Encontrado novo cemitério clandestino de búfalos em fazenda de Brotas

A Polícia Militar Ambiental em prosseguimento das ações conjuntas no interior da propriedade rural no município de Brotas, a qual foi palco de crueldade envolvendo mais de 1.000 (um mil) búfalos, realizou no sábado (11) apoio aos veterinários-peritos pertencentes à ONG ARA e USP representados pela Dra Karina, os quais escavaram diversos pontos da referida propriedade com propósito de instruir inquérito policial quanto a localização de carcaças enterradas desses animais, supostamente mortos em decorrência de abate irregular, ou decorrente de abandono com consequente falta de alimentos, água e cuidados veterinários.

Durante as escavações as equipes envolvidas na operação localizaram crânios e demais restos orgânicos do equivalente à 36 (trinta e seis) búfalos, 04 (quatro) cavalos e 01 (um) cachorro.

Dessa forma, após concluído o relatório técnico a ser elaborado pelos peritos, o proprietário poderá sofrer novas sanções administrativas pela Polícia Militar Ambiental, com a consequente elaboração de novos Autos de Infração Ambiental com base no artigo 29 da Resolução SIMA 005/21, cabendo ainda comunicação de tais fatos para a Defesa Agropecuária e CETESB local, para que sejam tomadas as medidas cabíveis em relação à fiscalização sobre abate e descarte irregular de animais, cabendo também a apuração pela Polícia Civil do local dos fatos, de crime ambiental no tocante à “Poluição” com fulcro no artigo 54 da Lei Federal 9605/98.

Esperando Godot e Brothers Country agitam o domingo no Lago Azul, em Rio Claro

Chegada do Papai Noel é outra das atrações desse domingo no Lago Azul.

Nesse domingo (12) as bandas Esperando Godot e Brothers Country subirão ao palco ao ar livre no Parque Lago Azul para os shows do projeto Quatro e Meia.

A banda Esperando Godot mistura a intensidade do rock de garagem com influências da MPB, aliadas a  letras poéticas sobre as vicissitudes da vida.

Já a banda Brothers Country toca country rock e conta com um vasto repertório de covers de artistas como Creedence Clearwater Revival, Eagles, Alan Jackson, Garth Brooks, Hank Willians, John Fogerty, Elvis Presley e Raul Seixas, além de tocarem músicas próprias.

As apresentações terão início às 16h30 no espaço ao lado do Centro Cultural Roberto Palmari. O projeto Quatro e Meia desta semana fará parte da tarde de festa no Lago Azul que inclui a chegada do Papai Noel. As brincadeiras e distribuição de pipoca e algodão-doce começam às 14 horas.

Barragens se rompem, inundam casas e deixam desabrigados na Bahia

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Duas barragens se romperam em Apuarema, na Bahia, inundando casas e estabelecimentos comerciais. Alguns imóveis chegaram a ruir por causa da força das águas. A cidade, que tem pouco mais de 7.000 habitantes, é uma das atingidas pelas fortes chuvas que castigam o sul do estado desde terça-feira (7).

Nas redes sociais, circulam imagens de pessoas tentando realizar o socorro de quem não conseguia sair de casa. A prefeitura levou os desabrigados para a escola Aurino Nery e pede doações de roupas, alimentos e materiais de higiene para quem foi afetado pelo rompimento.

Na manhã deste sábado (11), equipes da prefeitura, dos bombeiros e da defesa civil estavam no local do incidente para entender o que aconteceu.

Na sexta (10), o governo federal reconheceu em edição extra do Diário Oficial a situação de emergência em 17 municípios do sul da Bahia e em 32 do norte de Minas Gerais.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que aguarda o contato dos governadores Rui Costa (PT-BA) e Romeu Zema (Novo-MG) para disponibilizar o apoio do governo para as cidades alagadas pelas chuvas nos dois estados.

