Jorge Paulo Lemann diz que crise deve ser enfrentada com calma e inovação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O empresário Jorge Paulo Lemann, 80, afirmou no último sábado (9) que a atual crise econômica, provocada pela pandemia do novo coronavírus, deve ser enfrentada com calma e com capacidade de adaptação. Para o bilionário fundador da 3G Capital, a atual crise “será mais longa do que a maioria pensa”.
Acionista da AB Inbev e da Kraft Heinz, Lemann participou, por vídeo conferência, da Brazil Conference at Harvard & MIT. O empresário afirmou que passou por ao menos 11 crises ao longo de sua carreira, entre as causadas por problemas econômicos e de saúde.
“Minha família era relativamente rica porque tinha plantações de cacau, mas veio uma doença e as destruiu nos anos 1960. Depois, o primeiro grupo do qual eu fiz parte no mercado financeiro era formado por egressos da Harvard Business School. Eu pensava que eles eram ótimos, mas quebramos em três anos. Eu tinha 26 anos.”
O empresário mencionou também que passou por uma grande crise no mercado de ações logo que começou a operar, em 1971, e que descobriu sérios problemas no coração aos 54 anos.
“Eu pensava que era o cara mais saudável do mundo e de repente tive de ficar um ano fora de ação na cama. Tive que me ajustar a isso e aprender a lidar com a vida de maneira diferente”, disse.
“Sempre enfrentei com calma [as crises]. Acho que essa crise, embora pareça que será mais longa do que a maioria pensa, dará um desenlace. Fique calmo, se adapte, inove a maneira de pensar, descubra novas formas de agir, mas continue. Se você continuar, vai saber como sair da crise”, afirmou durante a conferência.
Ao comentar a compra da cervejeira SAB Miller, realizada em 2015, Lemann afirmou que pagou mais do que o ativo valia.
“Fomos um pouco ambiciosos demais cinco anos atrás, ao fazer uma grande compra, a da SAB Miller. Nós pagamos caro por aquilo, e isso também tirou o nosso foco do negócio para lidar com novas coisas, com uma nova companhia. Isso dificultou as coisas um pouco, mas estamos consertando isso.Ter de lidar com esse problema nas atuais circunstâncias, com o vírus, faz as coisas um pouco mais difíceis, mas estamos confiantes.”

Bolsonaro deve vetar reajuste de servidor

Por Mateus Vargas

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou no domingo, 10, que vetará dispositivo que abre a possibilidade de reajuste para servidores públicos, prevista na lei de socorro aos Estados e municípios. “Amanhã (hoje) a gente sanciona o projeto, com vetos Está resolvida a parte… tem tudo para dar certo, apesar dos fechamentos por aí”, disse o presidente a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.

Bolsonaro, porém, não deixou claro se estava falando do projeto de auxílio a Estados e municípios. Questionado por jornalistas, ele respondeu: “‘Sanção’ era o marido da Dalila”, em referência a Sansão, uma figura bíblica.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o projeto foi aprovado no Senado com o aval do próprio presidente para beneficiar o funcionalismo, principalmente da área de segurança. A decisão atropelou a orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes, que pedia o congelamento de salários até dezembro de 2021 como contrapartida ao socorro de R$ 125 bilhões aos Estados e municípios.

Após a votação, Bolsonaro mudou de postura e fez promessas públicas, ao lado de Guedes, para vetar a lista de categorias que ficariam de fora do congelamento de salários. Para cumprir com a promessa, o presidente terá de rejeitar o aumento para todas as categorias, pois as flexibilizações constam todas em um único parágrafo do artigo 8º do projeto.

No projeto, foram poupados do congelamento servidores da área de saúde (como médicos e enfermeiros), policiais militares, bombeiros, guardas municipais, policiais federais, policiais rodoviários federais, trabalhadores de limpeza urbana, de assistência social, agentes socioeducativos, técnicos e peritos criminais, professores da rede pública federal, estadual e municipal, além de integrantes das Forças Armadas.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, da forma como foi aprovado, o texto libera o reajuste para 7 de cada 10 servidores públicos de Estados e municípios. Já entre os funcionários públicos federais, as carreiras blindadas representam 60% do total da folha.

