O Governo do Estado de São Paulo, através do governador Rodrigo Garcia (PSDB), assinou na última semana o acordo de cooperação técnica com o Ministério da Infraestrutura para destravar a licitação do TIC (Trem Intercidades), que ligará São Paulo a Campinas. O projeto é antigo e foi motivo de um abaixo-assinado em Rio Claro, com mais de 20 mil assinaturas, para que o trajeto fosse estendido ao município.

Apesar da reivindicação, com apoio inclusive da OAB Rio Claro, até o momento não foi anunciada a participação da cidade nos planos. De acordo com o Governo Estadual, com a assinatura do acordo na sexta-feira (4), a administração do Estado poderá viabilizar a implantação e a operação do TIC Eixo Norte, e poderá lançar o edital da licitação da parceria público-privada.

“Por meio da iniciativa, o Estado garante que a futura concessionária do TIC Eixo Norte assumirá os direitos e as obrigações da CPTM, que se relacionam ao trecho ferroviário da Linha 7. O objetivo do acordo, portanto, é encaminhar diretrizes para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para nortear as ações necessárias à implantação do TIC Eixo Norte e das segregações entre trilhos de cargas e de passageiros, em especial por meio da prorrogação antecipada do contrato de concessão da MRS Logística S/A”, informa o Governo de São Paulo.

O convênio para que Campinas participe do Trem Intercidades foi assinado em abril deste ano, conforme o JC noticiou na época. A administração estadual informou que a estimativa de investimento chega aos R$ 10,2 bilhões e terá 100 quilômetros de extensão com serviço expresso entre Campinas, Jundiaí e São Paulo e um sistema com paradas entre Campinas e Francisco Morato, atendendo às cidades de Louveira, Valinhos e Vinhedo.

Em 2020, o então secretário do Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, comentou à Rádio Jovem Pan News Rio Claro, do Grupo JC de Comunicação, que uma segunda etapa do projeto deverá chegar até Americana, mas que Rio Claro não está contemplada na programação, apesar do abaixo-assinado com mais de 20 mil assinaturas ter sido entregue no ano de 2015 para o então governador Geraldo Alckmin.

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