Segundo IBGE, 4,3 milhões de estudantes brasileiros entraram na pandemia sem acesso à internet

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Ao fim de 2019, 4,3 milhões de estudantes brasileiros não tinham acesso à internet, seja por falta de dinheiro para contratar o serviço ou comprar um aparelho seja por indisponibilidade do serviço nas regiões onde viviam.


Destes, 4,1 milhões estudavam na rede pública de ensino, informou nesta quarta (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A estatística reforça os efeitos da desigualdade na educação com escolas fechadas durante a pandemia.


Pesquisa divulgada em março apontou que o acesso à internet e problemas de infraestrutura das escolas são os maiores entraves para o retorno às aulas neste ano: 49% das secretarias municipais de Educação indicaram altos graus de dificuldade com relação a acesso á internet.


Os entraves de acesso a internet e a computadores são vistos como alguns dos motivos para a falta de participação de alunos nas atividades em 2020. Na rede pública estadual de São Paulo, por exemplo, cerca de 91 mil alunos não acompanharam as aulas remotas nem entregaram nenhuma atividade letiva no ano.


A pesquisa do IBGE traz dados do quarto trimestre de 2019, mas mostra que a desigualdade na utilização da internet era grande antes do início da pandemia, com grandes variações não só no acesso ao serviço, mas na qualidade do serviço e na posse de equipamentos adequados para assistir as aulas.


“A questão do aparelho ser caro e do serviço ser caro é um problema, mas é um problema ainda maior para o estudante da rede pública”, diz a pesquisadora do IBGE Alessandra Brito, frisando que enquanto 99,5% dos brasileiros acessam a internet pelo celular, apenas 45,1% o fazem por computadores.


Segundo a pesquisa, embora 78,3% da população e 82,7% dos domicílios brasileiros tivessem acesso à internet no fim de 2019, a cobertura variava muito entre regiões, faixas de renda e tipo de escola frequentada.


Considerando apenas municípios da zona rural, por exemplo, a taxa de cobertura de internet é de 55,6% dos domicílios. No Norte do país, apenas 38,4% das residências da área rural tinham acesso à internet. No Nordeste, a taxa é de 51,9%.


Segundo o IBGE, as principais razões para a falta de internet são o preço do serviço (citado em 21,4% dos domicílios da zona rural), a falta de conhecimento sobre como usar o serviço (21,4%) e a indisponibilidade do serviço (19,2%).
O custo para ter internet também é o problema principal para estudantes, seguido pelo custo para adquirir um equipamento eletrônico para utilizar o serviço. No país, a renda per capita média dos domicílios com acesso à internet (R$ 1.527) era o dobro daquela verificada nas residências sem o serviço (R$ 728).


A velocidade do serviço é outro problema: 22,1% dos domicílios brasileiros não tinham acesso a banda larga fixa no fim de 2019, ficando dependentes dos serviços de banda larga móvel. Ainda assim, 18,8% deles não conseguiam acessar esse tipo de serviço.


E, mesmo com o serviço, a desigualdade no acesso a equipamentos prejudica mais os alunos da rede pública. Entre estes, apenas 64,8% tinham celular, enquanto a taxa de cobertura entre os estudantes da rede privada era de 92,6%.
Na região Norte, a diferença é muito maior: a taxa de cobertura na rede pública (47,5%) equivale quase à metade da verificada na rede privada (89,3%).


A disparidade no acesso a microcomputadores entre estudantes é ainda mais elevada. Enquanto na rede privada 81,8% dos estudantes acessavam a internet usando esse tipo de aparelho, na rede pública a taxa era de apenas 43%.
No uso de tablet, a diferença chega a quase três vezes: 23,1% dos estudantes da rede privada usavam o dispositivo, contra apenas 8,5% daqueles que estudam em escola pública.


Como os dados foram coletados antes da pandemia, não consideram a explosão de vendas de aparelhos eletrônicos detectada por outras pesquisas do instituto em 2020, resultado de uma mudança no padrão de consumo dos brasileiros após o início das medidas de isolamento.


Com a redução dos gastos em serviços, como restaurantes e lazer, os consumidores direcionaram parcela maior de seu orçamento para compras de bens. A distribuição de auxílio emergencial entre o segundo e o terceiro trimestre de 2020 ajudou famílias de renda mais baixa a participar desse movimento.