Sarampo avança no Brasil, e medo de coronavírus dificulta vacinação

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Sem conseguir controlar o sarampo, o Brasil já registra novo avanço da doença neste ano, ao mesmo tempo em que a pandemia do novo coronavírus ameaça os índices de vacinação, única forma eficaz de prevenção.
Ao todo, já são 2.805 casos confirmados de sarampo, um aumento de 18% em apenas uma semana, segundo dados do Ministério da Saúde.
O número também é superior aos primeiros quatro meses de 2019, quando havia apenas 92 confirmações. Em seguida, porém, a transmissão acelerou e chegou a 18 mil casos.
Neste ano, o total ainda pode aumentar, já que há 3.219 registros em investigação.
Atualmente, o país tem transmissão ativa do sarampo em 19 estados. Cinco deles concentram 96% dos registros atuais: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
No Rio de Janeiro, já são 826 casos, quase o dobro de 2019, quando houve 496, diz a Secretaria Estadual de Saúde. A pasta atribui o avanço a uma migração do surto que ocorria até então com maior força em São Paulo.
Enquanto o sarampo mantém a tendência de avanço, especialistas alertam para o risco de queda na busca pela vacinação de rotina por causa da pandemia do novo coronavírus.
A presença de locais com baixa cobertura vacinal é apontada como o principal fator para o retorno do sarampo no país, o que ocorreu em 2018. “Enquanto na Covid uma pessoa infecta de duas a cinco pessoas, no sarampo vai de 16 a 18. É difícil controlar se não tiver a vacina, e só uma dose não traz anticorpo suficiente, precisa de duas”, afirma Lessandra Michelin, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
“Temos visto muita criança com vacina atrasada”, diz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações).
“Ainda não temos os números, mas já temos essa percepção de que estão buscando menos a vacinação. As pessoas buscam a vacina da gripe. As outras, não.”
Segundo Ballalai, mesmo com recomendação de isolamento, a vacinação de rotina deve ser mantida.
Nas últimas semanas, já houve casos de suspensão temporária de serviços em áreas com risco de colapso do sistema pela Covid-19, caso de cidades no Amazonas.
Já em outros locais, não há motivo para atraso no calendário. “Se não sair de casa para vacinar, com todo o rigor e cuidado, a coisa vai piorar muito”, diz Ballalai.
“Se o serviço tiver falta de salas e pessoal, aí adia. Mas ainda não temos essa situação na maior parte do país. A vacinação é um dos serviços essenciais.”
Médicos que atuam em postos com salas de vacinação confirmam queda na procura.
“Mesmo informando que a vacinação ocorre normalmente, vemos redução”, conta Rodrigo Lima, diretor da Sociedade de Medicina de Família e Comunidade, que trabalha em uma unidade de saúde em Samambaia, no Distrito Federal.
A situação se repete em outros estados do país. “Sem dúvida o distanciamento já está repercutindo na vacinação de rotina, com menor adesão. Mas isso não nos impede de continuar atuando”, afirma Núbia Araújo, diretora de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
Segundo ela, municípios têm organizado estratégias para manter a vacinação, como oferta de vacina com agendamento ou em espaços abertos dentro de escolas.
“Não podemos atrasar a vacinação das crianças, porque isso poderia aumentar o risco de surtos, sobrecarregando os hospitais com doenças evitáveis.”
A queda na vacinação durante a pandemia já preocupa a OMS (Organização Mundial de Saúde).
Em comunicado emitido com a Unicef, a entidade prevê que 117 milhões de crianças podem ficar sem vacina do sarampo por causa da Covid-19 no mundo.
A estimativa considera que 24 países tiveram vacinações canceladas em meio a pandemia e 13 planejavam a suspensão de campanhas até então.
Neste ano, a vacinação de rotina foi suspensa em alguns estados no momento de campanha para imunização de idosos contra a gripe. O motivo era evitar o risco de transmissão do coronavírus a esse grupo, mais vulnerável a complicações.
Encerrada essa fase, a vacinação foi retomada em abril. Ainda não há dados de como a medida pode ter impactado na cobertura vacinal e da situação atual.
A dificuldade em manter a vacinação em dia, no entanto, não é um desafio restrito à pandemia, apesar de se agravar durante esse período.
No início de março, uma campanha para vacinar crianças e jovens entre 5 a 19 anos contra o sarampo se encerrou com 156 mil pessoas vacinadas, entre 3 milhões previstas. O Ministério da Saúde afirma não ter dados atualizados.
Já no Rio de Janeiro, uma campanha própria desde janeiro deste ano para vacinar pessoas com até 59 anos tem até agora 1,4 milhão de vacinados –a meta é chegar a 3 milhões.
Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que o isolamento social pode ser positivo inclusive para evitar a disseminação do sarampo e outras doenças.
A medida, porém, seria temporária. “Não quer dizer que não devemos vacinar mais ninguém. Ninguém fica em distanciamento a vida inteira.”
Para os especialistas, o ideal é que municípios adotem formas alternativas de manter a vacinação de crianças e adultos em meio ao avanço do coronavírus.
Entre as recomendações, estão o uso de espaços abertos e estrutura de escolas, agendamento para evitar lotação de salas de vacinação e reforço de orientações como uso de máscaras –exceto por menores de 2 anos.
“Mesmo no lockdown, os serviços podem agendar ou aplicar em casa, diz Michelin, da SBI.
Já as tradicionais campanhas não são recomendadas. A exceção é a contra gripe, voltada a grupos mais vulneráveis também a Covid, e feita em alguns lugares com drive-thru.
Para Ballalai, caso seja mantido o atraso na vacinação, o risco de impulso ao sarampo é alto. “A sazonalidade do sarampo é maior na primavera. Enquanto ficar trancado em casa, até pode não ter de onde pegar. Mas, quando voltar para a escola sem vacina, o que vai acontecer?”
Questionado sobre ações, o Ministério da Saúde não respondeu.
Em boletim, a pasta orienta apenas que “as ações de vacinação devem considerar o cenário epidemiológico da Covid-19, especialmente nas localidades onde há casos confirmados e que também apresentam circulação ativa do vírus do sarampo”.
“Assim, são necessárias medidas de proteção para os profissionais de vacinação e a população”, aponta, sem detalhes. A pasta diz ainda que o plano do país para eliminar o sarampo está em revisão.

