Reformada, Unidade de Saúde de Iracemápolis volta a atender na segunda, 12

A partir de segunda-feira (12), a Unidade de Saúde da Família Ângelo Arlindo Lobo volta a atender a população de Iracemápolis. O espaço foi reformado e reabre as portas para os atendimentos.

A prefeita Nelita Michel e o vice-prefeito Chicão Rossetti, estiveram no espaço e foram recebidos pelo coordenador de Saúde Juvenal Bapistella Chiochetti e pela equipe que atuará no local.

A prefeita destacou a atuação da equipe da Saúde e desejou um excelente recomeço dos atendimentos. “O que posso pedir é que continuem a fazer aquilo que vocês já tem feito, que é acolher as pessoas com amor e carinho. Agradeço imensamente todo trabalho que nossa equipe da Saúde tem feito nesse momento de pandemia”, cita.

A obra foi iniciada em meados de 2020 e chegou a ser interrompida no mesmo ano. Em dezembro, o serviço foi retomado e, agora, finalizado. Segundo o coordenador de Saúde, entre as melhorias estão: pintura, reforma no teto, paredes e chão com troca de todo piso. A recepção foi renovada e foi feito cabeamento de internet.

O vice-prefeito também valorizou a toda equipe de profissionais. “Agradeço à nossa equipe pelo cuidado que vocês têm com nossas famílias e com as famílias de Iracemápolis”, disse Chicão.

O presidente da Câmara Jean Ferreira também esteve no local, assim como os vereadores Ralf Silva, Gesiel Alves, Valdenito Almeida, Carlos Eduardo de Sousa, o Payuka, e Alailson Gonçalves Rios.

Representando a todos os vereadores, Jean, também agradeceu aos esforços de toda equipe da saúde neste momento e ressaltou a importância desse trabalho para toda população.

O casal Paulo Giovani Lima e Patrícia Lima, da Comunidade Ágape também participou. Ao final, a prefeita solicitou que Paulo conduzisse uma oração por toda equipe e pacientes que passarem pelo local.

Endereço da unidade Rua João de Souza Barreto, 555 – Centro.

População não deve ir ao pronto socorro da Av. 15

A pandemia de Covid-19 causou problemas no fluxo de atendimento do Pronto Socorro Municipal Integrado (PSMI), em Rio Claro.

Como é grande o número de pessoas infectadas pelo coronavírus no pronto atendimento do Cervezão e com sintomas gripais na UPA do Bairro do Estádio, a população de Rio Claro tem procurado atendimento médico no PSMI, localizado na Avenida 15, ao lado da Santa Casa.

 “São pessoas que não têm encaminhamento de outra unidade de saúde e, portanto, não deveriam ir ao PSMI”, explica o médico Rafael Garcia, responsável pelo setor de urgência e emergência da rede pública, acrescentando que “o pronto socorro da 15 é porta fechada, ou seja, é referência para atender apenas pacientes que vêm de outra unidade”.

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro é para que as pessoas com sintomas gripais se dirijam ao Cervezão. As que apresentam quadro de urgência ou emergência sem sintomas de Covid devem ir à UPA do Bairro do Estádio e para quem tiver sintomas leves, relacionados ou não à Covid, a orientação é que procure as unidades de saúde da família ou as unidades básicas de saúde.

Jovens na UTI já são maioria e necessidade de ventilação mecânica bate recorde

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pela primeira vez desde o início da pandemia da Covid-19, as internações em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) de pessoas com menos de 40 anos são maioria absoluta.


Houve ainda um salto expressivo no número de pacientes graves com necessidade de ventilação mecânica e que não apresentam nenhuma comorbidade (como obesidade ou diabetes).


Os dados sugerem não apenas uma mudança do perfil dos doentes que necessitam de UTI, mas um agravamento do quadro geral dos pacientes em relação aos meses anteriores.


