Duas outras situações apontadas são a demora na execução dos serviços e a falta de placas e avisos com antecedência

A suavização de valetas tem sido uma constante no governo Gustavo Perissinotto, que atende a uma antiga reivindicação dos motoristas. Porém, nesta semana, algumas interdições tiraram o ‘sossego’ de comerciantes e vizinhança.

Pela Rua 1, no trecho que compreende desde a Avenida 14 até a Avenida 22, basta ficar alguns minutos para notar que a calçada virou rua: “O que está acontecendo aqui é um verdadeiro absurdo e um descaso por parte da prefeitura, que não colocou pelo menos um agente de trânsito, ou uma viatura da GCM para inibir essa ação. Os motociclistas ultrapassam a sinalização e vêm pela calçada para seguir o trajeto. Onde isso vai parar? Daqui a pouco estão atropelando pedestres. Sem contar a demora para concluir essa obra. Pessoal vem, trabalha 40 minutos e vai embora e o restante do dia tudo parado”, disse a comerciante Rose, que possui uma loja de armarinhos no trecho.

Rua 5, esquina da Avenida 8

“A verdade é que falta programação e consideração com os comerciantes. O movimento na loja caiu 50%. Não existe uma preocupação de nos avisar com antecedência para avisarmos clientes, colocarmos um aviso. Além disso deveriam fazer por partes. Uma semana faz um trecho e libera. Na outra semana faz o outro trecho e libera. Agora tudo de uma vez é querer gerar transtornos”, disse a comerciante Silvia, que também trabalha no trecho da Rua 1 entre as avenidas 14 e 16.

Já dona Cida é proprietária de um brechó e afirma que nesta semana praticamente ficou sem clientes: “Eu fico sem clientes e a obra fica parada. Reforço a reclamação das minhas vizinhas comerciantes sobre o problema no trânsito. Uns ainda passam mais devagar de moto pela calçada, já outros que ficam irritados com a interdição já vêm acelerando com tudo. Quando é necessária uma fiscalização de trânsito ela não acontece. Será que ninguém da Mobilidade está ciente do que está acontecendo?”, questionou a entrevistada.

Motociclistas são flagrados na contramão e nas calçadas

Já quem utiliza carro e não fura a interdição reclama que faltam avisos e placas com antecedência: “Essa semana mesmo eu seguia pela Rua 1 à noite e na Avenida 14 não consegui ir mais reto. Eu desci então a Avenida 14, fui até a Rua 3, Subi a Avenida 16 e peguei novamente a Rua 1. Quando chegou novamente na Avenida 20, não consegui ir mais ir reto, porque tinha uma nova interdição. Tive que voltar tudo de novo. Uma volta absurda. Nenhuma placa estava avisando com antecedência. Simplesmente fecham e o motorista tem que ficar gastando combustível igual bobo indo de um lado para o outro sem saber o que vai encontrar pela frente”, contou.

Outro ponto que está acontecendo o mesmo problema é na Rua 5 com a Avenida 8. Motociclistas e ciclistas têm dividido a calçada com os pedestres: “Saí para colocar o lixo na calçada e me assustei com a velocidade que um moço de moto vinha na minha direção. Daqui a pouco acontece algo mais sério, sendo que a prefeitura poderia ter tomado uma atitude mais enérgica com quem não está respeitando”, disse a aposentada Ana Maria.

O que diz a prefeitura

Em nota, a prefeitura de Rio Claro informou e orientou: “Não há como realizar obra viária sem algum tipo de incômodo. E, de maneira geral, a população compreende isso. A colocação de um agente de trânsito em cada obra é inviável, pois as obras são muitas, os agentes de trânsito são poucos e os agentes têm outras funções no trânsito.

Motociclistas que não respeitam a interdição estão sujeitos às penalidades previstas no código de trânsito. Motoristas, motociclistas, ciclistas e mesmo pedestres reconhecem a atitude acertada da prefeitura em providenciar a suavização das valetas, antigo problema no trânsito urbano de Rio Claro”.

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