Capotamento é registrado na alça de acesso para RC

A Polícia Militar Rodoviária de Rio Claro registrou no final da tarde deste domingo (10) uma ocorrência de capotamento.

O acidente aconteceu na Rodovia Washington Luís (SP-310), na altura do Km 174 – alça de acesso para a cidade no trecho da Viviane Veículos.

De acordo com o comando da Polícia Rodoviária houve apenas uma vítima leve.

Vigilância Epidemiológica de RC atualiza boletim da Covid-19

Foi divulgado no final da tarde deste domingo (10) o novo boletim com os dados do novo coronavírus na cidade de Rio Claro.

De acordo com as informações são 41 casos positivos sendo que 18 foram feitos via teste rápido e ainda aguardam nova avaliação. O número de óbitos pela doença se manteve em sete.

Veja a tabela completa

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Equipe de Rádio Patrulhamento com Motocicletas recupera veículo roubado

Um veículo HB20 roubado na cidade de Rio Claro foi recuperado por policiais militares do Rádio Patrulhamento com Motocicletas (RPM). A equipe que já tinha conhecimento do crime, se deparou pela Avenida M-29 com a Rua M-22 no Jardim Ipanema com dois indivíduos que se preparavam para guardar o veículo em uma garagem.

Um dos criminosos já foi abordado no local e o segundo acabou capturado nas proximidades já que tentou fugir. Diante do flagrante a dupla foi levada até o plantão policial e encaminhada para a cadeia.

O veículo foi devolvido ao proprietário junto com um celular e uma carteira que estavam no interior do automóvel.