Em março, 52,2% das internações nas UTIs do Brasil se deram para pessoas até 40 anos; e o total de pacientes que necessitaram de ventilação mecânica atingiu 58,1%.

Ambas as taxas são recordes, segundo dados da plataforma UTIs Brasileiras, da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira).

No caso da necessidade de aparelhos de ventilação, houve salto de quase 40% em relação ao patamar do final do ano passado.

Entre setembro de 2020 e fevereiro deste ano, o total de internados em UTIs que necessitavam desse tipo de equipamento variou entre 42% e 48%.


Já os pacientes graves sem comorbidades que agora acabam na UTI são praticamente 1/3 do total –até fevereiro os doentes graves sem condições adversas prévias eram 1/4 dos casos.


O novo marco da epidemia no Brasil sugere pelo menos três conclusões, segundo Ederlon Rezende, coordenador da plataforma UTIs Brasileiras e ex-presidente da Amib:

1) as novas variantes do vírus devem ser mais agressivas; 2) a falta de cuidado de parcelas da população pode estar afetando sobretudo os mais jovens; e 3) a imunização dos mais velhos tem ajudado a conter os casos graves entre os idosos.

Segundo a pesquisa, antes de os jovens serem a maioria dos internados nas UTIs em março, entre dezembro de 2020 e fevereiro último os até 40 anos representavam 44,5% do total -percentual quase idêntico ao de setembro a novembro.
De lá para cá, o aumento das internações nessa faixa mais jovem foi de 16,5%.


Como a imensa maioria dos brasileiros tem menos de 40 anos, o incremento, embora possa parecer modesto, engloba milhões de pessoas. A tendência sugere ainda que há espaço para um agravamento da situação.


No mesmo período de comparação (e na contramão), as internações de pessoas acima de 80 anos despencaram 42%. Elas representam agora apenas 7,8% do total, pouco mais da metade do que vinha sendo registrado anteriormente.
Na faixa de idades intermediárias, as internações em UTI permaneceram mais ou menos no mesmo patamar, somando cerca de 40% do total.

O levantamento da Amib é feito a partir de uma amostra expressiva, englobando 20.865 leitos de UTI no país, o que representa cerca de 25% de todas as unidades, sendo 2/3 privadas e 1/3 públicas.

“Embora os dados mostrem que a vacina pode estar tendo o efeito esperado entre os mais velhos já imunizados, eles também revelam que, ao se acharem imbatíveis, os jovens, muitos sem qualquer comorbidade, são agora as maiores vítimas da epidemia”, afirma Rezende.


Além de estarem se expondo mais em baladas e reuniões, há levantamentos e relatos de médicos na linha de frente dando conta de que os mais jovens, quando na UTI, ocupam por mais tempo os leitos -diminuindo o giro de vagas e contribuindo para saturar o sistema, como tem-se visto.


Com as novas variantes do vírus (como a P1), no entanto, não só as festas, frequentemente apontadas como as principais vilãs, podem estar por trás do aumento da infecção entre os mais jovens.
Com o fim do auxílio emergencial pago em 2020 (e que voltou só em abril e em proporção muito menor), muitas pessoas foram obrigadas a circular novamente atrás de alguma renda, sobretudo os informais -cerca de 34 milhões de pessoas, ou quase 40% da força de trabalho.
Em 2020, o auxílio emergencial foi pago entre abril e dezembro (R$ 600 ao mês a 66 milhões de pessoas) e foram empregados R$ 293 bilhões. A nova rodada (R$ 250 a 45,6 milhões) está prevista para durar apenas quatro meses e somar R$ 44 bilhões -15% do valor do ano passado.
No final de 2020, o contingente de informais na economia ainda era de 4,7 milhões de pessoas a menos do que um ano antes. Isso pode ser explicado porque, em função do auxílio emergencial robusto, muitos não estavam precisando sair de casa atrás de alguma renda.
Neste começo de 2021, isso mudou dramaticamente, levando milhares de informais a circularem novamente no pior momento da epidemia no Brasil.