Em virtude dos estragos causados pelo temporal, o governador Rui Costa decretou situação de emergência em 24 municípios. Pelo documento, todos os órgãos estaduais devem se mobilizar, no âmbito de suas competências, para apoiar as ações de socorro às cidades. O decreto tem validade de 90 dias.

Itamaraju

A tempestade que deixou ao menos três mortos na cidade baiana de Itamaraju foi ocasionada por um ciclone subtropical que se formou no oceano Atlântico. As equipes de resgate que atuam no local citam a dificuldade de acessar regiões mais afastadas, devido à destruição de passagens e rodovias, além de alagamentos.

De acordo com o secretário de Administração da cidade, Edson Oss, os auxílios estão sendo prestados por aeronaves. “A região necessita de aeronaves para poder dar socorro aos distritos do interior. As pontes estão quebradas, as estradas estão quebradas”, disse.

Os três mortos, um homem de 26 anos e duas crianças, que não tiveram seus nomes divulgados, eram da mesma família e moravam no bairro Santo Antônio. Eles morreram após desabamento causado pela chuva na madrugada de quarta (8).

O temporal ainda deixou ao menos 4.000 pessoas desalojadas e mais de 500 famílias desabrigadas, conforme a prefeitura da cidade. Elas estão sendo abrigadas em escolas. O município, que possui cerca de 67 mil habitantes, está localizado no extremo sul da Bahia.

As piores condições de resgate estão nos distritos do interior da cidade, principalmente em Nova Alegria, já que o percurso é realizado por estradas vicinais, que ficaram destruídas. Por esse motivo, os esforços estão concentrados em conseguir chegar até os povoados, segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura.

Papai Noel chega ao Lago Azul às 16h deste domingo

Tarde terá brinquedos, algodão-doce e muita diversão.

Papai Noel chega a Rio Claro às 16h deste domingo (12), com grande festa no Lago Azul das 14 às 18h. Um dos momentos mais esperados na programação natalina da cidade, o evento será uma tarde de diversão para toda a família, com brinquedos, algodão-doce, pipoca e sorvete. “As crianças vão se divertir e os pais poderão terão momentos de alegria e diversão com seus filhos”, comenta Bruna Perissinotto, presidente do Fundo Social de Solidariedade.

O evento é organizado pela prefeitura, por intermédio do FSS, em parceria com Bocão Shopping dos Pisos e as atividades serão realizadas das 14 às 18h. A tarde também terá música ao vivo com o Projeto Quatro e Meia, que terá o rock de garagem com influências da MPB do grupo Esperando Godot e o country rock da banda Brothers Country.

A programação natalina de Rio Claro tem várias atrações que prosseguem até o final deste mês, com atividades para todos os gostos. São opções de lazer e cultura, a maioria gratuita, que levam o clima de Natal para a família rio-clarense neste final de ano. O calendário é organizado pela prefeitura e os eventos são realizados pelo município e por diversas entidades e artistas.

Tornados matam dezenas de pessoas no Kentucky, nos EUA

Pelo menos quatro tornados atingiram o solo durante a noite

AGÊNCIA BRASIL

Uma série devastadora de tornados atingiu o Kentucky e cinco outros estados norte-americanos, matando dezenas de pessoas e deixando um rastro de casas, fábricas e armazéns destruídos ao longo de um caminho que se estende por mais de 320 quilômetros, disseram autoridades locais, neste sábado (11).blankblank

Pelo menos quatro tornados atingiram o solo durante a noite em Kentucky, causando danos significativos em mais de uma dúzia de condados. O primeiro tornado viajou mais de 365 km em todo o estado, de acordo com o governador do Kentucky, Andy Beshear.

O número de mortos pode ultrapassar 50 pessoas e chegar a 100, afirmou o governador durante uma coletiva de imprensa no início desta manhã.

“Os relatos são realmente comoventes”, disse. “Esta foi uma das noites mais difíceis da história do Kentucky e algumas áreas foram atingidas de formas difíceis de expressar em palavras.”

Algumas das piores destruições ocorreram em Mayfield, uma pequena cidade de cerca de 10 mil habitantes no extremo oeste de Kentucky, onde o estado converge com Illinois, Missouri e Arkansas.

Cerca de 110 pessoas estavam dentro de uma fábrica de velas na área quando o tornado passou, derrubando o telhado e causando muitas vítimas, disse Beshear.

Kyanna Parsons-Perez, que estava dentro da fábrica, disse que o telhado desabou logo depois que os trabalhadores puderam ouvir e sentir os ventos fortes e a iluminação começou a oscilar.

“Nós pudemos sentir o vento. Então nos juntamos e fizemos um pequeno monte”, disse Parsons-Perez à NBC. “E, de repente, tudo desabou sobre nós.”

Vídeos e fotos postados nas redes sociais, mas que ainda não foram autenticados pela Reuters, mostram edifícios no centro de Mayfield reduzidos a escombros, com carros quase que totalmente soterrados.

Segundo fotos publicadas no Twitter, a torre do tribunal do condado de Graves, em Mayfield, teria desmoronado.

Esses tornados tiveram como origem uma série de tempestades que ocorreram durante a noite, incluindo uma de supercélulas que se formou no nordeste do Arkansas. Essa tempestade saiu de Arkansas e Missouri e seguiu para os estados de Tennessee e Kentucky.

Monarco, um dos maiores nomes da história do samba, morre aos 88 anos

LUIZ FERNANDO VIANNA -RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Hildemar Diniz, o Monarco, líder da Velha Guarda da Portela, um dos maiores cantores da história do samba e figura altamente respeitada no meio musical morreu neste sábado, dia 11, aos 88 anos, no Rio de Janeiro.

Pode-se até imaginar que seu apelido é uma variação de monarca e faz alusão à sua nobreza. Mas não é bem assim. A primeira parte está certa. Hildemar, que teve sua morte confirmada pela Portela após complicações de uma cirurgia no intestino que ele fez no mês passado, tinha seis ou sete anos de idade quando ouviu um colega lendo a palavra “monarca” num gibi.

Gostou tanto que pediu para ouvi-la várias vezes. A turma em volta, para caçoar, tascou-lhe o apelido Monarca. Como terminava em “a”, parecia afeminado. Pouco tempo depois, o próprio caçoado adaptou para Monarco.

A segunda parte, a do seu reconhecimento como um rei de seu ofício, se deu de forma lenta. Embora antes dos 20 anos ele já tivesse um samba seu cantado por toda a Portela, só na década de 1980 Monarco foi entronizado como cantor e compositor de primeira linha.

Não é absurdo imaginar que alguém cuja biografia é indissociável de uma escola de samba tenha crescido na quadra da agremiação. Este não é o caso de Monarco.

Ele nasceu em 17 de agosto de 1933 no subúrbio carioca, mas no bairro de Cavalcante, não no de Oswaldo Cruz, berço da Portela. Com um ano, foi com seus seis irmãos para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Era uma vida difícil, como registra Henrique Cazes no livro “Monarco – Voz e Memória do Samba”. Sua mãe, Altair, quase não dormia: embalava laranjas durante o dia, lavava e passava roupas para clientes à noite. E ainda cuidava dos filhos, que assumiu praticamente sozinha depois de se separar do marido, o marceneiro e poeta José Felippe, quando Monarco tinha seis anos. O menino entregava os pacotes de roupa passada pela mãe.

A inteligência engana, mas Monarco estudou só até o terceiro ano do antigo primário. Tinha que ganhar dinheiro para ajudar Altair. Aos 14 anos, conseguiu seu primeiro emprego: office-boy da Associação Brasileira de Imprensa. Foi demitido ao ser flagrado sambando com uma vassoura erguida, como se segurasse um estandarte.

