Inscrições para o Enem 2020 começam hoje(11)

Agência Brasil

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 começam nesta segunda-feira (11) e vão até o dia 22 de maio. Elas poderão ser feitas por meio da página do Enem na internet.

Enem digital

A partir deste ano o Enem terá duas modalidades de provas, as impressas, com aplicação prevista para os dias 1º e 8 de novembro, e as digitais, para os dias 22 e 29 de novembro. O participante que optar por fazer o Enem impresso não poderá se inscrever na edição digital e, após concluir o processo, não poderá alterar sua opção.

A estrutura dos dois exames será a mesma. Serão aplicadas quatro provas objetivas, constituídas por 45 questões cada, e uma redação em língua portuguesa. Durante o processo de inscrição, o participante deverá selecionar uma opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

Neste ano, será obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição, que deverá ser utilizada para procedimento de identificação no momento da prova. O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e deverá ser pago até 28 de maio.

Isenção de taxa

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), todos os participantes que se enquadrarem nos perfis especificados nos editais, mesmo sem o pedido formal, terão isenção da taxa. A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital e se aplica, inclusive, aos isentos em 2019 que faltaram aos dois dias de prova e não tenham justificado ausência.

Portanto, no ato da inscrição para o Enem 2020, terão isenção de taxa os candidatos que estejam cursando a última série do ensino médio este ano, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo da Educação Básica; tenham feito todo o ensino médio em escolas da rede pública ou como bolsistas integrais na rede privada e tenham renda per capita familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

A consulta aos resultados dos pedidos de recurso para a isenção de taxa de inscrição do Enem, os interessados devem acessar a Página do Participante, no aplicativo ou no site do Enem, e conferir as informações.

Acessibilidade

A Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep visa dar atendimento especializado aos participantes que necessitarem. Para facilitar a compreensão no momento da inscrição, os atendimentos específicos (gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar) foram incluídos na denominação “especializado”. As solicitações para esses atendimentos também deverão ser feitas entre 11 e 22 de maio. Os resultados serão divulgados em 29 de maio. Para os pedidos que forem negados, está prevista uma fase para apresentação de recursos. O resultado final estará disponível no dia 10 de junho.

Os pedidos de tratamento por nome social serão feitos entre 25 e 29 de maio, com previsão de divulgação dos resultados em 5 de junho. O período para apresentação de recursos será entre 8 e 12 de junho e a disponibilização dos resultados finais em 18 de junho.

Começa hoje a 3ª fase da Campanha Nacional de Vacinação contra gripe

Agência Brasil

A terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe será iniciada hoje (11). De acordo com o Ministério da Saúde, ela será dividida em duas etapas. A primeira vai até 17 de maio e tem como público-alvo pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; e mães no pós-parto até 45 dias. 

Na segunda etapa, a partir do dia 18 de maio e até 5 de junho, serão incluídos professores de escolas públicas e privadas e adultos de 55 a 59 anos de idade.

A exemplo das demais fases, a meta do governo é vacinar pelo menos 90% de cada um desses grupos. Na segunda fase da campanha – iniciada em 16 de abril e encerrada no dia 8 de maio em todo o país – apenas 36% (ou 5,6 milhões de pessoas) do público-alvo foram vacinados. No último balanço divulgado pelo ministério semana passada, 10 milhões de pessoas do grupo pretendido ainda foram vacinadas.

A segunda fase da campanha teve como público-alvo povos indígenas, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transportes coletivos, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento; pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores), caminhoneiros e portuários foram os que registraram a menor procura na segunda fase da campanha. Até o momento, apenas 467 mil doses foram aplicadas, quando a estimativa era a de vacinar 2,6 milhões de profissionais.

Primeira fase

Na primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação, dirigida a idosos com 60 anos ou mais e a trabalhadores da saúde, mais de 18,9 milhões de idosos foram vacinados, o que corresponde a 90,66% deste público. No caso dos trabalhadores da saúde, 3,8 milhões de profissionais foram imunizados, o que corresponde a apenas 75,5% da meta.

“Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS (Sistema Único de Saúde) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de apresentação de prescrição médica”, informou, por meio de nota, o Ministério da Saúde.

Gripe Influenza

Até 18 de abril deste ano, houve 1.696 casos de pessoas hospitalizadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave por conta da gripe Influenza em todo o país. O governo contabiliza 163 mortes pela doença.

Do total de casos cuja subtipagem foi identificada, 468 foram de influenza A (H1N1), com 66 óbitos; 45 casos e 10 óbitos por influenza A (H3N2), 263 de influenza A não subtipado, com 43 mortes; e 399 casos e 44 óbitos por influenza B. 

Grandes empresas tomaram metade dos novos empréstimos durante a pandemia

LARISSA GARCIA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – As grandes empresas tomaram metade do valor total dos novos empréstimos desde a chegada do novo coronavírus no Brasil. No início da crise, elas pegaram linhas de crédito pré-aprovadas no fazer caixa. O movimento se manteve, e as companhias continuaram com a maior fatia.
De 16 de março -quando as medidas de restrição começaram a endurecer- a 30 de abril, as instituições concederam R$ 367,6 bilhões em novos empréstimos. Os dados foram divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta segunda-feira (11).
Deste total, 54,9% foram para as grandes empresas e apenas 20,8% para pequenas e médias.
Novas linhas para famílias representaram 24,3%.
Passado o período inicial da crise, de 17 a 30 de abril, R$ 152 bilhões em novos empréstimos foram concedidos. As maiores companhias continuaram com a maior parcela. Destes, 51% foram empréstimos para grandes empresas e 20,15% para pequenas e médias. As famílias representaram 28,8%.
De acordo com a Febraban, entre março e abril, as concessões para empresas aumentaram 75,5% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando a média diária de dias úteis.
A entidade atribui a elevação ao expressivo aumento na demanda por crédito por parte de empresas que vinham se financiando pelo mercado de capitais. Por conta de incertezas no cenário econômico e volatilidade dos mercados, as companhias reduziram as operações no mercado de capitais e cancelaram linhas de financiamento externo.
Os dados da Febraban mostram também que os bancos prorrogaram R$ 40,8 bilhões em parcelas de empréstimos durante a pandemia do novo coronavírus. Foram renegociados 7,4 milhões de contratos no período.
A entidade não abriu os dados para pessoas físicas e jurídicas, mas estima que, entre as parcelas prorrogadas, R$ 27,2 bilhões tenham sido para famílias e R$ 13,6 bilhões para empresas.
Os saldo devedor total dos contratos renegociados é de R$ 425 bilhões. Até 17 de abril, 3,8 milhões de contratos tinham sido renegociados. Em três semanas, o valor dobrou. O total de parcelas adiadas era de R$ 22,2 bilhões.
Apenas famílias e empresas que estão com o contrato em dia podem pedir a prorrogação.
O Banco Central divulgou medida, em 16 de março, para facilitar a renegociação dos bancos com as famílias e empresas até setembro.
A iniciativa dispensa que as instituições aumentem o provisionamento no caso de repactuação de empréstimos pelos próximos seis meses.
Geralmente, quando é feita uma renegociação, o risco do crédito aumenta e a autoridade monetária obriga que a instituição aumente o valor provisionado -quantia, proporcional ao valor do empréstimo, que os bancos devem manter em caixa para que a operação seja assegurada.
As renovações de crédito, quando uma linha é quitada e é tomada novamente pelo cliente, somaram R$ 104,9 bilhões no período.
No total, os bancos liberaram R$ 472,6 bilhões em novos empréstimos, entre contratações, renovações e parcelas suspensas.