Covid-19: número de mortes sobe mais no Brasil que na Europa

VINICIUS TORRES FREIRE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O crescimento do número de mortes por Covid-19 no Brasil desacelerava em um padrão parecido ao de grandes países europeus até faz cerca de 15 dias. Desde então, o ritmo de aumento do morticínio passou a diminuir bem menos do que na Europa.

O número oficial de mortes crescia a 6,5% ao dia na sexta-feira (8), no Brasil. Em dia equivalente da epidemia na Itália, crescia a 3,1%. Faz duas semanas, os ritmos dos dois países eram similares. O ritmo está em 2,5% na França. No Reino Unido, 3%. Nos EUA, 8,2%. No estado de São Paulo, 4,6% (vide tabela ao lado).

Não se trata da variação do número absoluto de mortes por dia, que foi de 751 na sexta-feira, por exemplo. Trata-se do aumento porcentual do número de óbitos de certo dia em relação às mortes acumuladas até a véspera.
Caso o ritmo brasileiro tivesse acompanhado o da Itália, como parecia acontecer faz 15 dias, o número total de mortes teria sido aqui cerca de 2.500 inferior ao de fato registrado até sexta-feira, de 9.897 “”­é apenas um exercício aritmético.

“O resultado do Brasil é bastante preocupante, mais do que aquele observado em São Paulo. Todo o avanço obtido com a rápida adoção das políticas de distanciamento pode ser perdido caso o relaxamento das medidas se dê de forma descontrolada. Se isso acontecer, a esperada redução no número de óbitos, observada em muitos países até agora, pode acontecer mais tardiamente ou com menor intensidade no Brasil”, diz Pedro Hallal, epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas.
Para o epidemiologista Paulo Lotufo, não há sinal de inflexão para baixo na curva de mortes do Brasil, ao contrário (descontados os casos paulistas), mas em São Paulo parece ter ocorrido essa virada, faz nove dias. Nesta conta, considerou a variação do número de casos por dia.

No entanto, a precariedade e a variância dos dados recomendem cautela, diz Lotufo, cético em relação às estatísticas da doença. Por ora, dados confiáveis seriam apenas o de total de mortes (por qualquer causa). A falta de exame detalhado dos casos fatais e o fato de o coronavírus provocar mortes de modo surpreendentemente variado dificulta a classificação das causas de óbito, diz.

Lotufo dirige o Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP e é professor de medicina na mesma universidade. Comentou os dados preparados pela reportagem da Folha também com base em informações de um software que analisa curvas e suas tendências.

O ritmo do aumento do número de mortes pode ter deixado de cair mais rápido no Brasil porque passou a haver mais testes dos que morreram pela doença, porque houve descontrole da epidemia ou uma combinação dos dois fatores.

Não é possível saber, por ora. Um modo de especular sobre o motivo seria verificar o aumento geral do número de óbitos e aqueles por SRAG, por exemplo. Mas o registro de um óbito qualquer pode levar até duas semanas para chegar às tabulações de cartórios e governos.

Embora acreditem que o número de mortes seja a medida por ora menos imprecisa, outros epidemiologistas consultados preferem esperar os dados das pesquisas amostrais de infecção antes de avançar análises em público.
Três deles acreditam que, pelos dados dos últimos 15 dias, parece ter havido descontrole da doença, embora não em São Paulo, no Sul e no Centro-Oeste, e o efeito de um início mais explosivo da epidemia em estados de Norte e Nordeste. Faz um mês, 55% das mortes de Covid-19 ocorriam em território paulista. Agora, são 35%.

O ritmo do aumento do número de mortes por milhão de habitantes também passou a cair menos no Brasil do que em grandes países europeus, no Canadá, no Irã ou na China, o que nem sempre foi o caso do 30º até o 40º dia equivalente da epidemia (vide tabela ao lado).
Depois do 40º dia, na comparação de 12 países de tamanho relevante e duração equivalente da epidemia, o Brasil ficou em situação pior, afora o caso dos EUA.