Redes sociais de Gugu Liberato viram plataforma para disseminar boas notícias

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As redes sociais de Gugu Liberato (1959-2019) vão ganhar um novo impulso a partir do sábado (10), quando o apresentador completaria 62 anos. A assessoria de imprensa da família do apresentador anunciou que, a partir desse dia, elas passam a formar a Rede Gugu de Boas Notícias.


De acordo com o material de divulgação, elas se transformação em uma plataforma dedicada exclusivamente a disseminar informações positivas e bons exemplos, tanto do Brasil quanto do mundo. A iniciativa vai abranger os perfis de Gugu no Instagram, no Facebook e no Twitter.


A ideia é que, diariamente, serão compartilhadas “histórias transformadoras, iniciativas em prol de um mundo melhor, indicação de lugares, livros, filmes, ações inspiradoras e informações em áreas como saúde, vida saudável, sustentabilidade, educação e projetos voltados para a conscientização da humanidade”.


O projeto conta com a participação dos filhos de Gugu: João Augusto, Marina e Sofia Liberato. A curadoria ficará por conta da jornalista Esther Rocha, que acompanhou o apresentador durante boa parte de sua carreira. “Este é nosso presente de aniversário para essa pessoa tão querida que tanta falta nos faz”, dizem os colaboradores.


Gugu Liberato morreu no dia 10 de novembro de 2019. Ele foi vítima de um acidente na mansão em que morava em Orlando, nos Estados Unidos.

Em meio à pandemia, faltam remédios também para outras doenças

PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A pandemia potencializou um problema antigo no país. Faltam medicamentos para várias doenças, seja por problemas que envolvem o Ministério da Saúde ou diretamente os laboratórios.
A socióloga Márcia de Souza Medeiros, 60, de Porto Alegre, tem artrite reumatoide e conseguiu pelo convênio médico o tratamento com actemra (tocilizumabe).


Dias atrás, Medeiros foi comunicada de que será necessário trocar a medicação. Mesmo sem comprovação científica, o actemra está sendo utilizado em pacientes com complicações respiratórias graves em decorrência da Covid-19.
“É uma suspensão sem prazo. O que a médica falou é que irei substituir um medicamento que estava dando certo por outro, com resultados imprevisíveis”, afirma Medeiros.


Em nota, a Roche Farma Brasil, fabricante do actemra, disse que em 23 de dezembro de 2020 comunicou proativamente, à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre esse aumento de demanda e a consequente possível falta das apresentações de 80 mg IV e 200 mg IV do produto no mercado brasileiro.


Em 31 de março de 2021, a empresa efetuou uma nova notificação à agência, alertando também sobre a escassez da apresentação subcutânea. É importante ressaltar que o medicamento é comercializado apenas para instituições qualificadas como pessoas jurídicas, habilitadas e responsáveis pela distribuição aos pacientes, mas não é possível rastrear para qual tratamento específico o produto é direcionado.


A Roche afirmou que “trabalha com alta prioridade e urgência junto à sua equipe global para aumentar a capacidade de produção e mitigar o desabastecimento de actemra”.


Etanercepte, para prevenir o agravamento de doenças reumáticas, como artrite, psoríase e artrite psoriática, é outro remédio que está em falta.


Uma paciente que preferiu não se identificar utiliza o etanercepte para tratar psoríase e artrite psoriática.
No dia 25 de março, esteve na farmácia de alto custo Várzea do Carmo, no Cambuci, região central da cidade, e foi informada de que o Ministério da Saúde não distribuiu mais o medicamento e nem deu explicações. Uma caixa de etanercepte custa ao consumidor final R$ 9.000, em média.


Em nota, o ministério afirmou que entregou à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo 85.564 unidades de etanercepte 50 mg, suficientes para a demanda do primeiro semestre de 2021.

Pacientes com mieloma múltiplo e indicativo de transplante de medula óssea sofrem os impactos da falta do quimioterápico melfalano (alkeran).


“Essa medicação entra numa fase do transplante de medula óssea chamada condicionamento, em que a gente prepara a medula para receber a célula do transplante. Em algumas doenças, como o mieloma múltiplo, o condicionamento só é feito com melfalano. Não existe nada que substitua, no mundo inteiro”, explica Fernando Barroso, diretor da Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea.

De acordo com Barroso, há filas grandes de pacientes com mieloma em todo o Brasil. No Hospital Universitário Walter Cantídio, ligado à Universidade Federal do Ceará, há em torno de 45 pacientes aguardando transplante.


“Essa medicação funciona como consolidação do tratamento. Na falta, a recomendação seria retardar o transplante, mas não tem como fazer. Não tem mágica”, afirma.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer no sangue, que tem início na medula óssea, sendo mais frequente em pessoas com 50 anos ou mais. A doença não tem cura. Este é um dos tipos de câncer com maior taxa de letalidade.
O transplante de medula óssea é a melhor alternativa para garantir uma melhora da condição dos pacientes.
Em 2020, foram realizados 1.927 transplantes de medula óssea autólogos, dos quais 70% para mieloma múltiplo, o que equivale a um total de 1.349 casos.

Neste tipo de transplante, as células-tronco do paciente são removidas antes da administração da quimioterapia ou radioterapia de alta dose e armazenadas. Após o procedimento, as células colhidas são infundidas no paciente.
Com base nos indicadores do último ano, a estimativa da demanda por melfalano seria de 5.396 frascos do medicamento. Em média, são utilizadas quatro unidades por pessoa.


A Aspen Pharma, responsável pela distribuição do fármaco, disse que as restrições no abastecimento, ocorridas em fevereiro e março deste ano, ocorreram devido à transferência do produto para um novo local de fabricação, e que o processo de transferência e desabastecimento temporário foi comunicado às autoridades sanitárias com um ano de antecedência.


Segundo a companhia farmacêutica, a distribuição do medicamento foi reiniciada nesta terça-feira (6).

Nova Lei do Gás é sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a  Nova Lei do Gás, que visa aumentar a concorrência no mercado de gás natural, limitar a participação da Petrobras no setor e diminuir o preço do combustível. Em entrevista à rádio Jovem Pan News de Rio Claro, Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASPACER (Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento) comenta sobre a mobilização política que foi necessária na região para conseguir aprovação.

Profissionais da educação de RC começam a ser vacinados contra a Covid na segunda, 12

A vacinação contra a Covid-19 para os profissionais da área da educação começam na segunda-feira (12) em Rio Claro. 

O cronograma municipal estabelece vacinar, neste primeiro dia, os profissionais das redes pública e particular de ensino com idade entre 47 e 49 anos que atuam na educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

A vacinação deste grupo será exclusivamente nos pontos de vacinação que funcionam no Centro Cultural e na Faculdade Anhanguera.

Nos pontos de drive-thru serão vacinados exclusivamente os idosos. “O fluxo de vacinação foi definido de maneira a otimizar a estratégia de acordo com as principais necessidades de cada grupo vacinado”, observa Giulia Puttomatti, secretária de Saúde. De acordo com a secretária municipal de Educação, Valéria Velis, a vacinação destes profissionais representa um importante avanço nas medidas preventivas para quando houver retorno das aulas presenciais.

Antes de procurar o posto de vacinação, o profissional de educação acessa o site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao para ter o seu pré-cadastro, que passa por um processo de análise da Secretaria Municipal da Educação e precisa ser validado pela escola onde trabalhar, conforme critérios definidos pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O profissional recebe, então, em seu email o Comprovante Vacina Já Educação. Este documento comprova a elegibilidade para a vacinação e terá um QRCode para verificação de autenticidade.