É que já estava influenciado por sua nova vizinhança. Desde os 13 anos, morava com a família em Oswaldo Cruz, ao lado de Madureira. Fascinou-se pela malandragem e pela musicalidade da região, mas não podia se dedicar a elas. Aos 18 anos, teve uma filha com Deolinda, Nigmar, e se casou com Maria Teresa, que lhe deu Mauro. Dividia-se entre empregos de curta duração e biscates.

Foi se aproximando aos poucos dos músicos do bairro, a começar por Jaime Silva, que ficaria célebre por compor “O Pato”, sucesso de João Gilberto. Um irmão de Jaime, Dição, deu a Monarco lições de cavaquinho. Era o que faltava para ele trocar os versinhos que fazia por composições de verdade.

O primeiro samba que considera para valer nasceu como “Retumbante Vitória”, mas entrou para a história como “O Passado da Portela”. É de 1952, e o refrão nunca deixou de ser cantado pelos amantes da escola. “O que nos vale é a fé/ Que encoraja e conduz/ Portelense de verdade/ Que defende Oswaldo Cruz.”

O samba encantou tanto Natal, o todo-poderoso bicheiro da escola, que foi apresentado no ensaio mesmo Monarco sendo um desconhecido. Acabou escolhido para o aquecimento do desfile de 1953. Curiosamente, Monarco nunca teve um samba-enredo seu vencedor nas disputas da Portela, só em outras agremiações, como a Unidos do Jacarezinho, mas preserva essa emoção que sentiu aos 19 anos.

Dado o pontapé inicial, ele ganhou coragem para se aproximar de outros portelenses. Entre suas principais composições estão parcerias com Chico Santana (“Lenço”, “De Paulo a Paulinho”), Alcides Malandro Histórico (“Amor de Malandro”, “Enganadora”), Mijinha (“Sofres porque Quer Liberdade”, “Falsa Recompensa”), Walter Rosa (“Tudo Menos Amor”). E ainda teve a ousadia de complementar sambas de Paulo da Portela, nome maior da escola: “O Quitandeiro”, “Serei Teu Ioiô”, “Este Mundo É uma Roleta”.

Na lista de composições sem parceria, destacam-se reverências à sua agremiação: “Portela sem Vaidade”, “Saudades da Portela”, “Homenagem à Velha Guarda da Portela”, “Passado de Glória”. Esta última deu título ao primeiro disco da Velha Guarda, produzido por Paulinho da Viola em 1970. Monarco aparece na foto da contracapa, mas não participou da gravação da música porque estava na feira, trabalhando especialmente como peixeiro, o que lhe permitiu ajudar no sustento dos filhos.

Como compositor, ele se filiou ao que se chama de “estilo da Portela”, com melodias em tons menores e certa melancolia. Embora contemporâneo de Candeia, Casquinha, Bubu e outros portelenses mais ligados ao partido-alto, Monarco se manteve próximo da linha mais antiga. Somando isso ao verso inicial de “O Passado da Portela” (“Um dia, um portelense de outrora”), explica-se a faixa com que ele foi recebido num show: “Hoje – Monarco e seu pessoal de outrora”.

Como cantor, embora já fosse admirado muito antes, só teve chance de gravar o seu primeiro disco em 1976. Depois vieram outros, sempre elogiados pela crítica, mas em periodicidade irregular. O último é de 2014 e, numa alusão a seus 80 anos, chama-se “Passado de Glória”. Em 2012, gravara “Família Diniz – Um Coração Azul e Branco”, assumindo a condição de patriarca de um clã musical, do qual fazem parte seus filhos Mauro Diniz (notório cavaquinista e arranjador) e Marquinho Diniz (compositor, integrante do Trio Calafrio).

E foi um jovem muito amigo de seu filho Mauro quem o alçou ao posto de autor de sucesso. Na voz de Zeca Pagodinho, duas parcerias suas com Ratinho, “Coração em Desalinho” e “Vai Vadiar”, estouraram, respectivamente, em 1986 e 1998, e continuam sendo muito cantadas.