Quanto ao número de mortes por milhão de habitantes em si, o Brasil, com 36, ainda tem taxa inferior à de França (309), Itália (312), Espanha (480), Canadá (99) e EUA (108), embora Lotufo, da USP, afirme que tais comparações são muito problemáticas em caso de países continentais (como Brasil, China, EUA e Rússia) “”seria adequando fazer comparações de regiões desses países. Em São Paulo, o número de mortes por milhão está em 66, ainda inferior ao de países europeus de tamanho comparável (mas superior ao da Argentina).

Segundo Hallal, esse resultado brasileiro se deve ao fato de o país ter adotado de modo precoce o distanciamento social. Para o pesquisador, a situação agora se tornou mais preocupante porque “a maioria dos países começou a adotar o relaxamento das medidas quando a curva epidêmica já estava em estágio descendente, enquanto o Brasil o faz antes mesmo de os números começarem a cair”.

O número de mortes por Covid-19 é um indicador menos incerto do avanço da epidemia do que o de casos. Mas é defasado: as mortes de hoje indicam o andamento da epidemia faz pelo menos 15 dias, quando as pessoas que morreram devem ter sido contaminadas. A contagem de mortes é ainda controversa. Alguns países contam óbitos por causa de Covid-19 mesmo sem testes, por exemplo.

Há ainda subnotificação, embora se desconheça sua dimensão, no Brasil e em cada país comparado. Também não se sabe se o ritmo de subnotificações é variável (se for mais ou menos constante, não altera a medida do ritmo de crescimento).

Enfim, mesmo que o ritmo de aumento do número de mortes volte a cair mais (em porcentagem), essa queda mais tardia vai fazer com que o número absoluto de mortes seja muito mais alto. Paralelamente, o número de casos graves deve ser também mais alto, superando a capacidade de atendimento nas UTIs, o que já acontece em certas capitais. O Brasil pode ter falhado no achatamento da curva.

O número de mortes por dia foi aqui calculado como uma média de sete dias (os óbitos do dia mais aqueles dos seis dias anteriores: uma média móvel), de modo a atenuar variações causadas pela grande queda da notificação em finais de semana, por exemplo. Este tratamento dos dados, assim como o uso do número de mortes por milhão de habitantes, é também sugerido pelo “Our World in Data”, ligado à Universidade de Oxford.

A contagem de dias de epidemia foi feita a partir da quinta morte em cada país, que assim podem ser comparados em estágios (dias) equivalentes.

Daae faz reparo emergencial em rede de abastecimento no Jardim Esmeralda

O Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Claro está fazendo reparo emergencial em uma das redes de abastecimento que se rompeu neste domingo (10 de maio de 2020), na Estrada dos Costas, no Jardim Esmeralda, em frente ao condomínio Reserva das Palmeiras.

A autarquia pede que os munícipes redobrem a atenção e os cuidados e evitem transitar nas proximidades, procurando rotas alternativas para diminuir riscos de eventuais acidentes.

Também foi necessário interromper temporariamente o abastecimento de água, o que pode ocasionar baixa pressão ou interrupção momentânea no fornecimento de água nos bairros Jd. Esmeralda, Jd. Brasília, Jd. das Palmeiras, Jd. Guanabara, Terra Nova e bairros e condomínios próximos.

A previsão para conclusão dos trabalhos é para até o final da tarde deste domingo (10). Após a conclusão do serviço de reparo, o fornecimento de água será retomado aos poucos nos bairros afetados.

Nesse período, o Daae pede para que os consumidores façam uso responsável da água e reforça a importância de terem caixa d’água em seus imóveis, já que durante os serviços de manutenção os imóveis que possuem caixa d’água não sofrem com eventual falta d’água, o que reduz transtornos em casos de interrupção no fornecimento. As caixas d’água possuem volume suficiente para 24 horas de consumo racional, além de a instalação ser obrigatória, conforme o Código Sanitário Estadual.

Na retomada do abastecimento serão realizadas descargas na rede. Pode haver casos pontuais de cor escura na água, que devem ser relatados à Central de Atendimento do Daae pelo telefone 0800-505-5200 que funciona 24 horas e também atende chamadas via celular.