Jorge Paulo Lemann diz que crise deve ser enfrentada com calma e inovação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O empresário Jorge Paulo Lemann, 80, afirmou no último sábado (9) que a atual crise econômica, provocada pela pandemia do novo coronavírus, deve ser enfrentada com calma e com capacidade de adaptação. Para o bilionário fundador da 3G Capital, a atual crise “será mais longa do que a maioria pensa”.
Acionista da AB Inbev e da Kraft Heinz, Lemann participou, por vídeo conferência, da Brazil Conference at Harvard & MIT. O empresário afirmou que passou por ao menos 11 crises ao longo de sua carreira, entre as causadas por problemas econômicos e de saúde.
“Minha família era relativamente rica porque tinha plantações de cacau, mas veio uma doença e as destruiu nos anos 1960. Depois, o primeiro grupo do qual eu fiz parte no mercado financeiro era formado por egressos da Harvard Business School. Eu pensava que eles eram ótimos, mas quebramos em três anos. Eu tinha 26 anos.”
O empresário mencionou também que passou por uma grande crise no mercado de ações logo que começou a operar, em 1971, e que descobriu sérios problemas no coração aos 54 anos.
“Eu pensava que era o cara mais saudável do mundo e de repente tive de ficar um ano fora de ação na cama. Tive que me ajustar a isso e aprender a lidar com a vida de maneira diferente”, disse.
“Sempre enfrentei com calma [as crises]. Acho que essa crise, embora pareça que será mais longa do que a maioria pensa, dará um desenlace. Fique calmo, se adapte, inove a maneira de pensar, descubra novas formas de agir, mas continue. Se você continuar, vai saber como sair da crise”, afirmou durante a conferência.
Ao comentar a compra da cervejeira SAB Miller, realizada em 2015, Lemann afirmou que pagou mais do que o ativo valia.
“Fomos um pouco ambiciosos demais cinco anos atrás, ao fazer uma grande compra, a da SAB Miller. Nós pagamos caro por aquilo, e isso também tirou o nosso foco do negócio para lidar com novas coisas, com uma nova companhia. Isso dificultou as coisas um pouco, mas estamos consertando isso.Ter de lidar com esse problema nas atuais circunstâncias, com o vírus, faz as coisas um pouco mais difíceis, mas estamos confiantes.”

Bolsonaro deve vetar reajuste de servidor

Por Mateus Vargas

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou no domingo, 10, que vetará dispositivo que abre a possibilidade de reajuste para servidores públicos, prevista na lei de socorro aos Estados e municípios. “Amanhã (hoje) a gente sanciona o projeto, com vetos Está resolvida a parte… tem tudo para dar certo, apesar dos fechamentos por aí”, disse o presidente a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro, porém, não deixou claro se estava falando do projeto de auxílio a Estados e municípios. Questionado por jornalistas, ele respondeu: “‘Sanção’ era o marido da Dalila”, em referência a Sansão, uma figura bíblica.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o projeto foi aprovado no Senado com o aval do próprio presidente para beneficiar o funcionalismo, principalmente da área de segurança. A decisão atropelou a orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pedia o congelamento de salários até dezembro de 2021 como contrapartida ao socorro de R$ 125 bilhões aos Estados e municípios.

Após a votação, Bolsonaro mudou de postura e fez promessas públicas, ao lado de Guedes, para vetar a lista de categorias que ficariam de fora do congelamento de salários. Para cumprir com a promessa, o presidente terá de rejeitar o aumento para todas as categorias, pois as flexibilizações constam todas em um único parágrafo do artigo 8º do projeto.

No projeto, foram poupados do congelamento servidores da área de saúde (como médicos e enfermeiros), policiais militares, bombeiros, guardas municipais, policiais federais, policiais rodoviários federais, trabalhadores de limpeza urbana, de assistência social, agentes socioeducativos, técnicos e peritos criminais, professores da rede pública federal, estadual e municipal, além de integrantes das Forças Armadas.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, da forma como foi aprovado, o texto libera o reajuste para 7 de cada 10 servidores públicos de Estados e municípios. Já entre os funcionários públicos federais, as carreiras blindadas representam 60% do total da folha.

