Boletim do setor de segunda desta segunda, 1°
Informações direto do plantão policial de Rio Claro com o repórter colaborador Gilson Santullo.
Informações direto do plantão policial de Rio Claro com o repórter colaborador Gilson Santullo.
Informações do CEAPLA-UNESP de Rio Claro
Araras começou a imunizar idosos a partir de 80 anos nesta segunda-feira, 1° de março, e o movimento é intenso no drive-thru montado no Ginásio Nelson Rüegger, desde cedo. Por volta das 6h, carros já aguardavam atendimento. A fila era quilométrica.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, além do público-alvo desta fase, também estão sendo aplicadas a 2ª dose nos idosos com mais de 90 anos.
“O Governo do Estado nos mandou apenas 50% das doses para os idosos a partir dos 80 anos. O complemento deste público-alvo será realizado em breve, conforme a disponibilidade”, explicou a diretora de Vigilância em Saúde, Margareth Pagotti.
Assim como nas outras etapas, a campanha segue as seguintes dinâmicas: por drive thru, na área externa do Ginásio de Esportes e presencialmente, no interior do mesmo. Ao todo, mil doses estarão disponíveis para esta fase.
Todas as vacinas serão do tipo CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan/SP em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.
Os documentos necessários para a vacinação são os seguintes: RG, CPF e comprovante de residência
ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) – O governo britânico vai fazer testes em massa para tentar encontrar um viajante que chegou do Brasil com a variante de Sars-Cov-2 “brasileira”, a chamada P.1, que é mais contagiosa que o vírus original. A P.1 foi detectada pela primeira vez no país, em três pessoas na Inglaterra e outras três que voaram do Brasil para a Escócia. Um deles, porém, é desconhecido, porque não preencheu o cartão de identificação que acompanha o teste.
A Public Health England (PHE) diz que os testes em que a variante foi encontrada foram feitos antes das atuais medidas de quarentena obrigatória em hotéis -iniciada em 15 de fevereiro. O governo, porém, ainda não sabe se o infectado anônimo chegou do Brasil ou foi contaminado no Reino Unido.
Para tentar encontrá-lo, o governo vai rastrear centenas de passageiros de uma série de voos que tenham feito conexão com outros partindo do Brasil nas primeiras semanas de fevereiro e usar dados do serviço postal.
A P.1 preocupa o governo britânico porque suas mutações, além de torná-la mais contagiosa, podem tornar o vírus menos suscetível às vacinas que estão sendo usadas no momento no país.
Em entrevista a uma emissora de TV na manhã desta segunda (1º), o ministro responsável por vacinação, Nadhim Zahawi, disse que a pessoa que procuram pode ter recebido um kit de teste doméstico ou retirado um kit num dos postos públicos. “Parte do motivo pelo qual queremos localizá-lo rapidamente é entender mais sobre ele e seus movimentos”, disse.
Os outros dois casos da variante detectados na Inglaterra são de uma mesma família, na qual um dos membros voltou do Brasil cinco dias antes da quarentena vigiada entrar em vigor. Ele saiu de São Paulo, fez conexão em Zurique e chegou a Londres em 10 de fevereiro, pelo voo LX318 da Swiss Air Lines.
O ministro disse que ele fez um teste antes da partida e preencheu o formulário de localização. Durante a quarentena, desenvolveu sintomas, e seus contatos foram identificados e isolados. A chance de transmissão é mínima, de acordo com Zahawi, porque o paciente cumpriu o isolamento.
Ainda assim, o governo está acompanhando todos os passageiros que chegaram no mesmo voo e fará testes em áreas da região em que ele mora –South Gloucestershire, no sudoeste inglês–, para reduzir a possibilidade de transmissão não identificada.
A PHE também lançou um apelo para que todos os que fizeram teste de Sars-Cov-2 nos dias 12 ou 13 de fevereiro e não receberam o resultado ou não preencheram o cartão de identificação que procurem as autoridades de saúde.
Três pessoas que vivem no norte da Escócia também testaram positivo para a variante P.1 depois de voltar do Brasil com conexões em Paris e Londres. Os três tiveram o mutante identificado durante a quarentena de dez dias, no qual estavam em isolamento, e os outros passageiros do voo estão sendo contatados.
LÚCIA GUIMARÃES
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) – Após mais de cinco semanas sem falar em público, o ex-presidente americano Donald Trump deu a entender neste domingo (28) que tentará voltar à Presidência em 2024. “Eles [democratas] perderam a Casa Branca em novembro. E quem sabe, quem sabe, posso decidir derrotá-los pela terceira vez”, afirmou em discurso de encerramento da reunião da Cpac, sigla em inglês para Conferência de Ação Política Conservadora, em Orlando, na Flórida.
O republicano não fazia um discurso público desde que partiu da Casa Branca para seu resort de Mar-a-Lago, na Flórida, em 20 de janeiro –um hiato desse não ocorria havia cinco anos.
Lotado, o evento no Hotel Hyatt tem o potencial de se tornar mais um comício disseminador do coronavírus, com o público aglomerado e desafiando a ordem da prefeitura de Orlando de usar máscaras.
Banido das redes sociais e faminto por atenção, Trump fez um discurso em que, ao seu estilo, violou a etiqueta habitual entre ex-presidentes de não criticar antecessores.
Ele acusou Joe Biden de ser um desastre para o país na gestão da economia e no cancelamento de políticas que ele implementou, em imigração e política externa. “Fomos de América primeiro para América por último,” disse Trump.
Segundo ele, Biden criou uma crise de imigração ilegal, especialmente de menores desacompanhados, acusando-o de ter suspendido medidas de segurança na fronteira.
Os ataques a Biden foram tão prolongados que Trump parecia ainda estar em campanha. Disse que todo o plano de combate à pandemia do coronavírus é dele.
Ridicularizou o antecessor por dizer que não tinha encontrado estoque de vacinas ao chegar à Casa Branca. Mas disse que Biden não deveria estar mentindo porque não tem ideia do que está acontecendo, numa sugestão de que Biden é senil –o democrata tem 78 anos, e Trump, 74.
Assim como fazia em comícios, Trump falou em detalhes sobre assuntos tangentes que nada têm a ver com a conferência de conservadores, como mulheres no esporte. Repetiu mais de uma vez a falsa narrativa de que venceu a eleição de novembro passado. O público respondeu, aos gritos: “Você ganhou! Você ganhou!”.
Embora não tenha se declarado candidato oficialmente, Trump deixou claro que não abre mão de reivindicar a liderança do Partido Republicano.
O ex-presidente destacou a importância de recuperar as maiorias na Câmara e no Senado, nas eleições legislativas de novembro de 2022. E mandou recados a membros dissidentes do partido, como a deputada Liz Cheney, terceira no comando do partido na Câmara, que votou pelo impeachment e não foi convidada a falar na Cpac.
Mas foi Trump que empurrou os republicanos para derrotas expressivas, perdendo a maioria da Câmara em 2018 e a do Senado em janeiro, com o segundo turno para duas vagas de senadores na Geórgia –além de ele mesmo não conseguir se reeleger.
O ex-presidente prometeu que vai fazer campanha por candidatos em 2022, mas está usando a próxima eleição para se vingar de desafetos, como Cheney, apoiando candidaturas em desafio à reeleição dos que votaram a favor de seu impeachment.
As pesquisas confirmam que a devoção a Trump entre republicanos é semelhante à reservada ao líder de um culto. O problema é que o partido, cuja composição demográfica já estava encolhendo ao longo dos anos, sofreu perdas com a invasão do Capitólio, insuflada justamente por Trump, em 6 de janeiro.
Pelo menos 140 mil eleitores se desligaram da legenda nas semanas seguintes ao episódio, um número que pode ser maior, porque 19 dos 50 estados americanos não identificam a filiação partidária de eleitores registrados.