Pesquisa sobre as vendas no comércio divulgada nesta terça (13) pelo IBGE mostra, por exemplo, que o segmento de móveis e eletrodomésticos é um dos poucos que vendeu em fevereiro de 2020 um volume maior do que o verificado em fevereiro de 2019, um mês antes do início da pandemia.

A pesquisadora do IBGE diz, porém, que ainda não é possível saber se esse movimento ajudou a equipar as famílias de renda mais baixa para se adequar ao ensino à distância. “Pode ter exacerbado essas diferenças”, comenta ela.
No geral, o acesso à internet entre os brasileiros vem crescendo seguidamente desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2016. Naquele ano, 64,7% dos brasileiros tinham acesso ao serviço. Em 2019, o número subiu para 78,3%

Governo de SP afirma que ainda não há solução para repor estoque de kit intubação

ISABELA PALHARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ainda não há definição de como será reposto o estoque de kit intubação em São Paulo para os próximos dias. Segundo Jean Gorintcheyn, secretário estadual de Saúde, o estado está há semanas equilibrando ações para que os medicamentos não faltem nos hospitais.


O Ministério da Saúde não tem enviado kits em número necessários aos estados e municípios. Também passou a fazer requisições administrativas que obrigam as fábricas a destinar o excedente de sua produção para a pasta, o que na prática impede a compra direta por prefeitos e governadores.


Segundo Gorintcheyn, o estoque atual “conforta por mais alguns dias” os hospitais estaduais. No entanto, ele diz que é preciso fornecer os medicamentos também aos municípios para não deixar as unidades municipais desassistidas.
A estimativa é que o estoque seja suficiente para atender a demanda dos hospitais de 7 a 9 dias.


Não há definição do que poderá ser feito após esse período, já que o Ministério da Saúde ainda não informou a previsão de envio dos medicamentos.


O governador João Doria (PSDB) anunciou na terça (13) que vai fazer a compra emergencial, no exterior, dos kits. No entanto, segundo Gorintcheyn, a aquisição nesse formato demanda mais tempo. Também não há previsão de quando os medicamentos dessa compra estarão disponíveis.


“São Paulo autorizou a compra internacional, mas leva tempo. O que precisamos é da compra centralizada do Ministério da Saúde para todos os estados. Essa não é uma necessidade só de São Paulo”, disse Gorintcheyn nesta quarta (14) no Instituto Butantan ao lado de Doria, onde acompanharam a entrega de novas doses da Coronavac ao governo federal.


Ao menos desde o início de março, hospitais particulares e redes públicas de saúde alertam para o estoque baixo de medicamentos usados para a intubação de pacientes com Covid-19.


O kit é composto por sedativos e neurobloqueadores, que são usados para relaxar a musculatura e ajudam os pacientes a permanecer com ventilação mecânica e a suportá-la. Em março, o ministério de determinou a requisição administrativa desses medicamentos.


Segundo Gorintcheyn, em algumas unidades de saúde já há o uso de medicamentos alternativos pela falta dos que eram antes usados.

Um mês após perder esposa, Schiavinato, 66, é 1º deputado federal a morrer de Covid

