Reparo em adutora na Rua 14 durou 35h; Daae planeja nova interrupção em Rio Claro

Equipe trabalhou 35 horas na rede no fim de semana e novos reparos ainda serão necessários

Manutenção de emergência no Alto do Santana afetou abastecimento e trânsito; nova intervenção será nesta semana para reparo definitivo.

Após mais de 35 horas de trabalho, o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) de Rio Claro finalizou na noite de domingo (7) o reparo provisório na adutora de aço de 500 milímetros. A manutenção foi realizada na rotatória da Rua 14 com a Avenida Perimetral, no Alto do Santana.

Segundo o Daae, o reparo emergencial permitiu a retomada gradual do abastecimento. No entanto, a adutora opera sob fluxo residual controlado devido à alta pressão da rede, exigindo um monitoramento constante.

O trabalho, que começou na manhã de sábado (6), teve duração ampliada porque, além da troca do trecho da rede que rompeu, a junção dessa grande rede de aço também estava danificada. Isso exigiu um complexo trabalho de solda, elevando a complexidade do serviço.


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Ao longo do fim de semana, a intervenção causou falta d’água e/ou baixa pressão em bairros das regiões Leste, Oeste e Sul de Rio Claro, além do distrito de Ajapi. Para a realização do reparo na adutora, também foi preciso interditar o trânsito na região.

Nas redes sociais, moradores, comerciantes e prestadores de serviços relataram dificuldades. Alguns condomínios chegaram a providenciar a compra de água via caminhões-pipa. O Daae reforçou a necessidade de imóveis com caixa d’água, mas muitos reservatórios não foram suficientes devido ao longo período sem abastecimento. Em alguns pontos, o fornecimento ainda não havia sido normalizado na tarde de segunda-feira (8).

Nova interrupção para reparo definitivo

A superintendência do Daae informou que novas intervenções serão necessárias na rede da Rua 14. A autarquia está definindo a data da execução do reparo definitivo, que será ainda nesta semana, durante a noite, para minimizar o impacto no abastecimento.

O serviço definitivo será realizado por uma empresa especializada, visando resolver o problema de forma permanente. Para isso, será necessário interromper temporariamente o abastecimento nesta adutora novamente. Mais detalhes serão divulgados após a definição completa do plano de ação.

Até o início da noite de segunda-feira (8), o abastecimento seguia com intercorrência técnica em monitoramento e em fase de correção, por conta da alta pressão da rede. O objetivo do Daae é encher os reservatórios nos bairros afetados antes de parar novamente para o reparo definitivo.

Rompimentos frequentes e a rede de água de Rio Claro

Questionado sobre as causas dos rompimentos de adutoras, o Daae explicou que se trata de uma combinação de fatores. Entre eles, variações de temperatura (que causam dilatação ou contração das tubulações), “golpe de aríete” (mudança brusca na velocidade da água), fadiga ou desgaste natural do material, e corrosão em tubulações metálicas.

Fatores externos também contribuem, como interferência de obras (causando rompimentos acidentais por retroescavadeiras ou perfurações) e o tráfego de veículos pesados sobre as redes.

Atualmente, Rio Claro conta com cerca de 82.220 ligações de água e aproximadamente 910 quilômetros de extensão de redes em toda a cidade. A rede é composta por materiais como ferro galvanizado (0,3%), aço (0,7%), cimento amianto (3,1%), defofo (4,1%), ferro fundido (19,3%), PEAD (15,7%) e PVC (56,8%).

As redes de cimento amianto são as mais antigas, com pouco mais de 35 anos em uso. Quando são realizados reparos, o Daae informa que sempre utiliza materiais mais modernos e resistentes. A troca completa de uma adutora em funcionamento demandaria inúmeras paralisações e seria de alta complexidade e custo.

Sobre a troca da rede de água

Quando questionado sobre o motivo de não fazer a troca completa das adutoras que apresentam necessidade frequente de manutenção, o Daae explica que “no exemplo da adutora de 500 milímetros na rotatória da Rua 14, são 6 quilômetros de rede de aço. A estimativa do valor de todas as etapas do trabalho de troca total dessa extensão por PEAD (Polietileno de Alta Densidade), que proporciona alto desempenho e flexibilidade, com mais de 100 anos de vida útil, não forma incrustações e é imune à corrosão, é de no mínimo, R$ 20 milhões”, informa ao JC.

Rodrigo Montezzo: