Vacinar população é mais barato que prolongar auxílio do governo, diz presidente do BC

LARISSA GARCIA – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou, nesta terça-feira (15), que vacinar a população é mais barato que prorrogar os programas emergenciais do governo de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Segundo ele, não há espaço fiscal para prolongar os gastos públicos.

“Há um foco nas vacinas, em quem vai conseguir antes e a logística, o mercado está focado nisso também”, disse em evento virtual GZero LatAm Forum 2020, promovido pela Eurasia Group e transmitido pela B3.

O presidente do BC afirmou que não há espaço fiscal para prolongar gastos públicos.

“Entre os emergentes ficamos melhores, mas gastamos mais. Tivemos melhora nas previsões para a queda da atividade econômica, antes era de 10%, agora está entre 4% e 4,2%. Quando observamos a dívida pública e o risco, nos perguntamos, vale a pena?”, questionou Campos Neto.

Segundo ele, os gastos com a pandemia foram necessários, mas é necessário passar a mensagem ao mercado de que há intenção de retorno à austeridade fiscal, ou haverá piora no perfil da dívida.

“A discussão agora é de como vai ser o gerenciamento dessa dívida. O efeito colateral da dívida alta é que vamos mudar o seu perfil, que começará a ser financiada no curto prazo.”

Ao ser questionado sobre risco de dominância fiscal, quando a política fiscal tem maior peso na política monetária, o presidente do BC não descartou a possibilidade.

“Estamos em um período em que a vacina está chegando e governo decidiu investir nisso. Se nada funcionar e voltarmos a situação de crescimento baixo e inflação ruim, a gente vai ter esse cenário de dominância fiscal”, afirmou.

JC Business recebe Casa do Construtor

Muito se fala de sucesso e experiências positivas todos os dias no mercado de trabalho e conversar com quem entende a receita é a melhor forma de aprender.

Nesta semana, o JC Business, programa de entrevistas sobre negócios, carreira, network e desenvolvimento pessoal, recebe os empresários Expedito Arena e Altino Cristofoletti Junior, sócios-proprietários da franquia Casa do Construtor, maior rede brasileira de franquias especializada na locação de máquinas e equipamentos de pequeno porte para a construção civil.

A empresa foi escolhida A Franquia do Ano no prêmio Melhores Franquias do Brasil 2020, promovido pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, com base em pesquisa conduzida pela Serasa.

Maria Angela Tavares de Lima é gerente-geral do Grupo JC de Comunicação e também mediadora do JC Business, e conversará com os empresários sobre o sucesso objetivo e empreendedorismo, o caminho do sucesso, e fala sobre a expectativa em recebê-los nos estúdios do grupo.

“Será uma honra receber estes empresários de sucesso que, certamente, têm muito a ensinar para quem está empreendendo e quer crescer, e também para quem sonha em ter seu próprio negócio”, fala.

CRESCIMENTO

A franquia Casa do Construtor foi uma das empresas que mais se prepararam com a chegada da pandemia no país e esse assunto será tratado na conversa que acontece na quinta-feira (17), a partir das 19 horas, no Facebook e YouTube do Jornal Cidade.

Com as mudanças feitas, a empresa projeta um faturamento de um bilhão de reais até 2026.

Segundo o departamento de expansão, os números são para lá de positivos em relação a abertura de novos negócios. A rede fecha 2020 com aproximadamente 320 lojas inauguradas.

Em outubro, a rede inaugurou a segunda loja no Paraguai.

PARCERIAS

Patrocinam e apoiam o programa Solo Revestimentos, Ke-tal Malharia, Chopp Brahma, Unimed Smart Help, Caprem Construtora e Tratos Network & Business

STJ nega liminar para Juninho voltar ao cargo de prefeito

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (15) um pedido liminar para que João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, retornasse ao cargo de prefeito de Rio Claro.

Conforme antecipado pela coluna Farol, na edição impressa do JC nos últimos dias, a defesa de Juninho tentava recurso para que ele reocupasse a Prefeitura de Rio Claro após determinação da Justiça para que se afastasse do cargo devido às investigações do processo de compra dos R$ 4 milhões em EPIs, alvo do Ministério Público anteriormente.