Sarampo avança no Brasil, e medo de coronavírus dificulta vacinação

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Sem conseguir controlar o sarampo, o Brasil já registra novo avanço da doença neste ano, ao mesmo tempo em que a pandemia do novo coronavírus ameaça os índices de vacinação, única forma eficaz de prevenção.
Ao todo, já são 2.805 casos confirmados de sarampo, um aumento de 18% em apenas uma semana, segundo dados do Ministério da Saúde.
O número também é superior aos primeiros quatro meses de 2019, quando havia apenas 92 confirmações. Em seguida, porém, a transmissão acelerou e chegou a 18 mil casos.
Neste ano, o total ainda pode aumentar, já que há 3.219 registros em investigação.
Atualmente, o país tem transmissão ativa do sarampo em 19 estados. Cinco deles concentram 96% dos registros atuais: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
No Rio de Janeiro, já são 826 casos, quase o dobro de 2019, quando houve 496, diz a Secretaria Estadual de Saúde. A pasta atribui o avanço a uma migração do surto que ocorria até então com maior força em São Paulo.
Enquanto o sarampo mantém a tendência de avanço, especialistas alertam para o risco de queda na busca pela vacinação de rotina por causa da pandemia do novo coronavírus.
A presença de locais com baixa cobertura vacinal é apontada como o principal fator para o retorno do sarampo no país, o que ocorreu em 2018. “Enquanto na Covid uma pessoa infecta de duas a cinco pessoas, no sarampo vai de 16 a 18. É difícil controlar se não tiver a vacina, e só uma dose não traz anticorpo suficiente, precisa de duas”, afirma Lessandra Michelin, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
“Temos visto muita criança com vacina atrasada”, diz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).
“Ainda não temos os números, mas já temos essa percepção de que estão buscando menos a vacinação. As pessoas buscam a vacina da gripe. As outras, não.”
Segundo Ballalai, mesmo com recomendação de isolamento, a vacinação de rotina deve ser mantida.
Nas últimas semanas, já houve casos de suspensão temporária de serviços em áreas com risco de colapso do sistema pela Covid-19, caso de cidades no Amazonas.
Já em outros locais, não há motivo para atraso no calendário. “Se não sair de casa para vacinar, com todo o rigor e cuidado, a coisa vai piorar muito”, diz Ballalai.
“Se o serviço tiver falta de salas e pessoal, aí adia. Mas ainda não temos essa situação na maior parte do país. A vacinação é um dos serviços essenciais.”
Médicos que atuam em postos com salas de vacinação confirmam queda na procura.
“Mesmo informando que a vacinação ocorre normalmente, vemos redução”, conta Rodrigo Lima, diretor da Sociedade de Medicina de Família e Comunidade, que trabalha em uma unidade de saúde em Samambaia, no Distrito Federal.
A situação se repete em outros estados do país. “Sem dúvida o distanciamento já está repercutindo na vacinação de rotina, com menor adesão. Mas isso não nos impede de continuar atuando”, afirma Núbia Araújo, diretora de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
Segundo ela, municípios têm organizado estratégias para manter a vacinação, como oferta de vacina com agendamento ou em espaços abertos dentro de escolas.
“Não podemos atrasar a vacinação das crianças, porque isso poderia aumentar o risco de surtos, sobrecarregando os hospitais com doenças evitáveis.”
A queda na vacinação durante a pandemia já preocupa a OMS (Organização Mundial de Saúde).
Em comunicado emitido com a Unicef, a entidade prevê que 117 milhões de crianças podem ficar sem vacina do sarampo por causa da Covid-19 no mundo.
A estimativa considera que 24 países tiveram vacinações canceladas em meio a pandemia e 13 planejavam a suspensão de campanhas até então.
Neste ano, a vacinação de rotina foi suspensa em alguns estados no momento de campanha para imunização de idosos contra a gripe. O motivo era evitar o risco de transmissão do coronavírus a esse grupo, mais vulnerável a complicações.
Encerrada essa fase, a vacinação foi retomada em abril. Ainda não há dados de como a medida pode ter impactado na cobertura vacinal e da situação atual.
A dificuldade em manter a vacinação em dia, no entanto, não é um desafio restrito à pandemia, apesar de se agravar durante esse período.
No início de março, uma campanha para vacinar crianças e jovens entre 5 a 19 anos contra o sarampo se encerrou com 156 mil pessoas vacinadas, entre 3 milhões previstas. O Ministério da Saúde afirma não ter dados atualizados.
Já no Rio de Janeiro, uma campanha própria desde janeiro deste ano para vacinar pessoas com até 59 anos tem até agora 1,4 milhão de vacinados –a meta é chegar a 3 milhões.
Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que o isolamento social pode ser positivo inclusive para evitar a disseminação do sarampo e outras doenças.
A medida, porém, seria temporária. “Não quer dizer que não devemos vacinar mais ninguém. Ninguém fica em distanciamento a vida inteira.”
Para os especialistas, o ideal é que municípios adotem formas alternativas de manter a vacinação de crianças e adultos em meio ao avanço do coronavírus.
Entre as recomendações, estão o uso de espaços abertos e estrutura de escolas, agendamento para evitar lotação de salas de vacinação e reforço de orientações como uso de máscaras –exceto por menores de 2 anos.
“Mesmo no lockdown, os serviços podem agendar ou aplicar em casa, diz Michelin, da SBI.
Já as tradicionais campanhas não são recomendadas. A exceção é a contra gripe, voltada a grupos mais vulneráveis também a Covid, e feita em alguns lugares com drive-thru.
Para Ballalai, caso seja mantido o atraso na vacinação, o risco de impulso ao sarampo é alto. “A sazonalidade do sarampo é maior na primavera. Enquanto ficar trancado em casa, até pode não ter de onde pegar. Mas, quando voltar para a escola sem vacina, o que vai acontecer?”
Questionado sobre ações, o Ministério da Saúde não respondeu.
Em boletim, a pasta orienta apenas que “as ações de vacinação devem considerar o cenário epidemiológico da Covid-19, especialmente nas localidades onde há casos confirmados e que também apresentam circulação ativa do vírus do sarampo”.
“Assim, são necessárias medidas de proteção para os profissionais de vacinação e a população”, aponta, sem detalhes. A pasta diz ainda que o plano do país para eliminar o sarampo está em revisão.

