Da Redação

A Polícia Federal investiga uma quadrilha que aplica o golpe do boleto, que são golpes pela internet com a emissão de falsos boletos bancários. Os bandidos modificam o código de barras das faturas através de computadores infectados por vírus. Quando o correntista paga a conta, o dinheiro é desviado para a conta dos criminosos, deixando a conta em aberto.

É preciso ficar atentos aos arquivos e anexos de e-mails e mensagens em redes sociais. São essas as ferramentas utilizados pelos criminosos para instalar o malware, chamado de “Bolware”, no computador. Eles enganam o consumidor com páginas e e-mails falsos parecidos com os dos bancos. O malware compromete os navegadores e permite a interceptação dos boletos pelo bolware, que modifica o código de barras. Aí é só esperar o pagamento pelo cliente que, na maioria das vezes, não percebe o golpe.

Segundo a Polícia Federal, o golpe vem sendo aplicado desde 2012 e já gerou um prejuízo de mais de R$ 8,5 bilhões. Até o momento, 495.753 boletos foram alterados pelos bandidos. A estimativa é de que pelo menos 200 mil computadores tenham sido infectados com vírus em todo o país.

O Procon de Rio Claro emitiu comunicado alertando os consumidores sobre o golpe. Segundo o superintendente do órgão, Sérgio Santoro, o Procon já registrou reclamações de consumidores que foram vítimas do golpe no município. Ele comenta que geralmente as vítimas só tomam ciência do golpe após receber cobrança do boleto.

Santoro orienta a vítima a procurar o Procon. “O órgão exigirá que o banco cumpra o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. A responsabilidade é do banco, que não se preparou com todos os dispositivos de segurança necessários para evitar esse golpe”, explica. O artigo 14 do CDC determina que “O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços…”.

A sua assinatura é fundamental para continuarmos a oferecer informação de qualidade e credibilidade. Apoie o jornalismo do Jornal Cidade. Clique aqui.

Mais em Segurança: