Câmara Municipal votará programa de isenção a comerciantes

A Câmara Municipal de Rio Claro vota em primeiro turno na sessão ordinária desta segunda-feira (22) o projeto de lei, de autoria do vereador Serginho Carnevale (DEM), que institui o Programa de Apoio ao Comerciante, que tem como objetivo isentar os empresários do pagamento de alguns tributos como lei de caráter temporário em decorrência da pandemia do vírus Covid-19 e dos impactos que a mesma lançou sobre a economia mundial.

A proposta é endereçada aos comércios do ramo alimentício, como bares e restaurantes, além dos que também trabalham com delivery, drive thru e take away (retiradas no local). Conforme o texto, as isenções a que se referem estendem-se pelo período proporcional ao fechamento do comércio, compreendendo assim os períodos em que o município se encontra na Fase Vermelha, para isenções totais, e Fase Laranja, para isenções de 40%, do intitulado Plano São Paulo.

Durante a tramitação da matéria, porém, a Procuradoria Jurídica do Poder Legislativo, bem como a Comissão de Constituição e Justiça, alertaram para a Lei da Responsabilidade Fiscal. “Para a sua aplicação, deverá estar acompanhado da estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que a eventual isenção deva iniciar a sua vigência e nos dois anos seguintes, além de atender ao disposto na Lei de Diretrizes Orçamentárias e, alternativamente, à demonstração de que foi ela considerada nas previsões de receita da Lei Orçamentária Anual e que a sua concessão não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo que acompanha a LDO, ou estar à renúncia acompanhada de medidas de compensação, visando ao aumento da receita”.

Os tributos indicados pelo projeto de lei a serem isentos de pagamento pelos comerciantes são: IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano), ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bem Imóveis). “A proposta é a de manter o comércio local do Município de Rio Claro pujante e, em especial nesta lei, o setor de gastronomia, visto que este possui história e tradição que remota de nossos antepassados”, justifica Carnevale.

Prefeito Gustavo faz apelo e aumenta fiscalização no município

Diante do agravamento da pandemia da Covid-19 em Rio Claro, as forças de segurança e de saúde estão desde esse sábado (20) às ruas para fiscalizar o cumprimento das regras da Fase Emergencial do Plano SP, em que o comércio não essencial não pode abrir, bem como o toque de recolher se inicia às 20h e segue até as 5h.

Na sexta-feira (19), a Prefeitura assumiu que o sistema de saúde pode colapsar. “Estamos prestes a entrar em colapso, os números apontam isso. Ou seja, não teremos condições adequadas de atendimento, ou pela ausência de leito de UTI, ou de medicações essenciais e até mesmo falta de oxigênio”, afirma a médica Suzi Berbert, coordenadora do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavirus.

O prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) informa que as autoridades sanitárias e gestores municipais estão em alerta permanente, monitorando a situação da pandemia e adotando as medidas necessárias. “Mais do que nunca, a colaboração da população é primordial neste momento em que a situação da pandemia se agrava também em nosso município”, afirmou Gustavo.

O chefe do Poder Executivo também ressaltou que a fiscalização que vem sendo feita para cumprimento das restrições será ainda mais rígida, com o trabalho conjunto da Vigilância Sanitária, Guarda Municipal e Polícia Militar, e o serviço de inteligência da Polícia Civil.

O trabalho em conjunto das secretarias de Segurança, Saúde e Governo é semelhante ao realizado desde o início do mês. Em força-tarefa dos dias 6 e 7 de março, mais de 50 notificações foram expedidas em iniciativa que também contou na ocasião com a participação da Polícia Militar. A Guarda Civil Municipal pode ser contatada pela população através da linha 153 e a Polícia Militar, pelo telefone 190, ambos, 24 horas por dia.

Estação de Tratamento de Esgoto Conduta completa 10 anos em Rio Claro

Considerada um marco na infraestrutura do saneamento de Rio Claro, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Conduta completa dez anos de operação neste mês de março. A unidade, que em sua inauguração ampliou de 11% para 55% o índice de tratamento de esgoto no município (o índice atual é de 92%), é responsável por receber todo o efluente gerado de uma região de 35 bairros, atendendo uma área com cerca de 65 mil habitantes.