O Daae informa ainda que ao restabelecer o abastecimento, há um aumento temporário na pressão em alguns pontos da rede, o que pode deixar a água com um aspecto “esbranquiçado”. Neste caso, a água está apenas cheia de ar, podendo ser consumida normalmente.

Procon-SP já recebeu mais de 14 mil demandas de consumidores durante pandemia

A Secretaria Extraordinária de Defesa do Consumidor (Procon-SP) já recebeu mais de 14 mil demandas de cidadãos que tiveram problemas em decorrência dos desdobramentos da COVID-19. De março a maio, foram registradas 6 mil reclamações e 8 mil pedidos de orientação, dúvidas e denúncias.

Das 6 mil reclamações de consumo, 52% são contra agências de viagens (3.127 casos), 26% contra companhias aéreas (1.538), 11% por problemas com farmácias/lojas e mercados (670) e 7% com instituições financeiras (434); os demais consumidores queixaram-se de problemas com ingressos e eventos (2%) e de programas de fidelidade e cruzeiros (1% cada).

Fiscalizações no estado

Além da atuação para intermediar os casos de problemas individuais dos consumidores, o Procon-SP tem atuado para combater a prática de fornecedores que agem em desacordo com o que determina o Código de Defesa do Consumidor.

Equipes de fiscalização visitaram 2.841 farmácias, supermercados, hipermercados, entre outros estabelecimentos no Estado de São Paulo e destes, 89% (2.522) foram notificadas a apresentarem notas fiscais de venda ao consumidor final e de compra junto aos seus fornecedores de álcool em gel e máscaras, no período de janeiro a março, para verificação de eventual aumento abusivo e sem justa causa.

O aumento injustificado de preços está em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor e os fornecedores que estiverem incorrendo nesta prática serão multados.

A população do Estado de São Paulo pode relatar o problema por meio das redes sociais do Procon-SP (@proconsp). A colaboração do consumidor apontando os estabelecimentos que estão se aproveitando deste momento para obter lucros é importante para ajudar neste trabalho.

Somente via redes sociais, já foram registradas mais de 2.500 denúncias de locais que praticam preços abusivos de álcool em gel e outros itens.

Como denunciar e reclamar

O Procon-SP disponibiliza canais de atendimentos à distância para receber denúncias, intermediar conflitos e orientar os consumidores: via internet (www.procon.sp.gov.br), aplicativo (disponível para android e iOS) ou via redes sociais, marcando @proconsp, indicando o endereço ou site do estabelecimento.

Novo canal de comunicação

Procon-SP também lançou uma nova página online dedicada ao novo coronavírus. O site tem informações em tempo real sobre todas as ações que envolvem o mercado consumerista neste momento de pandemia. É possível fazer denúncias contra presos abusivos ou desabastecimento, além de obter orientações sobre direitos do consumidor.

Isolamento social em São Paulo é de 46%, aponta Sistema de Monitoramento Inteligente

O Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo mostra que o percentual de isolamento social no Estado foi de 46% nesta sexta-feira (8). A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social.

Com isso, é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras. A recomendação para as pessoas ficarem em casa é uma importante estratégia para conter o contágio por COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

“A taxa de isolamento tem que estar aproximadamente entre 55% e 60%. Se não conseguirmos isso nós teremos problemas para o atendimento dos pacientes”, reforçou o Secretário da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, em coletiva de imprensa concedida na sexta-feira (9).

No momento, há acesso a dados referentes a 104 cidades maiores de 70 mil habitantes, que podem ser consultados e estão também disponibilizados em gráficos no site www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/isolamento. O sistema é atualizado diariamente para incluir informações de municípios.

O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

“São vários os estudos que mostram como a quarentena evita a difusão da doença”, afirmou o Governador João Doria, também em coletiva de imprensa concedida na sexta-feira (9).

Unicamp estimula produção local de insumos para o principal teste de COVID-19

Considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, o teste de RT-PCR (transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase, na sigla em inglês) ainda tem sido pouco realizado no Brasil. A principal razão é a falta dos reagentes necessários para executá-lo – todos importados e escassos no mercado.