“Para ser vacinado é obrigatória a apresentação de RG, CPF e comprovante com QRCode validado pelo site Vacina Já Educação”, destaca Valeska Canhamero, chefe de divisão da Vigilância Epidemiológica. Caso o usuário não apresente o Comprovante Vacina Já Educação ou o seu número de CPF não conste no comprovante apresentado, o profissional não poderá ser imunizado.

Na terça-feira (13) será realizada a vacinação dos profissionais de educação com idade entre 50 e 53 anos e na quarta-feira (14) será a vez dos profissionais com 54 anos ou mais. Na quinta e sexta-feira serão vacinados os profissionais que não puderam comparecer anteriormente. O Centro Cultural fica na Rua 2, 2.880, Vila Operária, e a Faculdade Anhanguera na Avenida 39 com a Rua 22, Bairro do Estádio.

Segundo determinado pelo governo estadual podem ser vacinados os seguintes profissionais da área de educação: auxiliares de serviços gerais; cuidadores ou intérpretes de Libras; diretores de escola; faxineiros; inspetores de alunos; merendeiros; assistentes de alfabetização (monitores); coordenadores pedagógicos; professores de educação infantil, educação básica e ensino médio; secretários da escola; supervisores de ensino; e vice-diretores de escola.

VÍDEO: ‘Marcha da Família’ acontece neste domingo em Rio Claro

A principal bandeira do movimento é a volta de celebrações de cultos e missas presenciais. Atos acontecem neste domingo (11) em todo o Brasil e em Rio Claro contará com a adesão do movimento nas ruas. Em entrevista à rádio Jovem Pan News de Rio Claro, Luiz Jardim explica as demais reivindicações e como será a carreata amanhã em RC. A carreata sairá do Aeroclube às 10h.

Na prisão, vereador Jairinho passa mal e mãe de garoto Henry chora

ANA LUIZA ALBUQUERQUE E CATIA SEABRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade), 43, já recebeu atendimento médico pelo menos duas vezes após sentir-se mal.


Por protocolo de segurança, Jairinho teve que ser atendido no ambulatório médico da unidade em que está preso. Suspeito de ter espancado e matado o enteado Henry Borel, 4, o vereador não foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do interior do complexo porque havia o risco de que ele fosse agredido por outros detentos.
Isolado em uma cela, Jairinho tem repetido que é inocente e que o menino foi vítima de uma queda. Ele reproduz a tese de sua defesa, de que acidentes domésticos similares já aconteceram.


A mãe de Henry, Monique Medeiros, 32, encaminhada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, presídio feminino em Niterói (RJ), tem chorado copiosamente, segundo fonte ouvida pela reportagem. Também sozinha na cela, ela pede atenção e grita dizendo que quer falar com as pessoas.


Monique e Jairinho foram presos temporariamente na quinta-feira (8), sob suspeita de homicídio qualificado, após decisão judicial favorável a representação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O órgão pediu a prisão por 30 dias, já que o crime é considerado hediondo.


Ambos estão isolados por questão de segurança, diante do risco de serem agredidos por outros detentos, e em função da quarentena de 14 dias, devido à pandemia da Covid-19.


No pedido, o promotor Marcos Kac diz que a prisão é necessária para possibilitar o aprofundamento das investigações policiais. Jairinho e Monique são suspeitos de tentar atrapalhar a apuração sobre a morte de Henry.


Um mês antes da morte do menino, a babá Thayná Ferreira, 25, relatou a Monique que Henry estava sendo agredido pelo padrasto. À polícia, no entanto, ela disse que nunca notou nada de anormal na relação entre o casal e o menino.
O delegado Henrique Damasceno defende que a versão falsa contada à polícia pela babá é um dos indícios que demonstram que o casal tentou interferir nas investigações.


