PIB do Brasil tem alta de 4,6% em 2021, após tombo em 2020

Folhapress

Depois de amargar tombo com a chegada da pandemia em 2020, a economia brasileira teve alta de 4,6% em 2021, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado veio próximo das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam alta de 4,5%.

O crescimento de 2021 é o maior desde 2010, quando o PIB teve aumento de 7,5%, numa fase de forte valorização dos produtos exportados pelo Brasil.

O IBGE também informou que, no quarto trimestre do ano passado, o PIB avançou 0,5% frente aos três meses imediatamente anteriores. Nesse recorte, a estimativa mediana do mercado era de elevação de 0,1%.

Com o resultado, o país recuperou as perdas sofridas com a pandemia e está 0,5% acima do patamar observado no quatro trimestre de 2019, o último sem efeitos da Covid. Ainda assim, o PIB se encontra 2,8% abaixo do pico da série histórica, registrado no primeiro trimestre de 2014.

O fôlego de reação do PIB, contudo, tende a ser curto, indicam analistas. É que, após a alta em 2021, o indicador deve desacelerar em 2022.

Segundo economistas, a tendência é de estagnação neste ano. Em outras palavras, a previsão é de PIB próximo de 0% no acumulado até dezembro.

A mediana das projeções do mercado sinaliza avanço de 0,30% em 2022, conforme a edição mais recente do boletim Focus, divulgada na quarta-feira (2) pelo BC (Banco Central).

Impacto dos juros elevados, inflação persistente e renda fragilizada explicam o cenário mais pessimista para este ano. Em conjunto, esses fatores jogam contra o consumo das famílias, motor da economia brasileira.

Outros riscos para o PIB vêm da tensão global gerada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e das incertezas eleitorais no Brasil, que podem frear investimentos produtivos ao longo do ano.

“O cenário para 2022 é de estagnação, com inflação ainda alta e renda baixa. A política monetária também deve pesar, desacelerando a atividade”, diz o economista Luca Mercadante, da Rio Bravo Investimentos.

“Ainda é complicado falar dos efeitos da guerra, mas um dos possíveis reflexos é a diminuição do crescimento global”, completa.

De acordo com analistas, a alta de 2021 reflete, em boa parte, o efeito da base de comparação fragilizada, já que a fase inicial da crise sanitária havia derrubado o PIB em 2020.

No ano passado, a melhora do indicador também foi estimulada pelo avanço da vacinação contra a Covid-19, que permitiu a reabertura de negócios dependentes da circulação de consumidores.

“Boa parte do crescimento em 2021 se deve ao carrego estatístico. Além disso, houve impacto da reabertura da economia. Esses foram os dois fatores principais”, afirma o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles.

“Tivemos ainda o efeito positivo do forte crescimento da economia global”, acrescenta.

CÁLCULO DO PIB

Produtos, serviços, aluguéis, serviços públicos, impostos e até contrabando. Esses são alguns dos componentes do PIB, calculado pelo IBGE, de acordo com padrões internacionais. O objetivo é medir a produção de bens e serviços no país em determinado período.

O indicador mostra quem produz, quem consome e a renda gerada a partir dessa produção. O crescimento do PIB (descontada a inflação) é usualmente chamado de crescimento econômico.

O levantamento é apresentado pela ótica da oferta (o que é produzido) e da demanda (como esses produtos e serviços são consumidos). O PIB trimestral é divulgado cerca de 60 dias após o fim do período em questão.

Briga entre moradores de rua no coreto do Jardim Público expõe realidade que preocupa

Envolto em várias polêmicas desde o ano passado, o Jardim Público voltou ontem ao centro das reclamações após uma briga envolvendo vários moradores em situação de rua ser registrada e ir parar nas redes sociais.

A reportagem do Jornal Cidade esteve no local e conversou com ambulantes e frequentadores que relataram uma realidade que está intimidadora e muito complicada de se conviver: “Não existe uma viatura fixa aqui e isso seria essencial. Tá assustadora a quantidade de pessoas em situação de rua e tudo isso ao lado da prefeitura. Eu mesma fui abordada semana passada e praticamente obrigada a dar dinheiro, pois fiquei com medo”, relata Natália França, que trabalha na área central.

“Bancos cheios de roupas, gente dormindo pelo chão, coreto cheirando a urina. Isso não condiz com o que a cidade merece, muito menos com o que este espaço representa”, disse o aposentado João Rodrigues, de 72 anos.