Para diminuir a dependência externa desses insumos e contribuir para aumentar a disponibilidade desse tipo de exame no País, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estão produzindo matérias-primas e estabelecendo protocolos para utilizar reagentes produzidos por startups de biotecnologia situadas em São Paulo nos testes de diagnóstico da enfermidade por RT-PCR feitos na instituição.

“A ideia é conseguir usar insumos e reagentes produzidos no País em todas as etapas do teste de RT-PCR”, salienta à Agência Fapesp André Schwambach Vieira, professor do Instituto de Biologia da Unicamp e integrante da força-tarefa formada por pesquisadores da instituição para combater o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Exame

O teste do tipo RT-PCR, também chamado de teste molecular, permite identificar o material genético do vírus em secreções da mucosa nasal e da garganta e tem sido usado massivamente em países considerados exemplos no controle da COVID-19, como a Alemanha e a Coreia do Sul.

Isso porque o exame possibilita identificar o vírus logo no início da infecção, a partir do terceiro até o sétimo dia do início dos sintomas, e isolar mais rapidamente os pacientes de modo a diminuir o contágio. Já testes sorológicos, que verificam a resposta imunológica ao coronavírus, são capazes de constatar a doença em uma fase mais tardia – a partir do décimo dia do início dos sintomas, quando já foram produzidos os anticorpos.

Para fazer a coleta da secreção do nariz ou da garganta é usado um cotonete estéril comprido (swab). Mas até esse insumo básico está em falta no mercado em função da corrida de vários países para realizar testes diagnósticos, destaca Vieira.

Em contato com os pesquisadores, a Braskem – empresa produtora de resinas plásticas – se dispôs a estudar uma forma de também produzir no país o insumo, composto por uma haste flexível de plástico e fibra sintética, como o náilon ou raiom, na ponta.

“Já fizemos algumas reuniões com representantes da empresa, que se incumbiram de analisar a viabilidade de produzir swabs no Brasil”, enfatiza Vieira.

As amostras de secreção coletadas são enviadas aos laboratórios de análises mergulhadas em solução salina (soro fisiológico). Lá, elas são submetidas a um processo de extração e purificação do material genético do vírus – o RNA – de modo a eliminar o invólucro formado por proteínas (capsídeo) que protege o microrganismo, além de outras proteínas e enzimas presentes nas amostras.

“A purificação do RNA viral é uma etapa crítica, pois permite que o teste tenha a maior sensibilidade possível e garante a reprodutibilidade dos resultados”, explica o docente.

Mercado

Hoje, para realizar milhares de testes de PCR para diagnóstico da COVID-19, é necessário empregar partículas nanomagnéticas chamadas nanobits. Esses kits de extração de RNA, contudo, também são importados e estão em falta no mercado.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp, coordenado pela professora Ljubica Tasic, conseguiu sintetizar partículas micromagnéticas para extração e purificação de RNA viral.

As micropartículas são compostas de magnetita revestida com silicato. Em contato com as partículas, o RNA se liga a elas por uma interação eletrostática e é absorvido pelo silicato. Ao lavar as partículas, o material genético do vírus é extraído para fazer a PCR.

“Testamos as partículas tanto com RNA viral como bacteriano e os resultados foram muito positivos. Se tudo correr bem, poderemos usá-las, agora, para fazer diversos testes simultaneamente”, afirma Ljubica Tasic.

A quantidade de partículas magnéticas produzidas inicialmente pelos pesquisadores é suficiente para 10 mil extrações de RNA do novo coronavírus. A ideia é aumentar progressivamente a produção. “Agora temos um produto substituto ao importado para fazer extração e purificação de RNA”, ressalta a docente.

Substituição de importação

Outros insumos importados que os pesquisadores da Unicamp também já conseguiram substituir nos testes de RT-PCR são enzimas, primers e sondas usadas nas etapas seguintes às da extração e purificação.

Por meio de uma parceria com as startups Ecra Biotec e Exxtend, foram validados os reagentes produzidos pelas duas empresas de acordo com o protocolo para realização de diagnóstico de COVID-19 por teste de RT-PCR elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), explica André Schwambach Vieira.