Operada pela BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de esgoto em Rio Claro, a ETE Conduta é, atualmente, a segunda maior estação em funcionamento no município e tem capacidade de tratar, em média, 161 litros de esgoto por segundo. A estação que carrega o nome do bairro em que está localizada, o Jardim Conduta, fica às margens do Ribeirão Claro, curso d´água que foi diretamente beneficiado por seu funcionamento.

“Há uma década recebemos e tratamos esgoto nesta estação. Desde que começamos esse trabalho, 48,5 bilhões de litros de esgoto já foram tratados aqui para serem devolvidos limpos ao Ribeirão Claro. Um volume que equivale a 48,5 milhões de caixas d´água domésticas (1.000 litros) ou ao consumo total de água de 900 mil pessoas em um ano”, contabiliza Alexandre Leite, gerente de operações da BRK Ambiental.

A transformação do Ribeirão Claro é uma conquista vivenciada de perto por funcionários da concessionária. O encarregado de estações de tratamento, Antônio Carlos Cruz, que atua desde o início da concessão dos serviços em Rio Claro, relata seu sentimento em acompanhar o processo de despoluição. “Hoje, quando observo o Ribeirão Claro, tenho orgulho e meu sentimento é de dever cumprido com a sociedade e com o meio ambiente. Tratar esgoto é promover a saúde com a redução de doenças de veiculação hídrica, é trabalhar em benefício do meio ambiente e ainda colaborar para o desenvolvimento da nossa cidade e da região”, afirma.

O operador de estações Cristiano Cláudio Corocher atua diretamente na ETE Conduta há sete anos. Responsável pelo trabalho de monitoramento e tratamento do efluente, desde a chegada do esgoto na estação até sua saída, com atividades em campo e no centro de controle operacional, ele também revela suas percepções. “É muito gratificante saber que fiz e faço parte deste time que ajudou a despoluir o Ribeirão Claro, que estamos contribuindo para cuidar desse bem tão valioso”, comenta.

Para a operação diária da ETE Conduta há quatro funcionários exclusivos que se dedicam às atividades de coleta, monitoramento, controles, análises, limpeza e conservação da unidade. Um trabalho que segue rígido controle operacional em atendimento às legislações ambientais, com alcance de alta qualidade em esgoto tratado. A estação tem uma eficiência média de 95% de remoção de carga poluidora, índice superior às exigências legais. A unidade adota como processo de tratamento o uso de reator anaeróbio (UASB), seguido de lodos ativados e desinfecção por UV (Ultravioleta), um sistema que consegue eliminar ou controlar vários microorganismos nocivos – vírus, protozoários e outros – na fase final do processo.

As estações de tratamento de esgoto têm por finalidade remover os poluentes da água suja (o esgoto) utilizada pela população em cozinhas, banheiros e lavanderias e devolvê-la aos corpos hídricos (rios e córregos) limpa, tratada e em boas condições, conforme as exigências de legislação e dos órgãos ambientais. Os resultados dessa atividade proporcionam impactos diretos na saúde, na qualidade de vida e no equilíbrio ambiental.

“Garantir os serviços de esgoto para a população se tornou ainda mais essencial nos dias de hoje. Nossas equipes estão diariamente em campo, de forma responsável, para garantir o funcionamento dos sistemas e o efetivo tratamento do esgoto. Temos o compromisso de transformar a vida das pessoas pelo saneamento”, destaca o gerente.

Estrada de Santa Gertrudes entra na segunda fase do Programa Novas Vicinais

Já está pronta a lista das estradas vicinais que entrarão na segunda fase do Programa Nova Vicinais e a boa notícia é que o pedido do deputado estadual Marcos Damasio (PL) para Santa Gertrudes foi atendido.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai coordenar a pavimentação da Estrada Vicinal Horácio Pascon (Distrito Industrial). A obra de pavimentação será dividida em dois lotes, totalizando 8,8 quilômetros e um investimento do governo estadual de R$ 38.677.838,67.

Um pedido antigo do município que, inclusive, é uma das bandeiras do prefeito Gino da Farmácia e foi uma das primeiras solicitações feita ao deputado Marcos Damasio, que conversou pessoalmente com o vice-governador Rodrigo Garcia sobre a necessidade desta intervenção, que vai beneficiar as empresas de Santa Gertrudes e Rio Claro, incrementando o progresso local, e diminuir a poluição do ar, um grave problema na região.

“Só posso agradecer ao governo estadual por atender ao nosso pedido, meu e do prefeito, pois sabemos que a pavimentação vai trazer muitos benefícios e mais desenvolvimento para esta região”, concluiu Damasio.

Força-Tarefa entre Secretaria de Segurança e de Saúde é realizada neste sábado

Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal realizam Operação na noite deste sábado em cumprimento da fase emergencial do Plano SP de combate a Covid-19.

No total 14 equipes saíram da Sede da Secretaria de Segurança no Bairro do Estádio em direção aos bairros da cidade para fiscalizarem festas e eventos com aglomeração de pessoas e comércios abertos em descumprimento a fase emergencial do Plano SP.

Secretária confirma alerta máximo nos serviços de saúde de Rio Claro

Durante visita na noite deste sábado (20) ao pronto-atendimento do Cervezão e à Santa Casa de Misericórdia, os dois locais da rede pública que atendem pacientes com Covid em Rio Claro, a secretária municipal de Saúde, Giulia Puttomatti, confirmou que o município está em alerta máximo para as ações necessárias neste momento de agravamento da pandemia de coronavírus.

No Cervezão, a secretária conversou com os médicos Jair Verginio Junior (diretor municipal de saúde) e Itamar Pérez (diretor técnico da unidade), que faziam atendimento no plantão. “Nossa preocupação é por mais leitos, e também por mais médicos, oxigênio e medicamentos para os pacientes de Covid”, informa Giulia. “O prefeito Gustavo já fez pedido por leitos no Departamento Regional, mas a resposta foi negativa, pois a região chegou na ocupação máxima de leitos”, observou a secretária.

De acordo com Murylo Muller Cesar, chefe de gabinete da Saúde, o município já solicitou à empresa fornecedora de oxigênio a ampliação na quantidade de cilindros. E a Secretaria Municipal de Saúde está realizando a contratação de médicos para suprir a alta demanda, uma carência também em outros municípios em virtude da pandemia.

A taxa de transmissão do coronavírus continua crescendo em Rio Claro, mesmo na fase vermelha na qual há menos circulação de pessoas. A secretária pede a colaboração da população no isolamento social, uso de máscaras e de álcool em gel. “No momento o município está trabalhando para termos as condições ideais para receber novos pacientes”, disse Giulia.

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Rio Claro tem 150 pessoas hospitalizadas por Covid

Os números da pandemia continuam preocupantes em todo o Brasil. Em Rio Claro, 150 pessoas estão hospitalizadas por causa da contaminação pelo coronavírus, sendo 73 em unidades de terapia intensiva.

Nas últimas 24 horas faleceu um homem, elevando a 261 o número de óbitos. O total de contaminados foi a 10.320, com mais 92 casos registrados no boletim deste sábado (20).

A prefeitura de Rio Claro divulgou nota na noite de sexta-feira anunciando que o setor de saúde do município está prestes a entrar em colapso, ou seja, sem condições adequadas para atender quem precisa. Poderá faltar leitos, medicamentos e até oxigênio.

As autoridades sanitárias e gestores municipais estão em alerta máximo, para as ações necessárias. É primordial a colaboração da população, fazendo isolamento social e usando máscara e álcool em gel.

Mesmo na fase vermelha, onde menos pessoas circulam, a taxa de contaminação por coronavírus continua crescendo.

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Governo distribui mais 5 milhões de vacinas contra Covid e orienta usar todas na 1ª dose

PAULO SALDAÑA – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (20) a distribuição aos estados de mais 5 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. A orientação é que todos esses imunizantes sejam aplicados como primeira dose, sem reserva, portanto, para a segunda aplicação.

A previsão é de que as doses sejam distribuídas até domingo (21), de forma proporcional aos estados. A remessa, segundo nota da pasta, envolve imunizantes da Coronavac e da Atrazeneca/Oxford e será destinada a profissionais de saúde, idosos de 70 a 74 anos e comunidades ribeirinhas e quilombolas.

A indicação para que não haja reserva de estoque para a segunda dose representa uma nova mudança na diretriz do governo Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo.

O Ministério da Saúde já informara a prefeitos de que não haveria reserva. Depois, no fim do mês passado, recomendou a retenção de doses para a aplicação da segunda dose.

A nova recomendação vem, segundo o governo, depois da “garantia da estabilidade de entregas semanais das remessas de vacinas com produção nacional e matéria-prima (IFA) importada”. Por ora, essa regra vale para esse lote de vacinas.

Do total, 1.051.750 milhão de doses correspondem à primeira remessa de vacinas da AstraZeneca/Oxford, produzida no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Outras 3,9 milhões são referentes a mais um lote da Coronavac.

“A expectativa é que essa distribuição contemple 100% dos moradores de comunidades ribeirinhas e 63% da população em comunidades quilombolas em todo o país”, diz nota do Ministério da Saúde.

O governo Bolsonaro tem sido cobrado pelas deficiências no plano de vacinação contra o coronavírus, resultado de atrasos em contratos, problemas logísticos e discurso contrário à vacina por parte do presidente Bolsonaro. O país vive seu pior momento na pandemia.

Na sexta-feira(19), o Brasil registrou 2.730 mortes pela doença, terceiro maior valor de toda a pandemia, e chegou à maior média móvel de óbitos até aqui, 2.178 mortes por dia. Já são 290.525 mortos por Covid-19.

O país também teve 89.409 casos de Covid, e chegou a 11.877.009 pessoas infectadas. O recorde de casos ocorreu na quarta, 90.830 infecções.

Segundo dados atualizados até sexta, 11.492.854 pessoas foram vacinadas com a 1º dose no Brasil. Isso representa 7,1% da população adulta.

O Ministério da Saúde também anunciou que recebe neste domingo (21) a primeira remessa de vacinas adquiridas por meio do consórcio global Covax Facility. São 1.022.400 milhão de doses do imunizante AstraZeneca/Oxford, fabricado na Coreia do Sul.

A chegada está prevista para as 18h, no aeroporto de Guarulhos. Outras 1,9 milhão de doses devem desembarcar no país até o final do mês de março.

O acordo do Brasil com o consórcio global de vacinas prevê 42,5 milhões de doses para este ano. O Brasil é um dos 191 países que integram o Covax Facility para a disponibilização de vacinas de 10 laboratórios diferentes.

Governo brasileiro diz negociar com EUA compra de excedente de vacinas

RENATO MACHADO – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ministério das Relações Exteriores informou neste sábado (20) que está negociando com o governo dos Estados Unidos a compra de vacinas excedentes contra o novo coronavírus daquele país.

A informação foi divulgada nas redes sociais do ministério, que afirma estar com a negociação em andamento há uma semana.

“Desde o dia 13/3 o governo brasileiro, através do Itamaraty e da embaixada em Washington, em coordenação com o Ministério da Saúde, está em tratativas com o governo dos EUA para viabilizar a importação pelo Brasil de vacinas do excedente disponível nos Estados Unidos”, afirma o texto divulgado.

Na última quinta, os EUA anunciaram que planejam enviar para o México e o Canadá cerca de 4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela AstraZeneca/Oxford –cuja autorização de uso ainda não foi aprovada no país.

Fontes no governo também afirmam que devem chegar neste domingo as primeiras doses das vacinas previstas pelo consórcio Covax Facility, iniciativa que conta com a adesão do Brasil.

A informação da negociação com os americanos foi divulgada um dia após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ter enviado ofício à vice-presidente americana, Kamala Harris, com um pedido de “socorro” e um apelo pela importação do excedente das vacinas dos Estados Unidos.