Em maio de 2021 um levantamento feito pela prefeitura de Rio Claro através do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) apontava 106 pessoas em situação de rua na cidade. Menos de um ano depois, a prefeitura informou que esse número já cresceu 13% (com 120 moradores). O estudo também aponta que cerca de 40% (48) são pessoas de fora da cidade e pelo menos 20% (24) são pessoas de Rio Claro que ficam nas ruas, porém têm residência.

A Secretaria Municipal de Segurança informou através de nota que está deslocando viatura para intensificar o patrulhamento no Jardim Público. Já a Secretaria do Desenvolvimento Social explicou que ações no Jardim Público em relação às pessoas de rua incluem trabalhos no coreto, que na semana passada recebeu limpeza. O texto diz que uma nova ação está programada para hoje, sexta-feira (4).

PT já gastou R$ 6 milhões para defender Lula e outros alvos da Lava Jato

Felipe Bächtold – Folhapress

O PT tem feito pagamentos milionários a escritórios de advocacia que atuam na defesa de seus filiados na Operação Lava Jato.

As despesas somaram ao menos R$ 6 milhões ao longo de cinco anos -em valores nominais, sem correção pela inflação, já que os desembolsos não são de períodos fixos, mas variados.

Elas incluem gastos com defensores do ex-presidente Lula e de três ex-tesoureiros que foram condenados em processos da operação.

No caso de um dos escritórios, que recebeu R$ 911 mil entre 2017 e 2018, consta na Justiça Eleitoral que a fonte dos recursos é o fundo partidário, financiado com dinheiro público e destinado à manutenção dos partidos.

A direção petista foi advertida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2021 por gastos desse teor e teve contas do ano de 2015 desaprovadas. Mas recorre da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal.

Entre as maiores despesas com honorários nos últimos anos estão as feitas com o escritório D’Urso e Borges, que defende o ex-tesoureiro João Vaccari na Lava Jato.

A banca, do ex-presidente da OAB-SP Luiz Flávio Borges D’Urso, recebeu, desde 2017, R$ 2,9 milhões do partido, em valores não corrigidos.

O ex-tesoureiro permaneceu preso, por ordem do ex-juiz Sergio Moro, de 2015 a 2019. Hoje ele aguarda em liberdade a tramitação de recursos nas instâncias superiores.

As despesas são incluídas nas contas do partido como “serviços de consultoria jurídica”.

Os dados das contas partidárias na Justiça Eleitoral apontam que a fonte das despesas foram “outros recursos”, e não o fundo partidário.

O PT tem cerca de 90% de suas receitas com origem no fundo partidário. Dos valores restantes, há quantia expressiva advinda de contribuição paga por congressistas do partido, com percentual definido sobre o salário recebido.

Em 2021, o partido teve direito a cerca de R$ 100 milhões do fundo público, que é repartido conforme os tamanhos das bancadas na Câmara dos Deputados.

O escritório Teixeira Zanin Martins, que comanda a defesa de Lula nos casos da Lava Jato, recebeu pagamentos que somam R$ 1,2 milhão desde 2019. Também nesse caso, a despesa consta como financiada com “outros recursos”.

Na campanha eleitoral de 2018, na qual Lula tentou se lançar candidato e foi barrado pela Lei da Ficha Limpa, o partido chegou a declarar pagamento de R$ 1,5 milhão ao escritório com recursos do fundo eleitoral, também de origem pública. Os advogados posteriormente afirmaram que se tratou de um erro e o lançamento foi revisto na documentação oficial.

Neste ano, Lula novamente será candidato à Presidência e lidera as pesquisas de intenção de voto. Ele recuperou seus direitos políticos após a anulação de sentenças pelo Supremo e a declaração de parcialidade do ex-juiz Moro.

O ex-tesoureiro Delúbio Soares, condenado no mensalão e na Lava Jato, é defendido no Paraná por um escritório de Goiás, seu estado natal. Desde 2018, o advogado Pedro Paulo Medeiros foi remunerado pelo trabalho com R$ 661 mil pagos pela legenda.

Outro advogado de ex-tesoureiro que recebeu pagamentos da direção petista foi Elias Mattar Assad, que defendeu Paulo Ferreira, responsável pelas finanças do partido de 2005 a 2010.

Ferreira passou sete meses preso preventivamente entre 2016 e 2017. Condenado por Moro em primeira instância, foi absolvido em segundo grau. Foram pagos ao advogado R$ 42 mil em 2017.

O PT também arcou com as defesas de suspeitos fora do primeiro escalão do partido.

O escritório Bueno de Aguiar, Wendel e Associados, que também representou Paulo Ferreira, defendeu Juscelino Dourado, ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci.

Dourado foi preso junto com Palocci em 2016, sob suspeita de operacionalizar pagamentos ilegais, mas acabou nunca sendo denunciado na operação.

Foram pagos pelo trabalho dos advogados R$ 911 mil em 2017 e 2018. Nesse caso, a fonte das despesas nos dados da Justiça Eleitoral é o fundo partidário.

Em 2017, o partido também desembolsou outros R$ 177 mil ao advogado José Roberto Batochio. À reportagem ele disse que o pagamento se referia ao trabalho de defesa de Paulo Ferreira.

Batochio na época também advogou para Lula, Palocci e para outro ex-assessor do ex-ministro, Branislav Kontic. Palocci posteriormente trocou de advogados e decidiu fazer acordo de colaboração.

Outros repasses do PT ao escritório Bueno de Aguiar estiveram no centro de questionamento da Justiça Eleitoral às contas partidárias de 2015.

A assessoria técnica do TSE apontou como irregulares pagamentos que somaram R$ 455 mil (valores também não corrigidos) pagos à banca de advocacia que citavam como serviços prestados as defesas de Paulo Ferreira, de Juscelino Dourado e de uma funcionária denunciada em desdobramento da Lava Jato em São Paulo, Marta Coerin. O escritório também atuou em uma ação de improbidade na Justiça paulista.

Em voto no ano passado, o ministro Alexandre de Moraes, que relatou os casos, afirmou que a irregularidade era grave, “na medida em que recursos públicos estão sendo utilizados ao amparo de causas individuais e personalíssimas, de evidente afronta aos princípios da administração pública”.

A maioria dos colegas da corte concordou. Somados com outros problemas na prestação, a decisão foi por desaprovar as contas, com suspensão de cotas do fundo partidário por um mês e restituição de valores.

Segundo a Lei dos Partidos Políticos, a verba do fundo partidário só pode ser usada em processos judiciais e administrativos “de interesse partidário, bem como nos litígios que envolvam candidatos do partido, eleitos ou não, relacionados exclusivamente ao processo eleitoral”.

O fundo partidário é repassado mensalmente aos partidos para financiar atividades políticas, como doutrinação e educação política e o funcionamento de sedes. A verba, por decisão do Congresso, teve um salto em seu orçamento após a proibição da doação de empresas, em 2015.

Além dessa cifra, os partidos recebem nos anos de eleição o fundo eleitoral para bancar gastos de campanha.

As quantias pagas pelo PT aos criminalistas não são as mais elevadas desembolsadas pelo partido com advogados no período. O escritório Aragão & Ferraro, que representa a sigla nas cortes superiores, recebeu quase R$ 8 milhões desde 2018.

A banca foi fundada por Eugênio Aragão, nomeado para o Ministério da Justiça no fim do governo Dilma Rousseff, em 2016.

Também há gastos com escritórios que defendem o partido na Justiça Eleitoral.

OUTRO LADO

Procurado pela Folha de S.Paulo, o PT disse, por meio de sua assessoria, que os serviços jurídicos são adquiridos dentro da lei, “na defesa de seus objetivos programáticos e estatutários”, e que presta contas à Justiça Eleitoral dos recursos utilizados, “sejam próprios ou provenientes dos fundos eleitoral e partidário”.

Diz ainda que os casos citados pela reportagem se enquadram na Lei dos Partidos Políticos, que prevê a contratação de advogados em processos de interesse partidário.

Especificamente sobre a contratação em casos da Lava Jato, a direção petista afirmou à reportagem que houve ações “movidas por motivação política e não jurídica”, citando a anulação das sentenças contra o ex-presidente Lula.

“Ressalte-se que os contratos referentes ao ex-presidente são pagos com recursos próprios do PT.”

O partido também disse que o questionamento envolvendo as contas de 2015 está sendo discutido em recurso ainda não julgado no Supremo.

A Folha de S.Paulo tentou contato por telefone com o escritório Bueno de Aguiar e enviou perguntas por email, mas não houve resposta até a publicação deste texto.

