Imagem – Divulgação

Folhapress/ Demétrio Vecchio

Diferente da maior parte dos eventos esportivos, que escolhem animais com características humanas como mascotes, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris-2024 anunciaram nessa segunda (14) que suas mascotes serão dois barretes frígios, nome de um tipo específico de gorro. Ambos são vermelhos e, um deles, usa uma perna mecânica. É padrão que os nomes só sejam definidos em outra etapa.

O barrete frígio era originalmente usado por moradores de Frígia, uma região da Ásia Menor, mas se tornaram famosos aos serem utilizados pelos republicanos que lutaram na Tomada da Bastilha, em 1789.

Assim, esse gorro se tornou o símbolo da Revolução Francesa e das lutas por liberdade.

O barrete frígio aparece, por exemplo, em destaque na bandeira de Santa Catarina, na ponta da estrela central, e na bandeira do Rio Grande do Sul, sobre uma espada. Na bandeira da cidade do Rio de Janeiro, é o elemento mais central.

O mesmo espírito, presente nessas bandeiras, é recuperado por Paris ao organizar a Olimpíada e a Paralimpíada. “É uma mascote que encarna o espírito francês. Um ideal que carrega os valores do nosso país, uma parte da nossa história e um ponto de vista singular sobre o mundo. É a primeira vez que a mascote não é um animal, e sim um ideal”, comentou Julie Matikhine, gerente de marca de Paris-2024.

No vídeo de apresentação dos mascotes, praticando esportes, fica claro que as pontas do barrete vão servir como braços e mãos, e que a boca e os olhos dão expressão aos personagens, que têm cílios das cores da bandeira francesa. Exceto a logomarca dos Jogos, predominantemente dourada, e presente na “barriga” deles, as mascotes são inteiras em azul, vermelho e branco.

Apesar da novidade em termos de Jogos Olímpicos e Paralímpicos -que, no caso de Paris, pela primeira vez têm organização conjunta-, a mascote não ser um animal é algo que já acontece também na Copa do Mundo do Qatar, que começa no fim de semana. No caso qatariano, a mascote é um o Keffiyeh, o lenço usado por grande parte dos homens locais. No caso dele, as bordas também servem como braço, mas o La’eeb não tem pernas.

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