A publicação oficial da liminar negada deve ocorrer amanhã (16). Com isso, o então vice-prefeito Marco Bellagamba continua no cargo de prefeito de Rio Claro até o final do mandato. Confira mais informações na edição impressa do Jornal Cidade nesta quarta-feira.

Governo prevê salário mínimo de R$ 1.088 em 2021

THIAGO RESENDE – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo elevou para R$ 1.088 a projeção de aumento do salário mínimo no próximo ano. Em agosto, a previsão do Ministério da Economia era que o piso salarial subisse do valor atual (R$ 1.045) para R$ 1.067.

Nesta terça-feira (15), o ministro Paulo Guedes (Economia) atualizou a estimativa, diante do aumento da inflação nos últimos meses.

A revisão na projeção de salário mínimo se deve ao cálculo do reajuste, que considera a inflação, sem previsão de ganho real. Diante de uma alta mais acelerada nos preços, o governo espera que o valor do salário mínimo seja maior do que o anunciado anteriormente.

Em abril, a estimativa era que o piso salarial fosse de R$ 1.079 no próximo ano. Depois, foi revista para R$ 1.067. O governo não prevê reajuste do piso em 2021 acima da inflação, como foi feito em gestões anteriores a Jair Bolsonaro (sem partido).

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021, foi mantida a estimativa mais recente, para o crescimento da economia brasileira, com alta prevista de 3,2%.

A mudança na perspectiva para o salário mínimo foi apresentada em ofício enviado por Guedes ao Congresso, pedindo ajustes no projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2021. Essa proposta deve ser votada nesta quarta (16) em sessão conjunta do Congresso.

O valor exato do novo piso nacional é geralmente decidiu nos últimos dias do ano. Assim, o governo tem um panorama mais claro da inflação em 2020 para, então, reajustar o salário mínimo.

O índice usado para corrigir esse valor é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). No ano, o INPC acumula alta de 3,93% e, nos últimos 12 meses, de 5,2%, segundo o IBGE.

O governo, ao longo do ano, chegou a projetar que o índice fecharia o ano em 2%.

Portanto, para manter o poder de compra do salário mínimo, a estimativa de correção do piso salarial teve que ser ajustada.

A aceleração da inflação gera efeito nas despesas públicas, elevando os gastos do governo no próximo ano.

Além de corrigir o salário mínimo, o INPC é usado para reajustar o abono salarial e BPC (assistência a idosos carentes e deficientes físicos), e também o impacto em pagamentos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do seguro-desemprego, por exemplo.

Isso pressiona ainda mais o Orçamento do próximo ano, pois o teto de gastos para 2021 foi reajustado com base na inflação, medida pelo IPCA, acumulada nos últimos 12 meses até junho (2,13%). Portanto, abaixo do comportamento do INPC.

O teto de gastos foi criado em 2016, durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), e impede que as despesas públicas cresçam acima da inflação.

Como o Orçamento de 2021 precisa ser apresentado até o fim agosto, a correção do valor é feita com base no IPCA acumulado até junho, que, nesse ano, somou 2,13% – a taxa mais baixa desde que o limite de despesas começou a vigorar.

Na época, o Ministério da Economia informou que isso não se traduz diretamente em cortes dos programas de governo nas despesas discricionárias (que não são obrigatórias), pois “a menor inflação representará também menor aumento das despesas obrigatórias indexadas”.

No entanto, a pasta já estuda, agora, como ajustar o projeto de Orçamento de 2021 para acomodar o aumento das despesas obrigatórias, como aposentadorias e benefícios sociais, e, assim, cortar gastos em outras áreas para não estourar o teto de gastos.

Colégio Eleitoral confirma vitória de Biden, que será oficializado presidente dos EUA

MARINA DIAS – WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Os delegados do Colégio Eleitoral se reuniram em seus respectivos estados nesta segunda-feira (14), e o resultado da votação confirma que Joe Biden será oficializado o 46º presidente dos Estados Unidos.

Às 19h30, no horário de Brasília, o democrata já somava ao menos 302 votos, marca que garante a vitória -com base nos resultados das eleições gerais de 3 de novembro, Biden deve ter, 306 votos, contra 232 de Donald Trump.

As atenções estavam voltadas para ao menos seis estados fundamentais para sedimentar a vitória do democrata: Arizona, Geórgia, Nevada, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, onde Trump travou batalhas judiciais para reverter o resultado. Em todos eles, o democrata garantiu os votos conquistados no pleito.

Em Michigan, os 16 delegados receberam escolta policial até o local de votação, onde manifestantes eram esperados durante o dia. Devido às ameaças de violência, o comando do Legislativo local ordenou que a sede da Assembleia, onde ocorreu a votação, ficasse fechada ao público. Os escritórios do legisladores estaduais, dentro do prédio, também não abriram nesta segunda por questões de segurança.

Esta é ainda a penúltima etapa do longo e vagaroso processo para chancelar a vitória do democrata à Casa Branca. Os resultados certificados nesta segunda serão enviados ao Congresso, que fará a contagem das cédulas em 6 de janeiro, numa sessão conjunta entre Câmara e Senado e presidida pelo atual vice-presidente do país, Mike Pence.

Somente então Biden é declarado oficialmente eleito e segue para a posse, marcada para 20 de janeiro.

A vitória de Biden foi declarada pelas tradicionais projeções da imprensa americana em 7 de novembro, após alcançar os 270 votos no Colégio Eleitoral, sistema indireto que escolhe o presidente dos EUA.

Nesta segunda, os delegados do colegiado formalizaram os votos dos 50 estados mais o Distrito de Columbia, onde fica a capital do país, Washington. Biden será eleito porque os votos dos delegados seguem a preferência mostrada nas urnas. Os resultados da apuração, certificados pelos estados, mostram que o democrata obteve 81,3 milhões de votos, ante 74,3 milhões de Trump.

Tradicionalmente, a votação do Colégio Eleitoral é considerada uma mera formalidade, que desperta pouca ou nenhuma atenção dos americanos. Mas este ano foi diferente.

O processo acontece em meio à recusa do presidente Trump em aceitar a derrota e de sua insistência na tese fantasiosa e sem provas de que o pleito foi fraudado. O presidente e seus aliados pressionaram autoridades republicanas a ignorar o voto popular em estados em que Biden venceu por margem pequena, na tentativa de que eles indicassem seus próprios delegados para favorecer Trump no Colégio Eleitoral.

Apesar das pressões, não há disposição política, mesmo entre republicanos, para subverter o processo democrático do país, e o resultado desta segunda não teve nenhuma surpresa.

“Na América, os políticos não assumem o poder -as pessoas o concedem a eles. A chama da democracia foi acesa nesta nação há muito tempo. E agora sabemos que nada, nem mesmo uma pandemia -ou um abuso de poder-, pode apagar essa chama”, diz um trecho do pronunciamento de Biden.

“Nós, o povo, votamos. A fé em nossas instituições foi mantida. A integridade de nossas eleições permanece intacta. E agora é hora de virar a página. Para unir e curar. Como eu disse nesta campanha, serei um presidente de todos os americanos.”

Os integrantes do Colégio Eleitoral são figurões dos partidos democrata e republicano, escolhidos nas eleições primárias. Eles votam para presidente e vice-presidente por meio de cédulas de papel.

Segundo as regras regionais, 33 estados e o Distrito de Columbia exigem que seus delegados escolham o candidato que teve a maioria do voto popular no estado, enquanto outros 17 não vinculam seus delegados ao voto popular, o que significa que eles poderiam votar no candidato que quiserem.

A probabilidade de delegados infiéis, porém, é praticamente nula, já que eles são integrantes do establishment partidário e comprometidos com as regras do jogo. Eles se reúnem em local escolhido pelo Legislativo estadual, geralmente na capital do estado. Neste ano, Nevada foi o único estado a realizar sua reunião de forma virtual, em razão da pandemia do coronavírus.

Depois da votação, os delegados contam as cédulas e certificam os resultados por estado -estes são enviados ao Congresso, que tem a chance de apresentar objeções na sessão em 6 de janeiro.

Essas contestações, porém, precisam ser chanceladas pelas duas Casas -como a Câmara tem maioria democrata, é tida como nula a chance de os parlamentares barrarem a oficialização da vitória de Biden.

Trump não reconhece a derrota, tem dificultado a transição de poder para a equipe do democrata e insiste, sem apresentar provas, que venceu a eleição.
O presidente, porém, já perdeu inúmeros processos judiciais para tentar reverter o resultado do pleito e encontrou nesta segunda a barreira constitucional para sua cruzada fracassada: o prazo legal para resolver queixas sobre a apuração termina justamente com o envio dos votos dos delegados do Colégio Eleitoral a Washington, o que marca o republicano como um presidente de um mandato só.

Tire dez dúvidas sobre a Coronavac, vacina chinesa que poderá ser usada em SP

FÁBIO PESCARINI – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador João Doria (PSDB) espera apresentar no próximo dia 23, às vésperas do Natal, os resultados do estudo da fase 3 da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que será produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo.

Com a divulgação dos resultados, o governo paulista espera pressionar a Anisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a aprovar a vacina ainda neste ano. No último dia 7, Doria apresentou um plano de vacinação com a Coronavac em São Paulo, a partir de 25 de janeiro, mesmo ainda sem a aprovação da vacina pela autoridade sanitária brasileira.

Segundo o plano do governo do estado, a partir de 25 de janeiro serão aplicadas as primeiras doses da vacina a trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas.

A partir de 8 de fevereiro, receberão a primeira dose idosos com 75 anos ou mais, em uma escala decrescente até chegar às pessoas com 60 anos, a partir de 1º de março.

Segundo o instituto, ainda é preciso aguardar os resultados dos estudos para responder a muitas dúvidas de quem está ansioso para receber doses da vacina contra o novo coronavírus. Mas outras podem ser solucionadas antes mesmo da aprovação.

Entre as inúmeras questões já esclarecidas, quem já foi infectado pelo novo coronavírus não será proibido de tomar a Coronavac, conforme explicou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, caso ela seja aprovada e inserida em um plano de vacinação em São Paulo.

Tire dez dúvidas sobre a vacina Coronavac:

1) Quanto tempo é necessário após a vacinação para uma pessoa ser considerar protegida?
A aplicação da Coronavac ocorre em duas doses, sendo a segunda entre 14 e 28 dias após a aplicação da primeira.

2) Quem já teve Covid-19 poderá tomar vacina?
Sim, segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, pois muitas pessoas nem sequer tiveram um diagnóstico para confirmar se foram contaminados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, em março.

3) Quem não deve tomar vacina? Pessoas com algum tipo de alergia devem evitar a imunização?
De acordo com o Butantan, o uso da vacina só não é recomendado para pessoas que passam por terapias imunossupressoras (que reduz a eficiência do sistema imunológico), como quimioterapia antineoplásica, radioterapia, imunossupressores para induzir tolerância a transplantes, corticoides por uso prolongado, entre outros, uma vez que isso pode afetar a resposta imune à vacina.

4) Gestantes podem tomar a vacina?
Ainda não está prevista a disponibilização da vacina às gestantes e menores de 18 anos, porque no momento não há indicação de uso no estudo de fase 3, segundo disse na segunda-feira (14) João Gabbardo dos Reis, coordenador-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo.

5) Quem tem sintomas da Covid-19 ou febre poderá ser vacinado?
Em geral, qualquer vacinação sempre é adiada em pessoas que têm febre, como no caso dos sintomas da Covid-19, ou alguma doença aguda. Portanto, é preciso esperar eles passarem.

6) A vacina será aplicada no braço?
Sim.

7) A vacina pode ser armazenada em geladeiras normais de postos de saúde?
O material fica em ambiente refrigerado em temperaturas de 2ºC a 8ºC.

8) Quem for vacinado ainda poderá transmitir a doença?
De acordo com o Butantã, vacinas de Covid-19, em geral, estão desenhadas para proteger contra a doença. Portanto, existe a possibilidade de uma pessoa vacinada ser infectada e transmitir a infecção, mesmo sem ter sintomas. A duração da proteção de nenhuma vacina é conhecida neste momento, diz. Entre técnicos do instituto, porém, a expectativa é de que a vacina atinja alto grau de eficácia, semelhante a outro imunizante chinês que também usa como vetor o vírus inativo, feito pela Sinopharm. Nos Emirados Árabes Unidos, estudo preliminar de fase 3 mostrou 86% de eficácia. Se a vacina tiver 50% de cobertura, já pode ser usada, segundo as regras da Anvisa.

9) Quais reações as pessoas podem ter e quanto tempo depois da vacinação?
Segundo o Butantan, as reações mais comuns entre os voluntários após a primeira dose foram dor no local da aplicação e dor de cabeça. “Não há nenhum relato de reação adversa grave à vacina até o momento”, diz o instituto.

10) A Coronavac estará disponível em clínicas particulares? Quando?
Neste momento, o Instituto Butantan está trabalhando para atender ao SUS (Sistema Único de Saúde) com a vacina contra a Covid-19. As clínicas particulares acreditam que só deverão disponibilizar vacinas contra o novo coronavírus no fim de 2021 ou apenas em 2022.

PRODUÇÃO DA VACINA

A fábrica do Butantan para produção da Coronavac ocupa uma área produtiva de 1.880 m² na zona oeste de São Paulo e conta com 245 profissionais. Segundo o governo Doria, 120 funcionários serão contratados para reforçar a linha da vacina contra o coronavírus.

O Butantan também prevê a construção de uma área nova para envase.

De acordo com o instituto, o local atualmente tem seis máquinas principais para envase do extrato composto da vacina enviado pela Sinovac, além de rotulagem e embalagem.

Para produzir a vacina na capacidade máxima de um milhão de doses por dia, a fábrica entrou em operação no último dia 10 para operar 24 horas por dia. “Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local”, diz o instituto.

Jornalista Orlando Duarte morre aos 88 anos, vítima da Covid

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu nesta terça-feira (15) o comentarista esportivo Orlando Duarte, aos 88 anos. Ele estava internado havia três semanas, após contrair a Covid-19.

Por décadas, Duarte foi considerado um dos maiores críticos da imprensa esportiva. Atuou, ainda, como repórter, locutor, cronista, escritor e executivo de emissoras de TV.

Natural de Rancharia, no interior de São Paulo, é autor de 34 livros sobre o esporte brasileiro e mundial, sendo um dos mais produtivos escritores da crônica esportiva do país. Foi apelidado de “pai da memória esportiva do Brasil” e “o eclético”.

Orlando Duarte escreveu enciclopédias sobre Copas do Mundo e Jogos Olímpicos, eventos que cobriu às dezenas, além de livros sobre grandes clubes, como o São Paulo, e a biografia “Pelé: o Supercampeão”.

Foi também diretor de esportes da TV Cultura a partir de 1960, ano em que a emissora foi inaugurada, e passou por Bandeirantes, Record, SBT e Globo.

Como torcedor, foi apaixonado pela Portuguesa de Desportos e pelo Vasco da Gama.

O comentarista se afastou do jornalismo esportivo em 2012. Em 2018, recebeu diagnóstico de Alzheimer.

Prefeitura esclarece que não há previsão de fechamento do comércio após o Natal

A prefeitura de Rio Claro esclarece que não há nenhuma decisão tomada em relação ao não funcionamento do comércio após o Natal. Um áudio que começou a circular nas redes sociais afirma que as lojas serão fechadas no próximo dia 26. Isto não é verdade, é fake news.

O secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro, ressalta que a próxima reclassificação de fase na pandemia está prevista para janeiro, conforme já anunciou o governo estadual. Portanto, antes do início do ano não deverá haver alteração. “Qualquer mudança de fase só é feita após análise de dados e da própria pandemia”, explicou o secretário.