Capotamento é registrado na alça de acesso para RC

A Polícia Militar Rodoviária de Rio Claro registrou no final da tarde deste domingo (10) uma ocorrência de capotamento.

O acidente aconteceu na Rodovia Washington Luís (SP-310), na altura do Km 174 – alça de acesso para a cidade no trecho da Viviane Veículos.

De acordo com o comando da Polícia Rodoviária houve apenas uma vítima leve.

Vigilância Epidemiológica de RC atualiza boletim da Covid-19

Foi divulgado no final da tarde deste domingo (10) o novo boletim com os dados do novo coronavírus na cidade de Rio Claro.

De acordo com as informações são 41 casos positivos sendo que 18 foram feitos via teste rápido e ainda aguardam nova avaliação. O número de óbitos pela doença se manteve em sete.

Veja a tabela completa

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Equipe de Rádio Patrulhamento com Motocicletas recupera veículo roubado

Um veículo HB20 roubado na cidade de Rio Claro foi recuperado por policiais militares do Rádio Patrulhamento com Motocicletas (RPM). A equipe que já tinha conhecimento do crime, se deparou pela Avenida M-29 com a Rua M-22 no Jardim Ipanema com dois indivíduos que se preparavam para guardar o veículo em uma garagem.

Um dos criminosos já foi abordado no local e o segundo acabou capturado nas proximidades já que tentou fugir. Diante do flagrante a dupla foi levada até o plantão policial e encaminhada para a cadeia.

O veículo foi devolvido ao proprietário junto com um celular e uma carteira que estavam no interior do automóvel.

Covid-19: número de mortes sobe mais no Brasil que na Europa

VINICIUS TORRES FREIRE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O crescimento do número de mortes por Covid-19 no Brasil desacelerava em um padrão parecido ao de grandes países europeus até faz cerca de 15 dias. Desde então, o ritmo de aumento do morticínio passou a diminuir bem menos do que na Europa.

O número oficial de mortes crescia a 6,5% ao dia na sexta-feira (8), no Brasil. Em dia equivalente da epidemia na Itália, crescia a 3,1%. Faz duas semanas, os ritmos dos dois países eram similares. O ritmo está em 2,5% na França. No Reino Unido, 3%. Nos EUA, 8,2%. No estado de São Paulo, 4,6% (vide tabela ao lado).

Não se trata da variação do número absoluto de mortes por dia, que foi de 751 na sexta-feira, por exemplo. Trata-se do aumento porcentual do número de óbitos de certo dia em relação às mortes acumuladas até a véspera.
Caso o ritmo brasileiro tivesse acompanhado o da Itália, como parecia acontecer faz 15 dias, o número total de mortes teria sido aqui cerca de 2.500 inferior ao de fato registrado até sexta-feira, de 9.897 “”­é apenas um exercício aritmético.

“O resultado do Brasil é bastante preocupante, mais do que aquele observado em São Paulo. Todo o avanço obtido com a rápida adoção das políticas de distanciamento pode ser perdido caso o relaxamento das medidas se dê de forma descontrolada. Se isso acontecer, a esperada redução no número de óbitos, observada em muitos países até agora, pode acontecer mais tardiamente ou com menor intensidade no Brasil”, diz Pedro Hallal, epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas.
Para o epidemiologista Paulo Lotufo, não há sinal de inflexão para baixo na curva de mortes do Brasil, ao contrário (descontados os casos paulistas), mas em São Paulo parece ter ocorrido essa virada, faz nove dias. Nesta conta, considerou a variação do número de casos por dia.