O Teixeira Zanin Martins respondeu à reportagem: “O escritório foi contratado em 2019 pelo Partido dos Trabalhadores para prestar serviços jurídicos e foi remunerado por recursos privados da entidade, conforme previsto em contrato”.

O advogado José Roberto Batochio disse que, no trabalho para o PT, havia cláusula estabelecendo que os recursos não viriam de fontes públicas, por regras de compliance (conformidade), mas sim de doações particulares ao partido.

“Há declaração expressa do partido de que não se trata de recursos públicos.”

O trabalho de defesa de Lula, Palocci e Branislav Kontic não foi pago pelo partido, diz ele.

O advogado Elias Mattar Assad, de Curitiba, afirmou à reportagem que foi subcontratado para atuar também na defesa de Paulo Ferreira por outro escritório, o Bueno de Aguiar, que pôs em contrato a previsão de que o pagamento não seria feito com fundo partidário.

“Nosso cliente foi libertado sem habeas corpus, em audiência, e no final foi absolvido”, diz Assad.

O advogado Pedro Paulo Medeiros disse à reportagem que é remunerado pelo partido pelo trabalho na defesa de Delúbio Soares e que presta contas das atividades desenvolvidas à legenda, conforme é solicitado.

O D’Urso e Borges diz que não se manifesta sobre o assunto por envolver acordo de confidencialidade.

IPTU com desconto em Rio Claro vai até quinta-feira

Em Rio Claro, o prazo de vencimento da parcela única e da primeira parcela do IPTU 2022 vence na próxima quinta-feira (10). A cota única rende 10% de abatimento no valor total do carnê e o parcelamento pago em dia vale 3% de desconto em cada parcela.

Inicialmente o prazo venceria dia 25 de fevereiro. Com a alteração é preciso ficar atento. É necessário acessar no site da prefeitura nova guia de pagamento para garantir os descontos na cota única e primeira parcela do tributo.

Basta entrar no endereço www.rioclaro.sp.gov.br e ir ao “Portal de Tributos” no alto da página, à direita. Depois é preciso clicar na guia “Débitos” e escolher a opção “Imóvel”. Também é possível chegar nessa opção diretamente pelo endereço http://sistemas.rioclaro.sp.gov.br:8080/cgi-bin/nwwcgi/PLP/CIDADAO.

Em seguida, deve-se digitar o código reduzido ou a referência cadastral do imóvel, que são encontrados nos carnês de anos anteriores, clicar em “pesquisar” e escolher o ano de 2022. Aí, basta optar pela parcela única (“Total”) ou pela primeira parcela e as demais parcelas desejadas, imprimir e pagar em alguma unidade da rede bancária credenciada. Com as guias de pagamento obtidas no site não é possível utilizar Pix para pagar o IPTU.

Da segunda parcela em diante é possível pagar com o boleto normalmente e ter os descontos em cada parcela. Pouco mais de 100 mil carnês foram impressos. Além da rede bancária credenciada, há a opção de pagar da segunda parcela do IPTU em diante usando o Pix, desde que seja com o carnê. Basta utilizar o QR Code que vem impresso em cada parcela do boleto. Não é possível usar o Pix para pagar IPTU a partir da  guias acessadas pelo site da prefeitura.

Quem ainda não recebeu o boleto deve buscar a segunda via no site da prefeitura ou solicitar no WhatsApp pelo número (19) 9 9352-9085, informando o código reduzido e quais parcelas quer ter em mãos.

O tributo pode ser pago nas casas lotéricas e nos serviços de internet banking, aplicativos ou autoatendimento dos bancos Bradesco, Santander, Itaú, Banco do Brasil e Caixa Federal, além da cooperativa de crédito Sicoob. Os bancos não aceitam mais receber o IPTU nos caixas com atendimento pessoal dos funcionários. Já os pagamentos pelo Pix podem ser feitos por qualquer banco, mesmo os sem convênio com a prefeitura.

Vacinação contra Covid em RC vai das 8 às 16h nesta sexta

Rio Claro realiza vacinação contra a Covid nesta sexta-feira (4) das 8 às 16 horas. O atendimento é feito no salão da Igreja Boa Morte, na Rua 10 entre as avenidas 7 e 9.