Trump acumulou uma fortuna de mais de US$ 250 milhões arrecadando fundos para desafiar a apuração da eleição presidencial. Na conferência da Cpac, eleitores entrevistados por vários canais se disseram convictos de que Joe Biden não venceu, e Trump seria o presidente legítimo.
Ninguém duvida de que a desculpa usada por Trump para continuar pedindo dinheiro a pequenos doadores, depois da eleição, não passa de um golpe ardiloso para ele usar os fundos em proveito próprio, como viagens, despesas jurídicas e outros gastos permitidos pela porosa legislação eleitoral americana.
A questão é se ele vai, mais uma vez, voltar atrás de promessas de financiar campanhas de candidatos que vier a apoiar nos estados. A campanha de reeleição torrou quase US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) até agosto de 2020 e seguiu mancando, obrigada a cancelar anúncios de TV e outras despesas até a derrota.
O primeiro presidente a tratar a Casa Branca como um cenário de reality show extraiu o máximo da aparição na TV.
Fez questão de atrasar o início do discurso, marcado para o meio da tarde em Orlando, e aumentar o suspense sobre sua chegada. Falou por 1h30. Assim, invadiu o horário de telejornais da TV aberta e teve valioso espaço grátis nos canais de cabo de direita. As redes CNN e MSNBC não transmitiram o discurso ao vivo.
O plano de Trump é continuar sugando o oxigênio no território republicano e impedir a emergência de candidatos à eleição de 2024 –a fila de aspirantes é longa.
No momento, até o senador Mitch McConnell, o mais poderoso republicano em Washington que detesta o presidente, evita cutucar a onça com a vara curta. Apesar de ter acusado Trump de ser responsável pela violência no Capitólio, disse que apoiaria Donald Trump, se ele fosse o candidato do partido em 2024.
O que ele não disse é se apoia a candidatura do homem que enfrenta duas investigações criminais, além de várias outras civis, e terá 78 anos em 2024
CLAUDIA COLLUCCI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No momento em que os casos de Covid-19 provocam lotação em hospitais públicos e privados do país, médicos relatam uma mudança no perfil desses pacientes nas UTIs. Em geral, estão chegando pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos, mais graves e que demandam mais tempo de terapia intensiva.
Ficam, em média, de dois a cinco dias a mais na UTI em relação aos pacientes com Covid internados nos primeiros meses da pandemia, o que prejudica o giro de leitos.
Alguns serviços já registram mais pacientes nas UTIs do que nas enfermarias, sugerindo maior gravidade dos casos.
A médica intensivista Suzana Lobo, presidente da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), relata que há até bem pouco tempo a relação era de dois pacientes nas enfermarias para um na UTI.
“Agora isso está invertendo em muitos locais. Sugere internações mais tardias, com pacientes mais graves. Talvez por confiança nesses ditos tratamentos precoces, que a gente sabe que não funcionam.”
No Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP), onde Lobo dirige o centro de terapia intensiva, na sexta (26) havia 121 pacientes de Covid na UTI e 88 na enfermaria. Há um mês, no dia 25 de janeiro, eram 113 na enfermaria e 96 na UTI.
Ainda não há dados gerais consolidados que expliquem essa mudança de perfil dos pacientes e da doença. Entre as hipóteses estão maior exposição ao vírus dos mais jovens, circulação de novas variantes do coronavírus, demora em ir para o hospital e mais uso de recursos terapêuticos de longa duração.
“Há uma clara percepção nas últimas semanas de que o perfil mudou. No nosso serviço, os pacientes mais jovens e mais graves têm sido uma constante na UTI”, diz o intensivista Ederlon Rezende, chefe da UTI de adultos do Hospital do Servidor Estadual, em São Paulo, e que faz parte do conselho consultivo da Amib.
O infectologista David Uip, do Sírio-Libanês, diz que, na prática clínica, o tempo médio de internação dos seus pacientes com Covid-19 na UTI passou de 13 para 17 dias, e a média de idade caiu dez anos.
“Antes víamos muito mais pacientes agudizados de 60 para cima, agora estamos vendo de 50, mas também ainda mais jovens. Eu internei um estudante de medicina de 22 anos. Tivemos duas meninas de 36 anos na UTI. Todos saíram vivos”, diz ele.
A cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, professora da USP e médica do InCor (Instituto do Coração), tem a mesma percepção. “Estou com pacientes jovens, de 30, 30 e poucos anos, internados, intubados. Isso a gente não via antes nesse volume. É paciente de Manaus, de Mato Grosso, de Rondônia, de Brasília, de São Paulo”, relata.
Na sua experiência, o tempo de permanência desses pacientes em UTI também mudou. No ano passado, era de até 14 dias, em média, agora está batendo em 20 dias.
O médico intensivista Cristiano Augusto Franke, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, é outro que observa uma mudança de perfil dos internados na terapia intensiva.
“É claro que ainda temos pessoas mais idosas, mas antes não víamos tantos jovens sem comorbidades chegando muito graves e com um tempo de internação prolongado. Isso tem estrangulado o sistema. Estamos com as UTIs lotadas”, diz.
Segundo Suzana Lobo, relatos assim têm chegado de várias partes do país, embora também haja serviços que ainda não registraram mudanças no perfil de pacientes. “Mais jovem e mais graves é uma percepção generalizada, já o período de permanência tem variado. Vamos precisar de mais tempo para ter um dado global”, afirma.
De acordo com ela, há muita variabilidade regional e diferentes estruturas de UTIs. Agora, com a circulação das novas variantes, será preciso avaliar também se elas, além do potencial de maior transmissibilidade, vão influenciar no maior tempo de internação.
O intensivista Felipe Bittencourt, do Hospital Guadalupe, de Belém, por exemplo, diz que ainda não houve mudança no perfil de pacientes atendidos. Os mais jovens abaixo de 60 anos representam hoje 28,3% dos internados na UTI.
“Mas é possível que seja apenas uma questão de tempo e de volume de pacientes. Desde o início da pandemia, estamos trabalhando com uma espécie de ‘delay’ epidemiológico, em que a realidade dos serviços e centros de maior volume torna-se a nossa realidade em questão de duas a três semanas”, afirma.
Para Uip, essa mudança no tempo de permanência na UTI pode ser reflexo de um maior aprendizado, que envolve mais possibilidades de recursos terapêuticos e, portanto, uma alta mais tardia.
“Estamos utilizando doses de medicamentos acima de todos os limites que conhecíamos. Eu sou do tempo que fazíamos bloqueio neuromuscular para pacientes com tétano, com contraturas. As doses que estão utilizando hoje são muito maiores e por mais tempo. Estamos usando antibióticos que já sabíamos, o que tem de novo e voltando para os de segunda linha.”
Outro exemplo é o Ecmo (equipamento que funciona como pulmão e um coração artificiais para pacientes que estão com os órgãos comprometidos), antes usado em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, e que agora está sendo muito utilizado para casos de insuficiência respiratória aguda por Covid.
“Estamos salvando pacientes inacreditáveis, que muita gente não acreditava que sobreviveriam”, conta.
Para Ederlon, é preciso mais tempo e mais estudos para poder compreender essa mudança de perfil dos pacientes e do tempo de internação.
“Seria uma nova variante que, além de mais contagiosa, tem potencial de ser mais grave? Seriam os jovens que estão mais expostos porque não toleram mais o distanciamento e estão aglomerados? O cuidado melhorou? Ou é uma combinação de tudo?