No entanto, a precariedade e a variância dos dados recomendem cautela, diz Lotufo, cético em relação às estatísticas da doença. Por ora, dados confiáveis seriam apenas o de total de mortes (por qualquer causa). A falta de exame detalhado dos casos fatais e o fato de o coronavírus provocar mortes de modo surpreendentemente variado dificulta a classificação das causas de óbito, diz.

Lotufo dirige o Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP e é professor de medicina na mesma universidade. Comentou os dados preparados pela reportagem da Folha também com base em informações de um software que analisa curvas e suas tendências.

O ritmo do aumento do número de mortes pode ter deixado de cair mais rápido no Brasil porque passou a haver mais testes dos que morreram pela doença, porque houve descontrole da epidemia ou uma combinação dos dois fatores.

Não é possível saber, por ora. Um modo de especular sobre o motivo seria verificar o aumento geral do número de óbitos e aqueles por SRAG, por exemplo. Mas o registro de um óbito qualquer pode levar até duas semanas para chegar às tabulações de cartórios e governos.

Embora acreditem que o número de mortes seja a medida por ora menos imprecisa, outros epidemiologistas consultados preferem esperar os dados das pesquisas amostrais de infecção antes de avançar análises em público.
Três deles acreditam que, pelos dados dos últimos 15 dias, parece ter havido descontrole da doença, embora não em São Paulo, no Sul e no Centro-Oeste, e o efeito de um início mais explosivo da epidemia em estados de Norte e Nordeste. Faz um mês, 55% das mortes de Covid-19 ocorriam em território paulista. Agora, são 35%.

O ritmo do aumento do número de mortes por milhão de habitantes também passou a cair menos no Brasil do que em grandes países europeus, no Canadá, no Irã ou na China, o que nem sempre foi o caso do 30º até o 40º dia equivalente da epidemia (vide tabela ao lado).
Depois do 40º dia, na comparação de 12 países de tamanho relevante e duração equivalente da epidemia, o Brasil ficou em situação pior, afora o caso dos EUA.

Quanto ao número de mortes por milhão de habitantes em si, o Brasil, com 36, ainda tem taxa inferior à de França (309), Itália (312), Espanha (480), Canadá (99) e EUA (108), embora Lotufo, da USP, afirme que tais comparações são muito problemáticas em caso de países continentais (como Brasil, China, EUA e Rússia) “”seria adequando fazer comparações de regiões desses países. Em São Paulo, o número de mortes por milhão está em 66, ainda inferior ao de países europeus de tamanho comparável (mas superior ao da Argentina).

Segundo Hallal, esse resultado brasileiro se deve ao fato de o país ter adotado de modo precoce o distanciamento social. Para o pesquisador, a situação agora se tornou mais preocupante porque “a maioria dos países começou a adotar o relaxamento das medidas quando a curva epidêmica já estava em estágio descendente, enquanto o Brasil o faz antes mesmo de os números começarem a cair”.

O número de mortes por Covid-19 é um indicador menos incerto do avanço da epidemia do que o de casos. Mas é defasado: as mortes de hoje indicam o andamento da epidemia faz pelo menos 15 dias, quando as pessoas que morreram devem ter sido contaminadas. A contagem de mortes é ainda controversa. Alguns países contam óbitos por causa de Covid-19 mesmo sem testes, por exemplo.

Há ainda subnotificação, embora se desconheça sua dimensão, no Brasil e em cada país comparado. Também não se sabe se o ritmo de subnotificações é variável (se for mais ou menos constante, não altera a medida do ritmo de crescimento).

Enfim, mesmo que o ritmo de aumento do número de mortes volte a cair mais (em porcentagem), essa queda mais tardia vai fazer com que o número absoluto de mortes seja muito mais alto. Paralelamente, o número de casos graves deve ser também mais alto, superando a capacidade de atendimento nas UTIs, o que já acontece em certas capitais. O Brasil pode ter falhado no achatamento da curva.

O número de mortes por dia foi aqui calculado como uma média de sete dias (os óbitos do dia mais aqueles dos seis dias anteriores: uma média móvel), de modo a atenuar variações causadas pela grande queda da notificação em finais de semana, por exemplo. Este tratamento dos dados, assim como o uso do número de mortes por milhão de habitantes, é também sugerido pelo “Our World in Data”, ligado à Universidade de Oxford.

A contagem de dias de epidemia foi feita a partir da quinta morte em cada país, que assim podem ser comparados em estágios (dias) equivalentes.

Jornal Cidade RC
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