A primeira dose está disponível para crianças de 5 a 11 anos, adolescentes seguem recebendo primeiras e segundas doses, e adultos recebem primeiras, segundas doses e doses de reforço. Para a segunda dose, é necessário observar a data de retorno, marcada a lápis no cartão de vacinação. Já a dose de reforço é aplicada quatro meses após a segunda dose.

A campanha de vacinação contra Covid está disponibilizando primeiras, segundas e doses de reforço de todos os laboratórios.

As crianças devem estar acompanhadas de um responsável com mais de 18 anos, portando CPF e cartão SUS da criança. No caso de primeira dose, o cadastro antecipado no site vacinaja.sp.gov.br é fundamental para agilizar o atendimento.

Rio Claro registra mais 20 casos de Covid

Vinte novos casos de Covid foram registrados em Rio Claro nas últimas 24 horas, conforme boletim divulgado nesta quinta-feira (3) pela Fundação Municipal de Saúde. Com isso, o município totaliza 27.075 casos da doença nesta pandemia.

O boletim informa também a recuperação de mais 21 pessoas, elevando para 26.218 o número de pacientes recuperados da Covid em Rio Claro.

A ocupação de leitos Covid é de 22%, com 19 pessoas internadas, sendo 11 em unidades de terapia intensiva. O município tem 34 pessoas em isolamento domiciliar por não apresentarem sintomas ou estarem com sintomas leves da doença.

A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

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Criança se fere no parquinho do Lago Azul e acende alerta para manutenção em playgrounds

Recupera-se em casa o garoto Pedro Leonardo Miranda, 11 anos, vítima de um acidente no último sábado (26) enquanto brincava no parquinho do Lago Azul.

Desde o dia do acidente ele precisa ir ao hospital trocar o curativo do braço, onde chegou a levar pontos após o ferro de um balanço ficar “cravado”.

Pedro foi ao local com mais um amiguinho. Ambos estavam acompanhados de um adulto e brincavam quando o acidente aconteceu.

“Meu vizinho, que tem um filho da mesma idade do Pedro, veio pedir se poderia levá-lo. Era aniversário do filho do vizinho e, como não teria festa, o filho dele queria ir no parquinho e queria que meu filho fosse junto. Eu permiti. Quando fiquei sabendo do acidente e da gravidade foi um grande susto. Os bombeiros foram chamados, estouraram a corrente e levaram meu filho com um pedaço de ferro enferrujado cravado no braço”, disse a mãe Aline Miranda.

No mesmo dia do acidente a prefeitura municipal enviou uma nota à imprensa informando que na segunda-feira (28) o parquinho estaria fechado para manutenção. A nota, no entanto, não citou o motivo nem fez menção ao acidente com o garoto.

A mãe fez um alerta nas redes sociais e pediu mais cuidado por parte da prefeitura.

“Eu até agora não fui procurada por ninguém. Nem carro eu tenho para transportar meu filho para fazer curativo todos os dias. Estou tendo que me virar. Acredito que é preciso prevenir e não esperar acontecer algo para irem fazer uma inspeção apurada nos brinquedos”, relata Aline que faz um agradecimento especial ao bombeiros: “Profissionais exemplares, que diante da situação, além do socorro, acalmaram e deram forças ao meu filho. Em breve iremos fazer uma visita no quartel para agradecer pessoalmente”.

Caso semelhante ocorreu em dezembro

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O caso de Pedro não foi único nos últimos meses. Em dezembro uma menina de 10 anos ficou ferida em um parquinho no Guanabara. Laysla de Oliveira levou quase 20 pontos no pé.

Na época a mãe da garota relatou os fatos aos JC: “Esse brinquedo instalado no local é para crianças cadeirantes, porém outras crianças brincam nele também. É algo normal. Minha filha estava nele e teve a parte de trás do pé cortada. Ela teve muita sorte pois poderia ter cortado um tendão, ferir a cabeça e a situação ser bem pior. Depois que aconteceu isso já fiquei sabendo de outros casos de crianças que se feriram no mesmo local”, disse Sandra Regina de Oliveira Flores.

A mãe ainda fez um alerta: “Acredito que está mais do que na hora da prefeitura se preocupar em realizar manutenção não só neste parquinho, mas como em outros brinquedos em outros bairros. Não é apenas instalar, inaugurar e ponto final. É preciso ter um acompanhamento”.

Morre Ismael Carlos Pizzirani, o Caia, aos 65 anos

Morreu nesta quinta-feira (3), aos 65 anos, Ismael Carlos Pizzirani, conhecido como Caia.