Monarco não é apenas o rosto e a voz da Velha Guarda da Portela, mas a memória de sua escola, de Paulo da Portela a Paulinho da Viola, como diz na letra de seu samba. Foi escolhido, em 2013, presidente de honra da Portela, posição que reforça a sua condição de monarca.

O sambista deixa a mulher, filhos e netos. Ainda não há informações sobre velório e enterro. Nesta sexta-feira, dia 10, um dia antes de sua morte, ele foi homenageado durante a inauguração da sala de troféus da Portela, que leva seu nome.

Grupo de Rio Claro leva alegria para hospitais da cidade há seis anos

No Dia do Palhaço, comemorado na última sexta-feira (10), a ‘Reportagem da Semana’ escolheu mostrar como é o trabalho de um grupo muito especial, que faz as pessoas rirem e terem alegria em momentos difíceis, e num cenário improvável: a cama de um hospital.

Em 2015, uma trupe de palhaços iniciava um projeto que leva até hoje alegria e amor aos hospitais de Rio Claro. Com roupas coloridas, rostos pintados, acessórios nas mãos e acompanhados de muita animação, os 20 integrantes da USI (Unidade de Sorrisos Intensivos) vem há seis anos alegrando os corações de pacientes e familiares de três hospitais da cidade.

Mais que divertimento, o encontro é um ato de amor ao próximo. Afinal, a cada porta que se abre, os palhaços levam mais diversão e apoio a quem, por algum motivo, precisa de cuidados médicos. 

Inspirados pelo consagrado grupo ‘Doutores da Alegria’, que desde 1991 trabalha a arte da palhaçaria em hospitais públicos no Brasil, os rio-clarenses contam, ainda, com apoio dos ‘Remédicos do Riso’, de Jaú. 

Na ‘Cidade Azul’, antes da pandemia que assolou o país, os integrantes da USI frequentavam semanalmente os hospitais da Unimed, da Santa Casa de Misericórdia e do São Rafael. Com o isolamento social, o projeto sofreu uma pausa. No entanto, eles já se preparam para voltar com as visitas.

“Cada integrante cria o seu clown (termo em inglês que significa palhaço) dentro de uma coerência e os padrões da USI. Inclusive, quando uma pessoa inicia o trabalho, uma das oficinas é sobre a caracterização e essa busca do seu clown interior. Normalmente, é algo que te remete ao passado ou alguma circunstância vivida. O trabalho, na prática, consiste em visitas, onde ao chegar no hospital, fazemos uma oração, pedimos permissão a Deus e nos colocamos como seus instrumentos do bem”, comentou a coordenadora Rosimeire Teresin, de  53 anos.

Para ela, ser um voluntário é dispor de tempo, de forma responsável e com muito comprometimento, para desenvolver qualquer atividade em benefício do próximo, sem esperar retorno. “É claro que não é possível resolver todos os problemas de todas as pessoas, mas sentar e ouvir uma pessoa idosa e enferma, ou ainda provocar o sorriso em uma criança, sem dúvida, faz a diferença”, explicou.

Para a coordenadora Ariane Louise Corso, de 45 anos, se trata de um trabalho representativo, pois considerando o mundo atual com tantas coisas ruins, ganância, onde a maioria das pessoas pensam somente nos valores materiais e onde quase nada é  de coração, ver nos olhos dos  semelhantes um pouco de alegria em um momento de tanta fragilidade faz com que cada integrante se sinta muito importante aos olhos de Deus.

“A USI faz com que seus integrantes se sintam diferentes, pois ao dedicarem algumas horas de suas vidas para esse ato de amor percebe-se um crescimento no ponto de vista pessoal e humano na vida de cada um. A coordenação e o time se sentem muito felizes e recompensados por poderem praticar esse ato de amor para a sociedade”, citou.

‘Cada porta que se abre é uma surpresa’

Caio Henrique Scaggion, de 35 anos, participa do projeto há três anos. O empresário que se transforma no palhaço Doutor Tibúrcio, nome escolhido por sua filha Alice, de 6 anos, disse ao JC que sentiu no coração para participar após ficar internado cinco meses no Hospital Boldrini, em Campinas.