No documento, Pacheco afirma que o Brasil virou o epicentro da pandemia da Covid-19 no mundo e que o rápido avanço do vírus no Brasil representa um risco para todo o hemisfério ocidental.

O presidente do Senado também menciona a “angústia e sofrimento” dos brasileiros com o recrudescimento da pandemia no Brasil.

O senador pede autorização especial para que o Brasil compre doses da vacina da AstraZeneca, que já aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), recebendo o registro definitivo. Pacheco lembra que a já começou a fabricar a imunização em território nacional, mas sofre com a chegada dos ingredientes importados.

A postagem do Itamaraty não menciona o ofício de Pacheco. No entanto, foi vista como uma resposta ao presidente do Senado.

Pacheco vem sendo o principal responsável por evitar a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado para investigar a atuação do governo no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

O requerimento para a abertura da comissão já conta com as assinaturas suficientes, mas a decisão final cabe exclusivamente a Pacheco. A pressão para a instalação aumentou a partir de quinta-feira, após a morte do senador Major Olímpio (PSL-SP). Ele foi o terceiro senador a morrer vítima da Covid, mas sua morte causou um impacto maior, porque era carismático e se relacionava bem com os demais.

Em uma tentativa de atuar de forma colaborativa com o governo, Pacheco também apresentou uma proposta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para uma reunião na próxima quarta-feira, que pode evoluir para um comitê de enfrentamento à pandemia, com a participação de Executivo, Legislativo, Judiciário, governadores, prefeitos e demais entes.

Bolsonaro aceitou a ideia e passou a liderar a iniciativa, convidando por telefone também os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux. Parlamentares consideram que essa reunião e o comitê podem ser a “última chance” de Bolsonaro. Caso a iniciativa fracasse, consideram inevitável a abertura da CPI e outras medidas contrárias ao governo.

Saúde autoriza mais de 2,7 mil leitos de UTI para 22 estados

AGÊNCIA BRASIL – O Ministério da Saúde autorizou mais 2,7 mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto em 22 estados para atendimento exclusivo aos pacientes graves com covid-19, em caráter excepcional e temporário. Para isso, duas portarias foram publicadas, ontem (19), em edição extra do Diário Oficial da União.blankblank

A Portaria nº 499/21 autoriza 1.280 leitos de UTI adulto para o reforço da estrutura hospitalar em mais de 50 municípios nos estados da Bahia, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo. O valor do repasse mensal será de mais de R$ 61,4 milhões.

Já a Portaria nº 501/21 autoriza a instalação de 1.499 leitos de UTI adulto em mais de 70 municípios nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal. Os recursos de custeio para essas unidades será de R$ 71,9 milhões mensais.

A autorização é a nova modalidade de apoio financeiro dada pelo Ministério da Saúde, que substituiu a habilitação de leitos. O governo federal arca com parte das despesas, mas agora o pagamento não é mais antecipado e sim mensal.

“A medida fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) e leva atendimento para a população em todo o país. Apesar de estados e municípios terem autonomia para criar e habilitar os leitos necessários, o Ministério da Saúde, em decorrência do atual cenário de emergência, disponibiliza recursos financeiros e auxílio técnico para o enfrentamento da doença. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas”, informou o ministério, em comunicado.

O pedido de autorização para o custeio dos leitos covid-19 é feito pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dessas unidades. De acordo com o Ministério da Saúde, entre os aspectos observados nas solicitações de autorização estão a curva epidemiológica do coronavírus na região, a estrutura para manutenção e funcionamento da unidade intensiva e corpo clínico para atuação em UTI.

Nessa semana, o governo já havia autorizado 1.639 leitos de UTI adulto e oito leitos de UTI pediátrica para tratamento de pacientes com covid-19. Serão atendidas 64 cidades dos estados de Goiás e São Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro destacou as medidas em publicação nas redes sociais.