Caia era um comerciante muito conhecido em Rio Claro por seus trabalhos como proprietário do antigo Supermercado Pizzirani, posteriormente União. Atualmente, ele trabalhava em um outro supermercado, na Avenida 12, mesmo endereço das lojas anteriores.

Ismael Carlos Pizzirani deixa o filho Matheus Fiorio Pizzirani, além de demais familiares e amigos.

O velório será realizado nesta sexta (4) a partir das 6h15, no Memorial Cidade Jardim (Parque das Palmeiras) e o sepultamento será às 10h15 no Cemitério Municipal São João Batista.

SP aguarda reflexos do Carnaval nos casos de Covid antes de flexibilizar uso de máscaras

Folhapress

O Governo de São Paulo, que já discute internamente a possibilidade de flexibilizar o uso de máscaras no estado, aguarda com expectativa o comportamento das curvas que indicam crescimento ou queda no número de casos, internações e mortes por Covid-19.

A esperança é que o comportamento das pessoas no Carnaval não altere significativamente a tendência de queda que segue sendo verificada no estado, em todos os itens.

O número de casos diagnosticados diariamente voltou a cair, de uma média de 13.070 na terceira semana de fevereiro para 11.657, por dia, em média, na última semana do mês. As internações recuaram 29,3% no mesmo período -de uma média diária de 700 para 495 hospitalizações. E os óbitos baixaram de uma média de 242 por dia para 197.

Apesar da evolução positiva, as mortes ainda assustam. O número era bem menor: apenas 22 óbitos por Covid-19 foram registrados no estado.

Avenida Tancredo Neves recebe serviço de limpeza

Uma das principais vias públicas de Rio Claro está recebendo serviços de limpeza e corte de mato, realizados pela prefeitura.

A Avenida Tancredo Neves começou a ser limpa nesta quinta-feira (3). Na semana passada, a prefeitura trabalhou na Avenida Amaral Gurgel (ao lado do aeroclube) e na Castelo Branco.

Os trabalhos estão sendo feitos pela Secretaria de Serviços Públicos, que, com a redução das chuvas, tem conseguido intensificar as ações de limpeza de ruas e avenidas e outras áreas públicas.

Servidores municipais decidem por ‘estado de greve’ em Rio Claro

Um grupo de servidores se reuniu na manhã dessa quarta-feira (2) em frente ao Paço Municipal onde deliberaram pelo estado de greve no funcionalismo público. Isto é, a partir de agora, começam a se organizar para uma possível paralisação dos serviços na Prefeitura de Rio Claro. A motivação é o reajuste de 8% no salário, através de projeto do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD), que fora aprovado pelos vereadores em sessões extraordinárias no último fim de semana.

Os servidores realizaram a assembleia de forma independente, sem a presença do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Rio Claro (Sindmuni). De acordo com um dos organizadores, ao JC, uma comissão está sendo organizada com diversos funcionários dos mais variados setores e departamentos da categoria. A comissão representará os servidores frente a uma tentativa de audiência com o prefeito Gustavo. Ainda no encontro de ontem, os servidores deliberaram por uma reivindicação de 20% de reajuste e vale de R$ 800.

A possibilidade de uma greve continua em alerta. A intensificação da mobilização cresce, ainda que o Sindmuni tenha afirmado, em entrevista na edição de terça-feira no JC, que não reconhece a assembleia realizada ontem. “A mesma ocorre sem amparo legal algum”, declarou Ari Rios, da diretoria do sindicato.

O sindicalista chegou a afirmar, também, que, caso ocorra, será “uma greve iminentemente de cunho político-partidário em que as lideranças até agora não apareceram, justamente por ter ciência das consequências jurídicas que poderão recair sobre os mesmos”, afirma. A comissão criada por esses servidores independentes também deverá acionar o Ministério Público por conta da atuação do Sindmuni frente às tratativas pelo aumento do índice do reajuste salarial. Os funcionários farão uma representação relatando uma suposta pressão que ocorreu entre a entidade, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores pela aprovação do reajuste, uma vez que em assembleia realizada pelo próprio Sidmuni, os servidores haviam recusado a proposta da gestão municipal.

MP

Servidores entrarão com representação no Ministério Público por conta da aprovação do reajuste abaixo do índice inflacionário.

Jornal Cidade RC
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