As duas empresas foram apoiadas pelo Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

“Já usávamos os reagentes produzidos por essas empresas em projetos de pesquisa anteriores. Agora, com a pandemia de COVID-19, decidimos compará-los com os importados para verificar se apresentam a mesma qualidade e eficiência. Os resultados foram muito positivos”, conta Vieira.

Apoio

As enzimas desenvolvidas pela Ecra Biotec, com apoio do Pipe-Fapesp, chamadas transcriptase reversa, são usadas para converter o genoma do vírus SARS-CoV-2 de RNA para DNA.

“Fizemos uma série de testes comparativos com as enzimas comercializadas hoje e constatamos que apresentam resultados superiores”, diz Fábio Trigo Raya, sócio-fundador da empresa.

Já a Exxtend produz sequências curtas de DNA, chamadas primers e sondas, que auxiliam na amplificação e na detecção do material genético do vírus em uma amostra.

Se o vírus estiver presente na amostra, seu material genético será replicado milhões de vezes e a luz emitida por moléculas fluorescentes ligadas às sequências de DNA será registrada pelo sensor do equipamento de análise como um sinal da infecção. Dependendo da intensidade dessa luz, é possível até estimar a quantidade de vírus presente no paciente.

“Temos planos de aumentar nosso portfólio e produzir uma série de outros insumos necessários para apoiar o desenvolvimento de testes diagnósticos no País”, salienta Paulo Roberto Pesquero, diretor da companhia.

Fundo Social distribui mais de mil cestas básicas durante pandemia de coronavírus

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) o Fundo Social de Solidariedade de Rio Claro vem fazendo trabalho emergencial para atender as famílias afetadas financeiramente pela crise. Além do atendimento de rotina, o Fundo Social tem feito doações extras para tentar amenizar o sofrimento de quem enfrenta dificuldades. Até o momento já foram distribuídas mais de mil cestas básicas que chegam até as famílias através dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), com base em critérios técnicos e sociais.

A demanda de atendimento do Fundo Social aumentou porque muitas famílias que antes não precisavam de ajuda passaram a necessitar de auxílio por conta da pandemia. “Tivemos que fazer um trabalho emergencial para arrecadar alimentos e outros donativos para atender essas famílias que hoje estão em dificuldade”, explica Paula Silveira Costa, presidente do Fundo Social, que agradece a população rio-clarense pela solidariedade. “Sem o apoio da comunidade esse trabalho não seria possível”, frisa.

A logística de atendimento é definida pela Secretaria do Desenvolvimento Social através de cada Cras. Os alimentos arrecadados pelo Fundo Social são encaminhados à secretaria que faz a distribuição às famílias. “Essa distribuição é feita a partir de atendimento realizado por equipe técnica que analisa os critérios econômicos e sociais”, explica Érica Belomi, secretária do Desenvolvimento Social.

Na quinta-feira (7) máscaras e cestas básicas foram entregues no Cras Terra Nova para serem distribuídas a quem precisa. A unidade recebeu 80 máscaras de um total de 400 que serão ofertadas pelo Fundo Social. Os demais Cras vão receber os equipamentos de proteção nos próximos dias. “Nosso objetivo é colaborar para que todas as pessoas possam se proteger do coronavírus utilizando a máscara que passou a ser de uso obrigatório na cidade”, comenta o prefeito João Teixeira Junior, observando que o uso de máscaras e o isolamento social são as armas mais eficazes contra o coronavírus.

As máscaras foram confeccionadas por costureiras voluntárias em projeto de iniciativa da União de Amigos (Udam) e do grupo Mais Vida, com apoio da prefeitura através da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social.

Além das mil cestas distribuídas em caráter emergencial, o Fundo Social também já doou outras duas mil cestas básicas para cerca de 400 famílias carentes que são atendidas mensalmente pelo órgão, totalizando mais de 3.000 cestas doadas. Quem quiser pode colaborar com esse trabalho social fazendo doações de qualquer tipo. Contato pelo telefone (19) 3526-7171.

Jornal Cidade RC
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