SP registra 25% de mortes a mais entre negros e 11,5% entre brancos em 2020

CLAUDIA COLLUCCI – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Covid-19 foi muito mais mortífera entre pessoas negras do que entre as brancas no estado de São Paulo ao longo de 2020, quando 46,7 mil pessoas morreram em decorrência da doença no território paulista, mostra um estudo inédito da Vital Strategies com apoio do Afro-Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

Os dados colocam São Paulo, onde 40% da população é negra (preta ou parda), na liderança da desigualdade racial no país durante a pandemia de Covid-19 e extrapolam disparidades já existentes.

A análise foi feita a partir de dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde) e do sistema de informação da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais e indica que o excesso de mortes registrado no estado entre os negros (pretos e pardos) foi mais do que o dobro daquele registrado entre brancos.

O excesso de mortes é o número de óbitos superior ao que era esperado para o período levando em conta uma série histórica. A estratégia é recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para avaliar os efeitos diretos e indiretos da pandemia.

A expectativa de número de mortes entre negros e entre brancos em um ano comum difere, resultado da desigualdade social no país. Por isso, para chegar à conclusão sobre o efeito da doença, é importante observar o salto desse excesso de mortes em cada grupo.

Foi o que a equipe coordenada pela médica Fátima Marinho, pesquisadora sênior da Vital Strategies e coordenadora do estudo, fez: para os brancos, esse excesso foi de 11,5%; para os negros, o salto chegou a 25,1%. A discrepância é ainda mais drástica quando observado o excesso de mortes nas faixas mais jovens, de até 29 anos. Neste caso, o excesso de mortes entre os negros chega ao quádruplo da dos brancos.

O método considera todos os óbitos por causas não externas (acidentes, mortes violentas), independentemente da causa básica de morte. Assim, o resultado não sofre interferência da conhecida subnotificação da Covid e contempla as mortes indiretas pela pandemia, causadas, por exemplo, pela sobrecarga nos hospitais públicos e interrupção de tratamento de doenças crônicas.

A desigualdade ocorre também no nível nacional. No Brasil todo, houve um excesso de mortes de 27,8% para pretos e pardos enquanto para os brancos foi de 17,6%.

Apesar de todas as regiões terem apresentado excesso de mortes, é no Sudeste, em especial em São Paulo, e no Sul, onde aparecem as maiores taxas de desigualdades raciais.

O impacto das disparidades sociais na perda de saúde da população negra pobre é muito conhecido. Elas determinam, por exemplo, uma menor expectativa de vida comparado com a população branca, maior mortalidade infantil e mais mortes por causas evitáveis e por violência.

Várias pesquisas nacionais mostram que os negros têm mais doenças crônicas, por exemplo. Entre outros fatores, estão as condições precárias de vida e menos acesso aos serviços de saúde.

Com a pandemia, a perda de saúde dos negros foi somada à dificuldade de se fazer isolamento social, afirma Marinho.

As grandes diferenças estão nos extremos etários, nos jovens e nos idosos. “Um porque sai de casa para trabalhar, pega transporte público lotado, e outro porque não consegue ter distanciamento dentro de casa, das comunidades, e porque já perdeu muita saúde”, diz a médica.

Para a socióloga Márcia Lima, professora da USP e pesquisadora do Afro-Cebrap, núcleo de pesquisa e formação sobre a questão racial, a pandemia revela de forma mais contundente a histórica desigualdade racial. “O caminho para enfrentá-la passa pelo fortalecimento do SUS e de seus programas e o investimento nos equipamentos públicos de saúde das periferias”, diz.

Lima lembra que em 2009 houve avanço com a aprovação da política nacional da saúde população negra, fruto de uma longa batalha das ativistas negras dentro do Ministério da Saúde. “Infelizmente, no momento de avançar na implantação dessa política coincide com um governo que não toma esse debate como agenda. Pelo contrário, o desqualifica.”

O advogado Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies no Brasil, diz que em outros países, como os Estados Unidos, também ocorreram disparidades raciais na pandemia, mas há políticas públicas em curso para tentar atenuá-las –por exemplo, priorizar a vacinação dos mais vulneráveis.

“Nos EUA, há uma busca ativa e comunicada desses grupos, com esquemas diferentes de vacinação, locais e horários”, afirma.

