isolar todos os casos suspeitos e seus contatos, afirma a OMS (Organização Mundial da Saúde) nas recomendações técnicas de combate à pandemia de coronavírus, atualizadas na noite de terça (14).

Gerenciar a transição para um nível de contágio baixo e estável pode ser “a melhor saída em curto e médio prazo, na ausência de vacina segura e eficaz”, segundo a organização.

Para evitar um repique dos contágios, porém, as decisões devem ser baseadas em evidências, monitorada por dados de qualidade e implementadas de forma gradual.

“É essencial ter dados acurados em tempo real sobre os testes dos suspeitos, o isolamento e rastreamento dos contatos e a capacidade de atendimento dos serviços de saúde”, dizem as diretrizes.

A cada novo relaxamento, os governos devem verificar esses indicadores por um prazo mínimo de duas semanas.

A retirada de medidas mais duras também deve levar em conta características e riscos específicos de diferentes setores da economia, locais de convívio e atividades sociais. Quanto maior a chance de contágio, menos amplo deve ser o relaxamento.

Testes de anticorpos podem ajudar a calibrar as medidas “quando alternativas confiáveis estiverem disponíveis”.

O documento detalhou as seis condições que devem ser atendidas para levantar as quarentenas:

1. Transmissão controlada – para um “nível de casos esporádicos ou clusters”, com rastreamento dos contatos, do surgimento de novos casos e de importações. A OMS não fornece um número específico: os casos devem ser mantidos em um nível que permita ao sistema de saúde “administrar com substancial capacidade de atendimento clínico”;

2. Capacidade de atendimento do sistema de saúde – que permita detectar, isolar e tratar todos os casos, independentemente da severidade;

Detecção deve ser feita por registro de sintomas, triagem em hospitais, procura espontânea ou outros métodos

Testagem deve ser feita em todos os casos suspeitos em no máximo 24 horas após a identificação e coleta do material; deve haver capacidade suficiente para testar a ausência do vírus em pacientes recuperados

Isolamento deve ser aplicado a todos os casos confirmados, em hospitais ou locais apropriados até que tenha passado a fase de transmissão

Quarentena – todos os contatos próximos devem ser rastreados, isolados e monitorados por 14 dias, em local especial ou em autoisolamento

3. Riscos de surto em locais críticos (como asilos) minimizados – com identificação dos principais vetores de contágio e a aplicação de medidas como reforço da higiene, testagem e uso de equipamentos de segurança;

4. Medidas preventivas em locais de frequência pública, como escolas e escritórios, devem estar implantadas – incluindo distanciamento social, higiene das mãos, etiqueta em caso de espirros e tosse e monitoramento da temperatura;

5. Risco de importação de casos deve ser administrado – com análise das possíveis rotas de entrada, meios para detectar casos suspeitos e capacidade de impor quarentenas, principalmente para quem chega de áreas com alto nível de infecção;

6. Comunidades devem estar informadas e engajadas nas medidas de prevenção de contágio, o que inclui a detecção e o isolamento de todas as pessoas contaminadas. Medidas de higiene e distanciamento devem ser mantidas e reforçadas.

Jornal Cidade RC
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