Folhapress

A maioria dos governadores que tentaram a reeleição conseguiu renovar o mandato já no primeiro turno, neste domingo (2).

Concorriam novamente 20 governadores, sendo que 11 já tiveram a vitória confirmada.

Ao menos outros quatro ainda disputam o segundo turno, no próximo dia 30, na Paraíba, no Espírito Santo, em Alagoas e em Rondônia.

Um dos incumbentes derrotados é o tucano Rodrigo Garcia, que assumiu o Governo de São Paulo após renúncia do titular, João Doria, em abril deste ano. Ele ficou em terceiro lugar, encerrando uma hegemonia de 28 anos do PSDB paulista.

Outra derrota foi de Carlos Moisés, do Republicanos, em Santa Catarina.

Em 2018, auge da onda antipolítica na esteira da Operação Lava Jato e da ascensão do bolsonarismo, também 20 governadores concorreram, mas só dez se elegeram.

Os resultados prévios sinalizam uma reversão daquela onda, com triunfos de nomes e partidos mais consolidados na política em várias partes do país. Naquele ano, se elegeram aos governos candidatos até então pouco conhecido do eleitorado, como o catarinense Moisés, Romeu Zema, do Novo, em Minas, e Wilson Witzel, à época do PSC, no Rio de Janeiro.

O próprio Zema agora definiu a corrida já na primeira votação, superando Alexandre Kalil, do PSD.

Neste domingo, um dos vitoriosos por maior margem foi Helder Barbalho, no Pará, que formou a maior aliança do país em sua tentativa de reeleição e fez quase 70% dos votos válidos –a apuração ainda não foi encerrada.

Percentual parecido foi obtido por Ratinho Junior, do PSD, no Paraná, outro que ficará por mais quatro anos. Também ganhou por larga margem Mauro Mendes, da União Brasil, em Mato Grosso.

Um outro governador favorito, mas que teve vitória mais apertada, foi Ibaneis Rocha, do MDB, no Distrito Federal, que por pouco não teve que disputar um segundo turno.

A conta dos candidatos à reeleição leva em conta também o gaúcho Eduardo Leite, que renunciou neste ano inicialmente com o plano de concorrer à Presidência da República, mas que optou por tentar novo mandato no estado.

A reeleição é permitida desde 1998. Em 2002, houve o menor volume de reeleição, com nove reeleitos entre 16 tentativas.

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