No Reino Unido, ocorre o mesmo. “Foram identificadas as áreas mais vulneráveis e os mais vulneráveis dentro delas. O critério não é só idade”, reforça Marinho.

Segundo Lima, a vulnerabilidade está associada às necessidades de circulação para chegar ao trabalho, à situação das pessoas que vivem em áreas com menos estrutura domiciliar, às condições da população de rua e outros grupos que não têm recursos para uma proteção mínima contra a Covid-19.

Para Marinho, o Brasil deveria estar olhando para isso também em vez de priorizar apenas a faixa etária. “O idoso que mora no Morumbi e o idoso que mora em Paraisópolis não são iguais. Se não olharmos para isso, vamos proteger quem já está protegido.”

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde diz que o governo paulista incluiu os quilombolas, que integram parte da população preta e parda, na primeira fase do Plano Estadual de Imunização (PEI) contra Covid-19 e cerca de 10 mil doses foram aplicadas especificamente neste grupo.

“A decisão foi diferenciada do Ministério da Saúde, que optou por não incluir esse público entre os grupos desta primeira fase da campanha nacional, justamente porque o estado prioriza a vacinação dos grupos mais vulneráveis em seu plano”, diz a nota.

Jogos Olímpicos de Tóquio não terão público estrangeiro, dizem organizadores

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Torcedores de outros países não poderão assistir às Olimpíadas de Tóquio, que acontecerão entre 23 de julho e 8 de agosto deste ano, devido aos riscos sanitários ligados à Covid-19, anunciaram os organizadores neste sábado (20).

“A fim de esclarecer a situação para aqueles que compraram ingressos e que moram no exterior e permitir que possam ajustar seus planos de viagem neste momento, as partes do lado japonês concluíram que essas pessoas não poderão entrar no Japão durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos”, afirmaram os organizadores em um comunicado.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paraolímpico Internacional (CCI) “respeitam e aceitam plenamente essa conclusão”, acrescenta o texto.

Cerca de 600 mil ingressos das Olimpíadas comprados por residentes do exterior serão reembolsados, assim como outros 300 mil ingressos das Paraolimpíadas, disse Toshiro Muto, presidente-executivo do comitê organizador de Tóquio-2020, em entrevista coletiva. O dirigente afirmou que os custos de cancelamento de hotéis não serão ressarcidos.

Muto se recusou a declarar quanto o reembolso custará. Os detalhes da devolução do valor dos ingressos deverão ser divulgados em breve.

O veto de estrangeiros nas Olimpíadas de Tóquio é um fato histórico. “Nunca aconteceu de espectadores estrangeiros serem proibidos de entrar no país-sede dos Jogos, nem mesmo durante a gripe espanhola em Antuérpia em 1920”, afirma Jean-Loup Chappelet, professor emérito da Universidade de Lausanne (Suíça) e especialista em Jogos Olímpicos.

A Folha mostrou em janeiro que entre brasileiros que compraram ingresso para Tóquio o receio de não conseguir assistir aos Jogos é grande, e há inclusive quem entenda que, excepcionalmente, a Olimpíada deva ser apenas para os atletas.

Na segunda-feira (8), uma pesquisa do jornal japonês Yomiori Shimbune apontou que apenas 18% dos entrevistados eram favoráveis ao país receber estrangeiros no evento, enquanto 77% eram contrários. Sobre haver público ou não, seja de onde for, 48% defendeu que as arquibancadas devem ficar totalmente vazias, enquanto 45% afirmou ser possível haver plateia.

A Olimpíada de Tóquio foi adiada de 2020 em razão da pandemia do coronavírus. Como a situação mundial ainda não parece próxima de estar controlada, uma série de medidas foram divulgadas com relação aos atletas pelos organizadores.

Eles serão testados frequentemente, ficarão em uma “bolha” e não poderão viajar a turismo durante o evento.

Recentemente, houve uma troca de comando no comitê organizador. Após fazer comentários machistas, Yoshiro Mori renunciou ao cargo de presidente. Seiko Hashimoto, 56, ex-atleta que competiu em sete Olimpíadas, assumiu em seu lugar.

Jornal Cidade RC
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