Tanto a babá quanto a faxineira Leila Rosângela Mattos, 57, tiveram um encontro com o advogado do casal dias antes de prestarem depoimento à polícia. Elas mesmas contaram que a irmã de Jairinho pediu que elas fossem ao escritório de André França Barreto no dia 18 de março.


Um motorista passou para pegá-las e, chegando lá, elas falaram com ele separadamente. Ambas relatam aos investigadores que ele perguntou sobre a rotina e a relação da família. Segundo Thayná, o advogado disse que ela seria intimada e que era “para ela dizer somente a verdade”.

Celso Zucatelli diz que teve medo de morrer e que fé o ajudou contra Covid

KARINA MATIAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dia antes de receber o diagnóstico positivo para o novo coronavírus, o apresentador Celso Zucatelli, 48, pedalou 40 km na ciclovia da marginal Pinheiros, em São Paulo. Agora, após ficar dez dias internado para tratar a doença, e com certa dificuldade para subir a escada de casa, ele se dedica diariamente a três horas de fisioterapia (divididas entre manhã e noite) para recuperar o fôlego e a capacidade pulmonar.


A prática constante de exercícios físicos e a alimentação saudável, afirma ele, não lhe pouparam de apresentar complicações da Covid-19. “É importante que as pessoas entendam que essa doença mata. E ela mata não apenas quem tem comorbidade, quem tem outras doenças, ela pode matar quem está saudável, ela leva para o hospital quem está saudável”, diz Zucatelli em entrevista à reportagem.


“Eu sou um cara que faço esporte todos os dias, que sou super cuidadoso com a alimentação. Tenho uma horta em casa para as minhas coisinhas. E eu peguei e fui parar no hospital”, acrescenta. Ele foi o terceiro apresentador da Record, em São Paulo, a contrair Covid. Geraldo Luís e César Filho tiveram quadros graves da doença, mas se recuperaram.


Zucatelli ficou internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, considerado um dos melhores do país. Recebeu alta no 31 de março, mas segue o tratamento em casa. Além da fisioterapia, ele faz sessões de fonoaudiologia e exercícios para voltar a sentir o cheiro dos alimentos -perda do olfato foi um dos sintomas que teve da doença. Foi na madrugada de 22 de março, após descobrir estar infectado, que Zucatelli piorou. Ele diz que acordou com um gosto “muito ruim na boca”. Se levantou para escovar os dentes e sentiu um cansaço extremo. De modo a evitar um desmaio, deitou no chão e pediu ajuda para a mulher, Ana Claudia Duarte.


Com um oxímetro em casa, o apresentador verificou que a oxigenação estava abaixo dos 90. Decidiu, então, seguir para o hospital. Os médicos recomendaram a internação. Inicialmente, Zucatelli conta que não queria, porque já se sentia melhor.


“Mas foi a decisão mais acertada, porque depois do sétimo dia, eu piorei. A oxigenação caiu muito e a falta de ar aumentou. Não foi uma falta de ar que chegou a me desesperar, mas eu tinha dificuldade de respirar, tanto que eu tive que usar o oxigênio”, afirma.

O jornalista da Record diz que seus principais sintomas foram febre constante e muita tosse. O gosto ruim na boca, ele conta ter descoberto depois, era resultado de uma inflamação no fígado. Algo que o preocupou.


Zucatelli não teve perda de consciência em nenhum momento nem precisou ser levado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). “Quando os exames pioraram, eu senti muito medo. A gente tem medo de morrer sim, eu perdi amigos para a Covid, da minha idade. É uma doença terrível. Uma montanha-russa, num dia você está bem, no outro, está muito mal.”


O apresentador diz que ter fé o ajudou muito. “Nessas horas, temos a certeza de uma força maior, a gente tem certeza que Deus existe. Eu sempre tive, mas nesses momentos, temos ainda mais certeza e nos apegamos ainda mais. É um combustível fundamental.”


