Com o intuito de celebrar o Dia Internacional da Mulher de uma maneira especial, a prefeitura de Rio Claro, através da Secretaria de Agricultura, realizou na manhã do dia 8 de março mais uma etapa do processo da formação de florestas urbanas, com o plantio de 20 mudas de ipês-rosas e roxos na região do Estádio Municipal Augusto Schmidt Filho. A ação integra o programa “Plantando Vidas”, desenvolvido em parceria com a pasta da Saúde. Nele, mulheres diagnosticadas com câncer de mama fazem o plantio e celebram o renascimento da esperança. O projeto acontece duas vezes por ano, no Outubro Rosa e em março, mês das mulheres.

Meirieli Cristina de Paula é técnica de enfermagem da Fundação Municipal de Saúde e atua no ambulatório de mastologia do CEAD. À frente do projeto, fala sobre a importância do ato.

“O objetivo desta ação é mostrar para as pessoas que, embora as pacientes recebam o diagnóstico do câncer de mama, existe uma vida após esse diagnóstico. Culturalmente temos o câncer como sinônimo de morte e essas meninas estão aqui para mostrar que não é assim, existe uma vida, temos pacientes aqui que receberam o diagnóstico há 20, 25 anos e celebram o lado positivo de tudo que aconteceu”, conta a profissional.

Tadeu Olivatti é agente de planejamento da Secretaria Municipal de Agricultura e explica o cuidado despendido em relação ao “Plantando Vidas”.

“Dentre todos os projetos que o Departamento de Silvicultura realiza na cidade de Rio Claro é pelo qual a gente tem mais apreço. As mulheres resilientes que conseguiram vencer o câncer de mama fazem com a gente esse programa ‘Plantando Vidas’ e na verdade é um trabalho de conscientização ambiental, essas mulheres que venceram a doença hoje nos ajudam a curar o planeta plantando árvores”, comenta.

Ainda segundo o agente, o departamento escolhe áreas urbanizadas para a realização do trabalho e carentes dessa arborização.

“Procuramos escolher áreas urbanizadas até mesmo para a manutenção. Realizamos um trabalho a cada seis meses com essas mulheres, então selecionamos as áreas propícias também para a manutenção. Os ipês foram escolhidos justamente pela simbologia, estamos plantando rosas e roxos. O ipê-roxo é nativo da nossa flora regional, o rosa, da região das Guianas”, disse.

Marcia Moita, 72 anos, está em tratamento há dois anos, mas já na fase final. Ao participar da ação, falou sobre seus sentimentos.

“Estou terminando o tratamento que começou há dois anos. Essa ação é maravilhosa, uma coisa espetacular para mim e para todas as mulheres que tiveram câncer, pois grande parte sofre outras coisas, a rejeição, o medo, então esse grupo que o Cead formou é uma maneira de nos unirmos e todas as mulheres saberem que todas são donas de si, e que o câncer não é um vilão, a gente vence, é preciso ter coragem, mas a gente vence!”, disse.

Rita Helena Manso, 56 anos, foi diagnosticada há dez anos com câncer de mama e fala sobre a batalha que travou.

“Fui diagnosticada com 46 anos e foi um caminho bem difícil, de químio, rádio, tive câncer duas vezes, numa mama, três anos depois tive na outra, passei por diversas etapas, tive que extrair uma mama e tudo isso é bem marcante e traumático, então hoje é um dia especial, estamos aqui para plantar uma árvore, que é uma vida, uma vida perene, um ipê, essa árvore vai viver por muitos anos e isso tem um significado muito importante para mim, significa celebrar a vida, lembramos de tudo que passamos e estamos aqui, estou aqui viva e feliz! Para mim é um dia memorável”, fala, emocionada.

Maria Aparecida da Costa Amado Campeteli, 82 anos, foi a primeira mulher a plantar uma árvore no projeto “Plantando Vidas”. Moradora da região onde a ação aconteceu na última sexta-feira, resolveu participar, pois sabe a força e a importância.

“Fui diagnosticada 27 anos atrás, precisei fazer a cirurgia rapidamente, tirei dez gânglios linfáticos e a mama esquerda, não precisei de químio, continuei o tratamento, as rádios e graças a Deus estou bem. Ganhei muita força do meu marido. Enxergo o plantio como uma vitória na vida da gente, ficamos felizes, sabendo que podemos fazer algo tão especial, participei algumas vezes dessa dinâmica, na verdade a primeira árvore do projeto quem plantou fui eu!”, conta, toda orgulhosa.

A primeira-dama do município, Bruna Perissinotto, marcou presença no plantio e conversou com as presentes sobre o ato.

“É um evento que marca, vamos deixar aqui hoje ipês, que são árvores símbolos da cidade e símbolo dessa luta tão importante. Aqui temos mulheres muito fortes, que venceram o câncer de mama e para nós é muito especial e importante esse dia, no Dia da Mulher, com tanta força, com lutas tão desafiadoras”, finalizou.

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