“Tenho uma doença autoimune. Me lembro que toda quinta-feira eles iam e eu ficava ansioso pela visita, que me animava. Prometi para mim mesmo que quando eu tivesse alta ia procurar um grupo para levar alegria para essas pessoas. Vim para Rio Claro e vi que a USI estava abrindo uma seleção. Fiz a entrevista, as preparações e passei e agora sigo”, comentou.

Scaggion acredita que as pessoas precisam de cuidados, mas também de bom humor, ou apenas um sorriso. “Não consigo explicar o que é isso. Cada porta é uma surpresa. A gente entra de um jeito e sai de outro. Fazer a diferença na vida de uma pessoa não tem explicação. Tem pessoas que moram no hospital e que esperam a gente. É muito gratificante”, finalizou.

A funcionária pública Josimeire Moura da Silva, de 51 anos,  também entrou para a Unidade de Sorrisos Intensivos há três anos. Ela conheceu o projeto quando acompanhava o pai entre idas e vindas no hospital.

“Esse grupo fez toda a diferença na minha vida. Meu pai infelizmente teve um câncer, ficou internado várias vezes e eles iam fazer a visita. A expressão dele quando os integrantes entravam no quarto, me marcou muito. Isso fez eu acreditar que eu precisava continuar fazendo a diferença na vida das pessoas. Me sinto muito grata”

Sobre ajudar o próximo, ela diz: “É uma alegria, uma sensação de paz, realização. Eu saio muito mais feliz do que quando eu entrei”.

Alegria que cura

Pesquisas científicas confirmam que o riso funciona como estimulante do cérebro na produção de beta-endorfinas, substâncias que têm importante potencial analgésico, contribuindo para o alívio ou eliminação da dor, melhorando a circulação, a pressão arterial, as defesas orgânicas contra infecções e alergias, e relaxando os vasos sanguíneos. Estudo feito pelo Centro Médico da Universidade de Maryland (EUA) mostrou que rir protege contra infartos e doenças coronárias.

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Ex-vereadora e empresário vão a Brasília em busca de apoio para a pequena Júlia Vitória

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Nesta semana, o empresário João Batista Alves, de 51 anos, e a ex-vereadora de Rio Claro e atual assessora do deputado federal Baleia Rossi, Maria do Carmo Guilherme, de 59 anos, estiveram em Brasília, no distrito federal, numa reunião com o deputado e presidente nacional do MDB.

Na ocasião, os rio-clarenses levaram a história da bebê Júlia Vitória, de um ano e seis meses, que precisa de um transplante multivisceral (de todo o aparelho digestivo). É que, conforme noticiado pelo JC no último domingo (27), a Justiça voltou a negar os procedimentos para a criança.

“Já há algum tempo nos sensibilizamos com o caso da Júlia. E, desde então, tentamos ajudar da forma que podemos. Agora, essa reunião veio de encontro para tentarmos reverter a decisão da União”, disse o empresário ao JC.

Maria do Carmo Guilherme disse que isso não deveria existir. E que toda criança, na verdade, todo o cidadão brasileiro, deve ter esse direito. “Pedi, juntamente da presidente nacional do MDB mulher, a Fatima Pelaes, que também levará essa demanda até à ministra Damares, para que possa fazer essa intervenção junto ao Ministério da Saúde. Não existe só ela [Júlia] no nosso país. Ela está sendo uma luz para todas as nossas crianças que estão com esse problema. Esperamos que o congresso tenha essa sintonia para que possa trabalhar para que isso não aconteça mais no Brasil”, comentou ela.

Baleia Rossi ficou comovido com a história. “Como não se comover com a história da pequena Júlia? É por situações como essa que trabalho tanto pela Saúde e Assistência Social para a população. Vou sempre contribuir a favor dos mais vulneráveis”, salientou o político.