CRISTINA CAMARGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR), 66, morreu na noite desta terça-feira (13) por complicações da Covid-19. Ele foi o primeiro deputado federal em exercício a morrer vítima da doença, segundo a Câmara dos Deputados.
Schiavinato estava internado em um hospital de Brasília desde o dia 3 de março e, uma semana depois, foi transferido para a UTI, onde passou a receber ventilação mecânica. Ele terá o corpo transladado para Toledo (PR), onde foi prefeito por dois mandatos (2005-2012).
A mulher dele, Marlene Schiavinato, morreu no dia 12 de março, também vítima da Covid-19. Ela tinha câncer e fazia tratamento havia três anos quando foi contaminada pelo coronavírus. Segundo a assessoria do parlamentar, ele não chegou a ser informado sobre a morte da mulher.
Nascido em Iguaraçu (PR), Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Além de prefeito de Toledo, foi deputado estadual no Paraná (2015-2018).
Estava no primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Era membro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e participou da CPI do BNDES, entre março e outubro de 2019. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era considerado um defensor do municipalismo.
Três senadores já morreram em decorrência da Covid-19 ou de complicações da doença: Major Olímpio (PSL-SP), José Maranhão (MDB-PB) e Arolde de Oliveira (PSD-RJ).
A morte de Major Olímpio aos 58 anos causou comoção entre os senadores. Ele era um crítico das políticas do governo federal no enfrentamento à pandemia e um dos principais defensores da instalação da CPI da Covid, que acaba de ser instalada.
O parlamentar anunciou em 2 de março que havia contraído a Covid-19. No dia seguinte, foi internado no Hospital São Camilo, em São Paulo, de onde chegou a participar de uma sessão virtual do Senado. Ele morreu no dia 19 de março.
Segundo amigos do senador, ele não tinha nenhuma doença pré-existente, como diabetes ou outras comorbidades. Só reclamava, de vez em quando, de dores das costas (em especial após pequenas corridas que costumava praticar) e do estresse das disputas políticas.
O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu no dia 8 de fevereiro. O parlamentar tinha 87 anos e era o mais velho do Congresso Nacional.
Maranhão havia sido infectado no fim de novembro, em João Pessoa (PB), durante o segundo turno das eleições municipais. Uma semana depois, foi transferido para São Paulo para se tratar, onde permaneceu desde então.
O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, morreu em outubro do ano passado. Ele estava internado havia mais de um mês e foi o primeiro congressista a morrer vítima da Covid-19.

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio acumulado de R$ 33 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (14) um prêmio acumulado de R$ 33 milhões.blankblank

As seis dezenas do concurso 2.362 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Paulo Gustavo completa 1 mês de internação lutando pela vida; entenda quadro

(FOLHAPRESS) –

Ontem (13), completa-se um mês da internação de Paulo Gustavo, 42. O ator e humorista segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da zona sul do Rio em estado crítico, de acordo com a última atualização da equipe dele.
Paulo Gustavo foi internado no dia 13 de março após receber diagnóstico positivo para a Covid. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa dele dois dias depois, no dia 15/3. Na ocasião, o marido dele, Thales Bretas, disse que ele estava melhorando e agradeceu o carinho dos fãs.
Pouco mais de uma semana após a internação, no dia 21 de março, o ator precisou ser intubado porque estava com dificuldade para respirar. Na época, foi divulgado que o procedimento era uma precaução e Bretas disse que era “mais um passo na cura da infecção”.
“[Paulo] foi sedado e intubado para que a cura consiga se estabelecer nos seus pulmões sem cansá-lo tanto com a falta de ar que o incomodava”, disse. “Estou calmo, confiante e tenho certeza de que será um passo importante para a melhora completa do nosso guerreiro!!! Ele que é jovem, saudável, sem comorbidades e supercuidadoso, está passando por isso.”
O ator respondeu bem ao tratamento e teve uma evolução positiva nos dias seguintes. Porém, no dia 2 de abril, o estado de saúde dele piorou. Ele acabou precisando mudar de tratamento e passou a respirar com a ajuda de ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), uma espécie de pulmão artificial usado apenas em casos mais graves.
Dois dias depois, Paulo Gustavo precisou passar por uma pleuroscopia, para que a equipe médica pudesse verificar a condição de seus pulmões. Na ocasião, foi identificada uma fístula broncopleural, espécie de comunicação anormal entre os brônquios e a pleura. Ela foi corrigida.
Na quarta-feira (7), o marido de Paulo contou que o ator teve que receber uma transfusão de sangue. Segundo ele, devido ao ECMO, o paciente ficou “anticoagulado” e perdeu “um pouco de sangue”, “Por isso precisou tomar algumas bolsas de sangue”, explicou. Na mesma publicação, ele também incentivou as pessoas a irem doar sangue.
Porém, dias depois foi realizada uma toracoscopia, na qual uma nova fístula broncopleural foi identificada e corrigida. De acordo com comunicado da assessoria de imprensa do humorista, o procedimento foi um sucesso.
O último boletim médico foi divulgado no dia 11. “A situação clínica do paciente é crítica e todos os profissionais têm se empenhado incessantemente pela sua recuperação”, diz a nota publicada nas redes sociais.
“As diversas complicações pulmonares já demandaram procedimentos invasivos como broncoscopias, pleuroscopias e colocação de dispositivos intrapulmonares”, continua o texto. “Às fístulas broncopleurais identificadas e tratadas somaram-se a complicações hemorrágicas, mas que vêm respondendo, de certa forma satisfatória, à reposição dos fatores da coagulação deficitários.”

