Mostras e festivais oferecem passeio por outras perspectivas

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Fabíola Cunha

Cláudia, ao centro, durante oficina que ministra em escolas pelo Grupo Kino-Olho (Foto: Arquivo pessoal)
Cláudia, ao centro, durante oficina que ministra em escolas pelo Grupo Kino-Olho (Foto: Arquivo pessoal)

A cidade de São Paulo sedia entre os dias 16 e 29 de outubro a Mostra Internacional de Cinema, que chega à 38ª edição. Durante duas semanas serão exibidos 330 títulos de variados países e diversas cinematografias em 35 salas de 29 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus.

A jornalista e cineasta Cláudia do Canto, membro do grupo Kino-Olho,  acredita que eventos como a Mostra oferecem ao público a chance de escapar dos cinemas de shopping centers e conhecer outros temas e culturas. Além disso, são importantes para quem faz filmes: “É importante para conhecermos o olhar de outros realizadores e também notarmos o tipo de filmes que as distribuidoras estão se interessando e estão nos grandes circuitos e cinemas mundiais”, avalia.

Mesmo trazendo tantos títulos de países e cineastas diferentes, a mostra paulistana é consagrada e tem muita publicidade, o que não acontece com outros eventos do tipo que estão fora do eixo Rio-São Paulo: “A dificuldade, com certeza, é a formação de um público. Em Rio Claro mesmo, com o Festival de Cinema do Kino Olho (FIIK) notamos isso, até conseguirmos formar um público demorou anos. Eu acredito que os meios de comunicação devam divulgar mais sobre este tipo de evento quando eles acontecem fora deste eixo, pois eles acontecem mesmo que ainda sejam poucos”, diz.

Ela cita como exemplos de eventos merecedores de atenção do público o Seda (Semana do Audiovisual), em Limeira, o festival Contato, organizado pelos alunos da UFSCar e o FIIK, em Rio Claro.

Mais informações:

Filmes da 38ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Salas e ingressos

 

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