A campanha “Lugar de Criança é na Escola”, liderada por um grupo de pediatras no país, está mobilizando a sociedade e o poder público para o retorno seguro das escolas públicas a partir do próximo ano. Apesar do assunto dividir opiniões, o objetivo não é abrir as unidades a qualquer custo, mas respeitando critérios de segurança e higiene.

Acompanhando o assunto nacionalmente, a médica pediatra Cristina Mamprin Losano, de Rio Claro, avalia que o retorno das aulas deve ser considerado para 2021. “As crianças estão nas ruas, nos parquinhos, em contato com outras pessoas. Não tem como segurá-las mais em casa, porque estamos identificando problemas de socialização, alimentação e uso demasiado de celular”, pontua.

Conforme avalia, esse retorno pode ocorrer com menos alunos e em períodos menores, além das medidas de segurança. “Já aos pais que concordarem, os filhos voltam às aulas presenciais; do contrário, no modelo remoto”, completa.

Mãe de um casal de crianças, Erica Ferrarini acredita que, seguindo os protocolos de segurança, é viável a reabertura das escolas. “Os professores devem estar seguros para trabalhar e os alunos em um ambiente seguro para estudar.

A decisão de voltar às aulas ou não, ambos vão colher as consequências, por isso deve haver respeito entre as diferentes opiniões dos pais, pois cada família tem suas razões”, conclui.

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