AGÊNCIA BRASIL – Em apenas 17 minutos após o lançamento, ocorrido à 1h54 (horário de Brasília), o satélite Amazonia 1 alcançou o destino a 752 quilômetros de altitude da superfície da Terra. O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na cidade de Sriharikota, na província de Andhra Pradesh, na Índia, e marcou dois avanços tecnológicos do país: o domínio completo do ciclo de desenvolvimento de um satélite – conhecimento dominado por apenas vinte países no mundo – e a validação de voo da Plataforma Multimissão (PMM), que funciona como um sistema adaptável modular que pode ser configurado de diversas maneiras para cumprir diferentes objetivos. A afirmação foi feita por Mônica Rocha, diretora substituta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O lançamento do satélite – fruto de uma parceria entre o programa espacial brasileiro e a Índia – foi comemorado na madrugada de hoje (28) por técnicos, engenheiros e demais membros da equipe de desenvolvimento tecnológico do equipamento. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, acompanhou diretamente do centro de controle da missão na Índia, e fez questão de reafirmar a parceria entre os dois países. “Este momento representa o ápice desse esforço [de desenvolvimento do projeto], feito por tantas pessoas. Esse satélite tem uma missão muito importante para o Brasil. Essa parceria [entre Brasil e Índia] vai crescer muito. Portanto, muito obrigado pelo lindo lançamento, lindo foguete e por todo o esforço. As bandeiras [da índia e do Brasil] representam exatamente o que estamos fazendo aqui hoje: uma relação cada vez mais forte”, discursou o ministro para a equipe indiana após o anúncio do sucesso da missão.
“Estou extremamente satisfeito em declarar o sucesso do lançamento preciso do Amazonia 1 hoje. Nesta missão, a Índia e a ISRO [agência espacial indiana] estão extremamente honradas e felizes em lançar o primeiro satélite operado pelo Brasil. Minhas sinceras congratulações ao time brasileiro por essa conquista. O satélite está em órbita, os painéis solares se abriram e está tudo funcionando muito bem”, afirmou o presidente da ISRO, K. Sivan ao final da operação.
A TV Brasil acompanhou todas as etapas do lançamento em um programa especial com entrevistas, comentários e curiosidades sobre o Amazonia 1 e a nova etapa do programa espacial brasileiro.
O Amazonia 1 foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) – órgãos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
O Amazonia 1 foi colocado em órbita pela missão PSLV-C51, da agência espacial indiana Indian Space Research Organisation (ISRO). Com seis quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas, o satélite tem por objetivo fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica, além de monitorar a agricultura no país.
Internautas e telespectadores puderam participar com perguntas e comentários usando a hashtag #BrasilNoEspaço.
Em entrevista exclusiva à Rádio Nacional, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, que acompanha a comitiva na Índia, disse que o momento é de expectativa e também de projeção do Brasil.
A Missão Amazonia pretende lançar, em data a ser definida, mais dois satélites de sensoriamento remoto: o Amazonia 1B e o Amazonia 2. “Os satélites da série Amazonia serão formados por dois módulos independentes: um módulo de serviço – que é a Plataforma Multimissão (PMM) – e um módulo de carga útil, que abriga câmeras e equipamentos de gravação e transmissão de dados de imagens”, detalha o Inpe.
Além de ajudar no monitoramento do meio ambiente, a missão ajudará na validação da Plataforma Multimissão como base modular para diversos tipos de satélites. Essa plataforma representa, segundo o Inpe, “um conceito moderno de arquitetura de satélites, que tem o propósito de reunir em uma única plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita.”
Entre as funções executadas pela plataforma estão as de geração de energia, controle térmico, gerenciamento de dados e telecomunicação de serviço – o que possibilitará a adaptação a diferentes cargas úteis, além de reduzir custos e prazos no desenvolvimento de novas missões.
“Essa competência global em engenharia de sistemas e em gerenciamento de projetos coloca o país em um novo patamar científico e tecnológico para missões espaciais. A partir do lançamento do satélite Amazonia 1 e da validação em voo da PMM, o Brasil terá dominado o ciclo de vida de fabricação de sistemas espaciais para satélites estabilizados em três eixos”, informa o Inpe.
Entre os ganhos tecnológicos que a missão deverá render ao país, o Inpe destaca, além da validação da PMM, a consolidação do conhecimento do país no ciclo completo de desenvolvimento de satélites; o desenvolvimento da indústria nacional dos mecanismos de abertura de painéis solares, o desenvolvimento da propulsão do subsistema de controle de atitude e órbita na indústria nacional e a consolidação de conhecimentos na campanha de lançamento de satélites de maior complexidade.