Relembre o caso

Bianca Maciel de Oliveira e Edenilson Carlos de Oliveira, pais da pequena Júlia Vitória, fizeram um desabafo em entrevista à repórter Vlada Santis na última semana.

“É com muita tristeza que depois de tantos dias de espera recebemos a resposta da Justiça que infelizmente disse ‘não’ à vida da Julinha. O tribunal não dá valor à vida das nossas crianças. Até quando vamos ser reféns dessa Justiça injusta? Por que alguns ‘sim’ e outros ‘não’? Onde está o direito à vida? Até quando vamos ver crianças morrendo por falta de acesso ao tratamento?”.

“A gente como pai e mãe tá vendo pela segunda vez a União negar a cirurgia dela fora do Brasil por causa de dinheiro, por causa de quererem trazer isso para o Brasil e usarem ela de cobaia, coisa que nós não iremos deixar jamais. Estamos agora com uma nova advogada assumindo o caso. A mídia tem sido o nosso apoio e isso nós agradecemos ao Jornal Cidade que desde o início está nesta luta com a gente para dar voz e vez à nossa filha, que luta bravamente desde o nascimento pela vida. Esse processo já rola há mais de um ano e eu pergunto até quando vamos esperar. É a vida de uma criança que está em jogo”, seguiu desabafando o pai.

A família segue com a campanha para custear a cirurgia de maneira particular. O valor é de aproximadamente R$ 12 milhões. 

AJUDE

Vaquinha online: http://vaka.me/1219313

Pix: 318.452.558/95 (Bianca da Silva Maciel)

Instagram: @todospelajulia_

Boletim aponta quatro novos casos de Covid em Rio Claro

O município tem duas pessoas hospitalizadas, ambas em UTI.

Rio Claro registrou quatro novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, conforme boletim emitido neste sábado (11) pela Fundação Municipal de Saúde.

Com isso, o município totaliza 19.611 casos positivos de Covid.Duas pessoas estão hospitalizadas, sendo que ambas estão em UTI. A ocupação de leitos é de 2%.

Até o momento, em Rio Claro, 19.018 pessoas se recuperaram da doença.

A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

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Rio Claro ultrapassa 360 mil doses contra a Covid

Neste sábado (11) foram vacinadas 1.326 pessoas.

Rio Claro ultrapassou neste sábado (11) a marca de 360 mil doses aplicadas contra a Covid, conforme números da Fundação Municipal de Saúde.

O total de doses é de 360.748.Neste sábado as equipes de vacinação atenderam 1.326 pessoas. Foram aplicadas 29 primeiras doses, 260 segundas doses e 1.035 doses adicionais, além de duas doses da Janssen.

Em Rio Claro 173.748 pessoas receberam ao menos uma dose de vacina, o que representa 82,91% da população.

Entre estas pessoas, 158.298 receberam também a segunda dose ou foram vacinados com dose única, ou seja, 75,54% dos rio-clarenses. E 15,99% da população tomou também a dose adicional.

Os percentuais são calculados com base em números do IBGE, que estima que a população de Rio Claro é de 209.548 pessoas.

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STF determina exigência de comprovante de vacina para entrar no país