O prefeito em exercício, Cel. Marco Antônio Bellagamba, reforça o pedido à população para continuar se cuidando, usando máscaras, fazendo higienização e mantendo distanciamento. O Coronel Bellagamba também faz um apelo para que as pessoas busquem sempre informações oficiais e não reproduzam fake news.

Justiça libera venda de bebidas após 20h em restaurantes de São Paulo

FÁBIO PESCARINI E CLAUDINEI QUEIROZ – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça paulista liberou a venda de bebidas alcoólicas em restaurantes no estado de São Paulo após às 20h. O pedido de liminar (decisão provisória) foi concedido nesta segunda-feira (14) pelo desembargador Renato Sartorelli, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em ação movida pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Na sexta-feira (11), o governo estadual determinou que bares teriam de fechar as portas até as 20h, já a partir do sábado (13). E que os restaurantes poderiam funcionar até as 22h, mas teriam de parar de vender bebida alcoólica até as 20h.

A medida, segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, visava tentar conter a alta de internações de pessoas com até 50 anos com o novo coronavírus.

Em nota enviada pela Abrasel ao Agora nesta segunda, a associação diz que a venda de bebidas alcoólicas representa 50% da receita dos restaurantes.

Segundo o desembargador, “sustenta a impetrante, em apertada síntese, que a limitação imposta pelo ato impugnado foi perpetrada sem amparo em qualquer tipo de estudo ou dados científicos, estando baseada em puro achismo e opinião pessoal equivocada, sendo fruto de recomendação externada pelo Coordenador Executivo do Centro de Contingência do Coronavírus desprovida de qualquer embasamento que justifique a medida”.

Na sua decisão, o desembargador afirma “não vislumbrar, à primeira vista, qualquer estudo científico que estabeleça relação de causa e efeito entre a venda de bebidas alcóolicas e a contaminação do Covid-19”.

“A isso acresça-se, ainda em sede de cognição sumária, que o decreto governamental restringe o princípio da livre iniciativa e o exercício de atividade econômica lícita, amparados pelo texto constitucional, isso sem falar que as normas legais devem observar critérios de razoabilidade, que visam neutralizar eventuais abusos perpetrados pelo Poder Público”, escreve o magistrado.

Ao suspender temporariamente a limitação de horário para venda de bebidas alcoólicas em restaurantes, o desembargador alerta que os associados da Abrasel devem “seguir rigorosamente todas as recomendações dos órgãos de saúde e de vigilância sanitária para evitar a propagação da Covid-19, fornecendo equipamentos de segurança, disponibilizando álcool gel, mantendo ocupação reduzida e garantindo distanciamento seguro entre as pessoas”.

Quesionado, o governo João Doria disse na noite desta segunda que vai recorrer. Em nota, afirmou que a recomendação de suspender a venda de bebidas alcoólicas após as 20h foi adotada após médicos do Centro de Contingência do coronavírus identificarem que os adultos jovens, com idade entre 30 e 50 anos, são atualmente a maior demanda por leitos hospitalares de coronavírus. “Os jovens com idade entre 20 e 39 anos representam 40% dos novos casos confirmados. Desta forma, é possível evitar aglomerações durante o lazer noturno e reduzir a contaminação desta população”, afirmou.

“São Paulo segue recomendações de médicos e cientistas do Centro de Contingência do coronavírus e toma todas as medidas estabelecidas pelo Plano São Paulo para cumprir este compromisso, atuando com responsabilidade e transparência no combate e controle da pandemia, sempre amparado pela ciência”, completou a nota.

O governo estadual regrediu todo o estado à fase amarela do Plano São Paulo, mais restritiva, no último dia 2. Na sexta, porém, a gestão Doria endureceu a decisão para bares, restaurantes e lojas de conveniência, que também estão proibidas de vender bebida alcoólica após as 20h e têm de fechar as portas até as 22h.

O comércio, que havia sido limitado a 10 horas de abertura, voltou às 12 horas anteriores. Mas precisam fechar as portas até as 22h. Nesta segunda, Guarulhos disse que vai permitir a abertura de shoppings centers 24 horas por dia entre sexta-feira (18) e o Natal, e o comércio de rua poderá funcionar até a meia-noite.

Jornal Cidade RC
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