Zucatelli destaca que as orações e mensagens carinhosas dos amigos, parentes e fãs foram fundamentais para sua recuperação, assim como o apoio da mulher, também diagnosticada com a doença, mas que teve um quadro mais leve, e o acompanhou durante todo o período da internação. “Foi muito importante receber esse apoio, essa corrente de oração me fez muito bem.”


O apresentador diz não saber onde foi infectado. Ele relata que era muito cuidadoso, só saia para trabalhar na Record, e usava máscara o tempo inteiro. Trocou a academia e a natação pela bicicleta, prática que poderia fazer sozinho.
“Sou o louco do álcool em gel, e não tiro a máscara por nada. Não sei te falar de onde peguei”, diz. Durante o tratamento e até hoje, Zucatelli complementa que escolheu se desconectar das notícias sobre a pandemia no Brasil para não ficar ainda mais aflito -o Brasil está em um momento crítico com números altíssimos de mortes e novos casos da doença.

Mesmo recuperado, ele afirma ainda ter dificuldades para subir a escada de casa por causa da fraqueza. “O cansaço está diminuindo, agora, eu vejo uma evolução real.” Planeja voltar ao trabalho na emissora na próxima semana, assim que o médico liberar.


No início deste ano, Zucatelli foi deslocado do jornalismo da Record para a área de entretenimento. Ele vai ganhar um programa, mas ainda não pode dar detalhes sobre o assunto. Enquanto isso, virou uma espécie de curinga na casa, cobrindo as ausências de outros profissionais. Substituiu César Filho no matutino Hoje em Dia, quando o apresentador teve Covid, por exemplo.


“Eu cobri essa pandemia desde o primeiro dia, eu considero uma missão trabalhar numa situação como essa. Se a gente não levar informação para as pessoas, esses números vão ser ainda maiores. Se não fizéssemos isso, estaria ainda pior. Com toda essa situação, tem gente que ainda desrespeita, que vai para a balada, que vai em festa clandestina e que não respeita o próximo”, desabafa.

“Até tomarmos a vacina, aumente os seus cuidados, reforce os seus cuidados, porque essa é uma doença muito perigosa”, acrescenta.

Marido de Ivete Sangalo é criticado ao dizer que família pegou Covid da cozinheira

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O nutricionista Daniel Cady, 35, marido da cantora Ivete Sangalo, 48, participou de uma live com a atriz Regina Casé, 67, e revelou que ele e a família já tiveram Covid-19. Na conversa, realizada na última quarta-feira (7), ele disse que todos tiveram sintomas leves e já cumpriram o período de isolamento.


Nas redes sociais, no entanto, o relato de Cady acabou sendo muito criticado. Primeiro porque ele afirmou que, após contrair a doença, a família estaria “meio vacinada”, o que não é verdade já que é possível a recontaminação, e por dizer que a doença “chegou por uma funcionária, uma cozinheira”.


“Quando a elite se pronuncia é para isso”, criticou um internauta no Twitter. “Que patético colocar a culpa na empregada que nem deveria estar trabalhando”, comentou outro. “Esse relato do marido da Ivete Sangalo é absurdo em tantos níveis…”, disse mais um.


No bate-papo, o nutricionista afirma ter vontade de conhecer o sítio de Regina Casé. A atriz diz que ele pode visitá-la, mas apenas se ficar cinco dias trancado em casa e fizer um teste de Covid. Foi aí que Cady revelou a contaminação da família.


“Todos nós já pegamos Covid aqui em casa, mas graças a Deus foram só sintomas leves. Marcelinho, eu, Ivete, todo mundo. Graças a Deus não teve nada. Estamos todos meio que vacinados agora, mas com o cuidado redobrado”, afirmou.


Ele ainda continuou: “Estávamos meio entocados. A Covid chegou por uma funcionária, uma cozinheira. O que a gente pode fazer a gente fez. Mas esse lance de o funcionário passar uma semana aqui e folgar… Enfim, ela acabou trazendo para cá, mas está tudo bem.”

Cady afirmou que todos estão mantendo o isolamento social, mas também estão “mais tranquilos para sair de casa”, afirmação que também foi atacada por internautas. Casados desde 2011, Cady e Ivete têm três filhos: Marcelo, 11, e as gêmeas Marina e Helena, 3.

VÍDEO: Santa Casa reverte primeiro caso de criança entubada com Covid

O primeiro caso de criança entubada por complicações respiratórias causadas pelo Covid, terminou bem na Santa Casa de Rio Claro. A menina de apenas 10 anos, teve alta nessa sexta-feira, 9 de abril e vai comemorar o aniversário em casa. “Comemorar o aniversário, depois de tudo o que passamos é como se ela tivesse nascido de novo”, diz a mãe Maria Simone de Souza, de 38 anos.

Gabriela Paula de Souza, de apenas 10 anos deu entrada na Santa Casa no dia 28 de março com complicações respiratórias. No início do mês, o filho mais velho apresentou os primeiros sintomas. Ele foi separado da família, mas logo em seguida a irmã, cunhado, sobrinha, marido, além da própria mãe, testaram positivo, quase todos aos mesmo tempo. “No dia 23 eu fui ao médico, porque estava com os sintomas da doença e já na volta para casa, ela reclamou de dor de cabeça e cansaço”.

Os primeiros tratamentos foram feitos em Corumbataí, município onde a família reside. Mas, a febre alta persistiu até que foi detectado que a saturação da menina já estava baixa e ela foi transferida para a Santa Casa de Rio Claro. Dois dias depois, o quadro de Gabriela apresentou piora e ela foi encaminha para a UTI. “Quando ela chegou aqui o quadro já era grave. Tentamos fazer a ventilação não invasiva, mas, ela teve que ser entubada e chegou a ficar em posição de Prona, que é aquela de barriga para baixo, pra melhorar a oxigenação dos tecidos”, conta Dr. Sérgio Pimenta Terra Junior, médico do setor Covid da Santa Casa.

A mãe recebeu a notícia por telefone. Mesmo curada da doença, ela apresentava cansaço e o acompanhamento da menina foi feito pelo pai. “Quando ele me ligou contando que ela iria para a UTI, meu mundo caiu. Eu só pensava na minha menininha, na minha princesa, tão pequena ainda, com tanta coisa pra viver, tive medo que ela não voltasse”, conta Simone, emocionada.

Mas, felizmente, uma semana após o início do tratamento intensivo Gabriela estava curada. “Um milagre de Deus e desses profissionais da Santa Casa. Meu coração doía cada vez que eu ia embora, mas, eu sabia que ela estava sendo bem cuidada”, lembra.

Durante o período de internação na UTI, Simone levava áudios da família para que a filha escutasse. “Ela respondia com movimentos leves, eu sabia que ela estava escutando”. A mãe tinha razão, quando acordou, Gabriela se lembrava de ter ouvido a avó e as tias. “Eu achei que tivesse sonhado”, conta a menina.

De malas prontas pra voltar para casa, Gabriela se despede da equipe da Santa Casa, que se emociona com mais uma história de superação e cura, mas, faz um alerta importante para os pais. “Casos de complicação em crianças são mais incomuns, mas, podem acontecer. Também é fundamental ficar atento a alimentação para que a criança se mantenha saudável e dentro do peso ideal para cada idade. Sabemos que a obesidade é uma comorbidade que pode agravar os casos de Covid, então, recomendamos atenção redobrada com a saúde em todos os aspectos”, orienta Dr. Sérgio.

Agora, Gabriela só pensa em voltar para casa, mas, com a  inteligência e perspicácia própria da sua idade, a primeira atividade que ele pretende fazer ao retornar é gravar um vídeo contando os dias que passou no hospital e orientando para os cuidados básicos com a saúde.

Jornal Cidade RC
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