Barroso disse que Brasil não pode virar destino de turismo antivacina

AGÊNCIA BRASIL

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comprovante de vacina para viajante que chega do exterior no Brasil só pode ser dispensado por motivos médicos, caso o viajante venha de país em que comprovadamente não haja vacina disponível ou por razão humanitária excepcional.Barroso deferiu parcialmente cautelar pedida pelo partido Rede Sustentabilidade na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 913. O ministro pediu que a decisão seja enviada para referendo em uma sessão extraordinária do plenário virtual da Corte.Na decisão, ele entendeu que há urgência para o tema em razão do aumento de viagens no período que se aproxima e pelo risco de o Brasil se tornar um destino antivacina.“O ingresso diário de milhares de viajantes no país, a aproximação das festas de fim de ano, de eventos pré-carnaval e do próprio carnaval, aptos a atrair grande quantitativo de turistas, e a ameaça de se promover um turismo antivacina, dada a imprecisão das normas que exigem sua comprovação, configuram inequívoco risco iminente, que autoriza o deferimento da cautelar.”Na ação, a Rede pediu que o governo federal adotasse medidas recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ingresso no país a fim de conter a disseminação da covid-19.Depois da ação, o governo editou a Portaria Interministerial 611/2021, que passou a exigir, para o estrangeiro que chegar ao Brasil, o comprovante de vacina ou, alternativamente, quarentena de cinco dias seguida de teste negativo para o vírus antes de ser permitida a circulação em território nacional.Ao analisar o caso, o ministro lembrou que o Supremo Tribunal Federal tem obrigação constitucional de proteger os direitos fundamentais à vida e à saúde. “Já são mais de 600 mil vidas perdidas e ainda persistem atitudes negacionistas”, completou Barroso. Ele lembrou das diversas decisões já tomadas pelo STF durante a pandemia, como a que estipulou vacinação obrigatória com possibilidade de impor restrições a quem se recusar.Para o ministro, a portaria interministerial atende em parte as recomendações da Anvisa em relação aos viajantes, mas o texto “apresenta ambiguidades e imprecisões que podem dar ensejo a interpretações divergentes, em detrimento dos direitos constitucionais à vida e à saúde em questão”.Ele completou que permitir a livre opção entre comprovante de vacina e quarentena seguida de teste “cria situação de absoluto descontrole e de consequente ineficácia da norma”.Barroso decidiu que a portaria sobre os viajantes que chegam ao Brasil deve ser interpretada nos termos das notas técnicas nºs 112 e 113/2021, expedidas pela Anvisa, e levando em conta que a substituição do comprovante de vacinação pela alternativa da quarentena somente se aplica: 1- aos viajantes considerados não elegíveis para vacinação, de acordo com os critérios médicos vigentes; 2- que sejam provenientes de países em que, comprovadamente, não existia vacinação disponível com amplo alcance; 3-por motivos humanitários excepcionais.

Quarto caso de ômicron em SP é de paciente que não viajou para o exterior

FÁBIO PESCARINISÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Secretaria de Estado da Saúde confirmou na tarde deste sábado (12) o quarto caso de variante ômicron do novo coronavírus em São Paulo.

O infectado é um homem de 67 anos, morador da capital paulista, que não viajou para o exterior, ao contrário dos casos anteriores, de pessoas vindas da África.

Segundo o governo João Doria (PSDB), o paciente está com esquema vacinal completo e tomou a dose de reforço com Pfizer. Ele sentiu apenas sintomas leves, como calafrio.”O paciente teve diagnóstico positivo para Covid-19 no dia 7 de dezembro, após realizar um teste de PCR e sua amostra foi submetida a sequenciamento genético, tendo a ômicron como resultado. Ele está realizando isolamento domiciliar”, afirmou o governo.

A vigilância sanitária da Secretaria Municipal da Saúde está buscando pessoas que possam ter tido contato com o paciente.

Um parente já foi testado e apresentou resultado negativo para Covid-19.”Ainda não é possível confirmar se a situação configura transmissão local, justamente porque está em curso esse mapeamento de contatos”, afirmou a secretaria estadual em nota.

Os casos anteriores também estavam com o esquema vacinal completo e relataram sintomas leves ou assintomáticos.A última confirmação importada ocorreu no dia 1° e refere-se a um homem de 29 anos, testado ao desembarcar no Brasil no aeroporto de Guarulhos, cidade onde seguiu monitorado pela Vigilância municipal.

Os outros dois são um casal de missionários, um homem de 41 anos e uma mulher de 37. Eles desembarcaram em Guarulhos, no último dia 23, vindo da África do Sul. Ambos foram a um laboratório do terminal do aeroporto e testaram positivo para a Covid.

Os dois foram testados na última quarta-feira (8) e puderam deixar o isolamento, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.

Jornal Cidade RC
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