Rio Claro dá adeus a Paulo Vanzelli, o Paulinho, da tradicional loja Butikão

O comércio rio-clarense perdeu nesta terça-feira (13) um dos seus mais tradicionais representantes. Faleceu aos 68 anos Paulo Roberto Vanzelli, o Paulinho, proprietário da loja Butikão, na Rua 6, Centro. Seu estabelecimento é um dos mais antigos de Rio Claro, tendo sido inaugurado no ano de 1975, considerada a mais antiga boutique de moda jovem na cidade em atividade.

Nas redes sociais, amigos e clientes lamentaram a morte de Paulinho com centenas de mensagens publicadas. Segundo informações da família ao JC, a causa do óbito foi um infarto. O velório ocorre a partir das 7h30 nesta quarta-feira (14) e o sepultamento ocorre às 10h da manhã, ambos no Cemitério Municipal ‘São João Batista’.

Paulinho Vanzelli e a esposa também eram integrantes da Equipe de Nossa Senhora, ligada ao movimento católico do município. Ele deixa a viúva Laís Vanzelli e filhos Paulo e Ana Paula, além de demais familiares, como o irmão dentista Antonio Carlos Vanzelli.

No Brasil, 2.083 crianças de até 4 anos morreram vítimas de agressão nos últimos 10 anos

RAQUEL LOPES BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – No Brasil, 2.083 crianças de até 4 anos morreram vítimas de agressão nos últimos 10 anos, mostra levantamento da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Segundo especialistas, a maioria dos casos de agressão é cometida por parentes.

O estudo mostra também que, se forem consideradas as crianças de até 9 anos, o número sobe para 3.099 óbitos. Com a inclusão de adolescentes de até 19 anos, são 103.149 mortos. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde de 2010 a agosto de 2020 e foram organizados pela SBP.

De acordo com Marco Antônio Chaves Gana, presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, o DataSUS de 2018 mostra que 83% dos casos das agressões em crianças de 0 até 9 anos envolvem pai ou mãe.

Gana diz que o caso do menino Henry Borel, 4, pode ser considerado um retrato do que muitas crianças têm sofrido ao longo dos anos. Segundo investigações da polícia, o menino sofria agressões do padrasto, Dr. Jairinho.

“A agressão pode ocorrer em qualquer família, isso independe de classe, cor, religião e escolaridade dos pais. Na maior parte, os casos em crianças ocorrem em relações intrafamiliares, como no do menino Henry. A repetição do ato pode durar anos, a maior consequência é a morte.”

A maior parcela de mortes, entretanto, está entre adolescentes de 15 a 19 anos, correspondendo a 93.511 casos na última década. Outro fator que explica esses óbitos nesta faixa etária seria o envolvimento com o tráfico de drogas.
De 2018 a 2019, o número de morte caiu em todas as faixas etárias de 0 a 19 anos, passando de 9.499 para 6.818. Porém, queda significativa foi registrada dos 15 aos 19 anos, de 8.696 para 6.175.

As principais causas de morte são agressões por meio de disparo de arma de fogo e objeto cortante, como faca.
Embora os dados de mortalidade de 2020 ainda sejam preliminares, Gana diz acreditar que, para conter a pandemia do novo coronavírus, as crianças ficaram mais expostas à violência doméstica e, consequentemente, pode haver aumento o número de casos letais.

“O isolamento domiciliar expõe crianças e adolescentes a maiores conflitos e tensões e à piora da violência intrafamiliar, sem que tenham condições de denunciar esta violência ou ser ela percebida pelos outros meios que estaria frequentando, como a escola.”

Apesar de considerar o número de mortes alto, Gana aponta que os dados são subnotificados. Isso porque muitos pais levam filhos para atendimento e, no caso das crianças, por exemplo, acabam dando outra justificativa para a lesão, dizendo que caíram, por exemplo.