O município de Rio Claro totaliza 8.728 casos positivos de Covid-19 com os 58 casos registrados nas últimas 24 horas.
O boletim divulgado no início da noite deste domingo (28) pela Secretaria Municipal de Saúde aponta também a morte de um idoso, elevando para 207 o número de óbitos causados pela doença.
Rio Claro tem 101 pessoas hospitalizadas, sendo 35 em unidades de terapia intensiva. O número de pacientes recuperados é 8.047.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização. A secretaria também orienta a todos para ficarem atentos ao calendário de vacinação, que está sendo cumprido pelo município conforme a disponibilidade de doses de vacinas que recebe. A vacinação em Rio Claro segue critérios do Ministério da Saúde e do governo estadual.
O Rio Claro Futebol Clube empatou com a equipe do São Bernardo pelo placar de 2 a 2 na tarde deste domingo (28) no estádio Augusto Schimidt Filho. Os gols da partida foram marcados por Jair e Denilson pelo Galo Azul e pelo lado do time do ABC os gols foram de Pará e Rodrigo Alves.
Com um atraso de 50 minutos devido à falta de uma ambulância, sendo que é obrigatório duas, a partida começou com o jogo bastante equilibrado no meio campo e com poucas chances para ambas as equipes.
A primeira chance de gol foi do São Bernardo aos 8 minutos em uma falta cobrada por cima da meta do goleiro Rafael Paschoal. O Galo Azul chegou aos 13 minutos em uma cabeçada do atacante Jair.
O Rio Claro chegou novamente com perigo aos 22 minutos em bola lançada para Jair o goleiro Gabriel Gasparotto afastou, sobrando a bola para Roger Bernardo que do meio campo tentou marcar um golaço, mas a bola foi para fora. Aos 25 minutos em cobrança de lateral para a área do São Bernardo o meio campista Jean mandou para fora a cabeçada.
O São Bernardo em sua segunda chegada a meta rioclarista abriu o placar. Em uma bonita tabela, o lateral esquerdo Pará entrou livre na área e tocou no canto do goleiro Rafael Paschoal.
O empate do Galo Azul veio aos 39 minutos. Em um cruzamento da direita feito por Thiaguinho, o atacante Jair livre de marcação pegou de primeira e empurrando para o fundo da rede. A virada veio aos 43 minutos com o atacante Denilson que ganhou na dividida com o zagueiro e frente a frente com o goleiro tocou por cima, marcando um golaço.
Na volta do intervalo o São Bernardo começou pressionando e criando duas chances de gol em menos de dois minutos. Aos 4 minutos da etapa final em uma cobrança e escanteio o time do ABC pediu um pênalti, porém o juiz mandou seguir o jogo.
De tanto insistir o São Bernardo empatou aos 10 minutos. No cruzamento de Pará pela esquerda o atacante Rodrigo Alves cabeceou no canto do goleiro Rafael Paschoal, sem chances de defesa. Os jogadores do Rio Claro F.C chegaram a reclamar de uma falta com o juiz no lance do gol.
Após o gol as equipes tiveram algumas chances de gol, mas ninguém conseguiu ampliar o placar.
Na próxima rodada o Rio Claro joga fora de casa contra o Juventus. Já o São Bernardo recebe o Red Bull Brasil.
MARCELO ROCHA – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou ao Ministério da Saúde o custeio de UTIs (unidades de tratamento intensivo) para pacientes de Covid-19 nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo.
Os governadores dos três estados recorreram ao Supremo para a retomada do repasse, suspenso gradativamente em 2021 pelo governo federal.
A decisão de Rosa, de sábado (27), é de aplicação imediata. Ela tem caráter provisório e precisará ser confirmada pelo plenário da Corte. Não há previsão de data para essa providência.
O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) fez alerta recente da diminuição de leitos custeados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Em dezembro de 2020, segundo o conselho, 12.003 unidades contavam com o financiamento do Ministério da Saúde para sua manutenção. Em janeiro de 2021, esse número reduziu para 7.017 e em fevereiro fechará com apenas 3.187.
A ministra determinou ainda que, dentro de cinco dias, as três administrações estaduais juntem aos autos dos processos os protocolos trocados com a pasta da Saúde sobre a renovação ou novas propostas de habilitação de leitos de UTI.
Entre outros argumentos, os recursos enviados pelos governos locais afirmaram ser responsabilidade da União zelar pela saúde da população.
O custo diário de uma UTI destinada aos doentes da Covid-19 é, em média, R$ 1,6 mil.
No caso de São Paulo, por exemplo, segundo o governo estadual, o Ministério da Saúde pagava 3.822 leitos de UTI, mas passou a bancar o funcionamento de somente 564 leitos neste ano.
“É uma grande vitória porque traz luz à gestão sanitária em um momento de severo aumento de internações”, afirmou a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) de São Paulo em comunicado sobre o assunto.
Em boletim divulgado na sexta-feira (26), a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) afirmou que o SUS enfrenta nos últimos dias o momento mais crítico em toda a pandemia, com ocupação de mais de 80% dos leitos de UTI em pelo menos 17 capitais do país.
Em Brasília, onde a taxa chegou a 98%, passaram a valer neste domingo (28) as medidas restritivas para o enfrentamento à Covid-19. O decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) tem validade até o dia 15 de março.
Pressionado por setores econômicos, Ibaneis recuou no sábado e autorizou uma série de atividades a abrirem as portas, incluindo todo o segmento da construção civil, cartórios, hotéis, papelarias, bancas de jornal e até mesmo escritórios de profissionais autônomos, como os de advocacia e contabilidade.
Ainda assim, empresários e comerciantes protestaram na porta da casa do governador na manhã deste domingo, inclusive fechando uma via que dá acesso ao local.
Os manifestantes levaram faixas com frases como “Ibaneis paga minhas contas” e “Não suportamos outro lockdown”.
No início da tarde, Bolsonaro compartilhou um vídeo da manifestação em uma de suas redes sociais e escreveu: “Queremos trabalhar.”
AGÊNCIA BRASIL – Por terem descumprido o toque de restrição, contra a covid-19, o governo do estado de São Paulo autuou 46 estabelecimentos comerciais na capital paulista no período da noite da última sexta-feira (26) até a madrugada deste hoje (28). Os dados são do governo estadual.

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, os estabelecimentos foram flagrados descumprindo a regra de restrição de circulação, horários de funcionamento ou as normas que preveem uso obrigatório de máscaras e distanciamento social no interior dos locais. A fiscalização é uma operação conjunta entre Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Procon-SP.
Restaurantes localizados no Jardim América e Vila Olimpia, na Zonal Sul, que reuniam aproximadamente 200 pessoas foram esvaziados e fechados. Na Penha, na Zona Leste da capital, um baile para terceira idade, que reunia mais de 190 idosos, foi encerrado.
Além das blitzes programadas, as fiscalizações da Vigilância Sanitária também podem acontecer a partir de denúncias. A Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza dois canais para denúncias que podem ser feitas a qualquer momento, 24 horas por dia, pelo telefone 0800 771 3541 ou por e-mail .
O descumprimento das regras pode acarretar multa de até R$ 290 mil aos estabelecimentos, segundo o código Sanitário. Pela falta do uso de máscara facial, que é obrigatória, a multa é R$ 5.278 por estabelecimento, por infrator. Cidadãos em espaços coletivos também podem ser multados em R$ 551,00 pelo não uso da proteção facial.
O governo do estado anunciou, durante a última semana, a intensificação da fiscalização sobre as restrições no período das 23 horas às 5 horas, chamando a operação de “toque de restrição”. A contenção de circulação se aplica a qualquer atividade não essencial e qualquer aglomeração em espaços coletivos, como estabelecimentos comerciais, bares, baladas, e restaurantes, dentro dos critérios estabelecidos pelo Plano São Paulo.
Galo Azul estreia no Paulista da A-2 contra o São Bernardo.