“Às vezes, são internados, morrendo dias depois com diagnóstico da doença que consta do atestado de óbito, e são computados em outra estatística diferente de agressões.” Gana acrescenta que a escola e os médicos têm papel fundamental na descoberta dessas agressões e devem denunciar para o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Escola e o postos de saúde têm mais informação por causa do contato direto com a vítima. Disse ainda que há sinais que podem indicar que as crianças estão sendo agredidas, como a mudança de comportamento, alteração no desenvolvimento físico e também no cognitivo.

Segundo ele, podem ser observados nas crianças hematomas, equimose, marca de dedos da mão do agressor, de objeto com cinto, fio de luz, queimaduras de cigarro ou faca e ferro de passar roupa. Um outro ponto importante é ouvir as crianças e dar credibilidade ao que elas relatam. “A criança pode ficar triste, chorosa, parar de brincar, emagrecer. Tem aquela que é agitada, agressiva sem muita explicação. Não só a marca no corpo indica a agressão, a situação comportamental pode dar sinal.”

A presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, diz ainda que estudos científicos e a prática dos profissionais que lidam com a infância e a adolescência indicam que o tratamento humilhante, os castigos físicos e qualquer conduta que ameace ou ridicularize a criança ou o adolescente, quando não letais, podem ser extremamente danosos à formação de personalidade. “Nascer e crescer em um ambiente sem violência é imprescindível para que uma criança tenha a garantia de uma vida saudável, tanto física quanto emocional”, afirma.

Senado cria CPI para investigar gestão Bolsonaro, verba a estados e municípios

RENATO MACHADO E JULIA CHAIB BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), oficializou nesta terça-feira (13) a criação da CPI da Covid. Pacheco decidiu unir dois requerimentos apresentados por senadores, criando uma única comissão que, além de investigar a gestão do presidente Jair Bolsonaro, também tratará de repasses de verbas federais para estados e municípios.

O requerimento inicialmente analisado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), previa apenas a investigação das ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia, em particular abordando o colapso do sistema de saúde de Manaus (AM). Nos últimos dias, no entanto, líderes e bancadas governistas assinaram em peso outra proposta, do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que pretendia também envolver estados e municípios. Essa era uma solicitação do presidente Bolsonaro.

“A comissão terá como objeto o constante do requerimento do senador Randolfe Rodrigues, acrescido do objeto do requerimento do senador Eduardo Girão, limitado apenas quanto à fiscalização dos recursos da União repassados aos demais entes federados para as ações de prevenção e combate à pandema da Covid-19, e excluindo as matérias de competência constitucional atribuídas aos estados, Distrito Federal e municípios”, afirmou Pacheco.

​A leitura do requerimento ocorre cinco dias após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, que obrigou Pacheco a criar a CPI. O presidente do Senado fez questão de ressaltar na leitura do requerimento que estava criando a comissão apenas por ordem judicial.

O plenário do Supremo vai analisar nesta quarta-feira (14) a questão, podendo confirmar ou rejeitar a decisão monocrática de Barroso. Existe a expectativa de que os ministros mantenham a determinação para a criação da CPI, mas que determinem que seja instalada após a estabilização da pandemia do novo coronavírus. A leitura do requerimento por Pacheco significa que a comissão foi criada. No entanto, não significa a sua instalação imediata e inícios das atividades.

O pedido que levou à criação da CPI cita a investigação das ações, omissões e possíveis crimes do governo federal no enfrentamento à pandemia da Covid-19 e cita em particular o colapso do sistema de saúde de Manaus (AM).
Antes de a comissão iniciar as atividades, há um prazo até a meia-noite para que senadores incluam ou retirem suas assinaturas do requerimento. Caso o número de adesões caia abaixo dos 27 necessários, a CPI pode ser inviabilizada.
Além disso, a instalação de fato acontece apenas com a primeira sessão da comissão. Para isso, é necessário que os blocos partidários indiquem seus representantes para compor o colegiado. O governo pressiona para que partidos segurem as indicações, atrasando o processo.

A sessão foi marcada por uma grande pressão sobre a presidência da Casa, seja pela instalação ou por seu adiamento.
Lideranças e bancadas governistas também buscaram retardar a leitura do requerimento, apresentando dezenas de questões de ordem (pedidos) para que fossem analisados pela presidência.

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), solicitou logo na abertura da sessão que a CPI apenas pudesse funcionar quando todos os participantes estivessem imunizados contra a Covid-19.
Gomes argumentou que o Senado já perdeu três parlamentares, além de assessores e funcionários terceirizados, em decorrência de infecções pelo novo coronavírus.

O pedido foi rebatido pelo líder da oposição e autor do requerimento da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O senador amapaense afirmou que, considerando a lentidão na vacinação, seria possível que a CPI não fosse instalada durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro.

“Na prática, a questão de ordem apresentada inviabiliza o funcionamento desta comissão parlamentar de inquérito enquanto durar a pandemia e, aí, eu diria, talvez enquanto durar este governo”, afirmou o líder da oposição.
Outros senadores mais próximos do governo na sequência apresentaram outros pedidos. Eduardo Girão (Podemos-CE) solicitou que também fosse lido o seu requerimento para a criação de uma CPI da Covid, que difere por pedir também a investigação de estados e municípios.

Anvisa tem 30 dias para decidir sobre importação de Sputnik V

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski definiu hoje (13) prazo de 30 dias para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida sobre o pedido do governo do Maranhão para importar a vacina Sputnik V, usada na imunização contra a covid-19. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya da Rússia.blankblank

O prazo definido pelo ministro é contado a partir de 29 de março, data do protocolo do pedido de autorização excepcional de uso e de importação da vacina e que também foi definido pela Lei 14.124/2021.

Pela decisão, se o prazo de análise não for cumprido pela Anvisa, o governo local fica autorizado a importar o imunizante e fazer a aplicação na população “sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações do fabricante e das autoridades médicas”.

“Entendo que a importação de vacinas pelo estado do Maranhão representará um importante reforço às ações desenvolvidas sob os auspícios do Plano Nacional de Imunização, notoriamente insuficientes, diante da surpreendente dinâmica de propagação do vírus causador da pandemia”, decidiu o ministro.

Em nota divulgada no dia 10 de abril, a Anvisa informou que os pedidos de importação da vacina Sputnik V estão em análise e não foram negados ou decididos. De acordo com a agência, alguns documentos necessários não foram entregues, como relatórios técnicos sobre segurança e eficácia da vacina.

Prefeitura instala duas caçambas coletoras na estrada Ajapi-Ferraz

A prefeitura de Rio Claro segue realizando intenso trabalho de limpeza em todo o município. Porém, grande quantidade de lixo e entulho descartada em locais inapropriados tem sido recorrente em vários locais.

Um desses pontos fica na estrada entre os distritos de Ajapi e Ferraz, a 400 metros de um dos sete ecopontos da cidade. Ambos os distrito também contam com coleta de lixo domiciliar três vezes por semana e serviço mensal de cata bagulho.

Como forma de conter o descarte irregular no local, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente instalou duas caçambas coletoras para descarte de resíduos em trecho da estrada Ajapi-Ferraz.

Nas caçambas pode ser descartado o mesmo material que recebido nos ecopontos. Não é permitido usar as caçambas para descartar lixo domiciliar, hospitalar, industrial e de empresas, pois têm maneiras específicas de descarte.

A vistoria das caçambas será feita pela subprefeitura de Ajapi, que notificará a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para realizar a limpeza quando necessário.

“Estamos fazendo a nossa parte, mas sem a colaboração da comunidade fica muito difícil mantermos a limpeza de toda a cidade. Todos precisam ajudar, descartando corretamente o lixo”, comenta o secretário municipal de Meio Ambiente, Leandro Geniselli.

Tanto nas caçambas coletoras como nos sete ecopontos podem ser depositados até um metro cúbico de galhos, restos de podas de árvores e entulhos de materiais de construção; móveis, eletrodomésticos, madeiras MDF, colchões e outros objetos velhos; pilhas e materiais recicláveis, lâmpadas e óleo de cozinha.

O secretário ressalta ainda que jogar lixo em locais inapropriados é proibido por lei e a multa para quem for pego em flagrante ou for registrados em fotos ou vídeos descartando resíduos de maneira irregular é progressiva, começando por R$ 542,20.

Jornal Cidade RC
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